Era novamente uma vez
33 Capítulo 33 – Brincando com fogo
Notas iniciais
— Mas que caralho!!! – só conseguiu dizer Emma ao correr para fora do carro olhando para o local do acidente
— Não... é.... possível... – disse Frost com dificuldade para respirar acompanhando a loira
— Ei, ei! Volta pro carro! Temos que chamar alguém pra ver esse seu ombro. – disse a detetive aflita segurando o rapaz pelo outro braço e o guiando de volta ao banco do passageiro
— Eu...estou...bem... – dizia ele visivelmente com muita dor
— Aham, estou vendo! – respondeu Emma de maneira ácida depois abaixando o tom de voz e o olhando com carinho – Você foi muito corajoso, Frost! Vai dar um excelente parceiro pra gente na divisão de Homicídios.
— Obrigado, Swan! – respondeu Frost tentando transmitir toda a gratidão que conseguia pelo olhar naquela hora
Ficaram em silêncio apertando a mão um do outro e logo uma equipe policial e de emergência médica completas estavam no recinto. Frost foi levado numa ambulância ao hospital mais próximo. Jane saiu do carro de Korsak correndo em direção a parceira e institivamente segurando seus ombros verificando com os olhos cada parte de seu corpo:
— Emma! Você está bem?
— Sim, comigo tudo certo, Jane!
— O que houve?
Emma narrou roboticamente a história e logo entrou no carro de Korsak para retornar com Jane e ele à delegacia.
— Nenhum sinal ainda? – disse Anabelle ao telefone muitas horas depois – Ok, obrigada!
— Eles não acharam os corpos? – perguntou Maura que acompanhava a prima no laboratório juntamente com todos os detetives
— Não, a equipe de busca pode continuar noite adentro mas vocês quem sabem, acho pouquíssimo provável que achem algo sendo que não acharam até agora...
— O problema é que se deixarmos passar a noite certamente amanhã com a correnteza da água os corpos podem estar em qualquer lugar! – disse Jane
— Concordo, mas pelo que vimos o carro caiu num ponto que a corrente já é forte, por isso que não deu tempo de encontrarem os corpos desde que iniciaram, o correto mesmo seria acionarmos um oceanógrafo e traçar uma estratégia antes de recomeçarem amanhã. – completou Maura
— Bem observado, Doutora! – comentou Korsak – Vamos fazer desta forma então, tenente? Paramos por hoje e remanejamos as equipes de busca amanhã cedo?
— Sim, também acho mais prudente! – respondeu Cavaunagh afrouxando a gravata — Foi um bom trabalho pessoal, mas até acharmos os corpos não daremos o caso como encerrado! Estão dispensados por hoje.
Todos acenaram com a cabeça e Korsak se virou para as moças:
— Meninas, eu vou ao hospital ver o Frost, se tudo correu bem ele deve ter alta agora a noite, verei se ele não precisa de alguma ajuda para ir pra casa ou sei lá.
— O Killian ficou sabendo do que aconteceu com ele? – perguntou Jane curiosa
— Sim, mas ele estava muito ocupado com outro caso só telefonou para ele e disse que não teria tempo de ir lá...
— Mas é um cretino mesmo! – resmungou Emma inconformada – Eu realmente gostaria de ir junto, mas com certeza tenho muito o que conversar com a Regina agora.
Korsak só deu os ombros maneando a cabeça de maneira triste e saiu porta afora. Jane se despediu das Isles e acompanhou Emma para o estacionamento. As duas foram quietas o trajeto todo para casa. Só ao chegarem no portão que Jane quebrou o silêncio:
— Quer ajuda pra falar com ela?
— Não sei... Mas acho que não, fique com meu irmão, por favor? Não quero esperar até tão tarde para contar como da última vez.
A morena acenou um sim com a cabeça e elas entraram na casa. Henry e Regina punham a mesa para o jantar.
— Oi, gente! – disse Emma abrindo um sorriso forçado – Re, posso falar com você um minutinho antes de jantarmos?
— Claro, minha querida! – respondeu Regina de volta – Janie, ajuda o Henry a terminar aqui, por favor?
Jane se prontificou já puxando assunto com o menino enquanto pegava os talheres:
— E ai, fiquei sabendo que vocês foram no museu hoje? Como foi?
Henry narrou empolgado sobre seu dia para Jane enquanto Emma sentava na poltrona do escritório de Regina e ela fechava a porta pegando um copo d’água.
— Amor, desculpe mas não tenho boas notícias.
A morena foi a frente entregando o copo para a outra que a olhou confusa mas aceitou.
— Nós seguimos todas as pistas possíveis e tentamos ser os mais rápidos mas ainda assim nem tudo saiu como planejado e...
— Beba a água, amor!
— Como?
— Você está muito nervosa. Beba, por favor. – respondeu Regina se sentando em sua cadeira e mexendo em algo no computador.
Emma deu um longo gole depois depositou o copo na mesa pronta pra prosseguir:
— Houve um acidente. O carro dela despencou na serra e ainda não acharam o corpo.
Regina virou seu monitor para a namorada revelando várias páginas de notícia falando do acontecido:
— Eu já sabia. Mas sabia também que você ia fazer questão de me falar pessoalmente, por isso que não te liguei.
— Re, como você está? – perguntou Emma num tom baixo, seriamente preocupada com a calma da outra
— Enquanto não ver o corpo não vou acreditar que tudo acabou. Simplesmente não vou, está bem? Então, por hora eu estou melhor do que estava hoje de manhã. Passei um dia agradável com o Henry e tudo que sabemos é que agora não temos que nos preocupar mais. Se ela está debaixo d’água não pode nos fazer mal. Só não consigo sentir que acabou... Ainda!
Emma levou sua mão a frente puxando a da outra para perto de si e deu um beijo suave:
— Eu entendo! Mas se você quiser explodir, gritar, xingar todo mundo eu também vou entender está bem?
Sorriam de maneira cúmplice uma para outra e foram jantar.
3 dias depois
— Olá! Tudo bem?
— Oi, Maura! – disse Emma aliviada em ver quem era em sua porta – Está procurando a Jane?
— Na verdade sim. Ela me pediu para que encontrasse com ela aqui para almoçarmos.
— Claro, ela acabou de subir pra tomar banho. Mas fique a vontade! – falou Emma já saindo do caminho da porta e apresentando a sala para a legista.
— Ah, obrigada! Eu aguardo aqui então.
— Não prefere ir até o quarto dela? – respondeu Regina após sorrir para a loira — Ela está lá em cima. É a terceira porta a direita, querida.
Maura hesitou um longo instante, nunca tinha ido na casa das três antes e já ir direto ao quarto de Jane lhe pareceu um tanto invasivo por mais que o pensamento soasse ridículo. Por fim Emma riu e disse com um tom casual:
— Vai lá, aposto que ela está te esperando!
Maura subiu as escadas e bateu levemente na porta indicada. Ninguém respondeu e ela então abriu com cuidado entrando num quarto com mobílias escuras e uma cama desarrumada. Ouviu o barulho do chuveiro e logo identificou a porta do banheiro da suíte entreaberta. Teve outro momento de dúvida e parecia que seus pés haviam pregado no chão. Ela não tinha ido até a casa de Jane naquela hora intencionando muito mais do que um almoço em boa companhia, alguns beijos e nada mais. Mas agora ela se via na oportunidade perfeita de ter o corpo inteiro da morena para ela nem que fosse por meia hora e depois mais tudo isso. O problema é que a Dra. Maura Isles nunca saia do planejado e aquilo sem dúvida não estava no seu roteiro mental. Continuou ouvindo o barulho do chuveiro e de repente a voz rouca de Jane cantarolou alguma coisa baixinho. Maura se arrepiou pensando naquele corpo todo molhado sussurrando alguma coisa para ela. Respirou fundo e trancou a porta do quarto. Tirou sua roupa tentando não fazer nenhum barulho e foi se encaminhando bem devagar até o banheiro. Entrou e ficou admirando a morena de costas para ela ainda cantarolando até que ela parou de fazer isso e riu dizendo com tom de voz normal:
— Vai só ficar parada ai me assistindo, mesmo?
Maura levou um susto saindo do transe que estava:
— Como sabia que eu estava aqui?
Jane se virou encarando a loira nos olhos e depois um longo minuto percorrendo seu corpo com desejo:
— Eu sou detetive, esqueceu?
A legista riu meio sem graça depois deu mais alguns passos a frente entrando no box junto com a morena.
— Então além de saber que eu ia entrar aqui já sabe o que eu vou fazer também?
— Tenho algumas ideias... – respondeu Jane esticando as mãos para pegar nas da outra que veio em direção aos seus braços
Maura ficou encarando intensamente a detetive até que ela aproximassem seus rostos devagar. A morena fechou o registro e puxou a loira mais para perto de si que colocou a língua para fora lambendo os lábios de Jane que ainda escorriam a água do chuveiro. Jane estremeceu levemente apertando a cintura de Maura em resposta. Logo depois sorriram e selaram seus lábios num beijo quente e demorado.
—X-X-X-
— Boto a comida para esquentar? – perguntou Regina à namorada que acompanhava um jogo de baseball na TV com o irmão
— Pode por. Quer dizer, espera mais uns 15 minutos pelo menos, ainda não deu pra elas fazerem nada...
— Elas quem? – perguntou Henry confuso olhando da TV para a irmã mais velha – É o time masculino jogando!
— Ah sim... “Eles”, não “elas”! Falei errado! – corrigiu Emma olhando com canto de olho para Regina e dando um sorriso malicioso.
A morena apenas balançou a cabeça em negativo e se retirou para seu escritório para ver seus e-mails.
—X-X-X-
Maura e Jane se beijavam loucamente no box, competindo quem empurrava mais a outra contra as paredes. Jane já estava puxando Maura para fora em direção a seu quarto quando ela subitamente a interrompeu:
— Jane? Posso te pedir uma coisa?
— Claro. – respondeu a morena olhando meio confusa para a outra
— Me deixa provar você?
— Isso e o que mais você quiser, Maur! – respondeu Jane com um sorriso safado
— Sério? – disse a legista empolgada – É que tem tantas coisas que queria tentar, como isso!
— Você sabe que não precisa pedir, não é? Não estava esperando que me agarrasse no chuveiro até agora mas não estou reclamando nem um pouco, estou?
A loira balançou a cabeça em negativo encarando a outra nos olhos com paixão até que a detetive saísse do transe abobalhado dando um último incentivo:
— Então...
Ambas riram meio tensas depois voltaram a se beijar. Maura empurrou a morena para a parede a deixando encostada nela e lentamente foi se abaixando beijando para pedaço de seu corpo devagar. Ajoelhou no chão molhado e segurou com vontade as penas da detetive olhando fixamente para ela. Subiu as mãos até a cintura a apertando de leve e depois a bunda. Afastou as pernas com delicadeza e deu uma lambida lenta e infinitamente provocante no sexo da outra. Jane não conseguiu evitar pensar que qualquer homem que já tenha estado com Maura sem dúvida deve ter recebido o melhor boquete da vida. Ela nem tinha começado o oral direito mas só pela cara que fazia valia o espetáculo.
A loira foi experimentando a outra com cada vez mais vontade, dava lambidas longas e chupadas firmes e rápidas acompanhando as reações que causava em Jane intercalando entre ir mais fundo ou mais superficialmente com a língua ouvia a morena gemer até balbuciar algumas coisas sem sentido segurando com força sua cabeça. Se levantou e a ficou encarando firmemente. Jane a puxou para um beijo apressado sentindo o próprio gosto e a puxou para fora do banheiro a levantando pela bunda e a levando no colo. Derrubou a loira na cama chupando seu pescoço e sentiu a outra prender as pernas em sua cintura a empurrando para o lado:
— Você quer ficar por cima? – perguntou mordiscando o mamilo da outra e falando com ar brincalhão – Se quiser vai ter que pedir porque eu sou mais forte que você, não vai conseguir me derrubar assim, sabia?
— Tem certeza? – perguntou Maura no mesmo tom prendendo as pernas mais forte na outra e se segurando em seus ombros fez força para se sentar em cima dela
Jane riu caindo para trás e deixando a outra se ajeitar do jeito que queria a beijando novamente com força. Maura se sentou nela colando seus sexos e rapidamente se pôs a rebolar com vontade. Jane deu um suspiro alto e apertou as coxas da loira. Maura foi se deitando por cima sem parar de se esfregar cada vez mais rápido, apesar do banho ambas já estavam suando e a legista sabia que tinha encontrado o ponto exato que queria para as duas naquela hora. Jane apertou sua bunda a colando ainda mais em seu corpo e acompanhando os movimentos da outra deixou que esta ditasse o ritmo até elas gozarem e a loira ainda se movimentasse devagar até parar completamente ofegante.
— Meu Deus, como você é gostosa! – não se conteve Jane analisando a loira ainda em cima dela com os cabelos bagunçados e vermelha
— Sério, Jane, você precisa escolher melhor os momentos para me elogiar, sempre faz isso quando eu estou no meu pior estado...
— Pior, really?? – disse a outra fazendo sua clássica arqueada de sobrancelha e virando um pouco o rosto – É que nas que você julga “melhores” eu provavelmente seria presa por desacato à autoridade já pensou nisso?
As duas riram e Maura ainda deitada por cima abraçou Jane a olhando nos olhos um longo momento. A detetive sorria tranquila e brincava com um cacho solto da outra que caia ao lado de seu rosto.
— Eu realmente gosto de você, Jane! – disse Maura baixinho com um pouco com medo
— Eu também, Maur! Muito mais do que já gostei de qualquer outra pessoa...
— Vai ser muito piegas ou apressado se eu disser que te amo?
— Provavelmente. – respondeu Jane de maneira séria e abrindo um sorriso enorme na sequência – Mas eu não me importo, também amo você!
— Isso faz da gente um casal? – perguntou a loira com ar inocente
— Se você quiser, sim!
Maura ficou paralisada refletindo um instante até quebrar novamente o silêncio:
— Você quer?
— E por que não?
A loira sorriu e as duas se beijaram devagar e com ternura logo em seguida. Seus sorrisos e o brilho no olhar refletiam exatamente o que elas queriam ser e mais nada precisava ser expressado verbalmente. Ficaram trocando carinhos até serem interrompidas por batidas na porta e a voz de Emma ecoando de maneira grave:
— Jane!! Protocolo 9, corre!!
A morena levantou o tronco rápido tirando a doutora de cima dela e gritando de volta:
— 1 minuto!!
Maura se cobriu com o lençol sem entender nada vendo a outra ir voando até seu armário e enfiando de qualquer jeito a roupa:
— Jane, o que está havendo?
— Acharam a Zelena! Melhor você trocar de roupa também, vamos!
Fale com o autor