Era novamente uma vez

27 Capítulo 27 - Um novo dia


Notas iniciais
E ai, pessoal? Eu sumi? Sumi! O ano só começa depois do carnaval, afinal de contas né? Então sem mais delongas cá está o novo capítulo, espero que eu não tenha perdido muito a mão e vcs ainda gostem de acompanhar esta história!

Regina e Sidney riram pela primeira vez de maneira sincera na noite, conversando sobre amenidades, coisa que não faziam há muito tempo. Quando finalmente resolveram ir embora Regina disse:

— Pode ir buscando o carro, Sidney, só vou ao banheiro e já vamos embora!

O outro acenou com a cabeça e acompanhou a chefe até o toalete mais próximo sumindo na sequencia em direção à saída da luxuosa casa. Enquanto Regina usava o banheiro ouviu a porta abrir e um barulho de chave trancando. Não se surpreendeu nada ao sair da cabine e dar de cara com a irmã mais nova encostada na pia.

— Se divertindo esta noite? – perguntou a outra com olhar enigmático

— Mais do que você que está trabalhando, eu aposto... – respondeu Regina de maneira ácida.

— Meu trabalho na verdade é bastante divertido, minha querida! – disse Zelena dando os ombros

— Aposto que sim. Mas o que aconteceu com a viagem pra Nova York?

— Nada. Eu ainda vou pra lá, só adiaram porque a agência achou que eu encaixava melhor no perfil do Luke do que as outras meninas disponíveis.

— Para você, ele é o Sr. Governador, ok? E eu não sei o que mais você faz além de desfilar em festas e boquetes para estes caras mas sinceramente olha só pra você, logo, logo não vai ter mais idade para ninguém se interessar por expor você, devia se preocupar em arrumar um emprego que te garantisse alguma coisa no futuro!

— Quem é você pra comentar na minha vida, Regina? E outra, quem te disse que eu não tenho nada garantido pro futuro?

— Ah, não me diga que você tem planos para dar um golpe do baú em algum cliente? – zombou a morena com sarcasmo

— Sabe de uma coisa? – retrucou a outra visivelmente ofendida – Eu tenho pena de pessoas como você, que pensam tão pequeno que jamais seriam capazes de compreender planos maiores de vida. Eu posso ser e ter o que eu quiser, Regina! Agora você vai morrer como a funcionária pública “perfeita” que namora escondido uma detetive pé rapada!

Regina sentiu seu sangue ferver e por um minuto se visualizou agarrando os cabelos compridos da irmã e os puxando até bater a cara dela na pia. Ao invés disso deu uma inspirada muito profunda e foi em direção à porta indo embora e deixando a outra para trás. Saiu como um raio pela casa e entrou no carro batendo a porta de maneira violenta. Sidney logo se assustou:

— Está tudo bem, Stra. Mills?

— Não, não está! Mas eu não quero falar sobre isso ok? Apenas me leve pra casa Sidney, por favor!

O outro obedeceu olhando preocupado para a chefe o caminho todo mas ela fixou o olhar pela janela e quase não piscou até estar na porta de sua casa. Agradeceu de qualquer jeito a carona e tirando os sapatos antes de entrar para não fazer muito barulho. Estava bem tarde e conhecendo Emma sabia que esta devia ter apagado no sofá sem ter ela ali para mandar ela pra cama. Dito e feito. Trancou a porta e ouviu a loira se mexer entre as almofadas. Largou a bolsa e os sapatos na mesa e foi até ela:

— Amor...vem pra cama!

— Está bom aqui... – resmungou a outra sonolenta – Deita comigo.

Regina ficou de pé um tempo a observando mas nada disse, apenas se acomodou ao lado da loira que se encolheu mais contra o encosto dando espaço para a morena se deitar. Emma abraçou a cintura de Regina e deu uma aspirada forte em seus cabelos.

— Seu perfume é o melhor do mundo, sabia?

Regina riu dizendo um vago “obrigada”.

— Não vai me contar o que aconteceu? – continuou Emma

— É muito longo, volte a dormir, amanhã eu conto.

— Não quis dizer com o Governador. – Emma fez uma pausa longa intrigando a outra – O que aconteceu que você está tão chateada?

— Como sabe que estou chateada? – Regina disse meio surpresa a outra sequer havia olhado pra ela direito

— Sua voz... Tá estranha.

— Ah... não é nada. Depois eu conto também, agora estou muito cansada, vamos dormir, está bem?

Emma abraçou mais forte a outra resmungando algo em tom positivo. Passaram vários minutos e a detetive já havia caído no sono mais uma vez mas Regina sequer pregara os olhos:

— Minha irmã... – falou timidamente para o nada – Ela estava lá na festa. – Emma não respondeu nada mas Regina continuou falando – Eu não entendo ela. Uma mulher bonita, inteligente, teve tudo que sempre quis, mas é gananciosa num ponto que se auto destrói. Vende seu próprio corpo como se não tivesse valor e usa os outros para conseguir o que quer, como pode? Fico imaginando se ela tivesse trabalhado com o Gold ao invés de mim. Talvez ela também estivesse pendurada num teto e depois num caixão uma hora dessas... Que horror!

Regina sentiu um calafrio e apertou os braços da namorada contra ela depois de um tempo relaxou e dormiu.

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Jane acordou com vontade de ir ao banheiro mas sentiu o peso de Maura deitada em seu peito. Procurou timidamente afastá-la para poder liberar seu braço mas a loira apenas deu um resmungo e se aproximou mais ainda trançando suas pernas nas da morena. Jane apertou os olhos se odiando por um momento. A morena suspirou e ficou olhando para o quarto. Já estava claro e a luz entrava por um fio da cortina aberta. Observou a escrivaninha e a penteadeira super organizadas de Maura, a porta do que julgou ser um closet e seu criado mudo cheio de livros. Ela não queria de fato incomodar a outra estava se sentindo tão bem e acolhida daquele jeito, mas precisava mesmo fazer xixi. Deu um beijo suave na cabeça da loira que se mexeu um pouco e com isso puxou o braço acordando-a:

— Que horas são? – perguntou a doutora muito sonolenta

— Cedo, não precisa levantar ainda, eu só quero ir ao banheiro, desculpa te acordar!

— Ah, desculpe! – rapidamente disse Maura abrindo mais os olhos e encarando os escuros de Jane a sua frente que olhava timidamente para as pernas da outra presas na dela com os lençóis.

Maura corou um pouco se afastando de Jane que se levantou procurando por sua calcinha. Maura ficou acompanhando a detetive sem roupas perambulando pelo seu quarto e não pode evitar abrir um sorriso.

— Por que está rindo de mim? – a outra logo disse assim que achou sua calcinha para vestir e pegou a camiseta regata que usava por baixo da camisa social para por também.

— Você também é linda, sabia?

Foi a vez de Jane ficar corada e como não sabia o que responder apenas deu um meio sorriso e saiu pela porta. Percebeu que ela sequer sabia onde era o banheiro, mas como a casa não era muito grande não foi difícil achar. Ao sair ouviu um ronco vindo da sala, seu instinto de proteção não a deixou voltar para o quarto sem antes ir até lá verificar o que era. Viu a prima de Maura jogada no sofá com um braço para fora, um pé calçado e o outro descalço os cachos bagunçados caindo por toda almofada. Riu da cena e olhando a diante viu o que imaginou ser o quarto de Anabelle. Foi até lá pegando a colcha de sua cama e voltou jogando sobre a moça. Assim que entrou no quarto novamente viu Maura virada para a porta coberta com os lençóis só até a metade, os seios a mostra e os olhos fechados. Observou a loira um tempo que abriu os olhos e sorriu pra ela batendo a palma na cama pedindo para a outra voltar. Jane sorriu de volta tirando novamente as peças de roupa e se deitando por trás da loira, entrando em baixo das cobertas e colando seu corpo no da outra numa conchinha. Maura emitiu um som gutural baixinho demonstrando seu prazer e Jane não resistiu começando a acariciar os seios da outra e lhe dar beijinhos molhados na nuca.

— Jane, o que está fazendo?

— O que parece que eu estou fazendo, Maur?

— Está claro, a Tinker já vai voltar pra casa...

— Ela já voltou na verdade, mas pelo estado que está não vai acordar nem com o barulho de um raio! – respondeu Jane de um jeito sugestivo e ao mesmo tempo brincalhão

— Trovão. – disse Maura segurando a mão de Jane e a guiando para seu ventre. – Raios são as descargas elétricas produzidas entre as nuvens e o solo, não são perceptíveis sozinhos a olho nu, o brilho que vemos no céu são os relâmpagos que sempre vem acompanhados de ondas sonoras que são chamadas de trovão.

— Really? – disparou Jane levantando a cabeça para olhar por cima da outra melhor

— O que? – perguntou Maura confusa virando o rosto para tentar olhar para Jane e na sequencia se envergonhando ao entender que provavelmente a outra não tinha gostado do que ela havia dito

A detetive percebeu que havia deixado a loira sem graça então apenas sorriu emendando:

— Cara, você é a enciclopédia mais interessante que eu já vi na vida! Sério! – e puxou Maura para um beijo quente e demorado

Mais calma Maura virou de novo de costas para Jane deixando que a outra a acariciasse por trás enquanto chupava seu pescoço:

— Desculpe por isso, eu tenho essa péssima mania de não controlar meus conhecimentos...

— Não sei preocupe, eu acho sexy!

— Acha mesmo? – perguntou a outra indignada

— Tá, nem tanto, mas faz parte de quem você é, qual o problema? Não tem que se envergonhar por isso...

— Você não está dizendo isso só por que está na minha casa, na minha cama, visivelmente querendo me comer de novo em menos de 5h certo?

— Jamais!! – respondeu Jane de maneira séria e começando a gargalhar logo em seguida contagiando a outra com seu riso – Ok, você pode me perguntar isso de novo a tarde na delegacia e dai comparamos as respostas.

Dito isso Jane voltou a beijar a nuca da loira e a se encaixar melhor atrás dela passando sua mão por todo o corpo. Fizeram amor por mais um bom tempo até adormecerem novamente abraçadas.

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— Cadê a Jane? – perguntou Regina assim que desceu as escadas já de banho tomado vendo a namorada preparar o café sozinha

— Ahh é, não te contei, a Maura chamou ela pra jantar ontem,

— Olha só!! Finalmente!

— Pois é! – disse Emma com um sorriso no rosto – falando sobre a noite passada aliás, como foi lá com o Governador? Além de você ter se deparado com a sua irmã problema, claro. — Regina franziu a testa enquanto tomava um gole de suco – Não, eu não estava dormindo, amor, mas eu sabia que você não queria conversar sobre aquilo naquela hora foi só um desabafo...

— É bom estar com alguém que me conheça tão bem, sabia? – disse Regina se levantando e dando um selinho em Emma e depois contando sobre como foi a noite toda

— Caramba, esse pessoal da política não tem limites mesmo né? Que absurdo! O que ele acha? Que é certo a polícia implantar provas contanto que dê resultados rápidos pra não prejudicar a imagem deles?

— Eu entendo a sua indignação e penso exatamente o mesmo, mas meu objetivo era tentar saber se ele estava envolvido, salvo eu seja uma péssima leitora de pessoas agora temos o veredicto que não. Ele está pouco se fudendo para o caso do Gold vivo ou morto só não quer que nada atrapalhe a reeleição dele e convenhamos o pessoal que estava lá ontem tem muito mais potencial para atrapalhar ele do que o próprio Senador tinha. Nunca foi do interesse do Gold ocupar um cargo mais alto, ele gostava da privacidade dele.

Emma concordou pensativa mas foi interrompida por uma mensagem no celular.

— ISSO! – gritou a loira empolgada enquanto digitava uma resposta e depois correndo para a porta se despedindo da promotora – Acharam uma pista para chegar no Dr. Whale! Tenho que voar pra delegacia até mais tarde!

Notas finais
Desculpem pela demora, pelo capítulo não tão longo e por tantos pontos em aberto mas tudo vai ficar bem! Prometo! Hahahaha Grande beijo a todas e espero que até breve!!!