Era novamente uma vez

28 Capítulo 28 - Certezas


Notas iniciais
Olá minhas lindas!! Estou de volta! Espero que gostem do capítulo, boa leitura!!

Emma, Jane, Korsak, Killian e até o Tenente Cavaunagh estavam em volta da mesa de Frost. O rapaz suava tentando esconder o nervosismo olhando fixamente para a tela de seu computador:

— A partir dos resultados dos testes de balística criptografados cruzei as datas com as datas dos vídeos e o último deles corresponde à uma pistola semi automática comprada numa loja no centro, próxima à cutelaria que fomos. Como achei isso bem suspeito e também que as lojas de armas não tem obrigação de nos passar nenhum dado sem mandato eu invadi o sistema da loja e na data do teste consta como a mesma data de compra dessa arma que para nossa sorte foi paga no cartão do Dr. Whale. Entrando no sistema do banco rastreei o cartão e sua última transação foi na data de ontem no bar do Hotel Galaxy na zona oeste da cidade.

Todos olhavam boquiabertos para a tela que foi passando de dados para planilhas até finalmente chegar num mapa.

— O FBI sabe que você é hacker? – perguntou Killian com genuíno interesse

— Não, senhor, eu nunca usei essa habilidade para nada ilícito! – justificou-se prontamente Frost

— É sério, com esse dom, você poderia facilmente se tornar um agente! – continuou o moreno ajeitando sua barba

— Obrigado, mas eu entrei para a academia porque era para a polícia mesmo que queria trabalhar. Quem sabe um dia vá parar no FBI mas, não agora... – respondeu o outro sem graça mas com um olhar sonhador

— Ok, primeiramente parabéns e segundo, o Sargento Jones tem razão, não saia por ai espalhando sobre essas coisas que você faz, detetive Frost! Nós mesmo ganharíamos uma advertência por deixar fazê-lo esse tipo de investigação sem pedir permissão do Governo Federal... – preocupou-se o Tenente – Mas agora o que importa é que temos uma direção a tomar! Vão atrás desse homem, rápido!

Emma e Jane entraram no carro dela enquanto os homens iam no carro de Killian.

— Pelo visto foi tudo bem ontem né? – começou Emma olhando para Jane que dirigia rápido porém com um meio sorriso no rosto todo tempo

— Sim, muito bem!

Emma abriu um sorriso largo:

— Fico feliz por você, Jane! De verdade!

— Eu sei. Assim como eu fico por você e a Re. – passaram um minuto em silencio até a morena o quebrar de novo – Sabe, ela nunca tinha...bom...com uma mulher ela...

— A Dra. nunca tinha ficado com uma mulher? – interviu Emma com cara espantada vendo a outra apenas acenar positivamente com a cabeça – E a primeira tinha que ser justo você, coitada??

— Eeeiii, como assim?! – perguntou a italiana ofendida e se virando para dar de cara com a outra rindo gostosamente – Ah, sua idiota! Eu já imaginava na verdade, mas sei lá, confesso que fiquei com um pouco de medo na hora.

— Medo de que, Jane? Ela já gosta de você isso é suficiente.

— Eu não achava que ela gostava de fato. Mas conversamos bastante ontem e bem, agora tenho certeza que sim. – Jane ligou o rádio e elas ficaram novamente quietas até ela se lembrar – Ah e o coquetel lá com os figurões, a Re contou como foi?

— Pior do que ela imaginava. O Governador não está envolvido só quer se reeleger mesmo que a gente tenha que inventar um motivo pra enterrar o que sobrou do Gold! Pra ajudar a irmã gostosa dela que você pegou estava lá de acompanhante de luxo e elas obviamente se estranharam. — Jane balançou a cabeça de maneira triste e Emma continuou – Falando em coisas que aconteceram ontem, meu pai esteve lá em casa...

— Seu pai? Nossa! O que o David queria?

— Desabafar. Ele e minha mãe não andam muito bem pelo visto e obviamente preocupados com o Henry. Acham que estão sendo uma má influência pra ele.

— Pior do que você? Eles não tem que se preocupar, o garoto já teve a dose de realidade dele de vida convivendo com a irmã! – retrucou Jane pela primeira brincadeira

Emma riu mas depois ficou olhando pela janela sem falar nada, a morena percebeu isso:

— Em, se a gente não conseguir enterrar o Gold ainda hoje, coisa que a gente sabe muito bem que não vai acontecer mesmo, seus pais vão embora, afinal não dá pra parar a vida deles totalmente, mas seu irmão está de férias, por que não pede pras eles deixarem o Henry ficar uns diazinhos com a gente? A Re vai adorar a ideia, tenho certeza!

— Ei, esta é uma boa ideia mesmo! Sei que a minha mãe não vai gostar, mas posso usar os argumentos do meu pai e ele me ajuda a convencê-la.

As amigas sorriram uma para a outra quando ouviram a voz de Killian no rádio:

— Lobas selvagens, câmbio?

— Câmbio, pirata sem rumo! – disse Emma rindo

— Ei, doçuras, estamos chegando no endereço. Vocês estão na frente então parem na entrada e peçam informações sobre o nosso doutor, nós vamos estacionar nos fundos e encontrar vocês no saguão. E antes que reclamem, foi o Sargento Korsak que pediu para passar estas instruções, ok?

— Entendido! Até já, Jones! – respondeu Jane olhando atentamente para as ruas que estavam e logo identificando um luxuoso hotel.

Desceram mostrando os distintivos para o chofer do hotel e entraram com caras sérias no looby. O rapaz da recepção abriu seu maior sorriso até elas se identificarem novamente. Ele imitou a postura séria das duas e logo entregou a chave do quarto onde o Dr. Whale estava hospedado.

Jane foi até os elevadores e ligou para Korsak falando para esperarem no saguão caso elas não achassem ele no quarto. As duas detetives subiram em silêncio parando na porta com o número da chave, tiraram as armas da cintura e ficaram se encarando. Emma fez um positivo com a cabeça e Jane encostou a chave magnética liberando a porta, Emma a empurrou com força e as duas entraram bloqueando a porta e apontando suas armas para dentro. Aparentemente o quarto que não era tão grande assim estava vazio. Jane fez sinal para a parceira e se dirigiu a porta do banheiro. Abriu de uma vez com a arma no rosto mas não havia ninguém lá. Emma que a estava dando cobertura caminhou até a varanda puxou a cortina mas não viu ninguém. Abriu a porta para ter certeza que ele não estaria nas laterais enquanto Jane a cobria abrindo as portas dos armários. Nada. Olharam em baixo da cama por via das dúvidas mas este era o único lugar que faltava. Emma pegou o celular ligando para os rapazes e Jane guardou a arma colocando uma luva para examinar melhor o quarto. Não estava vendo nada de suspeito quando Emma falou:

— Ele não saiu daqui, então vamos nos espalhar, Frost está na sala de segurança vendo os vídeos, Killian foi até a piscina e Korsak no restaurante. Uma de nós fica aqui e a outra volta pra entrada, o que acha?

Jane ia responder algo quando viram um homem desatento olhando uns papéis vindo na direção da porta e assim que levantou a cabeça e as viu largou tudo e bateu a porta do quarto correndo pelo corredor.

Logo as duas voaram para a porta, empunhando as armas novamente, avistaram um vulto pulando para a escada de emergência e seguiram ele. O homem descia como um furacão, pulava os degraus de vários em vários até chegar num andar qualquer e abrir a porta, as detetives não o alcançaram mais ao abrirem a porta se viram no andar de recreação que estava lotado. Emma fez sinal para os funcionários do hotel se manterem afastados e protegerem os hóspedes e elas se dividiram pelas salas de jogos. Deram algumas voltas mas o homem devia ter voltado a caminhar ou estava parado para disfarçar e elas não conseguiam identificar ele. Quando Jane viu alguém andando mais rápido em direção ao corredor de serviço gritou para Emma e ambas começaram a correr de novo e o homem também. Havia um corredor largo que dobrava dando para um mais estreito que ia para uma saída externa, o homem olhou para trás vendo que as duas detetives ainda estavam longe dele e talvez desse tempo de chegar ao lado externo sem ser pego quando sentiu seu corpo bater violentamente contra outra pessoa e caiu no chão.

— Dé pé, seu verme! – bradou Frost apontando a arma para o sujeito e o levantando do chão sem nenhuma delicadeza

Logo todos os detetives chegaram ao local:

— Muito bom, cara! Muito bom! – disse Jane dando um tapinha nas costas do novo colega com um sorriso no rosto deixando o outro orgulhoso

Frost, Killian e Korsak levaram ele para fora escoltados pela polícia que interditava o acesso ao hotel. Emma e Jane esperaram a equipe de perícia. Logo os analistas chegaram para avaliar o quarto. Tinkerbell que os liderava usava óculos escuros e parecia acabada.

— Olá, detetives!

— Bom dia, Stra. Isles! Teve uma noite difícil? – provocou Emma

— Nem um pouco, na verdade, difícil está é essa manhã... – Jane e Emma riram — Ah, obrigada por ter deixado café pronto, Jane. Imagino que tenha sido você, a Maura toma chá quando acorda.

— Não por isso, Anabelle! – respondeu Jane contente

— Escuta, já que agora já temos mais intimidade, vocês poderiam me chamar de Tinker pelo menos? Sei que Tinkerbell pode soar meio infantil mas eu detesto meu nome, então pelo menos quando estivermos só entre nós assim... sabe?

Jane e Emma deram os ombros concordando. Era bom ver que a outra se sentia a vontade com elas e não custava nada ser delicada na maneira de a chamar.

— Como não tem nenhum corpo acho que não vai demorar muito aqui, ainda assim, podem ir com o resto do pessoal para a delegacia, encontrando alguma pista relevante comunicarei imediatamente vocês.

As detetives agradeceram e foram embora relativamente aflitas. Pensar que finalmente poderiam interrogar e descobrir quem era aquele homem e o significado de tudo que estavam perseguindo até então era ao mesmo tempo confortante e assustador.

Chegaram à delegacia e logo viram Korsak as voltas com o Tenente atrás de uma papelada, ainda no carro o doutor pediu a presença de seu advogado e ninguém podia fazer nada até o homem chegar. Frost tomava café enquanto Killian praticava um de seus esportes favoritos cantando a nova garçonete da cafeteria. Todos aguardavam uma liberação oficial para interrogar o suspeito. Estavam cheio de dedos para que não vazasse nada para imprensa antes do tempo. Quase 1 hora depois eles foram à sala de interrogatórios e viram o médico com a cabeça sobre a mesa dormindo.

— É sério isso? – comentou Emma revoltada

— Tecnicamente é um bom indicador. – falou Maura entrando na sala e cumprimentando todos os detetives dando um sorriso maior para Jane, é claro – Já ouviu falar que só os culpados conseguem dormir quando são presos?

— Claro que já, mas pra mim isso é história...

— Não é não! Os níveis de estresse no organismo atingem seu pico durante uma fuga, somado a todo processo de esconder o que fez gera um desequilíbrio tão grande que raramente quem cometeu algo errado e sabe disso consegue dormir ao longo do processo e quando são capturados o cérebro associa ao sentimento de alívio, por mais que não queiram ir presos, o estado físico de tensão é dissipado pela falta de possibilidades em continuar fugindo, por isso relaxam tanto que dormem.

— Que ele é culpado de alguma coisa a gente sabe, o problema agora é saber exatamente do que! – comentou Jane seriamente

Combinaram que seria melhor dividir a equipe: Maura ficaria do lado de fora analisando as expressões corporais, Korsak e Frost entrariam para interrogar. Jane e Emma concordaram que deviam dar essa chance ao mais novo e elas ficariam com Killian assistindo caso precisassem intervir.

Foi um interrogatório particularmente difícil, já faziam algumas horas que todos estavam lá, mas o advogado era bom e não dava brechas para que as provas fossem colocadas como determinantes. Whale dizia que nunca tinha visto nenhuma daquelas pessoas nos vídeos, a faca com pendrive foi dada para um sobrinho que mora na Flórida e ele fugiu do mapa e das detetives no hotel porque estava recebendo ameaças devido a uma dívida de jogo, não as identificou como membros da polícia.

O celular de Emma tocou e ela viu o nome da mãe na tela, mostrou pra Jane se dirigindo ao lado de fora da sala para atender. Não estava fazendo a maior das diferenças ali mesmo. Vez ou outra Jane encontrava o olhar de Maura e sorria para ela. Killian estava jogado numa cadeira emburrado quando a porta se abriu e a outra Isles entrou apressada. Ia se dirigir à morena mas quando deu de cara com o sargento pareceu dar uma travada. O outro se ajeitou melhor na cadeira abrindo um sorriso malicioso. Maura e Jane se entreolharam acompanhando o pequeno processo de Tinker ficar visivelmente sem graça e depois passar reto pelo detetive entregando uma pasta para Jane:

— Aqui tem tudo que colhemos. Haviam alguns fios de cabelo e fluidos femininos pelo quarto. Não consegui identificar todos mas depois de achar o cartão que ele derrubou junto com as contas na porta do quarto acho que não precisa procurar muito.

A detetive abriu a pasta vendo um cartão de agência fotográfica de modelos. Franziu a testa e se lembrou exatamente onde já tinha visto um cartão exatamente como aquele. Olhou aflita para dentro, mas resolveu arriscar algo. Entrou na sala chamando a atenção dos 4 homens ali sentados.

— Dr. Whale, Sr. Brandon, esta é a detetive Rizzoli. – apresentou Korsak com olhar de súplica para a colega. Esperava mesmo que ela tivesse vindo terminar com o interrogatório

— Sem formalidades. – Disparou logo Jane quando o advogado lhe estendeu a mão – Vou direto ao ponto: Dr. Whale qual sua relação com Zelena Mills?

Notas finais
Agooooora que fica tenso! rsrsrs Besssooss até a próxima!