Era novamente uma vez

26 Capítulo 26 - Noite cheia, gran finale


Notas iniciais
Eu disse que não ia demorar e olha só!! Promessa é dívida! Capítulo super especial que eu gostei do resultado, espero que concordem! Boa leitura.

Maura agora se movimentava mais em cima de Jane, querendo mais contato com seu corpo enquanto chupava seu pescoço passando a mão timidamente por seus seios. A morena descia a mão nas costas para a bunda da loira a apertando com vontade e a encaixando cada vez mais em seu sexo, Maura ofegava e dava alguns gemidos a cada série de beijos que trocavam com cada vez mais tesão. Jane sabia que a outra já devia estar tão molhada quanto ela e não querendo esperar mais para tirar logo as suas roupas, arriscou:

– O que acha de me apresentar o seu quarto?

A legista deu um sorriso safado levantando devagar do sofá puxando Jane pela mão junto com ela. As duas caminharam de mãos dadas até o quarto da loira que entrou fechando a porta. Jane se sentou na beirada da cama dela tirando as botas. Maura a observava num misto de embriaguez e tesão:

– Você certamente se lembra de quando eu te mandei embora no outro jantar falando das estatísticas sobre se relacionar com colegas de trabalho, não é? Bem, primeiro elas são reais, ok? Mas de qualquer forma, eu só fiz aquilo por que estava com medo.

– Medo? – perguntou Jane olhando para ela levemente confusa

– É, eu sou, como diz minha prima “muito certinha” e claramente morri de medo de termos um problema na Delegacia se nos vissem juntas, mas mais do que isso eu estava com medo por que... por que...

– Você nunca tinha ficado com uma mulher antes? – perguntou Jane num sussurro baixo

–Como você sabia? – perguntou Maura um pouco espantada

– Acredite, eu pensei muito em você desde o dia que te conheci e depois que a raiva passou eu comecei a ver mais claramente as coisas e pensando nessa possibilidade tudo fez sentido. Claro que a outra era você ser uma filha da puta que estava brincando comigo, então eu tendi a preferir a primeira opção, porque você é “muito certinha” pra ser uma filha da puta!

Jane riu após a própria frase vendo a cara da loira de choque mas que logo também se tornou uma risada. Esticou os braços trazendo a outra para perto de si e a abraçando mais uma vez.

– Eu não vou fazer nada que você não queira, com isso você não precisa se preocupar.

– Eu confio em você Jane. Não estou preocupada agora, só achei que você deveria saber.

– Então, tudo bem a gente continuar?

Maura assentiu com a cabeça procurando mais uma vez os lábios da morena. Elas começaram a se beijar de novo e logo Jane desceu suavemente o zíper do vestido da loira que se afastou um momento para passar os braços pelas mangas o deixando cair no chão. Jane beijou seu colo, descendo até a barriga enquanto acariciava as pernas da loira que se arrepiavam. Subiu de novo encontrando sua boca enquanto procurava o fecho do sutiã de Maura que a ajudou a soltá-lo. Jane num primeiro momento apenas admirou os seios da outra para depois apertar um deles com a mão enquanto abocanhava o outro. Maura deu um gemido levando a cabeça para trás e fazendo carinho no rosto de Jane enquanto ela fazia isso. Após repetir o processo intercalando os seios e vendo os mamilos de Maura bem túrgidos ela se levantou da beirada da cama a segurando pela cintura e a colocando deitada nela. A loira se ajeitou no meio, subindo até a cabeceira enquanto assistia Jane tirar a camisa e a calça com uma certa pressa. Jogou as peças pelo chão e se ajoelhou ao lado da outra beijando sua boca enquanto tirava o próprio sutiã. Se admiraram um momento até que Maura procurasse mais uma vez os lábios de Jane que devagar foi deixando o peso do seu corpo cair sobre o da outra encaixando sua coxa no sexo dela. Maura suspirou fundo beijando com mais força a morena ao sentir isso. Jane procurou os seios de Maura acariciando seus mamilos e os apertando com uma certa força logo em seguida. Sentiu Maura pressionando o joelho contra seu sexo e se ajeitou na cama para que ela encaixasse melhor. Afastou dos lábios da outra para soltar um gemido, indo para o pescoço novamente o chupando enquanto descia a mão para a barriga da loira fazendo um carinho. Colocou uma mão na barra na calcinha de Maura e parou para olhar ela nos olhos. A legista apenas fez um aceno positivo com a cabeça então Jane se ajoelhou na cama para retirá-la. Aproveitou e tirou a sua calcinha também voltando para a mesma posição que estavam antes. Agora Maura podia sentir o sexo da morena exposto tocando no joelho dela e ela segurou a bunda de Jane para fazer mais pressão contra seu corpo. Jane novamente gemeu ficando meio ofegante dessa vez e apertando com força os dois seios da outra que também gemeu agora mais alto.

Jane lambeu os dedos e levou uma mão bem devagar até o sexo de Maura encostando bem de leve. Sentiu a outra dar uma estremecida e chegou bem perto da sua boca:

– Se doer ou alguma coisa te incomodar me avisa. Eu não quero machucar você, ok?

Maura viu os olhos negros de Jane brilhando bem em frente a ela e se encantou com a preocupação da outra:

– Você não vai me machucar, eu sei disso. Faça o que quiser fazer!

– Se é pra ser sincera, no momento eu só quero fazer você gozar, Maura.

– Ótimo, já começamos bem isso então! – respondeu Maura rindo um pouco menos nervosa

Jane sorriu beijando novamente a loira enquanto passava a mão em seu sexo agora com mais vontade. Maura suspirou sem quebrar o beijo e apertando com mais força a bunda de Jane que introduziu dois dedos nela entrando e saindo com calma. Maura arqueou um pouco o quadril da cama e Jane ficou mais ao seu lado empurrando as pernas dela para cima fazendo-a dobrar os joelhos contra o peito introduzindo os dedos com mais força agora. Maura agarrou os seios de Jane os amassando com a mesma força que a outra aplicava no entra e sai. Se beijavam com força e já meio sem jeito devido as respirações cortadas. Jane tirou devagar a mão e deslizou para baixo da cama segurando as pernas torneadas na loira em volta de seus ombros e começou a lamber o sexo da loira. Maura gemeu ainda mais e sentindo a morena chupar seu clitóris agarrou com força a cabeça dela a forçando não mudar de posição um tempo. Jane se perdeu ali, intercalando entre chupadas fortes e lambidas provocantes, levou uma mão pela barriga da loira acariciando seu corpo enquanto com a outra segurava e apertava suas pernas com gosto. Depois de um tempo viu pelo tanto que as coxas da outra começavam a tremer que ela não levaria muito tempo para atingir o orgasmo e ela própria também. Voltou a ficar em cima da loira colocando o joelho dela em seu meio e afundando novamente os dedos num entra e sai muito mais forte e rápido do que antes. Ambas gemiam já quase sem ar e apertavam o corpo uma contra o da outra procurando a maior proximidade possível. Não demorou muito para que gozassem juntas. Ficaram ofegando alguns instantes enquanto Maura girava a perna que tinha contato com Jane acariciando seu clitóris e esta tirasse a mão devagar ainda provocando lentamente o sexo da legista.

– Tudo bem? – perguntou Jane retirando de vez a mão de baixo e levando para a cintura da loira que abaixara as pernas e puxava a morena para se deitar mais em cima dela

– Sim. E você?

– Melhor do que nunca! — Jane riu beijando Maura com carinho – Você é linda, sabia?

– Você não devia ter falado isso antes, para me convencer a tirar a roupa mais rápido? – provocou a loira com ar divertido

– Tem razão... Ainda bem que sem elas você continua linda!

Ambas riram e se beijaram novamente. Jane saiu de cima de Maura se ajeitando melhor na cama. Maura puxou o lençol e cobriu as duas abraçando a morena com carinho:

– Dorme aqui comigo?

– E sua prima?

– Ela só vai voltar amanhã, e ela sabe que é você que está aqui, não se preocupe...

– Se você está dizendo, então tudo bem! Você está com sono?

– Um pouco, mas quis garantir logo antes que você levantasse e fosse embora.

– Eu tenho cara de quem faz isso é? – disse Jane fazendo cara de ofendida

– Bem... sim! – respondeu Maura com sinceridade

Jane riu, sabia que a outra tinha razão. Mas não com ela. Com Maura ela não pretendia ir a lugar algum, só queria ficar ao seu lado mais um pouco.

–-------------------X--------------------------X---------------------------X---------------------------

Regina já não conseguia evitar seu desconforto, seus pés doíam no sapato que era belíssimo mas nada confortável e ela já não aguentava mais sorrir para abutres que não lhe ajudariam em nada. De repente notou um burburinho na porta e finalmente foi anunciada a chegada do anfitrião da festa. Todos fizeram um brinde ao ver o Governador entrar no grande salão de sua casa, Regina tinha a visão parcialmente impedida pelo levantar de taças e só notou uma figura feminina ao lado dele mas sem ver o rosto. Quando o governador pediu silêncio e fez o brinde da noite agradecendo à presença dos convidados foi que a acompanhante dele se botou mais a frente se revelando para todos. Regina quase saiu sentada:

– C-o-m-o ela pode? – disse com raiva para si mesma

– O que houve, Stra Mills? – perguntou logo Sidney que parado ao seu lado não pode deixar de ouvir a indignação da chefe

– Essa puta! Onde ele encontrou essa puta? – perguntou Regina revoltada procurando manter o tom de voz baixo mas ainda assim visivelmente alterada

– Bem, eu não tenho certeza, uma agência de “modelos”, parece...

– Aahh claro, não me surpreende!

– A Stra está bem? Tem algo que eu possa fazer para tentar lhe acalmar?

– Sidney, vem cá! – disse Regina se distanciando no aglomerado de pessoas e puxando o assistente pela manga do paletó até um canto mais reservado da sala – O que vou dizer, não sairá daqui, está bem? Eu realmente confio em você e preciso muito de alguém pra falar isso nesse momento, então: essa “modelo” é... bem... infelizmente é claro, mas tenho que dizer, ela é minha irmã. Nós nos odiamos, descobri que ela estava na cidade por acaso, ela disse que já iria embora mas pelo visto, mais uma vez ela me enganou e está prestes a dar outro golpe num ricaço que por acaso é o Governador do nosso estado!

Sidney soltou um assobio baixo e longo:

– Ok...isso é realmente embaraçoso e complicado!

– Sim!! Muito embaraçoso e complicado, Sidney! Ainda mais porque a minha ideia era vir aqui me aproximar dele, o que ele vai pensar se descobrir que tenho laços com essa mulherzinha?

– Se me permite, ela é um mulherão, na verdade! Mas claro, entendo a preocupação e posso afirmar que nada positivo...

– Exatamente! – disse Regina revirando os olhos — Aaahhh inferno, o que faremos agora?

Os dois ficaram calados observando o burburinho no salão enquanto o Governador cumprimentava os convidados um a um levando a bela Zelena a tira colo. Depois de um bom tempo quando eles finalmente começaram a se aproximar dos dois que ficaram mudando de lugar até se tornarem estrategicamente os últimos a serem cumprimentados, Regina tinha um olhar determinado no rosto e Sidney compreendeu que ela já devia ter encontrado uma solução ou ao menos uma saída para o caso:

– Regina Mills, que surpresa! – disse o Governador esticando a mão para segurar a da morena e dando um beijo leve nela em seguida.

– Boa noite, Governador, é um prazer revê-lo! – Regina abriu seu melhor sorriso nitidamente ignorando a mulher ao lado dele — Não temos tido momentos muito agradáveis juntos, achei que seria adequado vir aqui hoje reverter um pouco este quadro.

– Sem dúvida, e pode me chamar de Luke, hoje não estamos à trabalho. Você é o Sidney, não?

– Exatamente! Como vai, senhor?

– Bem, obrigado! Esta é a Zelena. – disse o homem apontando para a ruiva escultural ao seu lado que usava um vestido verde perolado justo torneando bem seu belo corpo

– É um prazer, conhece-los! Regina? É isso mesmo?

– Sim! – respondeu a morena usando todo seu sangue frio para sorrir e apertar a mão da irmã como se nunca tivesse visto a mulher em toda vida. Sabia que a outra não botaria seu emprego a perder revelando que já conhecia ninguém naquela festa e isso no momento bastava para ela.

Zelena sorriu de volta de maneira educada, apertando também a mão do assistente de Regina. Assim que ela se virou para sair de perto deles Regina chamou o anfitrião da festa:

– Luke? Me permite umas palavrinhas antes de irem aproveitar a festa?

– Claro! – respondeu o homem grisalho de maneira educada e fazendo um sinal com a cabeça para Zelena se manter um pouco a distância dele

A ruiva sorriu mas pareceu meio sem ação e Sidney logo estendeu seu braço para ela convidando-a polidamente a se aproximarem do bar mais próximo que tinha uma distância suficiente para não poder mais se ouvir o que era dito da onde estavam anteriormente.

– Senhor, sei que não devemos falar de trabalho hoje, mas gostaria de lhe pedir desculpas. – o homem franziu a testa mas antes que pudesse perguntar qualquer coisa Regina continuou – Pelo atraso na liberação do Senador Gold. Sei que isso é um assunto delicado mas estou realmente envergonhada em ter que defender a polícia que ainda não conseguiu solucionar o caso.

– Bem, Regina, eu entendo que não é diretamente sua culpa, e eu devo desculpas pela pressão mas isso é um assunto bem político, não quero que comecem a duvidar da minha capacidade de liderança por não conseguir sequer que a polícia finalize o trabalho dela direito.

– Claro. Uma pena que esteja tão ocupado hoje, certamente não poderei lhe segurar para conversarmos mais. – disse Regina dando um sorriso doce e ao mesmo tempo provocante

– Pois é...uma pena mesmo! – respondeu o homem sem tirar os olhos da morena e subitamente se lembrando da ruiva que estava com ele a procurou pelo salão. A viu os observando e depois continuou – Se soubesse que você estaria aqui não teria demorado tanto para vir.

Regina ergueu as sobrancelhas dando uma balançada de cabeça com ar sapeca:

– Meu nome estava na lista de confirmados, mas não se preocupe, haverão outras oportunidades. Acredita que seja importante retomarmos o assunto político outro dia em meu gabinete?

– Se for somente para tratar desse assunto na verdade não. – respondeu o homem abrindo um sorriso malicioso e depois checando se não havia ninguém em volta dos dois — Vamos ser sinceros: ninguém gostava do Gold, mas eu nunca tive problemas com ele e não estou nem um pouco ansioso para enterrá-lo, mas tem gente aqui nessa sala que daria tudo para dar uma cuspida no caixão. Apenas apresse o pessoal da polícia e garanta que esta história mal contada esteja resolvida antes das eleições que tudo dará certo.

Regina concordou com a cabeça e o outro já estava se afastando para ir em direção à Zelena quando olhou para trás:

– Ah, e Regina, eu não me importo com a resolução que seja, contanto que haja uma, certo?

– Claro, senhor! – respondeu Regina vendo o outro dar uma piscada pra ela antes de se afastar de vez

– Então? – perguntou Sidney aparecendo de repente ao seu lado com um ponche de maçã para ela na mão

– Sou só eu, ou às vezes você não odeia a política também, Sidney?

– Eu odeio quase sempre, Stra... Mas faz parte da carreira que escolhemos.

– Homem sábio você! Essa bebida está ótima, onde pegou? Vamos buscar um copo para você!

O outro apontou para o bar mas logo em seguida estranhou:

– Achei que a Stra fosse querer ir embora assim que conseguisse falar com ele!

– Já fiz o que podia por hoje, meu caro, agora vamos fazer tem compensado isso tudo e aproveitar um pouco essa festa, vamos!

Notas finais
Bom, minhas lindas: muito provavelmente não conseguirei postar mais nada este ano porque vou viajar novamente, mas não se preocupem que em janeiro tem mais! Obrigada por acompanharem sempre, um grande beijo e boas festas para todas!!