Era novamente uma vez

21 Capítulo 21 – Inversão perigosa


Notas iniciais
Oi, oi, gente! Sim, eu sumi! Sumi mesmo, confesso, dou a mão a palmatória, peço 5, 10, 30, 1 milhão de desculpas pra vcs meus queridos leitores, mas é que sem mais enrolação a vida tá foda. Muita coisa acontecendo, não consegui administrar meu tempo e acabou que a fic foi ficando esquecida. Mas cá estou eu! E um novo capítulo. Espero não ter perdido a mão devido a falta de treino... E por favor, não me odeiem! Beijos

Passaram o resto da tarde assistindo os vídeos e colhendo todo o tipo de informação por mais que parecesse inútil até tarde da noite. Chegaram em 3 possíveis médicos que apareciam fazendo a estranha operação e imagens bem nítidas do dono da mão. Por estar levando o tal malote de drogas, Korsak achou por bem que elas deviam ser repassadas ao departamento do Killian e ele investigaria no dia seguinte se havia algum traficante registrado que combinasse com as fotos. Frost trabalhou duro no pendrive mas afirmou que agora nada mais poderia fazer, deixou um aparelhinho que ninguém entendeu ao certo como funcionava acoplado num computador e afirmou que só depois de muitas horas teriam acesso ao conteúdo criptografado.

Todos foram embora cansados. No elevador os 3 detetives e as 2 doutoras tiveram um momento um tanto constrangedor. Ninguém falava nada e Emma, batendo a perna e olhando toda hora para o relógio, Jane visivelmente incomodada tanto pelo jeito da amiga quanto por não ter um momento a sós para falar com a Dra. Isles, esta por sua vez evitando olhar na direção da morena certamente com medo dela ser indiscreta na frente de todos naquele cubículo apertado, Anabelle e Korsak espremidos lado a lado com sorrisos amarelos notando que as outras estavam estranhas mas nem ousariam querer saber o por quê.

Finalmente no saguão de entrada, Korsak foi o primeiro a se despedir e mudar seu caminho para a cafeteria a fim de comer uma rosquinha antes de chegar em casa, mesmo sabendo que neste horário só venderiam elas geladas. Emma passou pela porta como um furacão já com a chave do carro em mãos dando um espaço para Jane se virar para trás e encarar Maura:

– É...Você podia me passar de novo seu telefone, né? Pra marcarmos alguma coisa.

– Todos trocamos telefones no primeiro dia, detetive, você por acaso deletou o meu? – perguntou a legista franzindo a testa

– Talvez? – respondeu a outra arqueando uma sobrancelha – Depois de um jantar que não terminou muito bem...

– Oh...claro! – comentou a outra ficando vermelha – Espere um minuto!

Maura tirou seu celular da bolsa procurando o número da detetive, assim que o celular de Jane tocou, ela abriu um sorriso:

– Pronto, agora já pode salvar novamente!

– Perfeito! Boa noite, Maura! – e se virando para a outra loira que sorria calmamente ao lado delas – Boa noite, Anabelle!

– Jaaaaane!! – já gritava Emma lá do carro

A detetive saiu correndo para fora, enquanto as duas se dirigiam ao outro elevador que dava acesso ao estacionamento.

–---------------------x---------------------------x------------------------------x----------------------------

– Merda! Ela vai me matar! Primeiro dia de namoro e eu já chego atrasadíssima pro jantar?? – resmungava Emma dirigindo rápido pela cidade

– Relaxa, Em! O que você acha que a Re vai fazer? O máximo é te deixar sem “sobremesa”... – ria Jane da amiga

– O que se fosse o inverso já teria te deixado bem mau humorada, não acha não?! E mesmo sem ser, o jantar é seu também e você conhece o suficiente a Re pra se ela ficar brava simplesmente é capaz de jogar tudo fora e a gente acabar tendo que ir no Mc Donalds!

– É...pensando por este lado, acelera ai!

Em poucos minutos as duas já estavam na casa que tinha todas as luzes apagadas, porém uma mesa posta para duas pessoas, nos lugares de Jane e Emma. A louça de Regina estava escorrendo na pia.

– Bom, pelo menos a comida tá aqui! – sussurrou Jane já indo na direção do prato.

Emma balançou a cabeça inconformada depois se sentou e jantou com a amiga. Subiu para seu quarto não se antes dar uma espiada pela porta do quarto de Regina e a ver dormindo serenamente na cama. Preferiu não a aborrecer mais a acordando e seguiu seu caminho.

Depois de tomar banho e ter ajeitado suas coisas para o dia seguinte, Rizzoli se sentou na cama secando os cabelos enquanto via o último jornal na televisão. No intervalo passou uma chamada sobre um documentário a respeito de uma ilha qualquer com espécies de plantas e animais exóticos, Jane pensou em Maura e quase que automaticamente pegou seu celular e digitou uma mensagem:

“Oi! Só pra dizer que vai passar um documentário sobre animais e plantas estranhos daqui a pouco na TV, lembrei de você!”

Após apertar o enviar Jane bateu com a escova na própria cabeça: “Caralho, que mensagem estúpida! Se era pra puxar assunto eu podia ter dito qualquer outra coisa!”

Mas logo veio a resposta:

“Jura? Em qual canal? Obrigada por lembrar de mim, você vai assistir?”

Jane digitou o canal depois refletiu por um momento, não sabia se deveria ser sincera a ponto de dizer um “é claro que não” e acabar gerando um mal entendido que magoaria a loira, se mentia e dizia que sim para agradar ou se simplesmente fingia que não havia notado essa parte da mensagem. Acabou mandando só o canal mesmo. A outra respondeu:

“Legal! Pena que esteja tão cansada agora... Acho que não aguentaria ver nem 5 minutos”

“Eu imagino, hoje foi puxado...”

“Pois é! Mas podemos marcar para ver um documentário qualquer hora”

“Hahaha Really? Quer dizer, eu gosto de filmes e tal mas não diria que documentários são meus preferidos... De qualquer forma, aposto que você ainda não conhece os cinemas de Boston, tá aí uma boa oportunidade!”

“Não? Puxa, eu gosto bastante. Mas gosto de cinema também sim, e não conheço os daqui. Vamos marcar de ir quando essa correria do caso acabar, então?”

“Claro! Vamos sim! Mas agora vamos descansar que tá tarde, né?”

Maura mandou uma carinha sorrindo e depois completou com um boa noite. Jane respondeu o boa noite e descanse bem com outra carinha sorridente (ela tinha ódio dessas carinhas, nunca sabia ao certo quais usar). Passado uns 2 minutos Maura mandou duas carinhas mandando um beijo com coração. Jane ficou parada olhando para tela. Ele definitivamente não sabia o que responder. Aparentemente aquilo tinha sido bom, mas será que ela podia mandar a mesma coisa ou ficaria chato? Ou será que era mais chato ainda não mandar nada? Aquilo era muito confuso, certamente essas carinhas foram pensadas pra comunicação entre adolescentes não adultos! Acabou mandando uma carinha piscando e outra igual do beijo com coração, rezando para que não tivesse dado nenhum fora. A outra não respondeu mais, então a detetive foi se deitar tranquila.

–---------------------x---------------------------x------------------------------x----------------------------

Na manhã seguinte Emma acordou bem cedo, disposta a reverter a “mancada” da noite anterior e preparou um café da manhã caprichado o levando numa bandeja no quarto de Regina. A depositou sobre o criado mudo e se deitou silenciosamente ao lado da morena, afagando seus cabelos até que a outra sem abrir os olhos resmungasse:

– Consciência pesada por ontem, minha querida?

Emma abriu um sorriso de canto, já esperava por algo do tipo:

– Só um pouquinho, mas foi mais a vontade de te agradar mesmo... – começou a depositar beijos suaves no rosto da outra

– Sei... – disse a promotora abrindo os olhos e encarando Emma firmemente. – Obrigada, meu amor!

– De nada, minha rainha! – respondeu Emma sendo puxada para um beijo intenso.

Ficaram trocando beijos por um bom tempo até que as mãos de ambas começassem a se procurar com mais vontade. Emma já estava completamente em cima de Regina que roçava suas pernas nas da loira e puxava sua camiseta para fora do corpo.

– Assim seu café vai esfriar... – disse Emma levantando o tronco para tirar a camiseta e permitindo que Regina abocanhasse seus seios já a mostra

– Depois você faz outro! – respondeu ela rapidamente, já puxando a alça da própria camisola para fora do braço

Estavam só de calcinha quando o celular de Regina começou a tocar. Emma a beijava com força apertando sua bunda para que ela não saísse do lugar, mas não adiantou nada, Regina logo segurou as mãos de Emma e descolou suas bocas para ver quem era. A detetive bufou em resposta indo mais para trás da cama e observando a morena que propositalmente havia virado de bruços para pegar o aparelho e sorria de maneira maliciosa.

– Alô! – disse ela logo ouvindo a voz do seu assistente do gabinete

– Bom dia, Sidney! O que me conta? – respondeu Regina encarando Emma por cima dos ombros e afastando o celular do rosto sussurrou – Vai ficar só olhando?

Emma parecia incrédula com a provocação da outra mas também não podia negar que ficar só olhando para aquele corpo perfeito a centímetros dela também não era a opção mais viável do mundo. Foi a frente tirando devagar a calcinha de Regina que ficou de quatro. A loira começou a beijar sua lombar e acariciar seus seios enquanto ouvia a morena sendo absurdamente profissional no telefone:

– Claro. Compreendo. Mas além disso o que mais há programado na agenda do Governador?

Emma agora dava chupões no pescoço de Regina e esfregava de leve seu sexo na bunda da morena inconformada por não estar conseguindo sequer distraí-la. Notou a outra fazendo uma pausa com uma respiração mais profunda mas logo depois retomando a postura:

– Quando seria este coquetel? Sim, confirme nossa presença, eu sei que...Aahh! – Regina foi obrigada a fazer uma pausa soltando uma interjeição de espanto na frase quando Emma introduziu dois dedos de uma vez nela por trás e por mais que a morena tenha a olhado com ar inconformado ela começou a fazer um vai e vem moderado. – Nada, desculpe, eu só deixei cair uma coisa aqui... O que você dizia?

Emma colou mais seu corpo contra o da morena, enterrando os dedos dentro dela e passando o polegar em movimentos circulares me seu clitóris, enquanto ofegava em sua nuca. Regina foi obrigada a levar o celular para longe do rosto para que pudesse disfarçar um gemido que não conseguiu controlar, voltando para ele falando muito mais rápido do que antes:

– Faça o seguinte, Sidney, confirme nossa presença nesse coquetel, não importa o que tiver que desmarcar. Eu sei, eu sei! Já estou a caminho do gabinete, ok? Mais tarde nos falamos, obrigada!

Desligou o celular o jogando no criado mudo e soltando um gemido alto enquanto Emma aumentava a velocidade das estocadas e a apertava contra seu corpo. Continuou até a morena atingir o orgasmo, que mesmo entre suspiros não pode deixar de dizer:

– Eu nunca mais vou te deixar continuar, Emma Swan! Imagina que lindo, meu assistente me ouvindo gozar no telefone?

A loira riu alto também respirando um pouco descompassado:

– Bem, você me provocou com essa atitude! Mas vamos deixar para quando for o Governador do outro lado da linha ouvir tudo, que tal?

Ambas caíram na gargalhada antes de se recomporem e finalmente tomarem o café.

–---------------------x---------------------------x------------------------------x----------------------------

Emma e Jane nem foram para a delegacia e sim para os endereços dos possíveis doutores não identificados dos vídeos. As duas logo receberam uma chamada de Korsak, aparentemente dos três que haviam se dividido o que ele foi atrás era o verdadeiro ou pelo menos o que levantava maiores suspeitas. Elas chegaram na casa e logo se depararam com um esquadrão e peritos por todo canto. Todos os cômodos estavam revirados mas não havia sinal de luta.

– Como o filho da puta sabia que a gente viria aqui hoje? – questionou Jane olhando em volta

– Bem, ele não pode ser idiota, né Jane? Deve saber que desde que fez seja lá o que for aquilo, estava correndo perigo e pode ter se mandando há semanas. – respondeu Korsak – muito provavelmente desde quando o Gold bateu as botas.

A morena acenou pensativa e logo continuou:

– Obviamente nem sinal de notebook, celular ou nada por onde podemos rastrear ele, né?

– Só um tiket da lavanderia. – disse Emma pegando o papel do chão – De um endereço que nem é tão perto daqui na verdade... Vamos até lá?

Logo os três detetives estavam numa lavanderia em frente à um parque e o dono pareceu aliviado ao vê-los.

– Sim, o Dr. Whale era nosso consumidor frequente, estranhei ele não ter vindo buscar seus jalecos nesta semana!

– Bem, nós estamos mesmo investigando o desaparecimento dele. – blefou Jane – Tem alguma coisa que possa nos dizer para nos ajudar com isso?

– Na realidade não, quero dizer, o Doutor era um homem sempre muito reservado, só trazia os jalecos e os ternos toda semana mas falava pouco. Dava boas gorjetas também. Sei que ele é neurologista mas não sei nem dizer em qual hospital atendia pois não tinha nada gravado na roupa.

– Certo... Bem, se lembrar de algo, por favor nos procure, ok? – disse Emma estendendo um cartão ao homem.

Assim que os três estavam de saída o homem se lembrou de algo:

– Ah, é, mês passado quando ele veio aqui trouxe um vestido também. E perguntou onde tinha uma cutelaria pois queria comprar um jogo de facas para a esposa que havia iniciado um curso de culinária. Me lembro pois ele nunca havia mencionado ser casado antes, muito menos trazido nenhuma peça feminina para lavar. Indiquei aquela do centro, próximo ao museu. Não sei dizer se ele foi lá, esqueci de perguntar depois.

Os detetives se olharam intrigados e depois agradecendo ao homem saíram da lavanderia.

– Ok, parece que não basta um médico e uma mão, agora temos também uma mulher misteriosa na parada... – Ironizou Jane indo até um food truck do parque pegar um café.

Emma e Korsak riram também pedindo um café e os três detetives ficaram por um instante calados olhando pelo lado de fora o prédio do médico.

– Bom, que ele era neurologista a gente já sabia... – começou Emma – e que ele atendia em diferentes hospitais também. Agora vamos pra onde?

– Vamos nos dividir. – Sugeriu Korsak – Emma, vai para a cutelaria já que é a nova pista mais quente enquanto eu dou uma passada no Hospital Geral que é aqui do lado e o que e mais ia enquanto a Jane vai para o precinto dar uma pressionada no Jones e no garoto novo dele pra ver se descobriram algo.

– Ei, por que a Jane fica com a parte mais divertida? – disse Emma com um jeito brincalhão

– Nem reclama, você já começou o dia se divertindo, eu não! – retrucou Jane provocativa fazendo Emma a encarar com ar de brava e empurrar seu braço a deixando derramar um pouco de café no chão.

Korsak apenas balançou a cabeça indo em direção ao seu carro pensando com carinho: “não importa o quanto cresçam mesmo, vão ser sempre as minhas recrutas...”

Notas finais
E ai, gostaram? Não vou nem prometer uma data pro próximo, mas juro que estou fazendo de tudo pra deixar pelo menos mais um ou dois prontos só pra postar dai ngm fica tão desesperado! Saibam que eu li todas as mensagens e agradeço de coração os pedidos de retorno e de admiração pela fic. Vocês são demais!! Beeeesssooosss