Era novamente uma vez

20 Capítulo 20 – Impacto


Notas iniciais
Pessoal, mil perdões!! Eu sumi, e eu sei! Mas é que emendou feriado com entrega de trabalho da faculdade, com casamento do primo, tudo um pouco e não estava conseguindo parar para escrever... Agora sem mais delongas, o novo capítulo, espero que agrade!

Em pouco tempo todos estavam reunidos na sala de conferência vendo um nervoso Frost apresentar o material:

– Bom, e... então, o que temos é...isso aqui!

– Por que você tá gaguejando garoto? – resmungou Killian dando um tapa na cabeça do mais novo – Você é um detetive, fez um bom trabalho e tá só apresentando para o grupo! Faz isso direito!

O outro deu uma ligeira estufada no peito encarando em volta dele Emma, Regina, Jane, Maura, Anabelle e o Tenente junto com Korsak que já haviam retornado também ao precinto. Todos lhe encaravam com seriedade e no fundo todos entendiam o que ele deveria estar sentindo até mesmo Killian que se fazia de invencível mas um dia foi um recruta também.

– Então, talvez queira começar pelos vídeos? – sugeriu Maura com um tom apaziguador encorajando Frost

– Sim, vou abrir o principal deles, mas basicamente mostram sempre a mesma coisa com pessoas diferentes, ok?

Dito isto, Frost deu o play num dos vídeos o fazendo ser projetado na tela da sala. Nele o Senador Gold aparecia numa sala de cirurgia. Um médico se aproximava e fazia um procedimento rápido. Pelo vídeo que o guiava era possível notar que ele fazia uma incisão na altura da nuca do paciente.

– São gravações médicas? – questionou Regina franzindo a testa – Mas do que exatamente?

– Transplante. – respondeu Maura de imediato. – É um transplante de medula óssea, mas isso é estranho porque não detectei nenhuma marca no senhor Gold que corresponda à tal cirurgia...

– Eu não diria que é um transplante, Maura. – interrompeu Anabelle sem tirar os olhos do vídeo – Ali, viu aquilo? Parece um chip...

– Sim, parece que puseram um chip na nuca dele, realmente! – disse Emma espantada – Mas por que ele ia querer virar um robô?

Jane riu da piadinha da amiga:

– Ai que vem a parte mais esquisita, avança um pouco, Frost! Isso! Viram? No mesmo vídeo ele aparece 2 meses depois fazendo uma cirurgia pra retirar essa bagaça...

Korsak abanava a cabeça pensativo:

– Seria alguma espécie de tratamento experimental?

– É bem possível. – concordou Maura intrigada – Mas certamente algum que eu nunca ouvi falar antes e nada que tenha sido detectado nos exames.

– Vai ver que deu certo e ele curou. – arriscou Killian comendo uma maçã calmamente num canto da sala

Emma revirou os olhos depois notou Regina pensativa ao seu lado. Segurou em seu braço com delicadeza:

– Ei, tá tudo bem?

– Oi? Ah, sim, ele...bom, todos sabem que conheci o Gold há muito tempo atrás então eu sei coisas da vida digamos mais pessoal dele que ninguém mais teve acesso. E, ele não era doente, mas sempre foi obcecado por poder. Talvez seja algo maluco o que vou dizer mas e se foi uma troca? Ele se voluntariou como cobaia para algum experimento em troca de algo maior?

– Uau, quanto de dinheiro um homem teria que ganhar pra se submeter a isso? – comentou Frost assustado

– Não seria por dinheiro. – disse Jane passando pelos outros vídeos rapidamente – Presta atenção, todas essas pessoas já são ricas. Elas entregam um malote na primeira parte do vídeo, quer dizer, elas pagaram pra se submeter a isso, seja lá o que for....

– Então a pergunta seria o por quê! – disse o tenente Cavanaugh com firmeza – O que mais tinha nesse tal pendrive, detetive Frost?

– Muitos arquivos criptografados senhor. Ainda não consegui abrir, usaram um sistema bem avançado mas acho que estou quase lá!

– Bom trabalho, garoto! – elogiou Korsak abrindo um sorriso – Continue nisso, acho que será uma grande chave para o caso.

– Ei, sargento da homicídios, o garoto é da narcóticos então talvez seja eu que deva decidir se ele continua nisso ou não! Temos outros casos grandes em andamento!

– Jones, esse caso é prioridade de todos os departamento agora e é claro que você vai permitir que ele se mantenha focado nisso! – cortou Cavanaugh sem alterar a voz

Killian encolheu os ombros com um aceno de desculpas com a cabeça e logo todos foram dispensados da sala. Jane não podia perder a oportunidade de passar pelo sargento e dizer baixinho “Chuuupa!” O outro nem reagiu enquanto Emma e Korsak abriam um sorriso.

Já do lado de fora Cavanaugh deu um tapinha no ombro de Korsak e acenou para Regina para eles irem para a sala dele. O Sargento tomou a iniciativa:

– Muito bem, então vamos preparar a pipoca que todos temos que assistir com calma cada um dos vídeos e a Dra. Isles e a Stra. Isles tentarão decifrar do ponto de vista médico os procedimentos enquanto nós vamos tentar identificar todas as pessoas e ir atrás delas. Especialmente o médico que pelo que entendi é o mesmo em todos eles!

Todas concordaram e logo se dividiram indo buscar os materiais necessários para anotações. Emma não pode deixar de notar Jane secando a Doutora até ela sumir pelo corredor dando um sorriso discreto para a morena que retribuiu.

– Agoooora sim! Boa e velha Rizzoli que conheço, correndo atrás e conseguindo o que quer!

Jane riu balançando a cabeça:

– Bom, não sei até quando, mas pelo menos por hora ela parece estar gostando e vai me dar uma chance... Você e a Re, por falar nisso? Pediu ela em namoro?

Emma arregalou os olhos assustada:

– Como você sabia que eu ia fazer isso?

– Ahhh Em, querendo enganar sua melhor amiga de anos, pô! – respondeu Jane gargalhando em ironia e as duas já voltando para a sala de conferência – Tava na cara que era isso que ia fazer naquela hora até comprou flores!

– Espera... Como você sabe que eu comprei flores se você estava aqui dentro resolvendo o negócio do pendrive?

– Seu irmão te viu na floricultura e veio até aqui me perguntar se devia ou não continuar atrás de você.

– E você??

– Dei o endereço do restaurante que vocês sempre vão, ué!

Emma agora batia com o caderno em Jane que tentava se defender empurrando a cadeira para trás

– Filha da puta!!! Fica ajudando meu irmão a me seguir é? Tá louca?! O moleque ainda me cobrou 10 dólares que a gente tinha apostado que ele descobriria sobre eu e ela.

– Iiihh começou bem hein? A Re já tem um gosto caro, se seu irmão entrar na onda da chantagem se prepara que gastar vai ser seu sobrenome!

Emma foi novamente para cima de Jane com o caderno, mas a morena agora pegava uma caneta para espetar a amiga que girava a cadeira pela sala.

–X-X-X-

Maura e Tinkerbell pegaram o elevador em silêncio até os laboratórios. A analista entrou indo até sua mesa e a doutora se dirigiu à sua sala privativa. Pegou o notebook e algumas coisas para anotar depois avistou a prima parada na porta lhe esperando. Enquanto aguardavam o elevador ela disse sem olhar para o lado:

– Desculpa pela sua roupa... E por tudo que falei antes. Não queria te magoar, de verdade é só que...bom, às vezes você consegue ser tão teimosa que tira qualquer um do sério, Maur!

Maura entrou no elevador e apertou o andar também sem encarar a prima:

– Não faz mal, eu tinha uma roupa reserva aqui. Quanto ao que conversamos antes, eu também te devo desculpas. Fui insensível falando sobre o Will.

As duas ficaram quietas e assim que chegaram ao andar Maura continuou:

– Eu resolvi seguir seu conselho e parar de pensar tanto na opinião dos outros ao invés de fazer o que quero...

– Que bom. Fico feliz por você. – respondeu a outra sem emoção

– Isso quer dizer que eu demorei a subir porque estava beijando a Rizzoli no vestiário! – completou Maura um pouco mais baixinho

Tinkerbell parou de andar segurando com força no braço da mais velha e apenas abriu a boca espantada. Maura apenas sorriu dando os ombros. Tinker também sorriu:

– Ok, Dra. Isles quando quer não perde tempo, hein? Nada mal...

Elas entraram na sala se deparando com Emma e Jane brigando ou seriam brincando de lutinha elas não souberam definir e se olharam confusas. Jane logo se recompôs ajeitando o rabo de cavalo e se afastando de Emma que ajeitava a jaqueta e desamassava o caderno disfarçando o momento infantil das duas.

Logo Korsak entrou e eles iniciaram o trabalho. Na sala ao lado Cavanaugh não estava nada feliz:

– Regina, eu não quero levar uma suspensão do Conselho por desacato à autoridade, mas não posso liberar este corpo, por mais que o Governador esteja fazendo pressão!

– Eu tenho consciência disso Sean! Mas quanto mais demorarmos, mais a impressa vai cair matando e ai mesmo que seus homens não vão conseguir trabalhar em paz.

– Eu prefiro meu pessoal tendo o triplo de trabalho do que a gente deixar passar a resposta do problema!

Os dois ficaram quietos um instante. O tenente serviu um café para ele e outro para Regina.

– Ando cogitando se não foi motivo político... – disse o homem num tom grave

– Que quer dizer? Que a pressão do Governador seja justamente para encobrir algo?

– Por que não? — Regina pousou a xícara e ficou pensativa um longo tempo, foi interrompida pela voz do outro – Você tem um acesso mais privilegiado a este setor. Seria de grande ajuda se puder sondar, o que acha?

– Sem dúvidas. Mas se estiver no caminho certo ele não é um homem nada bobo e não vai deixar escapar nada facilmente.

– Eu sei disso. Precisamos de um artifício. Veja se descobre primeiro alguma maneira de chegarmos nele, depois bolamos um plano!

A morena acenou com a cabeça e logo depois se despediu. No caminho de volta ao gabinete resolveu mandar mensagens para Emma. Ela simplesmente não queria desgrudar da loira, era uma pena que ambas tivessem que trabalhar naquele dia:

“Oi, sei que deve estar muito entretida com aqueles vídeos divertidos mas vou passar no mercado, o que você quer jantar?”

Não deu muito tempo a outra respondeu da maneira de sempre:

“Quais as opções?”

“Humm: macarrão com molho pesto, macarrão com molho bolonhesa ou macarrão com molho branco”

“Tem que ser macarrão?”

“Estou sem inspiração querida, e não é porque somos namoradas agora que eu vou ficar cozinhando todo dia para você, é só hoje!”

“Que maldade! Mas hoje eu mereço, vai? Te dei até flores...”

“Sim, hoje você merece até sobremesa!”

“Ah é? E qual vai ser?”

“Se quiser posso descrever em detalhes, mas você não vai poder ler ai no trabalho...”

Dessa vez Emma demorou um pouco mais pra responder:

“Droga, entendi! Melhor não mesmo, você já me desconcentrou o suficiente aqui depois dessa!”

Regina riu abertamente antes de mandar a última mensagem:

“Desculpe, mas eu também tenho que trabalhar então vai ser macarrão com qual molho?”

“Pode ser pesto.”

“Ok, nos vemos mais tarde, Em.”

“Até mais tarde, minha namorada linda.”

Regina se separou do celular com um sorriso enorme no rosto e finalmente ligou o carro pra sair. Na sala de conferência Jane dava um pisão no pé de Emma que ria abobadamente e abaixou a cabeça sussurrando:

– Eeii, para de trocar mensagens com a Re e foca no trabalho aqui, fazendo favor!

– Vai ter macarrão com molho pesto hoje no jantar! – respondeu a outra no mesmo tom

– Huumm, delícia! E vocês trocaram tudo isso de mensagem só pra ela te avisar isso?

– Olha aqui, quando você começar a trocar mensagens assim com a Doutora eu também vou pegar muito no seu pé e...

– A mão! – bradou Maura de repente atrapalhando a conversa das detetives.

Todos a olharam intrigados, e ela voltou o vídeo o pausando:

– Eu tenho quase certeza que este é o dono daquela mão que está lá no necrotério. Analisei ela muito tempo e bate perfeitamente a posição dessa cicatriz no dorso e a falha na unha do polegar.

– E tem mais uma coisa! — disse Jane atentamente — Olham só, todos os malotes que aparecem sendo entregues no começo do vídeo contem dinheiro, este observem bem, é aquele malote de drogas que o Jones e o pessoal dele achou na casa.

Houve um minuto de silêncio em que todos absorviam as novas informações.

– Excelente trabalho, meninas! Acho que já temos por onde começar... – concluiu Korsak entusiasmado.

Notas finais
Queria agradecer novamente pela recomendação da fic, foi lindo, me emocionei e todos os comentários que pelo menos isso eu parei pra responder, e foi de coração!! Nos vemos em breve (assim espero) Beijos e mais beijos!!