Era novamente uma vez

11 Capítulo 11 – Vim, vi, venci


Notas iniciais
Oi, oi, gente!! Tudo bem com vcs? Desculpem o atraso, mas essa época pré-carnaval tava f#da! Aliás aproveitando o feriado vou tentar postar mais vezes, mas não prometo nada, hein? rsrs Espero que gostem do capítulo! Ah, e falei algumas coisas na nota final pra não deixar essa muito grande, se puder leiam lá, plz?

– Parem de frescura, eu não falei nada de mais!! – se defendia Jones

– Nada de mais?! Apenas divulgou que o Senador podia ser o maior traficante de Boston... – sibilava Emma em resposta

– E podia mesmo! Não inventei aquilo do nada, minha querida, temos provas!

– Caralho, Killian, você só pode estar de brincadeira! – interviu Jane já se alterando – Você não se tocou que essa informação poderia nos levar diretamente ao assassino e que ao anunciar isso na imprensa você com certeza alertou ele??

Killian se virou para responder mas fechou a boca percebendo a própria burrada. Frost que estava ao seu lado em silêncio observando a discussão arriscou algo:

– Senhoritas, um repórter veio com a hipótese do Senador usar para consumo próprio e se pedíssemos à legista que fizesse um laudo confirmando a presença de cocaína no corpo dele?

Ao mesmo tempo que o diálogo ocorria, Maura e Tinkerbell observavam os detetives pelo vidro do laboratório:

– Por que será que eles estão discutindo aqui na nossa porta?

– Bem, deve ter a ver com a entrevista que o Sargento Jones deu agora pouco, ele sugeria que você refizesse a autópsia para descartar overdose...

– Ele o que?? – perguntou Maura em choque – Quem ele pensa que é para opinar no meu trabalho?

– Calma, Maur, ele não disse exatamente nessas palavras, só estou repassando o que o repórter deu a entender.

– Por que você está defendendo ele? Só porque é a cara do seu ex-namorado da faculdade?

– Hã?! Ele não... Tá ok, é bem parecido mesmo! – disse Tinker contrariada

– Aquele que por sinal te largou no último ano e casou com aquela Wandy e foi velejar pelo mundo?

– Era Wendy! E por que você está me provocando com esse assunto agora? Já parei de defender ele, pronto! Inclusive já nem vou mais com a cara desse Sargento! Satisfeita?

Maura levantou uma sobrancelha em tom de vitória e deu um meio sorriso. Ela já não tinha ido muito com a cara daquele homem não sabia explicar porque, talvez fosse justamente por lembrar o péssimo ex-namorado da prima que a fez sofrer por anos. Mas agora saber que ele estava duvidando de seu trabalho era determinantemente ofensivo. Tentava fazer leitura labial do que os detetives falavam agora:

– A Detetive Swan diz que não faz sentido...

– O que não faz sentido?

– Não sei exatamente, mas a detetive Rizzoli concorda com ela e...bem... acaba de soltar alguns impropérios ao detetive Jones.

– Falando em detetive Rizzoli, não pense que escapou de me explicar melhor aquilo, ouviu?

– Aquilo o que? – cortou Maura de exaltando mais do que o necessário e ficando subitamente vermelha

– Viu só? Olha como você fica quando eu falo dela! – comentou Tinker cutucando a prima entusiasmadamente no braço – Dra. Isles, se não soubesse que você é hétero eu teria certeza que está apaixonada por essa detetive!

– Apai-apaixonada? – gaguejou Maura mas antes que precisasse dar alguma resposta o Tenente Cavaunagh e Korsak entraram no laboratório seguidos pelos quatro detetives que discutiam na porta:

– Certo senhores, vamos resolver esta questão de uma vez por todas! Dra. Isles, Stra. Isles, boa tarde! Precisamos que façam um serviço com urgência. – bradou o tenente – Calculo que tenham visto a entrevista do sargento da narcóticos agora pouco e precisamos de um laudo definitivo se o Senador Gold consumia ou não drogas e se for possível detectar se ele ao menos manipulou algum tipo antes de morrer.

– Boa tarde, Senhor! Espero que compreenda que estes exames não foram feitos anteriormente porque não foi demonstrada necessidade para descoberta da causa da morte e...

– E porque era totalmente desnecessário! – disse Jane revirando os olhos e encarando Maura com firmeza – Continua sendo, mas pelo visto é a única maneira da gente poder desfazer a merda que o bonitão aqui fez com o pessoal que vive fora da delegacia...

– Jane, as provas...

– Killian estamos cientes das provas! – cortou o tenente – O que eu preciso agora, aliás é que você comande uma equipe até a casa do Gold para averiguar melhor a situação e o pessoal da homicídios vai junto! Vocês são da mesma equipe, será que não entendem? Não estamos aqui para duvidar uns dos outros e sim dos assassinos e traficantes que estão pela cidade.

Todos se calaram por um momento refletindo sobre as palavras do chefe que suspirou antes de complementar:

– Korsak e Swan irão te acompanhar. Deixe o Frost aqui para acompanhar a autópsia e Jane você também fica assim não haverão suspeitas entre os departamentos seja lá qual for o resultado.

– Senhor... – disseram Frost e Jane juntos visivelmente prontos para pedir para trocarem de lugar com os parceiros, mas o tenente foi irredutível

– E não quero mais ouvir falar disso até termos algo concreto para eu apresentar pessoalmente à imprensa! Stra. Isles peço que agilize sua parte nas análises laboratoriais e eu vou ligar para a Regina, certamente teremos uma audiência em breve com o Governador vou precisar da ajuda dela... Ao trabalho!

Emma e Korsak se olharam balançando a cabeça e saíram seguidos de Killian que olhava para Frost:

– A primeira autópsia a gente nunca esquece! Divirta-se garoto e não deixe essa morenaça enganar você, veja junto com ela o laudo! – deu uma piscadinha para Jane que cerrou os punhos com raiva mas optou por não reagir. Não queria mais problemas naquele dia.

Maura observou os detetives saírem e logo se dirigiu aos que ficaram com um tom não muito feliz:

– Bem, me acompanhem por favor, vamos colocar os equipamentos de higienização antes de adentrar no necrotério!

–X-X-X-

Killian, Korsak e Emma chegavam à casa do Senador onde um grupo de oficiais e cães farejadores já trabalhavam. Andaram pela casa com Killian mostrando onde haviam achado a maleta de dinheiro (dentro de uma gaveta falsa na biblioteca) e a de drogas (enterrada num dos jardins). Eles procuravam por novas evidências e após muitas pistas falsas os cães os levaram para fora da casa pelo vasto terreno do Senador até o limite dos fundos que dava para uma floresta, lá foram guiados por uma trilha estreita até que subitamente os animais pararam na frente de uma árvore grande de tronco grosso. Todos se olharam desconfiados mas Killian deu a ordem para que procurassem por algo nela, logo os homens bateram no tronco em diferentes partes até achar uma que fez som de oco. Puxaram as lascas de madeira descobrindo um vão dentro da árvore. Dentro dela havia uma caixa pesada, um dos homens analisou se não haveria nenhum dispositivo explosivo ali e abriram o objeto fazendo todos os detetives arregalarem os olhos espantados, com certeza não esperavam encontrar nada daquilo.

–X-X-X-

– Ela vai me perdoar um dia, será? – perguntava Frost envergonhado lavando a gravata na pia do necrotério enquanto Maura observava a equipe de faxina limpar seu chão falando num tom calmo:

– A detetive Rizzoli ficou bastante brava, mas de certa forma é compreensível, você vomitou nos sapatos dela...

– Eu só faço merda mesmo! Que desgraça! – resmungou o rapaz encolhendo os ombros.

– Calma, você não tem que se culpar, isso foi uma reação normal. – disse Maura se aproximando dele procurando transmitir solidariedade – Determinados organismos são menos propensos a reações adversas quando entram em contato com situações estranhas ou até mesmo consideradas repulsivas aos sentidos enquanto outros possuem uma resistência maior e é claro todos podem ser treinados para controlar isso.

– Quer dizer que eu posso aprender a não vomitar ao ver cadáveres abertos?

– Sim. Se sentir nauseado talvez ainda depois de muito tempo vai acontecer, mas ao acostumar seus sentidos ao odor e imagem da cena ajudarão a não extrapolar e ter reações como vômito ou desmaio...

– Eu não desmaiei!

– Quase! Vi suas pernas ficando trêmulas e quando você se apoiou na maca, detetive.

O outro abriu um sorriso sem jeito e depois olhando para os lados confessou:

– Sabe, Doutora, posso te contar uma coisa? – a outra acenou positivamente – Eu queria mesmo era ter entrado para a homicídios, mas eu sei dessa minha... é... “limitação” e por isso prestei prova para a narcóticos. Se não for pedir muito, eu gostaria realmente de aprender a controlar essas reações do meu organismo, tudo que mais quero é uma oportunidade de trabalhar com as detetives Rizzoli e Swan. A senhora não é daqui então não deve saber, mas elas foram as únicas oficiais que entraram direto da academia para um departamento e justo o mais concorrido. Elas estão no quadro de condecorações de honra de Boston. Está sendo uma oportunidade de ouro trabalhar tão perto delas dia a dia e bem, se eu parar de estragar tudo vomitando nos sapatos delas pode ser que uma hora eu consiga uma vaga no mesmo departamento.

Maura abriu um sorriso encantada com a sinceridade e motivação do rapaz, prometeu que lhe ajudaria e logo o outro pediu para acompanhar a analista de laboratório Anabelle que estava processando os dados coletados pela prima. A legista assentiu e foi para sua sala anexa aguardando a equipe da faxina terminar o serviço antes de guardar o corpo quando ouviu passos duros entrando em sua sala e uma revoltada Jane na porta:

– Fala sério...a sorte desse garoto é que eu sempre tenho um par de botas reserva no vestiário porque se eu tivesse que ficar o dia todo cheirando a vômito ou produto de limpeza ele definitivamente ia achar que o Killian é um anjo perto de mim! — Maura conteve um riso achando graça no mau humor da morena que logo continuou – Tá e onde paramos mesmo?

– Que até então os resultados no corpo indicam que ele não manuseou nem ingeriu nada que pudesse ser identificado a olho nu. Anabelle está analisando agora as amostras. Algumas vão levar pelo menos uma hora para ficarem prontas. O detetive Frost está acompanhando o processo dela.

– Cuidado para ele não vomitar nas amostrar também!!

Maura dessa vez não aguentou e soltou uma risada dando um passo a frente e ficando mais próxima da morena:

– Ele não tem controle sob algumas reações de seu corpo ainda, mas quer aprender a ter. Tenha paciência com ele...

Jane franziu a testa se virando para a doutora e sem perceber dando mais um passo ficando ainda mais próxima dela:

– E por que eu teria? Ele é problema do Killian, não meu!

– Ele não só te respeita como te admira muito, Jane. Assim como todos aqui na delegacia pelo que andei observando.

A detetive ficou calada absorvendo a frase da loira. Na verdade o que mais a chamou a atenção foi a escolha de a chamar pelo primeiro nome e não com o título da profissão ou o sobrenome como vinham fazendo desde que se reviram naquele dia. Ela era uma boa detetive, sabia identificar a atitude das pessoas e seus objetivos ocultos. A legista definitivamente tinha feito um movimento de aproximação, ou melhor dizendo, de reaproximação dela. Ela queria falar com a Jane, aquela morena que ela beijou na balada e não só com a detetive com quem ela tinha que trabalhar. Talvez ela quisesse se desculpar pelo que aconteceu antes, talvez apenas quisesse deixar claro que ela sabia o que tinha acontecido e isso não mudava nada. O que passava pela cabeça da legista Jane jamais saberia, mas cabia a ela escolher entre permitir essa aproximação ou não. Hesitou por um instante percebendo que o silêncio estava se tornando desconfortável e então arriscou:

– Maura, eu acho que nós não começamos muito bem uma com a outra... pelo menos não aqui! — a detetive levantou uma sobrancelha sugestivamente fazendo a outra cair na gargalhada, Jane riu também e ambas notaram que o clima havia ficado mais leve entre elas – Entãooo eu acho que a gente podia, ou melhor devia sair pra...conversar... Sabe, se você estiver disposta, claro, a gente podia sair e comer em algum lugar...é...

Maura notou que a detetive havia começado com espontaneidade mas que não sabia ao certo o que falar e estava ficando envergonhada. Teve que se conter para não ir a frente e lhe beijar a bochecha, estava achando tão fofo ver a morena daquela forma falando com ela e notou mais uma vez o tique da outra de apertar as cicatrizes das mãos como ela tinha feito mais cedo quando observavam as marcas no pescoço da vítima. Segurou as duas mãos dela com força a tirando do pensamento confuso:

– Claro! Eu adoraria sair com você para conversar.

– Ótimo! – suspirou a morena respondendo ao aperto nas mãos – Nós podemos...

Jane não conseguiu terminar a frase pois seu celular tocou e ela separou as mãos para pega-lo no bolso:

– Rizzoli! Oi, Em. O que? Calma, vocês acharam o que??? Sim, nem sai daqui ainda, tragam direto pra cá! Vou avisar, até já!

Maura olhou intrigada para a morena que parecia atônita e fez sinal para a legista a seguir até o laboratório:

– Anabelle, se ainda não tiver acabado de separar as amostras pode deixar para depois, estão trazendo algo muito pior que vamos ter que ver agora! Frost, espero que não tenha comido mais nada...

Notas finais
Pessoal, queria agradecer os comentários, sempre super animados e construtivos, me ajudam e incentivam muito a desenvolver essa fic com vocês, viu? Sobre os tamanhos dos capítulo só queria deixar uma explicaçãozinha básica: eu, Karla, particularmente, não gosto de capítulos enormes, tipo mais de 4 mil palavras. Confesso que já desisti de acompanhar regularmente várias fics por isso, pra mim um capítulo desses tenho que estar meeega entusiasmada pra ler pra ir numa tacada só, então eu busco manter uma média que me agrada, que na realidade fica entre 2 mil e 3 mil palavras. Essa fic realmente eu tô deixando abaixo dese número porque...sei lá...nem tinha notado na verdade! Hahaha Então obrigada pelo toque, vou procurar manter essa média que falei, ficando acima das mil e poucas que realmente é muito pequeno pra satisfazer quem está curioso por um novo capítulo! ;) Poréemmm não me peçam capítulos de 5 ou 6 mil palavras pq na boa gente, eu não sou de enrolar muuuito então a história acabaria muito rápido e como já expliquei eu não curto fazer isso, como os capítulos 8 e 9, escrevi eles como sendo um só e cortei por convicção no tamanho "agradável" para leitura! Uuffaa deve ter dado quase um capítulo aqui nessa nota, mas foi por um bom motivo! rsrs Beijooooss até a próxima!