Era novamente uma vez

7 Capítulo 7 – Em busca da verdade


Notas iniciais
Gente primeiro de tudo queria agradecer a atenção por acompanharem a fic, pelos comentários e claro especialmente hoje a Flavia que recomendou, sério, nem sei como lidar, apenas agradeço e fico muito muito muito feliz, sua linda!!! xD Boa leitura!

Os detetives trabalhavam fervorosamente no caso do Senador Gold, e de todos os interrogatórios que tinham feito nenhum havia revelado nada de importante! Os que estavam em aberto elas haviam acabado de descartar qualquer possibilidade de ser um possível suspeito.

– Caralho, nada faz sentido! – bufou Emma saindo da sala de interrogatórios com Jane – Quer dizer, motivo pra matar o cretino mais de metade da cidade parece que tem porque antes de se candidatar ao Senado ele foi promotor, ou seja, se você estava de um lado podia odiar ele e do outro também, mas todos que interrogamos tinham um álibi sólido.

– Em, será mesmo que não estamos diante de um suicídio? Quer dizer, eu sei que também não faz sentido – começou a divagar Jane enquanto elas caminhavam de volta à sala dos detetives – Porque pelo que pesquisamos não condiz com a personalidade dele fazer uma coisa dessas, nem estava sofrendo de depressão ou algum fator motivador pra tomar este impulso, mas vai saber?

– Nem precisa ir tão fundo na questão psicológica, Jane! Se ele se matou como fez isso? O lustre ficava a mais de 3 metros de altura, ele teria que subir numa escada e não havia nenhuma escada lá!

A morena maneou a cabeça indecisa:

– Precisamos de mais informações sobre o corpo. Sabe se o laudo da autópsia já está pronto?

– Deve estar... Desce lá e pergunta pra nova legista!

– Vai lá você, eu vou redigir aqui as informações que colhemos!

Emma parou arregalando os olhos e segurando no braço de Jane:

– Você o que? Jane, você detesta papelada, sempre brigamos porque você nunca quer fazer e sobra pra mim! O que tem de errado? Está com medo da nova legista patricinha por acaso?

– Hã? O que? Não...quer dizer, claro que...Não tem nada a ver, Emma!

A loira observou com atenção Rizzoli ficar vermelha e não conseguir responder coerentemente ela e isso a deixou realmente intrigada:

– Espera ai, Jane, você tá muito esquisita! Quer dizer, o que você tem com ela? Qual o problema em ir lá?

– Nenhum problema! Não tem nenhum problema, Emma... – Jane pensava em algo para se justificar quando Cavaunagh apareceu:

– Swan, preciso de você, os pais daquele garotinho morto semana passada estão aqui e mesmo com o caso fechado querem conversar com a detetive que falaram durante as investigações, disseram seu nome.

– Senhor, nós estávamos indo no necrotério agora... – interveio Jane num tom beirando ao desespero

– Vá sozinha, Rizzoli, até parece que não sabe o caminho, oras! – resmungou o tenente incrivelmente mal humorado naquele dia e se retirando na sequencia.

Emma segurou um riso e depois olhou preocupada para a amiga:

– Acho que a gente precisa conversar mais tarde! Tô indo lá, boa sorte com a patricinha!

Jane não sorriu de volta apenas viu a amiga se afastar, pegou a pasta com os dados do caso e se dirigiu ao elevador, assim que ele fechou as portas deu um murro numa das paredes, queria evitar a loira ao máximo que pudesse e pelo visto seu plano não foi capaz de durar nem até a hora do almoço!

–X-X-X-

Maura já havia feito a análise do corpo e ainda se instalava em sua nova sala, colocou alguns objetos de decoração que lhe agradava, mas ainda não tinha certeza do que faltava, tirou uma foto do ambiente para pensar depois e estava sentada em sua mesa terminando de redigir o laudo enquanto Tinker também terminava de separar as amostras para processamento no laboratório anexo e aparentemente já estava bem a vontade rindo com os outros analistas e na sua estação de trabalho particular algumas fotos e um aparelho de som tocando música alta. Jane desceu no andar e passou pela ala dos laboratórios vendo pelo vidro a sala de autópsias que ficava atrás totalmente vazia. Se dirigiu à sala da legista e parou por um momento na porta lendo a placa: “Dra. Maura Isles – legista chefe”. Soltou um suspiro longo e sem pensar muito mais bateu na porta. Ouviu uma voz muito agradável do outro lado a falando para entrar. Abriu com cuidado pedindo licença e se deparou com um ambiente realmente inesperado:

– Ouw! – Jane não aguentou e soltou ao entrar na sala.

Maura largou tudo que tinha na mão de qualquer jeito sobre a mesa e ficou encarando a morena sem entender a reação dela.

– Desculpe, é que...bom...nunca tinha visto essa sala decorada antes! – sorriu Jane sem graça apontando para as máscaras africanas de Maura expostas na parede e o tapete persa no chão.

Maura sorriu de volta de maneira tensa. Ficaram se olhando um tempo, ela se levantou da cadeira derrubando o porta-lápis, abaixou para pegar pregueando contra si mesma, Jane abriu um sorriso maior, aquela mulher podia ter um dos maiores cargos da cidade agora mas ainda era uma loirinha atrapalhada e fofa na cabeça da morena. Fofa nem tanto porque deixou ela sozinha na balada! Jane voltou a fechar a cara e foi direto ao ponto:

– Olá Doutora, eu sou... a detetive Rizzoli!

– Sim... – respondeu Maura num tom de dúvida, não sabia se devia puxar um assunto menos formal antes de iniciarem ou trabalho ou não, bom, pelo visto não, a morena não estava lhe dando chances para isso.

– Certo, estamos meio travados no caso do Senador Gold, preciso de mais informações sobre o corpo, o laudo já foi finalizado?

– Ia enviar agora mesmo para o sistema. Você quer uma cópia?

– Por favor!

Maura voltou para trás da mesa enviando o arquivo para impressão enquanto Jane de pé no centro da sala olhava em volta incomodada com o clima tenso que pairava entre elas. Maura se esforçava para olhar fixamente para a impressora sem saber como contornar a situação com a mulher parada em sua sala. Assim que saiu ela pegou e entregou a outra abrindo um meio sorriso que não foi retribuído. Jane apenas agradeceu e pegou o papel em mãos o lendo com atenção, depois com a testa franzida pediu licença e abriu a pasta com a papelada do que já haviam coletado do caso em cima da mesa de Maura:

– Você diz aqui que a causa da morte foi provocada por sufocamento, mas eu achei que o cara tinha sido enforcado!

– Sim, ele foi, mas não foi isso que o levou a morte. – disse Maura de maneira natural sem perceber que Jane havia ficado um tempo maior que o normal em silêncio esperando que ela continuasse a explicar melhor

– Tá legal...E então o cinto que pendurava o corpo no lustre foram só pra encenar?

– Encenar o que?

– Um enforcamento, talvez? – respondeu Jane agora já perdendo a paciência com a legista e usando um tom irônico

– Não posso afirmar com certeza, pois isso se trata apenas de uma suposição, detetive, e eu não trabalho com suposições! A única coisa que posso afirmar é o que verifiquei empiricamente que está descrito ai: a vítima foi morta por sufocamento e a julgar pelas marcas do pescoço não condizem com nenhum tipo de objeto encontrado na casa...

Jane abriu um pouco a boca impressionada com o jeito da loira de falar, sério que no quesito profissional ela era chata daquele jeito?! Não, aquilo era demais para Jane, não bastava ter sido rejeitada pela loira na balada ainda a reencontra sendo um pé no saco em seu trabalho? Ela deu um riso baixo balançando a cabeça depois resmungou:

– Pike de saias...

– O que disse?

– Não condiz com nenhum objeto, você falou? Mas e mãos? Pode ter sido uma pessoa que sufocou o Senador Gold?

Maura hesitou um instante considerando as palavras da outra, olhou pela porta de vidro que dava conexão com o necrotério e fez sinal com a cabeça para a detetive a seguir. Entraram na sala e a loira descobriu novamente o corpo em cima da mesa de autópsias. Calçou luvas e chegou mais perto usando um aparelho com uma lente de aumento, colocou uma mão em volta do pescoço do Senador:

– Hum...interessante...não condiz com uma mão do tamanho da minha, mas sim, acredito que é uma linha de raciocínio viável!

Jane se debruçou um pouco em cima do corpo avaliando o que a outra fazia e colocou sua mão sobre a dela, pois estava sem luvas, sua mão era maior, de dedos longos e aparentemente encaixava perfeitamente com as marcas do crime. Maura sentiu sua própria mão esquentar com o contato da outra e um arrepio rápido na espinha, ficou mais uma vez desconfortável e ao mesmo tempo com vontade de apertar aquela mão e abraçar a morena mais uma vez. Jane também se sentiu incomodada com a proximidade, sem reação por alguns segundos, mas logo retirou a mão a puxando para perto do corpo e apertando a cicatrizes da palma com a outra mão.

– Obrigada, Doutora! Acho que já tenho com o que trabalhar agora. Eu vou indo!

Maura acenou com a cabeça e viu a morena sair quase que correndo de perto dela, passando pela sala da legista e pegando sua pasta com os papéis e cópia do laudo. A loira suspirou confusa com tudo que acabara de acontecer ali.

–X-X-X-

– Iam me contar quando? – uma Regina em tom feroz falou assim que viu Emma sair da sala de reuniões com a família de uma vítima que havia solucionado o caso.

A loira olhou assustada para a morena sentada num dos bancos de espera do corredor da Delegacia usando como sempre um elegante tailleur e uma pasta social apoiada no colo, com as pernas cruzadas a encarando de maneira nada amigável.

– Re, se é sobre o Senador, foi tudo muito corrido, ontem quando chegamos você estava dormindo e...

– E era melhor então eu saber pelos jornais, ou por todo tribunal quando chegasse pra trabalhar hoje? De que adianta morar com duas detetives e ser a última pessoa a saber das coisas importantes que acontecem nessa cidade?

– Regina, calma! Por favor, eu sei que isso deve estar transformando o tribunal num caos e atrapalhando seu trabalho, mas não havia muito o que falar. Ele está morto e ainda não achamos o culpado, se é que tem algum!

– Se é que tem algum? Emma, querida, está estampado na primeira página de todos os jornais que ele foi encontrado enforcado na biblioteca. Eu conheço aquela biblioteca pessoalmente, logo posso afirmar que ele não teria como se pendurar sozinho ali!

– Eu sei, mais um motivo para eu ter adiado te contar! Você foi aluna dele, e por mais que o detestasse eu... eu sei lá, Re, achei que devia falar pessoalmente, não sabia ao certo como você ia reagir!

– Obrigada pela parte que me toca, mas acho que vou dispensar a sua...

Regina não conseguiu terminar a frase porque Emma havia disparado outra olhando por cima do ombro da amiga assustada:

– Mãe?? O que está fazendo aqui?!

Notas finais
Finalmente elas se falaram, mas muita coisa ainda está por vir! E não só pro casal Rizzles, como já devem imaginar Swanqueen agora vai esquentar novamente! ;) Até a próxima! Beijos mil!