Era novamente uma vez

29 Capítulo 29 - A Máscara caiu


Notas iniciais
Olá pessoas maravilhosas! Perdão pela demora mas é que esse capítulo tive que pensar bastante pra escrever. Era muita ponta solta pra amarrar e não queria esquecer de nada. Espero que gostem do resultado! Boa leitura!!

O médico levantou a cabeça aflito para a morena que repetiu a pergunta.

— Quem é esta pessoa, detetive? – interveio o advogado – Como pode afirmar que meu cliente conhece essa mulher?

Nisso Frost se apressou e logo tinha virado um tablet para os dois com uma foto de Zelena:

— Eu tenho certeza que não me esqueceria tão fácil se tivesse conhecido ela!

Dr. Whale apertava as mãos nervoso enquanto seu advogado continua a defender a tese de que ele não sabia de quem se tratava. Jane tirou o cartão da pasta o colocando sobre a mesa:

— Quando ela te entregou isso? Ou foi uma das outras que você comeu?

— Eu não comi ninguém! – falou finalmente o médico em tom quase de desespero. Elas estavam no quarto antes de eu chegar, mas pra não aparecer meu nome na reserva ela manteve no nome da agência.

— Ela quem?

O homem abria e fechava a boca olhando para o seu advogado que achou melhor parar por ali:

— Ok, eu creio que preciso de um momento a sós com o meu cliente. Se nos derem licença, detetives!

— Tem certeza que vai querer que a gente saia? – perguntou Frost analisando mais alguma coisa no tablet – Por que isso só vai dar mais tempo da gente descobrir mais coisas sobre você!

O detetive virou novamente o aparelho mostrando a ficha do advogado, seu último cliente havia sido nada mais nada menos que a agência de modelos. Jane blefou:

— Você sabe que temos acesso aos vídeos do hotel onde prendemos o nosso amigo aqui, certo? O que acontece se pegarmos você saindo do mesmo quarto onde ele estava? Além de confirmar que a agência está pagando seus honorários neste momento, é claro...

Os dois homens ficaram calados um longo minuto. Korsak os tirou do transe falando num tom firme porém irônico:

— Podemos propor um acordo para vocês. Claro que dependendo do que o doutor aqui confessar a pena não vai ficar nada leve, mas você tem um bom advogado, ele deve saber o que fazer!

Os suspeitos se olharam e o Sr. Brandon fez um aceno positivo com a cabeça tirando os óculos e limpando o suor da testa. Dr. Whale parecia inconsolável:

— Eu não queria fazer tudo que fiz, ok? Essa mulher me obrigou! Eu achei que já estava encrencado o suficiente quando me enrosquei com o Senador, mas ela... Ela é pior que o Gold!

— Explica direito essa história! – disse Jane rispidamente

— Eu, de fato estava devendo uma grana de jogo, ok? E acho que não é nenhum segredo que o Senador era dono de um cassino em Vegas, na época aparentemente só eu não sabia disso. Eu morava lá, estava sem dinheiro acabei de envolvendo com apostas e quando vi já tinha perdido o controle. Perdi tudo e o pessoal do cassino me ofereceu um emprego lá dentro para pagar pelas dívidas. Eu trabalhei lá mas na primeira oportunidade que tive fugi com um dinheiro que um dos funcionários esqueceu a mostra. Me mudei pra Boston e vivi muito bem até o Senador me achar. Foi ai que descobri que o cassino era dele e eu estava ferrado...

Todos observavam o homem sem piscar inclusive Maura, Killian e Emma que havia retornado para a sala de vidro. O médico continuou:

— No começo foram só ameaças e cobranças que me tiravam o sono e todo meu salário começou a ser revertido pra ele até que Zelena apareceu na jogada. Eu não sabia quem era ela, simplesmente ele me chamou pra ir um dia na casa dele e ela estava lá. Imaginei que fosse só mais uma acompanhante de luxo de político mas logo entendi que era ela que estava no comando ali. O Senador estava doente. Tumor no cérebro, segundo todos os diagnósticos não operável. Mas eu sou neurocirurgião e vocês podem não acreditar mas dos bons! A Zelena apresentou uns estudos russos de um tratamento experimental para estes casos para ele e o Gold queria que eu executasse.

— Mas claro que se era experimental ele não ia arriscar você fazer diretamente nele por isso você testou primeiro em outras pessoas... – interrompeu Korsak

— Sim, exatamente! Fizemos muitos testes todos gravados para que ele pudesse ter o acompanhamento das taxas de sucesso. Todas as cobaias foram coagidas por ele de alguma forma. Eu pedi para parar, estava vendo que não haveria sucesso mas não tinha como não participar ou ele me mataria foi a única condição que me deram. Um dia um dos homens levou uma maleta de drogas mas não era para o Gold, era para Zelena. Pode parecer loucura mas acho que até ele tinha medo daquela mulher.

— A Zelena é traficante? – foi a vez de Jane interromper

— Não de drogas. A cocaína era só sua moeda de troca. O coitado do cara que entregou nunca soube disso. E ainda cortaram a mão dele quando ela descobriu que a droga não era pura o suficiente para valer o peso do que ela queria... Eu cuidei do homem, não aguentei ver ele mutilado sozinho largado no jardim da mansão do Gold. Não sei que fim levou, se morreu fez isso achando que foi o próprio Gold que mandou tirar a mão dele fora. Descobri que tirando eu ninguém nunca havia visto ou ouvido falar dessa mulher. Esse era o grande trunfo dela.

— Espera ai... – veio Frost – Essa Zelena não é traficante de drogas, apareceu oferecendo um tratamento experimental em troca de que então para o senador?

— Armas. – disse Jane baixinho olhando para o nada – Lembra dos arquivos? Os testes de balística? Ela contrabandeia armas, por isso o tratamento russo, o maior mercado de armamento pesado vem de lá e ela precisava de um político pra ajudar a fazer os trâmites sem ser parada em nenhuma alfândega!

Houve um silêncio perturbador após essa revelação no qual o médico apenas acenou tristemente com a cabeça fazendo um sim.

— O tratamento funcionou. Nem eu acreditei mas pelo menos a curto prazo o Senador estava saudável novamente, deve ter tentado se livrar das garras da Zelena de alguma forma. Vi eles brigando feio da última vez que estive na mansão. Alguns dias depois vi a notícia na televisão da morte dele. Fiz as malas na mesma hora, sabia que eu seria o próximo da lista, mas não deu tempo de fugir. Ela já estava na minha porta me esperando. Me obrigou a rodar pela cidade o primeiro dia inteiro de investigações com ela. Passei alguns dias na agência de fachada que ela trabalha. Ela não é dona de nada lá, claro para não aparecer o nome mas todos lá dentro sabem que é ela quem manda. Nem imagino ao que aquelas meninas sejam coagidas a fazer... Depois de uma semana me levaram para aquele hotel até vocês chegarem.

— Onde está a Zelena agora? – perguntou Frost num tom tenso

— Não faço ideia! Não a vejo desde que ela me deixou no hotel. Mas eu estava sendo constantemente vigiado pelos capangas dela e as meninas da agência. Acreditem em mim, ela tem olhos e ouvidos por todos os lados!

Minutos depois todos os detetives saiam da sala.

— Uau, isso foi realmente profundo... – comentou Maura quando todos se juntaram na sala dos detetives

— Temos que achar essa Zelena de qualquer forma agora! – disse Frost preocupado

Killian já estava em sua mesa:

— Já acionei todas as unidades mas acho que é caso para o FBI duvido que a gente ache essa mulher! Nessa altura ela já sabe que o único que poderia dedurar ela está aqui com a gente!

Jane concordou e disse para todos continuarem tentando mesmo assim, depois vendo Emma aflita dando voltas na própria mesa a chamou de canto:

— Em, eu sei que tudo isso é uma bosta e eu imagino o quanto você está apreensiva agora em contar pra Re mas...mas... Bom, eu não sei o que dizer na verdade!

— Caralho, Jane! Sabe o que é pior? Minha mãe concordou em deixar o Henry com a gente. E agora, como que eu vou falar que a Regina que ela já adora de paixão tem uma irmão assassina mafiosa que estamos atrás?

— Pensa pelo lado positivo ela vai virar a heroína da sua família, foi ela quem matou o Gold!

As duas ficaram se encarando sem rir. Emma apertou a mão da parceira e continuou:

— Jane, ela estava muitos passos na nossa frente!

— Como assim?

— Ela sabia que a gente estava no caso, ou você acha que foi coincidência ela flertar com você num bar e depois estar na mesma festa que a Regina?

— Mas nós nunca falamos nada perto dela sobre isso, o que você acha que ela pode ter descoberto?

— Não sei, provavelmente nada mas quando achamos o doutor ela sumiu.

— Jane! – chamou Korsak – Vamos nessa tal agência de modelos agora apertar quem estiver lá por informações. Emma, você e o Frost ficam aqui caso apareça alguma outra pista pra seguir!

As detetives acenaram com a cabeça e se despediram depressa.

X-X-X

Maura retornou ao necrotério e ficou observando o corpo do Senador um tempo. Fez uma incisão na cabeça e passou as próximas horas investigando seu cérebro. Não descobriu nada. Se havia realmente algo antes o tratamento experimental deve ter surtido efeito, sem dúvidas. Precisava de uma pausa. Saiu em direção a sua sala para pegar uma água e viu Anabelle no laboratório. Foi até ela vendo que não havia mais ninguém na sala naquele momento:

— Oi!

— E ai?

— Sem grandes descobertas por enquanto... E você? Afinal, aonde foi ontem a noite? – perguntou Maura como quem não quer nada aproveitando o momento a sós com a prima

— Fui num barzinho. – respondeu a outra sem tirar os olhos das amostras que separava na bancada enquanto ticava os nomes numa planilha

— Sozinha?

— Sim, não consegui falar com o Will.

— Sei... – comentou Maura desconfiada – onde era o barzinho?

— Ah, perto daquela balada que fomos. – disse Tinker dando os ombros

Houve um momento de silencio antes que Maura retomasse a conversa visivelmente curiosa:

— O Sargento Jones está incrivelmente arrumado hoje, reparou?

— É? Não, não reparei não...

— Você pareceu assustada quando deu de cara com ele lá na sala de interrogatórios, achei que fosse por isso.

— Ele estava lá? Nossa, nem vi! – respondeu a outra forçando naturalidade

— Tinkerbell, você acha que eu sou idiota? – bufou Maura puxando o braço da prima e a fazendo olhar para ela – Você encontrou com ele ontem não foi?

— Claro que não! Por que você acha isso?! – respondeu a outra inconformada

— Por que os dois agiram estranhamente quando se encontraram hoje, você está evitando o assunto, e não quer assumir pra mim muito menos pra você mesma que ele é bonito, gostoso, solteiro, mulherengo e a réplica do seu ex namorado que você daria tudo para passar uma noite de novo!

— Cacete, quem é esse cara que vocês estão falando? – soou a voz de Emma entrando no laboratório — Apresenta para o resto das mulheres da delegacia, elas com certeza vão se interessar!

Maura e a prima ficaram vermelhas mas não falaram mais nada. Emma riu se desculpando:

— Ei, brincadeira! Não queria ter me metido na conversa de vocês é só que achei engraçado essa propaganda toda ai... Mas salvo vocês estejam falando do Killian que todo mundo já sabe que ele é assim até eu fiquei com vontade de conhecer!

Novamente o silencio e agora Maura parecia entretida com a costura da manga de sua blusa enquanto Tinker rodava um frasco vazio na bancada. Emma entendeu tudo ficando sem graça também:

— Bem... Então... sobre as evidências do quarto de hotel, a Jane disse que você tinha coletado algumas informações de DNA, né? Eu andei pensando e como não achamos a Zelena ainda talvez fosse útil ir atrás de alguma outra pessoa que passou por lá. Você poderia me mostrar as identidades?

— Claro! Excelente ideia, detetive! – respondeu prontamente Tinker indo até um arquivo

As três mulheres liam as fichas com atenção quando o celular de Emma tocou.

— Desculpem, eu tenho que ir lá na cafeteria um momento, já volto, ok?

A loira guardou o celular no bolso da jaqueta e foi andando pesadamente até o local. Avistou seus pais e Henry segurando sua mochila nas mãos.

— Irmã, você é demais!!

— E ai, pivete, gostou da ideia de passar mais uns dias comigo?

— Sim, sim!! Obrigado! – respondeu o garoto radiante

Os pais deles sorriram e logo Mary Margareth se pôs a frente:

— Emma, você tem certeza de que não irá lhe atrapalhar no trabalho e nem ele vai ficar perdido por ai sem ter companhia, certo?

— Claro que sim, mãe! Vai ficar tudo bem! A gente vai se divertir e ele não vai voltar 15 quilos mais magro ou mais gordo, não se preocupe!

No fundo Emma se remoía pensando que essa era a pior hora possível para o menino estar com ela mas não tinha volta, era melhor não deixar a mãe perceber isso.

Se despediram dos filhos e foram embora. Emma sorriu levando o irmão até a cafeteria enquanto procurava um número no celular:

— Henry, eu estou beeemm enrolada hoje, ok? Não podia dizer isso na frente da mamãe mas não vamos poder ficar juntos pelo menos até de noite.

— Ah... – o garoto pareceu um pouco decepcionado – Mas eu vou ficar com quem então? A Regina?

— Na verdade, eu pensei da gente fazer uma surpresa pra ela. Não contei que você vai ficar com a gente ainda, então eu vou ligar pra um amigo ele vai vir te buscar e vocês podem ir lá pra casa preparar aquela torta de maçã divina que ela te deu a receita pra gente comer a noite o que acha? Ah, podem jogar videogame também...

Henry pareceu mais animado de novo:

— Legal! Eu conheço esse seu amigo?

— Não, mas tenho certeza que vai dar muita risada com ele... Alôu! Giovanni? Está muito ocupado? Estou precisando de um favorzão seu, rapaz!

Notas finais
Giovanni de babá, quem confia? Hahahaha Pra quem tá com saudades da nossa Rainha, no próximo capítulo ela volta com tudo, prometo! Beeeiiiijoooss até breve suas lindas!