Era novamente uma vez

30 Capítulo 30 - Coragem


Notas iniciais
Oláaa pessoal! Até que não demorei muito entre uma postagem e outra e olha que esse capítulo ficou grande hein?! Espero que gostem! =)

Giovanni entrou na Delegacia com olhar perdido. Deu algumas voltas achando a cafeteria. Não avistou Emma nem Jane então pediu um café enquanto esperava por uma das amigas e se sentou no balcão ao lado de um menino que devia ter uns 11 ou 12 anos.

— Olá! – ele cumprimentou sorrindo

— Oi! – respondeu o garoto meio desconfiado

— Veio prender alguém? – o mecânico perguntou em tom de brincadeira enquanto ajeitava a camisa abarrotada

— Não, eu só estou esperando a minha irmã mesmo...

— Ah, bacana. Ela é gostosa? Por que se for posso esperar por ela também!

Henry franziu a testa sem saber se tinha mesmo escutado aquilo. Giovanni riu vendo a cara de espanto do menino.

— Brincadeira! Também vim encontrar uma amiga. Mas, se quer saber ela é bem gostosa... Você leva jeito com as meninas?

— Ergh...mais ou menos.

— Ah, mas na sua idade elas já devem te interessar, não?

— Bem... sim. Mas acho que não levo muito jeito mesmo. Ou nunca me interessei ao ponto de tentar bastante.

Giovanni fez uma cara séria, depois agradeceu o café e focou o olhar numa loira que vinha saindo do elevador:

— Ok, vou te mostrar como é que se faz! Tá vendo aquela beldade ali? Vou convencer ela a sair comigo!

Henry se virou vendo a Dra. Maura Isles vindo na direção da cafeteria:

— Sério? Ela parece arrumada demais pra você...

— Não se bobo, toda patricinha tem tesão em cara largado! Você vai ser só! – respondeu ele pegando um bombom no caixa e se dirigindo à loira que acabara que encostar no balcão – Com licença!

Maura virou a cabeça dando uma rápida checada de cima a baixo no mecânico que apesar de usar trajes bem simples tinha um corpo bastante atraente:

— Pois não?

— Desculpa atrapalhar mas é que eu estava ali parado imaginando como você conseguiu não se machucar na queda.

— Queda? Que queda? – perguntou Maura confusa

— Do céu! Por que você sem dúvidas só pode ser um anjo de tão linda!

Maura ficou parada um instante até compreender a cantada e teve uma vontade repentina de gargalhar, aquilo tinha sido perfeitamente ridículo mas ela teve medo de incentivar o homem agindo assim então manteve a postura e educadamente deu apenas um sorriso leve:

— Obrigada pelo elogio!

— Posso fazer muitos outros se quiser.

— Fico realmente lisonjeada, mas estou trabalhando agora!

— Eu odiaria trabalhar com você, seria uma distração absurda...

Maura levou seu café a boca erguendo as sobrancelhas já sem saber o que dizer. O homem abriu o bombom dando uma mordida e depois continuando de boca cheia:

— Quer um pedaço?

— Não, obrigada!

— Você pode pegar o que está aqui também. – completou Giovanni apontando para a boca melada e se aproximando mais de Maura

— Mais um passo e te prendo por assédio sexual, engraçadinho!

Maura sorriu aliviada ao ver Jane surgindo atrás do homem alto que estava a sua frente e dando a volta para ficar ao lado dela. A morena tinha um ar sério e os punhos semicerrados, ela realmente estava com raiva da atitude do outro.

— Calma ai, Jane! – disse o homem quando reconheceu a amiga – Você não ia me prender de verdade né?

— Se encostasse um dedo nela? Sim, iria! Mesmo sendo você, Giovanni!

— Eeiii, eeiii, eu não sabia que essa gostosa estava com você, desculpa!

Jane deu um pequeno passo a frente bufando e Maura segurou um de seus braços descendo até a palma da mão e entrelaçando seus dedos no da morena enquanto controlava a situação:

— Está tudo bem, Jane! Não aconteceu nada. Seu amigo é apenas espontâneo demais...

— Sim, demais... – respondeu Jane mais calma fazendo carinho com o polegar na mão da loira e a soltando em seguida se lembrando que estava no ambiente de trabalho – O que faz aqui, Gio?

— A Emma me ligou. Disse que precisava de um favor mas também não sei o que é não. Estava esperando por ela ou você aparecer pra me contar, dai conversando com aquele menino sobre garotas ela apareceu e eu quis demonstrar umas técnicas pra ele!

“Muito bem sucedidas por sinal” – pensou Maura em tom de ironia enquanto procurava algum menino pelo saguão e se perguntava quem era aquele homem e do que eles estavam falando afinal de contas.

Jane já havia avistado Henry nessa altura e o chamava para perto:

— Henry! E ai, garoto, vem cá! Esse babaca tentou te ensinar alguma coisa, really? Se quiser você é que pode ensinar qualquer coisa pra ele!

Giovanni fechou a cara e logo apareceu Emma:

— Aahh finalmente você chegou! Henry, este aqui é o meu amigo que te falei, Giovanni, este é o meu irmão Henry! Preciso que você leve ele lá pra casa hoje e se possível faça companhia pra ele. Eu e a Jane só vamos chegar de noite!

Jane parecia abismada:

— Você chamou ELE pra ficar de babá do seu irmão? Tá maluca, Emma? Liga pra Re!

— Ela ainda não sabe que ele vai passar uns dias conosco, e considerando os últimos...hã...acontecimentos, achei que ela mereceria uma surpresa agradável pelo menos.

Todos ficaram quietos se entreolhando até Jane dar os ombros e Emma dar algumas notas de dinheiro pro amigo. Ele saiu acompanhado do menino que falava sobre comprar maçãs e outros ingredientes para uma receita antes de irem.

— Eles vão explodir a cozinha da casa de vocês... – constatou Maura apreensiva

— Possivelmente. – concordou Emma – O Giovanni não deu em cima de você não né?

— Claro que deu! – resmungou Jane pegando um café também e se dirigindo com as duas para o elevador.

— Não se assuste, ele é assim mesmo, mas tem um grande coração! Ah, e vai se acostumando que a Jane é bastante ciumenta!

Jane engasgou e tentou se defender mas Emma apenas revirou os olhos fazendo Maura rir. Apesar das péssimas notícias sobre a investigação e não terem conseguido mais nenhuma pista da assassina, todos pareciam conseguir levar suas vidas sem perder o bom humor.

O expediente foi longo. Jane e Korsak convocaram uma reunião pra mostrar tudo que haviam conseguido na agência o que era praticamente nada. Algumas provas de fraude, corrupção, certamente a ponta do iceberg mas nada de concreto que os levasse até o paradeiro de quem queriam. Emma e Frost também mostraram o que conseguiram rastrear dos últimos ocupantes do quarto de hotel e tudo indicava para o mesmo grupo de pessoas que faziam parte de um grande esquema de lavagem de dinheiro. Porém mais uma vez nada os levava até Zelena. A modelo parecia ter evaporado como fumaça da cidade. Todos foram embora frustrados e preocupados com o dia seguinte, mas no momento tudo que podiam fazer era descansar e esperar pelos próximos interrogatórios para ver se conseguiam outras pistas.

Jane se despediu de Maura no estacionamento da Delegacia, queria muito ficar mais tempo a sós com a loira, mas também sabia que Emma ia precisar dela em casa pelo menos enquanto Regina não soubesse da verdade sobre o caso e o irmão dela estivesse hospedado lá. Era muita coisa em termos emocionais para a loira administrar sozinha e ela não deixaria a amiga na mão. Foram embora e Emma suspirou fundo antes de abrir a porta dando de cara com uma cozinha imunda, como era de se esperar, salgadinho pra todo lado e Giovanni e Henry rindo empolgados com um jogo de luta no vídeo game. Mal deu tempo delas pensarem em como organizar a casa Regina entrou e ficou parada olhando o caos que estava ali. Jane abriu os braços fazendo Emma imitar o gesto e as duas juntos com os dois “meninos” falaram em uníssono:

— Surpresa!!

Henry pulou do sofá indo até a mesa de jantar:

— Regina, olha! Fiz a torta que você me ensinou!!

— Henry! Meu deus, olá! Parece até que é meu aniversário, o que está havendo aqui?

— Meus pais deram uma carta de alforria e o garoto vai passar alguns dias com a gente! – explicou Emma vendo os olhos da namorada brilharem de alegria

Todos comeram a torta e deram bastante risada conversando sobre todos os tipos de assunto. As três se juntaram no vídeo game e todos jogaram bastante até cansar. Davam risada e os adultos bebiam cerveja até que Henry dormiu encolhido num canto do sofá. Regina fez sinal para Emma que o acordou o guiando até se quarto para que o menino pudesse descansar. Jane acompanhou Giovanni até a saída e ainda ficou conversando um tempo com ele na porta depois subiu para seu quarto se despedindo das amigas.

— Uau, parece que passou um furacão por aqui... – disse Regina rindo

— Pois é! Um mini furacão pelo menos! – respondeu Emma visivelmente cansada começando a tirar os pratos de cima do sofá levando para a cozinha

— Já volto!

Regina subiu para o quarto de repente e depois voltou para ajudar Emma a terminar de arrumar a sala. Após alguns minutos com tudo em ordem novamente foram até o quarto de Emma verificando que Henry dormia pesado já na cama. Sorriram indo em direção ao quarto de Regina. A loira se jogou na cama de sapatos e tudo dando um suspiro profundo.

— Você parece tensa, minha querida! Sabe o que seria bom pra isso? – comentou Regina parada de pé ao lado da porta do banheiro da suíte

— O que? – perguntou Emma virando o rosto no travesseiro para olhar a outra

— Um belo banho de espuma com uma massagem!

Regina abriu a porta do banheiro revelando a banheira já cheia e segurando um óleo nas mãos. Emma riu:

— Você sempre lendo meus pensamentos não é mesmo, meu amor?

A detetive logo se levantou tirando as roupas. A morena a seguiu e em pouco tempo estavam despidas, sentadas na banheira. Regina por trás massageava os ombros de Emma no começo se mantendo só ali e enfim notando a namorada mais calma e confortável começava a deslizar até os seios da outra e pressionar suas pernas contra o quadril da loira que já estava bastante relaxada e emitia sons guturais de prazer pelos toques em resposta enquanto acariciava as pernas de Regina. Não passou muito tempo para que dissesse:

— Você vai continuar a massagem ou podemos sair daqui?

— Não está mais gostando, minha querida? – falou Regina deslizando ainda mais uma das mãos até o ventre da outra mas parando antes de seu sexo

— Você está me deixando excitada e acho que era isso mesmo que queria... – respondeu a outra sorrindo — Podemos continuar isso no quarto, não acha?

— Seu irmão está no quarto do lado...

— E dai?

— Daqui do banheiro eu tenho mais certeza de que não dá pra ouvir nada – respondeu Regina chupando o lóbulo da orelha de Emma

— Se você diz... – respondeu a outra levando a mão até a nuca da morena e virando o pescoço para conseguir beija-la com vontade

Regina a abraçou com força acariciando todo o corpo da loira. Apertou os seios com uma mão sem parar de beijar a namorada enquanto com a outra deslizava até o sexo dela provocando bem devagar. Emma foi mais para trás colando sua bunda no sexo de Regina que apertou mais suas pernas nos quadris da outra rebolando grudada nela. Introduziu dois dedos na namorada enquanto chupava seu pescoço com voracidade. Emma se entregava a ela gemendo baixinho enquanto sentia as estocadas. Regina levou a mão que apertava os seios da outra para seu rosto e Emma se pôs a chupar seus dedos molhados pela água. Regina gemeu mordiscando as costas da loira e apertando seu clitóris. Emma gemeu mais alto segurando a mão de Regina e a pressionando mais sobre ela. Regina deslizou para o lado da banheira ficando apertada entre a parede e a detetive e abocanhou um dos mamilos dela. Emma levou sua mão até o sexo de Regina se esfregando nele. A morena suspirou fundo dando estocadas mais fortes na outra. Logo parecia ter virando uma competição por quem conseguia manter mais tempo o controle sobre a outra. De alguma forma elas sempre faziam isso e essa competitividade de Regina era uma das coisas mais excitantes para Emma. A loira gozou primeiro, “perdendo” a competição mas assim que conseguiu respirar melhor empurrou Regina para a borda da banheira a subindo até ficar sentada nela. Afundou a boca no sexo da morena trabalhando a língua e os dedos ao mesmo tempo nela que se segurava na loira arfando com cada movimento. Chegou ao orgasmo rapidamente mas nem por isso Emma parou. Ela agora continuava dando mais tempo nas chupadas e movimentando os dedos por dentro da outra em estocadas direcionadas. Regina não tinha mais forças para faze-la parar e nem queria, estava nas nuvens. Gozou novamente com força, dessa vez sentindo a namorada diminuir o ritmo junto com suas ondulações até parar. Emma se levantou da banheira com o rosto corado do esforço. Regina sorriu para ela lhe esticando os braços para ela a ajudar a levantar. Pegaram suas toalhas e secaram uma a outra com carinho.

Deitaram nuas mesmo se cobrindo com o lençol e Emma deu um beijo carinhoso e demorado na outra sussurrando ao final:

— Eu te amo tanto!

— Eu te amo mais! – respondeu a morena com um sorriso bobo no rosto

Regina se ajeitou no pescoço se Emma abraçando sua cintura e logo caiu no sono. Emma acariciava o corpo da namorada sentindo sua pele macia. Estava exausta mas não conseguia dormir. Ficou olhando para o teto pensando em como contaria para ela que sua irmã era a pessoa que Boston inteira vinha procurando, e ela era uma pessoa muito pior do que o senador que a Regina já considerava um homem sem nenhum coração ou caráter. Cochilou em algum momento tendo pesadelos com o caso, não se lembrava direito mas era algo ruim acontecendo e envolvia a todos na sua casa e Regina estava em perigo e de alguma forma a culpada era Zelena, Emma acordou num pulo. Olhou para o lado vendo Regina virada para o outro lado dormindo profundamente. Se levantou, colocou um pijama e foi até a cozinha. Bebeu água ainda com flashs do pesadelo nítido em sua mente. Pensou numa coisa de repente, ela disse para Jane a primeira vez que viu a modelo assassina que já tinha visto foto dela pela casa. Foi até o escritório de Regina lugar que ela honestamente só se lembrara de ter ido uma vez quando a morena as levou para conhecer a casa antes de morar. Aquela sala era uma espécie de santuário da promotora e nem Emma nem Jane ousavam romper essa barreira.

A loira abriu a porta e entrou com cuidado acendendo a luz. Ficou parada um longo instante absorvendo cada detalhe. Aquela sala era sem dúvidas completamente diferente em termos de decoração do restante da casa. Era mais antiquada e masculina. “Talvez ela tenha mantido como era originalmente” – pensou Emma ao notar que a mobília era realmente gasta pelo tempo, não era nenhum tipo de estilo vintage. Andou até a estante lendo as capas dos livros. A maior parte era sobre Direito e Administração. Haviam alguns de Psicologia e História também. Era um acervo bem invejável pois estava na cara que se tratava de livros antigos e de autores conceituados. A detetive continuou andando e deu a volta na escrivaninha observando o bloco de papel perfeitamente alinhado na mesa e um jogo de canetas caras. Havia um espaço no canto da mesa que estava marcado mas não havia nada em cima olhou atentamente em volta procurando por algo no formato retangular que pudesse preencher aquele espaço. Logo viu um porta-retratos dentro da lixeira ao lado da cadeira e o puxou para fora. Ali estava a foto que ela se lembrava de ter visto vagamente algum dia. Era um retrato clássico de família. 4 pessoas posicionadas num estúdio: o pai sentado numa poltrona, a esposa de pé atrás da poltrona ao seu lado apoiando a mão em um ombro dele, a filha mais velha de pé ao lado da mãe apoiando a mão no outro ombro do pai e a filha caçula, sentada no braço da poltrona com as mãos cruzadas sobre o colo. Era uma família realmente bonita fisicamente, todos de traços muito finos e elegantemente vestidos, com um olhar forte e decidido. Mas observando bem, para Emma haviam algumas coisas bem claras ali: apesar de pelo menos 10 anos mais nova Regina já tinha um ar sério e o peso de muita responsabilidade estampado no rosto, enquanto Zelena tinha um olhar provocativo, de uma jovem rebelde que queria provar para o mundo do que ela era capaz. “Você conseguiu o que queria...” pensou Emma encarando os olhos da ruiva no retrato.

— Emma? – disse Regina aparecendo na porta do escritório com os braços cruzados sobre o roupão de seda – O que está acontecendo?

— Re...eu...preciso te falar uma coisa. – respondeu Emma de maneira hesitante

— Isso eu já tinha reparado desde a hora que você chegou hoje, meu amor. Fale, o que está havendo?

— Regina. – Emma fez uma pausa para suspirar colocando o retrato em cima da mesa e encarando a namorada nos olhos – Nós descobrimos quem é o assassino.

— Como assim? – disse Regina confusa se aproximando mais da outra – E vocês não me contaram até agora por que?

Emma ficou um instante em silêncio juntando a coragem necessária. Segurou as mãos de Regina as apertando com força:

— Escuta, eu não sei como amenizar isso então eu vou ser direta por mais que me arrependa depois: amor, foi a Zelena. – ela percebeu que a outra parecia não acreditar no que ouvia e deixou ainda mais claro — Sua irmã matou o Senador Gold!

Notas finais
Fortes emoções ainda por vir! Até a próxima! Besssooosss