Era novamente uma vez

13 Capítulo 13 - Nada planejado


Notas iniciais
Oi pessoas lindas!! Desculpe a demora! Andei enrolada e dei uma sumida...Desculpa mesmo! Mas cá está o novo capítulo que particularmente não achei que ficou dos melhores mas é que eu fui tendo um monte de ideias e tentei juntar todas pra casar com o final de capítulo que queria! Espero que gostem. Boa leitura!

O dia seguinte começou corrido. Tanto no laboratório quanto na ala policial todos corriam para desvendar o caso do Senador Gold. Nada de novo havia sido encontrado nos elementos da caixa e enfim os resultados dos exames de drogas haviam saído. Tudo apontava que o homem estivesse limpo. Os detetives sabendo disso forçaram ainda mais na sessão de interrogatórios descobrindo apenas que um ou outro funcionário era viciado mas nenhum tinha perfil de traficante e salvo todos fossem ótimos mentirosos, ninguém demonstrou nada além de repulsa ao saber da mão na caixa na árvore.

– Definitivamente não estamos indo pelo caminho certo... – resmungou Emma após pararem para um café

– Na verdade, minha querida, o problema é que não estamos indo para lugar algum com isso! – retrucou Killian

Emma ia responder quando viu Regina entrando na cafeteria da lanchonete com passos duros, pelo trajeto, ela acompanhava o Tenente Cavaunagh para fora do prédio mas voltou ao avistar a equipe de detetives ali:

– Ei, todos vocês, não sei o que estão fazendo mas andem logo com isso, eu preciso de um corpo!

– Você pode ter o meu sempre que quiser, meu amor! – aproveitou Killian

Jane revirou os olhos enquanto Frost olhava chocado para o seu sargento, ele morria de medo de Regina e não lhe parecia boa ideia provoca-la naquele momento.

– Infelizmente para o que eu preciso só serve se for o do Senador... o Governador e a imprensa estão fazendo pressão para marcarem um enterro oficial. Preciso que encerrem logo este caso para podermos liberar o cadáver do Gold.

– As coisas não estão indo tão bem Regina... – disse Jane com sinceridade – Talvez não fosse o caso de fazer uma cerimônia com caixão fechado e sem nada dentro? Afinal ele nem tinha família, quem vai estar nesse enterro? Só os abutres do Governo!

– E meus pais. – disse Emma dando os ombros – Assim como um bando de outros “ativistas anti-Gold”.

– E são exatamente essas pessoas que farão questão de ver o corpo! Não tenho como encenar o enterro de uma figura pública além de tudo odiada.

Os detetives trocaram olhares preocupados e logo o Tenente fez sinal para Regina que eles deveriam sair. A morena acenou com a cabeça e antes de se afastar encarou Killian nos olhos de forma penetrante dizendo enquanto um sorriso malicioso se formava em seus lábios:

– E só pra constar: não ofereça o que não pode me dar, detetive, porque você sabe que eu tenho o poder de cobrar e ter o que quiser!

Todos ficaram quietos vendo Regina virar de costas e rebolar lentamente em sua saia social justa, risca de giz e blusa esvoaçante, nenhum deles realmente ligando em disfarçar que encaravam a bunda da promotora ainda em transe pelo que foi dito. Foram interrompidos por uma voz em tom confuso:

– Perdi alguma coisa?

– O que? – falou Jane assustada ao dar de cara com Maura parada ao lado deles – Não, nada, não! O que faz por aqui?

– Eu trabalho aqui, detetive. – respondeu Maura com toda sua ingenuidade

– Não...aqui eu quis dizer, aqui! – falou Jane incrédula abrindo os braços e mostrando o café em volta – Você não trabalha no café da delegacia!

– Não, mas o café faz parte da delegacia e eu trabalho nela, então de qualquer forma eu trabalho aqui. Ou você entende como onde trabalhamos apenas nossas estações de trabalho?

– Hein? Claro que não. Quer dizer, mais ou menos, o outro legista nunca saia do andar do necrotério e dos laboratórios então eu dizia que ele trabalhava lá e só lá, não na delegacia de maneira geral.

Maura inclinou a cabeça refletindo sobre o que a outra disse enquanto Emma e os outros riam da conversa desconexa das duas.

– Ok, imagino que tenha achado algo pra nos mostrar, né Doutora? – interrompeu Frost que parecia ser a única pessoa objetiva naquela manhã

– Precisamente! A mão que vocês encontraram: achamos resíduos de uma substância sob as unhas e o resultado dos exames está aqui.

Maura abriu uma pasta e todos foram a frente para ler o que estava escrito:

– Folhas trituradas, querosene...espera, isso é pasta base pra produção de cocaína não é? – disse Emma surpresa

– Isso explica porque não achamos o traficante. – emendou Killian – Não entrevistamos nenhum cara sem mão! Doutora é possível saber se esta pasta base é a mesma que produziu os pacotes que encontramos?

– Difícil...bem difícil, detetive, mas posso tentar! Bem, só vim mostrar isso mesmo, agora voltarei para o meu “trabalho”! – respondeu Maura frisando a última parte e encarando Jane de maneira divertida.

A morena sorriu de volta meio encantada e aproveitou que todos os outros se reuniram discutindo sobre o recente achado e foi atrás dela no hall de elevadores:

– Ei! E então... voltou bem ontem? – forçou Jane tentando começar um assunto

– Sim...sim! E você? – respondeu Maura meio sem graça

– Também, tudo certo. É...sobre a gente sair pra conversar o que você acha de um almoço?

– Almoço? – perguntou o outra pensativa

– Jantar! – se corrigiu Jane rápido – Pode ser jantar se você preferir.

– Ah...claro! Quando?

– Quando você quiser! Ou o caso deixar, também, lógico!

As duas riram de maneira nervosa da tentativa de piada de Jane depois a loira tomou fôlego e respondeu já entrando no elevador:

– Quinta-feira, que tal? Até lá acho que já teremos desenvolvido mais o...a...bem, o caso que estamos trabalhando!

– Sim, quinta tá ótimo! – respondeu a morena depressa já acenando para a outra que via a porta do elevador fechar. Não queria nem pensar no quanto esse dia demoraria a chegar.

– Jane?

– Hein? – perguntou a outra com olhar perdido

– Cacete mulher, pare de babar pela legista e vem logo! Vamos vasculhar a área onde achamos a mão. – resmungou Emma já puxando a morena pelo braço

Os detetives voltaram à trilha, mas com exceção de algumas pegadas que levavam à casa do jardineiro de Gold que já havia sido interrogado 3 vezes nada descobriram de novo. Dois dias se passaram sem grandes novidades porém com muita pressão da imprensa e dos moradores locais em cima da equipe policial. Emma tinha acabado de chegar de mais uma noite pessimamente dormida e tentava acordar tomando um café na cafeteria quando sentiu alguém tocando em seu ombro:

– Pai??

– Hei, filha.

– Pai, o que você...

– Você não ligou. Disse que ia ligar pra marcarmos um jantar.

Emma suspirou longamente:

– Eu sei, mas olha, está complicado. O caso não foi resolvido como você já deve ter reparado afinal o funeral até agora não aconteceu... Acho melhor você e a mamãe voltarem pra Storybrooke, quando tudo estiver resolvido e marcado eu ligo pra vocês avisando!

– Emma, eu sei que quer se ver livre da gente, mas você tem noção que puxou essa teimosia toda de nós dois, certo? Então não vamos sair da cidade tão cedo. – respondeu David arrancando um sorriso tímido de Emma

– Sim, eu tenho noção. Mas e o Henry? O garoto não tem aula não?

– Ele está de férias, seu irmão é um dos primeiros da classe, filha. Quando você não pega recuperação tem férias mais cedo.

– Isso foi uma indireta?

– Hum... talvez!

Os dois sorriram e ficaram mais perto um do outro. David acariciou o rosto da filha e lhe deu um beijo na testa com carinho:

– Janta com a gente essa noite. Sinto a sua falta Emma e sua mãe apesar de não parecer também!

Emma balançou a cabeça concordando em silêncio. Depois viu o pai se afastar e foi para o seu trabalho. Mal entrou na sala dos detetives e deu de cara com Jane polindo as botas:

– Mas que raios...

– Hoje é quinta-feira! – disparou a morena sem nem olhar para cima

– Legal, e?

– Não vou ter tempo de trocar de roupa então estou deixando minhas botas mais apresentáveis.

– Não vai ter... Aahh, é hoje seu jantar com a legista?

– Ssshhh!! Quer que o precinto todo saiba, Swan?!

– Desculpe! – respondeu Emma olhando em volta conferindo se ninguém as escutava – Posso ir junto? Por que minha outra opção além de ser vela é jantar com meus pais!

Jane riu encarando a amiga:

– Não vai ser tão ruim. Pelo menos tem o Henry que vai te mostrar algum novo videogame!

As duas riram e foram ao trabalho. O dia correu vagaroso, parecia que nada acontecia de importante e ao mesmo tempo a noite que para Jane e Maura era tão aguardada não chegava nunca. O relógio marcava 18h30 quando Maura havia terminado de trancar seu escritório e se dirigia ao laboratório arrumando nervosamente os cabelos e a roupa:

– Tinker, eu já vou indo! – disse ao notar que só havia a prima no laboratório naquele instante concentrada na análise de alguma coisa no microscópio

– Tchau! Guarda o jantar pra mim...

– Eu vou jantar fora. Mas ainda tem escabeche de berinjela que fiz ontem.

Tinker fez uma cara de repulsa:

– Tá, obrigada por avisar, eu como na rua então. – a prima já estava na porta quando a outra enfim tirou os olhos do microscópio e analisou sua roupa – Tá arrumada... É com quem este jantar?

– Ninguém especial. – respondeu Maura rapidamente já passando pela porta e tomando o corredor – Fica com o carro já que vai sair tarde, as chaves estão no meu jaleco.

– Você é uma péssima mentirosa, Doutora... – resmungou Tinkerbell para si mesma e voltando ao trabalho.

– X-X-X-

19h em ponto Jane estava no restaurante que havia marcado com Maura. Serviam comida mediterrânea e a detetive não fazia a menor ideia do que isso de fato deveria significar apenas deduziu que não seria tão pesada quanto a italiana e era algo fresco ou sofisticado que iria agradar a loira. Maura entrou no restaurante e passou um tempo procurando pela outra até avistar sua mesa. Jane se levantou e cumprimentou sem jeito a legista apontando a cadeira em sua frente para ela se sentar.

– Bonito aqui. – disse Maura observando o ambiente e logo passando os olhos pelo cardápio

– É, é bem bonito sim. – respondeu Jane admirando a legista que vestia uma saia preta na altura dos joelhos e uma camisa de seda coral realçada pelo colar de pérolas.

– Então o que você costuma pedir quando vem aqui?

– Na verdade eu nunca vim, então acho que podemos pedir o que você quiser!

Maura levantou os olhos do cardápio e viu Jane sorrindo. Aquelas covinhas adoráveis que se formavam em sua bochecha a fizeram sorrir de volta. Resolveu pedir um vinho que combinasse com a comida servida ali, já que não sabia explicar por que mas deduzia que a outra não era realmente uma especialista no assunto.

–X-X-X-

19h30 Emma saia da Delegacia morta de fome para pegar o metrô.

– Emma! – bradou Henry assim que viu a irmã mais velha aparecer no restaurante do hotel.

A loira se aproximou dando um abraço apertado nele e logo depois na mãe e no pai. Sentou-se conferindo o celular, vendo que logo acabaria a bateria:

– E ai, pessoal, como vão?

– Estamos bem, filha e você?

– Na correria...O caso está bem complicado. – houve um minuto longo de silêncio desconfortável então Emma se forçou a puxar assunto – Lá na cidade, como vai a clínica e o abrigo?

– Razoável. As pessoas tem abandonado muitos cães na região estamos tendo trabalho pra achar lares pra eles. – disse Mary Margareth — Mas começamos com uma veterinária nova, ela parece boa...

– A legal. E Você, rapaz? Como tá o colégio?

–X-X-X-

20h30 Tinkerbell gritava sozinha no laboratório:

– Descobri! Descobri, porra!!!

A loira baixinha se afastou da adaga torta que analisava há dias e saiu correndo procurando o celular:

– Preciso falar com a Maura! – mal havia discado o número e interrompeu a ligação batendo na testa – Não, idiota, a Maura está num jantar romântico seria muito imbecil interromper... Já sei, vou ligar para a detetive Rizzoli! Não, claro que não, é com ela que a Maura está! Merda... Ah, já sei, a detetive Swan!

Tinker ligou mas o número caiu direto na caixa postal. Tentou de novo e a mesma coisa aconteceu. Teve uma ideia e saiu correndo pela delegacia atrás da central de telefones até descobrir um que lhe pareceu útil:

– A procuradora Mills, por favor? É a analista chefe da perícia da Delegacia. Obrigada. – esperou um instante até que uma voz firme atendesse do outro lado – Regina? Boa noite, aqui é a Tink...É Anabelle, da Delegacia, tudo bem? Creio que acabo de fazer uma grande descoberta mas não consigo localizar nenhum responsável pelo caso do Senador Gold para apresentar. Se incomodaria de vir até aqui? Ah, sim claro...Pode me procurar quando chegar então. Até mais tarde!

Tinkerbell ficou parada olhando para a bancada do laboratório. Regina havia dito que demoraria em torno de meia hora pois estava fazendo o fechamento de um outro caso urgente. Não havia nada ali para ser feito nesse meio tempo, desligou as luzes, pegou sua bolsa e saiu para jantar.

Entrou no Dirty Robber que estava relativamente cheio aquela hora e sentou-se no balcão. Pediu um hambúrguer que ouviu o detetive Frost comentar uma vez com Jane que era delicioso quando um rapaz entrou apressado esbarrando nela:

– Desculpe moça... Espera, Tinker?

– Will? Will Scarlet? – disse a outra surpresa – Não acredito!

Ela pulou em cima do rapaz o abraçando pelo pescoço. O outro logo retribuiu o carinho abrindo um sorriso enorme:

– Meu Deus, quanto tempo! Desde quando você está em Boston?

– Não faz muito tempo, mas eu moro aqui agora, por isso não tive pressa em procurar você...

– Morando aqui? Uau! Isso é incrível, vamos voltar a nos ver sempre! Isto é: aquela sua prima regulona não veio com você, veio?

– Então, na verdade ela que recebeu uma proposta de emprego e eu me candidatei pra outra e sim...viemos juntas!

O outro fez uma careta e logo sentou-se ao lado da antiga amiga. Pediu uma cerveja e ficaram conversando enquanto a loira comia seu hambúrguer com vontade. Não sabiam quanto tempo havia se passado, estavam se divertindo muito rindo de histórias do passado e combinando lugares para ir quando um grupo de homens mal encarados entrou no bar. Will arregalou os olhos já se levantando do balcão e empurrando Tinker para longe dele. Logo um dos homens veio e o agarrou pela gola da camiseta:

– Achou que ia conseguir fugir da gente, espertinho?

–X-X-X-

21h15 Jane e Maura saiam do restaurante e estavam paradas em frente ao carro da detetive:

– Adorei o lugar. A comida era ótima, obrigada, Jane!

– Não por isso! Bem, você falou que deixou o carro com a sua prima, então por favor, entre. Eu te levo em casa.

Maura sorriu entrando no carro da morena que dirigiu com calma até o endereço. Chegando lá estacionou na porta e ficaram um tempo em silêncio. Maura soltou o cinto e agradeceu a carona colocando uma mão na porta e notando que estava trancada. Olhou para a outra abrindo um sorriso nervoso. Jane soltou seu cinto mas não fez menção em sair do carro, ao invés disso apenas se virou para o lado segurando a legista pela nuca e a beijou decididamente.

–X-X-X-

No mesmo horário Regina chegava à delegacia e perdeu alguns minutos pois não conseguia localizar Anabelle. Um dos guardas da recepção afirmou que havia visto a loira se dirigindo ao Dirty Robber algum tempo atrás. A morena foi até lá e logo avistou a analista no meio de uma aparente confusão envolvendo um grupo que pareciam motoqueiros e um rapaz prestes a ser surrado por eles.

– Anabelle? – sussurrou Regina fazendo a outra se virar para olhá-la

– Oi Regina! Escuta, você sabe se tem outra saída por aqui sem ser essa? – falou apontando para a entrada principal

– Hum... sim, tem a saída dos fundos que dá na cozinha. Jane para o carro nessa rua às vezes. O que está acontecendo aqui?

– Certo! Meu amigo...Ele... – ela parou de falar com os olhos brilhando aparentemente tendo uma ideia – Me ajuda com uma coisa?

– Ajudar? Depende, o que... – Regina nem conseguiu terminar a frase, Tinkerbell já havia se virado de novo e chamava pelo líder do grupo que estava segurando Will

– Ei, grandalhão! Se soltar ele posso te dar algo muito melhor em troca!

– Muito melhor, só se for esse teu corpo, fadinha! – respondeu o outro de maneira irônica – Seu amigo ladrão me deve bastante coisa!

– Olha aqui uma amostra grátis, então!

Tinkerbell puxou Regina avançando em sua boca e lhe dando de surpresa em beijo avassalador.

–X-X-X-

21h30 Emma já havia se despedido da família e tomava de volta seu caminho até o metrô. Estava relativamente cedo e depois de ter “se comportado tão bem” achou que merecia uma cerveja. Desceu na estação perto da Delegacia e foi até o Dirty Robber.

Caminhava lentamente em direção a entrada quando pelas grandes janelas de vidro avistou Regina lá dentro. Franziu a testa, Regina não gostava tanto assim daquele lugar para ir lá sem ela ou Jane, foi ai que ela viu Anabelle. Mal teve tempo de pensar o que é que a analista e a promotora estariam fazendo juntas ali quando as viu se aproximar e trocarem um beijo realmente picante.

Notas finais
Esse monte de beijo inesperado ai? Pode isso, Arnaldo? Huhauhauhua, muita confusão ainda, acho que deu pra notar! ;) Bessooss até a próxima!