Notas iniciais
Oi, pessoal. Nossa, tem quase 3 anos que não apareço por aqui, nem sei por onde começar. Não sei também se ainda vai ter alguém por aí pra continuar lendo essa fic, mas eu quis voltar, mesmo depois de tanto tempo, porque essa fic é importante demais pra mim. Aos que acompanhavam a história, sei que não tem nem como me desculpar por toda essa demora, mas ainda assim peço perdão = Aconteceram certas coisas que me deixaram longe por todo esse tempo. No início e por algum tempo depois foram coisa que me deixaram muito mal. Depois que o tempo foi passando, apesar de eu estar melhor, não tinha inspiração ou batia insegurança de que ninguém mais iria querer ler. Mas eu pensei, pensei, repensei e resolvi voltar. Então estou aqui. Espero que ainda possa compensar todo esse tempo. E aos que chegarem agora, sejam bem vindos =) É isso, pessoal. Pra recapitular, Regina e Emma tiveram um encontro e depois estavam na casa da Regina, o resto vocês veem nesse capítulo rsrs. Eu não tava me sentindo segura de voltar justo com um capítulo "hot", sei lá. Mas precisava continuar exatamente de onde parei. Então é isso. Boa leitura. E leiam as notas finais, por favor.

[...]

Regina a empurrou pelos ombros, fazendo-a cair deitada na cama. Emma sorriu surpresa e a olhou fingindo desaprovação...

De joelhos Regina subiu na cama, com uma perna entre as de Emma, engatinhou até seus olhos estarem alinhados, com um braço apoiado de cada lado de sua cabeça, ficando de quatro sobre ela.

Regina sabia do seu poder de sedução e não iria hesitar em usá-lo com aquela loira por quem estava completamente apaixonada. Queria que Emma enlouquecesse por ela.

[...]

*****

A respiração de Emma era forte com Regina ali assim sobre seu corpo. Seu coração batia tão acelerado. Desceu seu olhar e o decote do vestido dela naquela posição deixava à mostra parte do sutiã. Essa visão fez uma onda de eletricidade irradiar por sua pele.

Os olhos castanhos brilhavam acima dos seus, um sorrisinho de canto delineava os lábios dela, um olhar sedutor lhe mirando. Emma sentia dificuldade de respirar, estava ofegante, seus lábios entreabertos, desejando explorar cada canto daquele corpo. A visão de Regina naquela posição em cima de si era enlouquecedora. Sua língua instintivamente umedeceu seus lábios, enquanto sentia seu coração arder.

E Regina sorriu maliciosa, percebendo o que sua atitude havia causado na outra. Mordeu propositalmente seu lábio inferior e lhe lançou um olhar de desejo. Um olhar e gesto que fizeram o coração de Emma palpitar e seus pelos arrepiarem.

Regina aproximou-se, seu coração estava batendo como louco. Ter o objeto de sua paixão ali, em seu quarto, em sua cama, debaixo de si, aquelas esmeraldas a olhando com desejo... Tudo isso fazia seu corpo estremecer. Praticamente ainda nem haviam se tocado e sua intimidade já dava sinais de intensa excitação.

Aproximou-se de sua boca, fingiu que ia beijar-lhe, mas no exato momento desviou o caminho para o lado e apenas roçou seus lábios no canto da boca rosada. Emma sentiu uma certa frustração, queria desesperadamente beijá-la. Virou o rosto para o lado na tentativa de alcançar aquela boca vermelha, porém a morena não deixou, afastou-se sorrindo. Regina a estava provocando. Olhou para o corpo dela mais uma vez naquela posição, o frio lhe consumindo o estômago, arrepios por toda a pele, coração apressado. Suas mãos subiram pelas laterais das coxas dela. As mãos de Emma pegaram fogo na pele de Regina. Foi para beijá-la e quando Emma ia capturar seus lábios, afastou-se mais uma vez.

Entendendo o que ela estava fazendo, Emma sorriu. Regina voltou a chegar perto e roçou seus lábios nos dela. Emma sabia que se tentasse beijá-la agora ela iria se afastar de novo, então apenas desfrutou do que a outra estava fazendo. E quando a morena passou a língua lentamente em seus lábios, Emma sentiu seu sexo pressionar. Aquela lambida em sua boca foi excitante. A própria Regina se segurava para não abocanhar aqueles lábios rosados. Queria provocá-la. Queria ver Emma louca de desejo. Não queria que aquilo fosse algo rápido.

Mas a loira não resistiu àquilo e tentou beijá-la. Novamente Regina se afastou. E dessa vez soltou uma leve risada. Aquela risada grave, que penetrava seus ouvidos de forma extasiante. Emma sorriu de volta, frustrada e excitada. Aquilo era instigante. Apertou suas coxas com força. E mais uma vez a morena passou a língua por seus lábios, dessa vez vagarosamente, torturante.

— Isso é maldade. – Sussurrou uma Emma de voz embargada e entorpecida.

Regina riu contra sua boca.

— Não está gostando, Srta. Swan? — A voz rouca saiu deliciosamente sensual.

Emma sempre costumava se irritar um pouco quando Regina a chamava assim, porém nesse momento... estranhamente gostou da forma como aquilo foi pronunciado. E aquele tom de voz grave e sexy lhe fez arfar contra os lábios da morena, agarrando com mais força as coxas dela.

Regina estava adorando ver Emma assim. No início ainda estava se sentindo um tanto constrangida, mas agora, vendo os efeitos que causava nela, seu olhar lascivo, o toque ávido, os suspiros, o desejo... estava recuperando sua segurança e sentindo-se a Regina sedutora de sempre.

— O que você quer, Xerife? – Provocou, sussurrando eroticamente em seu ouvido. Arrancando mais um suspiro e mais arrepios da outra.

— Você! Quero você! – Prontamente respondeu. Com uma mão agarrando e apertando a cintura dela.

O sorriso satisfeito se fez mais largo nos lábios carnudos da morena. Emma estava embevecida de desejo, Regina podia ver. E isso fazia sua satisfação e libido aumentarem.

— O que quer que eu faça, hmm? – Instigou no mesmo tom provocativo. Dessa vez arrastando sua boca pela pele quente do rosto dela, até encará-la intensamente, com uma expressão de luxúria.

Aqueles olhos castanhos de olhar libidinoso invadiram-na fazendo seu coração bater ainda mais descompassado.

— Me beija! – Sua resposta foi quase uma súplica. Num fio de voz, totalmente embriagada de vontade.

Ouvindo aquilo Regina não resistiu mais. Havia tanta ânsia no olhar e no tom da outra, que sentiu todo seu corpo flamejar. Seu peito ficou em chamas. Então finalmente alcançou seus lábios e a beijou do jeito mais profundo, lascivo e devasso que provavelmente já tinha feito na vida. Gemeu naquele ato, sentindo sua língua preencher a boca de Emma.

O coração da loira poderia explodir de tão forte que bateu quando Regina a beijou, todo seu corpo entrou em combustão, seu peito ardia, seu ventre queimava.

O beijo era urgente, molhado e intenso. As línguas se enroscavam uma na outra, misturando a saliva, os lábios deslizando na umidade. Cada movimento de suas bocas e línguas eram novas faíscas de excitação que se espalhavam por seus corpos. A respiração forte e os suspiros abafados demonstravam o quanto estavam sedentas daquilo.

Emma subia e descia suas mãos pelas coxas firmes e cintura da outra. Apertava, arranhava. Como sentiu desejo de fazer isso de novo. Desde a noite em que ficaram juntas pela primeira vez, Emma pensava nisso todos os dias e sentia a desesperadora vontade de ficar com ela novamente. E agora estava ali, deitada na cama dela, com ela de quatro sobre seu corpo, beijando-a, sentindo-a. Já estava excitada, e estavam apenas se beijando.

Regina desviou o contato de sua boca e se inclinou mais, tomando o pescoço dela em um beijo forte, o que fez Emma arfar com os olhos fechados.

Distribuía beijos pelo pescoço alvo. Arrastou seus lábios pela pele dela, sua própria respiração era forte. Não saberia explicar em palavras a felicidade e a satisfação que estava sentindo naquele momento. Ter Emma ali com ela parecia fazer todo o resto do mundo desaparecer. Nada mais importava.

Aproximou sua boca do ouvido dela e sussurrou:

— Que bom que você voltou. — Se referiu ao fato de Emma ter ido embora naquela mesma noite dizendo que queria ir com calma e depois ter voltado.

Absolutamente todo o corpo da loira se arrepiou com aquele tom de voz sexual tão próximo de seu ouvido. Regina foi novamente de encontro à pele de seu pescoço, depositou leves beijos ali, deslizou sua boca, aspirou o cheiro gostoso, terminando com uma leve mordida, que arrancou um pequeno gemido da outra.

Ambas tinham o coração completamente fora de ritmo, o peito ardia e o corpo clamava por mais toques. Toques mais íntimos.

Os beijos de Regina foram descendo, e ela beijou o colo da loira por cima da blusa, fazendo o coração de Emma acelerar ainda mais. Todas aquelas carícias da morena faziam o corpo de Emma entrar em combustão, sentia o calor crescer dentro e fora de si, aquela pressão em seu sexo que já clamava pelo toque da outra. De olhos fechados mordia o lábio inferior enquanto sentia Regina beijar seu pescoço novamente.

E a morena intensificou o toque naquela região, beijava forte, lambia, mordia. Ela mesma já não conseguia mais se conter, a pele de Emma era tão cheirosa e gostosa.

Emma virou a cabeça para o lado, arfando de prazer, e encontrou a boca de Regina para que pudessem se beijar. E o beijo foi profundamente necessitado. Deliciosamente provocante e excitante. Começavam a ficar desnorteadas, entorpecidas. Os suspiros abafados misturavam-se com o barulho do beijo, e Emma mordiscou sensualmente o lábio inferior da outra.

Quando o beijo cessou, abriram os olhos e se encararam, estavam ofegantes, os olhares denunciando o desejo. Foi nesse momento que Regina saiu de cima dela e pôs-se em pé novamente. Emma se apoiou nos cotovelos e observou atenta para ver o que ela ia fazer. Em pé de frente pra ela, Regina desceu lentamente uma alça de seu vestido e a encarou como quem diz "vem".

Um friozinho gostoso percorreu a barriga de Emma, e ela não hesitou. Sentou-se novamente na beirada da cama e se aproximou dela. Seu peito extremamente acelerado, sua respiração pesada. Segurou a barra do vestido dela e começou a puxar para cima. Foi subindo a peça até que ela finalmente passou pela cabeça de Regina, e foi jogada ao chão.

A visão daquele corpo perfeito e seminu à sua frente a fez ofegar. Regina usava uma calcinha preta minúscula e um sutiã também preto sem alças. Mirou-a de cima a baixo, admirando cada curva, sentindo em seu peito uma sensação que ia do gelado ao quente ao mesmo tempo.

— Linda! — Não se conteve em dizer quando encarou os olhos castanhos.

Regina sorriu. Aqueles olhos verdes a olhando com tanto desejo fazia seu corpo estremecer e seu coração acelerar ainda mais.

Emma voltou a passar o olhar pelo corpo à sua frente. Respirava ofegante. Em toda sua vida jamais imaginou sentir toda aquela mistura de emoções apenas por observar o corpo de uma outra mulher. Aquilo era louco e intenso demais. Sentiu vontade de... Devorá-la! Essa seria a palavra certa.

Tentando controlar aqueles impulsos, tocou devagar a lateral do corpo dela com as duas mãos. Imediatamente todos os pelos da pele morena ficaram eriçados. Emma acariciou sua cintura delicadamente, o corpo dela estava quente. Aproximou-se e roçou o nariz pela barriga dela. Seu cheiro era inebriante, lhe causava ondas de calor. De olhos fechados beijou sua barriga, Regina suspirou, segurou levemente a cabeça da loira e acompanhou seus movimentos. A cada toque daquela boca em seu corpo, Regina sentia sua calcinha molhar de prazer.

Os beijos dela em sua barriga foram ficando mais intensos, mais sedentos. Gemeu quando uma leve mordida foi dada na lateral de seu corpo e sentiu seus músculos retesarem um pouco.

Emma estava simplesmente enfeitiçada por aquela mulher. As sensações que tinha eram tão deliciosamente boas que seria impossível explicar. Seu peito estava descontrolado como nunca. Estar com ela lhe causava uma euforia passível de perder a sanidade. Foi impossível conter a vontade de abraçar-se a ela, em um gesto extasiado de afeto e paixão, colando a lateral de seu rosto ao corpo da morena. Apertou-a em seus braços, como se quisesse demonstrar o quanto queria estar com ela.

Regina abraçou-lhe o pescoço, o peito inundado de felicidade, de ternura e paixão por aquela loira que já não conseguia imaginar fora da sua vida. Puxou o rosto dela para cima e se inclinando beijou-lhe os lábios. Buscando com desejo aquela boca rosada que estava levemente avermelhada pelo seu batom e pela intensidade dos beijos.

Os olhares se cruzaram quando o ar se fez necessário. E então Regina se afastou um pouco e, para surpresa da outra, abaixou-se à sua frente. Emma observou confusa, mas a visão daquela morena ajoelhada diante de si era no mínimo instigante.

Regina acariciou ambas as pernas da loira que ainda se encontravam cobertas pela calça preta extremamente colada. Segurou a perna direita dela e delicadamente abriu o fecho de sua bota, retirando-a em seguida. Fez o fez mesmo com a outra.

O coração de Emma explodindo admirando aquela cena. Jamais imaginou ter Regina Mills literalmente aos seus pés.

Ainda agachada começou a subir a blusa da loira. Emma a ajudou para que a peça passasse por seus braços e cabeça, revelando um sutiã vermelho por baixo dela. Com certa pressa jogou-a em qualquer canto, e quase que imediatamente segurou o rosto de Regina e curvando-se para frente tomou seus lábios. Estava louca para ter aquela mulher em seus braços novamente, sentir toda a excitação dela mais uma vez. Regina ajoelhada no chão apertava as coxas de Emma enquanto a beijava.

Enquanto suas línguas se misturavam naquele beijo, Regina foi se levantando, até que suas bocas separaram, já que ela ficou completamente ereta e como ainda usava seus saltos, Emma não pôde alcançar.

Observou Emma encará-la com a respiração arfante. A visão daquela morena linda parada à sua frente apenas de calcinha e sutiã e, pra completar, sobre aqueles saltos, era tão sensual. Estava fazendo Emma perder qualquer resquício de juízo. Seu coração batia como louco, sentia suas entranhas arderem. Regina pegou suas mãos e Emma observou o que ela fazia. Logo a morena depositou as mãos de Emma em sua cintura. Sem deixar de segurá-las, fez com que as mãos sob as suas deslizassem sobre sua pele. Com o olhar Emma acompanhou aquele movimento. A pele dela estava tão quente.

Continuou a guiar as mãos dela por suas curvas. Passando pela cintura, logo tocando a barriga, que se contraiu ao sentir seu toque. Então desceu pelos quadris, coxas. Emma desejou loucamente tocar sua bunda, mas jamais iria quebrar o contato com as mãos de Regina, estava gostoso aquilo. Sentia a pele cálida sob suas mãos, a cada centímetro seu tesão crescia e sua calcinha molhava.

Dessa vez Regina guiou as mãos dela para cima, bem devagar, até chegar onde desejava, e deslizou por seus seios cobertos pelo sutiã preto. Emma não pôde conter, e gemeu baixinho. Fitou-a de relance e a viu mordendo o lábio inferior. Regina sentia suas pernas fraquejarem com o prazer daquele toque. E ainda estavam apenas nas preliminares. Todavia apenas sentir o toque da outra era suficiente para fazê-la se consumir em deleite.

Emma sentia o relevo daqueles seios fartos sob suas mãos sedentas. Como era gostoso, como havia sentido saudade daquilo. Observando-os ainda cobertos, imediatamente quis colocá-los em sua boca. A lembrança de como aquilo era gostoso a fazia aguar por eles.

Suspirando com aquilo, Regina já não aguentava mais aquela tortura em si mesma, e então apertou as mãos dela fazendo com que envolvessem seus seios com firmeza. As duas gemeram juntas. Viu Regina se aproximar mais até que sentou em seu colo. Com uma perna dobrada de cada lado de sua cintura. Emma a encarou com os lábios entreabertos, estava difícil respirar com todas aquelas sensações e agora com Regina lindamente sentada sobre suas coxas. A morena tinha uma expressão de prazer enquanto apertava suas mãos sobre os seios, e observar o rosto dela assim era excitante demais.

Retirando suas mãos de sobre as dela, Regina segurou o rosto da outra com as duas mãos e a puxou para um beijo sedento e apaixonado. O tipo de beijo que faz tudo no corpo pegar fogo. Emma continuava a apalpar seus seios enquanto se beijavam e isso era tão gostoso. O beijo era inflamado de paixão. As línguas se encontravam de um jeito quase feroz, o barulho do beijo molhado e os gemidos abafados estimulavam ainda mais o excitamento.

Emma retirou uma das mãos dos seios dela e envolveu a cintura, abraçando-a com força, enquanto a outra continuava a apertar um dos seios. Abandonou sua boca e desceu para o pescoço, tomando-o do mesmo jeito urgente. Beijava forte, lambia e chupava. Da outra vez havia deixado um chupão naquela região, mas agora Regina sequer conseguia raciocinar sobre isso. A única coisa de que tinha noção era do prazer que a boca de Emma lhe causava. Agarrou a nuca dela e quase que involuntariamente seu quadril se moveu sobre o colo dela. Estava excitada, podia sentir sua calcinha úmida com seu tesão, e precisava de contato.

Certificando-se de que ela estava bem segura em seus braços, Emma a apertou mais, curvou um pouco o corpo dela para trás para que pudesse descer sua boca e ter acesso ao corpo dela. Traçou o caminho com beijos. Descendo do pescoço até chegar à região descoberta dos seios. Beijava, passava a ponta da língua, Regina arfava observado o que ela fazia. Até que Emma mordeu aquele relevo volumoso que estava por fora do sutiã, e Regina fechando os olhos soltou um gemido mais alto.

Aquele som de prazer fez tudo em Emma incendiar. Seu coração pulsou descontrolado. Os beijos subiram para o pescoço novamente e quando alcançou perto da orelha disse:

— Quero você! Você tá me deixando louca, Regina! — Confessou com a voz embargada pelo tesão.

Regina sorriu sentindo o coração acelerar ainda mais. E pelo tom de voz da loira, teve certeza que seu jogo de sedução estava dando certo. Quando sentiu as mãos dela se apossarem do fecho de seu sutiã, levantou-se de seu colo, deixando Emma com um certo desapontamento. Mas ao mesmo tempo aquela provocação era tão gostosa.

Um sorriso maldoso e lindo desenhou os lábios vermelhos e ela empurrou Emma novamente para que se deitasse, desta vez delicadamente, com sua mão conduzindo-a até que estivesse com as costas no colchão.

Aquele olhar era tão sedutor, ninguém seria capaz de resistir a ele, era o que passava pela cabeça da loira. Estava totalmente entorpecida pelas sensações que aquela mulher lhe causava.

Regina novamente colocou-se de quatro sobre ela, dessa vez encaixando propositalmente um joelho entre suas pernas. Fitou aqueles olhos verdes que estavam escurecidos pelo desejo. Sentiu seu peito arder ao mirar o rosto dela. Como era linda aquela loira petulante. Como desejou ver aquele olhar libidinoso novamente. Como sentiu saudade dela. Eram tantas emoções misturadas que Regina sentia vontade de rir e ao mesmo de chorar. De gritar o quanto estava apaixonada. E agora mais do que nunca estava tendo certeza desse sentimento.

Foi descendo seu olhar até contemplar a peça vermelha que cobria os seios dela. E sentiu um leve tremor percorrer seu interior com aquela visão. O corpo de uma mulher, como poderia de repente ser tão lindo e excitante aos seus olhos? Emma estava mudando completamente tudo em sua vida.

Ficando apoiada apenas no braço esquerdo, com a mão direita escorregou a ponta dos dedos pela pele dela. Dedilhando um caminho do pescoço até a parte desnuda dos seios. Seus lábios estavam entreabertos, e entre suspiros baixos, acariciou a região volumosa. Passou a ponta dos dedos delicadamente, de um para o outro, logo a palma da mão, para então suavemente envolver um deles e apalpá-lo.

Emma sentia seu ventre flamejar, era como se todo seu corpo fosse tomado por chamas. Fechou os olhos, gemendo de prazer quando Regina apertou seu peito. E a morena não pôde deixar de olhar para ela nesse momento e observar seu rosto numa perfeita expressão de deleite. Experimentou aquele friozinho na barriga. Retomou o olhar para o corpo dela e deixando o seio, acariciou barriga. A pele alva tão linda e macia estava quente.

Inclinou-se até ela e, rente a seus lábios, sussurrou:

— Você é tão linda!

O peito de Emma ardeu e sua pele arrepiou intensamente ao ouvir aquilo e sentir o hálito quente dela tão próximo de sua boca. Aquele elogio vindo daquela voz rouca e sensual produziu em si sensações fortes demais.

E então Regina beijou-lhe. De um jeito calmo e doce, completamente cheio de carinho. Era um escorregar de lábios, devagar, suave. E as línguas se encontram igualmente lentas, num beijo brando.

Logo deixou sua boca e beijou o pescoço, aspirando seu cheiro gostoso. Subindo a mão por seu ventre até o colo, e voltou a apertar seu seio. Era tão boa aquela sensação, a de ter os seios dela entre sua mão, sentir o volume, a firmeza.

Apertou forte arrancando um gemido mais alto da loira que estava totalmente tomada pela excitação. Tornou a beijar sua boca, dessa vez num beijo mais fervoroso, mais forte. E Emma segurou sua nuca, embrenhando os dedos nos cabelos negros. Sentindo seu coração quase arrebentar o peito.

Regina apertava com vontade o seio dela e, intencionalmente, pressionou seu joelho entre o meio de suas pernas, roçando o sexo ainda coberto pelas roupas. Emma gemeu no beijo, sentia a perna dela comprimir sua intimidade. E isso fez seu tesão ir às alturas.

No entanto Regina afastou-se, descendo por seu corpo. Beijando seu colo até alcançar os seios. Distribuiu beijos por eles e continuou a descer, beijando sua barriga, mordiscando. Até que suas pernas estivessem apoiadas no chão mais uma vez. Segurou cada uma das coxas firmes de Emma e apertou, passando suas mãos por elas, e subiu até o fecho da calça. Desabotoou e puxou o zíper. Segurou a calça pelas laterais e começou a forçá-la para baixo. Erguendo o quadril, Emma facilitou o trabalho e a calça passou. A morena continuou a puxá-la, e, com um pouco de dificuldade, afinal era extremamente colada ao corpo, conseguiu tirá-la e a jogou no chão.

Agora Emma estava exatamente igual a ela, apenas de calcinha e sutiã, ambos na cor vermelha.

Emma percebeu o olhar que Regina lançou para seu corpo quase desnudo. Foi um olhar de admiração, e repleto de desejo. Regina vislumbrava cada parte daquele corpo esguio. A pele branca, os seios firmes, a barriga levemente definida, os braços fortes que ela tanto adora, as pernas longas e torneadas. O conjunto de peças íntimas rendadas que ela estava usando. Emma não poderia ter escolhido cor melhor, Regina adorava vermelho. A morena sorriu levemente com esse pensamento.

O âmago da loira se encheu de um calor intenso apenas com aquele olhar lascivo sobre si. E Regina, mordendo o lábio, lhe lançou aquele sorriso estonteante e cheio de luxúria.

E Emma não resistiu àquilo. Aproximou-se dela, ficando na mesma posição em que estavam antes, ela sentada e Regina de pé à sua frente. Ambas tinham seus corações batendo enlouquecidos, aquela paixão que só crescia a cada toque lhes consumindo, a saudade gritando dentro delas. Precisavam desesperadamente saciar aquele desejo nos braços uma da outra novamente.

Puxou a morena pela cintura com força, fazendo-a ficar bem perto. E Regina adorou isso. Passou as mãos pelas laterais do corpo dela, desceu pelas coxas, apertou. E finalmente alcançou sua bunda. A calcinha de Regina era sexy, totalmente enfiada no meio de suas nádegas, e perceber isso estimulou ainda mais a libido de Emma.

Beijando sua barriga e cintura, acariciou a bunda dela, apalpou e finalmente apertou com vontade. Regina tinha as mãos entrelaçadas nos cabelos dourados e ofegou quando sentiu aquela carícia lasciva em sua bunda.

Seus olhares se encontraram. Apesar de Regina ainda estar usando os saltos, na posição em que estavam, os seios dela ficavam praticamente na direção do rosto de Emma. Olhou para eles e, subindo suas mãos, os agarrou. Os apertou por cima do sutiã. No entanto queria mais. Foi até o fecho da peça e o desfez. Dessa vez Regina não impediu, já bastava de provocações, queria sentir Emma tocá-la, queria se entregar a ela.

Como a peça não tinha alças, saiu rápido, e Emma deixou que ele caísse no chão. Os seios agora completamente nus da morena estavam bem diante de si. Ofegou ao contemplá-los. Sentiu seu corpo estremecer diante daquela visão. Apreciando aqueles lindos relevos diante de seus olhos. Engoliu a saliva que se formara de repente, e então os tocou, agora sem nada entre suas mãos e eles, apenas pele com pele, calor com calor.

Arrepios percorreram a pele morena. A loira fez carinho, sentiu a maciez, passou a ponta dos dedos pelos mamilos, que já estavam rijos, mordeu o lábio ansiando por senti-los em sua boca. Apertou os seios com força, ambos ao mesmo tempo. E uma onda quente se espalhou por todo o corpo de Regina quando sentiu as mãos de Emma se apossarem deles daquela forma.

Os massageava sob o olhar atento e os suspiros da outra. O coração acelerando ainda mais, tudo ficando mais intenso.

Sem resistir mais aproximou sua boca e roçou os lábios por eles, primeiro o direito, depois o esquerdo. Os beijou, acariciou com a ponta da língua. Que sensação gostosa ao passar a língua pelos mamilos, os sentir eriçados, excitados. A morena deixava escapar gemidos baixinhos, enquanto segurava na nuca da loira. Emma fechou os olhos com tamanho prazer. Como havia desejado sentir os seios dela em sua boca novamente.

Tudo ia ficando mais ardente, mais eufórico. Desceu brevemente os beijos para a barriga dela, e então em uma lambida subiu já abocanhando o seio esquerdo. Preenchendo sua boca com ele. Foi o êxtase para Regina, todo seu corpo estremeceu, seus olhos se fecharam e sua boca se abriu em um gemido alto.

Emma o sugou e gemeu abafado, apertou o corpo da morena a puxando mais para si. Era gostoso demais ter o seio dela em sua boca, sentir o sabor de sua pele quente. Ah, como havia sentido saudade daquilo, como desejou cobri-los de carícias com sua boca outra vez.

Chupava enquanto ouvia Regina gemer gostosamente, inflamando ainda mais o seu tesão. Percebeu sua própria calcinha encharcar com sua excitação.

Deixou um e foi para o outro, chupando-o igualmente fervorosa. Sentindo o bico durinho em sua língua, a pele abrasada, o volume ocupando todo o espaço em sua boca. Agarrava o corpo dela com força, apertava suas costas, ouvia ela gemer, as mãos dela segurando sua nuca, embrenhando em seus cabelos. Seu peito incendiava e seu tesão só crescia mais e mais. O seio de Regina em sua boca a estimulava de um jeito que jamais havia sentido, era prazeroso demais, e lhe provocava emoções cada vez mais fortes e ardentes.

A cada investida da boca e da língua de Emma, todo o corpo de Regina vibrava. Sentia ela apertar seu corpo, envolve-la com aqueles braço fortes, e como isso a excitava. As duas gemiam com aquele contato tão íntimo. A boca da loira estava tão quente e sedenta. Regina cada vez mais sentia a lubricidade de sua excitação escorrer em sua calcinha.

Pendeu a cabeça para frente e se curvando buscou a boca rosada para um beijo ávido. Era um beijo carregado de paixão, as bocas se encaixavam perfeitamente e as línguas se chocavam disparando faíscas por seus corpos.

Enquanto Emma tinha agora as mãos nas nádegas de Regina, esta desceu as mãos pelos ombros dela até as costas e alcançou o fecho do sutiã. Queria tocá-la, senti-la também. Abrindo a peça, passou as mãos por suas costas, arranhou. Não paravam de se beijar. Segurou delicadamente as alças e puxou para frente, fazendo passar pelos braços dela, soltando-o no chão. Foi nesse momento que Regina interrompeu o beijo para poder admirar o que se apresentou diante dela. Os seios da loira, a pele tão branca, os bicos rosados. Apenas olhar para eles fez seu corpo estremecer. Um misto de paixão, saudade e lascívia.

Suavemente passou as costas dos dedos por um dos mamilos. Constatou o quanto ele estava duro e ofegou. Fitou os olhos de Emma, aquela imensidão verde na direção dos seus castanhos, parecendo desvendar sua alma. Aproximou novamente seu rosto do dela e a beijou, dessa vez com suas mãos acariciando os seios alvos. Enquanto seus lábios e línguas se degustavam em um novo beijo.

Emma, que até então estava sentada na lateral da cama, afastou-se do beijo para poder se ajeitar melhor, subindo totalmente no colchão agora. Sorriu e estendeu uma mão para que Regina fizesse o mesmo. Retribuindo o sorriso, a morena segurou sua mão, finalmente descalçou os sapatos altos e subiu na cama também.

Regina puxou a colcha como pôde, afinal as duas estavam em cima, e acabaram rindo da dificuldade que foi para desforrar a cama. Ambas ergueram o corpo para que o tecido pudesse passar finalmente.

Ainda sentadas se entreolharam, Emma lhe sorriu mais uma vez, um sorriso leve, discreto, doce. Era quase impossível conter a alegria que transbordava em seu peito naquele momento. No dia anterior estava quebrada por dentro, com a ideia de ir embora da cidade. E agora estava ali, com a mulher por quem estava apaixonada, as duas praticamente nuas, prestes a fazer amor. Há muito não sentia o que estava sentindo agora.

Foi ela quem chegou perto, tocou a face de Regina, fez carinho, sem quebrar o contato visual. Aqueles olhos cor de chocolate estavam com um brilho tão bonito. E então beijou suavemente aquela boca vermelha. Como se estivesse reconhecendo aqueles lábios, foi lento, carinhoso. Abriu espaço com sua língua e sentiu o coração disparar quando encontrou a dela. Era tão prazeroso sentir Regina entreabrir a boca para corresponder seus beijos.

Em meio ao beijo Regina foi pesando seu corpo e empurrando Emma, até que estavam deitadas. Não cessaram o beijo. Regina tinha a mão sobre o colo dela, acariciando sua pele, seu pescoço, seus seios. Passou uma perna por entre as dela, ficando entrelaçadas. E deixou seu corpo pesar totalmente sobre o da outra.

Aquilo foi gostoso demais. Emma a abraçou apertado, sentiu o corpo febril, os seios dela comprimindo os seus. O beijo foi se tornando mais vigoroso, e Emma gemeu quando a morena apertou um de seus peitos.

Os corpos em atrito, a coxa da morena em contato com seu sexo ainda coberto pela calcinha. Ambas já estavam muito excitadas, e não dava mais para controlar os movimentos de seus corpos que pareciam ter vontade própria.

Regina movia seus quadris, Emma dobrou uma perna e sua coxa também roçou na intimidade dela. E nessa posição ambas se moviam lentamente, os corpos bailavam numa dança de excitação, beijando-se, sentindo o calor do corpo da outra, seus sexos já úmidos sendo ainda mais estimulados. Seus corações atingindo ritmos ainda mais descompassados.

Emma desceu uma de suas mãos pelas costas dela, traçando um caminho tão desejado, arrastando suas unhas, e apertou com vontade quando tocou a bunda dela. Arrancando um suspiro extasiado da morena em meio ao beijo. Regina adorava sentir aquela carícia, sentir a força e ao mesmo tempo o carinho com que Emma fazia aquilo.

Voltando a abraçá-la Emma inesperadamente virou com ela na cama, ficando por cima agora. Regina já a tinha provocado demais, agora iria fazer com ela tudo que estava com vontade.

Foi sua vez de sorrir maliciosamente para ela quando a morena a encarou. Chegou bem perto de seu rosto, roçou seus lábios nos dela. Tomou o lábio inferior dela entre seus dentes suavemente. Passou a ponta da língua por eles e sentiu o leve relevo daquela cicatriz. Um riso escapou de Regina quando sentiu cócegas naquela carícia, arrancando um riso de Emma também.

— É linda essa cicatriz. — Elogiou baixinho e Regina riu novamente.

— Já disse que só você acha isso. — Respondeu sentindo a loira continuar a passar a língua por sua boca.

— Que bom. Porque só eu que tenho que achar isso mesmo. — Não percebeu totalmente o significado de suas próprias palavras. Logo passou a distribuir beijos pela face dela.

Mas Regina ficou um tanto atônita, absorvendo o peso que aquelas palavras tinham. E seu coração de imediato pareceu pular sem parar. Seus olhos se fecharam e suspirou quando sentiu a boca da loira em seu pescoço. Apertou-a contra si como se quisesse grudá-la em seu corpo. Não havia mais ninguém nesse mundo a quem ela queria pertencer, a não ser Emma Swan. Queria ser só dela.

Os beijos de Emma foram descendo pelo pescoço, pelo colo, com uma mão apertou o seio esquerdo. E com sua boca buscou o direito. Passou de leve a boca por ele, arrastando o lábio inferior de baixo a cima até passar pelo mamilo. Tocou-o com a ponta da língua, estava tão durinho e aquilo era algo tão bom de sentir.

Regina observava atenta, ofegante e com uma expressão de prazer tudo que ela fazia. Emma fez círculos envolta do mamilo com a língua, passou a ponta por ele várias vezes. Logo foi para a lateral do seio, passou sua língua por toda aquela extensão e mordiscou, ouvindo os suspiros da morena. Então passou toda sua língua pelo bico, lambendo-o com vontade. Ato esse que arrancou um gemido mais forte da morena. E como era prazeroso ouvir que ela a estava agradando. Sem aguentar mais, o abocanhou por inteiro e o chupou com força. E foi nesse momento que Regina não conseguiu mais manter seus olhos abertos. Arqueou a cabeça no travesseiro e gemeu alto, apertando as costas dela. Aquele som agudo do gemido dela fez o corpo de Emma vibrar. Chupou com extrema vontade, gemendo abafado enquanto o fazia. Logo passando para o esquerdo e fez a mesma coisa. Regina arfava, já não suportava mais a pressão em sua intimidade, precisava que Emma a tocasse.

Após se fartar com eles – se demorando bastante ali — distribuiu beijos também pelo vale dos seios, desceu por sua barriga, ventre, acariciando com sua boca. Puxou uma perna dela, levantando sua coxa, apertou, arranhou, e logo a beijou.

Aquilo tudo era tão prazeroso que Regina poderia ter um orgasmo apenas com as carícias dela. Porém queria mais. Queria seu toque mais íntimo.

Queria sentir Emma dentro dela.

E Emma sabia disso. Abandonando sua coxa, passou de leve a ponta dos dedos pela intimidade da outra. Apesar de estar coberta pelo tecido fino da calcinha, pôde sentir o quanto ela estava molhada. E quão prazeroso foi sentir tal coisa. Só havia experimentando aquela sensação uma vez na vida, na noite em que ficaram juntas. E agora era como se sua vida dependesse daquilo, de sentir Regina, de dar prazer àquela mulher.

Regina mais uma vez soltou um gemido alto quando Emma foi subindo por seu corpo com beijos e apertando forte seu sexo.

Os lábios de Emma traçavam o caminho de volta pelo corpo dela, enquanto sua mão direita massageava o sexo molhado por cima da calcinha, estimulando ainda mais a morena, até alcançar sua boca e tomá-la em mais um beijo ávido.

Agarrou Emma pelos cabelos, correspondia o beijo quase que com desespero, seu ventre involuntariamente se movia de encontro à mão dela, acompanhando seus movimentos. Gemia enquanto a beijava, Emma também arfava. Naquele momento queria possuir Regina como jamais quis outra coisa na vida.

Enfiou sua mão por dentro da calcinha dela e tocou seu sexo nu, percebendo toda sua umidade. Foi impossível para Regina não parar o beijo para que seu gemido saísse intenso. Seus olhos fechados e sua cabeça arqueada. Sendo acompanhada pelo gemido de Emma ao sentir toda a excitação da outra. Sentir seus dedos se misturarem ao líquido que escorria do sexo dela era algo indescritível. Traçava leves movimentos, sentia cada dobra daquela intimidade. E ouvia Regina gemer cada vez mais. Aquele som era tão bom, seu coração pulava e seu corpo estava em chamas. Seu próprio sexo lhe torturava querendo ser tocado, sabia que sua calcinha estava encharcada. Sentir a excitação da morena era suficiente para elevar a sua a níveis altíssimos. Poderia gozar apenas por tocá-la.

Gemia junto com ela enquanto a massageava bem no centro de sua intimidade, seu clitóris estava intumescido e Emma sabia que isso indicava o quanto Regina estava com tesão. Passou a fazer movimentos mais rápidos, circulando com a ponta de seus dedos. Experimentando a deliciosa sensação de tocá-la tão molhada. Desceu a boca para o pescoço dela, chupava e mordia enquanto estimulava a intimidade cada vez mais embebida de tesão.

Regina gemia e uma mão se agarrou aos cabelos dourados, enquanto a outra apertava seu braço. Precisava ser possuída por ela, já não aguentava mais, precisava que Emma adentrasse sua intimidade e a tomasse para si. Não que aquela “tortura” não fosse deliciosa, porém queria mais. Era tanto tesão que estava a ponto de pedir que Emma o fizesse, mas como que lesse seus pensamentos, a loira o fez.

Vencendo a calcinha extremamente apertada, Emma conseguiu introduzir seu dedo no sexo completamente molhado da morena.

O gemido dela nesse momento foi tão agudo que Emma temeu que pudesse ter sido ouvido pela casa inteira. Mas observar o rosto de Regina se transformando numa perfeita expressão de prazer a fez esquecer-se de qualquer coisa que não fosse possuir aquela mulher.

Aquela sensação novamente. Quente, apertada, molhada. Ela própria fechou seus olhos e gemeu quando começou a movimentar seu dedo dentro dela. Pra dentro e pra fora, repetidas vezes. Num ritmo ainda lento, que fazia seu coração ficar aquecido e descontrolado a cada toque.

As duas ficando loucas de tesão. Gemendo juntas. A calcinha atrapalhava, mas a vontade era tanta que Emma conseguia seu objetivo. No entanto queria mais liberdade, sua vontade estava descontrolada, queria dar todo prazer a ela, queria fazer do jeito que estava com vontade.

Então retirou seu dedo, sentindo-o deslizar pela umidade de Regina, e logo segurou as laterais da calcinha preta e a puxou para baixo, de forma rápida e urgente. Regina ergueu o corpo para ajudar. Estava ofegante, sentia seu sexo latejar, a loira estava apenas alguns segundos fora dela e ela já a queria dentro de novo.

Contemplar o corpo agora totalmente desnudo da outra mulher fez as borboletas dançarem na barriga de Emma e um suspiro escapar por sua boca. No seu olhar não era unicamente desejo, era emoção. Aquela bela mulher nua à sua frente, se deixando ser possuída por ela. Era tão nítida sua excitação que Emma podia ver o líquido que umedecia a intimidade dela. O ar quase lhe faltou ao observar cada centímetro da linda mulher que estava diante de seus olhos. Levou a ponta dos dedos até o local banhado pela excitação, docemente o tocou, e arfou ao senti-lo tão quente e molhado. Naquele momento Emma involuntariamente se perguntou como pôde passar toda sua vida sem observar tal coisa, sem tocar o sexo de uma mulher. Porque agora inesperadamente parecia ser seu local favorito.

Regina a mirava com um misto de desejo e ternura. Aquele olhar verde sobre si parecia tão afetado que isso lhe emocionava.

Emma acariciou-lhe naquela região, com a boca entreaberta deixando escapar leves suspiros, mordendo o lábio inferior. Observava cada detalhe da intimidade dela, como se quisesse gravar em sua memória. Passava os dedos, sentia a umidade. Enfim seus olhares se encontraram. Os verdes invadiram os castanhos de uma maneira tão intensa. Emma poderia dizer mil coisas naquele momento, mas o que seu olhar dizia era mais forte do que qualquer palavra.

Estava apaixonada. Completamente apaixonada.

Deitou-se novamente sobre a morena, seus seios se encostaram. Não paravam de se encarar. E então Regina lhe sorriu, doce e afetivamente. Acariciando o rosto dela com uma mão, e Emma fechou os olhos para desfrutar melhor daquele carinho. Quando os abriu encontrou aqueles chocolates a mirando intensamente. Buscou os lábios carnudos mais uma vez e o beijo que começou lento logo se intensificou devido ao nível de tesão em que estavam. Em nenhum momento Emma parou de acariciar a intimidade dela, e deixou que seu dedo escorregasse para dentro dela mais uma vez. Pôde ouvir o suspiro dela entre o beijo. E sentindo novamente seu dedo dentro daquele órgão molhado, o momento de doçura deu novamente lugar ao tesão louco de antes.

Seus movimentos foram acelerando e os gemidos que ecoavam pelo quarto aumentando. A boca rosada estava agora contra a pela morena do pescoço. Seu dedo entrava e saía dela com rapidez.

— Isso é tão gostoso! — Declarou uma Emma de voz embargada, um sussurro seguido de um gemido.

Aquela voz em seu ouvido, aquele toque em seu sexo, aquele corpo quente colado ao seu, Regina estava enlouquecendo. E Emma junto com ela. Aumentou a velocidade e seus movimentos tomaram certa força. Fazendo o barulho de sua mão indo de encontro ao sexo dela ecoar pelo ambiente.

O coração de Emma explodia no peito. Roçava seu nariz pelo pescoço da morena, aspirava aquele cheiro adocicado que a inebriava. Sua boca ia de encontro à pele macia do ombro, beijava, mordia. Sentia Regina agarrar seus cabelos e arranhar suas costas enquanto gemia cada vez mais intensamente. Alcançou os seios e não esperou um segundo para envolver um deles com sua boca, sentindo a morena vibrar embaixo de seu corpo.

Era delicioso demais fazer aquilo, possuir aquela mulher, sentir seu sexo encharcado e ardente. Retirou seu dedo por um momento e massageou rapidamente o clitóris dela a estimulando ainda mais, para logo em seguida penetrar dois dedos dentro dela. Achou que assim seria muito mais prazeroso para Regina.

O gemido da morena foi alto e manhoso. Emma estava amando cada vez mais aquele som, era gostoso saber que a estava agradando, que todas aquelas reações eram por sua causa. E aquele som estava certamente se tornando um de seus sons favoritos.

Não esperou parar acelerar os movimentos. Manteve o ritmo de antes, rápido e com força. Regina parecia estar gostando daquele jeito. E em resposta a morena abria mais as pernas, erguia uma coxa, rebolava. Queria aproveitar ao máximo todo prazer que a loira estava lhe dando. Abraçou-a, se agarrando ao corpo dela com força, arranhando a pele de suas costas. A sensação dos dedos dela entrando e saindo de sua intimidade era deliciosa.

— Que delícia, Emma! — Gemeu essa frase. Não se conteve em expressar o prazer que estava sentindo.

Uma onda quente atravessou a loira, todo seu corpo vibrou, seus pelos arrepiaram e seu sexo contraiu dentro da calcinha. Ouvi-la gemer pronunciando seu nome foi um prazer indescritível. Aumentou ainda mais a velocidade de seus movimentos, não conseguia conter seu desejo. Ela ia rápido, ouvindo Regina gemer frequente, e gemia junto com ela, beijava seu pescoço, seu ombro, seus seios. Os lambia, chupava, mordia. Era tudo tesão, desejo, paixão.

Regina foi gemendo alto e rápido, começou a sentir um prazer ainda mais intenso. Seus gemidos ficando mais acentuados e vigorosos. Eletricidade percorrendo sua pele, arrepios. Uma sensação deliciosa que se aproximava com mais força a cada segundo. E então não aguentou mais, deixou que seu corpo explodisse em um prazer maravilhoso. E a onda intensa de deleite atravessou todo seu ser.

Teve seu orgasmo.

Gemeu intensamente, enquanto seu corpo era tomado por espasmos e suas unhas cravavam nas costas da outra.

Emma percebera que ela chegara ao prazer máximo quando os gemidos se tornaram extremamente frequentes, o corpo se contorceu e seus dedos foram apertados repetidas vezes pelos músculos do sexo dela, enquanto suas costas eram apertadas e arranhadas.

Não pôde evitar de gemer da mesma forma junto com ela. Era gostoso demais ouvi-la expressar seu prazer com tamanha intensidade. Foi gostoso demais fazê-la gozar. A sensação que lhe invadiu foi um misto de satisfação, carinho e muita paixão.

Aos poucos foi parando seus movimentos, até que cessou completamente e finalmente retirou seus dedos, acariciando aquela intimidade agora completamente inundada. Enquanto Regina respirava forte, arfava de olhos fechados, se recuperando daquele orgasmo maravilhoso.

Assim como da outra vez, a loira observou seus dedos para constatá-los completamente molhados do líquido viscoso que escorreu de Regina. E era incrivelmente gostoso ver aquilo. Sorriu emocionada e beijou os seios dela docemente, subindo até alcançar os lábios macios e depositar um selinho.

Regina sorriu ainda ofegante e enfim abriu seus olhos, encarando-a, Emma também sorria.

Olharam-se como se todo o universo estivesse contido dentro dos olhos da outra, ambas sentindo o coração explodir em uma felicidade inexplicável. Regina, tomada por uma ternura que preenchia seu coração acelerado e aquecido, colocou uma mecha do cabelo loiro atrás da orelha dela e lhe acariciou a bochecha, fazendo Emma enrubescer. A cada gesto e toque de Regina, Emma se apaixonava mais. Aproximaram-se e beijaram-se. O beijo foi carinhoso, doce, cheio de emoção.

Emma segurava a cintura dela, o calor daquele corpo junto ao seu era tão bom. Apertou sua cintura, acariciou o contorno de seu corpo. Enquanto Regina aprofundou mais o beijo, enlaçando o pescoço dela. Seus corpos se encaixaram e logo começaram a dançar novamente naqueles movimentos de excitação. Emma estava explodindo de tesão e Regina nem parecia que havia acabado de ter um orgasmo, pois já a queria de novo.

E a loira não esperou, sua mão foi mais uma vez de encontro à intimidade dela fazendo a morena suspirar. Regina tremeu levemente, estava ainda sensível pelo orgasmo, mas o desejo já crescia novamente.

Emma começou a massagear seu sexo levemente, devagar, e Regina estava adorando. Contudo não era justo que só ela tivesse prazer. E, além disso, queria tocar Emma também, queria senti-la como da outra vez. Virou-se um pouco para o lado, obrigando a loira a fazer o mesmo e ficaram de frente. Acariciou a pele branca e macia do pescoço dela, foi descendo sua carícia, apertou seu peito, Emma suspirou. Escorregou sua mão pela barriga dela, quando alcançou seu ventre sentiu Emma estremecer. Sorriu por dentro, era tão gostoso saber que seu toque a afetava. Roçou seus dedos por cima da calcinha vermelha e logo apertou o sexo coberto dela. O gemido de Emma nesse momento foi melodia aos seus ouvidos. Ela gemeu de um jeitinho tão manhoso e gostoso de ouvir. O líquido da excitação havia encharcado a calcinha dela, e Regina podia sentir, maravilhando-se com aquilo.

Dava vários apertos na intimidade dela, fazendo a loira arfar e suspirar. Não esperou mais para parar aquela tortura e enfiar sua mão dentro da calcinha dela. Sentindo o sexo completamente molhado, e fazendo a loira fechar os olhos e gemer forte quando suas peles quentes se tocaram. Regina não conseguiu conter um leve sorriso ao perceber o quanto ela estava excitada, tão molhada.

Desde a primeira vez que fizeram sexo, Regina sonhava sentir isso de novo, porque tinha adorado. Porque jamais em sua vida havia sentido tanto tesão apenas por sentir o tamanho da excitação de alguém. Nunca havia se sentido dessa forma com os homens. E assim como foi da outra vez com Emma, estava sendo agora. Sentiu um imenso tesão ao colocar sua mão na intimidade encharcada dela. Era tão prazeroso senti-la assim.

Quando Emma abriu seus olhos e encontrou os castanhos a encarando profundamente, Regina pronunciou baixinho:

— Senti saudade.

Sua voz emocionada, apaixonada, o coração queimando.

Um sorriso despontou nos lábios rosados à sua frente. E sentindo suas entranhas arderem e as borboletas no estômago, Emma respondeu no mesmo tom:

— Eu também.

A morena retribuiu o sorriso. Seu olhar para a outra era de puro fascínio, de admiração. Como era perfeito aquele sorriso, como eram lindos aqueles olhos verdes, aqueles lábios finos e rosados, os cabelos dourados que lhe caíam pelos ombros e alguns fios pelo rosto. Aos olhos de Regina, ela parecia... perfeita.

Buscou sua boca e a beijou voluptuosamente, sentindo a umidade de seus lábios, a maciez de sua língua.

Não queria esperar mais para dar prazer a ela, sabia que ela precisava de seu toque. Começou a puxar a calcinha dela para baixo, e logo cortou o beijo para se inclinar e terminar de retirar a última peça que cobria o corpo alvo. Ela estava agora totalmente nua e Regina admirou seu corpo. As longas pernas, a barriga perfeita, os braços fortes, os seios rosados e o sexo nu. Sorriu levemente ao imaginar que há meses atrás se alguém lhe dissesse que ela se excitaria ao observar o corpo nu de outra mulher, ela chamaria essa pessoa de louca. E agora estava ali, pela segunda vez com aquela loira linda, desejando possuí-la por completo.

Estava sentada na cama a mirando, e enquanto deslizava a mão por uma das longas pernas dela, deitou-se novamente a seu lado e a abraçou, puxando seu corpo, trazendo-a para um novo beijo. Que logo se tornou urgente. Os corpos grudados, os seios se comprimiam, as pernas entrelaçavam, os sexos roçavam.

Sem que a loira pudesse esperar, Regina afastou-se um pouco e tocou mais uma vez seu sexo úmido. Sentiu o líquido molhar seus dedos mais uma vez. E como aquilo era bom. Buscou a entrada de sua intimidade, ouvia Emma arfar, não esperou para enfiar um dedo ali, arrancando um gemido gostoso da outra. Seu coração foi nas alturas com aquele som, que saudade sentiu de ouvi-lo.

Começou a movimentá-lo lentamente, como era gostoso sentir aquilo. Sentir como era apertado, como estava molhado e ardente, como seu dedo deslizava fácil tamanha era a lubricidade dela. Fez isso por alguns segundos e logo acrescentou mais um dedo, introduzindo dois dedos dentro dela, assim como Emma havia feito com ela.

Viu Emma morder o lábio inferior de forma sensual enquanto murmurava um gemido. Passou a movimentar mais rápido seus dedos. Um vai e vem num ritmo já acelerado que estava fazendo os gemidos da loira aumentarem. Emma estava explodindo em tesão. Dar prazer a Regina antes, ver ela gozar, fez seu tesão ir as alturas, sentia que não ia aguentar muito tempo segurando o orgasmo, parecia que iria tê-lo a qualquer momento. Estavam as duas de lado, uma de frente pra outra, e Emma ergueu sua perna, colocando-a por cima da cintura de Regina. A morena adorou aquilo, começou a investir dentro dela com mais força, seu próprio rosto de contorcendo em prazer ao sentir toda sua umidade e calor. Emma se agarrou ao corpo dela, enfiou o rosto na curva de seu pescoço e gemia sem parar. Aqueles gemidos tão próximos a seu ouvido, Regina estava amando ouvi-los. A estava excitando novamente, sentia a pressão em seu próprio sexo de novo.

Foi mais rápido e mais vigorosa dentro dela, o barulho que se ouvia por causa da umidade dela era extremamente excitante. Regina sentia Emma ora apertar, ora arranhar suas costas, agarrar seus cabelos, movimentar seu quadril de encontro a sua mão. E os gemidos... Ah os gemidos, eram de enlouquecer qualquer um. Era impossível não ofegar e gemer junto com ela.

Desceu um pouco seu corpo e alcançou os seios dela. Chupou os bicos rosados enquanto invadia seu sexo com extremo desejo, fazendo Emma delirar de prazer.

Regina a penetrava cada vez mais rápido, mais forte. Os dedos dela entrando e saindo de sua intimidade, a palma da mão batendo contra seu clitóris. Emma estava enlouquecendo com tanto prazer. Seu corpo parecia estar em chamas e seu coração arrebentar seu peito. Não conseguia segurar mais. A corrente elétrica do prazer começava a percorrer seu corpo de forma violenta. Mal podia controlar o volume de seus gemidos. Estava em êxtase.

E aquela sensação extrema do prazer invadiu seu corpo por completo. Era como eletricidade lhe atravessando. Gemeu alto várias vezes agarrada a morena e gozou nos dedos dela.

Regina sentiu seus dedos serem comprimidos várias vezes pelas contrações do sexo dela enquanto a ouvia gemer gostosamente, e via o corpo dela ser tomado por tremores intensos. Sorriu enfeitiçada por aqueles gemidos, entorpecida por aquelas sensações. Acabara de fazer gozar a mulher por quem estava apaixonada.

Emma desabou com a cabeça no travesseiro, de olhos cerrados, lábios entreabertos, suspirando e arfando. Regina a olhou e sorriu mais uma vez, a expressão dela era tão linda, parecia ter um sorriso contido, como se estivesse plena, feliz.

Tirou seus dedos da intimidade dela e viu o quanto estavam molhados e pegajosos. Aquilo era engraçado e ao mesmo tempo deliciosamente excitante. Acariciou a coxa dela, permitindo que o líquido em seus dedos deixasse um rastro por onde passava. Logo foi subindo pela cintura, ombros, até alcançar aos cabelos. O rosto dela estava levemente suado, retirou alguns fios dourados que estavam grudados. Sentia seu coração bater tão forte que poderia jurar que a qualquer momento iria romper seu peito.

A loira finalmente abriu os olhos, mais calma agora. E Regina se sentiu inundada por aquelas esmeraldas. Teve que respirar fundo, pois o ar pareceu se cortar por um segundo.

Emma passou a língua pelos lábios, estavam secos e então sorriu pra ela. A morena tocou seu rosto carinhosamente e lhe retribuiu o sorriso, com o coração acelerado, apaixonado.

— Às vezes custo a acreditar que você nunca fez isso antes. — Emma disse de repente, cortando o silêncio.

Regina pareceu surpresa pela frase repentina, mas logo ergueu uma sobrancelha.

— Na verdade já fiz isso antes. — Emma a olhou surpreendida. — Ou já esqueceu tão rápido da outra noite? — Completou fazendo Emma entender.

— Eu quis dizer... antes de mim. — Sua voz ainda saía com dificuldade, ainda ofegante. — Impossível esquecer aquela noite. — Respondeu rindo, mas então seu semblante tomou um ar um tanto sério. — Na verdade ela ficou na minha mente todos os dias depois que aconteceu. — Confessou.

Regina sentiu um friozinho no estômago ao ouvir aquilo.

— Pode ter certeza que eu também não esqueci um dia sequer. — Seu tom era sério, enquanto acariciava o rosto dela. — Não foi só uma experiênc...

— Shhh. — Emma a interrompeu colocando um dedo contra os lábios dela. — Já falamos disso. Deixa pra lá.

A morena sorriu com aquele gesto fofo e aproveitou para dar um beijinho no dedo dela, fazendo a outra sorrir também. E logo foi Emma quem lhe acariciou a face, os cabelos, traçando com o olhar um caminho por cada pedacinho daquele rosto incrivelmente belo.

A mão da morena deslizou pelo ombro dela, pelo braço forte, mordeu seu lábio quando o apertou, arranhou levemente, tocou seu seio, passou a ponta dos dedos pelo bico rosado.

— Como você é linda! — Enalteceu entorpecida.

E Emma se arrepiou com seu rosto corando.

— Não mais do que você. — Retribuiu.

Mas Regina pareceu nem ouvir, permaneceu séria e continuou seu trajeto até chegar à mão da loira. E a pegando, sem pudor levou diretamente para seu próprio sexo. Emma arfou de surpresa e por senti-lo quente e molhado mais uma vez.

Apertando sua mão contra a dela, fazendo-a apertar sua intimidade, Regina declarou:

— Você me deixa louca, Emma. — Um murmúrio, embargado de emoções.

A loira percebeu que a "noite” não acabaria ali e sorriu por dentro. Tudo o que menos queria era que acabasse. Queria fazer sexo com Regina até seu corpo não aguentar mais.

Aproximou-se dos belos lábios vermelhos e os beijou. Primeiro de leve, roçando as bocas. E logo sua língua invadiu o espaço da boca da outra, tornando o beijo em algo mais lascivo.

A mão da morena abandonou a dela e embrenhou nos cabelos loiros, enquanto se beijavam a puxava mais para si e movia seu corpo de encontro ao dela. Sentia a loira acariciar levemente sua intimidade necessitada, isso provocava vibrações em seu corpo, chamas em seu peito.

Sentir o sexo quente dela fazia seu corpo estremecer. Era incrível como apenas tocar Regina era suficiente para acender tudo em seu próprio corpo. Forçou a ponta do dedo contra o clitóris dela, apertando-o, e Regina gemeu no beijo. Fazia círculos em volta dele, num ritmo agradável, nem lento nem rápido. Suas línguas se enroscavam, Emma mordia o lábio dela, e Regina tentava grudar mais ainda seus corpos.

O calor emanava delas, o cheiro de sexo pairava no ar. Os movimentos da loira se tornaram mais acelerados naquele órgão intumescido de tesão. Regina gemia contra seus lábios, enquanto ela a sentia ficar mais molhada. Passou os dedos pelas dobras encharcadas, brincou com entrada de seu sexo, provocando-a. Colocando apenas a ponta do dedo, movimentando rapidamente. O barulho que se ouvia devido a umidade de Regina era delicioso e tornava tudo ainda mais excitante.

Regina a puxou pela nuca para um beijo enlouquecido, estava desesperada de desejo. Invadiu sua boca com luxúria. E Emma sem aguentar mais, a penetrou.

Beijavam-se loucamente enquanto Regina agarrava sua nuca, as línguas pareciam travar uma luta para ver quem ia dominar, os corpos estavam grudados, pegando fogo. Os gemidos de Regina voltaram a soar pelo quarto. E para Emma era extremamente delicioso possuí-la daquele jeito novamente, tê-la totalmente entregue, desfrutando do prazer que estava recebendo.

Mas estranhamente Emma já não se sentiu saciada apenas com aquilo. Queria algo a mais. Um desejo novo e incompreensível começou a crescer dentro de si.

Senti-la com seus dedos era incrível, mas a loira começou a perceber uma outra vontade surgir. Queria senti-la de outra forma, queria saber como era... o gosto.

Queria sentir Regina em sua boca.

Empurrou o corpo da morena até que suas costas tocassem o colchão macio, e então retirou seus dedos de dentro dela. Regina, abrindo os olhos, a fitou sem entender porque ela havia parado. Fez menção de que ia protestar, mas logo foi calada por um beijo fervoroso. E Emma começou a acariciar-lhe o contorno da cintura, logo a coxa, passou as unhas arranhando, apertando. E se afastando do beijo, tomou coragem para iniciar o que queria e foi descendo pelo corpo moreno. Beijando seu pescoço, colo, seios, barriga... finalmente chegando em seu ventre.

E nesse momento Regina percebeu o que Emma pretendia. Seu corpo retesou um pouco. Era tudo muito novo para ela. Apesar de já ter feito sexo inúmeras vezes em sua vida, com uma mulher era tudo novidade. Era como estar descobrindo o sexo novamente.

A loira beijava seu ventre, timidamente e com seu coração tamborilando, contornou as coxas dela com os braços, o que obrigou Regina a flexionar um pouco as pernas. E então desceu mais, ficando bem diante daquele sexo molhado. Engoliu a saliva, estava nervosa. Jamais havia feito sexo oral em uma mulher, nem sequer sabia ao certo como fazê-lo, mas a vontade que sentia agora era enorme e se deixaria guiar pelo desejo.

Hesitou por um momento, era tudo tão diferente e novo. Contudo queria Regina como jamais quis qualquer outra pessoa em sua vida. Jamais havia sentido tanto desejo por alguém antes. Com ela sentia que seu corpo poderia explodir de desejo e seu coração se desfazer em emoção. Estava completamente apaixonada por ela.

Logo aproximou mais o seu rosto daquela região. E sentiu o cheiro que emanava dali, completamente diferente de tudo que já havia sentido, e aquele cheiro a estimulou ainda mais. Levantou seu olhar buscando aqueles castanhos e encontrou Regina a observando. Mirou-a como se pedisse permissão, porém Regina estava entorpecida demais para raciocinar qualquer coisa. Emma estava com a cabeça no meio de suas pernas, agarrando suas coxas, e observar aquela cena tirou de sua mente qualquer coisa que não fosse o desejo de ser tomada por ela.

E foi justamente essa expressão no rosto dela que incitou a loira a continuar. Seu coração batia descompassado e ansioso, estava no meio das pernas de uma mulher prestes a tocar sua intimidade com a boca. Era tudo novo, diferente, era como estar novamente fazendo sexo pela primeira vez.

Levou seus lábios até a pele morena da virilha e depositou beijos, ouvia Regina arfar. Aspirava o cheiro do sexo dela, sentia o calor que vinha de lá. Cada sensação era uma nova explosão de vontade. E então, guiando-se por seu desejo, seu beijo foi de encontro ao órgão excitado.

A ouviu gemer baixinho, timidamente. Roçou os lábios pelo local, a pele estava extremamente quente. E então fez o que tanto estava sentindo vontade de fazer... passou a ponta de sua língua pelo meio da intimidade dela.

Regina gemeu. Foi alto e intenso. Sentiu como se uma onda enorme de prazer atravessasse cada centímetro, cada célula de seu corpo. Apertou o lençol com força e seus olhos se fecharam quando sua cabeça arqueou para trás no travesseiro, sentindo seu corpo tremer.

Para Emma foi igualmente delicioso. Sentiu sua língua deslizar pelo líquido quente de Regina, e seus olhos se fecharam com tamanho prazer que teve ao sentir o gosto dela. Era bom. Diferente de qualquer gosto que já havia sentido. Era muito bom. Era um gosto e textura que a fez querer mais.

Repetiu seu movimento, lambendo o sexo molhado mais uma vez. Fez assim repetidas vezes, vagarosamente, como se quisesse aproveitar cada milésimo de segundo sentindo aquele sabor. Enquanto em seus ouvidos timbravam os gemidos da morena, atiçando-a ainda mais.

Agarrou com mais força as coxas dela e acelerou os movimentos de sua língua. Pra cima e pra baixo. O líquido quente que escorria do sexo dela se misturando com sua saliva. Ela própria não se conteve e gemeu. Para logo chupá-la com extrema vontade. Fazendo Regina se contorcer de prazer e gemer ainda mais alto.

Emma soltava ruídos, sua face se transformava de prazer enquanto chupava o sexo daquela mulher. Como era incrivelmente bom fazer aquilo, o sabor era o mais delicioso que já havia experimentado. Seu tesão e prazer estavam lhe deixando descontrolada, com o gosto, com o cheiro, aquilo era bom demais. Ora chupava, ora lambia. Mesmo que um tanto desajeitada por ser a primeira vez, Emma estava dando a Regina o mais prazeroso sexo que já havia feito na vida.

Num dos breves momentos em que conseguiu abrir seus olhos, a morena observou a face de Emma numa expressão de deleite, a viu movimentar sua língua por seu sexo. E como aquilo a excitou. Emma agarrava e apertava suas coxas e tomava seu sexo de maneira sedenta. Já não podia controlar seus gemidos, seus movimentos, seu raciocínio. Levou suas mãos aos cabelos loiros e os agarrou, começou a rebolar, esfregando seu sexo na boca da outra, oferecendo-o ainda mais para ela. Seus olhos se fecharam novamente e seus gemidos ficaram totalmente descontrolados.

— Ahhh, Emma! — Gemeu movimentando ainda mais seu quadril de encontro ao rosto dela.

Emma estremeceu por inteiro. Ouvir seu nome ser pronunciado daquela forma novamente, em meio a um gemido. Já sentia uma sensação gostosa antes cada vez que a Prefeita pronunciava seu primeiro nome, nesse momento foi como ir ao céu.

Ela própria estava enlouquecendo com todas aquelas sensações em sua boca. Se perguntava internamente se estava fazendo do jeito certo. Mas pelas reações de Regina, com certeza a estava satisfazendo.

Sentia o sexo quente e macio, gostoso. Passou a língua por cada dobra encharcada, levando Regina ao delírio. Aquela boca quente explorando sua intimidade a estava deixando louca. Suas entranhas ardiam, seu corpo vibrava, seu coração pulava enlouquecido no peito. Sentia que o ápice de seu prazer estava se aproximando. E naquele momento de extremo prazer, enquanto seus olhos estavam fechados e seus gemidos saiam sem pudor, sentindo seu coração pulsar cada vez mais forte, seus pelos completamente arrepiados, não pôde conter um sorriso. Um leve sorriso que brotou, com seus olhos cerrados e sua cabeça jogada no travesseiro, seu corpo arqueado e vibrando de prazer. Sorriu. Uma felicidade imensa lhe invadiu. Estava tendo o melhor sexo de sua vida e estava completamente apaixonada pela mulher que estava lhe proporcionando isso.

O mesmo se passava com a loira, sentindo seu corpo estremecer a cada movimento da morena, a cada novo gemido dela. Passava rapidamente sua língua, subindo e descendo, fazendo círculos, explorando cada pedacinho daquele sexo gostoso. Era ainda mais delicioso do que Emma tinha imaginado minutos atrás antes de começar. Seus gemidos abafados se misturavam aos gemidos descontrolados da morena.

Regina movimentava o quadril cada vez mais rápido em sua boca. Emma sentia seus cabelos serem agarrados por ela, era tudo incrivelmente prazeroso. Lambeu inúmeras vezes, sentindo aquele gosto maravilhoso, para então abocanhar o clitóris e chupar com força.

Foi nesse momento que Regina explodiu em uma sensação extrema de deleite e atingiu o auge de seu prazer mais uma vez. Gemendo completamente sem controle, se contorcendo em prazer, agarrando e puxando os cabelos loiros, derramando todo seu líquido na boca de Emma.

A loira agarrou o corpo dela com força, segurando-a enquanto ela vibrava pelos espasmos do prazer. E o seu próprio corpo estremeceu com aqueles gemidos, o corpo que tremia de prazer, o líquido quente que sentiu escorrer em sua boca. Tudo extremamente delicioso.

Sabia que a morena havia atingido o orgasmo. Seu coração se aqueceu, sua barriga gelou. Sentiu-se totalmente entorpecida pela sensação de fazer Regina gozar daquela forma. Uma sensação de satisfação que ela não saberia explicar.

Continuou a lamber delicadamente, até que percebeu o corpo de Regina acalmar, e ela afrouxar as mãos em seus cabelos, soltando-os em seguida. Abriu seus olhos e presenciou Regina com os olhos fechados, a cabeça jogada no travesseiro, os lábios entreabertos enquanto respirava com extrema dificuldade.

Finalmente afastou-se do meio de suas pernas e passou a língua pelos lábios, que estavam completamente molhados daquela mistura do líquido de Regina e sua saliva. Sentiu novamente o gosto de Regina neles, e seus olhos fecharam brevemente, como se pudesse sentir melhor o resquício daquele sabor.

Subiu pelo corpo dela acariciando e beijando. Seu coração batia tão forte e emocionado. Enquanto o peito da morena subia e descia com força, a respiração era extremamente ofegante. Emma chegou até a altura de seu rosto e apenas a observou. Era ainda mais linda com aquela expressão de satisfação.

A respiração dela foi aos poucos acalmando e finalmente os olhos castanhos se abriram, encontrando um sorriso maravilhado de Emma. Regina sorriu de volta, um tanto encabulada. Mas que bobagem, estava apaixonada por aquela mulher e acabara de receber o melhor sexo oral de sua vida, seu coração batia extremamente apaixonado enquanto observava os olhos verdes que a miravam com fascinação.

— Isso foi muito gostoso. — Sussurrou a morena a encarando.

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O coração da loira ardeu.

— Gostoso demais! — Concordou no mesmo tom.

Seus olhares apaixonados se admirando. Os corações batendo no mesmo ritmo descompassado e apaixonado. Emma queria desesperadamente beijá-la, mas sentiu-se receosa, não sabia se Regina iria gostar, afinal tinha o gosto de seu sexo nos lábios. Mas para sua surpresa, foi a própria Regina quem segurou sua nuca e a puxou para um beijo necessitado. E seus lábios deslizaram, enquanto suas línguas se encontraram, fazendo a morena sentir seu próprio gosto naquele beijo. E foi um beijo delicioso.

Quando o beijo cessou se encararam. Emma estava de quatro sobre ela e estava extremamente excitada. Sentir o sexo molhado de Regina em sua boca, toda aquela experiência gostosa, a fez ir a um nível quase insuportável de tesão. E na mesma posição em que estava, pegou a mão de Regina e sem nenhuma vergonha a levou a seu próprio sexo. Precisava ser saciada imediatamente.

A morena obedeceu de pronto. E começou a massagear o sexo encharcado dela. Sentir o quanto ela estava molhada novamente a fez estremecer de paixão. Mordeu seu lábio inferior observando aquelas esmeraldas que a encaravam com prazer.

Não havia tempo para provocações, Emma estava mais do que excitada, e Regina percebeu isso quando imediatamente ela começou a rebolar em sua mão. Iria satisfazê-la de imediato, dar a ela todo o prazer que ela queria. E Emma gemeu se contorcendo quando sentiu os dois dedos da morena invadirem sua intimidade inflamada de desejo. Sua expressão foi de puro prazer, mas não desgrudou seus olhares.

A emoção que Regina sentia em seu peito era imensa. Um nó se formou em sua garganta, estava sentindo paixão novamente, depois de tantos anos. E o objeto de sua paixão estava ali, sobre seu corpo, estremecendo e vibrando com seu toque. Era tanta felicidade e emoção que poderia chorar.

Acelerou seu movimento de vai e vem dentro dela, ela estava encharcada. Emma gemia, não conseguiu mais sustentar o olhar e seus olhos fecharam de tanto prazer. Gemiam juntas, Regina estava arrepiada, seu corpo vibrava junto com o dela. Era como se quisesse gritar tudo que estava sentindo naquele momento.

A loira subiu um pouco seu corpo para facilitar o trabalho da morena, e seus seios ficaram bem acima do rosto dela. Regina não hesitou em abocanhar um deles, chupando quase que desesperadamente. O que fez Emma gemer ainda mais alto e rebolar com mais vontade. Regina a penetrava com força, sugava seu seio com vontade, Emma rebolava em seus dedos, gemia gostosamente.

E rapidamente seu segundo orgasmo veio.

Ela gemeu enquanto seu corpo tremia e as paredes de seu sexo apertavam os dedos da morena, que se deliciava ao sentir aquilo.

Sem conseguir mais sustentar seu corpo naquela posição, Emma praticamente desabou sobre o corpo nu da outra. Que retirou seus dedos de sua intimidade e deixando a lubricidade percorrer a pele branca, a abraçou.

Permaneceram assim por vários minutos, caladas e abraçadas. O que se ouvia era apenas a respiração ofegante de Emma, que estava com a cabeça enfiada na curva do pescoço da outra. Regina podia sentir contra seu peito o coração da loira bater forte e acelerado. E o seu próprio também estava assim. Batia apaixonado, emocionado. Fechou os olhos e a apertou forte contra si. Como se quisesse prender Emma ali para sempre.

Como pôde ser tão tola achando que poderia seguir sua vida deixando esse sentimento de lado? Era o que passava por sua cabeça nesse momento. Já não sabia mais viver sem aquela loira petulante e irritante que lhe tirava o juízo de todas as formas. Sorriu sentindo a felicidade lhe invadir e beijou a pele alva de seu ombro. Fazendo Emma sorrir também e plantar um beijinho em seu pescoço.

O abraço de Regina era tão bom, era terno, doce. Delicado e intenso ao mesmo tempo. Emma sentia que ela a apartava e se aconchegava, e adorou aquilo. Fez o mesmo, com seu corpo jogado sobre o dela, abraçou sua cintura, encaixou ainda mais seu rosto no pescoço dela e se aninhou naquele abraço gostoso.

Sua respiração ainda era irregular, seu corpo estava suado. Aos poucos foi escorregando para o lado, saindo de cima da morena. Ficando apenas com a cabeça apoiada em seu ombro, um braço em volta de sua cintura, e uma perna jogada sobre as dela.

A pele de Regina era tão macia e cheirosa. Seus cabelos tinham uma fragrância deliciosa. E Emma só queria estar ali, agarrada a ela. Para Regina se passava o mesmo. Fazia carinho nas costas da outra, ora mexia em seus cabelos. Ficaram nessa posição por mais alguns minutos. Em silêncio. Apenas curtindo aquele momento.

— Que bom que você resolveu voltar. — Quebrou o silêncio sussurrando isso no ouvido de Emma. Se referindo novamente ao fato de que ela havia ido embora aquela noite e depois voltado.

E se isso não tivesse ocorrido, essa noite maravilhosa de amor não teria acontecido.

— Eu que o diga! — Emma respondeu num tom que foi do malicioso ao brincalhão ao mesmo tempo, fazendo Regina rir.

De repente Emma fez um som manhoso e começou a distribuir beijinhos pelo pescoço e logo pela face dela. Fazendo Regina sorrir de olhos fechados. Aquilo era tão bom. Terminou com um selinho em sua boca. Quando seus olhos se abriram e se encontraram, havia uma imensidão de sentimentos ali contidos. Mas que nenhuma das duas tinha ainda coragem de confessar.

Regina tocou o rosto da outra, retirou alguns fios loiros que estavam grudados em sua testa por causa do suor, acariciou sua bochecha, a pele estava quente e rubra.

— Não sabe o quanto estou feliz de estar aqui com você agora. — Declarou enquanto acariciava a face dela.

Emma apenas sorriu. Mas por dentro vibrou, seu peito queimou, seu estômago gelou de um jeito bom.

— Quando vi você indo embora... — Continuou — Quero dizer, ontem atravessando a linha da cidade... eu tive tanto medo — Fez uma pausa tomando coragem para dizer. -... Medo de você ir embora de vez, de você não me desculpar... e de nunca mais estar com você dessa forma.

Emma ouvia tudo sentindo seu coração aquecer.

— E queria muito estar comigo assim? — Indagou a loira repentinamente.

Sabia a resposta, era óbvia, mas seria gostoso ouvi-la dizer.

— Muito! — Enfatizou. Suas bochechas coraram levemente. — Pensei nisso todos os dias desde que aconteceu da primeira vez.

Emma escutou aquilo encantada. Enfeitiçada por aquele olhar castanho apaixonado. Cheio de carinho. Regina estava se mostrando tão doce. Surpreendia Emma. Quando a conheceu jamais poderia imaginar que por trás daquela mulher arrogante, prepotente e um tanto má, havia alguém tão doce e terna. Se apaixonava cada vez mais.

— ... Mas o medo me acovardou e fiz o que fiz. Sinto muito. — Concluiu baixando o olhar.

— Já disse pra não falarmos mais disso. — Realmente depois do momento incrível que acabaram de ter, a última coisa que Emma queria era pensar nessas coisas ruins. — E de certa forma foi bom eu ter decidido sair da cidade.

A morena a encarou novamente com uma expressão de quem diz "como assim?".

— Se não fosse isso, provavelmente você não iria admitir o que tá sentindo e ainda estaríamos afastadas. Ou provavelmente brigando. — Riu no final.

Regina riu também, um tanto sem vontade.

— Verdade. — Assentiu. — Mas não foi nada confortável. Foram dias bem difíceis desde que você me contou que ia embora, Srta. Swan! — Tentou soar num tom de brincadeira fingindo indignação. Mas seu coração apertou ao se lembrar daquilo.

— Não foi nada fácil pra mim também. — Seu semblante mudou, a melancolia queria vir à tona. E percebeu a expressão da morena mudar também. Mas não iria deixar a melancolia tomar conta daquele momento, estava feliz.

— Mas chega de falar disso! — Falou sorrindo enquanto grudava seus lábios. E num movimento rápido girou com ela na cama, ficando com as costas no colchão e fazendo Regina ficar por cima.

Regina soltou uma pequena gargalhada. E como aquele som era gostoso aos ouvidos de Emma.

— É, chega desse assunto. Vamos falar de coisas boas. — "Coisas boas". Há tempos Regina não sabia o que era isso. Estava redescobrindo com Emma. — Estou muito feliz que você está aqui. — Prosseguiu. — E o Henry então, nem se fala! — Apesar do ciúme que ainda sentia, seu sorriso foi largo ao lembrar-se de seu filho tão contente na presença de Emma.

— É verdade. — Um sorriso em seu rosto era resultado da lembrança do garoto tão feliz naquelas horas em que passaram juntos.

O silêncio se formou por alguns segundos, em meio às lembranças daquele momento entre os três. Porém logo foi interrompido por um barulho um tanto conhecido, mas que nenhuma das duas imaginava ouvir naquela hora.

Regina riu. Era o estômago de Emma roncando.

Ela imediatamente corou. Sua pele branca se tornou vermelha como um tomate e ela sorriu constrangida.

— Com fome, Xerife? — Implicou rindo dela.

— Err... Um pouco. — Fez uma espécie de careta com um sorriso tímido.

O que fez Regina rir ainda mais. Quase gargalhar.

— Para de rir! — Pediu sem conseguir conter o riso também. — Você tirou todas as minhas energias, Prefeita. Me deixou com fome.

Ainda rindo, Regina se aproximou e beijou levemente a boca rosada.

— Vou pegar algo pra comermos. — Falou baixinho contra os lábios dela.

— É uma ótima ideia.

Mais um selinho rápido, e Regina levantou-se da cama, andando até o armário. Sendo monitorada pelo olhar atento da Xerife. Aquele corpo perfeito completamente nu, andando sem vergonha alguma diante de si, Emma estremeceu com aquela visão.

Depois de passar alguns cabides no guarda-roupa, Regina vestiu um robe preto de mangas curtas, o qual ia apenas até o meio de suas coxas, deixando suas belas pernas à mostra. Emma mais uma vez admirou tamanha beleza.

Regina deu a volta na cama e chegando perto da mulher deitada, se inclinou para depositar mais um selinho nela. Parecia que sua boca não conseguia ficar mais de dez segundos desgrudada da dela.

— Eu já volto. — Sussurrou.

— Ok.

E saiu do quarto. Sorrindo como uma boba. Como uma criança que ganha o melhor presente, o que ela mais queria. Era como voltar no tempo e sentir-se mais uma vez uma jovem apaixonada.

No corredor não resistiu em abrir a porta do quarto do filho, para ver se estava tudo bem. Era seu costume todas as vezes que acordava no meio da noite. E constatou da porta que ele dormia profundamente como um bebê. Sorriu ao mirá-lo. Seu peito parecia explodir em felicidade. Sentia-se estranhamente... completa. Procurou involuntariamente por aquele vazio constante dentro de si e não o achou. Tinha seu filho ali, bem diante de seus olhos, dormindo como um anjinho. E em seu quarto a pessoa por quem estava apaixonada. A pessoa que havia lhe trazido de volta o sorriso sincero, a verdadeira vontade de viver. Será que não precisava de mais nada?

Não sabia responder por hora, mas sabia que naquele momento estava feliz, muito feliz!

Fechou a porta do quarto dele novamente e desceu as escadas em direção a cozinha. Pegou alguns biscoitos, e pensou também em frutas.

Havia lindas maçãs vermelhas na fruteira. Rapidamente foi pegá-las. Mas no momento em que tocou uma delas, um arrepio percorreu sua espinha. Lembrou-se daquela torta amaldiçoada que pretendia fazer Emma morder e cair em sono profundo para sempre.

Seu corpo gelou. Desistiu das maçãs. Não queria pensar naquilo. Foi até a geladeira e pegou alguns morangos e uvas. E também dois copos de suco. Colocou tudo numa bandeja e subiu de volta para seu quarto. O sorriso não abandonava seus lábios enquanto montava aquele pequeno lanche para as duas.

Retornando ao quarto, encontrou Emma escorada no travesseiro, meio sentada. E já não mais nua, ou quase. Vestia apenas sua calcinha e seu sutiã. Ainda era um tanto constrangedor permanecer totalmente nua na frente dela sem estarem em um momento de sexo.

A morena aproximou-se com cuidado e depositou a bandeja sobre o colchão.

— Huumm — Emma ronronou ao ver a bandeja cheia de coisas gostosas.

Regina sorriu. Emma parecia uma criança com aquele olhar guloso pra comida diante de si. Sentou-se na cama também, com as pernas encolhidas, diante da bandeja.

Emma logo pegou um dos biscoitos. Era uma espécie de cookie e tinha gotinhas de chocolate.

— Hmm, que gostoso! — A loira expressou quando mordeu.

— Obrigada, fui eu que fiz. — Regina respondeu naturalmente pegando um dos biscoitos também.

— Sério? — Emma parecia surpresa.

— Sim. Por que o espanto?

— Não sei. — Riu. — Só não sabia que você sabia fazer biscoitos tão bem. — E ainda rindo deu mais uma mordida no cookie.

— Eu sei fazer muitas coisas bem, Swan. — Respondeu inocentemente, mordendo o biscoito também.

— Com certeza sabe. – Porém a resposta de Emma foi maliciosa.

Regina imediatamente a encarou com as bochechas um tanto coradas quando percebeu ao que ela se referia.

— Quer parar de ser boba? — Disse rindo pra ela, mais por estar encabulada, do que pela graça.

— Que? — Se fingiu de desentendida. — Eu tava falando do biscoito.

— Do biscoito, sei.

A loira soltou uma risada.

— Do que mais seria se não fosse do biscoito? — Provocou.

— Não sei, você que começou. Se diz que é do biscoito, eu acredito. — Mentiu entrando na brincadeira.

— Com esse seu tom, não parece acreditar muito. — O sorriso estampado naqueles lábios rosados.

Há tempos não se sentia feliz desta forma. Estava ali com a mulher que havia roubado seu coração, tinham acabado de fazer sexo, estavam comendo biscoitos e falando idiotices sem sentido. E toda essa combinação tornava aquele momento especial.

— Do que você está falando então? — A morena indagou, parando de comer o cookie e a encarando firmemente.

— Do biscoito, ué. — Não conseguiu segurar o riso.

Regina revirou os olhos da melhor maneira "a la Regina Mills".

E como ela ficava linda quando fazia aquela carinha de impaciente. Emma não se aguentou, e inclinou o corpo para frente para beijá-la. Antes que Regina pudesse se dar conta, sua boca já estava grudada na da outra em um beijo forte e selado. A mão de Emma tinha segurado sua nuca para puxá-la, e logo o beijo adquiriu movimento. Apenas um deslizar lento de lábios, porém suficiente para fazer o coração de ambas acelerar novamente.

— Você sabe que não tô falando dos biscoitos. — Emma sussurrou contra os lábios dela.

Regina arrepiou com aquele tom, o hálito quente de Emma batendo contra seus lábios e suas bocas se tocando enquanto ela dizia aquilo.

— Você foi incrível no que fez comigo aqui. Me fez ir no céu. — Tomou coragem para dizer isso, cochichando. Seu próprio coração disparado.

Um sorriso tímido se fez na morena. E ela desviou o olhar para baixo.

Mas a intimidade parecia estar crescendo entre elas. Não só no sexo, como também nas conversas. Regina já havia confessado estar apaixonada. No encontro que tiveram a cumplicidade parecia crescer cada vez mais, durante o jantar, no momento no cais onde dançaram sem música e se beijaram, depois na sala de sua casa junto de Henry. E finalmente o sexo incrível mais uma vez. Estavam se conhecendo melhor, construindo intimidade.

— Nem preciso dizer que comigo foi da mesma forma, não é? — Resolveu encarar as orbes verdes.

Emma levantou uma sobrancelha e deu um sorrisinho de canto, quase imperceptível. E então respondeu:

— Precisa sim. — Não perderia a oportunidade de implicar. E realmente queria que Regina dissesse. Apesar de que naquela frase, ela já tinha dito.

A morena semicerrou os olhos fingindo irritação, o que fez o sorriso de Emma aparecer nitidamente.

— Você viu com seus próprios olhos o que causou em mim. — Começou Regina. — E sentiu... em seu próprio corpo... Como me deixou. — Passou levemente o polegar pelos lábios dela. — Você me fez delirar naquele momento. — Sua última frase foi um sussurro, saiu com dificuldade. Sua voz estava embargada por ainda estar encabulada de dizer aquelas coisas para ela e pela paixão que sentia.

Emma fechou os olhos sentindo a carícia dela em seus lábios, e aquilo que ela disse, Emma sabia, se referindo ao momento em que experimentou o sexo dela com a boca, fez seu peito e suas entranhas arderem de emoção, enquanto seu coração agora disparava como louco.

— Foi delicioso! — Emma declarou com a voz também embargada, encarando-a.

O corpo de Regina ficou quente na mesma hora. Ouvir Emma falando daquela forma, saber que ela havia gostado de possuí-la daquele jeito, era extremamente prazeroso.

As duas pareciam ter se esquecido da comida na bandeja.

— Mesmo?

— Mesmo! Eu adorei... E eu quero mais! — Confirmou encarando-a com um olhar e tom de desejo. — Quero de novo! — Emma parecia ter perdido toda a vergonha agora.

Regina pôde sentir perfeitamente seu rosto queimar e, sabia, corar. Por que era assim com ela? Parecia ter se tornado uma adolescente boba e inocente de novo. Mesmo assim seu sorriso foi espontâneo. Era maravilhoso saber que Emma havia gostado de fazer sexo oral nela. E é obvio que também queria de novo.

— Eu também. — Foi só o que conseguiu pronunciar em um sussurro.

A loira retribuiu o sorriso que ela lhe tinha dado.

— E então... como eu fui? Acho que nada mal pra uma primeira vez, né? — Emma era mesmo atrevida. Mas nesse momento nem ela mesma sabia como teve coragem de perguntar aquilo.

A vergonha ficou estampada na cara de Regina com a pergunta dela. Não sabia porque sentia-se assim, afinal durante grande parte de sua vida foi uma mulher sedutora e que não tinha vergonha de nada. Mas com Emma era diferente, apesar de sentir-se à vontade, também sentia-se um tanto tímida. Como se estivesse redescobrindo tudo novamente.

— Emma, cala a boca e come o biscoito! — Respondeu rindo nervosamente enquanto pegava um dos cookies do prato e o colocava na boca da loira.

Emma riu segurando o biscoito entre os dentes. Mordeu um pedaço dele e o segurou com a mão para poder falar assim que engoliu:

— Adoro quando você me chama assim. – Deixou escapar.

— Assim como? – Regina não entendeu.

A loira tensionou por um momento, percebendo o que havia exposto. Mas já que já tinha começado, continuaria.

— "Emma". Gosto quando você fala meu primeiro nome. — Confessou. Seu peito pareceu pequeno para seu coração que bateu tão rápido. Todas as vezes que Regina a chamava assim ela sentia um frio na barriga, e poder finalmente confessar isso até que foi bom. Apesar de um tanto embaraçoso.

— Sério? – Sorriu surpresa.

— Uhum.

Regina não pôde deixar de perceber o rubor que se instaurou nas bochechas da outra. E aquilo foi encantador aos seus olhos.

— Eu não poderia imaginar. – Mencionou com um lindo sorriso. Achando graciosa aquela afirmação e a expressão levemente embaraçada da mulher à sua frente.

Emma apenas retribuiu o sorriso. Incapaz de dizer qualquer coisa a mais. Já estava suficientemente envergonhada por ter revelado aquilo.

— Então todos os "Srta. Swan” você não gosta? – Mas Regina não poderia deixar de implicar.

— Não é que não gosto... Eles só me irritam.

Regina gargalhou jogando levemente a cabeça para trás.

— Que bom então. Fico muito feliz em saber disso. — Emma a encarou sem entender. — A intenção era te irritar mesmo, então acertei em cheio... Srta. Swan! — Riu provocativa.

A loira semicerrou os olhos fingindo estar irritada. Mas logo respondeu:

— Não adianta, eu sei que você só tá brincando. E além do mais, agora até que não ligo tanto que você me chame assim. E só pra você saber, quando eu te chamo de "Madame” ou “Senhora Prefeita", não é por respeito... é só pra implicar com você também .- Concluiu com um sorriso implicante. Aquele sorriso que irritava e atraía Regina ao mesmo tempo.

A morena ergueu uma sobrancelha, fingindo estar indignada com o que ela disse. Mas quando o sorriso de Emma se fez mais largo, ela não pôde conter e sorriu também. Balançando a cabeça negativamente, achando graça dela.

As duas finalmente pareciam ter se lembrado do lanche. Agora conversavam enquanto comiam os biscoitos e as frutas.

Puxando uma das uvas do cacho, Regina a levou até a boca da loira, que achou lindo e fofo aquele gesto, não pôde segurar seu sorriso enquanto mastigava a fruta. O suco e os biscoitos já haviam acabado, restaram apenas as uvas e os morangos que as duas desfrutavam agora.

Emma pegou um dos morangos e fez o mesmo, levou até a boca da morena. Porém quando ela foi mordê-lo, Emma o afastou. Regina encarou indignada a loira atrevida que sorria à sua frente.

— Desculpa, foi só brincadeira. — Emma falou rindo. — Toma. — E levou o morango à boca vermelha novamente.

Contudo, mais uma vez o afastou quando Regina estava prestes a abocanhá-lo. E dessa vez Emma não pôde conter, soltou uma gargalhada.

Regina tomou uma postura ereta e cruzou os braços, a expressão séria, uma sobrancelha erguida. Não era preciso muito para irritá-la. Mas Emma não se intimidou e disse:

— Vem pegar... aqui. — Colocou delicadamente o morango entre seus dentes.

Regina não iria se aquele gesto não tivesse parecido extremamente sensual aos seus olhos... e se não fosse Emma ali. Mas não resistia àquela loira petulante.

Se aproximou dela, havia duas maneiras de pegar o morango. Se inclinar bastante até conseguir alcançá-lo em sua boca, ou sentar-se no colo dela e ter acesso com mais facilidade. Preferiu a segunda opção. Além de facilitar o trabalho, era a mais interessante das duas.

Ergueu um pouco seu corpo e passou uma perna para o outro lado, ficando com uma de cada lado da cintura dela, e se sentou. Emma definitivamente não esperava, achou que Regina iria apenas pegar o morango – ou mandá-la ir à merda por estar irritada — mas para sua surpresa e satisfação, agora tinha a bela morena sentada sobre suas coxas.

Quando Regina mordeu o morango em sua boca de uma forma absurdamente sexy, Emma teve certeza... aquela noite não acabaria tão cedo.

*****

Seus corpos estavam exaustos. Jogados sobre a cama enquanto respiravam pesadamente, tentando recuperar o fôlego. Haviam acabado de atingir o orgasmo mais uma vez naquela noite. E agora estavam realmente cansadas.

Deitadas lado a lado, as costas sobre o colchão e a cabeça jogada nos travesseiros enquanto tentavam retomar as energias.

O coração de Emma batia tão forte. Pelo orgasmo recente, pela paixão, pela satisfação. Deixou escapar um pequeno riso ainda de olhos fechados, pensando que seu desejo havia se tornado realidade quando naquela mesma noite quis fazer sexo com Regina até seu corpo não aguentar mais. E foi exatamente assim que aconteceu.

— Do que está rindo? — A voz rouca a pegou de surpresa, tirando-a de seus devaneios.

— De nada. — Se virou levemente para olhá-la. Suas bochechas tinham corado. Ainda se sentia um tanto tímida para confessar esses tipos de pensamentos a ela. — Não posso rir quando estou feliz? — Questionou de um jeito um tanto petulante com um sorrisinho de canto.

A morena a encarou com uma sobrancelha arqueada em resposta ao jeito como ela falou.

— Você não cansa de ser irritante? — Fingiu indignação, mas em sua boca um leve sorriso divertido.

Num movimento rápido Emma inclinou-se sobre ela para beijá-la. Selando seus lábios.

— E você não cansa de ser linda? — Um sorriso lindo esculpido em sua boca.

Emma não se reconhecia mais. Estava totalmente desarmada diante daquela linda mulher. Sendo controlada por aquele sentimento que estava consumindo todo seu corpo e alma. Estava totalmente apaixonada.

Aquele sorriso nos lábios da loira mexia com tudo dentro de Regina. Por um breve momento grudou seu olhar no dela, esboçando também um leve sorriso emocionado, sentindo-se encantada pelo que ela tinha dito.

Mas logo recuperou sua postura altiva para responder:

— Não. Não me canso. — Um sorrisinho superior em seus lábios. E um tom levemente prepotente, provocante.

E Emma estava descobrindo adorar aquele jeito dela. Era irritante e atraente ao mesmo tempo.

— Convencida, Madame Prefeita. — Riu pronunciando a frase, fazendo Regina soltar uma pequena gargalhada.

— Apenas reconheço a minha beleza, Xerife. – Seu era tom vaidoso e seu sorrisinho presunçoso.

— E faz muito bem em fazer isso. — Concordou enfeitiçada por tamanha beleza.

Dessa vez o sorriso nos lábios de Regina pareceu extasiado, pelo que ela disse e principalmente pela forma como aquelas esmeraldas observavam cada parte de seu rosto, ela percebeu.

— Então você está feliz?

— Han?

— Você perguntou se não podia rir quando está feliz. Então... você está? – Seu coração batendo ansioso e esperançoso.

Emma a fitou em silêncio por alguns segundos, todas aquelas emoções transbordando, e aquela vontade de declarar o que estava sentindo gritando dentro de si.

— Sim... Muito. – Já não se importava mais em demonstrar o que sentia. Pelo menos não naquele momento de intensa paixão.

Tinham acabado de fazer sexo – várias vezes – e tinha sido maravilhoso. Não só pelos orgasmos incríveis, mas por todas as sensações que experimentou em cada toque, cada suspiro, cada arrepio, cada gemido... A felicidade com certeza devia estar estampada na sua cara.

Estavam as duas totalmente envoltas por aquela aura de paixão e romantismo que pairava sobre elas. Regina tocou delicadamente o rosto da loira com a ponta de seus dedos ao ouvir aquela resposta, enquanto seus olhares invadiam um ao outro. Ficaram assim durante alguns segundos, e logo Emma se aproximou para beijá-la.

Foi um beijo delicado. Seus lábios deslizaram lentamente. E suas línguas se encontraram devagar. Ambas degustando o sabor daquele beijo carinhoso e apaixonado.

Sorriram novamente uma para outra quando o beijo cessou. E a loira retomou a posição em que estava antes, deitando a cabeça no travesseiro, Regina virou para ficar de frente pra ela.

Ficaram se olhando, com aquele leve sorriso bobo e o coração aquecido. Até que de repente os olhos de Emma foram se fechando de um jeito sonolento. Ela estava adormecendo.

De tantas coisas que Regina já havia visto na vida, aquela certamente era uma das mais doces e encantadoras que já tinha apreciado. Sorriu. Não resistiu e levou sua mão ao rosto dela, acariciando levemente com as costas dos dedos.

— Parece que alguém está com sono. — Disse sorrindo despertando-a daquele breve cochilo.

A loira sorriu, voltando a abrir seus olhos.

— Não tenho culpa. Eu disse que você tirou todas as minhas energias. — Sua voz já sonolenta. A morena riu. — Hmmm – Emma resmungou se espreguiçando de um jeito que Regina achou absurdamente fofo. — Mas é melhor eu levantar logo antes que eu pegue no sono de vez aqui.

Quando já estava sentada na cama e fazia menção de se levantar, Regina a segurou delicadamente pelo braço, fazendo-a se virar para ela.

— Não precisa ir.

Emma juntou as sobrancelhas sem entender.

— Mas e o Henry? Vai ser bem estranho ele acordar e me ver aqui. — Soltou um pequeno riso. — Você mesma falou isso da outra vez.

— Eu sei. Mas... Não quero que vá. — Sentou-se também, ficando de frente para ela. Pensou um pouco, tomando coragem para pronunciar a próxima frase — Dorme aqui comigo hoje. — Completou quase que em um sussurro quando seus olhos estavam na mesma altura.

O coração de Emma pulsou forte enquanto olhava fundo naqueles olhos cor de avelã, processando o que ela havia lhe pedido. De repente o leve sorriso brotou. Em uma fração de segundo imaginou como seria dormir ali com ela.

— Mas... E o Henry? — Insistiu receosa.

— Podemos acordar mais cedo e você vai embora antes dele levantar. Amanhã é sábado, ele só vai acordar umas 10 horas ou mais. — Sorriu um tanto cúmplice para ela.

Emma pareceu pensar. Aquela parecia uma boa ideia. E dormir ali com ela era tudo que seu corpo mais queria. Não desgrudar dela.

— Ok então. É uma boa ideia.

— É uma ótima ideia, Swan. – Riu enfatizando o “ótima”, e logo pressionando um selinho nela, puxando-a pelos ombros para que se deitassem novamente.

— Também eu não sei como ia conseguir dirigir com todo esse sono. Não ia ser muito prudente – Emma falou em meio a um bocejo.

— Por favor. As placas de Storybrooke agradecem. — Implicou.

— Ahh tá. — Uma risada — Eu não sou a única que bato nas coisas nessa cidade. Tem um poste por aí que tenho certeza que se lembra muito bem de você.

A morena gargalhou jogando a cabeça para trás no travesseiro. Lembrando-se do seu acidente, o que não foi nada engraçado no dia, mas agora parecia cômico naquelas palavras da loira. Sentia-se tão leve com ela. Sua gargalhada acabou arrancando uma risada da loira também, que já se aconchegava na cama.

— Espera um pouco. — Ainda rindo a morena se levantou e andou até o armário.

Apesar de sonolenta, Emma acompanhou com o olhar o corpo daquela mulher exuberante que andava completamente nua à sua frente. Sentiu um friozinho na barriga.

Logo ela voltou com um edredom, apagou a luz e, se deitando novamente, as cobriu. Viu Emma sorrir satisfeita com os olhos fechados enquanto se aconchegava no cobertor quente. E mais uma vez o coração de Regina se aqueceu com aquela doçura.

Havia deitado ao lado dela, e com a cabeça no travesseiro a fitava. Emma estava mesmo ali? Em sua cama? Prestes a dormir ao seu lado? Não soube muito bem porque, mas nesse momento novamente sentiu-se um tanto tímida. Gostaria de abraçá-la, de dormir agarrada ao corpo dela, seu coração batia tão acelerado com ela ali ao seu lado. Mas não sabia bem como agir. Ficou ali a observando.

Quando já estava prestes a fechar os olhos também para dormir, viu Emma abrir os dela e pronunciar:

— Vem cá. — Aqueles verdes encararam seus castanhos. E Emma ergueu seu braço, indicando para ela se deitar em seu ombro.

A morena sorriu encantada. E prontamente obedeceu. Deitou a cabeça no ombro dela e logo sentiu Emma abraçá-la. Fechou os olhos com a sensação gostosa daquele contato. Passou uma perna por cima das dela, e se aconchegou mais naquele corpo quente e forte. Como era bom estar ali aconchegada naquele abraço. Respirou fundo e deixou seu corpo relaxar.

Depois de alguns segundos, ouviu a voz suave e sonolenta da loira sussurrar:

— Boa noite, Prefeita.

Regina sorriu de olhos fechados.

— Boa noite, Xerife.

E ali abraçadas, ambas sentindo a sensação maravilhosa e reconfortante de estarem nos braços uma da outra, adormeceram.

Notas finais
Então é isso. Espero que tenham gostado. Capítulo enorme pra dar pelo menos uma pequena compensada no longo tempo sem postar rsrs. Me deixem saber o que acharam, comentem. Será de grande incentivo para mim. Agora mais do que nunca saber a opinião de vocês será decisivo para me fazer ter inspiração para continuar. Sinto muito por deixado vocês todo esse tempo esperando. Aos poucos eu consigo ir atualizando e espero que continuem acompanhando. Então até o próximo capítulo. Beijo a todos ♥333