Era Uma Vez o Amor
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Regina ouviu duas batidas rápidas na porta de seu gabinete, e antes que pudesse perguntar quem era, a porta foi aberta bruscamente.
–- Regina, posso saber por que mandou retirar a tropa de vigilância que eu mandei colocar na casa do Leroy? -- Era a xerife. Ela entrou na sala já se aproximado da mesa da prefeita a passos largos. Parecia estar furiosa.
Regina a olhou como se ainda estivesse tentando entender toda aquela invasão em sua sala. Recuperou sua postura altiva e disse:
–- Senhorita Swan, deve aprender a esperar que a pessoa do outro lado da porta mande você entrar. -- Regina falou debochada e com o sorrisinho superior de sempre.
–- Responde Regina! Ele é suspeito. Por que mandou retirar a viatura sem me consultar?! -- Emma estava ardendo em raiva.
–- Não havia provas contra ele, xerife. Não há indícios de que foi ele que mandou incendiar a Lanchonete da Vovó. -- Regina voltou a olhar os papéis a sua mesa, calmamente começou a escrever rapidamente em varias folhas, devia estar assinando algo -- E além do mais não foi nada grave. Felizmente o incêndio foi controlado antes mesmo que pudesse se alastrar. Ninguém se feriu e os danos materiais foram poucos.
–- Mas o viram comprar um galão de gasolina no mesmo dia do incêndio e ele esteve na Vovó minutos antes do fogo começar. – Se aproximou mais da mesa -- Você não pode ultrapassar minhas ordens assim, Regina!
Emma apoiou suas mãos na mesa ao dizer isso, e inclinou seu corpo pra frente num sinal de intimidação. O olhar de Regina acompanhou o movimento da xerife, desde as mãos apoiadas, passando pelos braços, cobertos pelo seu casaco vermelho, até encarar o verde esmeralda dos olhos a sua frente.
Era um olhar furioso, desafiador... sedutor. Os olhos castanhos da prefeita ficaram presos no olhar de Emma por um breve segundo. Parecia que aquele olhar iria lhe consumir. Sentiu um frio lhe subindo a espinha. Desviou o olhar. Será que estava desconcertada? Impossível, Regina Mills nunca ficava desconcertada. Novamente olhando para seus papeis, fingindo procurar alguma folha, mas queria apenas fugir daqueles olhos verdes que, não sabia porque, estavam fazendo sua nuca se arrepiar, ela falou:
–- Sabia que vigiar alguém sem uma permissão é invasão de privacidade? É crime. Deveria saber disso, já que você é a xerife. -- Recuperando seu olhar frio, olhou novamente para Emma. Esperava alguma resposta. Mas Emma apenas a olhava com raiva. Regina revirou os olhos e suspirou irritada.
–- Senhorita Swan, sabe quanto me custa manter viaturas a noite toda em um local? É um orçamento que não posso me dar ao luxo de gastar sem ter no mínimo um embasamento decente. O fato de ele ter comprado gasolina não diz nada, muita gente faz isso o tempo todo. As investigações vão continuar, mas enquanto não houver argumentos concretos, não vou manter tropas na porta de ninguém -- falou já sem paciência. Levantou-se e caminhou até a porta, a qual abriu -- Agora, por favor, se me dá licença, tenho muito trabalho a fazer. E creio que você também -- falou absurdamente fria, com aquela postura imponente, mostrando a saída para Emma.
Emma pensou em argumentar algo, mas não iria adiantar mesmo. Antes que pudesse passar pela porta, Emma se virou bem próxima a Regina e disse:
–- Você pode ser a prefeita dessa cidade, Regina, mas não se esqueça de que ainda sou a xerife. -- se virou e saiu.
Regina fechou a porta e sentou-se em sua cadeira. Chegou um pouco para trás da mesa, como se quisesse se esticar e relaxar. Inclinou a cabeça para trás no encosto da cadeira e pôs-se a pensar.
"Mas o que é isso que está acontecendo comigo? Por que o olhar dela me prende?"
***
Emma estava apoiada na mesa quando Regina levantou a cabeça e seus olhos se encontraram.
Sentiu um frio na barriga quando o olhar penetrante da morena atingiu o seu. Se encararam por uma fração de segundos, o suficiente para que Emma sentisse o coração palpitar levemente.
Regina a desafiou com argumentos que, Emma teve que admitir para si mesma, faziam sentido.
A prefeita então levantou-se da cadeira e caminhou até a porta. Emma não conseguiu evitar de olhar para o corpo dela. "Que isso, Emma? Tá doida? Olhando corpo de mulher. Euem". Pensou confusa.
No momento em que passou por ela para sair da sala pode sentir seu perfume, era levemente doce. Tinha cheiro de... maçã. O cheiro era inebriante. Sentiu todos os seus sentidos se aguçarem. Que raiva de si mesma por ter aquelas sensações.
Em meio a raiva, a fúria pelo desrespeito da prefeita diante de uma ordem sua e as sensações que estava tendo, virou-se e disse:
–- Você pode ser a prefeita dessa cidade, Regina, mas não se esqueça de que ainda sou a xerife -- mas uma vez seus olhos se encontraram. Regina não parecia estar surpresa com o comentário da loira, pois continuava com seu — maravilhoso — sorriso superior, afinal ela já estava acostumada com o jeito da xerife, sempre desafiador.
O que Emma viu em seu olhar foi mais uma vez desprezo, e isso fez seu coração gelar. O olhar, o perfume, a frieza, tudo se misturava na cabeça de Emma. Virou-se e foi embora.
Saiu do gabinete da prefeita sentindo o sangue ferver de raiva. Regina sempre contrariava suas ordens. Parecia que fazia de propósito, para prejudicá-la. Entrou em seu carro, recostou os braços sobre o volante e a cabeça sobre os mesmos: "Por que o olhar dela fez meu coração gelar? Eu não tenho medo dela, nunca tive. Então por que isso agora?"
Olhou no relógio e viu que já eram quase 3 da tarde. Henry já devia estar saindo da escola. Regina parecia tão atarefada com aqueles papéis que talvez se atrasasse para buscar o garoto. Emma sorriu com esse pensamento. Decidiu! Iria vê-lo... mesmo que fosse por uns 2 minutos.
Parou seu fusca amarelo em frente a escola. Não demorou ouviu o sinal. Saiu do carro e poucos minutos depois viu o menino de cabelos castanhos e lisos, com seu casaco escuro e um cachecol xadrez sair pelo portão. Gritou por ele. Quando a viu, Henry abriu um sorriso enorme e veio correndo ao seu encontro. Emma inclinou o corpo para receber o abraço de seu filho.
–- Emma! Que saudade!
–- Eu também tava com saudade, garoto -- falou ainda abraçada ao menino -- mas não posso demorar, sua mãe deve estar vindo -- afastou-se.
–- Se ela ainda não tá aqui é porque deve demorar um pouco. -- Falou o menino. -- Acho que temos alguns minutos. -- Ele sorriu lindamente para ela. O que fez seu coração acelerar e a deixou meio sem jeito. Ainda estava conhecendo melhor o seu próprio filho, criando intimidade com ele. – Talvez ela nem venha – Conclui o menino, tirando Emma de seus pensamentos.
–- E o que você faz quando ela não vem?
–- Eu vou sozinho, ué. – Falou sorrindo.
–- Mas não é perigoso? Você só tem dez anos.
–- Emma, eu já sou grande. Sempre ando sozinho. Como acha que consegui te achar em Boston? – Emma sorriu.
–- É, garoto. Você é bem esperto pra sua idade – Fez uma pausa -- Me fala, tá se dando bem na escola? Sabe que tem que estudar.
–- To sim, Emma. Mas sabe -- Ele fez uma pausa e sua expressão mudou um pouco -- o que eu queria mesmo era poder passar mais tempo com você.
Emma sentiu seu coração doer, afinal se não estavam juntos a culpa era sua.
–- Eu também quero isso, Henry. -- Fez uma pausa -- prometo que vou dar um jeito nisso -- piscou para ele, que sorriu.
–- Henry?!! -- Uma voz irritada gritou.
Os dois olharam assustados, conheciam aquela voz: Regina.
–- O que faz aqui, xerife? Não devia estar trabalhando? -- Cuspiu as palavras em cima de Emma. Estava irritada por vê-la ali com seu filho.
Antes que Emma pudesse retrucar, Henry pôs-se na frente de Regina.
–- Mãe, não briga com a Emma, por favor. Ela só veio me dar oi, mas já tava indo embora.
Regina se quer olhou para o menino. Continuava a olhar Emma como se quisesse desintegrá-la. E faria se tivesse... magia. Ah, a magia, como fazia falta. Henry segurou a mão dela e finalmente ela olhou pra ele.
–- Está bem, querido -- a morena disse sorrindo para o menino. -- Agora espere no carro.
–- Tchau, Emma.
–- Tchau, garoto.
O olhar dos dois foi de tristeza. Henry foi para o carro e ficou observando suas duas mães, mas já não dava para ouvir o que elas diziam.
–- Já disse que não quero que veja o Henry sem minha permissão, senhorita Swan.
–- Ele é meu filho também, Regina – Estavam próximas, novamente Emma sentia o perfume de Regina penetrando suas narinas, alcançando suas células olfativas, chegando as suas terminações nervosas, transformando aquele cheiro na sensação mais gostosa que havia sentido naquele dia. Tão gostosa quanto irritante.
Estava confusa, sentia raiva de Regina por ter interrompido seu momento com Henry, por ser sempre tão autoritária. E ao mesmo tempo se perdia no cheiro daquele perfume. O cheiro que vinha dela era tão bom que sentiu vontade de... "Nem se quer pense nisso, Emma Swan. Já basta dessa loucura. Ahh". Repreendeu a si mesma em pensamento. Precisava sair de perto dela -- Olha, eu não quero brigar, só vim dar um oi pra ele. -- Queria ir embora logo. Estava confusa com aquelas sensações.
–- Não quero ver você as escondidas com meu filho de novo -- Enfatizou o "meu filho" -- Não me obrigue a tomar decisões drásticas -- Regina falou com a costumeira frieza na voz. Porém dessa vez, ela estava carregada de ressentimentos. Seu olhar invadiu o de Emma. Mas agora havia raiva dos dois lados. Ficaram presos por uns instantes ate que Emma cortou.
–- Tente, Regina. Sou a mãe biológica, tenho direitos assim como você.
Antes que Regina pudesse falar algo, Emma saiu de sua frente, bufando de raiva. Era sempre assim quando se tratava da Madame Prefeita, sempre alguém saia bufando de raiva. Emma passou tão próxima a Regina, que os cabelos da morena se moveram levemente pelo deslocamento do ar.
***
Regina ainda estava em seu escritório, perdida em seus pensamentos, quando olhou o relógio e viu que já eram 3:05 da tarde. "Que merda!". Pegou sua bolsa e saiu em disparada para a escola de Henry. Regina era arrogante e soberba, mas quando se tratava de Henry era uma mãe exemplar. Embora fosse rígida e autoritária com o garoto, o que fez com que se afastassem ao longo do tempo. Principalmente depois que Emma chegou a Storybrooke.
Estacionou o carro do outro lado da rua e de longe avistou uma cabeleira loira e um conhecido casaco — velho — de couro vermelho. Seu coração apertou no peito. Emma e Henry estavam juntos. Já não bastava ter chegado na cidade como se fosse a dona do mundo, ter tomado o cargo de xerife e agora atormentar seus pensamentos dessa forma, também queria roubar seu filho. Regina saiu do carro caminhando rápido, o salto batendo com força no chão. Enquanto se aproximava, a vontade que sentia era de transformar Emma em um inseto e pisar nela. "Maldito mundo sem magia". Como sempre, trocaram farpas.
Após isso Regina obrigou Henry a ficar o resto da tarde com ela em seu escritório. Se Emma achava que iria se encontrar com ele de novo naquele dia estava enganada.
A noite, já em casa, Regina se revirava na cama, não conseguia dormir. Sua mente era atormentada por uma certa loira de casaco de couro. É claro que Emma Swan sempre atormentou seus pensamentos, desde quando estava na barriga de sua mãe. Afinal ela podia atrapalhar todos os seus planos. Era a única capaz de quebrar a maldição. Mas agora era diferente, Emma a olhava com aquele olhar penetrante e atraente. Mas seria coisa de sua cabeça? E se fosse, por que então? Não conseguia tirar aqueles olhos verdes da sua mente.
Será que estava atraída pela xerife? "Não pode ser, Regina. É uma mulher. E pior, é Emma Swan".
***
A tarde custou a passar para Emma. Havia encontrado Regina duas vezes no mesmo dia. E as duas vezes sentiu aquelas coisas estranhas. Não foi a primeira vez que aconteceu. Estava sendo assim nos últimos dias quase sempre que encontrava a prefeita. Sentia as mãos suarem, um leve arrepio e o coração palpitava as vezes. "Por que de repente agora eu fico nervosa perto dela?". Emma ficou martelando isso em sua cabeça. E pensou que talvez tivesse encontrado uma resposta. "Será que é porque agora a conheço melhor e sei que ela é capaz de tudo pra me prejudicar?". Ajeitou-se na cadeira da delegacia. "É, só pode ser isso! Mas não vou deixar Regina me intimidar".
Decidiu sair para fazer uma ronda. A delegacia estava morta, era melhor ver se tinha algo que precisasse ser resolvido na rua. E também era uma ótima desculpa para se distrair, pensou Emma. E até que deu certo. Rodou a cidade inteira, tudo parecia estar no lugar, nenhum crime. Exceto por algumas infrações de trânsito, nada grave.
Já era noite quando fechou a delegacia e foi pra casa. Estacionou seu fusca amarelo em frente ao apartamento que dividia com sua melhor amiga, Mary Margaret. Antes de abrir a porta, sentiu um cheiro gostoso.
–- Humm, tá cheirando bem isso aí, hein -- Entrou falando alto.
–- Emma, que susto! -- Disse Mary Margaret virando rapidamente para trás e levando a mão ao peito.
–- Calma, menina. Tá devendo? -- Emma riu.
–- Você me assustou.
Emma se aproximou para ver o que sua amiga estava cozinhando. E ela logo respondeu.
–- Estrogonofe de frango -- Sorriu para Emma.
Emma passou a mão na barriga e soltou um "humm". Tirou seu casaco de couro e sentou-se na cadeira da bancada. Parecia exausta.
–- Tá tudo bem, Emma?
–- Sim, só tô cansada.
–- Não parece só cansaço -- Mary olhou fundo nos olhos dela.
–- Eu to bem. É só fome, cansaço.
Mary se aproximou dela.
–- Emma, te conheço a pouco tempo, mas o suficiente pra saber que tem algo incomodando sua cabecinha -- sentou em outra cadeira de frente para sua amiga. Emma suspirou e abaixou a cabeça.
–- Regina -- Emma disse com incomodo na voz.
–- Meu Deus, o que essa mulher fez agora?
–- Fora sempre querer me prejudicar no trabalho, armar pra mim e tentar a qualquer custo me expulsar da cidade? --Disse irônica, mas amargurada ao mesmo tempo. Lembrando de tudo que Regina já tinha feito contra ela -- Fui ver o Henry na escola. E ela não gostou nada nada quando chegou e nos viu juntos. Mandou o garoto ir pro carro e me disse um monte de desaforos. -- Emma suspirou irritada.
–- Emma, eu sinto muito -- disse Mary colocando sua mão sobre a de Emma e olhando-a com carinho.
–- Por que tem que ser assim? -- Emma continuava a olhar para baixo, em algum ponto qualquer da mesa -- Henry é que devia estar magoado comigo, e não ela.
–- Henry tem um coração puro e sabe que você teve seus motivos. Ele te perdoou. Já a Regina, não sei se existe bondade naquele coração.
O silêncio se fez presente durante alguns segundos, enquanto Mary Margaret acariciava com ternura a mão da amiga.
–- Bom, enfim. Vamos comer ou não? -- Disse Emma tentando sorrir, mostrando claramente que queria mudar de assunto.
–- Claro, vou colocar no prato pra você.
Depois do jantar Emma foi tomar um banho. Precisava relaxar e dormir. Deixou que a água quente caísse sobre seu corpo por longos minutos, como se quisesse lavar a alma. Deitou-se, ajeitou o travesseiro, sentiu o cheiro de lençóis limpos, aquilo a confortou. Sorriu e procurou a melhor posição na cama.
Mas seu sorriso sumiu assim que fechou os olhos. Sua mente a levou a quem ela menos queria se lembrar na hora de dormir: Regina. Lembrou-se daquele perfume de maça. "Meu Deus, o que é isso? Que tipo de pensamentos são esses? Aff, preciso dormir". Ligou o pequeno rádio-relógio na cabeceira de sua cama. Deixou a música baixa, e o sono veio logo. Estava realmente exausta.
***
Na mansão Mills Regina tentava dormir, mas o sono não era companheiro naquela noite. Decidiu levantar e tomar um copo de sua bebida favorita. Vestiu seu hobby de seda e foi até seu escritório. Abriu o armário, pegou sua cidra de maçã e um copo. Despejou o líquido no copo e caminhou até a janela. A noite estava clara, incontáveis pontos brilhantes no céu, a lua majestosa dominando como uma rainha.
Tomou um gole de sua bebida. Observando as estrelas Regina pensava, viajava em meio a lembranças longínquas e acontecimentos recentes. Floresta Encantada e Storybrooke, passado e presente se entrelaçando em sua mente.
Havia conseguido tudo o que queria. Lançou sua maldição e teve sua vingança. Todos perderam seus finais felizes, menos ela. Afinal veio para um lugar onde o único final feliz seria o dela.
Mas será que estava mesmo feliz? Tinha Henry, sim. E o amava mais do que tudo. É seu filho. E não deixaria que nada nem ninguém o tirasse dela. Mas será que isso é suficiente? Amava Henry, mas sentia que ele não correspondia do mesmo jeito. Sentia-se vazia.
Mais um gole da bebida, o gosto de maçã se fez presente em sua boca. O líquido descendo quente por sua garganta. Sua mente voou até aquele momento à tarde em seu gabinete. Quando Emma encarou profundamente seus olhos. Aquele olhar verde parecia ler sua alma. Por um momento, por um segundo, Regina sentiu seu coração bater mais forte por causa daquele olhar. Uma sensação que há muito tempo não tinha.
Fechou os olhos. “Emma”. O nome ecoou em sua mente. Lembrou-se de quando percebeu quem Emma realmente era. O relógio começando a trabalhar, Graham começando a se lembrar depois de tê-la beijado, David acordando do coma. Tudo isso acontecendo depois que a loira chegou à cidade. Era como se a maldição estivesse enfraquecendo. E tudo pela presença dela. Regina percebeu, não era coincidência, Emma Swan só podia ser uma pessoa: a Salvadora.
Um arrepio gelado lhe subiu a espinha. Emma Swan representava tudo de pior para Regina. Não poderia jamais deixar que ela tirasse seu final feliz. E seu final feliz era duas coisas: Henry e a maldição intacta. Podia até sentir um vazio, mas não importa. Já havia se acostumado com isso. O que importa é manter tudo do seu jeito, do jeito que está. “Emma tem que ir embora!”. Pensou. O coração palpitou. Emma indo embora. Pra longe. Aqueles olhos verdes se afastando... para sempre. Por que isso a incomodava tanto quanto o fato dela ficar? “Devo estar ficando louca”. Balançou a cabeça negativamente.
Milhares de pensamentos, entre goles de cidra de maçã e estrelas brilhantes. Pareciam pedras preciosas. Esmeraldas. Estrelas tão brilhantes quanto um certo par de olhos verdes.
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