Oieee :) Mais um capítulo pra vcs ♥
Bom gente, esse capítulo ia ter bem mais coisa, mas eu não queria deixar vcs esperando mais do que já estavam. Então decidi postar logo. E aí o que iria acontecer a mais nesse capítulo eu dou prosseguimento no capítulo 21 :)

O meu agradecimento muuuuito especial a Gaby Linn por ter recomendado tão lindamente a história. Adorei ♥ Vc chamando a fic de "TÃO ESPETACULAR" me fez sentir uma felicidade enorme. Capítulo especialmente dedicado a vc, Gaby Linn!!!!

Bom, então é isso. Espero que gostem do capítulo. Ele começa exatamente do ponto em o que 19 terminou.
Boa leitura!

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– Tenho uma surpresa pra você. – Regina disse para o filho.

O menino a olhou curioso.

– O que é?

A morena olhou na direção onde Emma estava escondida e fez sinal pra que ela aparecesse. E assim a loira fez, saiu detrás da escada e entrou no campo de visão de Henry.

– Hey, garoto.

E vendo ela aparecer de repente ali, o menino exclamou:

– Emma!!!

Ele gritou e deu um pulo do sofá quando a viu. Não demorou muito pra ele estar agarrado ao corpo dela em um abraço, que prontamente foi correspondido por sua mãe biológica.

Regina não poderia negar que sentiu um nó na garganta com aquela cena. Contudo, apesar de difícil, tratou logo de espantar aqueles pensamentos. Seu filho estava feliz, e isso bastava pra que ela ficasse também.

– Emma, mas como...? O que você...? Você não tinha ido embora ontem? — Metralhou as perguntas ainda agarrado ao corpo dela.

– Era o planejado. Mas... digamos que sua mãe não consegue viver sem mim. — Sorriu zombeteira sem olhar pra Regina, mas sabendo que a morena com certeza estava lhe lançando um olhar de reprovação.

– Que? — Ele perguntou confuso.

– Nada, Henry. Não liga pras besteiras dela. — Foi Regina quem interferiu.

A loira riu.

Henry estava tão feliz e empolgado que nem deu tanta importância àquilo. Só conseguia raciocinar que Emma estava ali.

– Emma, eu achei que você já tava em Boston desde ontem. — Ele falava enquanto a puxava para dentro da sala, sentando-se no sofá e fazendo ela se sentar também. De modo que ela ficou de frente pra ele e pra onde Regina estava, recostada no portal da sala observando os dois. — Eu tava ainda mais triste porque você não tinha me ligado nem nada. — Ele lançou um olhar de cachorro pidão.

– Desculpa, garoto. Foi uma coisa que aconteceu de repente. E eu quis pensar direitinho antes de te contar. Mas bom... agora eu tô aqui. – Sorriu pra ele.

O menino sorria verdadeiramente feliz, não desgrudava sua mão da dela enquanto permaneciam sentados no sofá.

De repente ele notou a roupa dela. Nunca tinha visto ela assim tão arrumada.

– Mas por que você tá vestida assim tão bonita? O que estavam fazendo?

Regina se sentiu um pouco incomodada com a pergunta. Pensou em dizer que haviam se encontrado na rua por acaso, porém antes que pudesse falar, Emma respondeu.

– Nós fomos em um restaurante pra conversar melhor sobre tudo isso, garoto. — Disse a verdade. Olhou para Regina por um instante.

O coração da morena deu uma palpitada, não estava pronta pra ele saber de algo. Felizmente Emma soube como responder.

– Mas bonitas desse jeito? Parece até que vocês tavam em um encontro. — Falou de repente.

A morena arregalou o olhar e sentiu um frio na espinha. E Emma riu por dentro. Imaginou o quanto ela devia ter se sentido sem graça com aquele comentário.

– Sua mãe é a Prefeita e eu sou a Xerife, temos que estar vestidas de acordo com isso. — Brincou fazendo Henry sorrir.

– Mas Emma... O que fez você mudar de ideia? Por que você voltou?

Emma olhou profundamente pra ele com todo o amor que sentia.

– Porque tem coisas aqui que eu não consigo mais viver sem. — Olhava para seu filho e então lançou um olhar discreto para Regina. Discreto, mas apaixonado.

A morena sorriu, sentindo seu coração bater mais rápido com aquele simples olhar. Sabia que Emma se referiu a ela também e aquelas palavras lhe causaram uma felicidade inexplicável.

– E sua mãe me ajudou a tomar essa decisão.

Henry a olhou confuso. Emma Olhou pra Regina perguntando silenciosamente se podia contar. Sabia que Henry ia adorar saber.

Mas para sua surpresa foi a própria Regina quem concluiu.

– Eu conversei com ela e pedi pra ela ficar. — A voz rouca da morena soou pelo ambiente. Enquanto ela se aproximava de onde eles estavam e sentava-se também, ficando do outro lado de seu filho. – Eu te disse que ia fazer de tudo pra ela ficar, Henry. – O encarou seriamente.

Ele arregalou os olhos incrédulo.

– Sério? — Primeiro perguntou em direção a Regina, que apenas sorriu, e então voltou seu olhar pra Emma, esperando uma resposta.

– Sério, garoto.

O sorriso dele não podia ser maior.

– Caramba! — Exclamou sorridente voltando a olhar sua mãe adotiva. — Isso é demais! Obrigado, mãe. — A abraçou de Repente. — Obrigado! — Repetiu enquanto agarrava a cintura dela com força.

Regina sorriu emocionada e então fechou os olhos para aproveitar o contato do filho. Roçando seu queixo pelos cabelos dele.

Quando abriu os olhos encontrou os verdes de Emma a encarando. A loira tinha um sorriso lindo no rosto. Regina sorriu docemente pra ela.

– De nada, querido. — Sua voz um pouco embargada por um choro feliz que queria vir à tona. Mas que ela, claro, segurou. — Bom, mas agora está na hora do senhor ir pra cama. — Se afastaram do abraço.

– Ahh, não mãe. A Emma acabou de chegar. Deixa eu ficar só mais um pouco. Só pra ela jogar uma partida comigo. — Sua voz era manhosa, o que fez Emma rir. — Por favor. — Aquele olhar de gato de botas poderia convencer a pessoa mais fria do mundo, ainda mais Regina que era totalmente apaixonada pelo filho.

– Huum, tá bom. — Resmungou. – Dez minutos. — Informou autoritária.

– Vinte! — Ele protestou sorrindo.

Regina semicerrou os olhos.

– Quinze e não se fala mais nisso.

Emma achava graça da cena.

– Vinte, mãe, por favor.

– Tá bom. Vinte. — Ela revirou os olhos.

– Ah, deixa logo meia hora, vai. — Emma pediu de um jeito divertido.

Apaixonada como estava por aquela loira petulante, Regina não pôde deixar de sentir vontade de rir, mas segurou e fingiu indignação.

– Tô começando a ver que vocês dois são iguaiszinhos. — Levantou-se do sofá.

E os dois perceberam que aquilo era um sim. Sorriram um pro outro.

– Anda, garoto, vamos começar logo isso antes que a carcereira volte.

Regina escutou a provocação enquanto saía da sala e rumava para a cozinha. Sorriu balançando a cabeça negativamente.

Emma e Henry começaram a jogar. E logo a morena retornou a sala e dirigiu a palavra a Emma.

– Ainda tem pizza na geladeira, você quer?

– Pra falar a verdade ainda tô cheia, mas não posso perder a oportunidade de ver a Prefeita Mills comendo pizza. — Riu travessa sem desgrudar os olhos da tela da TV.

– Eu não disse que eu ia comer.

– Ah, você vai sim. — Emma praticamente ordenou.

Antes que a morena pudesse retrucar, Henry se pronunciou.

– Também quero, mãe.

– Você já vai dormir. Não vai te fazer bem comer pizza a essa hora.

– Só um pedacinho, mãe.

– É, Regina, só um pedacinho. Para de ser chata. — Lançou um olhar rápido pra ela, no seu rosto um sorriso brincalhão.

A morena revirou os olhos irritada com aquele comentário.

– Vocês dois combinaram pra me irritar? — Eles deram risada. Enquanto ela deu meia volta para retornar à cozinha. — Vou buscar a pizza.

– Eu te ajudo. — Emma deu um pulo do sofá largando o joystick ali.

– Emma! — Henry protestou. — Assim o seu carro não se mexe, eu vou ganhar a corrida mole.

– Vou te dar essa colher de chá, garoto. Mas na próxima partida se prepara. É rapidinho, só vou ajudar sua mãe.

Por mais que amasse ficar perto de seu filho e estivesse adorando aquele momento ali com ele, não podia conter a vontade de estar perto de Regina. E mesmo que por um segundo, queria lhe roubar um beijo.

Chegaram na cozinha e Regina retirou da geladeira o que havia sobrado da pizza. Pediu a Emma que enchesse três copos com suco e colocasse numa bandeja que ela indicou onde estava.

– Então quer dizer que não consigo viver sem você? — Cutucou sobre o comentário que Emma havia feito minutos antes. Estava recostada no balcão enquanto a pizza esquentava no microondas e Emma terminava de encher os copos.

– E não foi por isso que pediu pra eu ficar? — Provocou sem olhar pra ela, colocando os copos na bandeja.

– Além de petulante e irritante, ainda é convencida. — Respondeu de braços cruzados.

Emma riu e voltou sua atenção pra ela. Caminhou até onde ela estava e ficaram frente a frente. Emma passou um braço de cada lado do corpo dela, apoiando-os no balcão. Regina estremeceu apenas com aquela aproximação.

– Não foi por isso que me pediu pra ficar? — Insistiu na pergunta.

– Precisa ser um pouco mais humilde, Srta. Swan. — Sua voz saiu já com dificuldade pelo corpo dela tão próximo.

– Tô falando sério. Foi por isso, não foi? Por que não consegue mais viver sem mim. — Falou em tom baixo, um tanto sensual.

– Foi. — Regina respondeu se rendendo. Com seus olhos grudados nos dela e seu coração batendo já quase na boca.

Emma sorriu feliz e apaixonada. Se aproximou mais e roçou seu nariz no dela. O cheiro da morena era tão bom. Regina fez menção de que ia falar algo, provavelmente dizer pra Emma se afastar, afinal Henry estava no outro cômodo. Contudo a loira foi mais rápida e grudou suas bocas, silenciando a morena. Foi um selinho, mas logo os lábios de Emma começaram a se mover, e Regina não resistiu, correspondendo o carinho dela.

– Emma! Mãe! Anda logo! — Henry gritou da sala.

Afastaram rapidamente suas bocas e riram daquela situação.

– Vamos logo. — Regina murmurou.

Emma deu mais um selinho nela quando ouviram o bip do microondas.

Foram para a sala e passaram os minutos comendo pizza, conversando, rindo, Emma e Henry jogando sob olhar de Regina. Aquilo estava tão bom que nem sequer perceberam que já havia se passado mais do que as meia hora que Regina havia programado. Já havia se passado quase uma hora.

– Yeah! — Exclamou o garoto quando venceu Emma mais uma vez no Mortal Kombat.

– Ok, garoto, eu desisto. Você é melhor do que eu nisso.

Ele fez um gesto vitorioso com o braço fechando o punho e puxando o cotovelo para trás. A essa altura Emma já estava sem seu casaco e sentada no chão junto com o filho.

– Sua vez. — Olhou para trás na direção da morena que estava sentada no sofá e ofereceu o controle pra ela.

– Não. Eu não brinco dessas coisas. — Sorriu um sorrisinho superior.

– Não brinca ou não sabe jogar, mãe? — Henry provocou.

– Tá, eu não sei jogar essas coisas. E daí? — Falou indignada.

– Sério? Você nunca jogou? — Foi Emma quem indagou.

– Nunca.

– Não é tão difícil. Eu te ensino. — A loira levantou do chão e sentou-se a lado dela.

– Não, Emma, eu...

– Segura o controle. — Ordenou. E a morena obedeceu.

– Olha, como você já deve ter percebido, o objetivo é matar o personagem dele...

– Pois é, to achando essa coisa de matar muito violenta pra um menino jogar. — Interrompeu.

Emma riu.

– Fica quieta e escuta. Então, esse botão aqui o boneco chuta e esse ele dá soco. É só isso. Ah e claro, você tem que mexer na alavanca pra ele andar. O resto é com você. Vai pra cima dele e faz o que achar melhor, soco, chute. — Regina olhava para os botões enquanto ela explicava, incrédula de que tinha sido convencida a fazer aquilo. — Bom, tem uns outros comandos, uns golpes, poderes e tal, mas acho que vai ser muita coisa pra sua cabeça. — Riu dela. — Mas tenta aí vai. É divertido.

Henry explicou que ela deveria escolher um personagem dentre os que apareciam na tela. Regina simpatizou com as características de uma. Sindel.

– Eu quero essa. Como eu faço?

– Ah, essa daí não, mãe. Ela é chata, só fica gritando. Coloca esse aqui ó. — Ele apontou para a tela.

– Qual?

– Esse amarelo. Scorpion o nome dele. É só colocar nele e apertar esse botão aqui. — Mostrou pra mãe.

– Garoto, deixa ela escolher o que ela quiser.

De qualquer forma, Regina acabou por escolher o personagem que o filho tinha indicado. E ele escolheu Sub-Zero.

– Eu sou o amarelo, né? — Perguntou quando os dois personagens apareceram frente a frente.

– É.

– Bom deixa eu ver aqui esses botões. — Apertou e eles faziam exatamente o que Emma havia indicado. – Tá, acho que entendi.

Emma riu quando Regina foi pra cima do boneco de Henry apertando todos os botões. Acertou alguns socos e chutes, levou outros. E de repente sem nem ela mesma saber como, Scorpion agachou e levantou desferindo um gancho em Sub-Zero, que foi parar do outro lado da tela.

– Woow!! — Emma exclamou.

Regina sorriu satisfeita com seu ato. Emma achou lindo ver Regina tão descontraída. A morena também já havia retirado seu casaco, estava com as pernas encolhidas em cima do sofá, e estava jogando videogame. Emma nunca imaginou ver aquela cena.

Continuaram se batendo e então Sub-Zero lançou uma bola azul que fez o personagem de Regina congelar.

– Mas o que...? — Exclamou quando Scorpion ficou imóvel e então levou um baita golpe do ninja azul.

Regina olhou pra Emma como quem pergunta algo com o olhar e então voltou pra tela.

Então de repente Scorpion pareceu ficar tonto e Regina bufou porque ele não saía do lugar. Henry fez uns movimentos rápidos no controle. A tela ficou escura e foi aí que algo terrível, até mesmo aos olhos da Rainha Má, aconteceu. Para então aparecer na tela, o que parecia ser uma palavra escrita com sangue e então uma voz horrenda pronunciar: Fatality.

Regina ficou incrédula piscando em direção a TV. Henry sorriu meio maquiavélico olhando para trás na direção dela.

– Isso vale? — Perguntou para Emma com o cenho franzido.

– Vale. — Emma sorria tentando prender uma gargalhada.

– Grrhh. — Regina grunhiu irritada jogando o joystick nas mãos de Emma. — Odeio essas tecnologias! — Cruzou os braços.

Com esse comentário não conseguiram mais aguentar, e loira e filho caíram na gargalhada.

– Ah, mãe, até que você não foi tão mal assim.

– Ah, não. Imagina. — Debochou irritada como uma criança birrenta.

Era impressionante como cada gesto de Regina se tornava lindo aos olhos apaixonados da loira.

– Ele tem razão. Com o tempo você aprende e pega o jeito.

– Não estou certa de que quero isso. E o que foi aquilo no final? Ele realmente arrancou o crânio e a coluna vertebral dele intactos. – Foi impossível não se lembrar de si mesma quando arrancava corações.

Os dois riram mais ainda dela falando desse jeito.

– E além do mais esse jogo tem muito sangue. Qual é faixa etária disso mesmo? Eu devia ter olhado antes de comprar. — Pareceu pensar. — Temos que rever esses jogos, Henry. Você não tem idade pra ficar vendo essas coisas violentas.

– Relaxa, é só um jogo. — Emma saiu em defesa do game e de Henry.

A morena não respondeu. Olhou para o relógio e se surpreendeu com os números que viu. Já se aproximava das 11:15 da noite.

– Nossa, olha só a hora. Já vai dar 11:15! — Exclamou. — Nem vi o tempo passar. — Disse isso mais para ela mesma, constatando que estava se sentindo tão bem que a hora pareceu voar. — Hora de dormir, rapazinho.

– Ahh, mãe.

– Nem A e nem B, Henry. — Brincou com o que ele tinha pronunciado. — Já tá muito tarde. Já deixei você ficar muito tempo por hoje. E foi só porque amanha é sábado e você não precisa acordar cedo. Anda, se despede da Emma.

– Tá bom. — Ele resmungou contrariado, levantando do chão.

Emma levantou do sofá para abraçá-lo quando percebeu que ele vinha.

– Emma, que bom que você não foi embora. — Ele a olhou com os olhos brilhando de felicidade enquanto a abraçava. — E gostei muito que minha mãe trouxe você aqui e a gente jogou. — Olhou pra Regina por um instante.

– Eu também, garoto. — Sorriu abertamente, sentindo seu coração aquecido. Sentia-se a mãe que nunca foi quando estava perto dele.

– Boa noite, Emma.

– Boa noite. — Se inclinou e depositou um beijo no cabelo dele.

Quando ele se afastou, Regina disse:

– Não esquece de escovar os dentes.

Ele pareceu não gostar daquela ordem porque fez uma careta que Emma achou muito engraçada.

– Tchau, Emma. — Despediu quando já estava no pé da escada e então saiu correndo degrau acima.

– Tchau, garoto.

– Devagar, Henry. Ai, ele nunca obedece. — Falou frustrada. Então virou-se para Emma. — Eu já volto. Só vou me certificar de que ele vai mesmo escovar os dentes e deitar. — Falou sorrindo.

– Tá bem. — Emma retribuiu o sorriso.

– Não vai embora, tá. — Regina brincou, todavia no fundo havia um pedido camuflado ali.

– Eu não vou, pode deixar.

Sorriram e Regina subiu as escadas, enquanto Emma começava uma nova partida no videogame.

Alguns minutos depois Regina retornou e viu Emma guardando os controles. A TV e o videogame já estavam desligados.

– Impressionante, ele tava morrendo de sono, mas não dava o braço a torcer. Mal deitou na cama e já estava dormindo. — Riu ao terminar de falar.

– Crianças. — Emma comentou também sorrindo, ainda em pé perto da TV.

– Pois é.

– Ele escovou os dentes?

Regina achou graça da pergunta.

– Sim.

– Que bom.

Estavam um tanto desconcertadas agora. Haviam tido um encontro, beijaram-se, passaram aquele tempo maravilhoso junto com seu filho. Mas e agora?

Era o momento de Emma ir embora? Ou deveria ficar?

Regina dava boa noite ou lhe oferecia uma bebida?

Não sabiam como agir agora. Porém diante daquele impasse, Regina foi a primeira a tomar uma atitude. Sabia que Emma ainda estava magoada e queria fazer de tudo pra mostrar pra ela a veracidade de seus sentimentos. Caminhou e sentou no sofá.

– Vem aqui um pouco. — Chamou indicando para ela sentar ao seu lado.

Emma assim o fez, sentou ficando um pouco de frente pra ela.

Se olharam por longos segundos. Regina tinha o cotovelo apoiado no encosto do sofá e sua cabeça estava recostada em sua mão.

Elas não diziam nada, apenas se olhavam, sentiam o cheiro da outra que preenchia o ar, o coração bater acelerado, um frio atingir o estômago. Aquele misto de sensações era inexplicavelmente bom.

Regina retirou a cabeça de sobre a mão e com sua mão direita buscou a esquerda de Emma. Tocou de leve, acariciou os dedos longos dela. Aquilo era gostoso. Foi quando Regina entrelaçou os dedos nos dela, apertando leve. Emma olhou para aquilo, seus dedos unidos. As borboletas dançavam em seu estômago. Era tão bom estar com Regina. Simplesmente estar perto dela. Claro, que sentia vontade de beijá-la e de outras coisas mais. Porém apenas o fato dela estar ali preenchia seu coração.

– Estou muito feliz que você decidiu ficar.

A voz rouca da morena a tirou de seus pensamentos.

– Ainda não confirmei que vou ficar. — Retrucou ainda olhando pra suas mãos unidas.

– Ah, não? — Arqueou uma sobrancelha. — E toda aquela história de "tem coisas aqui que eu não consigo mais viver sem"?

Emma riu levemente.

– Tá bom, você me pegou.

A morena sorriu soltando suas mãos e aproximou-se um pouco mais. Ficando muito perto dela.

– Você vai ficar? — Não a encarava, tocou com a ponta dos dedos uma mecha dos cabelos dourados que lhe caíam pelo ombro.

Não queria pressioná-la, mas sua ansiedade em saber a angustiava de modo que não conseguia controlar.

– O que você acha?

– Não quero pensar no que eu acho. Porque eu sempre penso coisas negativas. Sempre espero o pior. Então prefiro pensar no que eu quero. — A encarou nesse momento. — E eu quero muito que você fique.

A loira respirou fundo a encarando, como se tentasse tirar um peso de si. Chegou perto e encostou sua testa na dela, de olhos fechados.

– Acho que tá nítido na minha cara que eu não vou a lugar nenhum. — Riu de seu próprio comentário, sentindo uma certa frustração por ter sido tão fácil se deixar convencer.

Comentário esse que fez Regina quase pular de tanta felicidade. Seu coração bateu alucinado. Mas se conteve. Se permitindo apenas sorrir de olhos fechados, para em seguida inclinar a cabeça e tocar-lhe docemente os lábios rosados com os seus. Apenas um selinho disparava tantas sensações.

– Não sabe como me deixou feliz agora. — A morena sussurrou, levando sua mão até a face dela e acariciando-lhe a bochecha, que estava quente.

Emma continuou de olhos fechados, testas coladas, desfrutando daquele carinho. Pôde sentir a sinceridade daquelas palavras. De certa forma, conhecia Regina e sabia quando ela era sincera. Aquilo a fez ter ainda mais certeza de que o certo era ficar ali... Pra sempre.

– Então eu sou uma delas? — Indagou a morena.

– Uma delas o que? – Emma questionou sem entender.

– Uma das coisas que não consegue mais viver sem? — Se afastou um pouco para olhar o rosto dela.

Sabia que Emma tinha se referido a ela também além de Henry naquele comentário. Mas queria ouvir diretamente dela. Precisava disso.

Emma respirou fundo antes de responder.

– Sim. Você é.

Regina fechou os olhos para então sorrir emocionada. Sentiu seus olhos lacrimejarem. Então inclinou a cabeça e a beijou novamente. Movimentou lentamente seus lábios, sendo correspondida pelos dela. Quase que imediatamente suas línguas abriram espaço juntas, e se tocaram. De um jeito terno, doce. O beijo era devagar. Degustavam o gosto de suas bocas, no qual já estavam completamente viciadas. Em quanto seus corações atingiam o mesmo ritmo. Descompassado.

Uma mão de Emma foi a até a cintura dela, apertando levemente, o que desregulou a respiração das duas.

Era tão maravilhoso quando se beijavam. O mundo em volta delas, o universo, tudo parecia sumir, e era como se flutuassem.

Não havia sensação melhor do que aquela.

Aos poucos o beijo foi cessando.

– Está ficando tarde. — Emma sussurrou.

Permaneciam na mesma posição. Olhos fechados e testas coladas. Com a diferença de que agora havia a respiração pesada.

– É, está. — Concordou.

– Eu deveria ir.

A morena suspirou.

– Sim... Deveria. — Murmurou sem vontade. Não queria que ela fosse.

– Mas eu não quero ir. – Emma confessou.

– Então não vai. — Soou num fio de voz quase como uma súplica.

E puxou o rosto da loira para um novo beijo. Um mais urgente do que outro. Embrenhou sua mão nas madeixas douradas e ditou um ritmo mais desejoso daquele beijo. Emma correspondeu com vontade. Apertou novamente a cintura definida dela, com um pouco mais de força. O que fez Regina estremecer. Seu corpo clamava pelo corpo alvo da loira. Desde que havia experimentado o sexo com ela, ou melhor, desde que tinha feito amor com ela, pensava nisso o tempo todo. Queria mais daquilo, queria de novo. Queria entregar seu corpo pra ela mais uma vez.

As duas já respiravam fortemente quando Emma cortou o beijo.

– Mas... é melhor... eu ir. — Murmurou com dificuldade.

Regina expirou frustrada. Não precisava de muito para ficar excitada com Emma. E nesse momento... ela estava.

– Combinamos de levar as coisas com calma... E eu... — "Não quero me magoar de novo". — Foi o que pensou. — Quero fazer as coisas do jeito certo dessa vez. — Foi o que realmente disse.

Regina ouviu aquilo e ao mesmo tempo em que sentiu seu peito doer um pouco, tentou acalmar seu corpo e se conformar que teria que esperar. Emma estava certa de querer ir embora.

– Você não fez nada de errado, Emma. Fui eu que fiz. — Desviou o olhar para baixo e respirou fundo.

Emma sentiu a frustração na voz dela. Ela realmente estava arrependida, Emma podia ver.

– Deixa pra lá. Só quis dizer que quero que dessa vez as coisas saiam do jeito certo. Porque... — Pensou um pouco antes de continuar. — Porque eu tô muito a fim de você, Regina Mills. — Confessou com seu peito acelerado e as borboletas voando sem parar na sua barriga.

Emma odiava se expor assim. Mas por que diabos com Regina não conseguia se controlar?

A morena a olhou surpresa, com um sorriso bobo e ainda descrente no rosto. Seu coração apressando de felicidade.

– Está? — Perguntou a encarando emocionada.

– Sim. Eu não teria aceitado tão rápido ficar se eu não estivesse.

O sorriso da outra foi largo, maravilhado. Nada a deixaria mais feliz do que o que acabara de ouvir.

– Obrigada. — Regina sussurrou.

– Pelo que?

– Por me dar a chance que eu pedi.

Emma passou a mão pelo cabelo dela.

– Procure retribuir sendo uma boa menina.

Regina riu alto. Emma era incrível.

– Eu vou ser. — Disse ainda rindo. — Não sabe o quanto isso é importante pra mim. — Segurou o rosto da loira entre as mãos e a olhou, suspirando apaixonadamente. — Me faz sentir viva novamente.

Ouvir aquelas coisas e de um jeito tão apaixonado fez Emma se derreter, a cada minuto se apaixonava mais.

– Hoje foi incrível. O encontro. Depois aqui em casa. Foi tudo tão espontâneo aqui, tão alegre. — Regina falava com entusiasmo, o que causava felicidade na loira. — E o nosso encontro foi maravilhoso.

– Maravilhoso? — Perguntou sussurrando, querendo ouvir de novo.

– Sim, maravilhoso. Perfeito. – Regina reforçou com um sorriso enorme.

A aura de romantismo e paixão que pairava sobre elas parecia inquebrável. Ambas tinham no rosto aquele sorriso bobo, apaixonado.

A felicidade que Regina sentia era imensa. Começava a achar que nunca se sentira assim. Nem mesmo com Daniel. Amou o rapaz com todo seu coração, foi feliz no pouco tempo que viveu seu romance com ele. Porém quando comparava os dois sentimentos – e era impossível para Regina não comparar – via que não era a mesma coisa. Com Emma parecia ser tão mais forte, mais intenso. Era como estar renascendo.

– Foi muito melhor do que eu imaginei que iria ser. – A Prefeita concluiu.

– Como imaginou que ia ser? – Emma indagou.

– Bem... achei que seria bom, mas não tanto quanto foi. E eu nunca imaginei que você ia me levar pro cais da cidade pra me fazer dançar sem música como uma maluca. – Terminou rindo.

– Tá me chamando de maluca?

Por um segundo Regina gelou. Será que a tinha ofendido? Mas olhando bem a expressão dela viu que estava brincando.

– Não. – Continuou sorrindo.

– Hum, acho bom. – Emma brincou.

– Mas você é um pouquinho doida sim, Srta. Swan. – Disse rindo.

Emma fez uma expressão de indignação, mas antes que pudesse retrucar, Regina continuou.

– E eu adoro isso em você. – Confessou em um sussurro.

Emma a encarou sentindo o coração bater mais acelerado ao ouvir aquilo.

– Você é... aventureira... corajosa. É tudo que eu não sou. – Seu sorriso se desfez.

– Você também é corajosa. – Afirmou a loira.

– Eu corajosa? – Perguntou descrente. Emma fez que sim com a cabeça. – Emma, eu quase estraguei tudo por covardia. Por medo do que eu estava sentindo. Por medo... de tantas coisas. – Pensou na maldição.

– Mas você teve coragem de reconhecer que errou. Me pediu desculpa. Você teve coragem de ir atrás de mim na estrada.

Emma estava nesse momento admitindo pra si mesma que Regina estava sim sendo completamente sincera. E que sua atitude só poderia mesmo demonstrar o quanto ela estava realmente tentando consertar as coisas.

– Acha que fui corajosa por fazer isso?

– É claro que você foi.

Um sorriso encabulado e encantado se moldou nos lábios da morena. E Emma sorriu de volta.

– Consegue ver agora então?

– Ver o que? – Emma indagou confusa.

– Que eu quero mudar de verdade. Que gosto de você. E que quero realmente que fique aqui comigo e com o Henry. – Seu peito apertou na última parte, ainda tinha ciúmes, mas já não era como antes.

Se Regina soubesse o quanto era gostoso para Emma ouvir aquelas coisas.

– Acho que sim. – A loira respondeu sorrindo.

– Acha? – Arqueou uma sobrancelha.

– Ainda preciso me convencer mais. – Disse num tom claramente zombeteiro, que fez Regina rir.

– Não se preocupe, eu vou te convencer. Mesmo que você tenha dito que vai ficar, eu ainda vou usar o prazo de uma semana que você me deu.

– Vai? – Riu surpresa.

– Vou. – Respondeu convicta.

– E o que você vai fazer?

– Eu não vou te contar, Swan. Se não vai deixar de ser surpresa. – Esboçou aquele costumeiro sorrisinho cínico.

Aquele sorriso mexia com Emma. Aquele tom superior e prepotente da morena. Talvez tenha sido isso que sempre atraiu a loira.

Puxou Regina pela nuca sem que ela pudesse esperar e a beijou mais uma vez. Logo adentrou aquela boca com sua língua e passou a explorá-la, aprofundando o beijo. Foi tão inesperado e intenso que Regina no mesmo instante soltou um ruído de prazer.

Emma sentiu o coração arder, os pelos se arrepiarem. Queria mais e mais daquela boca. Como Regina beijava bem. Definitivamente nunca havia sentido tantas emoções apenas com beijos. Mas Regina tinha esse poder. O de entorpecer Emma com seus beijos.

Regina tinha uma de suas mãos agarrada ao ombro de Emma, suas bocas se encaixavam, se moldavam perfeitamente. Sentia-se extasiada de prazer. Beijar Emma era bom demais.

Mas Emma sabia que se não parasse agora, não pararia mais. E queria sentir que estava fazendo a coisa certa, indo com calma dessa vez. Então cessou o beijo.

As duas se olharam. Havia desejo ali.

– Bom, então... – Emma desviou o olhar. — eu já vou indo — Concluiu sem muita vontade.

A morena desviou o olhar também com um suspiro longo.

– Tá bem. — Qualquer um veria de longe a frustração em sua voz.

E Emma percebeu. Queria ficar ali, mas queria ser forte e mostrar que estava no controle de si mesma. Respirou fundo pra tomar coragem e fez menção de levantar. Porém antes que pudesse, Regina segurou rapidamente seu rosto com a duas mãos e lhe pressionou um beijo forte e selado nos lábios.

Não queria soltá-la, não queria deixá-la ir, mas precisava respeitar o espaço dela. Coisa que era difícil pra Regina, respeitar o espaço de alguém. Contudo tinha que tentar mudar se quisesse ter ela e Henry por perto.

– Certeza que não quer ficar? — Tentou uma última vez.

– Certeza não tenho. Mas é melhor eu ir. Como eu disse, melhor irmos com calma. — Sua voz saiu arrastada, como se tivesse dificuldade. Regina estava perto demais e tudo que queria era agarrar aquela morena.

– Tá certo. — Suspirou. — Te levo até a porta.

Emma a observou se levantar primeiro, Regina parecia irritada. Levantou-se logo após ela, vestiu seu casaco e caminharam até a porta.

Era o momento de se despedir e isso gerava algo tão ruim dentro delas.

A porta ainda estava fechada, e quando chegaram se olharam. Uma insegurança absurda bateu em Regina. De repente sentiu medo dela ir e não querer voltar mais, de mudar de ideia no momento que atravessasse aquela porta.

– Te vejo amanhã? — Sussurrou.

– Se você quiser.

Regina sorriu.

– Se eu não quisesse não teria perguntado, Swan.

Arrancou um leve sorriso da loira.

– Então nos vemos amanhã sim. – Emma respondeu.

– Tá bom. — Murmurou ainda sorrindo.

Emma tocou o cabelo dela, seus olhares se grudaram de um jeito diferente. Era aquele que dizia o quanto precisavam sentir o gosto de suas bocas. Sem nada dizer se aproximaram e se beijaram.

Regina segurou a cintura da loira e apertou, enquanto Emma tinha as mãos em seu rosto. Estavam viciadas naqueles beijos. Era gostoso demais quando sentiam os lábios deslizarem uns sobre os outros. E as línguas se encontrarem apaixonadas. De forma lenta e delicada.

Emma sentiu seu corpo ser puxado. Regina havia envolvido sua cintura e colado seus corpos. Foi quando a loira enlaçou o pescoço dela, e o beijo foi ainda mais aprofundado.

Foi um beijo rápido, porque Emma sabia que se não parasse não iria embora.

Se afastaram, mas suas testas permaneceram coladas. A respiração pesada.

– Até amanhã. — Emma despediu com dificuldade.

– Até amanhã.

Afastaram e Regina abriu a porta sem vontade nenhuma de fazer aquilo.

– Eu adorei o encontro. – Emma sentiu necessidade de dizer isso.

Regina sorriu fraco, seu coração estava apertado com a partida dela.

– Eu também adorei. – Respondeu antes de se aproximar e dar um selinho nela.

Quando se afastaram Emma a olhou e então virou-se e saiu. Sua cabeça dizia que aquilo era o certo, ir com calma, esperar pra ver como as coisas iriam sair, não se entregar de uma vez. Mas não era essa sua real vontade. Queria ficar lá. Mas precisava ser forte. Entrou no fusca sem olhar pra trás e deu a partida.

Regina viu o carro dela sumir e só então fechou a porta. Respirou fundo com as costas escorada na porta. Então caminhou de volta para a sala e sentou-se no mesmo sofá em que estavam antes.

Não queria que a loira fosse embora, sentia vontade de estar com ela de novo. De ter seu corpo junto ao dela de novo. Mas mesmo assim não estava triste. Não tinha como. Não depois da noite perfeita que tiveram. O encontro, o momento de descontração ali em sua casa. Há tanto tempo Regina não se sentia leve, como sentiu-se ali com ela e Henry.

Um sorriso involuntário despontou em seus lábios ao se lembrar do momento no cais. Emma e ela dançando como duas malucas numa ponte no meio da água e ainda por cima sem música. Emma Swan era mesmo uma pessoa surpreendente. Foi tudo tão perfeito naquele encontro. O jantar, a conversa, Emma a convidando pra dançar. E o tempo que passaram no cais foi a melhor parte para Regina. Porque ali se abraçaram e se beijaram.

Aconchegou-se no sofá, colocando as pernas para cima do estofado. Continuava a pensar nas horas que passou com ela, tão pouco tempo e parece ter sido mais alegria do que teve em muitos e muitos anos. Com certeza se alguém a olhasse agora diria que ela estava com cara de boba. E de fato era assim que se sentia, uma boba apaixonada. E era tão bom sentir essa emoção de novo. Durante tantos anos deixou o ódio crescer tanto dentro de si, que aquilo ofuscou toda lembrança que tinha de como era estar apaixonada. E achou que jamais iria sentir isso de novo.

Mas de todas as possibilidades que imaginou pra caso isso acontecesse, nunca se viu se apaixonando pela filha da Branca de Neve.

Riu negativamente ao pensar nisso. Era tão louco que chegava a ser engraçado. Deu um suspiro abraçando uma almofada, e deixou seu corpo relaxar no sofá.

"Emma". Fechou os olhos ao ouvir o nome em sua própria mente. "Como o beijo dela é gostoso!". Sorriu bobamente.

"E ela consegue ser tão irritante e engraçada ao mesmo tempo".

"Foi tão bom ficar com ela hoje. Tomara que o dia amanheça logo". Sorriu querendo que o dia seguinte chegasse logo para ver a dona de seus sorrisos de novo. E pra ter certeza de que ela não iria fugir.

Levou um baita susto quando ouviu batidas na porta. Franziu o cenho se perguntando quem seria àquela hora.

Será...?

E então de repente o sorriso se fez largo em seu rosto.

Seria Emma? Afinal quem mais seria àquela hora? Seu coração acelerou imediatamente. Levantou-se alegre do sofá, com a expectativa de estar com ela de novo. Tinha que ser ela!

Foi rápido até a porta, seu coração ansioso e esperançoso. Abriu a porta!

E a viu parada ali.

Emma.

Tinha um sorriso fraco, tímido, estava corada, certamente constrangida.

Regina sorriu pra ela de um jeito terno, compreensivo, e sem dizer nada estendeu a mão para que ela pegasse. Quando ela segurou, Regina a puxou delicadamente para dentro.

A loira passou e ela fechou a porta, ficando escorada na mesma, com as mãos atrás do corpo como que esperasse que Emma falasse algo. Mas em vez disso a loira se aproximou, segurou seu rosto com as duas mãos e a beijou. Beijo que Regina prontamente correspondeu.

Foi um beijo calmo e doce, suas línguas se entrelaçando devagar, enquanto seus lábios deslizavam delicadamente. Regina tirou as mãos de trás do corpo e segurou a cintura dela. Mal podia acreditar que estava beijando ela de novo. Será que havia dormido no sofá e estava sonhando?

Não. Aquilo era real.

– Mudou de ideia, Srta. Swan? — Provocou quando Emma se afastou do beijo.

– Não consegui ir nem até a metade do caminho. – Revelou.

Regina riu.

– Podia simplesmente ter ficado.

– Verdade. Mas eu sou uma idiota.

– Tem razão, você é.

Sorrindo com esse comentário, Emma tornou a beijá-la. Com mais vontade dessa vez, com maia urgência. Segurando sua nuca, adentrando sua boca com a língua que desejava sentir todo aquele gosto que vinha do beijo dela. Regina suspirou e puxou mais forte Emma pela cintura, grudando seu corpo no dela.

Beijavam-se com extremo desejo, um desejo que havia sido reprimido e lutava para ser libertado. Emma com o corpo agarrado ao dela, pressionando a morena contra a porta. Mordeu o lábio inferior de Regina, arrancando-lhe um suspiro.

– Quero você, Regina. — Confessou em um sussurro embargado pelo desejo.

Aquela frase causou arrepios por todo o corpo da morena. O tom que ela disse aquilo fez seu coração queimar e seu sexo latejar.

– Você disse que queria ir com calma. — Tentou argumentar. Não queria que Emma ficasse com ela por impulso e depois se arrependesse.

– Que se dane o que eu disse, eu quero você! — Terminou a frase falando contra os lábios dela.

A morena sorriu e foi sua vez de capturar os lábios da outra.

Se beijaram sem vontade alguma de parar. Era prazeroso demais sentir suas bocas assim se encaixando perfeitamente. Mas aqueles beijos faziam surgir outras vontades, e apenas eles já não eram suficientes pra suprir tudo. Queriam mais do que apenas beijos.

Sorriram de um jeito um tanto cúmplice, como se entendessem apenas no olhar o que se passava na cabeça da outra. Ambas de peito acelerado, batendo forte, fazendo o corpo ficar quente.

Regina desencostou da porta e andou puxando a outra pela mão. Emma logo entendeu para onde ela a estava levando. E surgiram lembranças da noite em que fizeram sexo.

Mas então Regina mudou o caminho que Emma tinha previsto e subiu o primeiro degrau da escada.

–Ei — Emma parou e segurou firme a mão dela, fazendo-a parar também. — Pra onde estamos indo? — Perguntou ofegante pela ansiedade.

– Pro meu quarto. — Respondeu de um jeito natural.

Emma gelou.

– Achei que estávamos indo... pro outro quarto. O da outra vez. — Pronunciou isso com um tanto de vergonha.

– Quero você no meu quarto. — Isso saiu num tom malicioso que nem ela mesma esperava.

E fez cada centímetro do corpo de Emma arrepiar. Ouvir aquilo naquele tom e da boca daquela mulher era de deixar qualquer um a beira da loucura.

– Mas e o Henry? — Perguntou receosa.

– Ele dorme como uma pedra, não vai ouvir nada. – Sorriu. — E além disso meu quarto não é tão grudado assim com o dele.

Emma sentiu a bochecha quente, corou com o comentário dela, compreendendo o que ela quis dizer com "ele não vai ouvir nada". Desviou o olhar um tanto desconsertada.

– Vem. — Ouviu a morena sussurrar e puxar sua mão.

Obedeceu. E juntas subiram a escada. Quando passaram em frente ao quarto de Henry, Regina fez sinal para Emma não fazer barulho.

– Shhh. — Ordenou com o dedo na frente dos lábios.

Abriu a porta do quarto dele devagar, sua outra mão não soltava a da loira. Viu seu filho dormir tranquilamente, apenas com a luz da luminária acesa. Fechou devagar a porta novamente, sem fazer nenhum barulho.

Sorriram e então Regina a guiou até a próxima porta, que era a de seu quarto. Assim que adentraram o cômodo, a morena trancou a porta e acendeu a luz.

Emma nunca havia estado ali, era o quarto da mulher mais poderosa da cidade. Observou o local com certo constrangimento.

– Tudo bem? — Regina perguntou percebendo o estado dela.

– Sim. — Sorriu ansiosa.

– Esse é o meu quarto. — Olhou em volta como que apresentasse.

– É muito bonito. — Olhou em volta também. — E tem o seu toque sofisticado em tudo. — Concluiu voltando a olhá-la.

– Obrigada. — Sorriu.

Ambas pareciam sem graça agora. Mas a morena resolveu se encorajar e se aproximar. Subiu suas mãos pela parte da frente dos ombros dela, e a olhando sorriu. E aquele sorriso iluminava Emma. Como adorava vê-la sorrir, era gostoso e fazia seu estômago gelar.

Não havia nada a ser dito, as duas sabiam o que queriam naquele momento.

Regina segurou a gola do casaco vermelho da loira e a beijou. Cada vez que suas bocas se tocavam era uma emoção mais forte. Emma imediatamente envolveu a cintura dela e a puxou para si. O coração deu aquela palpitada forte ao sentir o corpo dela junto ao seu. O beijo foi aprofundado e Regina soltou um suspiro ao sentir a língua dela na sua. Pôde sentir toda sua pele queimar e se arrepiar. Queria desesperadamente aquela loira. Segurava com mais força a gola do casaco dela, puxando-a para si enquanto se apoderava daquela boca gostosa.

O sangue circulando rápido, fazendo seus corpos ficarem quentes e a excitação começar a surgir e aumentar.

Emma apertou ainda mais o corpo de Regina, sentiu a textura macia e delicada do vestido vermelho que ela mesma havia escolhido para a morena, e que moldava o corpo dela de forma majestosa.

Regina respirava forte, a língua de Emma explorava sua boca de um jeito que a estava enlouquecendo. Como Emma conseguia fazer isso com ela apenas com beijos? Puxava a loira pela gola do casaco, era como se quisesse juntar-se, fundir-se a ela. Sentia seus seios se pressionarem naquele abraço apertado, isso lhe causava arrepios, frio na barriga. Já começava a ficar entorpecida. Emma a apertava, passeava as mãos em suas costas, chegava próximo a sua bunda e subia de novo, parecia querer provocá-la. E se era isso que queria, estava conseguindo, pois Regina já estava ficando louca de desejo.

Afastou suas bocas e fitou aqueles olhos verdes. Emma respirava ofegante olhando fundo pra ela, agarrando sua cintura com força.

– Que tal se livrar disso? — Perguntou Regina se referindo ao casaco da loira. Ouviu o riso de Emma.

– Boa ideia. Por que não me ajuda?

Sorrindo Regina começou a afastar a peça pelos ombros dela, observava o que fazia. Viu os ombros nus dela, o formato dos seios por baixo da blusa preta extremamente apertada. Sua respiração ficou entrecortada. Seu peitou apressou ainda mais.

Emma se arrepiava, tinha o corpo quente, era gostoso demais ver e sentir Regina retirando uma peça de roupa de seu corpo.

A morena terminou de descer o casaco pelos braços dela e o deixou cair no chão. Emma nem ligou, a última coisa que importava agora era onde suas roupas iriam parar.

Regina subiu seu olhar pelos braços dela, passou suas mãos por ele de baixo para cima e os apertou. Ah, como adorava aqueles braços fortes, imediatamente sentiu um frio na espinha em antecipação, imaginando o momento em que seria tomada por eles.

Aquele olhar faminto de Regina não passou despercebido pela loira. Envolveu a morena em seus braços, o que ela adorou. A puxou para si e deu um sorrisinho antes de beijá-la de novo.

Regina estava presa nos braços fortes dela enquanto se beijavam, aquilo a excitava, sentir ser apertada pelo abraço dela. Aquela euforia que crescia dentro de si a deixava com vontade de tudo ao mesmo tempo, de beijar, de apertar, de lamber, de morder. Logo mordeu levemente o lábio inferior da loira e puxou delicadamente.

Emma abriu seus olhos e fitou aqueles castanhos que pareciam tão cheios de desejo. Sua mão esquerda tocou a face morena. Fez carinho, desceu pelo pescoço, ombro. Sua mão parecia tocar o veludo, tamanha era a maciez e delicadeza da pele de Regina.

Emma aproximou seus rostos e beijou o canto da boca da outra, Regina imediatamente fechou seus olhos extasiada. A boca macia da loira continuou um trajeto de beijos. Bochecha, queixo, até chegar no pescoço. Onde se demorou aspirando o aroma e apenas deslizando a ponta dos lábios, para só então selar o beijo contra a pele do pescoço dela. Ouviu Regina ofegar. E esse som disparou arrepios por sua pele. Bem como o beijo fez com a pele de Regina.

A loira afastou sua boca e saiu do contato, o que fez Regina abrir os olhos sem entender. Mas Emma afastou-se apenas para observar o que iria fazer em seguida.

Segurou a alça direita do vestido de Regina, e sutilmente a fez descer pelo ombro dela.

Foi algo que fez a morena suspirar, com o peito em chamas. Logo fechou novamente os olhos e sua respiração ficou mais rápida quando Emma aproximou e arrastou a boca por seu ombro. Fazia o movimento até o pescoço e voltava para o ombro. Regina segurou sua cintura e a cada movimento que a loira fazia, apertava suas mãos no contorno dela. Por fim Emma deu uma leve mordida em seu ombro, e Regina soltou um gemido baixinho, mas suficiente pra revirar tudo dentro da loira. Como estava com vontade de ouvir aquele som de novo. Sua respiração acelerou também. Foi distribuindo selinhos pelo ombro dela até chegar novamente no pescoço.

– Tão cheirosa. — Emma pronunciou com a voz embargada. — Já disse que gosto do seu cheiro? — Não parava de acariciar o local com sua boca.

– Não. — Respondeu sorrindo.

– Adoro seu cheiro. — Sussurrou contra o ouvido dela.

Regina suspirou forte e puxou Emma contra si.

– Também adoro o seu cheiro. É tão gostoso. — Confessou com a voz embriagada de tantas sensações juntas.

Ao ouvir isso Emma capturou a pele do pescoço dela em um beijo mais molhado e um tanto inesperado, fazendo a morena gemer novamente, um pouco mais alto. Com a outra mão Emma segurou sua nuca e passou a desfrutar do pescoço dela. Regina fez questão de inclinar a cabeça para o lado oposto, expondo mais aquela região para ela.

Como o coração de Emma batia rápido naquele momento, sentia aquele friozinho na barriga a cada beijo que dava, a cada aperto que Regina dava em suas costas.

Beijava e mordiscava os ombros dela, e em dado momento lambeu toda aquela extensão, indo da ponta do ombro até toda a curva do pescoço. E Regina sem aguentar tamanha sensação gostosa, gemeu alto. Aquela carícia fez Regina enlouquecer, buscou a boca rosada da outra e beijou-lhe com volúpia. Sua língua em um segundo adentrou aquela boca sem qualquer embaraço. A explorou, foi um beijo forte, necessitado. Emma devolvia com a mesma intensidade, com a mesma vontade.

As mãos de Regina começaram a subir a blusa apertada da outra. Logo conseguiu colocar uma delas por dentro da peça e tocar a pele dela, que estava quente.

O beijo ansioso não cessava. Com direito a mordidas e leves chupadas nos lábios. Ambas já com a excitação crescente em seus corpos. Regina virou Emma e foi empurrando-a para sua cama, sem parar de beijá-la. Queria ela ali, possuí-la e ser possuída por ela. Queria que Emma a fizesse gozar como imaginou no dia anterior no momento íntimo que teve sozinha no banheiro.

Emma bateu com as coxas na cama e desequilibrou, sendo obrigada a sentar. Assim suas bocas se separaram, já que a morena ficou de pé. Mas a visão dali não era nada mal, pensou Emma. Aquela mulher tão linda, com aquele corpo escultural, ali de pé na sua frente, com certeza desejando ser tocada.

Emma não se conteve, puxou-a pela cintura pra que seu rosto entrasse em contato com a barriga dela. Fechou os olhos e começou a beijar por cima do vestido. Sentia o tecido macio e era instigante saber que por trás dele estava a pele que ela tanto desejava provar. Suas mãos na cintura dela logo rumaram por outro caminho. Passou a palma de suas mãos pelas nádegas de Regina, que segurou os cabelos dela e soltou um gemido. Enquanto Emma murmurou um ruído de prazer.

Desceu suas mãos pelas coxas dela, tão lisas e firmes, apertou, arranhou, arrancando mais e mais suspiros da morena. Logo estava subindo a barra do vestido dela e enfiou suas mãos por dentro dele, passeando por aquelas coxas duras. Mas quando ia subir para a bunda dela, Regina a empurrou pelos ombros, fazendo-a cair deitada na cama. Emma sorriu surpresa e a olhou fingindo desaprovação. Porém em resposta Regina lhe lançou um sorrisinho malicioso. O qual eriçou todos os pelos da pele branca de Emma.

De joelhos Regina subiu na cama, com uma perna entre as de Emma, engatinhou até seus olhos estarem alinhados, com um braço apoiado de cada lado de sua cabeça, ficando de quatro sobre ela.

Regina sabia do seu poder de sedução e não iria hesitar em usá-lo com aquela loira por quem estava completamente apaixonada. Queria que Emma enlouquecesse por ela.

Embora já tivessem feito isso uma vez, ainda era certa novidade para elas o sexo com uma mulher. Mas já haviam se descoberto, sabiam que tinham gostado e muito. E Regina estava apaixonada, ali com ela em sua cama sabia que Emma a desejava, e queria fazer Emma enlouquecer com esse desejo.

Notas finais
Calma, gente kkkk. Fiquem calmos e não queiram me matar. Eu vou continuar essa cena exatamente desse ponto no próximo capítulo =D Heeey! E aí, o que acharam?? Gostaram do momento em família? rsrs E ahhh, alguma de vcs foi na Ever After? Se sim, deixem um alô pra eu saber rsrs. Vai ser legal saber que estavam perto de mim aqui no RJ. Embora eu não tenha conseguido ir no evento = Aguardo vcs nos comentários!!!!!!!!! Beijoooooosss!!!!