Era Uma Vez o Amor
13 Capítulo 13
Notas iniciais
– Emma?!
– Oi, Regina.
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A noite parecia que ia ser longa para Emma. Havia deitado há uns 20 minutos e nada do sono vir. Também, ainda era cedo. Pouco mais de 9:30 da noite quando ela já estava deitada. Além de estar cansada, pelo menos dormindo talvez parasse de pensar naquela morena linda.
Mas ela não tinha um pingo de sono. E pra completar, os pensamentos em Regina deixavam seu corpo e mente agitados.
Os beijos trocados, os olhares, a entrega mesmo tentando lutar contra aquilo. Tudo isso fervilhava na mente dela. Depois daquela conversa — e beijos — na Prefeitura, Emma sabia que Regina também estava confusa assim.
Tinha ficado chateada porque a morena não foi procurá-la pra conversarem direito, como havia dito que ia fazer. Mas agora, pensando melhor, sabia que não estava sendo fácil pra ela também. Com certeza não estava. Pôde ver o olhar angustiado dela.
E a conversa com Mary Margaret tinha mexido muito com a loira.
"Emma! Não adianta negar, você está apaixonada sim. Isso tá na cara."
Sentiu um arrepio frio percorrer sua espinha. Será que a amiga tinha razão? Não sabia dizer ao certo, mas sabia que o que sentia nesse exato momento era muito forte. E a prova disso era que estava com saudades de Regina.
Saudade da voz rouca dela, do cheiro, do olhar forte, do jeito implicante, do beijo e do jeito como beija, tão delicado e intenso ao mesmo tempo.
Emma fechou os olhos enquanto suspirava, sentindo o coração bater mais forte. Olhou no relógio de cabeceira assim que abriu os olhos novamente. 9:57 da noite. O sono parecia que não iria ser seu companheiro naquela noite.
E pensando bem, não queria o sono como companheiro. Quem ela queria estava numa certa mansão de número 108.
"Será que ela tá pensando em mim também?"
Seu coração implorava pra que a resposta fosse sim.
"Acho que deve procurar essa pessoa, dizer o que sente e se ver que vale a pena, buscar sua felicidade."
"Quando estamos apaixonados... devemos lutar por isso"
As coisas que Mary Margaret tinha dito faziam sua ansiedade aumentar, seu coração bater mais forte e sentir uma vontade louca de estar com Regina.
"Procurar ela? Será que a Mary tem razão?"
Um frio percorreu seu corpo, fazendo sua pele se arrepiar. Será que deveria mesmo seguir o conselho de Mary Margaret ir e procurar Regina?
Virou para o lado suspirando irritada. Deu algumas batidas no travesseiro, como se estivesse desconfortável e quisesse ajeitá-lo. Mas o desconforto não estava do lado de fora, e sim dentro dela. Em sua mente, em seu coração.
Cada vez que fechava os olhos enxergava Regina. Aquele olhar tão marcante, aquele sorriso que desencadeava uma espécie de alegria em Emma. Aquela cicatriz no lábio superior, que por incrível que pareça, deixava sua boca ainda mais linda. A pele levemente morena, em contraste com os cabelos completamente negros. Emma tinha certeza que nunca havia encontrado mulher tão bela.
Virou de barriga pra cima, abrindo os braços na cama e suspirando mais uma vez. Não conseguia achar posição na cama. Ficou olhando pro teto do quarto escuro, iluminado apenas por um fio de luz da lua que passava por uma brecha na cortina.
Já estava nervosa. Literalmente não parava de pensar nela um minuto.
"Regina, o que você tá fazendo comigo?" Se perguntou em pensamento.
Ergueu o tronco e sentou na cama, passando a mão pelos cabelos.
"Será que eu devo fazer isso mesmo? Mas... dizer pra ela o que eu to sentindo? E se ela disser que não tem cabimento, que tô levando isso longe demais?”
"Ah, deixa de ser medrosa, Swan. Ela te beijou também"
Dizia pra si mesma.
"Ela me procurou na delegacia. Ela confessou que foi até lá porque não conseguia parar de pensar em mim. E ela... Ela ficou com ciúmes por causa do August."
Sorriu.
"E ela com ciúmes fica tão linda"
Seu sorriso foi mais largo agora.
"Que raiva! Jurei pra mim mesma que nunca mais ia sentir essas coisas de novo. E que se sentisse, ia cortar logo no começo.” Bufou irritada por não ter conseguido cumprir sua promessa.
“Mas agora... não consigo parar de querer sentir de novo aquelas coisas. Deus, o que eu sinto quando ela me beija é tão bom."
Suspirou com o coração acelerado. Pela vontade, pela saudade, pelo nervosismo, pela incerteza.
"O que eu tenho a perder? Desde quando eu sou tão medrosa assim? O máximo que pode acontecer é ela dizer que isso é loucura... De novo."
Sorriu um tanto irritada por Regina ter dito aquilo tantas vezes.
Decidiu que iria falar com ela. No dia seguinte iria até a Prefeitura de novo e iria dizer que... que...
O que iria dizer?
Não sabia. Deixaria se guiar pelo que estava sentindo.
Deitou mais uma vez. Fechou os olhos tentando se tranquilizar. Já tinha decidido seguir o conselho de Mary Margaret, agora era só esperar o dia seguinte. Respirou fundo querendo que o sono chegasse logo.
Mas parece que o dia seguinte iria demorar uma eternidade pra chegar. Ela não iria aguentar, a ansiedade estava demais.
Ergueu o corpo ficando sentada mais uma vez.
"Eu não consigo! Não vou aguentar esperar até amanhã."
"Meu Deus, que ansiedade é essa?"
Olhou para o relógio de cabeceira mais uma vez: 10:12 PM.
"Ela ainda deve tá acordada"
Seu coração disparou pensando se deveria mesmo fazer isso.
Mesmo que não devesse, faria. Porque se ficasse mais um minuto deitada naquela cama, iria enlouquecer.
E afinal era isso que Regina estava fazendo com ela. Deixando louca.
Levantou da cama. Iria até aquela mansão agora e Regina teria que ouvi-la. Afinal ela a beijava quando bem queria e depois fugia? Não dessa vez. Ela iria ouvir Emma até o fim. Mesmo que ela não soubesse o que falar.
Deixou seu coração guiar. E fez o que ele mandava.
Tirou seu pijama e colocou uma calça jeans e uma blusa regata branca. Estava sentada na beirada da cama calçando suas botas, enquanto seu peito parecia uma bateria de escola de samba.
O medo querendo que ela desistisse. Seria mais fácil tirar sua roupa, se enfiar em seu pijama e deitar de novo. Não teria que encarar Regina, não teria que tirar uma coragem sabe-se Deus da onde pra dizer o que sentia.
Mas será que seria mais fácil mesmo? Porque ficar ali só faria sua ansiedade aumentar. E ela iria se sentir covarde.
Afastou aqueles pensamentos. Iria até lá e ponto. Terminou de calçar a bota e caminhou até o banheiro. Ajeitou os longos cabelos loiros. Sorriu pensando em como estava agindo naquele exato momento. Na frente de um espelho arrumando o cabelo para ver Regina.
Saiu do banheiro e atravessou o quarto tentando achar toda a coragem dentro dela. Quando chegou na porta lembrou de algo. Não podia ir sem o seu "amuleto". Voltou até uma cadeira e pegou sua jaqueta vermelha que estava jogada ali. Agora sim! Vestiu e saiu do quarto.
Desceu as escadas devagar, pois viu que Mary já estava dormindo. E que bom, porque não queria dar explicações de onde estava indo.
Passou pela sala pisando leve. Abriu a porta devagar e antes de fechá-la, deu uma ultima olhada na amiga, rezando pra que ela não acordasse.
Finalmente saiu. Desceu do apartamento e entrou no seu querido fusca. Sentada ao volante ficou alguns segundos pensando se deveria fazer isso mesmo. Mas logo aquele pensamento se foi quando fechou os olhos para refletir e em vez disso o que veio a mente foi a lembrança dos beijos de Regina.
Deu a partida finalmente. A mansão da Prefeita não era longe. Nada era longe naquela cidade. No caminho enquanto dirigia segurava forte o volante pra não perder a direção, tamanho era o seu nervosismo.
Parou em frente à mansão. De dentro do carro, olhou para aquela porta de número 108, que tantas vezes antes já havia batido. Mas nunca com a intenção que estava agora.
O medo que tanto queria que ela não fosse ali começou novamente a dizer que era melhor ir embora. Mas não! Precisava fazer aquilo. Precisava ver ela. Olhar aqueles olhos castanhos tão lindos. Precisava daquele cheiro, daquela boca.
Respirou fundo e saiu do carro, caminhou devagar pela passagem no jardim da mansão. Quando chegou à porta, parou. Frações de segundos e milhares de pensamentos.
Será que ela ainda estava acordada? O que ela iria dizer quando a visse ali? Será que iria se irritar, esbravejar? Dizer que ela era louca?
O receio aumentou sua insegurança. Mas agora já estava ali, não iria desistir. Reuniu toda sua coragem e bateu na porta. Achou melhor não apertar a campanhinha, Henry já devia estar dormindo.
Os segundos seguintes as batidas foram torturantes. Até que ouviu aquela voz.
– Quem é?
Sim, ela estava acordada. E agora? Dizia que era ela? Se dissesse talvez Regina não abrisse. Ficou quieta.
Mas e se justamente por não responder, Regina não abrisse? Seria o lógico. Ela não iria abrir a porta aquela hora da noite pra alguém que nem sabia quem era. Quando estava prestes a dizer que era ela quem estava ali, ouviu o barulho da fechadura.
– Emma?! – O espanto foi nítido na voz de Regina.
Pôde ver a surpresa nos olhos dela.
– Oi, Regina. — Sorriu nervosa.
Regina ficou alguns segundos em choque. Não esperava mesmo que fosse ela. Uma espécie de alegria por vê-la misturada a um nervosismo cruel tomou conta de seu ser. Mas o que diabos ela estava fazendo ali àquela hora?
– O qu...?! — Quando ia perguntar o que ela estava fazendo ali, lembrou que seu hobby de seda estava aberto, e sua camisola preta curtíssima e suas belas pernas morenas estavam totalmente à mostra.
Puxou as abas do hobby quase com força e deu um laço mais do que rápido no cordão. Cruzando os braços no corpo em seguida. Suas bochechas coraram.
Emma riu daquilo. E na verdade ela nem tinha olhado, estava tão nervosa que nem percebeu os trajes de Regina até ela se cobrir.
– O que você tá fazendo aqui?! — Conseguiu perguntar agora. — A essa hora! – O nervosismo era nítido em sua voz.
O coração de Regina começou a bater rápido assim que a viu parada em sua varanda. Estava tentando de todas as maneiras parar de pensar nela. Como Emma aparecia assim do nada, àquela hora, mexendo com todas as suas estruturas?
Emma engoliu a saliva que se formou em sua boca. Tinha que se manter firme, pois suas pernas estavam trêmulas.
– Não me convida pra entrar? — Perguntou nervosa, mas sem deixar seu tom brincalhão e debochado de lado.
Tão logo terminou a pergunta e já sentiu o frio na barriga. Aguardou ansiosa a resposta dela.
Regina poderia dizer que não, poderia mandar ela embora dali aos gritos por incomodá-la àquela hora, poderia bater a porta na cara dela. Mas como resistir as sensações que a presença dela lhe causava? E ao jeitinho como ela pediu pra entrar.
Então o que fez foi dar passagem enquanto respirava fundo.
Emma passou por ela, meio sem jeito. E o peito da morena ficou em chamas quando sentiu o cheiro da loira.
Emma entrou completamente tomada pela ansiedade. Sua respiração, que sempre a denunciava, estava ofegante.
– O Henry tá dormindo? — Perguntou olhando de um lado para outro no hall da mansão.
– Está, Srta. Swan. — Respondeu de costas enquanto fechava a porta. — Mas afinal o que você veio fazer aqui a essa hora da noite? — Regina voltou a cruzar os braços no corpo quando se virou pra ela.
– Regina... – Emma respirou fundo colocando as mãos nos bolsos da calça — Nós podemos conversar? — Sua postura corporal demonstrava todo seu estado de ansiedade. Seu coração batia tão forte que poderia jurar que Regina estava ouvindo.
Regina tinha literalmente fugido de Emma, afinal tinha dito que iria conversar com ela depois e não foi. Desde aquele momento na Prefeitura ela tentava achar uma maneira de lidar com tudo aquilo, de achar uma resposta, e agora de repente Emma aparecia ali, como sempre, sem avisar. Causando todas aquelas sensações estranhas nela. Não sabia o que dizer, por isso não a procurou.
– Swan, acho que agora não é o momento pra isso. — Respondeu igualmente nervosa. — Já é tarde... eu já estava indo dormir. — Jamais poderia esperar que ela fosse aparecer ali àquela hora. Agora Regina precisava controlar sua ansiedade e vontade que estava pra não se jogar feito louca nos braços dela.
– Regina, olha, eu sei que já tá tarde e que talvez eu não devesse ter vindo aqui a essa hora... — Falou se aproximando — Mas é que... Eu tava em casa e... — Soltou o ar — E eu não conseguia parar de pensar em tudo que aconteceu... Parar de pensar em você. — Confessou desconcertada. – Precisava falar com você... Temos que terminar aquela conversa de ontem. — Concluiu.
Regina encarou-a por um momento, ainda tentando assimilar o que tinha acabado de ouvir. Queria que tudo aquilo não estivesse acontecendo, porque não fazia a mínima ideia de como lidar com aquela situação toda. Seu desespero fazia desejar que Emma fosse embora imediatamente. Mas seu coração estava emocionado por ela estar ali e pelas coisas que havia acabado de falar, e implorava pra que ela ficasse.
– Eu não sei o que dizer, Srta. Swan — Foi sincera, desviando o olhar — Isso tudo é complicado demais pra mim. — Seu olhar parecia perdido.
Regina estava numa verdadeira batalha interior. Além de tudo que já atormentava sua cabeça, ainda estava abalada pela súbita aparição de Emma ali.
– Complicado porque tá sentindo todas essas coisas por mim e não sabe o que fazer? É isso? — Emma perguntou séria, sendo bem direta.
Sim era aquilo, Regina sabia, mas era tão difícil admitir. Por medo, por vergonha, por orgulho.
– Emma, vai embora... Por favor. – Pediu.
– Responde, Regina! Também está sentindo essas coisas? — Disse já impaciente com ela. Porque todas as vezes ela queria fugir do assunto.
A aflição e o jeito com que Emma falou fizeram aumentar o tom da voz de Regina. Se irritou e acabou explodindo.
– Sim, Swan! É isso! — Agora foi sua vez de falar impaciente. Não gostava de ser pressionada. Quem Emma pensava que era? Mas pior do que isso era estar sufocada com aquele sentimento. — Isso tudo é estranho demais. Porque eu sinto todas essas emoções misturadas e eu não sei o que fazer! — Disse essa última frase quase gritando. Então lembrou-se do Henry dormindo no andar de cima, e respirou fundo para achar seu auto controle. — É exatamente isso. Satisfeita agora? — Perguntou irônica.
Emma a olhava. Podia ver o quanto aquilo também estava sendo difícil pra ela.
Não queria que aquilo estivesse tão forte, mas estava. Olhou para ela por uma fração de segundos depois do que ela disse e sem conseguir se conter mais, se aproximou rápido e segurou seu rosto, grudando sua boca na dela.
Emma suspirou forte de olhos fechados, sentindo a boca de Regina. E aquele cheiro gostoso.
O coração de Regina foi às alturas. O simples roçar daqueles lábios nos seus lhe causava arrepios. Seu peito se desmanchando em emoção. Estava a ponto de esquecer de tudo e se entregar aquele beijo como tanto queria.
Mas estavam no meio de sua casa. Aquilo sim era loucura.
Empurrou Emma pelos ombros, mas não foi brusca, apenas afastou suas bocas e corpos.
– Ficou louca, Swan? O Henry! — Disse exasperada olhando para cima, na direção da escada ao seu lado. Se Henry visse aquilo seria um grande problema.
Emma não queria fazer daquele jeito, mas quando estava perto dela tudo embaralhava em sua cabeça. Seu corpo parecia não responder do jeito que ela queria. A vontade que sentia de beijar ela quando estavam perto era impossível de controlar.
– Desculpa, eu não consegui me conter. — Confessou encabulada, dando alguns passos para trás.
– Pois então aprenda a se controlar! Imagina se o Henry aparece aqui e vê uma coisa dessas! — Seu tom foi rígido, mas por dentro estava afetada pelo beijo dela.
A loira respirou fundo. Tentando mentalizar o que iria dizer. Estava agindo como uma inconsequente beijando Regina ali. Ela tinha razão. Precisava se acalmar.
– Eu sei, eu sei... desculpa. – Fez uma pausa – Então... nós vamos conversar sobre isso? – Perguntou séria. Emma não estava se reconhecendo mais, nunca tinha agido assim. Com esse... desespero. Essa ansiedade por causa de alguém.
– Srta. Swan, vai embora e amanhã nós conversamos. — Disse Regina sem ter muita certeza se aquilo era o que queria mesmo. Porque seu coração pedia desesperado pra não ficar longe dela.
– Regina, chega! — Retrucou irritada. — Chega de fugir desse assunto! Eu não vou sair daqui enquanto não esclarecermos isso. — Falou firme, mostrando que não iria ceder.
A morena expirou conformada. Emma tinha razão, elas precisavam esclarecer de vez aquela história, porque ela, embora tentasse permanecer firme na frente de Emma, também estava enlouquecendo com tudo aquilo.
– Está bem. — Cedeu finalmente. — Mas não aqui. Vamos pro escritório. — Terminou já passando por Emma e indo na direção de seu escritório.
Emma foi logo atrás. E como sempre, sua mente que não deixava passar nada que estivesse relacionado à Regina, a fez olhar para o corpo dela enquanto ela caminhava à frente. Aquele hobby lhe caía perfeitamente bem. O tecido fino moldava o corpo dela. Ia até a altura dos pés, e as mangas eram compridas, conferindo a ele um elegância ímpar. Ele era quase transparente, mas não deixava ver muito, apenas instigava.
Se é que isso era possível, o coração de Emma bateu mais rápido ainda com aquela visão. Regina era linda demais. Era visível que o charme dela não era forçado, era algo natural, que simplesmente exalava dela.
Chegaram ao escritório e Regina entrou, com Emma passando logo atrás dela e fechando a porta.
– E então, o que supostamente nós devemos falar, Srta. Swan? — Perguntou em tom irônico. O que deixou Emma mais irritada.
Mas na verdade Regina estava tentando achar uma forma de controlar suas emoções. E o único jeito que sabia era sendo sarcástica, prepotente.
– Devemos falar sobre o vai acontecer daqui pra frente. — Emma falou.
– Como assim? — Perguntou franzindo a sobrancelha.
– Regina, você sabe muito bem tudo que aconteceu. Nós nos beijamos várias vezes. E naquele dia na delegacia... Bom, foi mais do que apenas beijos. — Seu rosto queimou. Sabia que suas bochechas já estavam vermelhas. — O que é isso? Eu quero dizer, até onde isso vai nos levar?
– Eu não estou entendendo aonde quer chegar, Xerife. O que exatamente está me perguntando?
– Estou perguntando o que você acha disso, Regina. — Emma aproximou-se um pouco — Porque por mais que você faça essa postura de durona e tal, eu sei que você tá no mesmo barco que eu... E agora pouco você mesma admitiu estar sentindo tantas coisas.
Regina engoliu em seco. Não era boa em admitir algo tão íntimo. E o medo que sentia de se entregar aquilo e sofrer depois era enorme.
– Foi só um modo de falar. — Respondeu desviando o olhar e cruzando os braços. Estava escorada na mesa do escritório.
Emma sabia que era mentira, já a conhecia bem. Mas afinal ela estava ali não só pra saber o que Regina achava, mas também pra ela mesma dizer o que sentia. Tudo que Mary tinha dito martelava em sua mente. E agora, com Regina a sua frente, sabia que devia fazer aquilo. Devia se abrir. Por mais que fosse difícil pra ela, que fosse estranho, assustador, por mais que estivesse morrendo de medo de se entregar, aquilo era forte e gostoso demais pra deixar pra lá. Dessa vez não estava conseguindo fugir, como fez tantas vezes antes com outras pessoas.
Agora era intenso, arrebatador. E ela sabia que fugir não adiantaria. Dessa vez, só dessa vez, ela queria dar um passo a mais.
– Olha, Regina... Eu pensei muito antes de vir aqui. Pensei se devia te procurar... ou se devia deixar pra lá... — Se Regina não falaria nada, então iria ouvir. — Refleti e por fim... vi que era melhor a gente conversar do que fingir que nada tá acontecendo. — Seu peito subia e descia com força por causa de sua respiração desregulada. Por que sempre ficava assim quanto tava nervosa? Aquilo sempre a irritou.
– Eu não sabia o que fazer, então eu perguntei pra Mary Margaret...
– Você contou pra ela?!! — Regina interrompeu assustada.
– Não! Calma! Eu não contei nada. – Falou rápido para tranquilizá-la. — Eu só disse que... acho que tô gostando de alguém... Mas não disse que é você. — Abaixou o olhar nessa ultima frase, se sentindo envergonhada por confessar aquilo.
Ouvir aquilo causou um tremor em Regina. Palpitações atingiram seu coração. Foi como milhares de borboletas voando em seu estômago. Seus olhos imediatamente ficaram úmidos devido a emoção. Emma estava gostando dela? Era possível que alguém gostasse dela?
Por sorte Emma desviou o olhar e foi tempo suficiente para que Regina apertasse os olhos e fizesse as pequenas lágrimas que queriam se formar sumirem.
– E o que ela disse? — Perguntou num impulso antes que pudesse raciocinar.
– Que eu deveria procurar a pessoa que eu tava gostando e dizer o que eu sinto. — Sorriu ansiosa, voltando a olhar pra ela. — Então... Aqui estou eu.
Emma respirou bem fundo antes de continuar. Precisava se manter firme e falar o que queria. Não podia fazer o que fez no hall da casa. Por mais que a vontade de beijar ela estivesse torturante.
– Olha, isso não tá sendo fácil pra mim, ok? — Emma começou tentando explicar. Sua expressão era séria agora. — Não foi nem um pouco fácil vir até aqui. E depois que eu decidi te procurar, eu planejei fazer isso amanhã... Mas a ansiedade não deixou. Foi algo mais forte do que a minha vontade.
Regina ouvia tudo calada, apenas sentindo as sensações que seu corpo experimentava ao ouvir a voz dela.
– Então eu resolvi vir agora... Mesmo correndo o risco de você não me atender ou bater a porta na minha cara, eu precisava vir. Porque eu tinha que te dizer... — Puxou todo o ar que pôde. Por uma fração de segundos uma luta foi travada em sua alma. Se dissesse tudo que estava sentindo, estaria deixando para trás toda aquela coisa de não se envolver com ninguém. Seria um divisor de águas em sua vida. Ainda dava tempo de se recompor e ir embora dali. Respirou fundo mais uma vez.
– ... Que eu não consigo mais parar de pensar em você. – O sentimento por Regina falou mais alto, e ela confessou. — Eu sinto vontade de te beijar toda hora. E quando você me beija, Regina... Deus! É inexplicável. — Falou sentindo como se algo quisesse explodir dentro dela.
O peito de Regina parecia rasgar com tudo aquilo que ouviu. Já não estava aguentando mais. Queria beijá-la. Queria que Emma a abraçasse e tomasse sua boca em um beijo de tirar o fôlego. Estava encantada com tudo que ela disse. Depois de tantos anos, depois de Daniel, achou que nunca mais iria ouvir aquilo de alguém. Porque nunca ouviu do Rei Leopold, que só pensava em sua esposa morta. E nunca ouviu de Graham, que era apenas uma marionete, fazendo tudo apenas porque era controlado por ela.
Mas Emma... Emma estava falando tudo aquilo por livre e espontânea vontade. Regina estava maravilhada com aquelas palavras. Seu coração ardia em emoção.
– E eu sei que você não é indiferente, Regina. – Emma continuou – Porque você me beijou naquele dia aqui na sua casa. E você foi me procurar na delegacia... Eu preciso saber o que você pensa disso tudo. Tenho que saber o que você sente... Me diz, Regina.
Regina estremeceu. Emma era mesmo imprevisível. Tudo que vinha dela era algo inesperado. Nunca imaginou que ela apareceria na sua casa de noite pra fazer aquela... declaração.
– E o que você quer que eu diga, Srta. Swan? – Respondeu procurando dentro dela aquela Regina forte que era antes de Emma lhe causar todas aquelas coisas. Ela não queria ceder, não podia. O que aconteceria se simplesmente se perdesse naquele sentimento?
Seu medo era tanto que, misturado ao delírio que era estar sentindo tudo aquilo por Emma, lhe causava um desconforto horrível.
Emma realmente não esperava que depois de tudo o que disse, ela reagiria daquele jeito. Aquilo fez seu coração gelar. Como ela podia ser tão fria?
– Só quero que seja sincera comigo. E me diga o que sente. – Emma estava começando a se irritar de novo. Mas com ela mesma, por estar agindo assim. Ela não se reconhecia, tinha acabado de expor seus sentimentos pra uma mulher, e levou praticamente um fora, e ainda assim insistia.
“O que tá acontecendo com você, Emma Swan? Por que simplesmente não vai embora?” Emma perguntou a si mesma.
– Quer que eu seja sincera? Ok! Isso não pode acontecer, Swan. Isso entre a gente... Não tem nada a ver. – Engoliu a saliva, tentando controlar o choro que queria se formar. – Não é certo, não tem cabimento. – Terminou sentindo o desespero tomar conta de si.
Não era aquilo que queria dizer. O que queria dizer era: “Emma, eu sinto a mesma coisa. Estou gostando de você também. E não sabe o quanto fiquei feliz com tudo o que você disse!”
Mas não podia. Uma guerra era travada em seu interior. Por um lado estava a sua frente uma mulher linda, que mexia com sua alma, uma mulher que fazia seu coração bater feito louco apenas com um olhar. Mas por outro lado, ali a sua frente estava a mulher que podia destruir sua vida, quebrar a maldição e tirar Henry para sempre se descobrissem que ela era mesmo a Rainha Má.
Regina queria simplesmente esquecer aquilo tudo e se entregar aquela mulher com toda a vontade que estava, com toda a intensidade da sua alma. Mas o medo colocava uma barreira entre elas.
– Essa história de novo, Regina? Vai dizer de novo que é loucura? – Emma perguntou debochada. – Tão loucura que você deixa o Henry sozinho em casa pra ir atrás de mim na delegacia. Tão loucura que me beija daquele jeito! É tanta loucura que não recusou quando te beijei ontem na Prefeitura. Tanta loucura que naquele dia na delegacia a gente tava se beijando de um jeito que sabe Deus o que teria acontecido se o Henry não tivesse ligado!! – Despejou em cima dela toda sua frustração com aquela história. Estava se sentindo uma idiota agora.
O nervosismo de Regina era tanto que sentia todos os seus músculos tremerem.
– Você não sabe o que isso significa, Swan! – Respondeu exasperada. — Essa coisa toda entre a gente! Você não sabe o que isso representa...!! – Cuspiu as palavras quase gritando, pensando no que aquilo representava pra maldição, e que poderia destruir sua vida.
Emma a olhou confusa, franzindo as sobrancelhas.
– E o que significa?! O que representa, Regina?! Me explica então!! – Retrucou no mesmo tom da outra. Sem entender absolutamente nada do que ela estava falando.
Regina gelou. Não devia ter falado aquilo.
– Ah, Emma! Você me deixa nervosa! Nem percebo o que estou falando. – Respondeu agoniada, levando a mão à cabeça.
– Eu venho aqui no meio da noite, te falo que nem uma idiota o que eu tô sentindo, pra você não falar nada com nada! É sério isso?! Que depois do que tem acontecido entre nós, você não tem mais nada a dizer? E fica falando coisas sem nexo! – Seu coração dando sinais de mágoa.
– Pra começar você nem devia ter vindo!! Eu só quero ficar em paz! – Jogou as palavras sem pensar. Foi rude e arrogante.
Emma sentiu aquelas palavras como facas sendo cravadas em seu peito. Quando resolveu ir até lá realmente não imaginou que seria doloroso se recebesse uma resposta negativa dela. Mas foi.
Tudo se misturou, raiva, mágoa, frustração, desejo reprimido. Mas já bastava de se rebaixar. Porque era isso que parecia que estava fazendo. Se Regina pensava daquele jeito, então ela que se danasse. Emma iria esquecer aquela história, mesmo que fosse muito difícil. Se odiou por estar ali fazendo aquele papel ridículo.
– Ok, Regina... Foi realmente um erro vir até aqui. – Disse se sentindo uma perfeita idiota. — Eu não vou te incomodar mais. Pode deixar. Vou te deixar em paz. — Falou num tom magoado e se virou para sair. – Boa noite, Madame Prefeita. – Falou já de costas, indo em direção a porta do escritório.
O coração de Regina apertou com o tom dela. Estava desesperada, e realmente queria paz, mas não daquele jeito. Agora Emma iria embora com raiva dela. Aquilo a afligiu.
Tudo que havia dito fora apenas por pânico, preocupação. Mas no fundo de seu coração sabia muito bem que sentia o mesmo que Emma tinha dito. Vê-la se virar daquele jeito para ir embora depois de tudo que havia declarado fez seu coração doer.
– Não! Espera, Emma! – Chamou num impulso. — Me desculpa! — Sua voz alfita.
Emma havia dado apenas alguns passos. O que Regina queria agora? Debochar da cara dela?
– Emma... m-me desculpa. — Falou completamente transtornada. Podia sentir seus olhos lacrimejarem.
Emma ainda estava de costas. Então respirou bem fundo e virou pra ela novamente. Sua expressão demonstrava toda a raiva que estava.
– Eu não devia ter falado desse jeito com você. – Falou levando a mão a cabeça e olhando pra baixo. Estava atordoada.
Respirou fundo ainda olhando para baixo. Emma nada disse, queria ouvir o que Regina tinha a dizer agora. Apesar da raiva, uma pontada de esperança surgiu em seu coração quando Regina chamou por ela. Poderia ir embora e deixar ela falando sozinha, mas não conseguia, o único lugar onde queria estar era perto dela.
– Eu tô tão confusa. — Regina continuou — Isso é tão estranho e... complicado! Eu... eu não sei o que fazer — Olhou pra ela nesse momento. — Eu não sei o que pensar, o que achar. — Respirou fundo mais uma vez, soltando o ar com força. — Às vezes parece que eu tô enlouquecendo. – Olhava para Emma com seu olhar angustiado. – Você tá me deixando maluca, Emma. Eu nunca lidei com uma situação assim. Nunca senti isso. Não tá sendo fácil. Eu não sei como agir. – Seus olhos marejaram, enquanto seu coração estava aflito.
Emma jamais tinha visto Regina naquele estado. Ela parecia realmente transtornada. Emma sabia que não estava sendo fácil. Pra nenhuma das duas. Respirou fundo pra tentar fazer aquela raiva que tinha se formado, se dissipar. E na verdade não seria tão difícil, pois ver Regina daquele jeito fazia surgir uma imensa vontade de abraçá-la.
– E como você acha que eu estou? Você faz uma coisa, depois diz outra. Me beija, depois diz que é loucura. Então de repente tá lá, me beijando de novo. – Emma disse ainda se sentindo frustrada.
Regina desviou o olhar e suspirou.
– Eu disse, eu não sei como agir. – Respirou pesarosa.
– Eu sei. – Emma falou em um tom mais calmo agora. Regina havia impedido que ela fosse embora e aquilo significava alguma coisa.
– Às vezes acho que vou enlouquecer também – A loira continuou. Regina voltou a olhar pra ela. – Porque eu não sei como isso aconteceu. Eu penso em você o tempo todo. Durante o dia inteiro você não sai da minha cabeça... E quando a noite chega, lá está você de novo... nos meus sonhos.
Regina se encantou com o que ouviu. Aquilo parecia bom demais pra ser verdade. Ouvir aquelas coisas de alguém que ela não estava manipulando.
– Você sonha comigo? – Perguntou subitamente. Tentando conter um sorriso bobo.
– Sim. – Emma sorriu embaraçada.
Regina abaixou a cabeça se sentindo constrangida, mas um sorriso doce se formou em seus lábios.
Emma percebendo aquilo, sentiu seu coração aquecer. Queria abraçá-la.
Regina soltou devagar o ar de seus pulmões, como se pensasse no que dizer, como se tentasse controlar suas emoções. Olhava para um ponto qualquer no chão, como se fosse achar a solução ali.
– Eu queria ter as respostas pra você, Emma... Mas eu não tenho. Nunca aconteceu algo assim comigo. Quer dizer... com uma mulher. — Concluiu a frase totalmente desconcertada.
Emma não soube porque, mas sentiu um frio na barriga quando ouviu aquilo.
Entendeu que Regina estava tão confusa e desesperada quanto ela em relação aquilo.
– Eu sei... — Emma falou. — Eu também queria ter a resposta pra isso, porque sinceramente... Tá me enlouquecendo também. — Falou enquanto se aproximava dela. Já não resistia mais a vontade de ter contato com ela. E de sentir aquele cheiro maravilhoso. — Eu também nunca me senti assim por uma mulher... Isso é tão diferente. — Continuava a falar enquanto chegou bem perto dela. Ficou bem de frente pra ela. Regina não tinha coragem de encará-la. — É estranho saber que é uma outra mulher... — Falou com a voz mais baixa, enquanto ergueu sua mão direita e levantou com delicadeza o rosto de Regina, tocando o queixo dela com a ponta dos dedos. Fazendo com que a morena olhasse pra ela — Mas é tão bom! — Concluiu quando os olhos castanhos encontram os dela. — Tirando toda essa confusão dentro de mim, Regina... o que eu sinto é gostoso de sentir.
O coração de Regina pulsou completamente acelerado com aquele simples toque. Seus pelos arrepiaram. Imediatamente sua boca pareceu ficar seca. Não esperava aquilo. Sentiu-se tímida, e seu rosto ficou quente. Com certeza estava corada. Ali, tão perto dela, olhando naqueles olhos verdes que tanto mexiam com ela, era fácil esquecer de tudo e se entregar. Não conseguiu controlar seu olhar que, rapidamente passou pelos lábios rosados a sua frente, desejando ser beijada por eles novamente. Mas logo voltou a olhar nos olhos dela.
– Eu sei que você não tem a resposta e eu também não tenho, porque isso é diferente pra nós duas. — Emma foi sincera e quis mostrar que ela não estava passando por aquilo sozinha. — Mas eu só quero uma resposta de você, Regina. Só quero saber uma coisa. — Retirou a ponta dos dedos do queixo dela, voltando a abaixar seu braço. — Só quero saber o que você sente. Me diz... Você também pensa em mim do mesmo jeito?... Do jeito que eu te falei que penso em você? — Olhou dentro daqueles lindos olhos castanhos chocolate, como se quisesse adentrar a alma dela. Seu coração palpitava enquanto aguardava a resposta. Regina era imprevisível, Emma não sabia o que esperar.
Regina estava hipnotizada por aquele olhar. Não tinha mais forças pra resistir. Não queria mais resistir. Queria simplesmente se entregar. Sentir aquele sentimento que arrebatava seu coração. Queria desabafar o que sentia realmente, já não aguentava mais lutar contra aquilo. Então finalmente respondeu:
– Sim... O tempo todo. — Confessou finalmente. Com receio de estar mostrando seus sentimentos pra ela, mas estranhamente sentindo um certo alívio por não estar mentindo, nem pra ela, e nem pra si mesma. – Eu não sei como aconteceu, mas de repente você não sai da minha cabeça mais. – Concluiu com seu coração pulando no peito.
Uma onda de calor atravessou a pele da loira, mas um frio se fez em sua barriga. Que poder Regina tinha sobre ela apenas com palavras. Mas aquelas não eram simples palavras. E aquilo era tudo que queria ouvir. O que tinha dito para ela era verdade, não precisava de todas as respostas porque talvez elas nem existissem, só queria saber se Regina compartilhava daquele sentimento. E agora tinha certeza que sim.
Seu coração bateu mais acelerado. E seu corpo implorou imediatamente para diminuir a distância entre elas. Por várias e várias vezes tentou se negar o que estava sentindo, e agora estava ali, sentindo um misto de felicidade e euforia por constatar que Regina sentia o mesmo.
Se conformou finalmente. Pra que lutar? Pra que resistir se a cada dia percebia que aquilo ficava mais forte? Era melhor admitir e se entregar. Se entregar a aquela vontade louca de estar perto daquela morena linda que estava a sua frente olhando-a com os olhos mais belos que já tinha visto na vida.
Emma deixou escapar um sorriso tímido depois da confissão de Regina. Já não aguentava mais manter aquele espaço entre elas. Precisava do seu corpo em contado com o dela, precisa da sua boca sentindo a dela.
Emma se aproximou. Devagar, deu dois passos a frente, ficando ainda mais perto dela. O espaço era suficiente apenas pra que ainda conseguissem se olhar nos olhos.
Regina sentiu a respiração entrecortada. Seu coração estava disparado. Sabia o que iria acontecer e queria aquilo. Queria aquele beijo delicioso.
Emma subiu sua mão direita e a levou até o rosto de Regina. Acariciou levemente.
Regina não resistiu aquele toque, e seus olhos se fecharam por um breve momento, sentindo a emoção de ter a mão dela em contato com sua face. Aquilo só serviu para que tudo em Emma entrasse em euforia, como fogos de artifício. Ficou extasiada observando os olhos de Regina se fecharem devido a seu simples toque.
Foi apenas um segundo, Regina logo abriu os olhos e encarou novamente as esmeraldas brilhantes a sua frente.
Emma ergueu sua outra mão, e também a levou até a face de Regina, segurando o rosto dela delicadamente.
Devagar foi aproximando seu rosto do dela, sem deixar de olhar em seus olhos. Centímetro a centímetro, fazendo aquela tortura queimar seus corações. Sentiu a ponta de seu nariz tocar a ponta do nariz dela, e nesse momento as duas fecharam os olhos. Antes mesmo do beijo, as respirações estavam pesadas.
Então Emma diminuiu totalmente o espaço, e a beijou suavemente.
As duas estremeceram. De repente em um segundo todo o universo a sua volta pareceu sumir. Era como se flutuassem.
Poderia seu coração bater ainda mais forte? Era o que Regina poderia se perguntar, porque foi exatamente isso que aconteceu quando aqueles lábios rosados tocaram sua boca em um selinho cheio de carinho.
Foi apenas um selinho, mas o suficiente para desencadear um misto de emoções fortes.
Então Emma afastou sua boca da dela. Os olhos se abriram e se encontraram novamente. Os braços de Regina que antes estavam cruzados, agora se apoiavam na mesa atrás dela, pra que não caísse, já que suas pernas pareciam ter perdido as forças.
Emma continuou a segurar o rosto dela, e seus olhos pareciam pedir permissão pra continuar. Não queria que depois Regina dissesse que aquele beijo tinha sido mais um erro.
A resposta veio quando viu o olhar da morena descer na direção de sua boca. Fez o mesmo, e encontrou aquela boca carnuda levemente entreaberta.
Os olhares subiram e se entreolharam profundamente, mas nesse momento nada precisava ser dito. Apenas sentido.
Emma se aproximou, um pouco mais rápido dessa vez, e a beijou novamente.
Os lábios se moveram uns sobre os outros. Emma sentiu as mãos de Regina pousarem em seu corpo, uma de cada lado de sua cintura. Foi um toque leve, meio tímido.
Regina tinha uma boca tão macia, lábios carnudos, gostosos de serem beijados. E Regina também queria mais daquela boca. Emma não negou, e deixou sua boca ser preenchida pela língua quente da morena.
Que beijo maravilhoso era aquele. Suas bocas se encaixavam perfeitamente. Era prazeroso demais sentir suas línguas se tocando, disparando faíscas por seus corpos, e não conseguiram segurar um suspiro que escapou abafado.
Era um beijo calmo, e embora cheio de desejo, parecia não ter pressa. Queriam degustar de suas bocas. Matar todo o desejo que estava reprimido.
Era uma sensação incrível. O gosto delicioso de suas bocas, seus cheiros que se misturavam, o calor que parecia emanar de seus corpos.
Regina não conseguia mais controlar suas emoções. Estava perdendo o raciocínio, sucumbindo aquele sentimento. O beijo de Emma era gostoso demais. Seu coração parecia que ia pular pra fora do peito. E aquilo era bom. Muito bom. Acabou por envolver a cintura dela e a abraçou.
Emma suspirou quando sentiu Regina a abraçar apertado e puxar seu corpo contra o dela. Sentir Regina se entregar ao beijo daquela forma era bom demais.
Não conseguiu conter o desejo de intensificar aquele ato. E o que era calmo e terno, se tornou mais rápido e forte.
Suas línguas se tocavam intensamente. Aquele toque disparava calor por suas peles, fazia seus corpos estremecerem. Sentiam as tais borboletas no estômago.
Respiravam forte, pesadamente, podiam ouvir a respiração uma da outra. Regina apertava Emma contra seu corpo, e a loira continuava a segurar o rosto dela entre as mãos, como se quisesse aproximar ainda mais seus rostos.
Emma sentia seu coração pulsar. Tão forte, tão rápido. Nunca na vida tinha sentido ele assim.
Aos poucos o beijo se tornou um pouco mais lento e finalmente cessou, mesmo que não quisessem. Mas o ar realmente faltava e precisavam respirar.
Suas bocas se desgrudaram, Emma encostou sua testa na dela. E permaneceram assim, com suas testas coladas, os olhos ainda fechados. Seus corpos ainda grudados e seus rostos colados. Ainda sentindo o todo o prazer daquele beijo e da proximidade se seus corpos.
Devagar Emma retirou sua testa da dela, e se afastou alguns centímetros. Regina sentiu como se sua alma fosse desvendada com aquele olhar. Como era prazeroso sentir o toque terno das mãos dela em seu rosto.
Mas então a loira retirou suas mãos do rosto dela, e pegou a mão direita de Regina, que estava apoiada em sua cintura. Regina olhou o que ela fez sem entender. E logo voltou a olhar pra ela, mas Emma acompanhava o movimento que estava fazendo.
Emma subiu a mão dela lentamente, segurando entre as suas, meio receosa do que queria fazer, mas quando estava com Regina parecia que não tinha mais controle sobre seu próprio corpo, e agia simplesmente por impulso, suas emoções a controlavam.
Levou a mão de Regina até seu tórax, na altura de seu coração, e a repousou ali.
– Consegue sentir? – Perguntou Emma.
Regina voltou seu olhar para onde sua mão estava. Apoiada na altura do coração de Emma.
– Sente como tá batendo forte? — Perguntou referindo-se a seu próprio coração que batia acelerado.
A morena suspirou encantada ao constatar realmente o quanto o coração da loira batia forte.
– Sempre fica acelerado assim quando tô perto de você, Regina. – Concluiu com a voz embargada.
Regina voltou a olhá-la quando ela falou isso. Encarou aqueles verdes intensos. Emma retirou sua mão direita que estava apoiada sobre a de Regina, e levou novamente ao rosto dela. Sua outra mão continuou sobre a dela em seu peito, e apertou levemente.
Emma sorriu lindamente pra ela. Regina não conseguia parar de sentir emocionada com aquilo. Sentia o coração dela bater forte, rápido. E era por sua causa. Aquilo elevou suas emoções e dessa vez foi ela quem diminuiu a distância entre elas.
Tocou o rosto de Emma com sua mão esquerda, enquanto a outra ainda desfrutava das batidas aceleradas do coração dela. Olhou bem dentro daqueles olhos, e depois para a boca. Então se aproximou e a beijou.
Emma pôde sentir o quanto Regina queria aquilo também.
Beijaram-se com vontade. Regina respirando pesadamente e suspirando em meio ao beijo. Emma sentindo todo seu corpo se arrepiar. Retirou a mão que estava sobre a de Regina em seu tórax e levou até a cintura dela, a envolvendo e puxando forte contra seu corpo.
Regina subiu sua mão que estava sobre o coração de Emma e levou até o pescoço dela. Estremeceu quando Emma a apertou ainda mais contra seu corpo.
O beijo não conseguia mais ser calmo, estava carregado de desejo, ansiedade, cheio de vontade. Era intenso, forte, molhado. Degustavam seus lábios e línguas com extrema vontade. Os corpos roçavam um no outro. Emma adentrou sua mão nos cabelos de Regina, e a beijava insanamente, sem vontade nenhuma de parar. Queria tanto grudar seu corpo no dela que acabou empurrando Regina para trás e ela se chocou com a mesa.
Em um breve momento suas bocas se afastaram um pouco, mas nem sequer abriram os olhos, apenas buscaram fôlego, e tão logo suas bocas grudaram novamente para continuar aquele beijo enlouquecedor.
Regina ergueu seus braços por completo e os enlaçou envolta do pescoço dela. Emma desceu a mão que estava no cabelo dela e a abraçou forte, envolvendo-a com os dois braços. Precisou abaixar um pouco o corpo para fazer isso. Nunca havia percebido como Regina era mais baixa sem todos aqueles saltos. Sorriu por dentro ao constatar aquilo.
As mãos de Emma começaram a passear pelas costas de Regina, que se deliciava com aquele toque. O abraço de Emma era tão forte, aquilo a excitava. Sim, o desejo só aumentava a cada toque dela. Seu coração parecia que ia explodir a qualquer momento. Já não pensava em mais nada. Nem em maldição, nem em Salvadora, nem em nada daquilo. Aliás, nem sequer pensava direito, sua mente estava embaralhada, tomada por aquelas sensações. Só conseguia sentir. E cada vez mais intensas aquelas sensações em seu coração... E em seu corpo.
Emma pressionava seu corpo contra o dela, que estava escorada na mesa. Não controlava mais seus movimentos, era tudo ordenado por suas emoções. Seu corpo se mexia contra o de Regina, tocando, roçando, provocando sensações até então desconhecidas, incompreendidas. Mas que agora afloravam com força. Emma respirava forte. O corpo de Regina em contato com o seu daquela maneira lhe causava arrepios, calor, seu corpo parecia vibrar.
Suas mãos continuavam a passear por toda a extensão das costas de Regina. Sentia a textura macia do tecido do hobby dela. Apertava, acariciava, puxava mais contra si.
Emma estava mexendo com tudo nela. Com todas as partes de seu corpo. Pois Regina já sentia uma pressão entre suas pernas. O desejo se tornava cada vez mais carnal.
A boca de Regina era deliciosa, mas Emma queria mais. Afastou seus lábios dos dela e sem pedir permissão, rapidamente desceu para o pescoço. Regina permaneceu de olhos fechados, sentindo a respiração forte de Emma naquela região sensível.
A loira aspirou o cheiro dela. Sua mão estava novamente entrelaçada nos cabelos negros. Passou a ponta dos lábios pela pele macia e cheirosa. Sentiu seu próprio corpo estremecer mais uma vez. Não conseguiu aguentar mais e pressionou um beijo forte contra a pele do pescoço dela.
Sem controle de si mesma, Regina deixou escapar um gemido baixo, tímido, ao sentir aquele toque. Aquilo foi demais, Emma sentiu seu coração pulsar ainda mais forte, os pelos de sua nuca se arrepiaram com aquele som. Nunca tinha vivenciado aquilo, ouvir uma mulher gemer gostosamente contra seu ouvido. Descobriu como aquilo era prazeroso. E quis mais.
Lentamente deu vários beijinhos no pescoço dela. Seu corpo continuava a se movimentar sobre o dela, pressionando, como se quisesse fazer parte dela, ocupar o mesmo espaço. Respirando com dificuldade, passou sua língua pela pele macia. Sentiu a textura, o cheiro, o gosto. Ela mesma se assustou quando sentiu sua intimidade dar sinais de excitação.
Mas esqueceu de tudo que pudesse vir a sua mente quando ouviu Regina gemer baixinho mais uma vez.
Aquilo estava sendo enlouquecedor para as duas. Jamais haviam vivido algo assim. Regina enfiou sua mão pelos longos cabelos loiros da outra, que continuava a degustar de seu pescoço.
Suas respirações eram irregulares. Enquanto Emma suspirava com o prazer de sentir sua boca colada a pele dela, Regina arfava ao sentir aquele toque. Ambas de coração acelerado, os corpos já quentes.
Enquanto Emma beijava, lambia e mordiscava seu pescoço, Regina entrelaçava os dedos no cabelo dela, ora puxando, ora apertando. Sua outra mão adentrou o casaco vermelho dela e passou a apertar suas costas por cima da blusa branca que ela usava.
Sem perceber de fato, seus corpos se encaixaram. E a coxa de Emma pressionava sobre a intimidade de Regina, causando vibrações pelo corpo da morena.
Aquilo era gostoso demais. Sim, Regina estava excitada com todos aqueles beijos e carícias. Não era de ferro, era humana, e seu corpo agora ansiava por ser tocado por aquela loira que estava tirando sua razão.
Uma mão de Emma desceu pelo contorno da cintura dela e, sem conseguir conter mais aquele desejo, passou pelo quadril dela, apertou, fazendo Regina suspirar. Depois do quadril Emma continuou o caminho e encontrou a coxa dela. Acariciou enquanto não parava de beijar seu pescoço. Com uma coragem, ou talvez apenas sendo levada pela emoção que a controlava, afastou um pouco a aba do hobby e tocou sua coxa nua por debaixo dele.
Não conseguiu resistir e precisou desgrudar sua boca do pescoço dela para soltar um suspiro forte que lhe subiu incontrolável pela garganta. Regina também suspirou, que prazeroso era ter a mão de Emma naquela região do seu corpo. Tomada por aquela sensação, Regina levantou levemente sua perna, mas sem tirá-la do chão. Apenas flexionou um pouco o joelho, dando mais acesso a Emma, que imediatamente apertou forte a coxa dela.
A loira arfou em seu pescoço, pressionando mais seu corpo contra o dela, apertando e acariciando a coxa firme.
Abandonou o pescoço e voltou para a boca da morena. Tomou os lábios dela em um beijo apaixonado. Seu coração queria saltar para fora. Só queria beijar e beijar Regina, queria que o tempo parasse naquele momento. Sentiu vontade de ficar assim com Regina pra sempre.
A morena já não conseguia mais aguentar aquelas sensações e emoções tão fortes. O mundo a sua volta tinha sumido. Não se lembrava de sentir tamanha felicidade desde que seu primeiro amor morreu. Mas aquele desejo... Aquele desejo ela jamais havia sentido. Era a primeira vez que experimentava tudo aquilo.
Em um ato impensado, desgrudou da mesa e trocou de posição com Emma, fazendo agora a loira ficar contra o móvel.
Suas bocas se desgrudaram nesse movimento, e seus olhos se encontraram. As respirações eram fortes, soltavam o ar com força. Se olhavam sem nada dizer. As mãos de Emma estavam na cintura dela. Regina sentia arrepios com aquele olhar. Seu coração batia como louco. Sentiu uma emoção tão forte que seus olhos umedeceram. Não era só desejo, era algo mais... Era afeto.
Tocou o rosto da loira com sua mão. Acariciou levemente. Emma, assim como ela há minutos atrás, se deixou levar por aquele toque delicado, e seus olhos se fecharam de emoção. Virou seu rosto para o lado e beijou a mão de Regina. Para logo voltar sua cabeça para frente e olhar pra ela.
Regina sorriu docemente com aquele gesto dela. E disse com a voz baixa:
– Você é linda. — Falou quase num sussurro. Não conseguiu resistir a vontade de elogiar a beleza dela.
Emma sorriu encantada com o que acabara de ouvir. Seu coração se derreteu. Nunca imaginou que receber um elogio de Regina fosse tão bom.
– Você que é... — Fez uma pausa como se admirasse os traços do rosto dela — Linda demais. — Concluiu com a voz embargada pelo que sentia por Regina.
Beijaram-se novamente.
O beijo começou lento, os lábios se tocaram devagar. E Emma mordeu levemente o lábio inferior de Regina, arrancando um suspiro dela. As línguas se encontraram, quentes e molhadas, fazendo seus corpos arrepiarem de novo.
Logo o beijo foi tomando as proporções de antes, ficando mais rápido, mais intenso... Era muito desejo reprimido.
Emma voltou a segurar Regina pela cintura, sentindo o contorno do corpo dela por cima do hobby macio de seda. Enquanto isso, sentia seus ombros serem agarrados, apertados, puxados pelas mãos da morena. Agora era a vez dela pressionar seu corpo contra o de Emma. Era impossível conter aquela vontade de ter mais contato com ela.
Afastando seus lábios dos dela, Regina desceu a boca e mordiscou levemente o queixo da loira, logo em seguida beijou, e foi distribuindo beijos até chegar no pescoço dela. A pele branca, macia, cheirosa, Regina se deliciou com o aroma gostoso que vinha dela e dos cabelos longos que lhe caíam pelos ombros.
Afastou os cabelos dela, jogando-os para trás, e então beijou de leve. Os olhos de Emma continuavam fechados, assim podia desfrutar melhor daquela sensação. Tudo que sentia com Regina era incrivelmente forte. Parecia que tinha fogos de artifício explodindo em suas entranhas, seu coração queimava, sentia seu corpo pegar fogo. Era tão bom estar com ela daquele jeito. Saber que ela também queria aquilo. Emma estava admirada com a forma com que Regina a estava tocando. Estava feliz nesse momento. Feliz demais.
Se entregar aquele sentimento era ainda melhor do que Regina imaginava. Emma tinha um cheiro tão bom, e sentir de novo seus lábios contra a pele macia do pescoço dela, assim como fez naquele dia na delegacia, era mágico.
Traçou a curva do pescoço dela com a ponta dos lábios, arrancando suspiros da loira, que a segurava pela cintura. Regina entrelaçou sua mão nos cabelos dourados e beijou forte o pescoço dela. Um frio se fez em seu estômago quando sentiu sua própria boca comprimindo contra o pescoço de Emma.
A loira, mesmo que timidamente, não conseguiu conter o som do prazer que sentiu, e um gemido suave escapou por seus lábios. Há quanto tempo não se sentia assim, entregue, absorta pelo delírio te der alguém tocando sua pele.
Aquilo foi diferente para Regina, era uma mulher que havia acabado de gemer próximo ao seu ouvido. Que sensação incrível, fez seu corpo vibrar. Queria ouvir aquilo de novo.
Que boca macia e quente era a de Regina. Que fazia Emma esquecer de tudo, não pensar em nada que não fosse usufruir daquele momento íntimo entre elas. Inclinou um pouco sua cabeça para o lado, deixando seu pescoço mais a mostra, oferecendo-o totalmente a morena linda que o beijava carinhosamente.
Beijos eram distribuídos por todo o pescoço da loira. Suas mãos seguravam firme a cintura de Regina. Apertavam, puxavam-na para si, tudo obedecendo aos comandos de suas emoções, que ordenavam que o corpo de Regina deveria estar colado ao seu.
Seu coração batia forte e fora de ritmo. O cheiro de Regina lhe invadia a alma, fazendo-a tremer por dentro. Como era bom aquele toque, as mãos de Regina que a seguravam, uma no cabelo e a outra em suas costas, por cima do casaco. Abraçou Regina, queria senti-la o mais próximo possível. A envolveu em um abraço apertado, carregado de carinho.
O êxtase tomava conta de Regina, que já não sabia quem ou o que havia se apoderado dela, mas estava tendo ações que jamais pensou ter com uma mulher. Como por exemplo, seu corpo que se movia roçando o corpo da outra, sua respiração carregada contra o pescoço dela, suas mãos desejando tomar outros rumos além das costas. Emma era bonita, cheirosa, tinha uma pele tão macia e viciante. Beijou toda a extensão do pescoço dela, e quando já não aguentava mais apenas beijar, entreabriu sua boca e deixou que sua língua lambesse toda a curva daquele pescoço que tinha um gosto tão bom.
Emma não pôde segurar, mesmo sentindo envergonhada, e gemeu mais uma vez, apertando as costas da morena. O coração de Regina não poderia estar mais descontrolado, se derretia cada vez que Emma pronunciava algum som que denunciava seu estado de satisfação. O que Emma estava fazendo com ela? Lhe causando todas aquelas sensações, fazendo todo seu interior implorar desesperadamente para nunca se afastar dela.
Enquanto Regina se deliciava no pescoço dela, Emma virou seu rosto para ela e suspirou em seu ouvido, arrancando também um suspiro da morena. Emma como pôde, deu um beijo na bochecha dela, e subiu sua mão para segurar aqueles cabelos negros macios. Os cariciou, sentindo dentro de si todo o afeto que só crescia por Regina, querendo aproveitar cada toque dela.
Subindo com sua boca, Regina deu um leve beijo na bochecha de Emma, depois outro, e outro, distribuindo selinhos cheios de carinho pela face dela, para então chegar novamente à boca. Sentiu a respiração forte de Emma contra seu rosto. Ela também respirava daquele jeito. Aproveitando o abraço da loira, Regina se aconchegou no corpo dela, e envolveu seu pescoço, abraçando. Depositou um beijo selado em sua boca. E então sem cerimônia tomou seus lábios em um beijo impetuoso, sedento. Era gostoso demais quando sentia a língua de Emma dentro de sua própria boca, tocando a sua, se misturando com a saliva. O beijo dela tinha um gosto adocicado, e fazia ter a sensação de flutuar.
Todo o corpo de Emma estava respondendo aos toques e carícias de Regina. Emma queria tocá-la. O calor do corpo dela em contato com o seu lhe despertava desejos, vontades inconfessáveis. Acariciava as costas dela, o tecido do hobby era tão macio, gostoso de sentir, de saber que por debaixo dele estava a pele de Regina.
Seu coração disparou ainda mais quando uma de suas mãos percorreu outro caminho, fazendo-a se perguntar se deveria, se tinha permissão. Mas não queria desgrudar sua boca daquela boca tão gostosa. Lentamente sua mão foi descendo pelas costas dela, e não parou quando chegou à cintura. As pontas dos dedos foram primeiro, para depois a palma de sua mão percorrer o volume da bunda de Regina.
Foi o êxtase total para a morena. Todo seu corpo respondeu em um tremor quando sentiu a mão de Emma acariciar aquela região do seu corpo. Emma conseguiu sentir Regina vibrar, ao mesmo tempo em que ouviu um suspiro abafado pelo beijo, escapar dela.
Adorou aquilo, era a permissão para que continuasse. Ah, como queria sentir o corpo de Regina, descobrir as sensações. E se deixando levar por todos aqueles sentimentos, apertou a bunda dela. Era volumosa, firme. Aquela sensação desencadeou arrepios, pulsações, uma sensação que parecia quente e gelada ao mesmo tempo atravessar seu peito.
Emma acariciava sua bunda. Alisava de leve, para em seguida apertar. Fez isso repetidas vezes. E o coração de Regina se desmanchando em prazer, batendo forte, queimando.
As duas estavam extasiadas pelas carícias. Bocas, línguas, mãos, corpos. Tudo agindo junto para deixá-las em um estado incontrolável de excitação.
Emma respirava forte enquanto beijava sua boca e acariciava seu bumbum. Aquilo fazia o coração de Regina queimar, tudo dentro de si revirava, tremia com aquela carícia. Há tempos não era tocada assim. Desde que Graham morrera ninguém tocava seu corpo daquela forma. Mas o que rolava com ele nem sequer se comparava ao que estava sentindo com Emma. Com ela era terno, suave, doce. Era intenso e forte, mas ao mesmo tempo delicado. E seu coração batia emocionado como jamais havia batido com ninguém.
Em uma busca desesperada por fôlego, Regina deixou os lábios da loira e seus olhos se encontraram. Havia tanto ali, tanto a expressar. Regina estava enfeitiçada por aqueles olhos, cada vez que os olhava, encantava-se mais pela dona deles. Envolveu o rosto da loira com suas duas mãos, segurou-o entre elas delicadamente. O rosto dela estava quente, a pele branca agora possuía um tom de rubor.
Sem pensar duas vezes acariciou as maçãs daquele rosto com a ponta de seus polegares. Percorreu seu olhar pelos traços finos da face dela. Ela era linda. Que mulher extremamente bela estava diante de seus olhos. Respirou fundo admirando aquela beleza delicada.
Emma não pôde conter um pequeno sorriso, quase imperceptível. Regina a olhava de um jeito diferente. Parecia observar cada parte de seu rosto. Emma se encantou com aquilo. Sentiu suas entranhas queimarem de emoção.
As mãos dela era tão macias, estavam quentes. Sentia seu rosto ser acariciado suavemente por elas. Aquilo despertava felicidade dentro de si. Parecia que por um momento não se sentia mais perdida no mundo. Como se seu lugar fosse e sempre fora ali, naquele abraço, presa ao olhar dela, tendo sua face tocada por suas mãos. Era ali que queria estar. Tinha certeza disso agora.
Regina aproximou seu rosto, fechou seu olhos, tocou a testa dela com a sua. Emma fechou os olhos também. A morena tinha milhares de palavras presas em sua garganta. Mas nada conseguia dizer. E palavras não cabiam nesse momento.
Os lábios se tocaram novamente. Dessa vez sem aquela euforia. Foi devagar, foi doce, foi calmo. O beijo foi aprofundado imediatamente. Era delicioso sentir suas línguas se tocando, saliva se misturando, respiração quente sobre a pele de seus rostos.
As mãos de Emma novamente subiram e abraçaram o corpo cheio de curvas daquela mulher. A apertou. Queria ter certeza que ela estava mesmo ali. Que tudo que estava sentindo não era mentira, não era sonho.
Mas era impossível manter calmo aquele beijo quando seus corpos já estavam tomados pelas sensações do desejo, das descobertas de sentimentos. Não conseguiam controlar, aquilo era forte e arrebatador. Logo o beijo era intenso mais uma vez. Era molhado e forte.
Regina a puxava pelo rosto. E Emma a apertava contra seu corpo.
Os corações pulsavam sentindo o atrito de seus corpos. Estavam encaixadas naquele abraço, os seios roçavam por baixo das roupas. Mesmo sem a intenção, suas intimidades eram estimuladas quando seus corpos se mexiam suavemente um sobre o outro.
Regina queria Emma. Mesmo não entendendo plenamente o que se passava com seu corpo e com seu coração para se sentir assim por uma mulher, ela queria Emma. A desejava como jamais havia desejado alguém na vida. Era um sentimento que lhe consumia corpo e alma. Aquela mulher que estava diante de si era a mulher que preenchia seus pensamentos, que lhe despertava o mais espontâneo sorriso, que fazia seu coração bater alegre por um simples olhar. Por ela seu coração batia forte como nunca havia sentido, por ela seu corpo respondia de uma forma que chegava a assustar. Já não conseguia aguentar a vontade que estava dela, de sentir ela, de se entregar plenamente ao que estava sentindo por ela.
Lentamente cessou o beijo e afastou seus lábios dos de Emma. Olhou pra baixo por um momento e então voltou a olhar naquelas orbes verdes. Respirou fundo. Desceu suas mãos e pegou as dela. Entrelaçou seus dedos aos dela, olhou-a profundamente sentindo seu coração arrebentar seu peito.
Se aproximou e tocou docemente os lábios dela em um selinho. Emma quase se derreteu em emoção. Mas Regina logo se afastou, e a puxou por uma mão, fazendo com que dessem alguns passos a frente.
Perto da porta, Emma perguntou confusa:
– Que foi? — Não entendeu aquela atitude de Regina.
– Shh! — Resmungou curta, no seu tom autoritário.
Emma se calou, e mesmo sem entender se deixou ser guiada pela morena.
Saíram do escritório e logo adentraram um corredor. Era longo e tinha algumas portas de cada lado dele. Havia algumas mesinhas com arranjos de flores. E espelhos pelas paredes. Emma observava sem dar muita atenção, sentindo sua mão ser segurada pela de Regina, enquanto ela a guiava.
De frente para a terceira porta do lado direito, Regina parou. Girou a maçaneta e abriu, entrou seguida de Emma.
A loira passou e Regina se deteve para fechar a porta. O coração de Emma pareceu parar por um momento quando se deu conta de onde estavam. Era um quarto. De hóspedes com certeza, pois sabia que o quarto da Prefeita era no andar de cima, assim como o de Henry.
Engoliu em seco, suas pernas bambearam e suas mãos imediatamente suaram. Ela olhou em volta. Era tudo muito bem arrumado. No centro uma cama grande de casal, forrada com uma colcha cor de vinho cintilante. Havia um guarda roupas no canto esquerdo. E do outro lado havia um sofá. E de frente para a porta, no outro extremo da parede, uma grande janela. Estava fechada, mas as cortinas estavam quase que totalmente abertas. Permitindo que a luz do luar adentrasse o quarto, conferindo a ele um tom escuro azulado, devido as luzes apagadas.
Teve medo. Parecia até que era a primeira vez que iria fazer aquilo na vida. Mas queria Regina, tinha certeza disso. Todo seu corpo e alma clamavam por ter aquela intimidade com ela. E o fato de estar ali naquele quarto comprovava que Regina queria o mesmo.
Virou-se para a morena quando sentiu que ela se aproximava atrás de si. Ela se aproximou devagar, parecia um tanto desconcertada. E estava. O coração de Regina batia acelerado por vários motivos, e um deles era o medo. Nunca havia estado com uma mulher, não sabia o que fazer, como fazer. Mas sua vontade por ela era tão grande que queria descobrir tudo, sentir, se entregar.
Seus olhos não desgrudavam. Emma acariciou seu rosto, chegou mais perto, passou sua outra mão pela cintura dela. Regina subiu suas mãos pelos braços dela, apoiando-os ali. Seus corações batiam como loucos. Se olhavam, mas nada diziam. Não havia necessidade, sabiam porque estavam ali, o que as tinha levado até esse ponto. E fora esse sentimento forte que estavam vivendo agora.
Beijaram-se.
Era instantâneo, bastava seus lábios se encontrarem pra que faíscas fossem disparadas. As línguas se tocaram no mesmo instante, tornando o beijo profundo, quente. Seus corpos já estavam acesos pelo fogo do desejo, e aquele beijo só instigava ainda mais.
As mãos de Emma logo voltaram a passear pelo corpo dela, fazendo o corpo de Regina ficar cada vez mais quente e ansioso. Segurou forte os braços de Emma, puxava-a para mais perto de si, o coração tinha um ritmo totalmente fora do normal. A loira a abraçou forte, suspirou sentindo aquele beijo tão bom. Emma queria descobrir, conhecer, tocar. Acariciava as costas dela, sentia o tecido macio do seu hobby, apertava. Os seios se comprimiam dentro das roupas naquele abraço. Logo Emma percorreu o mesmo caminho de antes, e dessa vez suas duas mãos pousaram sobre a bunda de Regina. Emma tinha adorado aquela sensação. Era gostoso sentir o bumbum firme dela entre suas mãos. Apertou de leve, puxando-a para si.
E então não souberam se era Regina quem puxava ou Emma quem empurrava, mas quando se deram conta a morena bateu com as coxas na lateral da cama alta.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Ali permaneceram em pé, se beijando, acariciando. Mas precisavam de mais, precisam de pele com pele, precisam de contato, estavam desesperadas uma pela outra.
Olharam-se, e devagar, meio acanhada, Emma começou a desfazer o laço do hobby dela, queria conhecer aquele corpo. O coração de Regina pulou no peito. Aquilo estava mesmo acontecendo, e agora não tinha mais volta. E afinal ela não queria voltar, queria seguir em frente, se deixar levar por aquele sentimento forte que jamais havia sentido.
Emma delicadamente desfez o laço e viu o hobby se abrir, revelando a camisola preta que, Emma não tinha reparado antes quando chegou, mas que agora podia constatar, era linda. Olhou para ela novamente, que a encarava. O beijo aconteceu mais uma vez. Com uma coragem anormal, Emma retirou a parte do hobby que cobria os ombros dela. Afastou-o dali e puxou para trás, descendo as mangas devagar. Até que o tecido fino e leve caiu por seus braços. Regina desencostou da cama para facilitar, e o hobby escorregou por seu corpo, caindo-lhe aos pés.
Sentiu um arrepio percorrer seu corpo e não sabia se era pela ausência do hobby ou pelas mãos de Emma na pele de seus braços.
A loira acariciou os braços dela, os ombros, sem deixar de saborear sua boca. A abraçou e sentiu o tecido macio da camisola. Sua respiração falhou. Mesmo assim intensificou o beijo, não queria quebrar aquele contato tão bom. Foi quando percebeu as mãos de Regina subirem até a gola de sua jaqueta e começar a puxá-la para trás.
Ajudou a morena a retirar aquele casaco que, na concepção dela, era horrível. A peça um tanto apertada foi puxada por Regina, enquanto Emma movia os braços, até que finalmente saiu, e Regina jogou-a no chão.
Passou as mãos pelos braços da loira. Sentiu como eles eram fortes, levemente definidos. Sua intimidade respondeu imediatamente aquele contato. Sentiu vontade de ser tomada por eles, abraçada forte.
Desgrudou sua boca da de Emma e se virou para a cama. Puxou a colcha até os pés do móvel. Em seguida virou de frente pra ela de novo, olhou nos olhos e então sentou-se na beirada.
Timidamente Emma sentou na cama também e logo Regina a puxou para um beijo, estava louca por aquela loira linda. Embrenhou a mão nos cabelos dela, enquanto a outra a mantinha firme na cama. Emma suspirou com aquele beijo excitante. Sentiam o corpo quente, o sangue circulava rápido, fazendo aumentar a excitação.
Regina se afastou do beijo e chegou para trás na cama, se ajeitando até chegar ao centro.
Emma não conseguiu conter seu olhar que percorreu todo o corpo da morena. Se abaixou e com pressa começou a retirar suas botas. Regina a observava. Quando finalmente conseguiu, subiu as pernas e se ajeitou para perto de Regina. Se olhavam em silêncio, o pouco de luz que havia no quarto iluminava seus rostos, dando um tom diferente, sensual.
Emma acariciou o rosto de Regina, passou os dedos pelos cabelos dela. Regina olhava em seus olhos, estava completamente enfeitiçada por Emma Swan.
Beijaram-se novamente. Foi lento, delicado, cheio de carinho das duas partes. Estavam envoltas por aquela aura de romance, desejo, não pensavam em nada a não ser se conhecerem, se descobrirem.
Emma desceu suas mãos pelo corpo dela, sentiu a camisola macia, era curtíssima e deixava as coxas de Regina quase que totalmente descobertas. Ousou mais e sua mão direita percorreu a pele desnuda da perna dela, Regina ofegou. Sentia sua pele queimar com o toque de Emma. A loira deslizava os dedos. Logo apertou de leve, arrancando um suspiro mais alto da morena.
A cada som de prazer que Regina deixava escapar, Emma enlouquecia. Deslizou sua boca para o pescoço dela, e se deliciou ali com aquela pele macia, cheirosa. Regina segurava os cabelos dela, acompanhando cada movimento que ela fazia. Sentia aquela boca quente queimar sua pele. E a cada beijo, a cada toque da língua dela, sentia sua intimidade contrair em prazer.
Regina beijava o ombro de Emma enquanto ela beijava seu pescoço. Suspirava, ofegava, a apertava contra si. Sentia o coração pulsar desesperado. Gemeu quando sentiu Emma morder sua pele. Todo o corpo de Emma se arrepiou com aquele som maravilhoso. Já não tinha controle de si mesma, o desejo, a paixão falavam mais alto do que qualquer resquício de sanidade.
Sua mão que estava na coxa da morena foi até a barra da camisola dela, e então adentrou. Pode sentir levemente a lateral da calcinha que ela usava. Ofegou de prazer com sua boca grudada ao pescoço dela. Seu coração pulsou forte. Traçou um caminho pela lateral do corpo dela. Apertou a cintura, subiu pelas costas, e não conseguiu controlar o gemido quando constatou que Regina não usava nada por baixo da camisola, a não ser a calcinha.
Apertou suas costas, sabendo que na parte da frente os seios dela estavam livres. Desejou desesperadamente tocá-los. Desistiu de tentar entender aquele sentimento, aquelas vontades. Queria Regina e não importava se era uma mulher, estava louca por ela. Afinal sentimentos não foram feitos para serem entendidos e sim sentidos.
Acariciou as costas dela, apertou com força, sem conseguir conter mais todo o seu desejo. Regina suspirou sentindo aquele braço forte a apertando exatamente como ela queria. Buscou a boca da loira. Aquele beijo tinha um gosto doce, suave. Mas já não queria só a boca, queria tocar toda aquela pele alva, sentir o calor dela. Deixou de lado toda aquela confusão de ser uma mulher, de ser a Salvadora. Mandou tudo aquilo pro espaço e se entregou completamente aquela paixão que queimava seu coração, consumia sua alma.
Desceu suas mãos até a cintura da loira. E sem pensar puxou a blusa dela para cima. O tecido subiu pelo corpo da loira, fazendo seu corpo queimar com aquela sensação, e terminou por levantar os braços para facilitar. Regina jogou a blusa dela num canto e se pôs a admirar a loira. A barriga firme e definida, os seios cobertos pelo sutiã. Foi uma emoção diferente, observar o corpo de uma mulher daquela forma, perceber seu corpo arrepiar com a visão daquele sutiã que cobria os seios dela.
Passou a mão pela barriga dela, deslizou a ponta dos dedos e arranhou levemente o abdômen dela. Emma arfava, seu peito subia e descia com sua respiração forte. Puxou Regina para si e a beijou cheia de vontade. Suas línguas se encontraram imediatamente, travando aquela batalha por dominância dentro de suas bocas quentes.
Seus seios roçaram, e Emma já não aguentava de vontade de saber a sensação de tê-los em suas mãos. Com seu coração batendo loucamente e vencendo sua timidez, subiu lentamente suas duas mãos pelo corpo dela por cima da camisola, e chegou na base dos seios. Tremeu nesse momento. Devagar e delicadamente deslizou suas mãos para cima, pelos seios dela. Regina arrepiou, sentiu seu abdômen contrair, seus seios queimaram.
Emma acariciou aquela região volumosa. E então apertou de leve, arrancando mais um gemido da morena. Seu desejo já era enorme, estava louca, desesperada por aquela morena linda e charmosa. Dessa vez, com seu coração em chamas, apertou com vontade aqueles seios.
Suas bocas se afastaram e Regina gemeu. Permaneceram com os olhos fechados, enquanto arfavam com suas bocas próximas. Emma apertava os seios firmes dela por cima da camisola fina. Sentiu os mamilos enrijecerem e aquilo a deixou enlouquecida.
Regina a empurrava levemente enquanto beijava, fazendo Emma deitar-se na cama. Apoiou seus braços um de cada lado do corpo da loira e deitou-se por cima dela. Ah, que sensação gostosa.
Continuaram o beijo. Emma enfiou suas mãos por dentro da camisola mais uma vez e tornou a apertar a pele quente dela. Suas pernas estavam entrelaçadas e a coxa de Regina tocava a intimidade da loira por cima da calça jeans sem querer, mas isso enlouquecia Emma.
Abandonando sua boca, Regina traçou um caminho tão desejado, beijou o pescoço, mordiscou, lambeu. Desceu para o colo dela, aspirou aquele cheiro bom, e não se deteve... Beijou aquela região. Continuou seu caminho e beijou a parte desnuda dos seios dela. Acariciou com uma das mãos por cima do sutiã. Seu peito queimava, seu estômago revirava, todo seu ser respondia aquele contato tão íntimo.
Desceu mais e distribuiu beijos pela barriga dela. Como Emma era cheirosa, e sua pele, tão branca, era macia como seda. Se apoiando de joelhos na cama, segurou a lateral do corpo da loira, e continuou a acariciar com a boca aquele abdômen forte.
Emma suspirava, de início sentiu seus músculos retraírem com os beijos de Regina, mas logo relaxou e aproveitou aquele toque.
O excesso de roupas estava começando a irritar Regina. Queria sentir a pele quente de Emma. Então deixou a vergonha de lado e desabotoou a calça dela, desceu o zíper e começou a puxá-la para baixo. Emma ajudou, levantando o quadril para que a calça passasse. Nem a própria Regina se reconhecia no que estava fazendo, mas queria aquela mulher como jamais quis alguém em toda sua vida.
A peça justa nas pernas saiu com um pouco de dificuldade, e Regina sem pensar direito a jogou longe com força. De joelhos sobre a cama, admirou o corpo semi nu da mulher deitada a sua frente. Traçou um caminho desde as longas pernas até chegar naqueles olhos verdes. Engatinhou por cima do corpo dela e beijou-a com carinho.
As mãos de Emma tocaram suas coxas quentes, apertaram, arranharam. Querendo desesperadamente sentir o calor do corpo dela contra o seu, Emma começou a puxar a camisola dela para cima. Regina ficou de joelhos na cama mais uma vez, levantaram ainda se beijando e Emma ficou sentada. Regina ergueu seus braços e Emma terminou de tirar a peça que a cobria. E ficou admirada quando os seios da morena se apresentaram diante dela completamente nus. Sentiu o ar lhe faltar. Deixou a camisola que ainda estava em sua mão, cair na cama.
Regina sentiu seu rosto corar, por um momento sentiu-se envergonhada com seu corpo exposto para ela. E o olhar de Emma parecia lhe desnudar mais ainda.
Emma olhou para os seios redondos e firmes, eles eram lindos, sua boca aguou por eles. Lembrou-se daquele sonho. Poderia realizá-lo finalmente. Estava sentada e os seios dela estavam bem diante de seu rosto. Levou suas mãos a lateral do corpo dela, olhava para os seios dela com uma vontade louca de descobrir a textura deles, o gosto.
Regina, agora, se deliciou com aquele olhar, se sentiu poderosa, desejada. Passou as pernas envolta da cintura de Emma e se acomodou ali, sentando por cima dela. Emma adorou aquilo, sentir o peso do corpo dela sobre o seu. Estava sentada na cama com Regina sentada sobre ela. Seu olhar subiu e buscou os castanhos, eles estavam mais escuros que o normal, havia desejo ali.
Subiu suas mãos pela barriga dela, sentiu sua pele, quente, macia. Voltou a olhar os seios fartos. Arfou diante daquela beleza. E suas mãos traçaram o caminho percorrendo aquelas beldades.
Devagar, sentindo cada batida de seu coração descompassado, deslizou suas mãos pelos seios quentes dela. Regina tinha as mãos apoiadas nos ombros dela. Fechou os olhos com tamanho prazer, as mão de Emma pareciam pegar fogo.
Passou as mãos devagar, sentiu os mamilos rijos, a pele quente. E então... apertou. Regina gemeu gostosamente.
Era delicioso, Emma pôde constatar, sentir o volume deles entre suas mãos. Fechou os olhos para sentir melhor. Ofegou enquanto os apertava. Voltou a abrir os olhos e observou a expressão de Regina. Ela tinha os olhos fechados, mordia o lábio inferior. Emma sentiu sua excitação aumentar admirando o rosto dela, o prazer que estava denotado ali. Puxou Regina mais para si, se inclinou e beijou sua barriga, acariciou, que pele macia, gostosa. A abraçou forte novamente, o corpo da morena queimava.
Beijou-lhe o pescoço, os ombros, apertava suas costas, alcançou o colo dela. Sem pudor subiu sua língua dali até o lóbulo de sua orelha. Desceu novamente distribuindo beijos e encontrou aqueles seios maravilhosos, Emma estava enfeitiçada por eles. Começou a beijar-lhes delicadamente, ora um, depois o outro. Sua boca pedia desesperadamente por eles, queria senti-los por completo. Passou a língua pela lateral do seio direito dela. A morena ofegou. Então seguindo aquele desejo que a consumia, passou vagarosamente sua língua pelo mamilo dela. Regina gemeu alto, dessa vez não pôde segurar, aquilo foi gostoso demais. Juntamente com ela, Emma soltou um gemido rouco ao sentir a textura do mamilo rijo dela em contato com sua língua.
Fez a mesma coisa no outro, e distribuiu beijos, logo voltou para o direito. Mas queria os dois, então sua mão apertou o esquerdo. Sem aguentar mais, envolveu o mamilo direito com os lábios, chupando em seguida.
Aquilo foi o êxtase. Regina se contorceu em prazer. A boca de Emma era quente, gostosa. Pôde sentir sua calcinha molhar. Sabia... estava entregue.
Que coisa mais deliciosa era sentir o seio quente de Regina dentro de sua boca. O prazer, a excitação lhe subiram por todo o corpo. Sem raciocinar, gemia enquanto chupava um e massageava o outro. Com seu braço livre, apertava o corpo dela contra o seu. Aquele cheiro bom invadia suas narinas, fazia perder a noção de tudo.
Quando se fartou de um, foi para o outro. E fez o mesmo, beijou, lambeu e chupou, fazendo Regina quase desfalecer, seu coração batia enlouquecido, jamais havia sentido tamanho prazer com alguém tocando seu corpo. Embrenhou as mãos nos cabelos dela e apertou. Gemeu contra o ouvido dela, a boca de Emma era maravilhosa e fazia aquilo perfeitamente bem.
Mas também queria senti-la. Suas mãos foram até os seios da loira, que ainda estavam protegidos pelo sutiã. Acariciou-os, fazendo Emma suspirar. Regina sentiu uma emoção indescritível. Nunca se imaginou tocando o corpo de uma mulher e agora sentia prazer por tocar-lhe os seios.
Levou suas mãos até o fecho da peça nas costas. Mesmo se atrapalhando um pouco no começo, conseguiu abrir. Passou as mãos pelas costas dela, puxou as alças do sutiã para frente e então a livrou dele completamente, jogando em um canto qualquer da cama.
Emma tinha se afastado um pouco para que a peça saísse. Regina admirou os seios dela. A pele era extremamente branca, os bicos rosados como sua boca. Nunca imaginou que iria sentir isso, mas quis abocanhá-los naquele exato momento.
Pesou seu corpo contra o dela e deitaram novamente. Beijaram-se, dessa vez suas peles se tocaram plenamente, Emma a abraçava forte e seus seios eram pressionados uns sobre os outros. Aquilo era uma delícia.
Regina desceu seus beijos pelo pescoço, chegando aos seios agora nus. Ainda com uma certa timidez, beijou toda a extensão deles, ouvindo Emma suspirar.
Já não aguentava mais, precisava sentir o gosto que eles tinham. Passou sua língua pelo seio esquerdo dela e, quase que imediatamente, o abocanhou, chupando forte. O gemido de Emma ecoou pelo quarto. Foi alto, sensual, gostoso de ouvir. Todo o corpo de Regina estremeceu ouvindo o som de prazer e sentindo o seio dela dentro de sua boca. Era gostoso, macio, quente.
Tudo era novo para elas. Era como se fosse a primeira vez, por que estavam descobrindo tudo. Aprendendo onde tocar, como tocar.
Sentir o seio firme de Emma em sua boca disparou ondas de calor por seu corpo, a excitação foi a um grau incontrolável, e foi impossível não movimentar seu quadril em busca de contato. Suas pernas estavam em volta do corpo de Emma, e movimentava seu quadril sobre o dela. Era diferente, não havia nenhum volume ali, nenhum membro rígido como era com os homens. Era uma sensação nova, e muito mais gostosa. Se fartava com os seios da loira enquanto se movimentava sobre ela. Suas intimidades, já molhadas, roçavam cobertas pela calcinha.
Regina estava enlouquecendo Emma. Segurou forte a morena e virou com ela na cama, ficando por cima agora. Olhou-a nos olhos profundamente, sentindo seu coração arder. Estava com ela, estavam se entregando plenamente aquela paixão. Regina queria tanto quanto ela. As borboletas voavam em seu estômago, sentia frio na barriga só de olhar pra ela.
– Você é tão linda! – Emma falou sem conseguir conter a euforia do momento. Seu tom foi de completo desejo.
Sentiu Regina vibrar embaixo dela.
– Me beija, Emma! – Ordenou puxando-a pelos cabelos.
A loira obedeceu e tomou-lhe os lábios. Beijaram-se insanamente. Emma estava entre as pernas dela, e seu sexo clamava por ser saciado. Movimentou sobre o dela, sentia o calor ali. Gemiam no beijo, os corpos bailavam em busca do prazer.
Loucamente excitada, Regina enlaçou a cintura dela com as pernas. Segurou os cabelos loiros, sentindo-os cair por seu rosto, adorou aquela sensação. Emma apertava o seio dela, enquanto a outra mão já estava em uma das pernas, apertando e arranhando. Beijou-lhe o pescoço e então mais uma vez se fartou nos seios lindos da morena. Se deliciou com eles, fazendo tudo o que tinha vontade. O tesão a comandava agora. Apertou, chupou, lambeu, mordeu. Enlouquecia Regina, que sentia seu coração quase explodir no peito.
Foi descendo pelo corpo dela, beijando, acariciando, sentindo cada arrepio, cada vibração. Acariciou a barriga dela e então, devagar, desceu a mão por seu ventre. Hesitou por um momento, não sabia direito o que fazer. Mas sabia o que queria. Tocar, sentir. Devagar, passou a mão pela calcinha de Regina, tocando-lhe sua intimidade coberta. A morena arfou e gemeu, seu coração palpitou, estremeceu. Os olhos fechados sentindo todo o êxtase.
O tecido estava molhado, aquilo demonstrava a vontade que Regina estava, Emma sabia disso, afinal era mulher também. E teve certeza que jamais sentiu tanto tesão na vida como quanto nesse momento em que percebeu o tesão da outra.
Voltou para sua boca, e a tomou novamente em um beijo que aquecia seus corações. Era tudo inexplicável, mas gostoso, inigualável. Os corpos se tocavam, estremeciam juntos. O beijo era sensual, tomado de paixão. Regina se virou delicadamente e ficaram de lado na cama, uma de frente pra outra. Emma tocava a intimidade dela por cima do tecido de renda da calcinha preta. Era gostoso sentir a umidade dela, seu próprio corpo vibrava com aquilo.
Totalmente enfeitiçada por aquela loira, aquele corpo lindo e quente, Regina percorreu o corpo dela com a mão e se permitiu acariciá-la intimamente. Ali, naquele local já tão necessitado para Emma. Igualmente sentiu a umidade por cima da calcinha amarela clara. Jamais havia experimentado tal sensação, e mesmo assim seu corpo respondeu loucamente, se sentindo ainda mais excitada.
Estavam ali, duas mulheres se descobrindo. Sentindo seus corpos, aprendendo onde tocar, desvendando os pedacinhos sensíveis. Com o coração pulsando no peito, vibrações percorrendo a pele. Os sentimentos explodindo dentro delas.
Emma interrompeu o beijo, admirou o corpo de Regina e então sentou na cama. Olhando para a morena, segurou a lateral da calcinha dela, seus olhos pediam permissão, e obteve quando ela se moveu para ajudar naquela retirada. Emma puxou a calcinha pequena pelos lados, devagar, desvendando aquela parte do corpo dela, que embora nunca tivesse desejado antes, em nenhuma outra mulher, estava ansiando inexplicavelmente agora.
Aos poucos, entre gemidos e suspiros, a intimidade de Regina foi se revelando diante de seus olhos. Terminou de descer a calcinha, deixando-a agora completamente nua.
Observou aquele pedacinho do corpo dela. Seu próprio sexo contraiu dentro da calcinha ao observar o dela. Foi extremo tesão o que sentiu, mas também foi admiração, afeto, carinho. Passou a mão pela coxa dela até chegar na virilha e alcançar o sexo nu dela. Deslizou a ponta dos dedos por ali, acariciou aquele lugar, fechou os olhos e gemeu, estava quente, passou o dedo pelo meio e então sentiu toda sua umidade, ela estava completamente molhada. Regina apertou o lençol da cama e gemeu arqueando a cabeça para trás. Emma então o tomou, apertando em sua mão, fazendo Regina gemer alto dessa vez.
Como aquilo era gostoso. Jamais havia vivenciado tal sensação, o centro do prazer do corpo de uma mulher, sua intimidade, seu local mais escondido. Agora estava desfrutando daquilo, e se descobriu adorando. Era macio, quente, molhado, seus dedos deslizavam por ali. E seu coração explodia no peito, aquela mulher a estava enlouquecendo.
Subiu seu corpo pelo dela e a beijou, as duas gemiam no beijo, suas línguas se tocavam intensamente. Regina queria experimentar aquela sensação também. Estava louca por Emma, todo seu corpo e alma clamavam por ela. Acariciou a pele alva, levou suas mãos até a bunda de Emma, foi sua vez de usufruir dela. Mas queria mais, seu corpo implorava por mais. Segurou a calcinha dela e começou a forçar para baixo. Emma estremeceu, seu sexo contraiu. Não negou, apoiou-se na cama e levantou o quadril e Regina se ajeitou como pôde até conseguir retirar a calcinha dela.
Quando Emma deitou sobre ela de novo, seus sexos se tocaram, e aquilo quase fez com que desfalecessem em prazer. Arfaram com aquele toque. Era gostoso demais.
Estavam agora as duas, nuas, seus corpos se acariciando. Se abraçaram e o beijo se fez necessário. Os seios se tocavam, os sexos molhados roçavam. Seus corações batiam tão forte que chegava a doer, o ar parecia faltar. A emoção de estarem nos braços uma da outra era forte demais. Como desejaram aquilo, mesmo que inconscientemente.
Emma voltou a tocar a intimidade dela, queria mais daquilo. Deitou-se do lado dela, sua mão percorria a intimidade molhada, tomada de tesão. Sentiu seu seio ser apertado pela morena, que se inclinou e o acariciou com a boca, para então deslizar os dedos pelo corpo da loira e pousá-los no sexo dela. Regina queria aquilo, saber como era, sentir a textura. E quando tocou a intimidade molhada dela, teve certeza, era a coisa mais gostosa que já tinha sentido na vida.
O gemido de Emma foi como melodia aos seus ouvidos, a olhou e ela tinha os olhos fechados, parecia que seu toque estava agradando, aquilo aqueceu seu coração, um sorriso leve e emocionado despontou de seus lábios. Foi até ela e a beijou, estava encantada, fascinada por ela.
Juntas acariciavam as intimidades uma da outra. E seus corpos acompanhavam o movimento. Então Emma deslizando sua mão por ali, se deixou levar totalmente e ainda aprendendo como fazer aquilo, escorregou meio sem jeito um dedo para dentro dela. Regina gemeu alto, sua cabeça arqueou no travesseiro e ela apertou mais o sexo de Emma. O coração da loira bateu satisfeito, percebeu que fez do jeito certo, seu toque agradou.
Foi delicioso sentir seu dedo adentrar a intimidade dela. Era tão quente e molhado lá dentro, além de apertado. Instintivamente Regina entreabriu as pernas, se preparando inconscientemente para receber todo o prazer que Emma estava lhe dando. Abriu seus olhos e encontrou os verdes de Emma a encarando, aqueles olhos lindos estavam escurecidos pelo desejo.
Admirando sua expressão de prazer, Emma começou a movimentar o dedo dentro dela. Um vai e vem lento, delicioso que estava tirando a razão de Regina.
Meio desajeitada, sem saber muito bem como fazer, Emma continuou, Regina estava gostando e isso era suficiente para todo seu ser desejar desesperadamente sentir plenamente aquela mulher. Acelerou um pouco o movimento, e Regina expressou sua satisfação em um gemido gostoso.
A própria Emma estava enlouquecendo com aquilo, Regina parecia ficar mais molhada a cada movimento que ela fazia com seu dedo dentro dela. E como aquilo era bom!
Buscou sua boca, abafando os gemidos dela. Regina estava tão excitada que já não tinha nenhuma sanidade, nenhum pudor. Afastou ainda mais as pernas para dar mais espaço a Emma. Retirou sua mão do sexo dela e a apertou as costas. O beijo dela era maravilhoso, o toque em sua intimidade necessitada a fazia se perder naquele momento. Emma buscou a pele de seu pescoço. Continuava a invadir a intimidade dela.
Ouvir Regina gemer daquela forma lhe dava mais ânsia, mais vontade. A morena agora gemia sem reservas. Seus sons de prazer ecoavam pelo quarto. Se permitiu desfrutar completamente daquilo. Emma intensificou os movimentos. Aquilo era delicioso demais, podia ouvir o barulho que fazia quando seu dedo entrava e saía dela. Isso a alucinava.
Regina apertava e arranhava as costas dela, gemia morrendo de tesão. Sim, estava se entregando pra ela. Entregando todo o seu prazer para Emma Swan... Estava entregando seu coração pra ela.
A maneira como Emma a tocava e acariciava era diferente. Havia desejo sim, tesão, Regina podia sentir muito bem. Mas parecia haver mais que isso. Emma a tocava com carinho, era ternura o que seu corpo transmitia. E isso fazia o coração de Regina bater ainda mais forte, emocionado.
Seu corpo vibrou quando sentiu a boca quente de Emma envolver seu seio. O dedo dela a penetrava rápido. Não aguentou mais, todo seu corpo estremeceu, uma onda de prazer a percorreu. Seus gemidos se intensificaram e então o ápice de seu prazer lhe atingiu. Seu corpo se contorceu em um orgasmo delicioso! O melhor de sua vida!
Emma gemeu junto com todos aqueles gemidos intensos da morena. Seu tesão foi tanto que seria possível alcançar o orgasmo só de ouvir aquilo. Percebeu o corpo de Regina vibrar, as mãos dela apertaram suas costas com extrema força, e lá dentro daquela intimidade molhada, contrações apertavam seu dedo.
O coração de Regina batia desesperado, tão rápido que teve medo de desmaiar. Jamais havia sentido prazer tão grande, nunca foi assim, com ninguém.
Emma percebeu os gemidos aos poucos se transformarem em respiração forte, as mãos deixarem de apertar, o corpo relaxar. Então percebeu que Regina havia chegado ao orgasmo. Aquilo fez uma corrente elétrica percorrer seu próprio corpo. Acabara de fazer uma mulher gozar.
Sua própria respiração era forte e intensa, olhou para o rosto de Regina. Viu a morena com os olhos fechados, a cabeça jogada no travesseiro, o prazer estava estampado na face dela.
Retirou lentamente seu dedo de dentro dela, isso fez Regina gemer gostosamente.
Olhou para seu próprio dedo. Estava completamente molhado. Sorriu. Foi engraçado e extremamente gostoso observar aquilo.
Se apoiou na cama ao lado dela e ficou admirando a morena se recuperar de seu prazer. Ela tinha os olhos fechados, ofegava. Emma se sentiu completamente emocionada. Deus, como ela era linda! Poderia passar toda sua vida observando aquele momento.
Aos poucos sua respiração foi normalizando, seu coração foi voltando ao ritmo normal. Lentamente , meio sem forças, abriu seus olhos. Encontrou os de Emma a olhando. Aqueles olhos verdes eram a coisa mais linda que já tinha visto em sua vida. E eles tinham uma expressão tão carinhosa. Emma sorriu docemente pra ela, se aproximou e lhe tocou ternamente os lábios. O coração da morena que estava voltando ao normal, bateu forte mais uma vez.
Havia acabado de gozar e ainda assim o desejo a consumia, pois queria aquela loira. Antes que Emma pudesse se afastar daquele selinho, Regina segurou levemente seu rosto, fazendo-a permanecer ali. E então a beijou com mais vontade. Seus lábios se moveram, suas línguas se misturaram. Emma suspirou, estava excitada, e ver Regina atingir o total prazer só contribuiu ainda mais pra isso.
E Regina sabia que Emma precisava de seu toque. E queria dar prazer a ela, saber qual era a sensação de tocá-la, de possuí-la.
Desceu sua mão pelo corpo quente dela, ela estava levemente suada, apertou sua cintura, acariciou suas costas, deslizou os dedos, arranhou. Emma respirava forte no beijo, sentir as mãos de Regina em sua pele fazia tudo nela vibrar.
Morrendo de vontade de tocar a intimidade dela novamente, Regina acariciou-lhe a virilha e então apertou o sexo dela. Emma desgrudou suas bocas para poder gemer, e aquele gemido próximo ao seu rosto a alucinou. Seu coração disparou de novo.
Emma estava completamente tomada pelo poder da excitação. O tesão, a paixão, comandavam seu corpo, seus atos. Precisava desesperadamente do toque de Regina. Passou sua perna por cima dela, ficando praticamente de quatro sobre seu corpo. Beijou Regina novamente enquanto sentia seu sexo ser acariciado pela mão quente dela.
Os cabelos longos dourados caíam por sobre o rosto e colo de Regina, e aquilo era tão bom. Estava adorando a sensação daqueles cabelos macios, cheirosos tocando sua pele nua.
Deslizava os dedos por aquela região molhada. Pra cima, pra baixo, apertava, massageava. Tudo isso ouvindo os gemidos abafados de Emma em seus beijos.
O coração de Emma pulsava enlouquecido. Seu prazer era intenso, a maneira como Regina a tocava a deixava louca, suas pernas bambeavam, não iria conseguir se sustentar muito tempo naquela posição.
Por sorte Regina abraçou seu corpo e girou com ela na cama, trocando de posição. Agora Regina estava por cima dela, com toda aquela beldade embaixo de seu corpo, esperando pra ser saciada. O próprio corpo de Regina já começava a responder novamente aquelas carícias.
Deitou-se por cima dela, segurou as laterais de seu corpo, beijou-lhe a pele do pescoço, movimentou seu quadril sobre o dela, arrancando um gemido de Emma.
O desejo por aquele corpo forte e gostoso era tanto que Regina já sentia sua excitação crescer outra vez. Desceu os beijos até chegar nos seios pelos quais estava enfeitiçada. E tomou um deles em sua boca enquanto puxou um perna de Emma para perto de sua cintura. Flexionou a perna dela, apertando a coxa, arranhando, chupando seu seio com extrema vontade. Emma segurava os cabelos dela, estava em delírio, um calor atravessava seu corpo.
A mão de Regina deslizou para entre as pernas dela e tocou o centro de seu prazer. Passou os dedos devagar, sentiu a viscosidade. Ficou impressionada sentindo o quanto Emma estava molhada. Acariciou com lascívia. Arrancou um gemido gostoso da loira.
Não resistiu mais, precisava senti-la plenamente. Então lentamente, internamente se perguntando se aquele era o jeito certo, deixou que um de seus dedos adentrasse o sexo molhado dela. Empurrou delicadamente, até que seu dedo estivesse totalmente lá dentro.
Emma gemeu alto, seu corpo contorceu, segurou os cabelos de Regina com força. A morena enlouqueceu. O tesão se apoderou dela novamente. Estava com seu coração queimando, sua barriga gelava, eletricidade atravessava sua pele. O que sentia por Emma Swan era extremamente forte, era inexplicável. O que sentia nos braços dela era eletrizante. Muito parecido como quando usava magia. Seu coração pulsava, seu corpo vibrava.
Subiu seu corpo e seu rosto ficou diante do dela. Observou seus olhos brilharem de prazer enquanto movimentava seu dedo dentro dela. Aquilo era maravilhoso. Quis eternizar aquele momento, aquele olhar. Emma ofegava, gemia, segurava seus cabelos, com a outra mão apertava suas costas, mas não quebrava o contato visual. E Regina adorou ver o prazer figurado no rosto dela.
O coração de Emma rasgava seu peito, seu corpo gelava e esquentava ao mesmo tempo. A emoção era forte, arrebatadora. E Regina tinha uma expressão linda a sua frente enquanto se apoderava de seu sexo. Por mais que quisesse manter aquele contato entre seus olhos, não aguentou quando a morena acelerou os movimentos. O prazer que sentiu foi intenso e seus olhos se fecharam instantaneamente. Sua cabeça arqueou para trás. Aquilo estava gostoso demais, sentia que seu prazer máximo estava prestes a lhe atingir. E ela queria mais, e mais.
Regina a observava, os olhos fechados e a expressão de prazer, os cabelos longos jogados pelo travesseiro, a voz suave que contrastava com sua personalidade forte, agora se fazia presente na forma de sons até então desconhecidos para Regina. Sons de prazer, de satisfação. Ela era linda demais. Sentia-se emocionada olhando pra ela.
Se aproximou, beijou com carinho sua face, a boca, o pescoço, os seios.
Os carinhos de Regina eram deliciosos, o cheiro dela, a respiração forte, o toque de sua mão em seu sexo necessitado. Emma sentiu uma onda de prazer atravessar todo seu corpo, os gemidos aumentaram, fortes, frequentes.
E então um gemido alto ecoou por todo o quarto. Sentiu seu sexo contrair, seu corpo curvou para frente, suas mãos apertaram o corpo de Regina. Foi o seu orgasmo. Delicioso, quente, incrível.
Regina ficou olhando pra ela enquanto ela gozava. Jamais havia sentido tamanha emoção. Seu peito se encheu de alegria, seus olhos umedeceram. Quis abraçá-la, apertá-la em seus braços e não deixá-la sair nunca mais. Ficar perto dela a vida inteira.
Não restava mais dúvidas... estava apaixonada por Emma Swan.
Sentiu seu dedo ser apertado dentro dela, e com o corpo dela relaxando embaixo do seu, teve certeza que ela tinha chegado ao orgasmo.
Retirou seu dedo de dentro dela e deitou-se sobre o corpo suado da loira, enfiou sua cabeça na curva do pescoço dela e se aconchegou ali. Emma a abraçou, seus olhos permaneciam fechados ainda desfrutando daquele prazer que Regina tinha lhe proporcionado.
O cheiro de Regina era tão bom, quando invadia suas narinas lhe causava arrepios e até parecia que não tinha acabado de gozar nesse exato instante, porque seu corpo não parava de desejar aquela mulher que estava nua sobre ela.
Lentamente sentiu beijos serem depositados na pele de seu pescoço, sorriu de olhos fechados. O toque da morena era tão bom.
Regina desceu sua mão e acariciou a cintura dela. Estava excitada novamente, aquele momento dando prazer a Emma despertou seu próprio corpo. Ainda queria mais.
Acariciou a perna da loira e mordeu seu pescoço. Emma suspirou e mordeu o lábio inferior. Como Regina conseguia fazer isso? Tinha acabado de chegar ao orgasmo e seu corpo já dava sinais de que queria mais.
Aquele suspiro foi para Regina a resposta de que podia continuar, Emma também queria mais daquele êxtase.
Se acomodou em cima dela, suas pernas entrelaçaram. Buscou aqueles lábios rosados e foi recebida por um beijo delicioso. Já tomada pela excitação, movimentou seu corpo sobre o dela. Suas pernas entrelaçadas faziam sua coxa tocar o sexo de Emma, e a coxa de Emma tocar seu próprio sexo.
Emma sentiu a intimidade dela molhada sobre sua perna. Se arrepiou. E o tesão surgiu novamente. Regina movia seu corpo, e logo Emma acompanhou embaixo dela. O beijo se tornava mais e mais intenso, desesperado. Os corpos suados deslizavam um sobre o outro, as peles quentes despertavam sensações de prazer.
Emma acariciou o corpo dela e chegou aquela bunda linda e firme que ela já adorava. Apertou e começou a mover, acompanhando os movimentos de Regina.
Aquilo ficou mais vigoroso, mais forte, mais rápido. Seus sexos molhavam suas coxas, eram estimulados. Os corações já disparados, a emoção lhes invadindo. A onda forte de prazer percorrendo seus corpos. Regina desgrudou suas bocas e gemeu forte. De olhos fechados, testa com testa. Emma também gemia gostosamente.
Foi irresistível. E o corpo de Regina foi tomado pelo clímax do prazer quase que juntamente com Emma, que atingiu o orgasmo novamente segundos depois.
Gemeram juntas, alto, forte. Aqueles sons preencheram todo o quarto. Seus corpos tremendo, a respiração irregular. Foi maravilhoso.
E finalmente, perdendo as forças, Regina desabou sobre Emma. Seu corpo caiu levemente para o lado, mas permaneceu abraçada a ela. Seu braço envolta de sua cintura, sua perna sobre as dela, sua cabeça repousada em seu peito.
Emma ainda sentia as vibrações do orgasmo. E igualmente seu corpo relaxou na cama. Sentiu a morena abraçada a seu corpo. As duas respiravam forte, seus corpos estavam suados.
Tudo que acontecera foi mágico. E ali, abraçada ao corpo nu daquela mulher, sentindo o cheiro de seus cabelos, ouvindo a respiração dela e pensando em tudo que sentiu com ela naquele quarto, naquela cama, constatou o que vinha negando... Mary Margaret tinha razão.
Estava apaixonada por Regina Mills.
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