Notas iniciais
PRESENTE DE NATAL =D Quero agradecer a todos os comentários lindos. E aos favoritos. Mas em especial quero agradecer a kathia capucho pela linda recomendação *-* Adorei tudo que vc disse. Me emocionei com a recomendação. Muito obrigada. Dedico esse capítulo a você. Bom, desejo um Feliz Natal a todos. Muita alegria e muita comida gostosa haha. Ah, eu revisei esse cap agora de madrugada, então se tiver algum errinho, relevem, tá =D Boa leitura!

Suas respirações ainda eram irregulares, o peito ainda subia e descia com força. Tinham acabado de atingir o orgasmo.

Aquelas duas mulheres, de personalidades tão fortes, haviam acabado de viver a experiência mais inusitada e inesperada de suas vidas. E se entregaram completamente a isso. O medo do desconhecido estava lá, mas não as impediu de vivenciar aquilo que seus corações pediam desesperadamente.Foi um momento só delas, compartilharam as descobertas juntas. E isso era único. Especial.

E agora estavam ali, nuas, abraçadas, sentindo em todo seu corpo, alma e coração, tudo que tinha acabado de acontecer.

Emma sentia o peso de Regina sobre si. Uma perna da morena estava jogada sobre as suas, e o braço envolta de sua cintura. A cabeça repousada em seu peito, e os cabelos negros lhe tocavam a pele. Podia sentir o cheiro deles, e como era bom. Seu coração estava aquecido. Nunca havia se sentido assim, tão plena após estar com alguém. Seu coração batia rápido, mas não ansioso, apenas satisfeito.

No fundo, antes desse momento de total entrega, Emma ainda achava que o que sentia era apenas atração, desejo. Mas agora tinha certeza que não era. Porque mesmo agora que aquela euforia do tesão havia sido saciada, ela não sentia nenhuma vontade de sair de perto da morena. Ao contrário, poderia fechar os olhos, abraçá-la apertado e passar toda a vida assim, sentindo o cheiro e ouvindo a respiração dela.

Aos poucos os corpos foram se acalmando, e a respiração voltando ao normal. Emma olhou para a mulher jogada sobre seu corpo, sentiu seu coração arder. A emoção de tê-la, tão intimamente abraçada, era indescritível.

Olhou pra ela durante alguns minutos. Ela estava tão quieta.O que será que ela estava pensando? Será que também estava se sentindo feliz assim? Ou será que tinha se arrependido? Será que não tinha gostado? Não, não era possível, Emma pôde sentir bem o quanto ela gostou daquele momento também.

Devagar deslizou a ponta de seus dedos pelo braço dela que estava envolta de sua cintura. Acariciou delicadamente.

– Tudo bem? — Precisava saber o que ela estava pensando.

– Sim. — Regina respondeu sem se virar. Tinha um sorriso tímido que não queria mostrar pra Emma.

Emma respirou fundo. Subiu sua mão pelo ombro dela, pescoço, e chegou aos cabelos. Tocou de leve nas pontas, sentiu os fios, e os acariciou. Como podia ser tão bom estar com ela? A própria Emma estava assustada com tamanha intensidade de sentimentos.

Regina fechou os olhos aproveitando aquele carinho gostoso em seus cabelos. Seu coração ainda estava acelerado, mas já não havia aquela euforia de antes. Era algo diferente. Era paz! Era felicidade! Era como se finalmente tivesse encontrado seu lugar naquele mundo. E era ali... Nos braços dela.

Se pedissem para explicar tudo que sentiu nos braços dela, seria impossível. Não tinha como descrever. Mas poderia dizer que foi intenso, gostoso, incrível... Foi mágico. Jamais havia se sentido assim com alguém. Não foi apenas sexo. Não podia ter sido, porque nem se comparava ao que sentia antes, com outras pessoas, aquilo sim era apenas sexo. Mas com Emma foi muito mais do que só tesão. Foi tão cheio de sentimentos. Foi como tocar o céu. Será que isso era fazer amor?

Seu coração palpitou com esse pensamento. Sempre ouviu falar dessa coisa inexplicável que era fazer amor. Mas nunca tinha desfrutado daquilo. Seu amor da juventude morrera antes que pudesse viver aquilo com ele. E depois disso não mais amou ninguém. E tudo que vivenciou depois com os outros homens foram momentos de sexo ou de puro nojo e raiva, como era com o Rei Leopold.

Mas agora havia acabado de vivenciar uma explosão de sentimentos. Completamente diferente de tudo que já tinha sentido e vivido. Será que era o famoso "fazer amor"?

Abraçada ao corpo nu daquela mulher, Regina se sentia completa, parecia que nada faltava para seu bem estar. Ainda de olhos fechados, sentia os dedos dela afagarem seu cabelo, sentia o cheiro dela, a maciez da pele. Tudo era tão bom nela.

Depois de todo aquele desejo intenso ter passado, sentiam-se um tanto envergonhadas. Tinham se deixado dominar pela vontade, pelo tesão, se entregaram sem reservas, deixaram o pudor de lado. E agora que as emoções estavam mais controladas, a timidez começava a surgir novamente.

Aquela coisa de ter estado a primeira vez com a pessoa que se gosta e ainda não saber muito bem como se comportar depois. O que dizer? Como agir?

Regina suspirou. Aquele momento precisava ser encarado. Se afastou do carinho em seus cabelos e saiu daquele abraço maravilhoso. Deitou-se ao lado da loira, apoiando a cabeça no outro travesseiro. Ainda não conseguia olhar pra ela. Como encará-la depois do que havia acontecido ali?Sentia suas bochechas queimarem.

Emma não estava diferente. Era estranho, mas não desconfortável. Apenas diferente. Estava desconcertada, mas sentia-se bem. Com Regina era tão diferente, que há muito não sentia essa vontade de permanecer perto depois de estar com a pessoa. Pelo contrário, quando era com os homens antes dela, assim que acabava já arrumava um pretexto para ir embora. O único com quem foi diferente foi Neal, e ainda assim com a morena estava sendo tudo ainda mais forte.

– Você nunca tinha feito isso antes mesmo? — A voz rouca de Regina a tirou de seus devaneios.

– Isso o que? — É claro que sabia ao que Regina se referia, mas estava encabulada.

– Você sabe. Isso! — Retrucou Regina, enfatizando o "isso".

– O que? Ficar com a mãe adotiva do meu filho enquanto ele tá dormindo no andar de cima? Não, definitivamente eu nunca fiz isso antes. — Brincou pra tentar descontrair a si própria.

Regina revirou os olhos.

– Você entendeu!- Com a irritação, Regina a encarou, e seus olhos se encontraram.

Por segundos eles ficaram presos, até que Emma respondeu.

– Eu sei, só tô brincando. — Falou baixo. — Você quer dizer ficar com uma mulher. Eu nunca fiz isso antes. Eu já te falei. Você foi a única. — Seu tom era manso, seu olhar era direto pro dela. — E você? Também nunca fez isso antes mesmo?

– Também já te disse que não. — O velho "tom Regina” voltando.

Aquele jeito de falar era dela, e por mais que irritasse, Emma adorava aquilo. Ela ficava linda com aquela carinha de mandona. Era seu jeito, sua personalidade. Foi assim que Emma se apaixonou por ela.

– Eu sei — A loira pronunciou. — Mas eu poderia jurar que você já fez isso inúmeras vezes, porque... foi muito bom. — Confessou sem se importar em demonstrar que sentia.

Regina desviou o olhar e sentiu seu corpo ficar quente. Sorriu encabulada. E aquele sorriso tímido não passou despercebido aos olhos de Emma. Que sorriso lindo.

– Te digo o mesmo, Srta. Swan.

Emma riu. Aquele era o jeito de Regina de dizer que tinha gostado.

– Uau! Um elogio da poderosa Regina Mills. Vou até anotar pra nunca esquecer esse dia. — Brincou. Estava tão encabulada e desconcertada com aquele momento, que o melhor era tentar desfazer aquela tensão. — Se não me engano essa é a segunda vez que você me elogia. — Conclui se lembrando que ela tinha elogiado seu trabalho como Xerife no dia em que foram aos estábulos.

– Não provoque, Swan. Ou quer que eu retire o elogio? — Falou séria voltando a olhar pra ela, mas visivelmente entrando na brincadeira.

– Não vale, você já disse. Não pode voltar atrás. — Sorriu travessa,percebendo que Regina também brincava.

– É claro que posso!

– Não pode não!

– Posso sim! — Levantou o corpo e se apoiou no cotovelo. — Se eu quiser, eu...

Não conseguiu concluir, por que seus lábios foram pressionados pelos da loira a sua frente, que segurou seu rosto com uma das mãos para beijá-la.

Os corações de ambas dispararam. Regina fechou os olhos sentindo a emoção daquele toque.

Foi um beijo rápido, selado.

– Você adora uma discussão, né? — Emma perguntou sorrindo quando afastou suas bocas.

Emma igualmente a ela estava apoiada no cotovelo, enquanto sua outra mão ainda repousava na face dela.

– E eu não preciso anotar nada, porque mesmo que eu quisesse... seria impossível esquecer essa noite. — Concluiu em sussurro. A voz voltava a ficar embargada por tantas emoções juntas. Já não queria mais esconder o que sentia, queria liberar aquela emoção. Usufruir dela.

Regina se arrepiou ao ouvir aquilo. Pareceu esquecer qualquer palavra. Se perdeu naquele olhar, naqueles verdes tão lindos. Observou cada traço daquele rosto percebendo seu coração queimar. Precisava beijá-la, precisava sentir o gosto doce daquela boca.

Se aproximou e beijou a loira tão carinhosamente que Emma poderia jurar que seu coração estava derretendo de verdade. Era imensa a ternura que Regina passava através daquele beijo.

Se perguntava internamente como um dia pôde odiar tanto Emma Swan. Porque agora o afeto que sentia por ela em seu coração era algo que crescia a cada minuto, a cada beijo, cada sorriso, cada toque, cada olhar. Junto dela, seu coração parecia querer saltar, explodir, o espaço em seu peito parecia ficar pequeno pra tamanha emoção.

Suas línguas se encontraram delicadamente, e aquele beijo ficou mais profundo, mas ainda lento e calmo. Beijaram-se devagar, com seus corações pulsando em felicidade.

E da mesma forma lenta o beijo cessou. Devagar, aos poucos.

Não abriram os olhos de imediato. Ficaram por alguns segundos com seus rostos bem próximos, sentindo a respiração da outra.

Então se entreolharam em silêncio. As imagens do que havia acabado de acontecer lhes vinham à mente. Apesar do beijo que acabaram de trocar, ainda estavam envergonhadas diante da outra. Afinal não era pra menos, aquilo tudo aconteceu de repente, nem sequer estavam juntas e repentinamente vão pra cama.

Regina se afastou, desconcertada olhou para o lado. E então voltou a deitar, virada pra cima, cruzou as mãos na barriga. Buscou um ponto qualquer no teto e fixou seu olhar nele. Seu coração estava eufórico de novo, mas agora era de vergonha.

Emma a observou por alguns segundos, apoiou sua cabeça não e admirou o corpo dela. Que morena linda! Seu estômago ficou gelado lembrando que a minutos atrás aquele corpo estava vibrando com suas carícias. Sem perceber mordeu seu lábio inferior olhando pra ela.

Sentiu um arrepio percorrer sua pele, mas não foi de emoção, foi frio mesmo. Então como se tivesse esquecido daquilo, se deu conta de sua nudez, e imediatamente sentiu seu rosto queimar. Deitou a cabeça no travesseiro se sentindo ansiosa, pensando no que dizer, no que fazer.

Regina estava igual. Queria cobrir seu corpo, mas lembrou que não havia nenhum lençol para se cobrir na cama, apenas a colcha, que estava a seus pés. Mas iria parecer absurdamente patética se a puxasse repentinamente.

Ficaram assim por alguns minutos. Foi como se a ficha tivesse caído, como se tivessem dado conta do que tinha acontecido. Duas mulheres tão fortes e agora tomadas por um sentimento perturbador de timidez. Emma queria fazer mil perguntas e Regina queria falar milhões de coisas, mas nenhuma das duas conseguia.

Regina olhou para o lado, no relógio de cabeceira. Já passava das 2 da madrugada.

Limpou a garganta e falou:

– Emma... é melhor você ir. — Seu tom não foi rude. Apenas sério. — Já são mais de duas da manhã e daqui a pouco Henry e eu temos que acordar. Vai ser estranho se ele te vir aqui.

– Ah... claro. Tem razão. — Sentiu-se constrangida.

Regina respirou fundo e em um movimento rápido pegou sua calcinha e levantou da cama. Vestiu a peça e abaixou para pegar seu hobby no chão.

Emma a olhou e então se levantou também, pelo lado contrário que Regina estava. Olhou pela cama procurando sua calcinha. Então se deu conta das roupas das duas jogadas pela cama e pelo chão. Aquela cena mexeu com ela.

Pegou sua calcinha e vestiu rápido, logo alcançando o sutiã. Sua calça estava jogada no chão. Enquanto Emma abotoava a calça, Regina a olhava discretamente. Observou o corpo já quase totalmente coberto, e mais uma vez o desejou.

Quando Emma foi pegar a blusa, olhou pra ela, e então Regina desviou o olhar. Já devidamente vestida, Emma se aproximou para pegar a jaqueta que estava no chão perto dela. Regina sentiu a respiração falhar quando ela chegou perto.

Vestiu a jaqueta, ajeitou os cabelos e olhou Regina. Por alguns segundos se olharam sem desviar. Regina tinha os braços cruzados, parecia um gato acuado. Emma a conhecia e percebeu o estado dela de apreensão.

O coração de ambas batia forte. Queriam ser capazes de dizer, ou melhor, de confessar tudo que estavam sentindo, mas a timidez daquele momento não deixava. Regina desviou o olhar e fez menção de ir até a porta, mas Emma a segurou pela mão, fazendo-a se virar. Aquele toque tão singelo disparou arrepios pelo corpo de Regina.

Emma não disse nada quando se olharam, apenas se aproximou ainda segurando sua mão, para no momento seguinte provar dos lábios dela em um beijo.

Os beijos de Emma eram incríveis. Intensos e ternos ao mesmo tempo. Regina queria poder sentir aquele gosto pra sempre. Seus lábios se acariciaram, suas línguas se tocaram lentamente. Não havia euforia, nem ansiedade, era um beijo extremamente delicado, como um beijo de boa noite.

Foi Regina quem entrelaçou seus dedos na mão de Emma. E com a mão livre, a loira tocou seu rosto.

O beijo cessou e os olhares apaixonados se fizeram presentes. A emoção que Regina sentia diante dela, sentindo seus dedos entrelaçados, poderia fazê-la chorar. Um nó se formou em sua garganta. Emma acariciou seu rosto mais uma vez e afastou seu corpo, fazendo sinal para Regina abrir a porta.

Caminharam de mãos dadas pelo corredor, assim como na hora em que foram para o quarto. O calor fluía por seus corpos, passava de um para o outro. Emma observava Regina que ia a frente segurando sua mão, havia carinho, aquilo era tão bom.

Chegaram ao hall e pararam diante da porta de saída. Era o momento da despedida. Mas nenhuma das duas sabia o que dizer agora. Então Emma só conseguiu dizer:

– Tchau. — Foi quase um sussurro.

– Tchau.

Emma sorriu doce e recebeu um sorriso tímido dela. Se virou e Regina abriu a porta, deu uma última olhada para a morena e então saiu.

Ouviu o barulho da porta se fechando, caminhou até o fusca e entrou. Ainda não podia acreditar no que tinha acontecido. Sentada com suas mãos apoiadas no volante olhava na direção da mansão. Seu peito disparado, sentia seu sexo úmido pelos dois orgasmos que havia experimentado com Regina. Fechou os olhos e passou uma das mãos pelos cabelos, sorrindo desnorteada balançando a cabeça. Estava incrédula. Mas satisfeita, feliz.

Finalmente deu a partida e abandonou o local.

Dentro da mansão, Regina estava escorada à porta, com um sorriso contido nos lábios. Um sorriso que era um misto de alegria e incredulidade.

Só desgrudou da porta quando ouviu o barulho do fusca de Emma se afastar. Andou devagar, como se estivesse desnorteada, ainda sem acreditar de fato que aquilo tinha acontecido.

Foi até a cozinha, sua boca estava seca. Pegou uma garrafa de água na geladeira e despejou o líquido no copo. Enquanto bebia, sua mente se ocupava de imagens do acontecido. Tinha mesmo se entregado a Emma. Tinha sido o certo? Não sabia. Só sabia que tinha sido maravilhoso. Nunca foi tão gostoso. E se arrepiava ao pensar nisso.

Seu corpo estava cansado, exausto pelo sexo incrível que acabara de fazer. Ainda com o copo na mão, fechou os olhos e lembrou do exato momento que Emma atingiu o prazer máximo. Os gemidos, as mãos apertando, o rosto dela expressando o prazer. Foi tão incrível vê-la assim.

Balançou a cabeça sorrindo desacreditada. Terminou de beber a água e deixou a cozinha.

Subiu as escadas e parou a porta do quarto de seu filho. Entrou devagar, pisando leve. Ele dormia serenamente. O lençol estava jogado em suas pernas. Regina sorriu. Sempre que não conseguia dormir ou que acordava no meio da noite, ia até o quarto dele pra saber se estava bem. Não poderia descrever o amor que sentia por aquele menino. Mesmo não tendo sido gerado dentro de seu corpo, era como se ele fosse parte dela.

Se aproximou e, puxando o lençol, o cobriu carinhosamente. Passou a mão delicadamente pelos cabelos castanhos e lisos. Seu peito se enchia de felicidade só de olhar pra ele.

Mas ultimamente era impossível olhar pra ele sem se lembrar dela. Mesmo querendo negar às vezes, achava-o tão parecido com Emma. E nesse momento observar isso só fazia seu coração bater ainda mais forte pela mulher que havia tirado seu juízo há minutos atrás.

Deu um beijo na testa de seu filho, ele se mexeu um pouco e ela sorriu de novo. Saiu do quarto dele, já estava tarde e ela precisava mesmo dormir. Mas tudo em sua mente remetia a aquela loira de cabelos longos e olhos verdes. Então ao invés de ir para seu quarto, desceu as escadas. E seus passos tomaram o rumo daquele quarto de hóspedes, onde havia se entregado de corpo e alma a aquela mulher.

A porta estava aberta, nenhuma das duas fechou quando saíram. Regina entrou e seu olhar parou naquela enorme cama. A colcha jogada aos pés do móvel, o lençol que forrava o colchão, completamente bagunçado.

Sua camisola ainda estava ali, quando levantou vestiu apenas a calcinha e o hobby. Era como um filme em sua cabeça, flashes do que havia acontecido ali. Caminhou e sentou na beirada da cama. Há minutos atrás estava ali com ela, nuas, se entregando uma a outra. Seu coração não parava de bater acelerado. Passou a mão pelo lençol.

"Emma". O nome ecoou em sua mente.

"Meu Deus, isso aconteceu mesmo. Fiz sexo com uma mulher".

"E nunca imaginei que pudesse ser tão bom."

"E foi o melhor sexo da minha vida. Por que nunca foi tão bom assim com nenhum homem?".

"Com ela foi tão incrível. Tão gostoso. Ela foi tão carinhosa. E ainda assim tão intensa.” Pensava no quanto o toque e as caricias de Emma estavam cheios de ternura. E repletos de desejo.

“Ai, Emma Swan”

Subiu suas pernas e deitou de lado na cama.

"O que você fez comigo? Pra me deixar assim como uma boba.” Sorria com toda a satisfação que aquele momento tinha lhe causado. Se sentiu completa nos braços dela.

Mas de repente seu sorriso se fechou. Um outro pensamento lhe atingiu como mágica.

"Será que até nisso Emma Swan está mexendo? Nos seus sentimentos?”

“Essa maldição tem um prazo de validade”

Eram as palavras do Gold naquele dia na Prefeitura. Ele tinha um sorriso vitorioso quando falou aquilo.

"A maldição” Regina pareceu se dar conta daquilo, como se houvesse esquecido completamente.

Respirou fundo sentindo seu peito doer. Mesmo que houvesse algum resquício de negação, ela sabia... Estava apaixonada por Emma. Depois do momento íntimo que tiveram juntas e de tudo que ela sentiu, não dava mais pra mentir pra si mesma. Havia se apaixonado por ela. Não sabia como nem quando, mas seu coração agora batia forte por ela.

E seu coração doeu quando lembrou da maldição. Por que sentia que Emma compartilhava daquele sentimento. Mas como seria isso? Como se entregaria sem pensar em nada a mulher que podia destruir tudo que construíra em 28 anos. Se isso acontecesse estaria perdida.

"Por que é sempre tão difícil assim?” Se perguntou lembrando de Daniel. Não foi a mesma situação, mas parecia. Um amor impossível. Será que mais uma vez seria assim?

Deitada ali, sentiu aquele cheiro. Ah, aquele cheiro! O que lhe invadia e arrebatava sua alma. O cheiro dela estava no lençol e nos travesseiros.

"Ah, Emma". Fechou os olhos. "Seu cheiro é tão bom.”

Pegou o travesseiro e o levou ao nariz, aspirando o cheiro dela. Seu coração ardeu. Só o resquício do cheiro dela era suficiente pra que todo seu corpo respondesse. Se arrepiou. Apertou o travesseiro contra o corpo, como se estivesse abraçando a mulher que povoava sua mente. Queria que ela estivesse ali de novo. Tomando seu corpo em carícias.

Lembrou-se das mãos delas em seus seios. De sua própria boca nos seios dela. Do sexo molhado. Aquilo era tão diferente, tão novo. E tão gostoso.

Seu próprio sexo ficando úmido para ela, Emma lhe dando prazer. O orgasmo incrível que jamais tinha experimentado.

Os gemidos de Emma não lhe saíam da cabeça. Eram tão gostosos de se ouvir. E as sensações de tocar o corpo dela, de descobrir, foi tão maravilhoso.

Abraçada ao travesseiro, sentindo o cheiro de Emma, exausta pelos momentos de prazer, Regina acabou adormecendo ali mesmo. Naquela cama onde havia sido amada como nunca fora. Onde descobrira tantas sensações novas. Onde se deu conta do quanto estava apaixonada por Emma.

Emma chegou finalmente ao apartamento. Entrou de mansinho, estava escuro e ela não queria acordar a amiga. Mas para o seu azar, quando subiu dois degraus da escada, escutou a voz sonolenta:

– Emma?! O que houve?! — Acordou com o barulho da porta e quando se deparou com Emma sem roupas de dormir, se assustou e saiu disparando.

– Oi. Não queria te acordar. Não houve nada. — Tentou parecer o mais natural possível. — Eu só não conseguia dormir, aí fui dar uma volta.

– Tá tudo bem? — Perguntou semicerrando os olhos para enxergar melhor no escuro e também pelo sono.

– Sim.

"Nunca esteve melhor". Emma pensou sorrindo.

– Volta a dormir.

– Tá bom — Falou com voz de sono. — Tá tudo bem mesmo?

– Tá sim. Boa noite.

– Boa noite, Emma.

Quando chegou ao quarto abriu o mesmo sorriso incrédulo de antes. Sentou-se na beirada cama pensando nela e em Regina juntas. E como era de costume sempre que chegava em casa com a cabeça cheia de pensamentos, deixou seu corpo cair sobre a cama, deixando as pernas para fora.

Era difícil de acreditar, mas era verdade. Tinha ficado com Regina. Fez sexo com ela. Uma mulher.

Descobriu as sensações emoções de tocar o corpo de uma mulher. E aquilo foi o máximo. Foi incrível. Foi maravilhoso.

Era delicado, macio, gostoso de tocar, de sentir. Era doce, mas intenso. A pela era lisa, aveludada, cheirosa. O toque das mãos como seda deslizando por seu corpo, as carícias intensas e leves ao mesmo tempo. O volume dos seios, a textura. A intimidade molhada por causa da excitação. Os gemidos. Tudo em uma mulher era maravilhoso, e agora Emma havia descoberto isso. E tinha adorado.

Sorria sem conseguir parar, estava feliz demais.

"É, Mary, você tava certa. Tô mesmo apaixonada por ela."

"Porque se isso que eu tô sentindo não é paixão, então não sei o que é.”

De repente seu coração palpitou de um jeito diferente. Uma espécie de receio, angústia.

"A única vez que me apaixonei, eu me ferrei". Pensou com seu sorriso se desfazendo agora.

"Ainda fui parar na cadeia... e grávida".

Suspirou triste. A lembrança de Neal ainda a machucava demais. Por mais que tivessem se passado quase onze anos, ela ainda não havia superado. O que tinha feito fora enterrar aquilo e seguir sua vida. Mas as feridas não fecharam. Não entendia como Neal pôde armar pra ela daquele jeito.

Não o amava mais há muito tempo. Embora nos primeiros anos aquele sentimento tivesse persistido em seu coração, o tempo passou e junto com os anos, levou embora aquele amor que atormentava seu coração. Porém a dor do abandono, da armação, depois de tantas juras de amor e de tantas promessas, aquela dor parecia não sumir de seu peito. No fundo era uma sensação de ser abandonada tantas vezes. Primeiro seus pais, depois aquela família que a adotou aos três anos e então a mandou de volta quando tiveram seu próprio filho, e então o abandono de Neal.

E esse foi o pior de todos, porque por causa disso teve que agir como seus próprios pais, e abandonar seu filho.

Sabia que não podia ser mãe naquela época, fez isso pra que o menino tivesse uma oportunidade melhor, talvez fosse adotado por uma boa família que o amasse e cuidasse dele. Mesmo sabendo o quanto o sistema era injusto, Emma acreditava que seria melhor do que ao lado dela. Ela não conseguiria cuidar dele, já era muito difícil cuidar de si mesma.

Todas essas lembranças dolorosas se misturavam a alegria que estava sentindo depois de estar com Regina.

Tinha medo de se apaixonar se novo e se magoar como foi com Neal. Por isso relutou tanto e se negou a aceitar o que sentia pela morena. Para Emma era como se amor trouxesse dor.

"Será que me apaixonar de novo é uma boa ideia?"

Olhava para o teto. Suas emoções estavam confusas. Mas o que sentiu com Regina foi tão forte. E sentir aquilo de novo era o que desejava agora.

"Não me lembro de ter sentido todas as aquelas coisas alguma vez na vida. Nem mesmo com o Neal."

"Foi tudo tão incrível, intenso."

"Acho que foi o melhor sexo da minha vida."

Sorriu mais uma vez e se aconchegou na cama. Até esqueceu que ainda estava de botas. Sua cama ainda estava desarrumada, quando saíra para a casa de Regina não se importou em arrumá-la.

"Lutei tanto pra não me apaixonar de novo e agora tô apaixonada pela mulher que infernizou minha vida.” Acabou sorrindo da ironia dessa situação.

"Se bem que, pensando melhor, foi fácil não me apaixonar antes. Mas com ela foi impossível resistir."

"Acho que não tinha aparecido alguém que mexesse comigo desse jeito. Do jeito que ela fez."

Seu coração disparou ao pensar no sentimento intenso que estava sentindo pela por ela. Era forte e incontrolável.

E aqueles momentos de prazer que compartilharam mostrou ainda mais isso.

"Ah, Regina". Relaxou mais na cama. "Ela é tão linda, tão cheirosa, tão... gostosa."

"Nossa". Pensou sorrindo envergonhada. "É tão bom com mulher."

Ficou ali pensando em Regina, no corpo dela. Em todas as sensações que sentiu ao tocar-lhe as coxas, o bumbum, os seios, a intimidade. Essa experiência nova foi a melhor de sua vida.

E Emma adormeceu ali, em meio aqueles pensamentos, com seu coração batendo forte. Sentindo-se como uma adolescente apaixonada.

*****

Acordou com o barulho insistente e irritante do despertador. Sentiu um pouco de dificuldade para abrir os olhos por causa da claridade. Quis jogar longe aquele relógio maldito. Estava cansada e queria dormir. Mas tinha que ir trabalhar.

Se espreguiçou na intenção de mandar aquela preguiça embora. E então se deu conta de que ainda estava com as roupas da noite anterior. Agora parecia desconfortável aquela jaqueta de couro, a calça apertada e as botas. Botas?

– Ah, droga! Dormi de bota em cima da cama! — Exclamou irritada.

Emma levantou e começou a tirar a roupa para tomar banho. E imediatamente as lembranças da noite passada lhe invadiram. E ela precisou sentar na cama de novo para assimilar tudo aquilo.

Era verdade, não tinha sido sonho. Esteve com ela. Seu coração disparou de novo. Era sempre assim quando pensava na morena. Sua barriga gelou ao lembrar do momento que tiveram juntas. Todos os beijos, os toques, as carícias, o sexo.

Sentada na cama já sem a jaqueta e a blusa, Emma conseguiu perceber uma mancha avermelhada em seu seio direito. Franziu o cenho e afastou um pouco o sutiã para ver melhor.

Riu quando se indagou o que era.

Terminou de tirar toda sua roupa, ficou só de calcinha e foi para o banheiro. Na frente do espelho analisou melhor a macha. Sim, era um chupão. Achou aquilo muito engraçado. Sempre ficava com raiva quando alguém deixava marcas na sua pele, mas agora não ficou. Ao contrário, se sentiu estranhamente emocionada ao ver a marca que a excitação de Regina deixou em seu corpo.

Virou de costas, enrolou o cabelo e o segurou com a mão na altura da cabeça. Observou suas costas, tinham marcas de arranhões. Seu sorriso ficou mais largo. Lembrou que Regina passou grande parte do tempo apertando e arranhando suas costas, principalmente quando estava sucumbindo ao orgasmo.

Emma adorou aquilo. Ver as marcas do prazer da morena em sua pele lhe causou uma satisfação que não poderia explicar.

Saiu da frente do espelho e foi para o banho. Queria ficar ali pensando em Regina, mas tinha que trabalhar.

Na mansão 108, Regina acordou se sentindo leve, como se nunca tivesse dormido tão bem na vida. Olhou em volta e se deu conta de que não estava em seu quarto. E estava com um braço jogado por cima do travesseiro ao qual dormiu agarrada.

Sentiu o cheiro de Emma mais uma vez, e aquilo lhe trouxe a realidade da noite anterior. Tudo que tinha acontecido ali naquela cama. As emoções rapidamente lhe tomaram conta. Respirou fundo lembrando da loira linda que tinha tomado seu corpo com tanta vontade.

Esfregou os olhos e então olhou para o relógio de cabeceira.

– Merda! — Exclamou já quase dando um pulo da cama.

Já era 7:51 e Henry tinha que estar na escola às 8. Tinha perdido a hora. Isso nunca acontecia. Poderia ser pela falta do despertador, mas mesmo em seu quarto, ela geralmente acordava minutos antes do despertador tocar.

Talvez tenha sido pelo sono tranquilo que há anos não tinha.

Entrou no quarto do filho e o acordou com pressa. Ele murmurou, virou pro lado.

– Mais cinco minutos, mãe.

– Nós não temos nem um minuto, Henry. Eu perdi a hora. Já vai dar 8 horas. Levanta rápido. Vamos ver se consegue chegar a tempo da segunda aula. — Falou já deixando o uniforme dele e o tênis próximo, para facilitar.

– Ah, então se eu já tô tão atrasado é melhor nem ir. — Falou manhoso e sonolento.

– Nem pensar, mocinho. Não adianta, você não vai matar aula. — Falou sorrindo do jeito dele. — Anda, levanta. Quero você lá em baixo em quinze minutos.

Foi tomar banho também. E o fez apressada, não gostava que seu filho chegasse atrasado à escola. Parecia que ela era desleixada.

Estava na frente do espelho se arrumando. Colocou uma saia preta e uma blusa azul de mangas compridas. Ela era bem justa, colada ao corpo. Se inclinou para frente para facilitar o trabalho de passar o batom vermelho pelos lábios. Foi quando percebeu aquela coisa no seu pescoço. Olhou incrédula para seu reflexo no espelho.

Olhou mais de perto. Sim, era um chupão. E bem no pescoço. Sentiu seu sangue ferver.

"Você me paga por isso, Swan."

Pensou indo até seu armário para pegar um lenço. Estava irritada, odiava marcas em seu corpo. Mas aquilo lhe fez sentir um tipo de alegria estranha. Que nunca tinha sentido.

Amarrou bem o lenço, escondendo a marca. Seria ridículo se alguém visse aquilo.

Ela e Henry tomaram café da manhã rápido e então ela o deixou na escola. Ele chegou a tempo para o segundo horário. E então foi para a Prefeitura. Não parava de pensar um minuto em Emma e no que tinha acontecido. Seu corpo arrepiava com as lembranças, seu coração disparava. O que iria fazer agora? Se entregar de vez aquilo ou se preocupar com a maldição?

*****

Era pouco mais de três da tarde. Emma estava com os pés sobre a mesa da delegacia, as mãos atrás da cabeça, pensando no que iria fazer. Mais uma vez estava nesse dilema. Procurar ou não procurar Regina? Eis a questão.

Queria com todas as suas forças encontrar com ela, mas já tinha ido a sua casa e dito todas aquelas coisas. Estaria parecendo muito desesperada se fosse atrás dela rápido assim.

Mas estava mesmo desesperada. Só que claro que Regina não precisava saber. E afinal, compartilharam um momento de prazer, aquilo dizia alguma coisa. Regina também se entregou. E Emma sabia que Regina estava muito mais confusa. Talvez ela devesse ir até ela.

Mas Emma queria ir com calma. Estava apaixonada sim, mas ainda não tinha perdido totalmente o juízo, e sentia medo de se machucar de novo. Não sabia se podia mesmo se entregar sem pensar em nada.

– Ahhh! — Resmungou tirando os pés de cima mesa.

"Eu vou ficar louca desse jeito."

Se levantou e pegou as chaves da viatura. O lado bom de ser Xerife era que sempre que estava com a cabeça cheia, podia espairecer com a desculpa de fazer uma ronda.

Rodou pelas ruas alguns minutos e então parou em frente ao Da Vovó. Nada como um chocolate com canela para acalmar seus ânimos.

Assim que passou pela porta viu Henry sentado ao balcão. Seu coração se encheu de alegria. Fazia algum tempo que não encontrava ele por ali assim.

– Hey, garoto. — Falou se aproximando.

– Oi, Emma. — O menino respondeu feliz quando a viu.

– Tudo bom?

– Sim, e você? Eu tava com saudade já. — Respondeu feliz por ela estar ali.

Ela sorriu.

– Eu também, garoto... Mas o que tá fazendo aqui? — Ela perguntou curiosa vendo que ele não estava comendo nem bebendo nada e também não tava lendo seu livro.

– Ah, é que eu...

– Pronto, Henry, já podemos ir. — Uma voz vinda da direção do corredor onde ficavam os banheiros o interrompeu.

Emma olhou já sentindo seu coração disparar quando escutou aquela voz.

Se olharam e ficaram estáticas, como duas estátuas de gelo. Os corações tamborilaram. As duas sentiram um arrepio gelado percorrer pela espinha.

Por que o destino sempre fazia isso com elas? Se encontravam sem mais nem menos. E não fazia nem 24 horas que estiveram juntas, nuas, fazendo amor, e agora estavam frente a frente, sem ter a mínima ideia de como agir.

– Olha, mãe, a Emma chegou aqui também. — Falou entusiasmado como se sua mãe não a tivesse visto.

Regina limpou a garganta e desviou o olhar.

– Eu tô vendo, Henry. — Falou seca e voltou a olhar pra ela apenas para cumprimentá-la. — Oi, Srta. Swan.

Seus olhos gritavam a emoção que estava sentindo, mas ela se manteve firme.

– Oi, Regina.

– Então, Emma, o que eu tava falando é que minha mãe me trouxe aqui pra lanchar e agora a gente vai tomar sorvete.

Emma não conseguia tirar os olhos de Regina, ela estava linda. Aquela boca vermelha. Ah, aquela boca, Emma quis devorá-la.

Regina havia acabado de lanchar com Henry e tinha ido ao banheiro para escovar os dentes e retocar o batom, nunca poderia imaginar que quando voltasse ia encontrar ela ali. Estava desnorteada, suas pernas bambas, parecia que ia desmaiar.

– Mãe, a Emma pode ir com a gente? — Perguntou entusiasmado.

Regina gelou. Por que ele sempre agia assim?

Por sorte Emma ainda não estava tomando seu chocolate, porque certamente teria se engasgado.

– Ãh... Eu não sei se é uma boa ideia, Henry. A Xerife deve ter muitas coisas pra fazer. — Não conseguiu resistir a vontade de olhar pra ela de novo.

– É, garoto. Eu só vim tomar um chocolate. Tenho que voltar pra delegacia. — Falou enfiando suas mãos nos bolsos. — Ruby? Um chocolate, por favor.

Não precisava explicar como era, a garçonete já sabia do gosto dela.

– Ah, Emma, por favor. — Ele choramingou com olhos suplicantes. E depois voltou a olhar para Regina, como se pedisse pra ela deixar.

– Bom, se ela quiser, pode ir com a gente. — Regina respondeu fingindo desinteresse. Mas a verdade era que por mais que estivesse nervosa, queria estar perto dela.

– Pensando bem, um sorvetinho não cai mal. — Olhou sorrindo para Henry. E então de soslaio para Regina e seus olhares se encontraram de novo.

Seu coração estava em chamas. É claro que queria ir com eles. Só não tinha aceitado de cara por que estava nervosa.

– Então vamos logo! — O menino ordenou alegre.

Emma pegou seu chocolate e saíram os três da lanchonete sob o olhar curioso de Ruby, que jamais imaginou ver aquela cena.

– Eu sigo vocês. — Já ia em direção a viatura.

Quando chegou estava tão perdida em seus pensamentos em Regina que nem percebeu o carro da Prefeita estacionado mais a frente.

– Ah não, Emma! Assim não tem graça. Você tem que vir com a gente. No mesmo carro.

"Garoto, você quer mesmo me matar de nervoso". Emma pensou.

Olhou apreensiva para Regina.

– Vamos logo, eu não tenho o dia todo. — A morena falou já entrando no carro.

Suas mãos suavam. Ela era o nervosismo em pessoa, mas sabia fingir bem.

Antes de Henry entrar no banco de trás ele sibilou para que Emma pudesse apenas ler seus lábios e Regina não ouvisse.

– Operação Cobra. — E sorriu adentrando o veículo.

Emma respirou fundo e entrou também.

Emma observava discretamente cada movimento de Regina dentro do carro. Tinha percebido que ela estava com um lencinho amarrado ao pescoço. Aliás, estava lindo nela. Por um momento se perguntou se havia deixado um chupão no pescoço dela e por isso ela estava com ele. Riu mentalmente.

Bebericava seu chocolate e seus olhos seguiam os traços do corpo dela. Aquelas pernas lindas, as coxas estavam parcialmente à mostra. Seguiu o caminho até os pés. Como ela conseguia dirigir com aqueles saltos enormes?

Subiu seu olhar novamente pelas pernas, seu estômago estremecia. Aquela mulher estava se tornando sua loucura particular. Tão linda, tão sexy.

Parou seu olhar nas mãos dela sobre o volante. Mãos delicadas, de um toque tão bom. Puxou a respiração pra ver se seu coração se acalmava quando pensou que na noite anterior aquelas mãos estavam em sua intimidade, lhe proporcionando o melhor prazer que já teve em sua vida.

Regina sabia que Emma a observava, podia sentir. Seus músculos estavam retesados, rígidos, estava difícil até pra dirigir. E pra completar aquele cheiro suave estava chegando ao seu nariz a todo instante.

Não podia acreditar que ela estava ali. Assim do nada. Isso parecia até piada. Simplesmente depois da noite que tiveram a vida lhes fazia o favor de colocá-las frente a frente sem nenhuma das duas ter pedido.

– Quer um pouco, garoto? — Virou pra trás pra oferecer o chocolate.

– Quero! — Já foi logo pegando o copo. Ele, assim como Emma, adorava chocolate com canela.

– Henry, não seja mal educado. — Regina repreendeu.

– Ué, mas ela ofereceu, mãe. — Retrucou sem entender.

– Ele tem razão, Regina. Deixa ele.

A morena respirou fundo. Definitivamente estava desconcertada com aquela situação.

– Chegamos. — Regina estacionou a Mercedes perto do parque.

Desceram os três em direção a parte onde tinha grama, o lago estava logo à frente. O dia estava bonito, ainda que houvesse uma brisa fria, o sol brilhava imponente. Várias pessoas, crianças correndo, animais brincando.

– Aqui está, amiguinho. Um bem grande de chocolate. — O homem da barraquinha disse entregando-lhe o sorvete.

– Obrigado. — Mal agradeceu e já deu uma lambida generosa no sorvete.

Emma estava tirando o dinheiro do bolso para pagar o seu quando Regina a impediu.

– Srta. Swan, pode deixar comigo. — Disse tirando a carteira da bolsa.

– Ah, não Regina. Eu vou...

– Eu faço questão — A interrompeu — Hoje você é nossa convidada, não é? — Sorriu para ela e depois para Henry.

Emma estremeceu com aquele sorriso.

– Tá bem. Mas só dessa vez.

Caminhavam pelo parque olhando as pessoas, mas em total silêncio, apenas saboreando seus sorvestes. Emma e Regina estavam completamente sem jeito naquela situação. As lembranças da noite anterior passavam por suas mentes como um filme. Não sabiam o que falar, o que fazer, muito menos como agir.

– O que vocês duas tem?

Henry perguntou tirando-as daquele transe.

– Por que, Henry? — Foi Regina quem indagou.

– Vocês tão estranhas. Nem tão falando nada. — Ele juntou as sobrancelhas. — Vocês brigaram de novo? — Perguntou aflito.

Aquele menino era muito perceptivo.

– Não, Henry. – Emma se apressou em responder. – Nós não brigamos, relaxa. Não é, Regina?

– É, querido. É impressão sua.

Ele olhou desconfiado. Alguma coisa tava acontecendo. Conhecia suas duas mães.

– Lindo dia, não é? – Ouviram a voz feliz atrás deles.

– Hey, Archie. – Henry foi o primeiro a cumprimentar o homem. – Oi, Pongo! – falou entusiasmado, já agachando para acariciar o cachorro.

– Oi, Archie. – Emma falou.

– Como vai, Doutor? – Regina perguntou sem nenhuma emoção na voz.

– Muito bem! Em dias assim gosto de trazer o Pongo pra brincar no parque. – Falava segurando a coleira.

– É, tá um ótimo dia mesmo. – Emma quis ser simpática.

– Mãe, eu vou brincar um pouco com o Pongo, tá?

Regina gelou. Ficaria ali sozinha com Emma?

– Está bem. Mas não demore, Henry. Eu ainda tenho que voltar pra Prefeitura. E cuidado pra não se machucar.

– Tá bom, mãe.

– Não se preocupe, Regina. Eu cuido dele. – Dr. Hopper disse.

Regina deu um sorriso estranho, parecia debochada. Emma quis rir da cara que ela fez, mas se conteve.

O homem soltou o dálmata da coleira e ele logo saiu correndo pela grama, seguido de Henry e Archie.

As duas ficaram ali sozinhas. Regina ficou estática, completamente embaraçada. Se houvesse um buraco ali, com certeza se enfiaria nele. Emma se concentrava no sorvete. Regina estava bem ao seu lado, linda, cheirosa, e tinham feito amor na noite anterior. Isso tudo embolava na sua cabeça. Precisavam conversar sobre aquilo de uma vez por todas, se não iria enlouquecer. Mas como tocar no assunto?

– Ele adora esse cachorro. – Emma disse observando Henry ao longe.

– Uhum.

– Você deveria deixá-lo ter um. Ele ia adorar.

– E quem iria cuidar dele? Eu não tenho tempo pra bichos.

– O Henry, ué.

– Henry não cuida nem dele mesmo, Srta. Swan, como iria cuidar de um cachorro?

– Acho que seria bom pra ele ter mais responsabilidade. Ter com quem brincar.

– Talvez. Mas tenho certeza que a casa iria virar uma bagunça e no final das contas iria sobrar pra mim.

Emma riu do jeito que ela falou. As duas terminaram o sorvete praticamente juntas. Regina só queria sumir dali, nunca se sentiu tão constrangida. Queria muito saber o que falar, mas não sabia. Emma precisava tocar no assunto de alguma forma.

– Regina, eu queria conv...

Antes que pudesse terminar, Pongo veio correndo e começou a circular suas pernas. Depois fez o mesmo com Regina, arfando com a língua pra fora.

– Que diabos! – A morena exclamou.

Henry ria alto. Emma não resistiu e riu também, assim como Archie. A única que estava com expressão de desagrado era Regina.

– Henry, já chega por hoje!

– Ahh, mãe...

– Regina tem razão, garoto. Temos que voltar. – Emma disse.

Despediram-se do Doutor e do cão e logo voltaram para o carro, fazendo o caminho da casa de Regina.

– Garoto, você não tem jeito. Sempre me convence a fazer tudo que quer. – Emma falou dentro do carro se referindo ao fato de que ele tinha convencido ela a ir até a casa de Regina também.

– Ah, Emma, tá sendo legal. Você foi com a gente, então volta com a gente.

O caminho de volta foi a mesma coisa. Emma olhando de rabo de olho para Regina, e quando ela desviava o olhar da direção pra olhá-la também, as duas desviavam rápido.

– Se despede da Srta. Swan, querido, e vai tomar banho. – Ordenou assim que entraram na mansão.

– Tchau, Emma. Adorei que você foi com a gente. – E a abraçou.

Emma ficou meio sem jeito, sabia que aquilo incomodava Regina. A morena sentiu um leve aperto no peito, ainda tinha ciúme dele com ela. Mas realmente já não era como no começo.

– Tchau, garoto. Se cuida. – Passou a mão pelo cabelo dele e então ele saiu correndo pelas escadas.

– Devagar, Henry! – A morena repreendeu, mas ele já estava longe. Emma sempre achava aquilo engraçado.

Mas uma vez se encontravam sozinhas, com tantas emoções explodindo dentro delas. Regina percebeu que Emma iria dizer que estava indo, então foi mais rápida.

– Lá no parque você ia me dizer alguma coisa. O que era? – Perguntou deixando a loira surpresa. Regina sabia que tinham que conversar, tentou puxar assunto de alguma forma. Era desconcertante aquela situação, não conseguia olhar pra Emma sem imaginá-la nua naquela cama. Mas precisavam falar disso logo.

– Ahh... é que... – Emma se atrapalhou um pouco. – Sobre ontem... acho que temos que falar disso. – Suas mãos tremiam.

Regina tensionou por um instante. Então Emma também estava pensando nisso. Fez que sim com a cabeça. E a loira se sentiu aliviada por ela pela primeira vez não querer fugir do assunto.

Foram para o escritório e assim que entraram as lembranças novamente vieram. Foi ali que tudo começou.

– Regina... eu... – Pigarreou – O que aconteceu ontem... – Não sabia por onde começar. Na verdade não sabia nem o que falar. – Eu não sou boa com isso. – Admitiu.

Regina acabou sorrindo daquele jeito atrapalhado dela. Ela tinha as mãos nos bolsos de trás da calça, e estava meio ofegante. Regina já tinha percebido que sempre que ela ficava nervosa isso acontecia.

– ... Eu só queria dizer... que o que aconteceu ontem... foi bom... quer dizer, eu gostei. – Confessou ficando completamente vermelha, não conseguia encarar a morena. – Mas eu não sei o que você tá pensando... eu queria saber. – Respirou fundo. – O que você tá pensando de tudo isso? – Seu coração batendo com pressa. Não sabia se tinha usado as palavras certas, mas em meio ao seu nervosismo, foi o melhor que pôde fazer.

Olhou pra ela agora esperando uma resposta.

– Eu... eu não sei explicar – Foi sua vez de desviar o olhar. – Mas... mas eu gostei também. – Teve que se apoiar na mesa atrás de si pra se manter firme em pé.

Emma soltou o ar que estava prendendo. Uma felicidade lhe invadiu por completo. Era a primeira vez que Regina admitia algo sem brigar. Sorriu vendo que a morena a olhou com vergonha.

Se aproximou dela e então Regina contraiu todos os músculos. Sempre que Emma chegava perto seu corpo tremia. Emma chegou bem perto. Não sabia usar as palavras direito, mas quando apenas agiam, conseguiam se entender. Se entendiam nos beijos, nos abraços, nos carinhos.

Tomou coragem e acariciou o rosto dela, fazendo Regina estremecer.

– Mesmo?

– Mesmo o que? – Regina perguntou sentindo uma tensão por seu corpo.

Emma riu.

– Você gostou mesmo? – Perguntou tocando o cabelo dela. – Desculpa, eu não sou muito boa com as palavras.

– Sim... gostei... E eu também não sou muito boa com as palavras.

As duas sorriram.

Por longos segundos ficaram se olhando, os olhares penetrando um no outro. Os corações batendo apaixonados. Emma respirou fundo e disse.

– Você é linda, Regina. – Seu tom manso, sincero.

Regina corou e olhou para baixo, sorrindo encabulada.

Emma achou aquilo a coisa mais linda do mundo. Nunca imaginou que aquela mulher tão altiva, fria e prepotente, pudesse em algum momento ser tão tímida e doce.

Levantou o queixo dela delicadamente, como na noite anterior. E suavemente a beijou. A onda de calor percorreu as duas, passando por ambos os corpos. Uma emoção sem igual tomando conta delas.

O beijo era doce. Os lábios deslizavam, as línguas se tocavam devagar. Emma desceu a mão e tocou a cintura dela. Sentir aquele corpo junto ao seu era simplesmente maravilhoso. Nunca havia sentido algo tão forte por alguém.

A confusão de sentimentos queria invadir Regina. Aquilo não deveria acontecer, Rainha Má e a filha da Branca de Neve, era errado. Isso ecoava na mente dela. Mas já não conseguia resistir. O errado nunca pareceu tão certo.

Suspirou e cedendo, a abraçou. Enlaçou o pescoço dela. Ah, e como Emma adorava aquilo. Quando sentia Regina a abraçar para se entregar mais ao beijo. Emma estava completamente apaixonada por aquela mulher. Seu coração batia forte e desesperado pra sentir mais daquele contato bom. Seu coração batia feliz.

O beijo foi cessando aos poucos.

Se entreolharam, continuavam abraçadas. E definitivamente não queriam se desgrudar. Regina se sentia tão completa no abraço dela. Era tão bom.

Emma sorriu. E Regina sorriu também. Mesmo que nem soubessem do que. Estavam contentes. Aquele sentimento só crescia dentro delas.

Emma subiu a mão e acariciou seu rosto mais uma vez, os cabelos, o pescoço.

– Gostei do lenço. – Emma provocou, brincando com a ponta do nó que ela tinha feito. Sua curiosidade não iria deixá-la em paz.

Regina pareceu corar de novo. Mas buscou seu tom firme pra dizer:

– Você me obrigou a usá-lo, Srta. Swan.

Emma riu confirmando o que achava. Regina viu que ela entendeu.

– Da próxima vez pense duas vezes antes de fazer isso.

– Da próxima vez? – Emma indagou rápida. – Então vai ter uma próxima vez? – Perguntou esperançosa, quase sussurrando.

Regina não tinha percebido o que tinha falado. Mas sim, ela queria uma próxima vez. Porém não respondeu nada, brincou com seus dedos na gola da jaqueta da loira. Emma sorriu, ela não precisava dizer nada, tudo estava escrito nos olhos ela.

– Se te consola, você não foi a única que ficou marcada. Minhas costas estão arranhadas, Senhora Prefeita. – Falou fingindo indignação. Regina a olhou. – E teve um outro lugar onde você deixou uma marquinha também... Eu só não te mostro onde é porque o Henry tá acordado.

A morena estremeceu e arrepiou a espinha com o súbito tom malicioso na voz dela.

Com uma simples frase e um tom de voz diferente, Emma conseguia despertar o desejo em Regina, isso era incrível. Puxou a loira abraçando-a e a beijou de novo.

Dessa vez foi mais intenso, mas necessitado. Emma apertou a cintura dela com força, quase sem conseguir resistir ao desejo continuo que sentia por ela. Regina a segurou pela nuca, e a beijava com intensidade. Aquele beijo molhado, cheio de vontades. Suspiravam cada vez que suas línguas se tocavam com mais intensidade. Os corpos roçando abraçados despertando o desejo um pelo outro. O peito explodindo em felicidade. Estavam mais do que apaixonadas... Estavam se amando. Mesmo que ainda não soubessem disso.

– Mãe! – Ouviram a voz de Henry ao longe, fora do escritório.

Se afastaram do beijo imediatamente. E sentiram uma imensa e quase incontrolável vontade de rir. Quase caíram na gargalhada.

– Vamos sair antes que ele entre aqui. – Regina sussurrou ainda rindo.

– Tá bom. — Ela também ria. – O batom... Tá manchado? – Perguntou se referindo ao batom da morena em sua própria boca.

Realmente estava um pouco. E Regina usou os dedos pra limpar a boca rosada dela enquanto andavam pelo cômodo. Emma fez o mesmo com ela.

– Mãe?! Cadê você? – A voz dele parecia um pouco mais perto.

Ainda com as mãos no rosto da loira, Regina puxou para um beijo selado. Pressionou forte seus lábios contra os dela. Quando desgrudaram, Emma tinha um olhar admirado.

– Vai! – Sussurrou para a loira que ainda sorria bobamente.

Saíram do escritório.

– Oi, Henry. Estou aqui.

O menino, que já estava de costas indo de volta para a sala, se virou e se surpreendeu ao ver Emma ali.

– Emma, você ainda tá aqui.

– É, mas já to de saída, garoto. A gente se fala depois.

Os três caminharam até o hall.

– Henry, eu vou dar uma carona pra Emma até o carro dela na lanchonete. E de lá vou passar na Prefeitura. Daqui a pouco estou em casa, está bem?

Henry franziu o cenho ao ouvir Regina chamá-la de Emma, mas não disse nada. Enquanto Emma se surpreendeu com a atitude dela, e ficou encantada.

Se despediu do menino e saíram.

Andaram pelo caminho do jardim como duas adolescentes que namoram as escondidas. Querendo se tocar, mas sem poder.

– Deixa eu dirigir o seu carro? – Emma perguntou quando se aproximavam do Mercedes.

– Haha! Nem pensar, Swan! – Regina foi enfática.

– Mas por que não?

– Porque não! – Respondeu entrando no carro.

– “Porque não” não é resposta. – Emma retrucou quando entrou também.

– É sim. – Deu a partida.

– Por Deus, Regina. O que você acha que eu vou fazer? Bater?

– Uhum. Exatamente.

– Eu não vou bater! – Falou indignada.

– Claro que não. Assim como não bateu na placa com aquele fusca velho no dia em que chegou a cidade. – Disse debochada.

– Ah, aquilo foi por causa da sua sidra de maçã. – falou deixando seu corpo relaxar no banco. – Graham tinha razão, aquilo é mais forte do que parece.

O caminho até a lanchonete foi mais leve. Não conversaram muito, afinal o caminho era rápido. Mas se permitiram desfrutar do que estavam sentindo. Emma, timidamente, pousou sua mão na coxa de Regina como um gesto de carinho. E a morena adorou aquilo, dirigiu assim, com o toque dela em seu corpo, foi tão bom.

Regina estacionou o carro e mais uma vez não sabiam como se despedir. Queriam desesperadamente se beijar. Mas ali não era lugar.

– Bom... vou indo. – Disse meio tímida.

Regina fez que sim com a cabeça.

Antes que a loira saísse do carro, Regina pegou sua mão. Aquilo fez o coração de Emma quase sair pela boca. Se olharam, não disseram nada, sentiam o coração aquecido.

Emma discretamente pegou sua mão e a beijou. Para então finalmente sair do carro. Andou até a viatura que estava estacionada ali e deu a partida. Regina fez o mesmo. Seus carros se cruzaram. Assim como seus caminhos, seus corações. Ambas saíram dali tendo plena certeza de que estavam completamente apaixonadas.

Notas finais
E aí, pessoal, o que acharam? COMENTEM, please. Me deixem saber o que estão achando. Beijoooossss :)