Equilibrium

8 Segundas Inteções


Notas iniciais
Espero que gostem! Boa leitura ♥

Rey cravou as unhas contra as palmas das mãos em uma tentativa de controlar a raiva. Seu coração dava saltos no peito, os membros formigavam com a ideia de usar a Força contra o homem de postura presunçosa. Mas sua mente a alertava de que aquilo seria perda de tempo. Afinal, não precisava ganhar a confiança de Kylo Ren?

Agradeceu internamente a Luke por tê-la ensinado tão bem a controlar suas emoções, e engoliu em seco o próprio orgulho. Deu de ombros, procurando parecer indiferente.

— Sua serva quem me vestiu. Não tive outra escolha.

— E como está se sentindo em seus novos aposentos? Confortável?

— Ah, sim. — Ela cruzou os braços e não maneirou no sarcasmo ao retruca-lo. — Muito melhor que a maca de ferro que me prendeu da última vez.

Kylo sorriu de canto.

— Acho que começamos com o pé esquerdo. Mas nunca é tarde para recomeçar.

— Discordo. Creio que seja tarde demais para você, em todos os sentidos.

Ele não respondeu; tampouco se abalou com a provocação. Ao invés disso, aproximou-se vagarosamente da Jedi, a diferença de tamanho tornando-se evidente a cada passo. Percebeu que ela trancou a respiração, extremamente incomodada com sua presença, mas relaxou quando ele apenas a contornou e puxou a cadeira em um gesto cordial.

— Por que não se senta? Deve estar com fome.

Rey piscou e o encarou desconfiada. O que ele pretendia com tudo isso, não dava para dizer. Apesar do evidente desconforto, no entanto, seu estômago falou mais alto. Sentou-se e não esperou por qualquer permissão ou incentivo: encheu o prato com tudo o que viu pela frente. Nunca vira uma mesa tão farta e variada em toda sua vida. Ren, por outro lado, voltou para sua cadeira e a observou em silêncio. O tilintar dos talheres contra a porcelana foi o único ruído por longos minutos, até que a garota achou fôlego para perguntar o crucial.

—Então... Vai me dizer por que me chamou aqui?

Ele se endireitou na cadeira. Seu prato continuava intocado.

— Quero fazer um trato com você.

— Que tipo de trato?

— Do tipo que a manterá viva nesse lugar. – Rey ergueu os olhos para seu algoz, notando as íris castanhas brilharem. Ele continuou. – Existem regras por aqui. A primeira delas é: O Supremo Líder sempre tem a última palavra. Então, se ele decidir te matar, nem mesmo eu serei capaz de convencê-lo do contrário.

Ele fez uma pausa, estudando cada sutil mudança de humor da Jedi. Ela estava interessada no que ele tinha a dizer.

— No entanto, para sua sorte, ele está viajando no momento. Provavelmente voltará em alguns dias, e assim que chegar, irá te chamar. Snoke a quer como aliada, e vai te treinar para servir ao lado Negro da Força.

A garota riu sem nenhuma emoção.

— Diga algo que ainda não sei.

— Ele vai conseguir.

Rey parou o movimento do garfo no meio do caminho, deixando cair o purê de batatas no prato. Fitou o cavaleiro com irritação.

— Como pode afirmar isso com tanta certeza?

— Porque ele vai fazer uma lavagem cerebral em você.

— Perdão...?

— É assim que ele consegue aliados. Snoke vai te torturar física e psicologicamente, de todas as formas possíveis. Ele vai entrar na sua mente e estimular qualquer tristeza e pesar que esteja guardado em seu subconsciente. Vai te levar ao limite do que um ser humano é capaz, e quando você se der conta, vai estar tão destruída que não se lembrará de outro sentimento que não seja raiva.

Seu tom sério deixava claro que não estava blefando. De repente, a garota perdeu o apetite. Soltou o talher no prato e fitou um ponto qualquer do assoalho bem polido, perdida em pensamentos. Pela primeira vez desde que chegou até ali, ela sentiu medo. Sabia que poderia sofrer torturas, mas não estava preparada para ter sua mente violada e modificada daquela maneira. Sua voz saiu em um fio.

— E por que está me contando isso?

— Quero te ajudar. Não tenho como impedir o que está por vir, mas posso reforçar suas blindagens contra as investidas dele, te guiar por um caminho menos doloroso e ajudar a manter sua cabeça no lugar.

Houve silêncio. Kylo sentia vagamente o conflito dentro da garota, que tentava processar as informações da melhor forma possível. Quando ela voltou a falar, as palavras soaram carregadas de amargura.

— Eu não entendo, francamente. Simplesmente não entendo. Você me perseguiu á meses atrás, mas não me matou quando teve a chance. Agora me tem como refém, mas oferece ajuda. – ela balançou a cabeça, confusa. Inclinou seu corpo para frente e despejou o que tanto a assolava em um tom suplicante. – Afinal, o que você quer de mim?

Um breve sorriso pretencioso traspassou seus lábios. Recostou-se melhor e apoiou os cotovelos nos braços da cadeira, satisfeito por terem chegado àquele ponto da conversa.

— Já deve imaginar que Snoke quer apenas mais fantoche na coleção dele. Mas quanto a mim, tenho planos diferentes.

“Como sabe, a Força não desperta em qualquer pessoa. Nem mesmo os meus cavaleiros desenvolveram as habilidades que eu e você temos. Ultimamente, isso tem afetado meus planos. Eu preciso de alguém com esse poder para ir comigo em... missões específicas.”

— Missões não autorizadas por Snoke, você quer dizer? – ela estreitou os olhos, astuta.

— Na verdade, eu diria que são missões secundárias. Viagens rápidas nos meus dias de “folga”. Não escondo nada do Supremo Líder, é claro, mas também não lhe digo os detalhes sobre minhas expedições particulares.

Rey piscou algumas vezes, aturdida. Aquela informação alterava toda a concepção que havia formado sobre Kylo Ren. Ele não era tão manipulado por Snoke, afinal.

— Então, o trato é te ajudar nessas “missões secundárias”... – ela fez um sinal de aspas no ar. – E, em troca, você me ajuda a manter minha sanidade durante as horas de tortura daquele ser desprezível...

— Exato.

— Não confio em você.

— Não precisa confiar. É apenas uma questão de sobrevivência. Se não aceitar minha ajuda, será transformada em uma arma nas mãos do Supremo Líder. Nem mesmo Luke te treinou para o que está por vir.

Ela o encarou por alguns segundos, em silêncio. Sua mente explodia em dúvidas e informações, causando tontura. Rey havia se rendido propositalmente para se infiltrar na Primeira Ordem e tentar achar uma solução em prol da Resistência, mas agora ponderava se havia realmente feito o certo. Quando abriu a boca para responder, no entanto, alguém bateu á porta. Kylo pronunciou em sua voz grave.

— Entre.

Um homem de meia idade surgiu no salão, usando roupas militares. Prestou continência e proferiu em tom formal.

— Sua presença está sendo solicitada na torre de comando, senhor.

— Está bem. Avise que já estou á caminho.

O soldado assentiu e se retirou do aposento á passos largos. Kylo Ren se levantou em seguida, assim como Rey. Antes de passar pela porta, parou rente á Jedi e comentou em seu típico tom carregado.

— Pense bem na nossa conversa. Se cooperar, as coisas se tornarão bem mais... – ele hesitou de repente, como se engolisse a palavra que pretendia usar. Um brilho estranho traspassou o fundo de seus olhos, e ele disfarçou. — suportáveis, aqui dentro.

— Isso me soa como uma ameaça.

— É apenas um alerta. Pense bem durante essa noite. Amanhã voltaremos a conversar.

Ele lhe deu as costas e sumiu de vista para além do corredor. Rey suspirou, aliviada por não sentir mais a tensão esquisita que persistia em pesar sobre o seu corpo quando estava perto de Kylo Ren.

Arista surgiu para acompanha-la de volta aos seus aposentos. Conforme caminhava de volta ao seu quarto, as palavras do cavaleiro pairavam em sua cabeça. Precisava meditar para por as ideias no lugar o quanto antes.

A torre de comando era um grande prédio espelhado localizado á algumas quadras da mansão. Kylo não demorou mais que dez minutos para chegar ao edifício, subir até o oitavo andar e adentrar a grande sala de reuniões como um furacão. Assim que passou pela porta, as cinco pessoas em seu interior pararam de conversar e focaram sua atenção no cavaleiro. Ren parou bem no centro, varrendo os olhos pelas já conhecidas figuras de vestes negras.

— Vocês voltaram antes do previsto. Espero sinceramente que não seja pelo motivo que estou pensando.

Todos se entreolharam em silêncio, constrangidos. Um homem louro de meia idade resolveu se manifestar, levantando-se de sua cadeira.

— Não conseguimos pegar o pergaminho, senhor.

— É impossível. – um rapaz magro e de fios castanhos logo acrescentou. – Tentamos de todas as formas entrar naquele templo. Não passamos nem da entrada.

O outro cavaleiro, parrudo e de longas barbas negras, se fez ouvir em seguida.

— O lugar é protegido por todo tipo de defesa. Armadilhas, criaturas horrendas e locais que só podem ser abertos por magia.

Kylo Ren suspirou, passando os dedos pelos cabelos negros de maneira frustrada. Teria de correr contra o tempo para recuperar o tempo perdido. Por fim voltou a falar, dotado de uma natural autoridade sobre a voz imponente.

— Snoke voltará em poucos dias. Esta pode ser nossa única chance, então devemos aproveitar agora para conseguir esse pergaminho. Partirei com vocês assim que se recuperarem da viagem.

Todos assentiram, satisfeitos com a ideia. E então, de um canto afastado da sala, uma voz feminina carregada de rancor se fez ouvir.

— É verdade que você capturou a Jedi?

Lyra estava encostada em uma parede, braços cruzados e olhos azuis cintilando como gelo. Algumas mechas louras saíam de dentro do capuz que cobria parcialmente seu rosto. Todos olharam para ela, e depois de volta para seu líder.

— Sim. – Kylo respondeu seco, sem paciência para novas discussões sobre aquele assunto.

— Se decidir levar a catadora de lixo conosco na missão, então não conte comigo. Não trabalharei com uma Jedi.

Houve silêncio. Mesmo não sendo sensitivos á Força, os cavaleiros podiam notar a raiva emanando de Kylo como chamas acesas. Ele respirou fundo, sufocando os sentimentos para utiliza-los em uma hora mais propícia, e estreitou os olhos escuros. Ao invés de explodir, caminhou á passos lentos até a mulher de feições emburradas como um predador cercando as presa.

— As vezes, tenho a sensação de que você esquece quem eu sou, e do que sou capaz, Lyra. – sua voz soou ácida e pausada. — Não pense que o fato de você ser uma mulher faça com que eu tenha qualquer tipo de piedade ou hesitação.

— Está me ameaçando...?

— Estou lhe avisando. Já discutimos sobre isso, não vou repetir. Rey irá conosco nas missões, você querendo ou não. Qualquer ato de rebeldia será considerado traição e punido com expulsão da ordem. Fui claro?

Ela hesitou, trincando o maxilar. Por fim cedeu sob o olhar letal do cavaleiro, encolhendo os ombros. Não seria tola o suficiente para desafia-lo.

— Agora... – ele voltou-se para os outros. – Quero que me reportem os detalhes do sistema de defesa do planeta. Montaremos uma nova expedição o quanto antes, e desta vez não haverá falhas.

(...)

Kylo Ren estava sentado em um trono de pedra, no alto de uma enorme torre no centro do planeta. Olhou para baixo, apreciando a visão esplêndida dos campos verdejantes e cidades planejadas em seu auge de progresso. As pessoas pareciam plenamente satisfeitas, agradecendo ao cavaleiro por ter instaurado a paz na galáxia de uma vez por todas. Quando voltou a fitar o céu azul, este se transformou em um turbilhão de cores, rodopiando até formar um sistema galáctico completo. Nele, dezenas de planetas giravam harmoniosamente ao seu redor, deslizando em uma sincronia perfeita. Tudo estava em ordem.

Mas então, ele se sentiu subitamente sugado, caindo no abismo escuro de seus medos. Quando abriu os olhos, viu-se num cenário completamente devastado, e o terror se apoderou de seu espírito. A fumaça densa nublava sua visão, ardendo os pulmões que lutavam para respirar em meio ao caos. O calor das chamas o atingia por todos os lados, mesclando o cenário em tons de rubro e cinza. Seus pés guiavam-no com dificuldade, contornando os resquícios do que um dia fora um majestoso templo. Os grandes pedaços de concreto atrapalhavam sua caminhada, mas ele persistia em avançar, numa tentativa de escapar da chacina.

Kylo mancava, procurando por aliados para sobreviver. Viu seus cavaleiros mortos espalhados pelo local, junto á Hux e Phasma; e aquilo acabou com qualquer resquício de esperança. Desistente, ele caiu de joelhos, lançando o peso de seu corpo contra o chão. Não tinha mais forças para lutar – nem mesmo sua raiva foi o suficiente para levantá-lo dos escombros.

Ouviu alguém se aproximar, e levantou o rosto para encarar o inimigo. A silhueta de uma pessoa começou a se formar entre a fumaça, os passos firmes ecoando como o anúncio da morte. Kylo resfolegou surpreso assim que a figura se revelou, carregando uma Força tão obscura que amargurava seu âmago.

— Não há escapatória para você, Ben Solo.

A voz de Rey soou rouca e carregada de ódio. Ela usava uma armadura escura sobre o tecido esfiapado de suas roupas, as quais esvoaçavam contra o vento morno da noite. Sua pele coberta de fuligem escondia parcialmente os pingos de sangue seco das suas vítimas. Assim que ficou de frente para o homem ajoelhado, o fitou com desdém. Havia um vazio refletido nas íris agora escuras da mulher.

— É assim que merece morrer. Curvando-se para mim.

Ele quis retrucar, mas seus lábios pareceram selados. Limitou-se a manter o contato visual quando Rey ligou seu sabre bastão, fazendo surgir os feixes vermelhos de luz em ambas as extremidades. Ela ergueu os braços e o atingiu feroz, sem hesitar. Então veio a escuridão.

“Filho...” A voz de Leia ecoou em sua mente. “Volte para mim...”

Kylo arfou, abrindo os olhos de repente. A primeira coisa que avistou foi o teto escuro do quarto, e levou alguns segundos para assimilar onde estava. Apoiou-se nos braços, sentando na cama de casal com a respiração ofegante. Seu coração martelava contra a caixa torácica, e o suor escorria pelo dorso desnudo.

Mas que merda foi essa?!

O cavaleiro se levantou, sentindo-se atordoado. Precisava de ar fresco. Atravessou a grande suíte suntuosa e abriu as janelas da varanda, recebendo o vento gélido da noite com receptividade. Apoiou as mãos na beirada da sacada, observando as luzes artificiais da metrópole cinzenta em silêncio.

Já havia tido pesadelos parecidos com este, mas nunca passou por uma experiência tão real quanto agora. Repassou as cenas em sua mente, soltando um suspiro entre os lábios. Seus olhos focaram-se no pequeno pedaço visível da mansão do outro lado da cidade, onde Rey se encontrava, e imaginou se ela também estaria tendo dificuldades para dormir. Era incrível como a luz da garota atingia o seu âmago mesmo á uma distância considerável. A conexão entre os dois era forte, e ele sabia que ela também podia senti-lo ao longe.

Por mais que não passasse de um pesadelo, Kylo não pôde conter certa inquietação. Sua sensibilidade á Força permitia alguns vislumbres do futuro, de fato, mas não avisava quando os pesadelos eram apenas frutos de seu subconsciente. Ele reconhecia a magnitude do poder de Rey, e apesar da Força luminosa prevalecente na Jedi, as chances em migrar para o Lado Negro ainda existiam.

Não precisou se virar para saber que Lyra havia acordado, aproximando-se em completo silêncio até a sacada. Sentiu o corpo nu da mulher se moldar contra suas costas, enquanto os braços femininos envolviam o dorso em um abraço delicado.

— Por que não volta pra cama? – ela perguntou em uma voz manhosa. Os cabelos louros faziam cócegas na pele marcada por cicatrizes.

— Tive um pesadelo. Ou uma visão. Não sei ao certo.

— Então me fale a respeito.

— Não quero.

Ela suspirou, depositando beijos quentes na linha da coluna do cavaleiro. Deslizou os dedos pelo peitoral largo, descendo vagarosamente pelos músculos definidos da barriga até o cós da cueca. Foi então que Kylo segurou as mãos dela abruptamente, empurrando-as sem decoro.

— Agora não, Lyra.

O homem voltou para o quarto, deixando-a para trás com as feições emburradas. Revirou os olhos e o seguiu irritada, parando no meio do quarto com as mãos na cintura.

— O que há com você, afinal? Está mais esquisito que o normal.

— Não é nada. Só preciso dormir um pouco.

— Então é só se deitar...

— Dormir na minha casa. – ele esclareceu, em seu habitual tom frio. Começou a se trocar, ignorando-a por completo.

Descontente, Lyra se aproximou, captando finalmente a atenção do cavaleiro. Ele, como qualquer outro homem, não poderia deixar de admirar uma mulher bonita e sem roupa o instigando. Seus olhos castanhos se perderam no corpo voluptuoso por alguns instantes, quase o fazendo se esquecer do pesadelo. Ela voltou a falar, em um tom divertido.

— Eu sei o que é. Está chateado por que eu o contestei hoje cedo na sala de reuniões.

— Não me subestime. Só por que dormimos juntos não quer dizer que tenha qualquer vantagem entre os outros cavaleiros. Da próxima vez que me desafiar, não serei tão complacente. – ele atou o cinto em torno da cintura, e voltou a falar. — E não, não é por isso. Venho até aqui quando sinto desejo e vou embora quanto você está saciada. Não sei por que está reclamando; sempre foi assim.

Lyra permaneceu com sua máscara de indiferença, mas Kylo sentiu a enorme carga de tristeza da mulher atingi-lo em ondas tórridas. Não se importou com isso, entretanto. Não era culpa sua se ela realmente sentisse algo por ele. Desde a primeira vez que dormiram juntos, a muitos anos atrás, o cavaleiro deixou as regras bem claras: apenas sexo sem compromisso, nada mais.

— Só estou dizendo que não precisa sair correndo no meio da noite. É estranho.

— Estranho mesmo é sua insistência. Acho que está precisando de um namorado.

— Vai á merda.

Ele riu com desdém antes de sair pela porta e deixa-la sozinha.

Conforme caminhava pelo corredor escuro, Rey voltou aos seus pensamentos de forma automática. Por alguns instantes, sua mente ardilosa ponderou se os gemidos da Jedi seriam parecidos com o de Lyra...

Não, com certeza não.

Kylo balançou a cabeça, ignorando aquela ideia perversa. Tinha de focar em ajuda-la no seu novo treinamento, e não poderia sequer imaginar esse tipo de coisa. Não colocaria tudo a perder por um instinto tão primitivo.

Ele suspirou. Aquela seria uma longa semana.

Notas finais
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