Equilibrium
9 Conflitos Internos
Notas iniciais
A noite fria de Hanoon chegou ao fim, dando lugar á um alvorecer pálido e melancólico. A cidade despertou junta ao sol que se erguia por detrás das nuvens, iniciando suas atividades corriqueiras na grande metrópole. Nenhum dos cidadãos comuns sabia que havia uma Jedi acomodada no Castelo Forte – isso acarretaria em problemas.
Rey acordou aos poucos. Espreguiçou-se contra o colchão macio de molas, completamente descansada, e sorriu ao sentir a textura macia dos lençóis de algodão contra a pele. Assim que abriu as pálpebras, no entanto, a lembrança da realidade em que se encontrava lhe afundou o estômago.
Uma terrível tristeza acometeu seu espírito ao se dar conta de que Finn não bateria á sua porta para convidá-la ao desjejum, como sempre fazia. Poe não daria seus comentários sarcásticos no refeitório, Chewie não grunhiria algum cumprimento caloroso no percurso até a cabine de comando, também. Leia não perguntaria como havia passado a noite, e a garota não teria a chance de desabafar suas preocupações com seu mestre, Luke.
Até mesmo as discussões ininteligíveis de C3P-O, R2-D2 e BB-8 faria falta ao seu dia.
Tudo havia acabado. A Resistência ruiu junto á democracia. O universo foi tomado pela Primeira Ordem, e a pouca esperança restante provinha da fé de algumas pessoas em seu poder de reverter àquela situação. No entanto, como poderia ajudar? Estava ali, dentro da base inimiga, mas não tinha ideia de como agir.
Suspirou, levantando-se sem nenhum ânimo. Pensaria algo em breve.
Arrumou a cama com esmero e fez sua higiene matinal tentando não remoer seus temores, mas o silêncio persistia em tumultuar os pensamentos. Caminhou até as cortinas, abrindo-as para receber a luz do sol no quarto, e fez uma careta ao constatar a paisagem cinza e sem graça da cidade grande.
— Até o sol se esconde desse lugar. – comentou para si mesma, aborrecida. Como sentia falta dos pássaros cantando perto de sua janela na ilha de Tython, das paisagens exuberantes e do céu azul!
Seus pensamentos saudosos foram interrompidos por alguém batendo á porta.
Seu coração deu um leve solavanco. Sempre tinha a estranha sensação de que seria Kylo Ren vindo visita-la pessoalmente, por alguma razão. Por isso perguntou em voz alta, cautelosa.
— Quem é?
— Arista, senhorita. Posso entrar?
— Claro. – Rey soltou o ar, aliviada, caminhando até o guarda-roupa á procura de algo que não fosse aquele macacão apertado.
A jovem serviçal adentrou o aposento com um pacote em mãos, se posicionando á alguns metros e fazendo uma leve reverência á Jedi.
— Bom dia, senhorita.
— Bom dia, Arista. – ela correspondeu o gesto educado, sorrindo para a Twi’lek. – Me chame apenas de Rey, por favor.
— Sim senh... Sim, Rey. – ela fez menção de ir até a cama para arrumá-la, mas parou surpresa ao constatar que o trabalho já havia sido feito. – Não é preciso fazer os serviços de arrumação. Posso fazer para você, estou aqui para servi-la...
— Aham. – a garota espalmou as mãos, mal prestando atenção enquanto fuçava nas estantes. – Arista, não quero abusar de sua boa vontade, mas será que eu poderia ter minhas roupas antigas de volta? Eu realmente me sinto muito mal naquele collant de couro.
— Sinto muito, eu as joguei fora.
— Você o que?! – Ela se virou, arregalando os olhos.
— Joguei fora. Estavam em uma situação difícil de ser reparada, não valeria a pena tentar remendar. – a serva logo retomou a fala ao constatar as feições horrorizadas de Rey. – Não se preocupe, eu trouxe isto para você. Não é grande coisa, mas creio que vá te agradar.
Arista estendeu o embrulho para Rey, que o abriu sem delongas. Seu rosto se iluminou em um sorriso sincero ao constatar três peças de roupa: uma camisa branca, calça cinza e uma jaqueta de couro. O cinto escuro também fazia parte do conjunto.
— Não acredito! Onde conseguiu?
— Comprei em uma loja aqui perto.
Sem mais esperar, Rey retirou sua camisola branca de algodão, vestiu-se do novo uniforme e correu para o espelho. Seus olhos brilharam ao constatar o resultado final.
A camisa branca estilo envelope aderiu bem ás suas curvas, exibindo um singelo decote em V que não a deixava vulgar. A calça cargo de tom grafite permitia movimentos espaçosos graças ao seu tecido flexível e resistente. A jaqueta de couro verde musgo tinha mangas que alcançavam até o meio de seu antebraço, com detalhes nos ombros. Lembrou-se automaticamente das vestimentas militares de general Organa ao se admirar no reflexo, e isso melhorou sua confiança. Era perfeito para lutar, mas ainda assim, possuía certa feminilidade.
— Ficou perfeito. Obrigada.
Arista acenou em resposta, sorrindo em resposta. Então se lembrou do motivo principal de estar ali e voltou a falar com o tom polido.
— O café da manhã está a mesa. Deverá esperar na propriedade até que Kylo Ren a chame.
— E onde ele está? – Rey a fitou através do espelho, arrumando seus costumeiros três coques atrás da cabeça.
— Provavelmente está treinando no ginásio.
A Jedi terminou seu penteado e calçou as botas escuras de cano longo. Ponderou alguns instantes consigo mesma, tomando por fim uma resolução.
— Onde fica a base de treinamento dele?
Arista hesitou em responder, temerosa sobre as pretensões da Jedi.
– Por favor, Arista... Sabe que posso retirar essa informação de você de qualquer forma. É mais fácil dizer de uma vez.
— Está bem. – ela suspirou. — Fica á uns dez quilômetros daqui, ao sul da cidade.
Depois de explicar como chegar ao local, Rey a agradeceu e saiu apressada do quarto. Caminhou a passos largos através da mansão suntuosa e utilizou a Força para convencer alguns soldados a deixa-la passar para os pátios externos. Repetiu o truque algumas vezes até ter certeza de que nenhum guarda tentaria impedi-la.
Avistou o speeder de um dos Stormtroopers estacionado á beira da escada e montou no veículo aerodinâmico. Apesar do modelo diferenciado, o princípio de pilotagem provavelmente seguia os mesmos padrões universais. Rey atravessou os jardins e acelerou até alcançar as avenidas movimentadas da cidade, surpreendendo-se com a potência do motor. Seguindo as orientações de Arista, tomou cuidado para não correr demais e chamar indevida atenção. Os prédios, casas e comércios passavam como um borrão pela visão periférica, e ninguém pareceu desconfiar da Jedi. O vento batia contra seu rosto e lhe trazia um sorriso involuntário aos lábios. Adorava pilotar.
Dobrou algumas esquinas e finalmente avistou o que deveria ser o campo de treinamento. A enorme construção fechada se assemelhava á um ginásio de esportes, feito com as típicas arquiteturas futuristas da metrópole. A Jedi estacionou o speeder próximo á calçada e teve certeza de que estava no local certo assim que sentiu o conhecido pulsar carregado de Kylo Ren.
Adentrou as portas e percorreu um corredor simples até alcançar uma escadaria que levava ao piso superior. Calcou os degraus conforme as ondas de luz obscura aumentavam de intensidade, indicando o caminho. Chegou por fim á uma grande sala de comando – havia painéis espalhados, bancos e sofás de couro. As paredes eram todas de vidro especial, permitindo ter uma boa visão do lado de fora, mas ocultando o interior do aposento.
Rey se aproximou das janelas, atenta ao som de vozes vindos do outro lado. Assim que olhou para baixo, avistou sete figuras com bastões de madeira em mãos, lutando entre si no meio de uma grande arena. Kylo Ren estava lá também, como previsto. Usava uma camiseta cinza e calças escuras, deixando-o com um estranho ar casual.
No primeiro instante, imaginou que estivesse apenas praticando. Mas, observando melhor, percebeu que o cavaleiro treinava o restante da equipe, desafiando-os e corrigindo seus movimentos. A voz grave e autoritária retumbava pelo local, e apesar das muitas investidas dos oponentes, ele conseguia rebater a todos com maestria.
Rey tinha certeza de que ele já sabia de sua presença. Isso se confirmou assim que o líder os dispensou e lhes deu as costas, entrando por uma porta que daria acesso ao painel de comando. Respirou fundo, preparando-se para encará-lo mais uma vez nos olhos.
(...)
Kylo Ren sentiu o pulsar cálido de sua luz no momento em que Rey se aproximou da arena. Por pouco não se distraiu em meio á luta, escapando de um golpe contra as costelas por um triz. Não ficou surpreso, no entanto: mais cedo ou mais tarde, a Jedi iria ao seu encontro, sem permissão. De certa forma, ficaria desapontado se ela não agisse assim. Os olhos de Lyra se estreitaram enquanto o observava se afastar, desconfiada. Não era sensitiva á Força, mas sabia identificar sua perturbação como ninguém. Guardou uma nota mental para sondá-lo mais tarde e saiu acompanhada dos colegas de combate, fechando a porta do ginásio atrás de si.
Enquanto isso, Kylo subiu as escadas e adentrou a sala com a respiração ofegante pelas horas de treino. O ar ficou automaticamente carregado quando seus olhos se encontraram com as íris cor de avelã da Jedi — algo que ele estava começando a se habituar sempre que estavam muito perto. Avaliou a garota em um segundo, constatando a mudança de roupas e percebendo que não diminuía em nada sua inegável beleza.
— O que está fazendo aqui? – optou por perguntar, frio como de costume.
— Eu estava entediada. – Ele deu de ombros, provocativa. – Então resolvi te procurar para discutirmos o nosso trato.
Kylo franziu rapidamente as sobrancelhas, dando alguns passos para perto de Rey.
— Perdão?
— Minhas condições no trato.
— Não sei se já notou, mas você é prisioneira da Primeira Ordem. Não está em posição de negociar.
— Na verdade, eu estou. É eminente que precisa de mim para seus planos, assim como eu preciso de você para sobreviver. Se entrarmos em comum acordo, poderemos fazer as coisas fluírem de uma maneira bem mais eficaz.
O cavaleiro expirou o ar em uma risada forçada. Passou os dedos pelos cabelos escuros e balançou a cabeça antes de fita-la novamente.
— Parece que estou ouvindo Luke em suas tentativas ridículas de argumentação.
— Bom, em primeiro lugar, eu não serei tratada como prisioneira. – Rey começou ignorando o comentário sarcástico do homem. – Somos tecnicamente aliados, então quero livre acesso á cidade. E eu também não sou seu bichinho de estimação. Não vou ficar obedecendo a suas ordens caso não sirvam para um propósito maior. – ele cruzou os braços, realmente curioso sobre o restante dos termos. – E, por último, tem de haver respeito mútuo. Por mais que eu odeie admitir, vamos passar muito tempo juntos, e por isso nossa convivência tem de ser, no mínimo, pacífica.
Houve silêncio. Kylo a fitou com incredulidade, remoendo todas aquelas informações por longos segundos. Ela estava mesmo estipulando regras para ele?! Sua ousadia não chegou a irrita-lo, apesar do orgulho inflamado. O desafio de lidar com a garota teimosa de Jakku pareceu algo realmente interessante, na verdade.
— Justo. – finalmente respondeu, sorrindo de canto. — Agora é minha vez. – começou a andar pela sala, as mãos atrás das costas. – Você está no meu mundo agora. O mínimo deslize poderá colocar nossas vidas em risco. Portanto, você obedecerá estritamente ás minhas ordens, sem exceções. Não vai me questionar em frente á outros, tampouco meus métodos de treinamento. Além do mais, pedirá permissão antes de ir á algum lugar da cidade.
— Eu não –
— Preste atenção. – ele a cortou, parando á sua frente. — As pessoas podem desconfiar, e isso trará problemas. Existem locais restritos em Hanoon, além do toque de recolher. Se alguém souber que é uma Jedi, os cidadãos se voltarão contra você. E no fim de tudo será executada em praça publica, e eu serei obrigado á assistir de camarote.
Rey engoliu em seco. Kylo a fitou com o costumeiro fogo brando crepitando por detrás das íris.
— Temos um trato?
Ela concordou sem muita convicção.
— Temos.
— Ótimo. Então acho que já podemos começar.
(...)
Rey acompanhou o cavaleiro até a arena com os pensamentos atribulados. Havia acabado de se tornar uma Jedi, e agora, voltaria á estava zero para aprender com seu maior oponente e inimigo. Tudo parecia muito errado.
Kylo parou bem ao centro do ginásio, enquanto Rey se posicionou á alguns metros a sua frente.
— É necessário meses para aprender os caminhos da Força. Você, mais do que ninguém, sabe bem disso. – o vozeirão ecoou pelo ginásio, autoritário. – Portanto, o que vou fazer aqui é tentar resumir os princípios básicos para que você entenda como usar, e depois reforçar sua capacidade de defesa.
Ela apenas assentiu.
— A principal diferença entre o Lado da Luz e o Lado Obscuro é a fonte do poder. Luke deve ter dito alguma coisa sobre isso.
— Sim. Os Jedi procuram usar a paz como combustível para a Força, enquanto vocês usam a raiva.
— Não exatamente. – ele começou a circundá-la devagar. – Qualquer sentimento forte pode servir como fonte. Tristeza, inveja, raiva, desejo... – recitou a última palavra num tom mais baixo, logo atrás de suas costas. – O que melhor impulsionar sua energia.
Sentiu um calafrio involuntário como resposta ao tom quase sussurrado cheio de malícia. Estreitou os olhos para o cavaleiro quando ele chegou ao seu campo de visão, esforçando-se em denotar indiferença.
— E o que sugere que eu use?
— Bom... Sei que não é raiva. Apesar de ser a base mais eficiente para o Lado Obscuro, e ter quase certeza de que Snoke tentará seguir por esse caminho, você não se adequaria á ira de uma forma eficiente. – ele parou á sua frente, estudando-a como um pergaminho difícil de ser lido. Rey mantinha seus bloqueios mentais sempre alerta para qualquer tentativa de intrusão. –Medo também não. Talvez frustração...
— Ah, isso soa ótimo. – ela comentou em tom sarcástico. — Vamos logo com isso então.
Kylo apanhou um bastão de madeira mais curto e entregou o maior para Rey.
— Pense com clareza sobre as decepções que sofreu na vida. Foque toda sua atenção nas suas frustrações, e quando atacar, use isso como combustível. Esqueça a paz interior.
Rey assentiu sem muita convicção. Fechou os olhos e fez o que lhe foi pedido, respirando fundo no processo. As piores lembranças passavam em sua mente como flashes. A Resistência sendo tomada; seus pais nunca voltando para busca-la em Jakku, Han Solo morrendo na sua frente sem poder ajudar, abandonar Finn para se juntar á Primeira Ordem... Logo seu coração pesou dentro do peito, inflamando os sentidos. Quando abriu os olhos, girou o bastão nas mãos e se tomou uma posição de defesa, acenando para Kylo Ren.
Este não esperou nem mais um segundo.
O cavaleiro avançou contra a Jedi veloz como um raio. Usou golpes curtos e pesados com uma das mãos, fazendo-a quase perder o equilíbrio. Conforme se esquivava das investidas ferozes de Kylo, manteve parte de sua mente focada nas tais decepções. A frustração inundou seu espírito, mas ela mal conseguia se defender dos ataques incessantes do oponente. O jogo habilidoso de pernas não pareceu ser o suficiente para rebater os movimentos dos braços fortes de seu rival. Rey gemeu literalmente frustrada por ter suas habilidades consideravelmente reduzidas naquele embate injusto.
Quando conseguiu afastá-lo em um giro rápido do corpo, no qual utilizou a força de Ren contra ele próprio, a Jedi pediu um tempo.
— Isso é ridículo. Você sabe que eu não luto assim. – reclamou ofegante.
— Seu subconsciente continua tentando refrear sua adrenalina. Está dividida, e por isso fica mais fraca. Concentre-se em usar apenas os sentimentos como base!
Ele voltou a ataca-la, o som do choque entre os bastões ecoando pelo ginásio. Mesmo utilizando as técnicas de combate de Luke, Rey continuava em desvantagem na luta. Incapaz de revidar, ela afastou-se mais uma vez e bufou impaciente.
— Não adianta. Não está funcionando.
Isso parecia impossível. Os seis meses de treinamento assíduo não poderiam ser simplesmente esquecidos tão facilmente, e sua luz continuava a lutar por espaço dentro do peito.
Quase não o viu avançar intrépido em sua direção pela terceira vez. Ela teve tempo apenas de erguer o bastão e bloqueá-lo aos tropeços. Começou a recuar com a ferocidade do cavaleiro, tentando desesperadamente utilizar os sentimentos negativos como combustível em vão. Quando suas costas foram de encontro á parede, ele a desarmou. Encurralada, não teve tempo de formular uma saída antes que o homem tomasse uma atitude inesperada.
Kylo pressionou o corpo forte contra o seu, espalmando as mãos em ambos os lados de sua cabeça. Ela piscou algumas vezes, perplexa demais para reagir. O coração de seu algoz fazia coro as suas batidas descompassadas, e seus lábios quase se encostaram. Ondas de calor subiam pelo ventre e a queimavam por dentro. Os olhos escuros a engoliram em uma voracidade carregada de desejo.
Por fim ele sussurrou, ofegante:
— Concentre-se, Rey.
De repente, ela despertou do transe. Sua surpresa foi substituída por raiva, mesclado á sabe Deus o que mais. Rey cerrou os punhos e sentiu algo poderoso formigar suas extremidades, proporcionando-lhe uma confiança incomum. Empurrou o cavaleiro através da Força com uma facilidade notável, fazendo-o derrapar pelo chão á alguns metros. Empunhou seu bastão e, assim que avançou contra Kylo, bastaram algumas estocadas ferozes para que ele fosse desarmado.
Funcionou, afinal.
— O que você tem na cabeça?! – ela acabou por gritar, jogando a arma no chão em um baque. Suas pernas tremiam. – Por que fez aquilo?!
— Fiz o que foi necessário. – respondeu calma e pausadamente, como se explicasse á uma criança. – Seu conflito interno fez aflorar o lado negro. Deveria me agradecer.
— Não houve conflito algum! Só raiva! – Rey tentou convencer á si mesma, confusa.
Ele soltou um sorriso maldoso, dando de ombros.
— Se pensar assim a faz se sentir melhor... Que seja.
Rey murchou os ombros, completamente aturdida. Um vinco se formou entre suas sobrancelhas antes dela cuspir as palavras com desgosto.
— Eu te odeio.
— Está no caminho certo, então.
A resposta irônica foi o cúmulo para sua paciência. A Jedi marchou para fora do ginásio, emburrada e cheia de culpa. Kylo Ren a acompanhou com os olhos, divertido.
Aquilo seria mais interessante do que imaginava.
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