Equilibrium

5 Luz e Escuridão


Notas iniciais
Boa leitura, padawans ♥

— Ordene que preparem as naves, e traga o prisioneiro á bordo. Partiremos imediatamente.

A voz ecoou grave e autoritária pela pista de pouso. Capitã Phasma concordou em um aceno breve, virando-se para as centenas de Stormtroopers já posicionados e lançando as ordens aos soldados. A movimentação se iniciou ao som dos muitos passos contra o piso metálico do saguão, mesclados ás turbinas das espaçonaves.

Á poucos metros de distância, General Hux mantinha uma postura profissional, mas em seus olhos havia fogo. Seu maxilar estava trincado e as mãos fechadas em punho atrás das costas, reflexos de uma raiva mal contida. Kylo Ren se posicionou pacientemente ao seu lado, apreciando os esquadrões tomando seus respectivos lugares. Sorriu de canto ao ouvir a voz carregada de animosidade do general.

— Você não aprende nunca. Está deixando seus planos pessoais interferirem mais uma vez em seus atos.

— Isto é você falando, ou seu ego ferido, general?

Kylo enfatizou a última sentença com malícia, sem despregar os olhos dos soldados. Era possível sentir as rajadas de ciúme e cólera irradiando do ruivo como labaredas tórridas. A decisão de Snoke em designar Kylo Ren como líder da missão deixou Hux completamente transtornado.

— Finalmente descobrimos a localização da Resistência; e o que você faz? — ele virou-se para o homem mascarado, cuspindo as palavras ferinas. – Convence Snoke a realizar uma tarefa que pertence a mim. Sai afoito da base, sem planejar os detalhes. Não sei como conseguiu enganar o Supremo Líder, mas não me engana. É tudo por causa daquela maldita garota, eu tenho certeza disso.

O cavaleiro inclinou a cabeça para o oficial, os movimentos lentos e calculados como um predador cercando sua presa. Aproximou-se o suficiente para ver o temor escondido por trás das pupilas dilatas de Hux.

— A única precipitação que vejo aqui, são suas conclusões, general. – a voz robotizada soava vagarosa, o que não fazia jus aos pensamentos cínicos de dilacerar o homem em mil pedaços. — Talvez seja hora de deixar seu orgulho infantil de lado ao menos uma vez na vida, e encarar os fatos como um homem deve fazer.

— Não temos nem sequer certeza se as informações estão corretas! Isso é ridículo. Sua inexperiência em comandar um exército vai nos fazer perder a luta.

— Bom, neste caso, talvez queira questionar as ordens do Supremo Líder pessoalmente. Faço questão em acompanha-lo até lá.

Ele engoliu a saliva com força, junto ao orgulho ferido. Seus olhos azuis pareciam um mar tempestuoso encarando o visor da máscara de Ren. Por fim lhe respondeu, não tão firme quanto gostaria:

— Quando voltar de mãos vazias, não conte comigo para lhe acobertar.

Kylo soltou uma leve risada de escárnio sob o pesado capacete.

— Não se preocupe. Não será preciso.

Deu-lhe as costas e subiu a rampa da grande nave de comando á passos firmes. Hux foi obrigado a segui-lo, contrariado, visto que o Supremo Líder lhe designou a tarefa de supervisionar o cavaleiro durante a missão. Seu rosto não foi dos melhores quando Kylo apoderou-se no que costumava ser seu assento na cabine, um banco elevado que lhe proporcionava ampla visão de seus subordinados.

Entraram na velocidade da luz assim que alcançaram a rota de navegação segura da galáxia. As estrelas formaram riscas brancas no céu assim que as turbinas os impulsionaram contra o hiperespaço, abreviando uma viagem de milhares de quilômetros em poucas horas.

Logo chegariam ao seu destino final.

Em um canto afastado da nave, o refém responsável pelas valiosas informações jazia semimorto. Ele estava apoiado contra a parede, as mãos algemadas atrás das costas. Sua pele esverdeada cobria-se com ferimentos profundos, sujando as roupas de sangue seco. Os pulmões ardiam quando tentava puxar o ar para respirar, chiando de maneira anormal.

Kylo podia sentir o restante da vida do Nautolano* se esvaindo aos poucos, mas isso não o abalava. Não mais. Ele poderia ter extraído facilmente as informações no primeiro minuto, é claro, mas havia uma reputação a zelar. Prolongar o sofrimento do rebelde foi um ato necessário. Deveria mostrar o que acontecia á quem se objetasse aos seus desejos, servindo como exemplo para outros prisioneiros e soldados.

Ele conseguia tudo o que queria. E desta vez não seria diferente: a rota para D’Qar estava traçada.

Capturar o rebelde havia sido um golpe de sorte. Descobrir essa informação vital fez com que Snoke lhe atribuísse a liderança na tarefa de invadir o planeta e destruir a base militar. Não dava para saber se Luke Skywalker e Rey já teriam voltado de seu treinamento, mas algo em seu âmago lhe dava a certeza de que os encontraria lá.

O cavaleiro sentiu uma súbita onda de ansiedade acometer seu espírito, causando leves tremores involuntários por todo o corpo. A expectativa de estar face a face com os Jedi fervilhou seu sangue, aumentando a própria sensibilidade á Força. Toda aquela ânsia e furor, canalizados da maneira correta, serviriam muito bem quando enfrentasse um dos maiores desafios de sua vida.

Desta vez, ele não falharia.

(...)

Os olhos amendoados esquadrinhavam sonhadoramente o céu escuro da noite. A beleza singular das majestosas constelações de estrelas acalmava parte de seu espírito, apesar de lhe trazer lembranças doloridas de um passado longínquo. Leia apoiava os braços contra o parapeito da janela aberta, apreciando o silêncio profundo da sala de reuniões. Os pensamentos vagueavam distantes perante a vastidão da galáxia.

Lá fora, em algum lugar do universo, seu filho estava perdido nas trevas. Seduzido ao lado Negro da Força, usado por um ser vil e cruel, criado como um item descartável e afastado da família que tanto amava. Observar as estrelas tornou-se um hobby solitário para a mulher que, a muitos anos atrás, costumava fazer isso com Ben. Será que ele matinha esse hábito? Será que ainda lembrava-se dela com a mesma ternura?

Ela suspirou. Seu coração estava em pedaços, e suas esperanças em retornar Kylo Ren para o lado da luz se tornavam cada vez mais distante.

Não foi preciso virar o corpo para saber que Luke se aproximava naquele instante. Ela sentiu sua presença assim que o homem adentrou a sala vazia de reuniões, dirigindo-se até sua irmã. Ele juntou-se a general em silêncio, apreciando os corpos celestes com a mesma admiração. Após longos segundos, finalmente disse, carregado de afeto.

— Você deveria parar de se culpar.

— Você parou?

— Sim. Caso contrário, não teria voltado para cá. – o homem suspirou, cruzando os braços. – Percebi que não podemos ter o controle de tudo. As pessoas tem livre arbítrio para escolher o caminho que desejarem.

Leia analisou as feições serenas de seu irmão, e então encarou o espaço novamente, um vinco se formando entre suas sobrancelhas.

— Acha que ele faz parte de um cenário maior, não é? Alguma peça importante para o equilíbrio, ou algo do tipo.

— Talvez. – O Jedi deu de ombros. Leia sempre soube lê-lo como um livro aberto, mesmo quando não usava a Força. – Só vamos descobrir no tempo certo.

— Espero que você esteja correto.

Houve silêncio. Os grilos cricrilavam nos pátios externos da base, e o vento assoviava sutil por entre as construções de concreto. Após alguns momentos de reflexão, Luke decidiu lhe contar algo que vinha mantendo em segredo nos últimos dias.

— Rey consegue se conectar á ele.

— O que...?

— Desde que os dois lutaram na floresta da base Starkiller foi criada uma conexão. Aconteceu algumas vezes na ilha durante o treinamento, sem querer. Ainda não sei o motivo disso.

Leia não soube o que dizer. Fitou o irmão nos olhos, os sentimentos lutando por espaço em seu peito junto á mil duvidas. Por que não haviam lhe contado antes? Por que a garota conseguia criar a conexão com Kylo, e mais ninguém? O que ele havia dito a ela?

Por fim, o único pensamento que prevaleceu foi o que Luke mais temia ouvir.

— Ela pode trazê-lo para a luz!

— Leia... – o homem suspirou, apertando a ponte do nariz com os dedos. – Nem mesmo Han não conseguiu fazer isso. Por que a Rey conseguiria?

— É diferente. Ben não permitiu que Han se aproximasse em nenhum momento, e sempre nutriu certo rancor pelo pai. Você acabou de dizer que ele deixa a garota criar essa conexão, e isso já é algo incrível! Ela pode criar uma ponte até ele, pode convencê-lo aos poucos...

— Eu realmente quero que isso seja verdade. Mas não posso permitir que ela continue o contatando através da Força, é muito arriscado.

— O que ele diz á ela?

— Ele quer que Rey se junte á ele. Como aliada. A garota me contou que ele pareceu não querer realmente feri-la durante as batalhas que travaram, e se ofereceu para treiná-la.

— Talvez... – Ela pareceu subitamente irrequieta, caminhando de um lado para o outro na sala de reuniões. Sua mente fervilhava em ideias, e a esperança voltou como uma onda sobre o peito. – Talvez ela possa aceitar a oferta...

— Leia!

— Como se isso já não tivesse passado pela sua cabeça! – a general voltou-se para o irmão com os olhos acusatórios. – Eu sei que já passou. Sabe que é uma opção viável.

— Não, não é. Ela não vai conseguir. Sabe que é muito mais fácil a Rey passar para o lado sombrio, do que Ben para o lado da luz.

— Mas você mesmo disse ela é extremamente poderosa na Força. Que a única pessoa com esse potencial que você treinou foi meu filho. – ela se apoiou novamente no parapeito, fitando-o com pesar. – Luke, você viu como está a situação aqui na base. Pessoas estão morrendo. Sejamos francos um com o outro: não teremos nenhuma chance contra a Primeira Ordem desse jeito. Precisamos de uma carta na manga, precisamos de algo arriscado.

O homem parecia aflito. Suas íris refletiam a batalha interna que travava naquele momento. Ela tinha sua parcela de razão; mas mesmo assim, como poderia mandar Rey diretamente ao inimigo? Ele se apegou á garota durante aqueles meses. Não conseguiria suportar a dor de perdê-la para o lado Negro da Força.

— Vocês manteriam contato. Se você perceber que algo obscuro está crescendo dentro dela, nós mandamos todas as nossas forças em resgate. Mas pense nas possibilidades: teríamos um agente duplo, dentro da base inimiga.

Claro que o Jedi já havia pensado nesta possibilidade. Mas enviá-la á uma missão daquelas não seria algo egoísta e precipitado?

— Leia, eu não posso... Não posso perdê-la.

— Você não vai. Confie na sua Força. Nos dois sabemos o quanto ela é capaz. – a mulher pousou uma das mãos em seu ombro, atenuando seu tom de voz. – Que acha de perguntarmos á ela? Logo pela manhã, vamos chama-la ate aqui e ver o que ela acha disso tudo. Talvez tenha uma nova perspectiva que abra nossos olhos.

— Está bem. – ele acabou cedendo. No fundo, sabia que ela estava certa. – Vamos chama-la assim que o sol raiar.

(...)

Rey despertou em um pulo.

As mãos que agarravam o lençol retiraram os fios úmidos do rosto. Ela sentou-se na cama devagar, procurando acalmar a respiração ofegante. Seu quarto estava escuro e silencioso, como sempre. A falta de janelas lhe causava claustrofobia, e a garota se viu obrigada a sair da base para respirar ar puro. Calçou os sapatos, empunhou seu novo sabre de luz por precaução e deixou os aposentos com um suspiro cansado.

Teve o mesmo pesadelo de sempre, mas desta vez, este pareceu incrivelmente real. Finn havia lhe dito que ela poderia acordá-lo sempre que isso acontecesse, mas ela não queria perturbar seu amigo. Decidiu não atrapalhar seu descanso por algo trivial e seguiu seu caminho só.

Ela caminhou pelos corredores da base subterrânea sem fazer barulho. Quando chegou a porta metálica da saída, digitou a senha no pequeno painel e passou para o lado de fora com grande alívio. O ar fresco da noite a envolveu em um sopro, fazendo os pelos da nuca se eriçar. Seus passos lentos a guiaram através pista de pouso da Resistência, observando o céu límpido da noite conforme passava pelos intimidadores caças de guerra.

D’qar era um planeta não civilizado coberto por uma vasta vegetação exuberante. A Resistência o escolheu como base militar pela facilidade em conseguir recursos básicos – água e comida, principalmente – e por sua posição estratégica na galáxia. O lugar parecia um verdadeiro oásis perdido na imensidão do universo. Talvez, quando a guerra acabasse, Rey poderia construir uma casinha de madeira no pé da montanha, e teria Luke, Chewie, Leia, Finn e Poe como vizinhos...

Ela sorriu para si mesma. Finn faria piada se lesse seus pensamentos ingênuos agora.

Chegou finalmente ao fim da pista de concreto, á beira da orla da floresta, e observou os grandes pinheiros se erguerem imponentes á sua frente. Respirou fundo o aroma de madeira e folhas úmidas, sentindo-se novamente tranquila. Agora, com os ânimos apaziguados, conseguiria voltar a dormir as poucas horas de sono restantes. Virou-se para retornar á base, mas subitamente estancou no lugar.

Algo estava errado.

Sua paz foi substituída por uma angústia sufocante. Um pulsar ardente queimou sob o peito, deixando-a em estado de alerta máximo. A garota girou nos calcanhares, estreitando os olhos para o bosque silencioso por longos segundos. Tudo parecia exatamente igual, com corujas piando solitárias e folhas balançando com o vento. No entanto, seus instintos lhe informavam de uma súbita perturbação na Força.

Precisava investigar.

Trocou o sabre de mão e pôs-se á caminhar floresta á dentro. Os pés moviam-se silenciosos sobre as folhas secas no chão, leves como o de um gato. Sabia que estava sendo imprudente, mas não podia evitar: algo poderoso a atraía pela mata virgem. Sentia como se todas as suas células ansiassem encontrar a origem da perturbação, apesar de sua consciência a alertar do iminente perigo. A garota seguia seus instintos, guiando-se por uma força poderosa e irresistível. Seu coração martelava contra as costelas, parte por medo e parte por ansiedade.

Quando afastou alguns cipós dependurados, viu-se de repente em uma pequena clareira. A vegetação limitou-se a uma grama rala, e a ausência de árvores tornava visível o céu escuro da noite.

E, bem no centro, o motivo de sua aflição.

Kylo Ren estava com os braços postos para trás, os cabelos negros dançando contra a brisa gélida e os olhos escuros queimando em brasas. Não uma visão, mas sim o próprio cavaleiro em carne e osso na clareira da floresta. Rey pôde sentir sua energia obscura vindo de encontro á si, ainda mais poderosa e carregada que da última vez.

— Vejo que seu treinamento acabou. – A voz grave cortou o silêncio da noite. O ar ficou carregado entre os dois. – Ótimo.

Ela não pensou duas vezes. Seu espanto foi logo deixado de lado, dando abertura para uma ânsia indômita em derrota-lo. Como o homem havia parado ali, ou o motivo de estar sozinho não importava para a garota – ela só precisava rendê-lo. Dessa forma, ligou seu sabre-bastão, e dois feixes brancos saíram de ambas as extremidades da empunhadura. Girou a arma em um movimento gracioso e afastou as pernas, pronta para o combate.

Os olhos do cavaleiro alternaram entre a arma e o rosto de Rey, carregando um misto de malícia e admiração. Por fim, sorriu de lado, respondendo em seu tom mais cordial.

— Meu intuito não é lutar com você, Jedi.

— Que pena. Por que é o que vai conseguir essa noite.

— Como quiser, então.

Ele puxou o próprio sabre das vestes, ligando-o em um estalido. Rey surpreendeu-se ao constatar que a nova arma de Kylo não parecia mal polida ou incompleta: sua lâmina rubra chiava em uma linha reta, perfeita; sem variações de luz. Sua marca registrada – um pequeno feixe transversal próximo a empunhadura – continuava lá.

A garota sentiu-se irritada ao constatar que, nas feições angulosas de Kylo, havia apenas divertimento. Ele a subestimava, mais uma vez. Respirou fundo, sentindo a Força percorrer suas veias como correntes elétricas, e então impulsionou o corpo contra o oponente. Correu veloz como uma flecha até o cavaleiro, descarregando uma investida rápida contra o ombro de Kylo em um meio giro.

Ele bloqueou uma das lâminas e se esquivou quando Rey tentou acertá-lo na cintura com a outra extremidade do sabre. A garota movia as pernas habilmente em torno do homem, desviando dos ataques poderosos e aproveitando o tempo com investidas curtas. Ela era pequena e ágil, e usava isso á seu favor. O cavaleiro, por outro lado, tomava impulso com os pés e movia seus braços fortes para atingi-la com brutalidade em giros constantes.

Branco e vermelho brilhavam na clareira, ecoando em pequenas explosões de luz quando se colidiam. O chiado das armas mesclava-se ás respirações ofegantes dos oponentes, cada um sentindo o quanto o outro havia evoluído desde a última luta. A batalha assemelhava-se a uma dança sincronizada sob a luz do luar. Seria bela, se não fosse com o intuito de ferir.

Kylo girou sua lâmina em um ataque particularmente forte, obrigando-a a bloquear com a empunhadura comprida de seu sabre. O revestimento do bastão era forte o suficiente para não permitir que quebrasse ao meio. A espada rubra do cavaleiro chiava em contato com o de Rey, enquanto ela se esforçava em não ceder á pressão que ele fazia contra sua arma.

Ele foi chegando mais perto. Mais perto. Mais perto... A garota suava para resistir e não cair para trás, tornando-se assim alvo fácil da lâmina brutal. Seus narizes quase se tocavam agora, tão próximos que seus rostos estavam. Rey mergulhou na imensidão escura dos olhos de Kylo, os quais pareciam perscrutar sua alma. Naqueles breves segundos em que lutava para suportar o peso dos braços de seu oponente, algo aconteceu.

Uma força diferente os traspassou. O sentimento semelhante á redenção mesclado á uma súbita energia crua que eletrizou os músculos do corpo e os deixou estáticos. Rey enxergou algo puro refletido nas íris escuras do cavaleiro, como raios de sol lutando por uma brecha na escuridão. Ela também se sentiu exposta e frágil; e Kylo pôde ver todas as suas dúvidas e desejos atravessando a própria mente. Algo a atraiu ao homem com uma força avassaladora, deixando-a confusa e sem reação. Era como se a Força dos dois tivesse entrado em harmonia e os conduzisse por vontade própria, guiando-os um ao outro. Ambos os sentimentos se misturaram e deixaram-nos perplexos, ao mesmo tempo em que Rey acabou focando sua atenção nos lábios de seu oponente...

E então ela se afastou. Com um salto habilidoso, quebrou o contato com os sabres e com o olhar profundo de Kylo Ren. Eles continuavam se encarando, abalados, tentando colocar os pensamentos em ordem.

— Venha comigo. – o cavaleiro finalmente se fez ouvir, retomando a compostura e soando autoritário. – Agora.

Notas finais
*Nautolano eram uma espécie humanóide anfíbia do planeta Glee Anselm.