Entre poesias e boemias
1 Máscaras.
Máscaras.
Tenho me mascarado
Há tanto tempo,
Que sequer me lembro
Do meu rosto.
Tantas máscaras
De todas as cores e formatos,
Têm disfarçado o meu olhar
Abatido, cansado.
De tanto procurar,
Uma perfeita para mim.
Mas quem eu quero enganar?
Tantas cores me confundem
Como um efeito psicodélico.
Tudo gira, nada tem nexo.
E fico andando em círculos,
Procurando, procurando...
"Por que eu sou assim?"
No final, não importa os detalhes,
Desenhos e entalhes.
Porque nunca vou me satisfazer
E agradar quem as vê.
No fundo, só queria uma recordação
Em que eu sorrisse.
Genuinamente, sem medo.
Para vivê-la eternamente,
Em meu coração.
.
Será que algum dia
Vou ter um rosto?
E se acaso eu tiver...
Poderia mostrá-lo?
Mas enquanto a coragem não vem...
Me escondo nas máscaras.
Facetas intermináveis da vida,
Que aparecem e somem.
Eu sou uma farsa.
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