Notas iniciais
Hey, gente! Como estão?

– Hey, Fabray. – um jogador de futebol parou em frente à loira sorrindo – Fiquei sabendo que foi conhecer os sogros.

– Primeiro: eu não namoro Rachel. Segundo: Não se precisa comentar tudo o que ouve por ai. Eu, por exemplo, to sabendo que você tem problema mental, mas não falo nada. E, por ultimo, se você não quiser que seus pais tenham que enterrar um filho, é melhor que você goste de raspadinha e que essa que você esta escondendo atrás das costas seja pra você beber.

O garoto a encarou sem saber o que responder e Quinn riu.

– É pra você beber, ou não?

– Eu... Eu vou... – o garoto gaguejou e Quinn balançou a cabeça negativamente, dando a volta no garoto e pegando o copo antes que ele reagisse.

– Eu acho que sua resposta era não. – Quinn disse quando o garoto virou de frente para ela e fingiu um suspiro triste – Agora é. – disse jogando a raspadinha no rapaz – Some da minha frente.

O garoto correu Quinn pouco se importava em saber para onde enquanto as outras pessoas no corredor encaravam a loira, que continuou seu caminho como se nada tivesse acontecido.

***

Quinn encarou o celular que tocava incansavelmente antes de respirar fundo e atender.

– Alo?

– Ela atendeu! – a loira ouviu o grito do outro lado da linha – Lucy Quinn Fabray! Por que você não tem atendido a gente? – Wes gritou.

– Hey gente. To com saudades.

– Não vem com essa, Fabray. Se você tivesse um pau eu juro que ia até ai só pra arrancar ele fora.

– É bom saber que você gosta tanto de mim, Harmony.

– Ficamos preocupados.

– Eu sei, Nick. – Quinn suspirou.

– Então por que não atendia?

– Por que... Eu não sei. Eu só... É difícil manter contato com vocês. Vocês sabem, depois de tudo.

– Não somos seus pais Quinn.

– Eu sei. Desculpe.

– Tá, conta ai, como é que estão as coisas?

– Estão indo. E por ai?

– Tudo na mesma. – Harmony disse – Como é a escola?

– Acredite, vocês não vão querer saber.

– Tão ruim assim?

– Pior. Essa escola tem uma hierarquia retardada entre os alunos. Os mais populares rebaixam e humilham os outros sem se importar com as consequências de seus atos.

– Deixa eu adivinhar: alguém tentou te dar uma surra.

– Tá brincando, Wes? Eu entrei para os populares sem nem querer.

– Uou. Que meigo. Isso é tão você. – Harmony riu.

– Como isso aconteceu?

– Serio que querem a historia completa? Eu meio que estava me arrumando pra sair agora.

– Já tá pegando alguém? – Nick riu.

– O que você acha?

– Que tá. Me conta como ela é. – Harmony pediu.

– É claro que eu não to pegando ninguém, seus idiotas. Eu estou aqui há uma semana e... Sinto falta da Liz.

– É. Ela sente sua falta também.

– Como ela está?

– Melhor que você. Quero dizer, pelo menos ela tá com alguém.

– O que? – Quinn gritou e Wes riu.

– To só te zuando, loira. Ela tá viva. A gente acha.

– A gente acha? Mas de que droga vocês estão falando?

– Ela meio que... Se afastou da gente. Mas, você esperava o que? A garota só olhava na nossa cara por que vocês namoravam.

– Ela não é assim.

– Fabray, ela tá mantendo a gente longe. Ela não te ligou?

– Vocês não são os únicos que eu não tenho atendido.

– Ela deve tá morrendo de raiva de você.

– Talvez. Eu... Deveria ligar pra ela?

– Tá louca, loira? Você chutou a garota e agora quer ligar para ela?

– Por que não? Foi um termino pacifico.

– Fabray, você terminou com a garota, entrou em um avião e mudou de estado. Eu não acho que isso seja muito pacifico.

– A gente não brigou.

– Ela nem merece uma resposta. – Nick disse.

– Fabray, só cala a boca e não liga pra ela.

– Como vocês são gentis. – Quinn revirou os olhos – Olha só, eu tenho que desligar, tá bem? O que acham da gente marcar, sei lá, uma chamada de Skype segunda a noite?

– Para de tentar fugir da gente! – Harmony mandou.

– Não estou tentando fugir de ninguém, só que se eu me atrasar vão arrancar meu coro.

– Ás sete, então?

– Ok. Segunda, ás sete, Skype. Não fiquem enrolando para entrar.

– Tchau loira.

– Tchau povo.

Quinn desligou o celular e suspirou olhando para o relógio.

– Merda. – disse pegando suas roupas e correndo para o banho.

***

– Você está atrasada. – Santana disse assim que Quinn desceu do carro de Frannie, em frente à casa de Rachel.

– Eu pensei que íamos só eu e Rachel. – Quinn franziu a testa encarando o pessoal reunido em frente a casa da judia.

– Pessoal, vamos embora. A loira ia pedir a Rachel em namoro hoje e nós estamos estragando tudo.

– Como você é engraçada. – Rachel revirou os olhos enquanto Kurt, Mercedes, Blaine, Santana, Dani, Brittany, Sam, Tina, Mike, Finn e Puck riam.

– E ai, aonde vamos?

– Vamos dar uma volta no parque. Te mostrar alguns pontos... Eu diria turístico, mas, fala serio, quem vem pra esse fim de mundo? – Santana disse – Então, uns lugares mais bonitos. E depois vamos dar umas voltas pelas cidades vizinhas.

– E, a noite, temos alguns barzinhos para ir. – Sam sorriu – Lugares pequenos, mas divertidos.

– E, pra fechar a noite, – Finn sorria – vamos ao Louie's Nite Club.

– Que seria?

– A melhor boate que esse lugar pode oferecer. – Tina disse.

– Depois da Landing. – Puck disse.

– Não vamos levar a Quinn a um bar de estripe, Noah.

– Eu tentei loira. – Puck disse e Quinn riu.

– E vamos ter tempo de fazer tudo?

– Se pararmos de enrolar. – Dani disse.

– Tá, é o seguinte, Quinn, você tá indo para conhecer a cidade. O que significa que, para se lembrar amanha, não vai poder beber. Automaticamente, você é uma das duas motoristas da noite.

– Santana, você tá tentando jogar formiga no quilo de açúcar e impedir que ela aproveite a situação. – Quinn disse.

– É assim que se fala loira! – Puck riu.

– Ótimo. O Puck fica no seu lugar então.

– Hey!

– Além disso, – Quinn continuou – eu ainda não tenho carteira.

– Que tipo de adolescente americana é você?

– Meu pai sempre disse que só me deixaria tirar a carteira quando fosse maior, por que não queria responder por irresponsabilidade de adolescente.

– Nossa, como seu pai era legal. – a ironia praticamente pingava da boca da latina.

– E ai, vamos sair ou não?

– Quem dirige?

– Eu não me importo de deixar de beber. – Kurt disse.

– Eu... Acompanho ele. – Blaine falou.

– Maravilha, casal purpurina. Vamos logo.

– Mas... Somos treze. Não precisa de mais um no volante? – Quinn perguntou.

– Vamos com uma Captiva e um Grand Vitara. Da pra gente e mais um.

– E quem vai onde?

– Você vai onde conseguir entrar, loira. – Rachel disse indo em direção a um dos carros, junto com Kurt.

– Hey, Puck. – a loira chamou e o judeu se aproximou dela enquanto os outros entravam no carro – Aquela boate que você falou, Lendig...

– Landing.

– É isso ai. Marque um horário na sua agenda pra ela.

– Sábado que vem?

– A gente marca durante a semana. – a loira piscou, e se afastou do garoto, indo para o carro.

Notas finais
http://letras.mus.br/ac-dc/615/traducao.html O que estão achando da historia?