Entre anjos
11 Nova meta
Notas iniciais
Quando acordei Demon não estava mais na barraca. E ele ainda me pede pra avisar ele quando sair. Que saco. Pensei.
Troquei de roupa, peguei minhas coisas e sai da barraca dele. Não tinha ninguém ali por fora. Só uma garota aparentemente nova sentada no tronco. Poderia ser Christopher, mais eu nunca iria descobrir se não fosse falar com ela.
–Olá. Sentei ao seu lado no tronco. Ela me olhou e não respondeu. –Cadê todo mundo? Perguntei tentando fazer ela falar.
–Saíram hoje cedo e não voltaram até agora. Christopher também pode fazer eu ver coisas, talvez estejam todos no meu lado e eu não vejo. Meu deus, estou preocupada comigo mesma.
–E por que você não foi com eles? Perguntei desconfiada.
–Me falaram que eu precisava cuidar de você. Falou a garota sussurrando tão baixo que era quase impossível ouvir sua voz fria, e rouca.
“Mais o que uma garota assim poderia fazer pra cuidar de mim?” Perguntei a mim mesma.
–Posso ler seus pensamentos, posso ver se tem perigo chegando. Fiquei espantada quando a garota disse isso.
–Como posso saber se você não é Christopher? Perguntei me levantando..
–Quem é esse? Perguntou a garota enquanto assoprava suas mãos. Realmente estava ficando frio, e ela só estava com uma regata e um shorts. Tirei minha capa e coloquei nela. – Não precisa.. Ela falou querendo me devolver.
–Você precisa mais disso do que eu. Vamos procurar a todos. Falei entrando na floresta.
–Mais pediram pra mim manter você aqui até o Demon chegar. Ela falou correndo atrás de mim.
–Sinto muito, não obedeço ordens. Falei e continuei andando. — Você sabe fazer alguma coisa de útil? Sei lá, meche com flechas? Facas? Magia? Alguma coisa? Ela me olhou e suspirou.
–Sei fazer isso. Ela disse e então estendeu as duas mãos a minha frente e começou a fazer uma barreira de vento na minha frente impossibilitando eu passar.
–Ah, legal. Mais agora deixa eu passar. Falei irritada já.
–Desculpa, mais eu tenho que manter minha palavra. Ela falou sem saber o que fazer.
–Olha... – Falei chegando mais perto dela. – Eles podem estar em perigo, confia em mim. você vai manter sua palavra de me proteger mesmo a procura deles. Eu confio em você. Então ela abaixou a barreira e deu espaço para mim passar. Eu sorri e passei.
Depois de algum tempo andando sem achar ninguém resolvi ir a casa de Vicenza. A tal garota não achou uma boa ideia. Mais eu achava.
Cheguei perto da casa de Vicenza e estava tudo muito calmo. Subi em uma árvore com a garota e olhei tudo de cima. Vi Crisaor conversando com Vicenza.
–Droga, não posso ouvir. Sussurrei. Então a garota que eu não tive interesse de perguntar seu nome me falou “Shiu” enquanto colocava o dedo indicador em sua boca.
“Eu posso ouvir” Ouvi ela falando nos meus pensamentos. Uau, essa garota é boa no que faz. Pensei.
“Ele esta falando com ela sobre os filhos de Lucinda. Disse que é melhor deixar a trégua de lado, ou tentar fazer outra trégua. Ela não concordou...” Ela falava em meus pensamentos.
“Ela perguntou se ele sabe de algo, ele negou.” Então ela entrou pra casa e Crisaor foi para floresta enquanto fazia seu tridente aparecer em sua mão.
“Vamos descer.” Pensei e ela negou. “Ainda não.” Ela me avisou. Então Vicenza saiu de casa e colheu uma planta rosa que nascia na parede da casa dela e entrou novamente. “Agora sim” A garota me avisou descendo.
–Crisaor. Falei baixo a espera dele ouvir. Ele saiu de algumas árvores e veio na minha direção.
–O que esta fazendo aqui? Achei que você esta no acampamento. Ele falou preocupado.
“Ninguém esta.” Pensei e não falei a ele.
–Você sabe onde estão todos? Antes deles sair eles não me disseram, só pediram para mim esperar. A garota falou.
–Desculpa, não sei. Dormi essa noite na casa da Vicenza. Vamos sair daqui, é perto de mais da casa dela. Então entramos para o meio da floresta.
–Eu posso tentar rastrear eles. Falou a garota enquanto se sentava no chão.
–Faça isso. Falei e me sentei ao seu lado.
–Não acho que seja uma boa ideia. Falou Crisaor parando na minha frente. O ignorei.
–Só preciso de uma gota de sangue sua. Você é filha de Lucinda, seus irmãos tem o mesmo sangue que você e eles estão todos juntos.
–Droga, meu sangue... Suspirei enquanto pegava uma flecha e rasgando um pouco meu pulso para cair algumas gotas, limpei a flecha e a guardei. A garota pegou um pedaço de folha e colocou minhas gotas de sangue sobre ela.
–Estriken loken devem. Ela repetiu essa frase por várias vezes, seu nariz começou a sangrar e eu fiz ela parar. Ela respirou fundo quase se engasgando com seu próprio ar. –Encontrei eles. Eles não estão mais pela floresta. Eles estão a procura do Rei dos Kleins para mata-lo. Assim os Kleins não terão mais ordem a seguir e serão livres. Mais os Kleins farão de tudo para deixar seu rei vivo.
–E por que não me levaram também? Perguntei indignada.
–De alguma forma eles acha que você é a mais importante de todos. Só não sei porque.
“Sou só uma rapariga qualquer.” Pensei me levantando.
–Vamos até eles, não existira luta contra o rei do Kleins sem mim.
–Não acho isso uma boa ideia, já disse... Falou Crisaor novamente.
–Você não tem que achar nada. Falei enquanto enfrentava ele. Como posso saber que você realmente não sabia de nada? E como posso saber se você não esta com Vicenza nisso? Não é atoa que você não foi com eles.
–O que preciso fazer para você acreditar que não estou do lado de Vicenza? Perguntou ele enquanto seus olhos ficavam vermelhos. Nunca tinha visto ele assim.
“E assim que ele fica quando quer começar uma briga.” Falou a garota em meus pensamentos.
– Se você parar de ficar com seus olhos vermelhos eu acredito que você esta do nosso lado. Falei saindo de perto dele.
Ele colocou suas mãos em seus olhos e coçou rapidamente.
–Desculpa. Sussurrou ele que quase não pude escutar. Ignorei novamente.
–Vou pegar meus cavalos que estão com Vicenza. Falei voltando para casa dela.
–Você não pode, ela vai querer ficar com você. Falou Crisaor entrando na minha frente.
–Ótimo, faça você então. Te espero na saída da floresta com meus cavalos. Ele me olhou e suspirou. E foi andando para casa de Vicenza.
–Vamos para saída desse buraco. Falei enquanto pegava a mão da garota e puxava ela atrás de mim.
Depois de cerca de 40 minutos andando até a saída da floresta, eu pude ver a estrada novamente. E vi Crisaor dando uma maçã ao meu cavalo, e alisando o pelo do outro.
–Ótimo, chegou primeiro que nós. Falei enquanto subia no meu cavalo. Ele relinchou suavemente e eu o alisei.
–Eu não sei montar nisso. Falou a garota sem graça.
–Vem, eu ajudo você a subir, depois é só se agarrar em minhas costas. Então eu estendi a mão pra ela fazendo ela subir. Crisaor subiu no outro cavalo.
–Podem seguir enfrente com os cavalos. Eles estão pra lá. Falou a garota se agarrando em minhas costas.
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