Entre anjos
12 Invisibilidade
Notas iniciais
mos estrada afrente, não tinha muitos carros. Somente carros de xerifes. E eles não se importaram de nos parar. Fico aliviada por isso. Cerca de 2km já, e não encontramos nada. Estava começando a me perguntar se essa garota estava certa.
–Estou com sede. Sussurrou a garota.
–Lamento, mais não tem nenhuma parada por aqui. Só tem estrada. Falei e ela se calou.
–Vamos começar a entrar na estrada de terra. Olha. Falou Crisaor enquanto apontava para frente.
“Droga...” Pensei.
–Estamos longes ainda. Vai demorar. Falou a garota enquanto tirava seus braços ao redor da minha barriga. Respirei fundo, foi realmente um alivio aquilo. Mas logo depois ela colocou novamente seus braços ao meu redor.
Eu estava cansada, com sede, e mesmo estando frio, o sol ardia na minha cabeça.
Minhas mãos estavam geladas, meus pés congelados. E a garota lia meus pensamentos e os do Crisaor, não tínhamos nenhuma privacidade ali.
“Crisaor esta com a gente realmente? “ Perguntei para garota em meus pensamentos.
“Sim, andei lendo o pensamento dele, ele não vai deixar nada de mal acontecer com a gente. E ele sente muito pelos olhos...”
Fiquei em silêncio com meus próprios pensamentos.
E então começamos a cavalgar pela estrada de terra.
–Eu lamento, mais vou acelerar o ritmo desse cavalo. Falei e então bati as rédeas e ele começou a correr. A garota me apertou quase me deixando sem ar, mais eu controlei minha respiração. O cavalo fazia um nevoeiro de terra atrás de nós. Então Crisaor também começou a cavalgar rápido.
“BAR DE ESTRADA” Uma placa enorme dizia enquanto apontava para um bar mais parecido com uma casa. Crisaor me olhou, como se disséssemos “Vamos para lá” Então fomos. Amarrei as cordas dos cavalos no corrimão da escada de madeira.
–Parece estar abandonado. Falou Crisaor enquanto quebrava a madeira que estava presa na porta. Então a porta se abriu. Peguei minha flecha e mirei para dentro, não sabia o que poderia encontrar lá dentro.
–Acho que esta vazio.. Sussurrou Crisaor com o tridente na mão.
–Não podemos achar, temos que ter certeza. Sussurrei mais baixo ainda.
“Não estamos sozinhos.” Falou a garota em meus pensamentos. Acendi as luzes e não tinha ninguém. Mais a garota teimou. “Tem mais alguém aqui.”
Crisaor fez seu tridente desaparecer, então guardei minha flecha e me sentei em cima do balcão.
“Você não me ouviu dizer que tem mais gente aqui?” Falou a garota gritando em meus pensamentos. Eu a olhei e fiz que sim com a cabeça.
–Sei que tem mais alguém aqui dentro. Onde você quer que esteja, apareça. Falei e Crisaor me olhou assustado.
–Estamos sozinho aqui Luna. Falou ele enquanto ia até o pequeno bar e pegava Vodca e mais três copinhos.
–Não, não estamos. Apareça. Falei mais uma vez. Crisaor colocou as coisas em cima do balcão e fez o tridente aparecer.
Então uma cadeira caiu sobre o chão. Então Crisaor rapidamente jogou seu tridente naquela direção e alguém gritou de dor.
Até que pouco aos poucos uma mulher aparentemente alta, com os olhos claros, cabelos escuros foi aparecendo. Ela era linda. Crisaor foi tirar o seu tridente de sua perna mais eu neguei.
“Não se engane com a beleza dela, não sabemos o que ela pode fazer, ou quem é ela.” Sussurrou a garota em meus pensamentos.
–Quem é você? Perguntei chegando mais perto dela. Sua expressão foi de assustada.
–Sou Viena, me deixe ir embora por favor. Falou ela tentando tirar o tridente de sua perna.
–O que você é? Perguntei segurando o tridente e apertando contra sua perna. Ela gemia e gritava de dor ao mesmo tempo.
–Sou uma Klein. Me deixe ir.
“Mata ela.” Falou a garota. Eu neguei.
–Crisaor, tira isso da perna dela. Então Crisaor estendeu as mãos e o tridente apareceu em suas mãos e sumiu da perna dela. Mais sua perna sangrava.
–Me disseram que Klein não tem inteligência. Falei enquanto ia pegar a bebida. Enchi meu copo e me sentei sobre o balcão.
–Suas informações estão erradas. Temos inteligência sim, só que somos meio maus.
–Não diga por você. Se você fosse mau já estaria tentando nos matar. Falei e ela suspirou se levantando. Crisaor deu dois passos pra trás dela e a garota veio em minha direção.
–É, realmente eu não sou má. Ela falou vindo até mim com muito esforço para conseguir arrastar sua perna ferida. – E você é a Luna. A famosa Luna...
–O que quer dizer com “famosa Luna?” Perguntei indo até ela.
–Quer dizer que você não sabe sobre sua própria profecia? Perguntou ela rindo e tomando o copo da minha mão. Ela engoliu toda a dose de vodca e me devolveu o copo.
–Ela esta blefando. Falou Crisaor indo até ela.
–Não, não esta. Saberia se tivesse. A garota falou olhando fixamente para Crisaor. Crisaor parou de andar e se sentou novamente.
–Conte sobre a tal profecia. Falei enquanto voltava a encher o copo de vodca.
–Só irei contar quando derem um jeito na minha perna.
–Você não tem autoridade aqui, é melhor contar. Falei e depois engoli a dose e joguei o copo de vidro no chão fazendo voar cacos dentro de sua perna ferida. Ela gritou. – Eu dou um jeito nessa sua perna quando terminar de contar. Ela concordou imediatamente.
–A muito tempo atrás a Lucinda foi tendo os filhos dela, mais teve uma que era a mais parecida com seu falecido pai, que Lucinda matou quando soube que estava gravida. Lucinda não queria deixa lá, mais foi obrigada pela Vicenza. Até que meu rei descobriu sobre a tal filha de Lucinda que parecia com seu falecido pai “Bruce”. Bruce era o rei do mar, ele comandava as águas, todas as águas. E essa garota poderá ter o mesmo poder que o pai.
–Só isso? Eu perguntei e ri.
–Não, mais se arrumar minha perna agora eu contarei tudo. Ela falou e logo depois ficou em silêncio.
–Hei dá um jeito nela, pra ela continuar a abrir essa boca. Falei para garota. A garota chegou mais perto dela e estendeu sua mão sobre a perna dela e falou:
–Estralos dreacuin cure. E sua perna começou a fechar a ferida. Ela se levantou e agradeceu.
– Meu rei tinha um desejo que nenhum de seus servos poderia realizar. Fazer ele ser líder dos sete mares. E se ele encontrar você, que é a filha de Lucinda ; você pode dar seu poder a ele, e ele será o rei dos sete mares. Mais se isso acontecer será o fim dos tempo, toda Terra vai sofrer por isso.
–Mais eu tenho uma irmã gêmea, ela também é filha do mesmo pai. A Viena negou.
–Só uma tem o poder dele. E essa uma é você. Por isso ele sacrificava todos os filhos de Lucinda. Ele queria saber qual é a tal garota. E esses tempo atrás ele descobriu algumas coisas de você, seu nome, onde você morava, suas habilidades... E ele também soube que você não sabia da profecia e ordenou que nenhum Klein te contasse.
–Então por que você contou? Perguntei desconfiada.
–Porque eu odeio meu rei. Eu quero matar ele. Ele matou toda minha família quando soube que um de nós tinha fugido para tentar salvar a vida dessa garota. E eu fui a única que consegui me salvar e me manter viva.
–Bem vinda ao nosso grupo. Falei enquanto enchia meu copo novamente –Mais só não tente nenhuma graça contra nós, se não você vai morrer.
–Serio isso? Perguntou Crisaor indignado.
–Ela quer vingança assim como nós queremos uma trégua ou algo do tipo... Ela vai ser útil. Falei e a Viena sorriu.
–Vou ajudar no que for necessário. Falou ela se sentando no balcão ao lado de Crisaor. Ele bufou.
–Como ficou invisível? Perguntou nossa Bruxinha.- Kleins não fazem isso.
A Viena chegou perto da Bruxinha e mostrou uma pulseira que ela usava.
–Minha mãe me deu isso antes de morrer. Pulseira da invisibilidade, assim como essa capa que você usa.
–Essa capa não é invisível, e não é minha.
–Sugiro que você dê para o dono. Falou Viena se sentando novamente.
–Mais se fosse realmente uma “capa da invisibilidade” a gente não veria ela. Falei e observei a capa.
–Não é assim que funciona. Viena riu. Ela só funciona quando você fala “Dematrius”.
A nossa bruxinha sussurrou. “Dematrius.” Então a capa não funcionou.
–Só funciona com o dono. Falou Viena revirando os olhos.
A bruxa ou garota, sei lá... Me devolveu a capa. Eu pensei que como minha irmã me deu ela não iria funcionar, mais depois pensei que como foi um presente ela iria funcionar porque agora é minha.
“Dematrius” Sussurrei.
–Uau, ela funciona. Falou Crisaor me procurando. Eu ainda estava vendo todo mundo, mais eles não me via a não ser Viena. Ela olhava pra mim enquanto eu girava com a capa. Ela sorriu. Eu cheguei perto dela e ela também falou “Dematrius” E eu a via.
–Objetos invisíveis fazem seus donos ver as coisas invisíveis também. Falou ela sorrindo.
–Acho que as duas podem aparecer. Falou Crisaor.
–Como eu volto a aparecer? Perguntei estranhando.
–Só pense que você esta visível. Viena disse se tornando visível novamente.
Eu pensei que estava visível e todos me olharam.
–Isso é ótimo. Falou a nossa Bruxinha.
–Agora temos que voltar pra estrada. Falou Crisaor enquanto sai do bar. Assim que ele saiu ele deu alguns passos de costa voltando pra trás.
–Temos companhia aqui. Ele disse fazendo seu tridente aparecer.
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