Entre Reinos
1 Epilogo
Notas iniciais
A questão é que eu nunca fui muito de festas, se estou nessa é pela insistência do meu pai “o grande rei” de Gharnes, e como mamãe vive dizendo que eu sou jovem e que devo aproveitar minha vida e coisa e tal, decidir ceder.
Fiz com que Ceasar vinhesse para que fosse menos, qual a palavra adequada? Hum, C H A T O. Mas a presença dele não me fez muita diferença, a única coisa que ele estava fazendo é o que ele faz de melhor, comer... ele comia de uma forma que me divertia e nunca nada era o suficiente pra ele, parecia que ele nunca estava satisfeito e ele é assim desde que o conheço, ele é um ano mais novo que eu. Minha idade? Completarei 17 anos daqui a 5 meses.
Com o prosseguimento do baile os convidados, riam, dançavam, comiam e eu, bem, estava no canto observando, muito entediado, e Ceasar passou por mim correndo como uma lebre ainda com uma coxa bem gorda de peru na mão.
- Ceasar? Pra onde é que você vai nesse desespero? E com essa coxa na mão? – perguntei um tanto curioso
- é... hum... tomar uma fresca! – ele disse, mas aquilo suou mais como uma pergunta.
- Romena Mcneil, certo meu caro amigo?- disse
- Com toda certeza, agora, por favor, me de licença se não vai ser impossível falar com ela. –disse apressado
- Boa sorte – Desejei rindo
Depois daquele momento não o vi mais naquela noite.
- Vai ficar ai parado o baile inteiro? – disse uma voz melodiosa e conhecida.
- Aurora! – exclamei feliz – não sabia que estava em Gharnes, pensei que a sua chegada aconteceria amanhã.
- E você acha que eu ia perder esse baile? Esta tudo tão lindo, e você nessa cara de velório, algum problema?- perguntou tirando a mascara e demonstrando preocupação.
Bem, Aurora é a melhor pessoa que existe no mundo, é dona de uma beleza estonteante capaz de fazer vários cavaleiros brigar pela sua mão, seus cabelos longos e dourados, seus olhos enormes azuis, pele pálida, bochecha rosada, formato angelical do rosto, um corpo lindo e um sorriso capaz de fazer parar uma guerra, e dona de um humor um tanto... Espontâneo.
- Só o de sempre... –disse pensando longe- mas que bom que você ta aqui, estou com tanta saudade
- como não me amar? Eis a questão – disse aurora se gabando- mas também estou com saudades de você príncipe Gu – disse me apertando – mas- continuou- tenho que me apressar meu pai esta me chamando, te vejo depois
Logo após a saída de Aurora, decidir ir para o centro da pista de dança, afinal é como dizem “se estar na chuva é pra se molhar”, a primeira dama com quem dancei foi Ana Windsor uma garota a qual sempre foi apaixonada por mim, eu, sinceramente, não suporto a voz dela, o único assunto que ele tem para comigo é casamento.
- príncipe Gustavo, se me permite a pergunta... — disse indo direto a um assunto que eu já sabia qual – já possui alguma pretendente?
- Não Ana, e nem quero me preocupar com isso agora – disse irritado – você parece até o meu pai, só pensa nisso.
- desculpa, só queria me certificar que não tenho concorrência – disse na cara de pau.
Isso foi tão... Vulgar – pensei – ela é linda, só não tem nada na cabeça, coitada.
- então Ana, se me permite, irei dançar com aquela dama ali – disse apontando pra Julia qual estava me encarando a horas
- tudo bem querido — disse com aquela voz estridente, ela não se toca que aquela voz é chata?
- até logo – beijei sua mão e dei a volta
Na verdade eu não iria dançar com Julia coisa nenhuma, só queria uma desculpa pra sair desse lugar, encostei-me a uma da mesa de guloseimas e peguei um croissant, comia encarando a entrada congelo ao avistar algo...
-“Quem era? De onde veio? E porque tanta elegância? Porque tanta simpatia? Olha só pra isso, todos estão olhando, até mesmo eu –pensei- até mesmo... eu- fiquei irritado com aquilo- eu preciso saber quem é
Aproximei-me, e encarei, reconheci no mesmo instante que encarei aquele par de olhos verdes esmeraldas e aqueles cabelos negros tais como a noite, mas parecia menor desde o nosso ultimo encontro, e disparei.
- Você?
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