Entre O Bem E O Mal

40 Capítulo 39- Dificil Adaptação


Notas iniciais
Olá meninas, saudades de vocês. Cap novo , bejinhos .

Após a morte de Cora e a derrota das tropas dela, fora decidido que os prisioneiros seriam banidos de volta ao País das Maravilhas. Ficara acordado em uma assembleia da Prefeitura o destino deles e os crimes de Anna foram perdoados devido sua ajuda na vitória contra Cora.

Emma e o casal Encantado tinham decidido o destino deles, Regina também tinha participado , mas Anna tinha ficado na casa de Regina com Malica e Henry. Ela olhava pela janela de seu quarto , quando Henry chegou.

_ Anna, posso entrar?

Disse o menino colocando a cabeça pra dentro do quarto.

_ Entre Henry!

Anna disse sem se virar pro irmão. Ele entrou sentou na cama.

_ O que você tem?

_ Eu estou bem.

_ Você não saiu desse quarto tem dois dias. Mamãe está preocupada com você.

Anna não disse nada. Ela realmente estava reclusa nesses dias. Todos sabiam que a cabeça de Anna devia estar uma bagunça depois de tanta coisa e Emma convenceu Regina a deixar a garota um pouco em paz, deixa-la reorganizar sua mente antes de começar a se adaptar a tudo que teria que se adaptar.

_ Eu estou bem garoto, não se preocupe.

Henry sentiu um pouco da Anna Conquistadora na voz da irmã, mas preferiu ficar quieto, no fundo ele sabia que não seria tão fácil Anna mudar, ela foi a Conquistadora a vida inteira não seria nada fácil deixar de ser.

_ Quer tomar um sorvete comigo. Faço uma ótima banana Split.

_O que é banana Split?

_ Vem comigo vou te mostrar.

Henry agarrou a mão da irmã e foi levando pelas escadas , quase que eles caem, mas chegaram bem a cozinha. Então o menino começou a preparar sua sobremesa favorita , ele estava feliz em mostrar a Anna essa delícia pela primeira vez. Anna olhava a tudo meio descrente, ela não era fã de doces , na verdade nunca lhe fora permitido comer muitos, mas definitivamente aquela sobremesa parecia promissora. Henry terminou e deu uma colher a Anna.

_ Peraí, vamos comer do mesmo recipiente?

Henry franziu a testa , para Anna era um absurdo dividir uma sobremesa assim mas para Henry era tão normal quanto possível.

_ Sim, vamos dividir.

Anna arqueou as sombracelhas e pensou por um segundo.

_ Vamos, você enfrenta uma guerra inteira e está com medo de uma sobremesa.

Anna o olhou com um olhar fatal, e Henry se encolheu um pouco, mas logo sorriu e pegou sua colher. Ela pegou um pouco da superfície cheia de calda de chocolate e caramelo e provou. Os olhos da garota se arregalaram e uma dança de sabores gelados invadiu sua língua. Ela sorriu genuinamente a Henry.

_ Parece que você gostou.

_ Humm. Devo dizer que nunca provei algo tão bom.

_ Isso até você provar a Taça Napolitana do Grannys. Você vai amar.

Nessa hora Emma e Regina chegaram em casa vindas da reunião. As duas entraram na cozinha e Henry quase teve um treco, ele sabia muito bem que Regina não gostaria nem um pouco de ve-los comendo sobremesa antes do jantar.

_ Henry Mills, o que pensa que está fazendo?

Anna olhou pra Regina e Henry fez cara de culpado.

_ O que está acontecendo aqui? Tomando sorvete antes do jantar.

Emma não falava nada só ria de lado, longe dos olhos de Regina. Anna vendo que o irmão estava em apuros , resolveu tomar as frentes.

_ Desculpe Regina, Henry não teve culpa, eu pedi que ele fizesse a sobremesa. Ele havia me falado sobre ela e fiquei curiosa. Não sabia que haveria problemas.

Regina então olhou pra filha com carinho , ela estava feliz de ver Anna sair do quarto, aí resolveu livrar a cara da dupla dessa vez.

_ Bem, tudo bem dessa vez . Mas Henry conhece as regras sabe que nada de doces antes do jantar.

Regina estava em um modo mãe multiplicado desde que Anna tinha voltado.

_ Desculpe mãe!

_Deixe as crianças Gina, sei que eles não fizeram de propósito.

Emma disse apaziguando as coisas.

_ Tudo bem, mas os dois podem se lavar pro jantar, vamos deixar a sobremesa pra depois.

Henry saiu da cozinha feito um raio, grato que a travessura tinha ficado sem punição , mas Anna levantou devagar.

_ Bem voltarei ao quarto.

Ela passou por Regina que pos uma mão em seu ombro segurando- a levemente.

_ Eu conto com sua presença no jantar.

Anna apenas assentiu e com os olhos baixos saiu da cozinha.

_ Ela parece estar melhor.

Emma falou pegando uma garrafa d´água na geladeira.

_ Eu espero que sim. Mas sei que ainda teremos um longo caminho pela frente.

Emma então abraçou as costas de Regina e beijou seu ombro, apoiando o queixo no mesmo.

_ Tem que ter paciência amor.

E Regina segurou o abraço de Emma no seu.

_ Eu sei querida. Eu sei.

Na hora do jantar todos estavam na mesa, menos Anna, o lugar dela havia sido colocado e Malica chamado mas a garota ainda não havia descido, então eles decidiram começar a comer, nessa hora Anna chegou. Vestida com uma túnica branca e calças bege bem clara além de botas brancas e cabelos soltos em cachos perfeitos ela adentrou a sala de jantar um tanto sem jeito.

_ Boa noite, desculpem o atraso , demorei um pouco pra decidir o que vestir.

Henry deu uma risadinha e Emma o repreendeu com os olhos.

_ Você está linda filha. Uma princesa, venha sente-se.

Regina mostrou o lugar de Anna , ao lado de Emma. Regina havia percebido o tênue desconforto entre Anna e Emma e estava disposta a começar a mudar isso. Anna sentou séria ao lado de sua madrasta, Emma revirou os olhos e deu um risinho do comportamento sério da enteada. A loira achava muito divertido esse jeito da garota tentar parecer mais adulta do que era.

Eles comeram em silencio por um tempo, mas depois começaram as conversas.

_ Mãe será que vai demorar muito pra voltar as aulas?

Henry perguntou a Regina.

_ Não sei querido, sua avó está com muitos afazeres na prefeitura e não sabemos quando ela reabrirá a escola.

_ Tomara que seja logo né. Anna você vai gostar muito da escola daqui.

Ao ouvir a palavra escola Anna gelou. Ela se lembrou de seus tutores malvados e críticos do país das maravilhas. Anna nunca havia frequentado uma escola de verdade, ela foi educada pelos melhores tutores, mas sempre sozinha e aguentando a rigidez e frieza dos mesmos. Parecia que Cora escolhia a dedo os piores professores para sua neta.

Anna continuou quieta e Regina resolveu intervir.

_ Acho que ainda vai demorar um pouquinho pra Anna começar a frequentar a escola.

_ Porque? Se ela não precisa ir eu também não vou.

Henry insistia em tratar a irmã como se ela sempre estivesse estado ali com eles. Em parte ele estava certo, mas as coisas não eram tão simples.

_ Henry coma seus legumes depois conversamos sobre isso.

Regina salientou , vendo que sua postura tinha aliviado o semblante de sua filha. O jantar transcorreu bem, um tanto quieto mas bem. Depois do jantar Malica foi cuidar da louça, enquanto os outros ocupantes da casa foram a sala pra ver teve. Todos menos Anna.

_ Anna venha. Vai passar os Vingadores.

_ De novo Henry, você já viu esse filme mil vezes.

_ Aaah Emma, mas a Anna não viu. Vem Anna, você até me lembra a Viúva Negra.

Anna franziu a testa , mas ficou curiosa em saber quem era a tal pessoa. Emma e Regina sentaram no sofá menor abraçadas e deixaram o maior pras crianças. Henry logo se esparramou enquanto Anna se sentou como uma lady , no canto do sofá com as pernas cruzadas.

Enquanto o filme transcorria Anna observava a todos. Henry com os olhos abertos prestando atenção a cada coisa que acontecia no filme, Regina e Emma acolhidas uma na outra, sempre trocando carinhos velados. Não era o fato de elas serem um casal que incomodava Anna, não era isso, era a loira desgrenhada. Ela olhava Regina e se lembrava do tempo que passou na outra realidade, muitas vezes ela viu essa cena, mas seu pai Daniel é que estava com Regina e ver Regina ali com Emma trazia um desconforto latente a mente de Anna. Teve uma hora que Emma percebeu e cochichou no ouvido de Regina.

_ Anna não para de olhar pra nós Gina.

Foi então que a morena , que estava absorta da cena, virou e olhou pra filha. Anna então desviou o olhar e voltou a mirar a tv. Ela não achava tão estranha a tv, já tinha visto no tempo em que Cora fez a casa de Regina de seu castelo, mas aqueles aparelhos eletrônicos não lhe atraíam tanto .

_Olha Anna, ela é a viúva negra.

Anna olhou pra ruiva do filme. Em nada tinha a ver com ela e ela realmente achou que o irmão precisava de óculos.

_ Ela é uma heroína e ajudou a salvar todo mundo como você.

O garoto disse com um sorriso nos lábios. Anna retribuiu o sorriso e fez um carinho na cabeça de Henry. Anna olhava pro irmão e se lembrava de quando o viu pela primeira vez, do ciúme que sentiu dele com Regina e agora via como foi tola em pensar assim.

Depois do filme ela e Henry subiram. Anna sabia que demoraria a dormir então resolveu dar uma volta pela cidade. Ela se lembrou que jamais tinha olhado pra Storybrooke sem os olhos da Conquistadora, de cima de sua glamorosa égua Satine. Sim , Satine. Foi então que Anna resolveu pra onde iria.

Ela se transportou até os estábulos. Eles ficavam em uma parte mais afastada da cidade, mas Anna sabia bem onde ficava. Ela entrou nos estábulos e caminhou até Satine. Anna acarinhou a cabeça de sua égua, encostou seu rosto no do animal e sussurrou com os olhos tristes.

_ Eu não sei se posso viver nesse mundo minha amiga.

Algum tempo passou e Gold tinha terminado de conjurar o feitiço que abriria o portal pro País das Maravilhas e Anna ajudaria com a energia necessária pra abrir o portal e banir os prisioneiros.

_ Bem Regina , temos que esperar a próxima mudança da lua. Assim o feitiço será mais poderoso. E a Conquistadora ?

_ Já disse pra parar de chama-la assim.

_ Força do hábito minha cara. Mas como ela está?

_ Ela está bem.

_ Preparada para o nosso pequeno serviço?

_ Se tem alguém que pode esse alguém é ela.

As aulas de Henry haviam recomeçado e mesmo a contragosto porque Anna não iria a escola, ele voltou a aula. Emma tinha ido leva-lo enquanto Regina e Anna ficaram em casa. A mãe colhia suas maçãs , enquanto a filha lia um livro sentada em um banco de madeira próximo a macieira de Regina.

_ Anna!?

_ Sim Regina.

Disse a garota sem tirar os olhos do livro.

_ Você sabe que Gold está com tudo pronto para a abertura do portal não sabe?

_ Sei.

Anna era mestre em ser monossilábica, mas com Regina ela não fazia de propósito, ela apenas não sabia como ser filha daquela mulher ainda, pelo menos não naquele mundo.

_ Então. Ele me assegurou de que poderá ser feito na próxima lua. E pediu que você se prepare.

_Eu estarei pronta!

Anna falava sem tirar os olhos da leitura e isso já tinha incomodado demais Regina. A morena parou e deixou o cesto de maçãs no chão, tirou as luvas que protegiam suas delicadas mãos e olhou pra filha.

_ Querida, você poderia olhar pra mim enquanto conversamos.

Regina disse mais mandando do que pedindo. Anna desviou apenas um olho do livro e olhou na direção a morena. Então com um sorriso de canto de boca fechou o livro e botou no banco a seu lado. Então olhou diretamente pra sua mãe , os olhos azuis encarando os fundo dos olhos castanhos. Anna estava acostumada com que os outro se abaixassem quando encaravam seus olhos, assim era sempre com a Conquistadora.

Mas logo ela percebeu que não seria assim com Regina , sua mãe era dura na queda, e os olhos castanhos se aprofundavam mais ainda nos azuis. A guerra de olhares se intensificou até que Anna sucumbiu e desviou o olhar.

_ Melhor assim.

_ Desculpe?

Anna perguntou sarcástica.

_ Anna eu sei que temos muito a aprender uma sobre a outra. Eu sei que não me vê como mãe ainda, mas mesmo que ainda não me ame como mãe espero respeito de sua parte.

Anna ficar encarando Regina deixou a morena muito brava.

_ Está irritada?

Anna não se esquivou muito.

_ Estou apenas corrigindo um comportamento que não tolerarei de minha filha. É isso que as mães fazem.

_ Regina acha mesmo que isso pode dar certo. Essa coisa de mãe e filha?

_ E porque não daria afinal eu sou sua mãe e você é minha filha.

_ Sim, mas estamos falando de algo mais do que genética aqui não estamos?

Regina parou por um minuto e pensou no que ia dizer. Se já era difícil lidar com uma filha adolescente quem dirá uma adolescente que tinha poderes mágicos e a eloquência e inteligência de qualquer adulto. Aquela tarefa iria requerer tudo de Regina como mãe.

_ Estamos falando de laços filha, laços esses que criaremos com o tempo. Mas respeito mútuo é algo básico em qualquer relação humana.

Anna ponderou e ficou quieta. Ela levantou do banco e se aproximou de Regina. Ela olhou com os olhos baixos e um tanto tristes então sussurrou.

_ Desculpe.

E saiu da presença de Regina se transportando dali , deixando a morena com a mão estendida tentando pará-la e os olhos marejados por ter fracassado.

Notas finais
A adaptação de Anna não está sendo fácil né. E a implicancia com Emma aumentando. Bem comentem minha queridas, os comentários de vocês me ajudam muito e ajudarão no fim tão próximo dessa jornada . beijocass