Entre O Amor E A Guerra

70 Capítulo 70 - Só os fortes sobrevivem...


Notas iniciais
Boa tarde amores...finalmente de volta ao mundo virtual!! Meu maninho fez o que pode com o note, vamos ver se dura!!
Estou razoavelmente bem...muitos exames, muito sangue do mal e minha médica muito confiante...boraaa lá!!!
PS1: Tive orgasmos múltiplos vendo a still nova de Quinn e Santana (episódios 14/15 se não me engano)...amo Brittana, mas Quinntana é caliente!!!
PS2: Espero que gostem do capítulo!! Salvaremos Quinn, não surtem!! :)

No outro lado daquela guerra, Quinn estava sentada, observando Maya começar a acordar...esperava ela despertar para mostrar-lhe quem mandaria ali daquele momento em diante, afinal já tinha visto o estilete embaixo do travesseiro da garota e sabia que seria matar ou morrer...se respondia por assassinatos que não cometera, agora iria responder por um que cometeria!! Mataria Maya, Emily e quem mais ameaçasse as duas pessoas que ela mais amava...Rachel e Santana...mesmo que isso significasse ficar para sempre longe delas!!

Antes mesmo que Maya levantasse do colchão Quinn desferiu o primeiro chute no rosto da garota, fazendo com que o sangue escorresse por seu nariz. As demais presas formaram uma corrente ao redor das duas, impedindo que os carcereiros entendessem que ali acontecia uma luta, afinal a maioria havia saído para rua para entender que gritos era aqueles que vinham da calçada em frente a unidade policial. Quinn fez o movimento para mais um chute, mas a garota foi mais esperta e segurou uma de suas pernas, derrubando a oponente e começando a socar seu rosto. Era socos direcionados a cabeça de Quinn, acertando principalmente a parte de trás da cabeça, a nuca. Não era por acaso que Maya batia ali, sabia que logo faria a loira desmaiar, assim terminaria o serviço com requintes de crueldade. Quinn ainda reagiu e bateu algumas vezes na garota, quase revertendo a situação, mas Maya, covarde, acertou o braço da garota com o estilete que havia escondido embaixo do travesseiro, o que deixou Quinn sem reação momentaneamente, dando larga vantagem a morena.

- Então você pensou que eu iria te enfrentar de mão abanando loirinha burra? Eu já estava preparada para você antes mesmo da sua chegada sua burrinha bonitinha...sua cabeça já estava pedida aqui na cela desde a sua prisão lá em cima na sua favela de merda. Dizia Maya socando ainda mais Quinn, maltratando o rosto da menina o mais que podia, com um ódio sem precedentes.

- Mata logo essa vadia tirada a traficante porra!! Gritavam algumas presas, segurando Paige para que a garota não ajudasse Quinn ou mesmo pedisse ajuda aos policiais. Quinn já estava quase desmaiada quando levou mais um golpe que quebrou seu nariz, fazendo jorrar sangue para todos os lados. Lá fora a manifestação chegava às portas da unidade, fazendo muito barulho e sendo ovacionada por onde passava; eram mais de mil pessoas entoando gritos de pedidos por justiça e paz social, trazendo misturados adultos, crianças, adolescentes, ricos e pobres, em busca de um só objetivo. Já na porta da unidade Santana, com o megafone subiu no trio elétrico que levava as drags e deu o aviso:

- Nosso movimento é um pedido de paz e justiça social não só para presos, mas para toda a sociedade. Não estamos aqui brigando por pobres ou ricos, negros ou brancos, mas por direitos iguais para todos aqueles que tem direitos...todos!! Nosso movimento escolheu seu ponto de vigília na porta dessa unidade policial depois de uma prisão arbitrária, mas mais do que isso, depois que descobrimos que nessa unidade existem presos de várias facções rivais, todos amontoados e sendo mortos diariamente na guerra do tráfico de drogas dentro da prisão. Estamos aqui pelo movimento, pelo direito a vida e também porque temos mais uma vida humana que pode ser tirada ai dentro...não sairemos daqui enquanto não tivermos certeza que a presa Quinn Fabray está bem. Permaneceremos dia após dia até que ela seja liberta ou transferida para uma unidade prisional segura. Sabemos que aqui ela corre risco de vida, não pedimos sua libertação, queremos que seja julgada e responsabilizada por seus atos, mas exigimos sua transferência imediata.

Santana foi aplaudida por todos os manifestantes depois que terminou seu discurso, havia passado exatamente tudo aquilo que eles queriam naquele momento. Sabia-se que aquela unidade era comandada por policiais corruptos que facilitavam acertos de conta entre facções dentro da própria unidade, o que vinha causando sucessivas mortes com requintes de crueldade, visto que as facções queriam provar seu poder. Logo depois de sua fala a líder comunitária do São Jorge fez um discurso e em seguida começaram algumas apresentações de música e dança, como havia sido programado pelo grupo. A idéia era infernizar a vida daquela unidades e chamar atenção ao máximo para a causa da manifestação, assim os olhares dos responsáveis pela segurança pública na cidade estariam focados ali, não permitindo assim que Quinn fosse morta.

- Que porra de manifestação é essa na porta da minha Unidade? Eu devo ter jogado pedra na cruz...pior devo ter jogado um caminhão de brita nessa cruz!!! Agente Rory, entre na sela feminina e traga essa tal Quinn gostosona da favela aqui agora, quero entender que porra é essa que está acontecendo aqui na minha unidade!! Dizia o delegado responsável enquanto tentava entender que movimentação toda era aquela e quem era a tal Quinn Fabray que aparecia o nome em todos os cartazes. Rory havia sido justamente o agente que havia facilitado a entrada do estilete para Maya mas agora se desesperava, pois se acontecesse algo com a tal Quinn fatalmente ele seria acusado e envolvido na situação. Paralelo a movimentação dentro da unidade, lá fora ônibus começavam a chegar um atrás do outro, vinham cheios de estudantes das faculdades e universidades que tinham em sua listagem de cursos o de música. Chegaram cantando, dançando e se juntando ao grupo de manifestantes, que mesmo não entendendo aquela adesão, receberam de braços abertos aquela centena de pessoas; junto com eles chegaram sorrindo Rachel e Brittany, que foram correndo na direção de Santana, Finn, Blaine, Kurt e todo o grupo de meninos; sorriam da cara de surpresa de todos, mas queriam mesmo era saber como tinha sido até então o movimento. Brittany mais que depressa foi em direção a ex-namorada, queria tê-la por perto, sentir a vibração de participar daquilo junto com ela. Santana sorria vendo a loira vindo toda saltitante em sua direção, parecia uma criança que acabara de aprontar algo e queria a aprovação da mãe.

- A senhorita pode me explicar que ônibus são esses, quem são essas pessoas e o que fazem aqui dona Brittany Pierce? Disse Santana, abraçando a loira com um sorriso que definitivamente Britt nunca havia visto tão lindo e iluminado em toda a sua vida.

- Então mulher chumbinho da minha vida...são amigos e colegas de faculdade da Rachel. Ontem a noite enquanto via você e a líder comunitária do São Jorge conversando sobre a manifestação pensei em como seria legal ter o apoio não só de pessoas das comunidades, mas também daqueles que acreditam que pobreza e criminalidade não caminham juntos; assim conversei com Rachel, que lembrou que hoje teria o concurso estadual de corais na faculdade dela. Tivemos só o trabalho de convencer os corais e a coordenação da faculdade a realizar o evento aqui e não em ambiente fechado, ai meu super pai organizou toda a estrutura e estamos aqui...dispostos a levar música para toda a população a favor da paz e da justiça social!!

Santana ouvia Brittany falar abraçada a sua cintura e simplesmente viajava naqueles olhos azuis. Não esperava que a loira tivesse tanta vontade para ajudar no movimento, na verdade achava que Britt nem se envolveria muito, pois não entendia o que aquilo significava para as comunidades. Estava redondamente enganada, Brittany a surpreendera da forma mais doce e revolucionária possível, derretendo parte do gelo que habitava em seu coração. Em um impulso a morena deu-lhe um selinho, que logo transformou-se em um beijo roubado por Britt, que não sabia se beijava a latina ou se sorria desengonçadamente.

- Tá rindo de que sua loira patricinha?! Isso foi só uma forma de agradecer o que você fez pelo movimento. Não pense que estou voltando atrás na minha decisão. Disse Santana, tentando segurar o riso vendo como Britt estava feliz.

- Pode ficar tranqüila senhorita Santana; sei que não está voltando atrás, é só uma forma “comum” de agradecer a uma ajuda! Pode deixar que todas as meninas que eu encontrar da comunidade que quiserem me agradecer vou distribuir selinhos como forma “comum” de cumprimento. Falou Britt, vendo que Santana corou e deu-lhe mais um sorriso, mas que logo se transformou em irritação vendo a loira já se assanhando para as piriguetes do São Jorge. Próximo dali Rachel subia ao palco com o coral de sua faculdade, formado em grande parte por seus amigos de lutas diárias do dia-a-dia por um lugar ao sol na música, nos sonhos.

- Vamos cantar para todos aqueles que acreditam em seus sonhos. Para todos que acordam cedo e vão atrás de uma forma de realizá-los...seja quem trabalha o dia todo querendo sair do aluguel, quem rala o mês inteiro para comprar o presente que o filho tanto espera em seu aniversário, aqueles que precisam ficar de sol a sol para colocar comida em casa. É também para quem persegue sonhos como a Britt, que quer virar uma boa dançarina e montar uma escola de dança nas comunidades carentes, ou como o meu, de se transformar em uma cantora conhecida e fazer da minha música algo que possa ajudar outras pessoas...é uma música também em homenagem a todos aqueles que se dispuseram a cantar aqui, no meio da rua, porque acreditam que a vida pode ser diferente. Vamos cantar principalmente para o amor da minha vida, Quinn Fabray...sei que está me ouvindo amor, e prometo ficar aqui até te tirar daí!!

(...)

Eu paguei minhas dividas pouco a pouco

I've paid my dues time after time

Eu completei minha sentença

I've done my sentence

Mas não cometi nenhum crime

But committed no crime

E erros sérios cometi poucos

And bad mistakes I've made a few

Eu tive meu pouco de areia

I've had my share of sand

Atirada sobre a minha face

Kicked in my face

Mas eu sobrevivi

But I've come through

E nós pretendemos continuar e continuar e continuar

And we mean I to go on and on and on and on

Nós somos os campeões — Meus amigos

We are the champions, my friends

E nós continuaremos lutando até o fim

And we'll keep on fighting 'till the end

Nós somos os campeões

We are the champions…”

Lá dentro Quinn quase desmaiada conseguia ouvir nitidamente a voz de Rachel ecoar pelas paredes da cela em uma melodia que parecia um anjo em um lindo coral comandado por sua diva hobbit...será que tinha morrido e o céu era assim? Se fosse tinha certeza de que nunca mais queria voltar a viver...

Notas finais
Música do capítulo: We Are The Champions - Glee
http://www.youtube.com/watch?v=2cXG12Jk3Zs