Entre O Amor E A Guerra

71 Capítulo 71 - Vingança não são doces...


Notas iniciais
Tia Lu meio atacada e sem sono hoje...isso resulta em mais um capítulo!!! Boa noite meus amores do coração!! :)

Não era o céu, muito menos o inferno...era mesmo Maya surrando Quinn, vingando sua chefe maior, Emily. Quando a morena partia para os golpes finais Rory invadiu a cela com mais quatro agentes, partido para cima das presas que cercavam a cena da luta. Quinn ainda respirava e alternava momentos de lucidez com momentos de completa inconsciência...perguntava a Rory cadê Rachel, que cantava em seus ouvidos. O agende receoso que a surra da garota pudesse te causar problemas levou-a direito a enfermaria da unidade, pedindo atendimento emergencial; fingiu antes dar uns tapas em Maya, que riu da cara de Rory, que tinha pavor dela. Logo Quinn era atendida por um grupo de enfermeiras, que tentavam conter o sangramento do braço cortado, assim como do nariz quebrado. A verdade era que o rosto da loira estava irreconhecível de tantas pancadas, mas a guerreira era resistente, e apertava o braço de uma das enfermeiras perguntando se estava no purgatório.

– Calma linda, prometo tentar concertar essa maldade toda que fizeram com você, mas precisa deixar eu trabalhar ao invés de me perguntar se está no purgatório. Dizia com carinho a enfermeira, que atendia Quinn. estava muito machucada e precisaria ser levada a um hospital o quanto antes, poderia ter sido atingida em algum órgão interno. Além do mais aquele nariz lindo estava quebrado, precisaria ser reconstituído para não ficar torto. A enfermeira chefe foi conversar então com o delegado da unidade, precisava de sua autorização para a transferência.

– Senhor, precisamos transferir a presa Quinn Fabray para um hospital. Os ferimentos dela não são mortais, mas precisam de cuidado que não podemos oferecer aqui. Disse a enfermeira, olhando diretamente para os olhos de Rory, que estava também na sala do delegado.

– Eu poderia matar todos vocês por justamente no dia dessa porra dessa manifestação a garota que o povo lá fora quer proteger tenha sido brutalmente espancada. Parece que alguém aqui dentro estava querendo dar fim a essa guria, e as pessoas lá fora sabiam disso...todo mundo sabia disso, menos eu não é senhor Rory?! Perguntou o delegado, irritado por achar que Rory tinha algo haver com o espancamento de Quinn.

– Senhor prometo que nada mais acontecerá a ela se permanecer aqui, podemos cuidar dela, esperar passar essa arruaça de bandidos lá fora, depois levamos ela a um hospital. Podemos inclusive prender todo mundo que está fazendo essa zona aqui, alegamos que eles estão depredando patrimônio público, sei lá!! Se tirarmos ela daqui assim será muito pior para toda a equipe, que não estava atenta a situação da presa. Disse Rory, se cagando de medo de descobrirem quem tinha infiltrado o estilete que feriu o braço de Quinn.

– Eu não vou compactuar com isso. Desculpe delegado, sei que o senhor é o chefe daqui, mas ela precisa de transferência, não podemos esperar. Sei que isso irá expor nossa corporação, mas temos que sofrer as conseqüências de ter deixado a cela vazia, além de ter deixado entrar uma arma cortante dentro da cela. Ela poderia ter sido morta e seria muito pior com todo esse povo lá fora...precisamos ser racionais e trazê-los para o nosso lado senhor. Disse a enfermeira, tentando tirar Quinn de dentro daquela cadeia; sabia que Maya não descansaria e tentaria matá-la, mesmo na enfermaria.

– A enfermeira Sue tem razão agente Rory, vamos chamar algum representante desse povo para conversar, explicar a situação e levar essa tal Quinn para um hospital. Mesmo porque ela fora daqui irá tirar esse povo da nossa cola. Quero que a prepare para transferência enfermeira Sue, e você Rory vá lá fora e descubra quem é liderança e traga até aqui. Disse o delegado, já pensando em como contaria sobre o estado de Quinn para aquela mulherada louca lá fora.

Rory mesmo a contragosto seguiu as ordens do delegado e foi observar o movimento no protesto. Percebeu a liderança de Rachel e Santana, assim como da líder comunitária. Chamou-as em um canto e disse que o delegado queria ter uma conversa com elas. A manifestação estava literalmente bombando...os corais detonando nos vocais, a população vibrando com as apresentações; os meninos mandavam ver na agitação, pareciam verdadeiros líderes, com Finn puxando o movimentos dos adolescentes, Mercedes fechando as ruas com as crianças e Puck, Blaine e Kurt detonando com performances cada vez mais loucas e engraçadas...cada música que era cantada um deles ou todos eles faziam dancinhas, apresentações...a galera vibrava com o movimento e cada vez mais pessoas lotavam as ruas ao redor da unidade policial. Logo Santana, Rachel, Britt, a líder comunitária e Rodrigo entraram na recepção da unidade, e ficaram a espera de ser chamadas para a conversa com o delegado, que depois de alguns minutos na enfermaria checando a situação de Quinn chamou-as em sua sala, juntamente com Rory, seu capacho.

– A conversa que terei com você é delicada. Meu nome é Michel e sou o chefe dessa unidade prisional. Disse o delegado, tentando achar palavras para explicar o que havia acontecido com Quinn.

– Sim Michel, meu nome é Rodrigo e sou o advogado de Quinn, essas são amigas dela. Estamos aqui pois temos indicativo de que ela pode sofrer algum tipo de agressão dentro da sua unidade, por isso a vigília e nosso pedido de transferência dela daqui. Gostaríamos de vê-la para termos certeza de que está bem, e que essas suposições de agressão sejam só suposições.

– Esse é o problema Rodrigo, não são só suposições. Infelizmente hoje, enquanto estávamos absorvidos com a manifestação de vocês uma das presas atacou Quinn Fabray, deixando ela extremamente ferida, embora não corra risco de vida. Ainda não sabemos como isso realmente aconteceu, mas já fizemos os primeiros atendimentos a Quinn e também já isolamos a presa que a atacou; chamei vocês aqui, pois vamos precisar transferi-la para um hospital o mais breve possível e gostaria que vocês ficassem cientes e nos ajudassem a protegê-la.

– Pára tudoooo!!! Você ta dizendo que Quinn foi atacada?! Eu quero vê-la agora, exijo isso!!! Gritou Rachel, já com os olhos cheios de lágrimas e batendo forte na mesa do delegado, que se assustou com a postura da menina.

– Tente ficar calma senhorita. Sei que é uma situação delicada, mas peço que se acalme que logo levarei vocês para vê-la, embora ela esteja um pouco sedada para não sentir dor no nariz quebrado. Disse Rory, tentando ajudar o delegado mas totalmente amedrontado com a postura de todos na sala.

– Nariz quebrado, como assim?! Ta dizendo que quebraram o narizinho lindo da nossa Quinn?! disse Santana, irritada e querendo dar umas porradas no agente, mas sendo contida por Rodrigo, que se preocupava com a postura das garotas.

– Leve-nos agora para ver a minha cliente, quero ter certeza de que ela está mesmo fora de perigo. E pode ter certeza que isso não ficará assim, vamos processar o Estado e não deixaremos que ela fique aqui nem mais um minuto. Disse Rodrigo, dando um ultimato no delegado, que logo se levantou para levá-los a enfermaria onde Quinn estava aguardando a remoção.

A cena era triste, o rosto de Quinn estava completamente inchado, os olhos roxos e o nariz completamente deformado. Ao contrário do que o delegado havia dito, a situação parecia muito pior do que era apresentada, e Rachel chorou como um bebê ao chegar perto da namorada, que parecia desmaiada. Logo ela e Santana se aproximaram uma de cada lado da maca, enquanto Brittany e Rodrigo ficaram resolvendo a questão da transferência por telefone com Marcos. A idéia era levar Quinn para um hospital seguro, onde ficasse vigiada para não ser atacada novamente, assim não deixariam o delegado escolher o hospital, eles mesmos definiriam para onde ela iria. Rachel e Santana olhavam assustadas para Quinn, tinham medo até de tocá-la, e acabaram se assustando quando a garota pronunciou algumas palavras.

– Aposto que as minhas duas mulheres do coração estão rindo porque estou toda quebrada e mal posso falar. Quando eu melhorar me vingo das duas...vão ficar sem sexo por um mês!! Disse Quinn tentando esboçar um sorriso, mas sentindo todas as dores do mundo.

– Trata de ficar quieta sua anta loira, você mesmo quase morta adora fazer gracinha sua escrota. Falou Santana, tentando disfarçar e não chorar com a situação da amiga.

– Santana falou tudo, cala a boca minha anta loira linda!! Vamos te tirar daqui o mais rápido possível meu amor, vamos concertar esse narizinho lindo e depois matar a tal guria que te bateu. E quanto a ficar sem sexo por um mês, pode ficar tranqüila que eu a Santana estamos nos pegando na sua ausência. Disse Rachel, tentando disfarçar que também estava chorando.

– Pelo jeito estou a beira da morte, porque as duas cachorras da minha vida estão chorando. Pensam que porque não estou enxergando não conheço esses miados de vocês? Parem de chorar e me tirem logo daqui porque pelo jeito devo estar muito monstruosa. Disse Quinn, tentando abrir os olhos, mas não conseguindo por causa do inchaço no rosto.

– Pode ter certeza que tiraremos ainda hoje, ou eu não me chamo Santana piriguete da favela!!! Enquanto você fica ai dando um carinho nessa loira burra vou dar uma voltas Rachel, esfrega os peitos na cara dela para ver se melhora, volto já...

Santana saiu da enfermaria enquanto deixou Rachel enchendo a namorada de carinho, tinha um foco...achar a cela da tal Maya!!! Aquela garota precisava saber o que acontecia em Lima Heights quando uma amiga dela era machucada!!!