Entre O Amor E A Guerra
67 Capítulo 67 - Quando a noite vem...
Notas iniciais
Anoitecia quando Quinn recostou na grade da cela, agachada em um cantinho frio, pensando em como reagir aquela situação. O corpo parecia começar a esmorecer e sucumbir ao espaço frio e desumano, embora ainda fosse sua primeira noite naquele buraco. Pensava em tanta coisa ao mesmo tempo...como estariam os meninos no alto da favela, como estaria Rachel depois de toda aquela cena triste, como faria para se defender daquelas acusações absurdas de homicídio, seqüestro...como faria para sobreviver aquele inferno que de repente se formou em sua vida. Percebera olhares um tanto estranhos de algumas presas, certamente a conheciam por sua fama de mão de ferro no comando do São Jorge, assim como de líder que muitas facções gostariam de derrubar...isso começava a lhe preocupar a medida que a noite começava a avançar e o número de guardas na ala em que estava diminuía sensivelmente. Momentaneamente esquecera de todo aquele universo sinistro e lembrou-se da última vez que fizera amor com Rachel, e por alguns segundos teve quase certeza que o cheiro da namorada passara em seus pensamentos e um sorriso leve tomou seus lábios; tinha sido pela manhã, antes de começarem a organizar a festa de retorno da latina. Rachel acordara preguiçosa, pensando em como sair da cama para organizar a festa, enquanto Quinn dormia como um anjinho loiro, apenas de calcinha, coberta com um fino lençol...
Os carinhos que Rachel fazia por debaixo da coberta se concentravam na cintura e depois na barriga de tanquinho da loira, que acordou preguiçosamente sentindo uma boca passear pela sua cintura, umbigo e seios...Rachel parecia uma diabinha já no começo da manhã atentando a namorada, que tentava se manter ainda debaixo das cobertas, pois a preguiça ainda reinava. Rachel, impaciente com a inércia da namorada foi até seu ouvido e sussurrou...
- Será que terei que morder entre as suas pernas para te acordar meu anjinho loiro?! Disse Rachel, passando a língua e dando uma leve mordidinha no clitóris da namorada por sobre a calcinha, que deu um sorriso e abriu mais as pernas...
- Se vai morder morde com carinho, assim meu dia começa literalmente animado!! Disse Quinn, rindo da carinha sapeca de Rachel por debaixo do lençol. A morena mais que depressa se ajeitou entre as pernas de Quinn e começou a acariciar o sexo da loira com a boca e a mão ao mesmo tempo, mas sem ultrapassar o limite da peça íntima que a namorada usava...passava pela virilha, depois subia e descia com a língua fazendo movimentos sexuais, porém sem tocar a pele do sexo da garota, que começava a se contorcer de vontade de ser tomada pela boca da morena.
- Dizem que a tortura sexual é pior do que qualquer tortura física meu amor...tem certeza que quer começar seu dia animada?! Perguntou a morena. Passando o dedo bem leve sobre toda a extensão da calcinha, que a essa altura já estava toda encharcada pelo tesão proporcionado pelos carinhos ali.
- Acho que a senhorita está devagar demais e precisa de um corretivo senhorita Rachel Berry. Além do mais o macho alpha aqui sou eu, tenho dado corda demais para esses seus surtos de pegadora. Disse Quinn, puxando a namorada do meio de suas pernas pelo rabo de cavalo e trazendo-a para um beijo quente e demorado, onde a língua da loira passeou por toda a extensão da boca carnuda da morena. Rachel não reagiu aquele puxão de cabelo, adorava quando a loira assumia o comando da relação com seu jeito meio mandona...morria de tesão só de pensar em ser dominada logo ao amanhecer pela mulher que amava. Quinn, sabendo exatamente como a morena gostava de ser tomada, inverteu as posições e deitou-se sobre ela, colando os corpos em toda a sua extensão e deixando que a calcinha molhada tocasse por todo o ventre de Rachel. Friccionou o seu sexo no sexo da namorada, ainda de calcinha, enquanto mordia seu pescoço e lambia o lóbulo de sua orelha, que gemia gostoso no ouvido de Quinn. Desceu a mão com cuidado para não parecer apressada, acariciou-a por cima da calcinha e desceu a boca ao mesmo tempo pelo pescoço, mordendo cada parte do corpo da morena. Quando Rachel achou que Quinn faria todas as preliminares básicas e previsíveis antes do sexo propriamente dito, a loira simplesmente rasgou a calcinha da namorada e a penetrou com vontade, fazendo Rachel gritar alto de tesão...arfava e se contorcia debaixo de Quinn, implorando por mais estocadas da loira, que parecia em transe de tanto tesão...
- Vai ficar ai no frio loirinha gostosa, ou quer um cantinho no meu colchão?! Gritou uma garota, tirando Quinn do transe das lembranças de Rachel e daquela transa maravilhosa da manhã. Olhou meio assustada para a garota, na verdade só tinha escutado um grito, não havia absorvido o que ela havia dito. A menina repetiu o convite, olhando dentro dos olhos esverdeados da loira, que percebeu que estava sendo cantada grosseiramente.
- Não, obrigada. Vou ficar por aqui mesmo, a noite é uma criança e preciso pensar um pouco sobre minha vida. Como é mesmo seu nome? Perguntou Quinn, tentando ser educada com aquela garota que não conhecia, mas que parecia simpática e prestativa.
- Meu nome é Maya loirinha linda...vou deixar você ai quietinha, se quiser vir para cá quando sentir frio é só se aconchegar aqui comigo, e dormiremos de conchinha. Disse a garota, dissimulando seu real interesse em dormir ao lado de Quinn; embaixo do travesseiro guardava um estilete, pronto para ser usado no pescoço da loira. A verdade era que o corpo de Quinn começava a fraquejar e ela começava a considerar o convite da garota simpática morena, que fingia dormir tranqüila; não que fosse deixar acontecer alguma coisa, nem pensava nisso, mas poderia pelo menos dormir ali próxima a ela, afinal o frio começava a apertar...
No alto do morro as meninas se dedicavam a pintar algumas faixas e cartazes com dizeres de combate a violência, entre outras coisas; o plano era simples, mas tinha tudo para dar certo....com a ajuda das lideranças comunitárias e dos moradores do bairro iriam para porta da unidade policial, fariam uma espécie de vigília, o que faria uma certa pressão não só nos policiais que prenderam a loira, mas naqueles que vigiavam os presos. O objetivo era chamar atenção e não deixar nada grave acontecer no fim de semana. O único problema era que o grupo se articulou com todos para descerem para o local logo pela manhã, mas o perigo parecia rondar Quinn aquela mesma noite...
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