Entre O Amor E A Guerra

55 Capítulo 55 - A guerra precisa começar?


Notas iniciais
Boa noite pessoas...dia bem difícil!! Uma frase da minha médica resume tudo: "eu preciso quase te matar, para depois te trazer de volta a vida...confie em mim!"
É preciso acabar com a minha medula com a quimio, para depois realizar o transplante...possivelmente esse é o último capítulo antes da internação, que deve durar, NO MÍNIMO, dez dias se tudo correr bem. A minha senha ficou com a minha namorada, caso eu não volte ela vai postar meu tchau para vocês, mas eu sei que vou voltar...vocês foram maravilhosos durante todo esse tempo!!! Bjs no coração!!! Lu

Saber que se ama alguém é fácil...difícil é saber se esse amor é suficiente para o outro; era essa a dúvida que pirava a cabeça de Quinn, mesmo tendo todos os indícios de um amor incondicional por parte de Rachel. A loira saiu da casa da namorada meio que sem rumo, a pé, pensando em tudo que havia acontecido naquele dia e em tudo que ainda estava por vir...não sabia se conseguiria ser forte o suficiente para mudar todo o seu mundo por aquele amor, embora tivesse clareza de que Rachel merecia. Quando se deu conta percebeu que Brittany tinha saído atrás dela, e se aproximava. Ficaram algum tempo conversando, Brittany tentando convencer Quinn de tudo de bom que ela poderia oferecer a Rachel, do amor que ambas sentiam, assim como da possibilidade de crescimento que aquele relacionamento representava; ainda assim Quinn tinha dúvidas se realmente conseguiria dar conta de viver outra realidade, a começar pelo fato de ter que se entregar e se responsabilizar pelos atos infracionais que cometera. Ficaram ali por quase uma hora, até que Santana mandou um sms pedindo para que a namorada voltasse, pois o grupo já estava se despedindo para voltar para o morro e queria vê-la, afinal sentiam que aquela seria a ultima farra antes do enfrentamento com Emily; Quinn também retornou, devia explicações, afinal era namorada de Rachel.

– Sei que pareço uma criança fugindo de você e de toda a responsabilidade que terei se definir que quero bancar esse amor, que quero correr todos os riscos da mudança para ficar com você. Mas quero que entenda o quanto é difícil para mim imaginar que posso acordar amanhã dentro de uma cela e ter que ficar por pelo menos um ano lá...

– Acho engraçado Quinn, porque você topa entrar em uma guerra que pode levar a morte várias pessoas inocentes, topa entrar em negociações escusas que podem te demandar anos de cadeia, mas pelo nosso amor você não consegue arriscar nada. Acho que na verdade eu preciso rever minha forma de encarar essa relação e talvez parar de achar que você realmente me quer por perto. Quando você realmente entender que eu valho alguma coisa na sua vida ai você pode me procurar, antes não....vai viver suas guerras, seu tráfico, ser assassina por tabela de pessoas inocentes, afinal para essas questões você topa se arriscar. Falando isso Rachel saiu de perto de Quinn e foi se despedir do restante do grupo, que já se preparava para voltar para o São Jorge.

A verdade era que todos sabiam que a guerra estava prestes a começar, e que talvez aquele fosse o último momento de tranqüilidade que o grupo teria junto. Santana abraçou cada um deles e se demorou um pouco mais com Quinn, para quem deu um ultimato...

– Espero que além de sobreviver você volte pra gente...tem alguém aqui que te ama muito e que precisa de você, e esse alguém não vai dar conta se você simplesmente deixá-la. Não estarei em corpo, mas tenha certeza que o meu coração estará com vocês nessa luta. Não deixe a Emily machucar nenhum dos nossos meninos, muito menos a nossa comunidade...eu confio em você. Disse a latina pegando a loira pelo queixo e lhe dando um selinho.

– Eu te amo como uma irmã que nunca tive sua latina mala, e te prometo que eu volto dessa guerra viva só pra te dizer que matei aquela filha da puta que te fez tanto mal. Disse Quinn, com muito ódio nos olhos. Antes que Santana falasse qualquer coisa ela saiu e foi para o carro, não queria se despedir de Rachel. O restante do grupo se despediu e quando já estavam dentro do carro Brittany se aproximou e deu um recado que atiçou todos eles...

– Eu quero vocês aqui de volta custe o que custar, pois eu aprendi a amar cada um de vocês. Se voltarem todos vivos e bem na próxima festinha vai rolar banho de piscina coletivo...com todo mundo pelado!!! Disse a loira sorrindo do grito coletivo que rolou dentro do carro...certamente eles voltariam vivos para o bacanal!!

Chegando ao pé da ladeira do São Jorge o grupo teve a dimensão de que a guerra realmente estava prestes a começar; alguns meninos vieram na direção do carro e informaram que Emily tinha feito algumas barricadas na divisa dos dois territórios, além de estacionar estrategicamente dois grandes caminhões, que mais tarde serviriam como barreira de defesa do seu grupo de atiradores. A garota também mandou uma carta por um “aviãozinho” do tráfico para Quinn, dizendo que ela tinha duas possibilidades...ou saia do território por livre e espontânea vontade viva, ou seu corpo seria retirado de lá ao amanhecer pelo caminhão de lixo. Aquilo era um convite direto à batalha, que poderia durar dias, semanas, afinal os dois grupos estavam fortemente armados e com a ajuda de outras comunidades.

Por alguns minutos Quinn ficou pensando em todas as pessoas que nada tinham haver com aquela guerra, nos inúmeros pais de família, crianças e mulheres que morreriam feridos por balas perdidas naquele confronto; lembrou dos pais de Kitty, que foram fuzilados simplesmente porque eram pais da traficante, da irmã de Santana, morta também em um confronto...era justo guerrear por um ponto de tráfico de drogas? As palavras de Marcos martelavam em sua cabeça enquanto ela e Puck preparavam munição para seu armamento pessoal...ela não deixaria que a comunidade sofresse por causa das atitudes dela, só precisava pensar uma forma de conter Emily e seu bando.

Amanhecia quando os soldados de Emily começaram a atirar a esmo, contra qualquer coisa que se mexia do lado do território de Quinn. Muitas famílias haviam deixado suas casas depois que o grupo de Puck passou a noite avisando que o bicho iria pegar, por isso a maioria ficou protegida em outras casas, com parentes e amigos. Alguns não tinham para onde ir e acabaram ficando no meio dos tiros da facção da menina, que parecia insana, mas poucos foram os feridos até aquele momento. Eram quase oito da manhã quando um dos grupos armados de Emily chegou ao ponto alto do morro, onde ficava a casa de Quinn...até então não tinham encontrado qualquer resistência, assim como nenhum oponente, o que parecia ser uma desistência covarde de Quinn, pensava Emily. Finalmente conseguira tomar todo o morro, ser a dona do São Jorge, e finalmente ser a dona de Santana...era isso que ela queria.

O grupo chegou ao beco da casa de Quinn e literalmente fuzilou a casa...até as plantas do pequeno jardim que Santana e Rachel haviam feito dias antes foram pisoteadas, arrancadas, mortas, afinal a idéia era destruir tudo que lembrasse o grupo. Entraram na casa, quebraram algumas coisas, saquearam outras, tentaram destruir até mesmo as fotos que pertenciam aos meninos. Emily sentia-se vitoriosa, afinal Quinn havia fugido com o rabo entre as pernas com seu bando de mortos de fome. Quando se preparavam para sair, a surpresa...o grupo de Quinn e das outras duas comunidades que foram ajudar na guerra haviam cercado não só a casa, mas todo o quarteirão.

Um intenso tiroteio se iniciou e durou cerca de quase uma hora, com alguns feridos, entre eles Blaine; porém o grupo de Emily, que já tinha gasto muita munição por todo o caminho até o pico do morro, assim como com o fuzilando da casa dos meninos, ficou praticamente sem armas carregadas e encurralado no beco. O plano de Quinn de poupar a comunidade da guerra e encurralar a facção inimiga havia dado certo; era a chance que a garota e seu grupo tinham de acabar com aquela guerra de uma vez por todas, fuzilando os inimigos...restava a decisão a Quinn, que tinha Emily ajoelhada sob a mira de sua arma...era a hora de vingar as mortes da primeira invasão, mas principalmente vingar todo o mal que aquela louca havia feito a Santana...


Notas finais
OBS: Saarena se eu não voltar quero muito que você termine a história. Lívia, minha namorada, vai te passar a senha e o e-mail por mensagem para você entrar na conta caso aconteça algo. Bjs no coração!! Lu