Entre O Amor E A Guerra

56 Capítulo 56 - Poder de vida e de morte...


Notas iniciais
Segundo dia da primeira fase do transplante...quimio pesadaaa por um chato de um catéter FDP...passei mal horrores ontem!! Mas hoje na visita recebi meu amado notebook, que poderá ficar comigo por alguns dias antes de ir para o transplante propriamente dito...muito enjôoooo e uma vontade louca de surtar e largar isso tudo!!!
Escrevi dois capítulos em menos de três horas...surto psicótico leva a devaneios de escritora...tem um guria aqui do meu lado que odeia Glee!! Ainda bem que eu não tenho força para matá-la...

Restava a decisão a Quinn, que tinha Emily ajoelhada sob a mira de sua arma...era a hora de vingar as mortes da primeira invasão, mas principalmente vingar todo o mal que aquela louca perigosa tinha feito a Santana. Um filme passou na cabeça de Quinn em alguns segundos...a infância de espancamentos e tentativas de violência sexual contra ela e Puck, o desaparecimento da mãe, os primeiros roubos, o primeiro cargo na “firma” como aviãozinho e até a paixão platônica pela latina; parecia que a escolha tinha que ser feita ali, e não quando disse a Rachel que não sabia se queria mudar...Rachel...lembrou-se da última conversa, dos beijos, da entrega, dos olhos cor de mel daquela que definitivamente era a mulher da sua vida.

– Atira logo Quinn Fabray. Sei que bem ai dentro você tem uma coisa ruim como tem dentro de mim...crescemos em ambientes diferentes, com famílias diferentes, mas no final essa voz que tem ai dentro te diz que você quer o domínio a qualquer custo, quer o poder, e para isso vai passar por cima de mim e de qualquer outra pessoa, vai traficar, roubar, matar...vai atropelar qualquer um que ficar no seu caminho. Dizia Emily, que mesmo em posição de desvantagem, desafiava a loira.

– Se tem uma coisa que tenho orgulho é justamente isso Emily, não ser como você; não sinto vontade de passar por cima de ninguém, muito menos quero o poder a qualquer custo. Quero paz e tranqüilidade na minha favela, e se pra isso eu precisar passar por cima de você, ai sim eu vou passar. Nesse momento eu não preciso te matar, só preciso que suma com sua corja de drogados da minha comunidade, e é o que você vai fazer agora mesmo. Matar você seria um favor a humanidade, mas eu não vou estragar a minha vida por isso...você não vale isso sua escrota estupradora.

– Já ia me esquecendo desse detalhe...eu comi sua amada latina contra a vontade dela. Sabia que ela chorou bastante Quinn? E que quanto mais ela chorava mais eu sentia prazer e machucava ela? Isso deve doer em você né, afinal como você mesma disse, ela é como sua irmã mais nova. Esse gostinho você nunca vai tirar de mim...de ter saboreado sua irmãzinha com força e com vontade.

Ouvindo aquilo Quinn não agüentou e partiu para cima de Emily, socava e chutava a garota sem piedade. Esfolando seu rosto até quase deixá-la sem consciência. Foi preciso que Puck tirasse a irmã de cima de Emily para que ela não a matasse espancada e tivesse mais um crime em sua ficha. Quando a loira teve clareza do que fazia ordenou a Puck e a uma parte do grupo...

– Expulsem todos eles daqui, tirem suas armas e dêem um pé na bunda de cada um, não quero mais nenhum deles nem perto do São Jorge, especialmente esse lixo humano chamado Emily. A partir de hoje qualquer um deles que sonhar se aproximar da minha comunidade o grupo tem autorização para atirar e matar.

– Seu maravilhoso pedido é uma ordem querida irmã e chefinha!! Disse Puck torcendo o braço de Emily nas costas com bastante força, de forma que a garota sentisse bastante dor. Puck com o grupo de parceiros das outras comunidades levaram o grupo escoltado até o pé do morro e deram alguns minutos para que se afastassem, o que foi feito imediatamente. Enquanto isso Quinn e Finn corriam até a casa da mãe de Lauren, que era enfermeira, para pedir ajuda em relação a Blaine, que havia sido baleado no ombro; o menino não corria risco de morte, mas precisava de cuidados de alguém que entendesse de primeiros socorros. Depois que a senhora chegou a primeira coisa que o menino pediu surpreendeu o grupo...quero ver Kurt!! Automaticamente Quinn usou aquilo como desculpa e ligou para Rachel, que atendeu ao segundo toque.

– Desculpa ligar assim, mas preciso falar com o Kurt meio urgente, e queria o telefone dele. Disse Quinn, sem entrar em detalhes.

– Está tudo bem? O que aconteceu que precisa falar com o Kurt? Aconteceu alguma coisa com você ou com os meninos? E o Blaine, porque não ligou ou te deu o telefone dele? Fala alguma coisa Quinn!! gritou Rachel quase deixando Quinn surda do outro lado da linha.

– Se você me deixar falar eu explico Rachel, então escute! Acabamos enfrentando a gangue dos Cabeças e Blaine foi ferido; não foi nada muito grave, mas pediu que ligasse para Kurt e pedisse que ele viesse até o São Jorge. Conseguimos expulsar todos eles daqui, e a parte mais fantástica foi que conseguimos não envolver a comunidade na guerra. Falou Quinn, cheia de orgulho de ter cumprido o que prometera a Santana, que era proteger os meninos e o São Jorge.

– Graças a Deus Quinn, você não sabe como eu rezei por você e por todos da nossa comunidade. Deixa eu ligar para o Kurt e explicar a ele o que aconteceu; sei que vai surtar, por isso prefiro eu mesma dar a notícia. Disse Rachel, sem perceber que tinha falado do São Jorge como se também já fizesse parte de lá, com carinho pela comunidade e pelos seus moradores.

Em menos de uma hora não só Kurt, mas todo o bonde das patricinhas já estava no alto do morro. Kurt ligou para Mercedes, Rachel ligou para Brittany e no fim todos estavam na casa de Quinn, que contava como tudo aconteceu enquanto o “cover do Eminem” fazia carinhos em Blaine, que estava com um lado da parte superior do corpo imobilizado, depois que a mãe de Lauren conteve o sangramento e precisou fazer uma pequena incisão no ombro do garoto para retirar a bala.

Não muito longe dali, mais especificamente na comunidade da Jaqueira, morro que antes da invasão era uma das bases do grupo de Emily, a menina recebia os primeiros cuidados dados por sua mãe de santo e guia espiritual. Muito machucada, Emily precisou ser levada carregada por seus homens até a comunidade, que ainda era seu refúgio e ponto de segurança quando precisava se esconder da polícia ou de grupos rivais.

– Oh minha menina, quantas vezes eu vou precisar te dizer que você precisa parar com esses seus caprichos e loucuras? Antes mesmo dessa sua vontade de invadir o São Jorge eu te disse que a comunidade era forte e unida, que as chances de dar errado eram claras. Seus caprichos por causa da menina morena que eu vi em sonhos podem acabar te levando a morte Emily. Disse a mãe de santo, dando um banho de ervas na garota para que as feridas causadas pela surra dada por Quinn não deixasse dores e marcas no corpo da garota.

– Nada mais me importa mãe Clara. Pode demorar o tempo que for, e custar o que for preciso, mas eu vou até o inferno se for preciso para ter o que é meu e destruir quem ficar no meu caminho. Eu juro que vou fazer aquela loira filha da puta chorar e implorar para não morrer, vou tirar dela tudo que ela ama e só depois vou ter o prazer de matá-la da forma mais cruel possível. E a tal Brittany que também se cuide, a Santana não vai ser dela por muito tempo, pode apostar. Falava Emily, sem escutar uma só palavra que a senhora idosa lhe dirigia.

No alto do São Jorge a comunidade organizava de última hora uma grande festa, que iria acontecer a noite...a ordem era comemorar com muito pagode, funk e arrocha a expulsão do bonde dos Cabeças da comunidade, era o fim do medo e da violência generalizada.


Notas finais
PS 1:Como disse, capítulo duplo, mas não sei se consigo continuar escrevendo nos próximos dias pois devo entrar na fase mais crítica da quimio...bjs no coração meus amados!!
PS 2: Minha namo quer responder os reviews, mas eu disse que nãoooo!!!! Só eu respondoooo!!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk