Entre O Amor E A Guerra

35 Capítulo 35 - O mundo desconhecido


Notas iniciais
Boa noite pessoas do coração!! Neste capítulo tem uma figura nova aparecendo...digamos que ela poderá ser um rival de peso para nossa linda Britt. Não estava com muitas idéias por isso pensei nela...mas se vocês quiserem sugerir outra, ainda podemos mudar no próximo capítulo.
A única regra é...agora que Britt já perdeu o medo de Quinntana, precisa de uma rival a altura!! Espero a opinião de vocês!!

Terminou de amanhecer e Brittany e Quinn conversavam animadamente quando o resto do grupo acordou. Acharam estranha aquela interação toda entre as loiras, afinal na noite anterior tinham quase se bicado, mas deixaram para lá, afinal tinham um plano a por em prática...fazer Rachel e Brittany chegarem ao asfalto sãs e salvas. Logo levantaram e voltaram a caminhar, afinal não tinham tempo a perder. Era quase dez e meia da manhã quando chegaram bem próximos da região onde a invasão do Bonde dos Cabeças havia se consumado; era também bem próximo da casa da latina, assim como a casa de Kitty e Tina.

Um filme passou pela cabeça de Santana quando avistou de longe algumas casas conhecidas, a rua principal que levava até o quintal onde antes morava com a mãe e o sobrinho, as lembranças também da irmã, que morrera assassinada naquele local. Quinn e Finn perceberam a agonia na latina e logo se aproximaram e continuaram a caminhada ao lado da menina, que tinha algumas lágrimas no rosto. Um pouco a frente encontraram terra remexida, dando a entender que algo havia sido enterrado ali, assim como um corpo feminino já em adiantado estado de decomposição, o que fez com que Rachel vomitasse e o restante do grupo também quase passasse mal. Se a vida na favela tinha um lado quase mágico e fantasioso em relação ao poder que as armas e o tráfico exerciam, tinha também um ladro trágico e assustador – a forma banalizada como a morte era encarada e imposta aos traidores, assim como aqueles que não seguiam as regras das comunidades.

Quando já estavam bem próximos do fim da caminhada Catra Boladão acabou se soltando das mãos de Santana e correu por alguns metros, fazendo a latina correr um pouco a frente do grupo para pegar o cachorro. O grupo não se preocupou, visto que estavam distantes da parte povoada do morro, porém um problema se apresentava logo ali na frente, e eles sequer perceberam. Na correria Santana não se deu conta de que era atentamente observada, o que só percebeu quando sentiu passos na sua direção e uma arma de grosso calibre apontada para sua cabeça.

- Posso saber o que essa morena linda faz no meio desse mato às dez da manhã? Disse a estranha, que apontava uma escopeta na direção da cabeça da latina. Santana perdeu o fôlego, começou a suar instantaneamente e só depois de alguns segundos conseguiu responder.

- Desculpa, meu cachorro fugiu como você pode perceber, e eu corria justamente para não deixar ele se perder de mim. Falou em tom baixo, gaguejando e suando. Evitou em um primeiro momento olhar diretamente no rosto da mulher, em sinal de respeito e de subjugo, isso era normal no morro quando um grande traficante ou um sujeito mais ameaçador e matador passava; como não sabia de quem se tratava, fez questão de demonstrar a possívl importância da pessoa.

- Putz, então seu cachorro desceu a ribanceira rolando, correu horrores até chegar aqui gata? Eu quero um super cão desses, assim como uma gata linda como você. Como é mesmo o seu nome? Perguntou a garota, baixando a arma, colocando a mão no queixo de Santana e olhando dentro dos seus olhos.

- O nome dela é Santana, e ela está conosco. Respondeu Puck, chegando junto a situação e apontando sua arma na direção da garota, juntamente com Quinn, Finn e Blaine. Eram quatro contra um, pelo menos por enquanto estavam em vantagem. Precisavam sair logo dali antes que mais alguém chegasse para ajudar a tal garota.

Era uma menina esguia, cabelos ondulados até a altura da cintura, morena como Santana porém um pouco mais alta e mais masculina. Tinha um sorriso realmente lindo e sedutor, pelo menos aos olhos da latina, que mesmo assustada não deixou de observar a tatuagem da garota, um grande tribal colorido que começava no ombro e descia até a metade do braço. Ela olhava de forma audaciosa o grupo, mas recuou assim que os meninos apontaram as armas em sua direção.

- Desculpa não me apresentar. Meu nome é Emily e eu não sabia que essa era uma área de piquenique para adolescentes do São Jorge. Pensei que aqui era área de desova, esconderijo de armas e fugitivos, e não de meninas lindas como minha nova amiguinha chamada Santana. Disse a garota com um tom arrogante e um sorriso sarcástico no rosto.

- Desculpa Emily termos invadido essa área, tivemos que fugir de uma ação da polícia por aqui e precisamos chegar ao asfalto. Não queríamos te assustar ou invadir seu território, mas como você viu, nosso cachorro fugiu e a Santana teve que vir correndo atrás dele. Adoramos esse encontro nesse local super agradável e acolhedor, mas pedimos desculpas e se possível gostaríamos de continuar nosso percurso com a sua permissão. Falou Rachel sem uma única pausa, tentando não deixar a garota ter um campo de visão amplo em relação a Quinn, que poderia ser reconhecida pela garota, que parecia ser do grupo rival, do tal Bonde dos kbeças.

- Depois desse fuzilamento de palavras e da sua educação e sinceridade é claro que eu vou deixar vocês seguirem em frente, mesmo porque nesse momento estou em desvantagem em relação ao armamento e ao número de pessoas em que vocês estão. Adorei conhecê-los e adoraria mais ainda se pudesse ter mais contato com a sua amiga Santana. Nesse momento Emily olhou diretamente nos olhos da morena e deu uma leve piscada.

Brittany fuzilou a garota com os olhos e sentiu que voaria nela a qualquer momento, fato quê só não aconteceu pois Quinn percebeu e de leve segurou no braço da loira. Era muita petulância daquela garota aparecer do nada, no meio do mato, e ainda dar uma de “Dom Juan” da favela, cantando sua namorada. Perai, acorda Brittany, ela não é sua namorada!! Pensava a garota, ficando ainda mais irritada.

- Foi um prazer te conhecer também, e assim que essa pequena turbulência de nossas vidas passar prometo que dou umas voltas pelo lado de cá da favela, assim podemos nos conhecer melhor. Falou Santana, retribuindo a piscadinha que a menina havia lhe dado e jogando todo charme possível.

- Vou fazer questão de invadir o outro lado da favela só para te fazer minha primeira dama minha linda, anota isso no seu diário de princesa! E grava meu nome, tenho certeza que quando souber de fato quem eu sou vai querer me conhecer melhor gata. Falou Emily, dando alguns passos para trás e abrindo passagem para o grupo, que mais que rápido saiu dali.

Brittany assim que sentiu que já estavam bem distantes da garota petulante pegou pelo braço de Santana e foi categórica.

- Que porra é essa de conhecer melhor aquela garota toda escrota e masculina? Pensei que tínhamos alguma coisa especial Santana. Resmungou a loira, com tom de revolta na voz e com ciúmes saltando pelos poros.

- A única coisa que posso te dizer é que você pensou errado Brittany. Falou a latina soltando-se das mãos da loira e indo andar mais a frente com Rachel, que ria da situação. Parecia que realmente Brittany tinha arranjado um problemão...se chamava Emily e tinha quase 1.90 de altura.

- Perdeu playboy!! Agora vai comer o pão que o diabo amassou nas mãos da latina má! Falou Finn, sendo acompanhado por várias risadas de Puck e Blaine, que foram o resto do percurso zuando a patricinha.

Depois de um pouco mais de caminhada, muita palhaçada com a amizade de Santana e Rachel chamando-as de “Ratana” (uma mistura de Rachel mais Santana) o grupo se aproximou então do fim do percurso; era hora de se despedir de Rachel e Brittany, assim como torcer que conseguissem tirar a polícia do encalço do grupo. Mas como se despedir de pessoas, que mesmo com a pouca convivência, já tinham se tornado parte da vida do grupo?!

Notas finais
Para quem não conhece...
Emily = Pretty Little Liars = Shay Mitchell
http://www.youtube.com/watch?v=nHA8-Fmjb2A
Confissão...eu shippo Shaya!!! Ok, podem me matar...todo escritor tem um grande defeito!!!kkkkkkkkk