Entre O Amor E A Guerra

15 Capítulo 15 - O sol sempre vai nascer.


Notas iniciais
Capítulo extra, porque é Natal!! Bora fazer esses mundos se encontrarem de vez, e, por incrível que pareça, com o dedinho da Brittany. Agora as confusões entre Brittana, Faberry e cia. começam de vez, tudo começa a se atravessar. Espero que gostem!

O dia amanhecera lindo, e do alto da favela, na varanda de Quinn, Santana observava o amanhecer. Quase não dormiu pensando em Tina, em Kitty e nos amigos, que mesmo não sendo tão próximos arriscaram descer o morro para salvar a japonesinha. Poderia ter optado por ir embora para a casa onde a mãe e o sobrinho estavam, mas sentia que ali era o seu lugar, ao lado deles. A família estava bem e segura, ela precisava reconstruir sua vida ali onde nasceu e para onde os traria de volta assim que as coisas se acalmassem. Naquele momento era ali que ela precisava estar e ficaria, mesmo sabendo que eles não eram “muito corretos”.

Finn, que dormia por lá quase sempre, mesmo tendo casa e família, também já estava acordado, fazendo café e misto quente. Era o mais organizado da casa, e mesmo não morando lá tinha uma gaveta só sua, pois morcegava sempre que podia na casa dos amigos. Era de uma família de trambiqueiros – o pai era envolvido com desmanche de carros roubados, a mãe dava golpes no comércio com documentos falsos, e seu irmão mais novo estava preso em uma unidade de internação para adolescentes, pois cometera vários furtos. Finn era envolvido no crime desde muito cedo, quando passou uma fase da vida morando nas ruas da cidade. Cresceu sem muito amor e carinho familiar, embora fosse um dos meninos mais doces do grupo. Tinha em Puck e Quinn sua família, e os protegia com a própria vida se precisasse.

Tomaram café juntos e como Santana só entraria no trabalho às oito e meia, desceram o morro em direção ao hospital, pois Finn já estava angustiado por notícias da japinha. Chegando lá e, por sorte, encontraram a mãe de Lauren no fim do seu plantão noturno, e foi ela quem investigou dentro do hospital e trouxe notícias sobre Tina:

- Então meninos, pelo que pude ter de informações ela deu entrada aqui ontem à noite com uma forte hemorragia interna. Os médicos precisaram cessar essa hemorragia, para em seguida operá-la e tentar salvá-la.

- Ok dona Rita. Mas nos diga como ela está agora, estou agoniado e quase não dormi pensando nessa garota. Falou Finn, ansioso por notícias.

- Ela perdeu muito sangue, e como vocês sabem, não existem muitas pessoas que ajudam como doadores nos hospitais públicos do nosso país. Os médicos fizeram o que podiam, passaram horas operando ela e conseguiram estancar a hemorragia, mas ela ainda corre risco de vida e precisa de doação de sangue urgente. Nosso banco de sangue está quase zerado, e sugiro que vocês possam não só doar, mas também convencer seus amigos a doarem. Ela está na UTI e as próximas horas serão determinantes para a recuperação. Se você não tivesse trago ela ontem Santana, certamente não teria sobrevivido.

- Eu não fiz isso sozinha dona Rita, tanto Finn como o restante do grupo dele me ajudaram a trazer Tina até aqui. Vamos fazer de tudo para conseguir doadores e salvar não só Tina, mas ajudar o banco de sangue.

- Não sei o que está acontecendo para juntar esses meninos de grupos tão diferentes, mas espero que isso também toque o coração da minha filha Lauren, e que ela possa rever o caminho que escolheu para sua vida.

Finn respirou mais aliviado com as notícias, mas subiria imediatamente para convencer os amigos a doar sangue. Já Santana seguiu rumo ao trabalho, mesmo preocupada com Tina, precisava dar conta de manter seu emprego, pois era com ele que ajudaria sua família a ter uma nova casa, uma nova vida no São Jorge. Sabia que era um lugar discriminado, ainda tomado pela violência, mas também sabia que poderia transformar sua comunidade em um lugar cheio de vida, cheio de luta por dias melhores. Não deixaria seu bairro, não deixaria de acreditar na potência de vida que existia naquelas pessoas que viu crescer....era aquele bairro que ela escolheu para chamar de lar.

Chegando na Selecta Santana encontrou Madelaine. A recepcionista lhe desejou um bom dia, perguntou se a menina estava melhor e lhe deu um abraço apertado e acalentador. Era uma pessoa de fino trato e de confiança do dono da empresa, via-se que já estava meio esquecida, mas realizava seu trabalho com todo esmero e carinho. Conversavam sobre o trabalho quando Marcos chegou e as cumprimentou; parecia cansado e com olheiras, mas ainda assim tinha um sorriso no rosto.

- Ele parece cansado e preocupado Madelaine. Será que a bruxinha aprontou alguma com o pai? Falou Santana, realmente preocupada com o chefe.

- Esqueci de te falar, mas parece que ontem no fim da tarde uma das melhores amigas de Brittany sofreu um seqüestro, e até agora a menina não foi encontrada. O Sr Marcos gosta muito da menina, e está ajudando a polícia com informações, já que Rachel não tem família.

Santana logo se lembrou daquele nome. Era a menina simpática que lhe ajudou no elevador, e que posteriormente esteve com Quinn no shopping, naquele mal entendido que tinha deixado a loira tão mal humorada. Sentia que era uma boa pessoa, e se preocupou com o destino da menina; sabia que nessas histórias de seqüestro poucos eram os reféns que sobreviviam, por isso iria colocar a menina em suas orações, mesmo não a conhecendo direito sentia que era especial. Iria colocar Rachel e Tina em uma corrente de pensamentos positivos, eram pessoas um pouco distantes dela, mas desejava-lhes todo o bem que poderia. Mal sabia Santana que as histórias do seqüestro de Rachel e a situação delicada de Tina estavam totalmente interligadas por um fio tão tênue, que mal desconfiava que tudo fazia parte de uma narrativa só.

A manhã voou, e quando Santana viajava em seus pensamentos e afazeres do trabalho viu Brittany entrar pela porta de vidro da recepção. Seu sangue ferveu, o rosto foi tomado por um rubor momentâneo, e a latina se preparou para mais uma batalha, afinal a patricinha mala havia lhe declarado guerra no dia anterior. Brittany parecia abatida e com os olhos inchados, aparentava ter chorado. Santana logo se lembrou do sequestro da amiga da loira mala, e resolveu baixar um pouco a guarda.

- Bom dia. Vou ver meu pai por alguns minutos, e depois gostaria que você entrasse, pois quero conversar com você na sala dele. Falou Brittany, se direcionando a Santana.

Depois que a menina entrou Santana surtou. Imaginou que a loira má convenceria Marcos a mandá-la embora, que inventaria alguma história, criaria alguma situação e a colocaria em maus lençóis com o chefe. Os olhos se encheram de lágrimas, mas Madelaine tentou acalmá-la:

- Calma pequena Selena. Eu me entendo com o senhor Marcos, e se algo acontecer por causa daquela filha malcriada dele prometo te defender.

- Santana Madelaine, Santana! Mesmo errando meu nome sei que já tem um carinho grande por mim, assim como eu tenho por você. Mas essa garota recalcada vai tentar tirar o que conquistei de mais importante nos últimos dias, esse emprego.

- Calma pequena Selena. Tudo tem seu rumo certo, pode ter certeza. Nada acontece nessa vida sem um motivo, e a pequena loira malcriada não está toda irritada contigo a toa. Vamos esperar e não sofrer por antecipação Seleninha, você e ela ainda vão se entender. Vi essa menina crescer, e sei que, no fundo, bem no fundo, ela tem um bom coração.

- Só se for bem no fundo mesmo Madelaine, quase chegando ao Japão. Disse Santana, mais descontraída, esperando pelo próximo golpe da loira.

Lá no alto do morro Rachel Berry irritava Kitty com suas loucuras. Na hora do café perguntou se a garota não poderia lha servir leite de cabra, pois não tomava leite de vaca; depois queria que a loira lhe arranjasse algo para fazer, mas como não foi atendida começou a cantar músicas da Brodway, que só faziam Kitty ficar mais irritada. Para piorar ainda tinha a péssima mania de conversar sozinha, o que já estava quase enlouquecendo Kitty e Lauren. A verdade é que precisavam decidir logo o que fazer com a anã, se pediam um resgate ou se a matavam logo, afinal não poderiam mais soltá-la pois a mesma iria facilmente reconhecê-las se caso fossem presas.

Lá embaixo, na Selecta, se passaram quase meia hora, quando pelo telefone, Marcos pediu que Santana entrasse. Convidou-a para sentar na cadeira ao lado de Brittany, para iniciar o delicado assunto...

Notas finais
OBS: Meninas(os) recomendo que leiam alguma coisa sobre a história da cantora Selena Quintanilla Perez. Embora não seja uma história atual, assim como a grande maioria não deva conhecer as músicas dela, acho importante percebermos como fãs podem surtar e acabar com a carreira de seus ídolos. Vamos ter cuidado com nossas paixões, alguns fãs estão pegando pesado demais em relação ao elenco de Glee, especialmente com as coisas que tem mandado para o Chord. Eu sou fã Brittana forever, mas acho uma insanidade atacar Chord ou qualquer outro do elenco. bjs