Entre Irmãos

8 Sétimo Capítulo


Notas iniciais
Olá de novo *-* Vocês puderam notar que eu mudei a capa da história. Por que? Eu tentei fazer algo como uma capa de livro. Fiz isso com todas minhas histórias postadas e eu gostei do resultado. Mas enfim, falando sobre o que se trata: esse capitulo vai ser um pouco mais curto e diferente, porquê será sobre o passado do que o real momento da história. Espero que gostem e até a próxima semana.

Sétimo Capítulo — Voltando ao Passado

Eiko estava entediada, andando à passos lentos ao lado de Hide, que lustrava uma de suas espadas, sem olhar para frente. Azumi olhava fixamente o mapa próximo ao seu nariz, procurando a vila onde estaria seu próximo trabalho.

Hide era o único homem daquele pequeno grupo. Eles não se consideravam os vilões, muito menos os mocinhos. Eles trabalhavam para aquele que pagasse melhor, e naquele caso em especial deviam pegar os quatro ladrões da vila Grisalios que estavam causando um grande problema.

– Está longe demais? — Eiko perguntou enjoada de ver a mesma paisagem por mais de duas horas. Os três estavam andando desde quando o Sol havia nascido e as pernas da mais nova estavam começando a doer.

– Não... Quando esta floresta acabar veremos a entrada da vila — a maga loira guardou o mapa e esticou os braços acima da cabeça.

Eiko era maga d'água, controlando tudo que continha água. Hidetcka usava magia de reequipar, ou seja, ele podia usar qualquer tipo de armamento que quisesse ou pudesse. Entretanto, Azumi não continha nenhuma magia boa de ataque que pudesse machucar diretamente o adversário; ela era maga da ilusão, ou seja, sua magia causava ilusões no seu adversário enquanto os seus colegas de trabalho terminavam o serviço.

Tempo depois chegaram finalmente na vila Grisalios. Uma vila pouco movimentada e pacata, mas onde a maioria dos habitantes eram podres de ricos.

O silencio incomodou os ouvidos de Eiko, ao entrar na vila. Não conseguiu ouvir nenhum barulho, risadas, conversas, passos... Nada.

Continuaram a andar mais à dentro da vila e um barulho de explosão assustou os três mercenários, que se colocaram em posição de ataque.

A nuvem escura saiu de dentro de um estabelecimento e no meio dela quatro homens aos risos saíram com várias sacolas em mãos. Logo notaram que se tratava dos ladrões e com um movimento rápido Azumi criou uma ilusão na cabeça dos quatro homens.

Os ladrões congelaram no lugar e soltaram as sacolas, imoveis por causa da ilusão.

Hide em um piscar de olhos retirou todas as sacolas de perto dos ladrões e Eiko apagou o fogo que eles haviam iniciado. Devolveram os objetos roupados para o dono, que estava aos prantos em desespero.

Azumi então abaixou os braços, que estavam estendidos em direção aos bandidos e estalou o pescoço, retirando a ilusão da mente deles.

Os homens pararam de rir, confusos e procuraram as sacolas em suas mãos.

Hide estava parado à frente das pessoas inocentes, com um arco e flecha em mãos, preparado para atingir qualquer um que se movimentasse.

– O que está acontecendo aqui? Quem são vocês? — um dos ladrões gritou fechando o punho e dando um passo à frente, em direção à Eiko, que estava mais próxima deles.

Sem pensar muito Hidetcka disparou uma flecha no peito do homem, que caiu no chão imóvel e sem respirar. A Fullbuster não se assuntou com o ocorrido e estendeu uma das mãos em direção ao bandido mais próximo, que riu da cara da menina.

– O que ira fazer mocinha? Cuidado se não sua unha ira quebrar! — ele disse rindo. Eiko rangiu os dentes e fechou o punho que estava em direção ao homem de cabelos negros.

Ela odiava aquele tipo de pessoa. Nunca pode-se subestimar alguém que você não conhece. O homem continuou a rir quando viu o punho de Eiko fechado, porém parou ao sentir um liquido quente e viscoso sair de seu nariz.

Ele encostou os dedos no nariz e notou que havia sangue escorrendo. Ele arregalou os olhos e sentiu mais sangue escorrer de seu nariz, e agora de seus ouvidos e olhos.

– Patético — ela disse fazendo o homem desmaiar por estar sangrando tanto.

Sobraram dois, que saíram correndo, gritando por socorro. Não queriam acabar mortos iguais aos outros. Hide foi em direção à eles, agora segurando uma espada fina e comprida.

Com facilidade o rapaz cortou as pernas dos dois homens em um movimento rápido. Eles continuaram a gritar e chorar, mesmo no chão.

Eiko se aproximou dos homens e sussurrou um encantamento, que fez os dois homens desmaiarem. Com dificuldade levaram os quatro homens para a entrada da vila esperando a pessoa que havia feito o pedido aparecesse.

– Vocês devem ser Angel Tail, né!? — uma mulher gorducha e velha caminhou em direção aos três mercenários. Eiko sentiu uma pontada de nostalgia ao ver a velha, lembrando-se de sua antiga mestra.

– A senhora que fez o pedido? — Azumi perguntou cruzando os braços. A senhora sorriu e balançou a cabeça em concordância.

– Sou a prefeita da vila — ela disse sorrindo de um modo assustador. Ela havia contratado os mercenários para capturarem os ladrões, porém eles haviam matado eles – Vejo que não fizeram o que eu havia pedido...

Eiko engoliu em seco e olhou para o chão, onde os quatro bandidos estavam mortos. Os últimos haviam morrido por conta da hemorragia.

– Fizeram muito melhor — ela sorriu sadicamente e estendeu um grande saco para Hide, que o abriu para encarar o que havia dentro.

Muito dinheiro.

– Gostariam de uma xícara de chá? — ela mudou de personalidade, voltando a ser a gentil senhora do incio da conversa. Azumi engoliu em seco confusa e recusou o pedido dizendo que precisavam fazer outras coisas.

– Obrigada mais uma vez, Angel Tail — a senhora gritou, sobre os corpos dos falecidos bandidos, acenando para o trio de longe.

A Fullbuster abriu os olhos e encarou o teto, suspirando. Havia sonhado com um ocorrido de um anos atrás. Todos os detalhes, todas as falas e movimentos foram iguais aos reais.

Era comum Eiko ter esse tipo de sonho, que seguia lealmente a realidade. Então a cinzenta se sentou na cama e olhou ao redor. Apenas Azumi e Hide estavam no quarto.

Se levantou e foi à cozinha beber leite. Se sentou à mesa e pensou sobre a luta que havia tido com o próprio irmão naquele dia.

Amanhã, mesmo que não tivesse que lutar com Natsu arrumaria um jeito de mata-lo e acabar com aquela maldita missão.

Notas finais
Espero que tenham gostado, agora vocês realmente sabem quem eles tem de matar e mais um pouco sobre a história deles. Agora vou voltar para a cronologia do anime e o próximo capitulo será sobre a prova Pandemônio. Até a próxima semana