Entre Irmãos
9 Oitavo Capítulo
Notas iniciais
Oitavo Capítulo — Laxus vs Alexei
Apenas Hide e os outros dois membros estavam observando a luta que acontecia na arena. Laxus, um homem musculoso e grande apanhava de um outro que usava armadura. O ruivo olhava a luta com indiferença, porém quando notou que Azumi não estava mais ali, tão pouco Eiko, se preocupou, pensando que as meninas iriam tentar resolver as coisas sozinhas.
Entretanto Azumi, por ser maga da ilusão, conseguia ver através de qualquer tipo de magia, e ela sabia o que estava acontecendo realmente na arena. Sabia que os dois oponentes estavam apenas conversando. Aquilo intrigou a loira e ela sorrateiramente se aproximou da arena para ouvir a conversa que tanto lhe chamava a atenção.
Já Eiko andava pelos corredores em busca de algum general ou pessoa importante para lhe subornar. Ela precisava terminar aquela maldita missão, não aguentava mais observar nenhuma luta, muito menos lutar em uma.
Notou um homem de armadura andando em sua direção. Sua pele era mais escura que a dela e seus cabelos eram negros e espetados. Ele possuía uma barba estranha e um olhar sério que causou arrepios em Eiko.
Ela era uma matadora? Sim, porém, não deixava de ser uma garota de apenas dezesseis anos. Homens com aquele porte a intimidavam, mas não fazia com que ela não tentasse arrancar sua cabeça quando preciso.
— Senhorita, o que está fazendo? Não devia andar por aqui — a voz grave e rouca do homem fez Eiko franzir o cenho. Ninguém dizia à ela o que fazer. Se controlou, pois iria precisar da ajuda daquele homem.
— Estou procurando por Natsu, ele... Ele é meu namorado e nós brigamos – ela mentiu engolindo em seco torcendo para o homem não notar na falha em sua voz. Eiko nunca havia namorado, tão pouco desejaria ser namorada de Natsu.
— Ele deve estar junto ao seu grupo, senhorita, mas receio que não poderá vê-lo agora.
Eiko trincou os dentes e suspirou pesadamente. Ela precisava de Azumi para terminar o trabalho, caso a amiga estivesse com ela conseguiria enganar o homem e chamar a atenção de Natsu para fora da arena. O homem se afastou da Fullbuster pedindo desculpa e continuou seu trajeto.
A cinzenta continuou parada no corredor, tentando pensar rápido sobre o que fazer em relação à Natsu.
— Namorada de Natsu? – uma voz já ouvida antes fez com que o coração de Eiko acelerasse e ela quase causasse um acidente, pois por extinto manipulou a água de dentro de sua vasilha e formou uma lança direcionada à pessoa.
A água voltou a ficar liquida e caiu no chão quando Eiko notou quem era. Lyon, o rapaz de cabelos brancos que havia falado com Eiko dias atrás estava de braços cruzados e parado passos de distância da Fullbuster.
— Não lhe interessa – ela disse fazendo a água retornar para a vasilha e começando a andar, porém Lyon segurou fortemente seu braço, impedindo-a de continuar.
— O que você pensa estar fazendo? – ela rugiu olhando diretamente nos olhos do rapaz, que não se intimidou com o tom de voz de Eiko.
— Eu vou descobrir o que você pretende fazer – fora a única coisa que Lyon disse. Cada vez mais ele apertava mais os dedos no braço de Eiko. A aproximação dos dois corpos fazia com que ambos corações batessem mais rápido. A mistura de ódio e atração chamava a atenção de Eiko, que teve de controlar seus malditos hormônios e trincar os dentes, mais irritada.
— Você não gostaria de parar no hospital por falta de água no corpo, geladinho, então me solte agora – ela disse e o rapaz retirou sua mão do braço de Eiko, que continuou a andar, mas não antes de terminar o que dizia – E se descobrir, o que iria fazer? Você não teria coragem de me impedir.
~*~
Em uma biblioteca no centro da cidade, Levy foleava alguns livros. Ela estava à procura de pistas para saber quem realmente era Eiko Fullbuster, porém não havia achado absolutamente nada.
Não havia achado nada sobre nenhuma guilda existente chamada Angel Tail nos últimos cinquenta anos. Era como se aquela guilda não existisse e que Eiko não houvesse nascido.
Cada vez mais que ela lia, mais intrigada ficava. Era irritante não descobrir nada sobre Eiko. Precisava descobrir algo. Caso Gray estivesse certo, todos corriam grande perigo perto da Fullbuster e seus colegas.
Estava prestes a abandonar os livros e sair da biblioteca quando começou a folear um livro semi-novo sobre mercenários famosos e guildas mercenárias. Não havia achado nada que falasse especificamente de Eiko, porém no livro era citado uma guilda chamada Angel Tail composta de três integrantes sendo duas mulheres e um homem. Dizia também que aquela guilda era especialista em assassinatos que eram relatados como acidentes.
Levy dedilhou a mesa e fechou o livro tentando encaixar alguns fatos sobre tudo o que havia lido e visto. Ela precisava contar à Gray e Lucy o que descobriu, porém Gray estava na enfermaria graças à Eiko e Lucy estava nos jogos naquele momento.
Teria de esperar o anoitecer para conversar com Lucy e apenas quando o Fullbuster se recuperar poderiam tomar uma iniciativa.
~*~
Eiko sentia suas bochechas vermelhas e seus dedos gelados. O leve conflito que havia tido com Lyon a deixara nervosa e desorientada. Era estranho como aquele rapaz a deixava.
Pensou em desistir do plano e conversar com quem havia pedido aquela maldita façanha e voltar para casa. Sua cabeça começou a latejar de tanto pensar e finalmente tomou uma decisão sensível.
Ao entrar na enfermaria se deparou com seu irmão deitado com algumas ataduras na cabeça. Nenhum dos dois falaram nada, apenas se observaram e Eiko deixou que o sentimento de culpa lhe tomasse o coração por poucos minutos, até que o local foi invadido por mais três pessoas.
Erza, Lucy e Natsu entraram no local conversando animadamente. Seu amigo havia ganhado a batalha e a real identidade do homem mascarado fora desvendada, porém quando notaram a presença de Eiko na enfermaria se calaram.
— O que está fazendo aqui? – Lucy perguntou franzindo o cenho e cruzando os braços por debaixo dos grandes seios, fazendo-os saltarem. Eiko sentiu uma pontada de ciúmes do corpo de Lucy, pois ela não possuía seios tão fartos quanto os da loira.
— Apenas vim ver meu irmão, mas já estou de saída – ela respondeu suspirando e olhando rapidamente para Gray, que observava a cena calado.
Nenhum deles falou mais nada. Eiko notou que sua presença realmente incomodava os outros e começou a andar para se retirar. Porém, antes de finalmente sair da enfermaria ouviu a voz de seu irmão baixo o suficiente para notar dor nela:
— Você lutou muito bem, Ei-imoutochan.
Aquelas breves palavras fizeram com que a culpa que jazia no peito de Eiko se esvaísse e o restante do dia Eiko ficasse sorridente.
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