Entre Irmãos
13 Décimo Segundo Capítulo
Notas iniciais
Décimo Segundo Capítulo — Um novo Time
Eiko estava totalmente abismada com a tamanha crueldade de Minerva. Todos os amigos de Lucy se aproximaram e Wendy se aprontou para usar sua magia na maga celestial junto à Chelia.
As sobrancelhas da cinzenta estavam franzidas e seus punhos fechados. Minerva, então, saiu da esfera d’água com um enorme sorriso. Erza estava parada logo atrás de Eiko com o olhar assassino e vingativo.
— O que está olhando? – Minerva disse com escarnio encarando apenas Erza, como se Eiko não estivesse ali. A cinzenta teve de controlar seus próprios pensamentos para não atacar a mais velha ali mesmo – Eu perguntei o que vocês estão olhando. Eu agi conforme as regras da competição.
O cinismo de Minerva deixava Eiko mais irritada.
— Regras, é? – Erza deu um passo ficando logo ao lado da cinzenta. O semblante raivoso que Eiko emitia era assustador para aqueles que apenas observavam.
Aquela face tão escura e que transbordava ódio nunca fora vista até mesmo por Azumi e Hide, que observavam a situação apreensivos.
— Você quer dizer torturar uma oponente que já perdeu? – Erza perguntou séria, dando mais um passo para frente.
Minerva simplesmente riu com a pergunta o que fez Eiko sentir ainda mais ódio. Ela não sabia o porquê de fazer aquilo, mas gostava de sentir compaixão por alguém e proteger esta pessoa de alguém que lhe fizera mal.
— O público gostou, não!? – Minerva riu mais uma vez – Lucy devia ficar grata. Eu deixei ela ficar em segundo lugar; apesar da garota ser um pedaço de lixo inútil...
— O que!? – Natsu e Gray perguntaram raivosos. Gray, antes próximo de Lucy, agora estava ao lado de Eiko e ambos irmãos tão próximos emitiam juntos uma grande força de magia.
O restante dos magos da Sabertooth se colocaram na frente de Minerva, impedindo que qualquer um pudesse agredir a “dama”.
— O que é isso? – o locutor gritou ao ver os jovens se encararem com ódio e ânsia de vingança – Os dois times estão prestes a entrar em conflito?
— Mas a Eiko não é da Fairy Tail, então são três times, arigatou gozaimasu— o convido disse levantando um lembrete.
— Eles vão começar algo!? – o locutor disse fazendo a plateia ir ao delírio.
Eiko estava farta daquilo. Como as pessoas gostavam de ver outras sofrerem por motivos quaisquer e torcerem para que outras se machuquem até a morte? Eiko estava farta de ser como aquelas pessoas.
— Precisamos acalmar as coisas – o segundo locutor, o mais velho, disse em tom pensativo. Eiko não tirava os olhos do rapaz de cabelos pretos e capa igualmente preta. Ele mantinha sua expressão imutável como se aquilo tudo fosse ridículo para ele.
Um dos rapazes da Sabertooth deu um passo à frente e Natsu fez o mesmo, porém Erza colocou sua mão na frente do rosado impedindo que o mesmo continuasse a se movimentar para frente.
A ruiva então se colocou à frente dos companheiros e de Eiko e disse:
— Não me importa se vocês são o numero um da Fiore ou a mais forte, apenas direi uma coisa.
Todos da Sabertooth mantinham um sorriso de ironia nos rosto, menos o de cabelos negros, que encarava Eiko. Ele mantinha sua expressão de tédio enquanto a ruiva falava.
— Vocês transformaram a única guilda que não deveriam irritar em inimiga.
Então os guardas se aproximaram e obrigaram que ambas guildas, incluindo Eiko, se afastassem uma da outra e fossem para seus respectivos lugares, pois Lucy deveria ir para a enfermaria.
Eiko notou que todos da equipe de Lucy foram com ela até a enfermaria e a cinzenta fora para o observatório de sua guilda. Ignorou todas as perguntas irritantes de Azumi sobre como havia perdido e o porquê de não ter saído logo de lá.
Logo o dia terminou e eles foram liberados. Eiko não havia visto nenhum dos integrantes da Fairy Tail nas arenas no final do dia e ela imaginava que todos deveriam estar na enfermaria.
— Vão na frente, preciso fazer uma coisa – disse para os companheiros. Eiko parou de andar no meio do corredor enquanto os outros quatro andavam. Hide assentiu e segurou o ombro de Azumi para que ela continuasse a andar, mesmo relutantemente.
Respirando fundo, Eiko fora até a enfermaria onde Lucy estava, porém ouviu a voz de Makarov, o mestre da guilda Fairy Tail, e recuou um paço. Não iria entrar no lugar com o grande Makarov presente.
— Os administradores me disseram que os dois times precisam se combinar – Eiko conseguiu ouvir a voz do mais velho por trás da porta. Ela engoliu em seco e se encostou na parede ao lado da porta.
— O quê? – a voz de Natsu se fez presente e Eiko sentiu um arrepio na espinha. Logo em seguida ouviu a voz grossa de Laxus questionando o que o mais velho havia dito.
— Com a desqualificação da Raven Tail, o número total de times é 7 – ele explicou – O número ímpar não funciona quando precisam fazer as combinações para a parte de batalha. Portanto, ambos os times precisam se tornar um e precisamos decidir os cinco participantes.
Eles continuaram a falar e Eiko tentou não se concentrar no que os magos da Fairy Tail falavam. Ela apenas queria saber como Lucy estava e talvez conversar com Gray um pouco. Em determinados momentos realmente não ouvia o que eles estavam falando por trás da porta, em outros momentos ignorava suas vozes e quando não fazia aquilo, tentava se concentrar em outra coisa.
Eiko suspirou e se cansou de esperar. Não iriam sair daquela enfermaria tão cedo então resolveu ir para casa.
À caminho da pousada pensou em todas as decisões que havia tomado e que iria sair da guilda no dia seguinte. Já havia de decidido que não ficaria nenhum dia a mais sendo uma mercenária!
Ao chegar na pousada, Azumi e Hide estavam sentados em poltronas diferentes, viradas para porta como se esperassem pela chegada de Eiko.
O ambiente estava escuro a não ser pela luz que vinha de fora da casa. Eiko franziu o cenho e fechou a porta ao ver os amigos a encararem.
— Eu queria falar com vocês – aproveitou que ambos estavam ali.
— Nós também – Azumi disse séria.
Eiko permaneceu com seu cenho franzido e cruzou os braços. Pensou em deixa-los falar primeiramente, porém eles insistiram em deixa-la falar antes.
— Eu vou sair da guilda – ela disse séria e descruzando os braços – Eu não quero mais ser mercenária, eu não quero continuar a matar pessoas porque me pedem.
Hide e Azumi se entreolharam e se levantaram ao mesmo tempo da poltrona.
— Nós suspeitamos disso. Você estava muito estranha Eiko, mas receio em dizer que você não vai nos abandonar no meio de uma missão tão grande quanto essa – Hide disse começando a andar em direção à Eiko.
A cinzenta notou que ambos os colegas estavam mais sérios que o comum e ambos andavam em sincronia em direção à ela. Sentiu um arrepio na espinha e pensou em sair correndo da pousada onde estava dormindo, porém era tarde demais.
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