Entre Irmãos
14 Décimo Terceiro Capítulo
Notas iniciais
Décimo Terceiro Capítulo — Barão Sukero
Um homem alto e magricela andava de um lado para o outro de seu escritório. Suas mãos cobertas pela luva de couro avermelhado estavam atrás de seu corpo. Seus cabelos mediamente longos e brancos caiam sobre seus olhos arregalados e ansiosos.
Barão Sukeru*, como gostava de ser chamado, esperava pelos seus novos lacaios chegarem em seus esplendido castelo.
Aquele homem era excêntrico e idealista, achando que sua morada era um castelo real e que um dia seria nomeado Rei de Fiore.
– Sumimasen, Barão – uma mulher pequena e gorducha entrou no escritório e tampou a respiração. Aquele ambiente sempre teve cheiro de enxofre, e não agradava o olfato de ninguém a não ser ele mesmo – os mercenários chegaram.
A mulher estava de cabeça baixa e olhos fechados. Sukeru pediu para que eles entrassem e como ordenado a mulher encaminhou os três mercenários até o escritório de seu chefe.
– Kangei – o barão disse de costas para os mercenários. Ele contemplava a estranha ruptura que havia logo atrás de sua janela; uma floresta morria para um deserto nascer logo em sua frente – Podem se sentar.
Duas mulheres e um homem estavam de pé próximos a porta do escritório. Assim que Sukeru se virou para encarar os mercenários arqueou uma das sobrancelhas. Eles não eram caricaturas de seu trabalho. O homem, de cabelos vermelhos sangue e magricela não parecia ter força suficiente para arrastar a cadeira a sua frente. Já as outras duas mulheres, mais pareciam crianças, angelicais e dóceis demais para poderem matar se quer uma mosca.
– Vocês são a famosa Angel Tail? – ele perguntou cuspindo as palavras. Era normal uma reação daquele tipo. Estavam acostumados a serem julgados inicialmente para serem aplaudidos depois pelo ótimo trabalho que fariam – Esperava algo mais... Diferente.
Ele começou a rir. Os três mercenários estavam sérios e rígidos. Tentavam não respirar o máximo possível graças ao cheiro insuportável que aquele cômodo tinha.
– Bem... Não me importo se vocês são assim – ele pausou a fala para olhar os três jovens e analisou-os mais uma vez – Ou não. Vou lhes contar uma história bem interessante...
“Certo dia um jovenzinho rapaz, belo e esbelto, estava caminhando por uma floresta atrás de madeira para aquecer a lareira de sua casa. Ele estava distraído o suficiente para não notar que estava indo cada vez mais para dentro da floresta até que desembocou em um deserto arenoso e quente. Tão quente que o solo parecia lava pura.
Esse jovem então se preparou para voltar para a floresta e então ir para casa, porém viu então nos céus o animal mais belo e imponente de todo o mundo. Um dragão vermelho, tão grande quanto qualquer casa que vocês conseguem imaginar voava sobre a cabeça dele.
Encantado com a magnificência do animal tentou correr atrás do dragão, porém ele era rápido demais para perninhas magrelas iguais aos do rapaz. Então desapontado consigo mesmo foi para casa e dedicou todo o restante de sua juventude em saber mais sobre dragões em especial aquele dragão vermelho e tão imponente.
Igneel, era o nome daquele dragão e o jovem descobriu ainda que crianças foram criadas por dragões e aprenderam a magia tão bela daqueles animais. “
Os olhos do barão brilhavam sobriamente. Os três mercenários permaneciam com o semblante sério e entediado, mesmo que um deles estivesse interessado na história.
Então Sukeru saiu de trás da mesa onde estava antes e foi até a garota de cabelos cinzentos que estava ao centro do trio. Ele encarou profundamente os olhos escuros da mercenária e sorriu.
– Quero que vocês capturem um filho de dragão, um Dragon Slayer... Porém não é qualquer um – ele endireitou a coluna e dessa vez olhou para os três mercenários – Quero que me tragam o filho de Igneel, Natsu Dragneel.
Hide perguntou sobre o pagamento e o mais velho esclareceu todos os detalhes pendentes para os mercenários. Aparentemente era um trabalho fácil, deveriam trazer um Dragon Slayer para o Barão Sukeru, porém o mago deveria estar morto de acordo com o próprio barão.
Sem mais delongas dispensou o trio e pediu para seus empregados o deixar sozinho. Ele iria finalmente ter o grande poder de um Dragon Slayer, mas para isso precisaria se alimentar da carne de um filho de dragão.
~*~
Eiko, Azumi e Hide estavam no observatório, logo atrás deles Dunn e Charry. Iria se iniciar a batalha de dupla da Lamia Scale contra a Mermaid Heel.
O locutor apresentava as duplas enquanto as mesmas entravam na arena. Lyon olhou diretamente para Eiko quando entrou no lugar e sentiu uma pontada no peito. Desviou rapidamente o olhar da garota, porém a mesma não estavam ao menos olhando para ele. Ela olhava para algum ponto distante, assim como Dunn e Charrya, que pareciam dispersos do que acontecia na arena.
Azumi notou que havia apenas uma equipe da Fairy Tail naquele dia e sorriu vitoriosa ao notar que Natsu ainda estava nela. Erza, Gajeel, Laxus, Natsu e Gray eram o novo time Fairy Tail e a única coisa que se passou na mente de Azumi fora como poderia usar aquele grupo a seu favor para matar Natsu.
Após aquela luta iria acontecer a luta entre Sabertooth e Fairy Tail tão esperada pelo público. Várias ideias passavam pela mente de Azumi e então finalmente conseguiu pensar em algo que poderia dar certo.
Chamou Hide para perto e cochichou em seu ouvido. Eles iriam produzir uma ilusão assim como a Raven Tail produziu para atacar Laxus. Porém dessa vez precisariam de muito mais poder e força. Iriam atacar os dois Dragon Slayers e os matariam caso fosse preciso.
Hide olhou de soslaio para Eiko, que mantinha a expressão imutável de tédio e desanimo. Uma ideia ainda mais cruel passou em sua mente, porém guardou para si.
Depois daquela missão iria matar Eiko, pois não aceitaria que ninguém saísse de sua equipe se não fosse morrendo.
Então a luta se iniciou e os cinco participantes da Angel Tail se calaram e encararam para a arena com um olhar superior. Entediados e ansiando pela próxima batalha.
Inicialmente estava tão chato quanto qualquer luta poderia estar, porém a partir do momento que a Mermaid Heel começou a ganhar vantagem Azumi se inclinou para o parapeito para observar melhor a luta.
Eiko olhava Lyon perder de lavada para apenas uma garota com desprezo e ânsia de vômito, como se nada daquilo lhe interessasse.
Lyon conseguiu virar o jogo, fazendo com que Millianna parasse de atacar diretamente. Vastia olhou rapidamente para Eiko, que parecia entediada, de braços cruzados e sentada no banco longe do parapeito.
Novamente sentiu uma pontada em seu peito e suspirou, voltando sua atenção para a arena.
Lyon conseguiu tirar Millianna da batalha, restando apenas Kagura. E então a batalha começou a ficar ainda mais animada. Azumi parecia se deliciar com a força feminina que aquela mulher emitia.
Charry, Dunn e Eiko aos poucos começaram a perder forma, porém rapidamente fora recuperada, pois Hide cutucou a costela da loira, fazendo-a se concentrar em sua magia.
Fale com o autor