Entre Dois Mundos
1 O inicio de tudo
Notas iniciais
Uma boa leitura.
Desculpe-me se houver erro de ortografia.
Caminhando vou para casa, passando pelas folhas secas, por árvore peladas, que aparentavam tristes, como o dia nublado, do céu inglês. Pensando na vida eu vou, o tempo passava tão rápido, que por mim chegava em casa em 1 minuto. O dia nao havia sido muito diferente, as pessoas continuavam a me olhar com cara de nojo como se fosse o nada, mais uma pessoa insignificante no mundo. Aquilo doía, queria poder ser mais social, mas era difícil quando todos já te conhecem e e complicado recomeçar, como dizem muitas musicas. Sempre sonhei desde pequena em ser famosa, que todos me amassem, como nos livros onde a mais patética tem um papel muito importante na historia, porem nunca serei uma delas,tenho fama de ser xereta e irritante graças a Maya, a garota mais cobiçada de toda escola. Tenho de me mudar de cidade, pais , mudar de nome porque aquela piranha conhece quase a todos no mundo, amiga de Harry Styles, mas uma menina de muitos talentos, fala fluente 12 línguas e um pouco de latim e toca 12 instrumentos, incluindo uns brasileiros. O que e uma droga ele so falta declarar ao mundo que a ama e ela do jeito que e finge que nada acontece, tenho nojo, pois ela o faz sofrer, chorar noites e mais noites posso ouvi-lo porque moro na mansão ao lado. Meu pai e um grande empresário, não temos uma relação muito boa, ele a cada ano tem uma esposa diferente, nunca para em casa, sempre a viagens de negócios que preenchem seu ano todo. Fui criada por Roseline, minha baba que não a troco por nada. Ela já deve ter uns 50 anos, nunca questionei isto a ela. Cabelos negros como a noite, fios brancos vinham de forma lenta. Olhos castanhos, tão escuros quanto o breu, cheios de bolsas negras abaixo dos olhos por noites mal dormidas. Nunca gostei de minha casa, era muito grande, e sempre tão vazia, sem minha mãe em volta minha vida era cinza, sem cores. Era difícil seguir adiante quando não se possui uma mãe desde os 5 anos, Roseline não deixava aquele local ficar vazio, porem todas as tardes ela ia as 5h para casa cuidar de seu filho, já com 10 anos. Agora com 16 anos, eu praticamente não a vejo mais, volto para casa as 16h e 30min, isto e, temos apenas meia hora para nos comunicarmos.
Ia me esquecendo, chamo-me Lucinda (odeio o tal nome), pode nomear-me de Lucy apenas, cabelos negros, batendo na cintura, são lisos. Minha pele e branca quanto a neve, olhos cor de avela, boca como o sangue e sou igualmente magra, sou meio sem sal, muito clara. As pessoas pensam que sou sensível, que posso quebrar a qualquer momento, sou o oposto, grossa como casca de arvore e gosto disso, pois tenho de ser forte e destemida ou entao sofrerei para o resto de minha eternidade.
Caminho ate a frente de minha casa, mas antes de entrar o observo como faço todos os dias, atiro meu material no chão e saio correndo por toda extensão de grama de minha casa, ate chegar a pequena cerca que separa nossas casas. Escalo a arvore que da vista para seu quarto, sempre tão bagunçado como o meu. Esta foi uma das primeiras vezes que o vejo atirado na cama lendo um livro. Parecia descansado, como se viajasse para outro mundo, o dos sonhos onde todos no final saem felizes, o oposto de minha vida fútil, nem um pouco feliz, este era o momento tão esperado do dia, subir naquela arvore e observa-lo, poderia passar anos parada ali, sem movimentar um segundo, e ele so ficar imóvel como se o tempo congelasse, mas não, começava a escurecer, nunca gostei da noite, escura como uma venda em nossos olhos, botando pedras no caminho, sem poder encherga-las. Porem antes de tudo ele levantou a cabeça e me enxergou, não sei o que me deu na cuca, mas me atirei ao chão, batendo com tudo a cabeça. Fiquei assim por uma hora quase acho porque quando adentrei em casa Rose nao estava mais la.
A casa estava livre para mim. Hoje estava determinada a explora-la. Era gigante! Cômodos que eu não tinha nem idéia que tinham existência. Passei pelo meu quarto para deixa-los la, os atirei na minha cama, mas quando saia rapidamente notei que la havia uma folha com garranchos que eram quase impossíveis de entender:
"Hoje me encontro na porta estranha
Na que ninguém nunca teria coragem de adentrar.
Exeto por voce.
Que ate hoje se demonstrou forte.
Passando por todos os obstáculos que coloquei na sua vida.
Tua vida e um jogo sem fim.
e hoje as oito da noite sera iniciado.
Espero que tenha se preparado, pois a partir daqui as coisas so pioram."
Quando li tal bilhete, me fingi de desentendida. Nunca consegui interpretar os textos que a professora passava, sempre com notas baixas. Não os entendia eram confusos. Fiquei com um medo tremendo de andar por aquela casa sozinha, me sentia espionada por todos, como um ratinho de laboratório. Mas criei forcas, como dizia naquele bilhete " a partir daqui as coisas so pioram" entao porque não, ne?
Fui a cozinha, comi uma fatia de pao, e me preparei para a guerra, subir sete andares de escada nao era facil. Passei por todas as portas, ate chegar a que mais me intrigava. Feita de madeira de demolição era decorada por círculos artísticos, ela era uma das únicas que nunca que nunca abri. Observei-a por um momento. E resolvi abri-la. A trinca girou com uma certa dificuldade, quando abri a porta começou a ranger. O medo começou a subir por meu corpo, tremelicava dos pés a cabeça. Quando a abri por completo vi coisas que nao queria ter visto...
Notas finais
Beijos minhas pequenas inexistentes.
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