Notas iniciais
Olá meus queridos leitores do Nyah. Ufa, enfim consegui postar o capítulo! Sei que demorei mas estava em crise criativa sem conseguir escrever nada, odeio quando isso acontece! Somado a esse calor quase infernal que tem feito estava difícil pensar. O número de pessoas que liam sem comentar e agora comentam tem aumentado e isso me deixa feliz, obrigada. Se você gosta dessa fic e percebe que ela demora a ser atualizada pense que a autora pode estar sem nenhuma motivação e ajude postando um comentário dizendo porque gosta desta fic. Isso ajuda muito, acredite! Nada de fantasmas! Ajude esta fic a crescer: comente, favorite e recomende para que mais pessoas possam conhecê-la. Se encontrarem erros de ortografia ou digitação me avisem porque para variar eu escrevi com pressa. Vou expressar minha vontade de bater em vocês porque fiz um desenho lindo e ainda o colori para servir de abertura do capítulo passado e ninguém disse nadinha ¬¬ Seus malvados! Deu trabalho, sabia? Eu sei que não sou profissional, mas também não estava tão ruim, vai? Rs pois vocês que saíram perdendo porque não vou postar as cenas lemon que eu fiz u_ú E eu desenho lemon tão bem quanto escrevo porque adoooro lemon! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Leiam as notas finais porque os nomes sugeridos estão todos lá. Não é para sair sem ler, ok? Boa leitura!

-... Eu estou mesmo... Grávido? – piscava algumas vezes, ainda confuso enquanto mirava o teto branco. Estava deitado sobre um leito do consultório do hospital enquanto Shizune fazia um exame de inspeção, para confirmar que ele já estava bem o suficiente para ser liberado.

Mantinha-se em alguma espécie de estado de choque, seus olhos estavam foscos, a mente aérea, como se aquela realidade não lhe pertencesse.

— Está sim. As dores, os enjôos e sangramentos são fruto de sua gestação de pouco mais de um mês. Precisa se cuidar mais daqui em diante.

Naruto quase não podia acreditar. Bateu a cabeça de volta no travesseiro piscando vagarosamente, tentando assimilar os fatos, enquanto deixava a médica examinar sua barriga.

—... Eu não posso acreditar nisso... Eu nunca sequer percebi que era compatível.

— É impossível saber a menos que se faça um exame detalhado e longo, como o que você fez a pedido de sua noiva durante o check up. É uma condição de certa forma rara.

Ele suspirou pesaroso, negando-se a acreditar que tal coisa estava mesmo acontecendo com ele. Desejava ardentemente que fosse apenas um sonho ruim, e que pudesse despertar o quanto antes.

Entretanto a realidade o puxava de volta. Estava mesmo esperando um filho de Sasuke, não tinha mais volta.

—... E o que vai acontecer? Essa criança... Ela terá espaço para crescer dentro de mim?

— Bem, o invólucro que está alojado em seu abdômen fará alguma pressão sobre seus órgãos internos, por esse motivo a gravidez masculina é considerada de risco, mas muitas mulheres já tiveram gravidez bem sucedida fora do útero. Você não poderá ter nenhum tipo de esforço físico extremo, emoção forte ou estresse de nenhuma maneira. Qualquer sinal estranho, corrimento ou sangramento deve ser um motivo para vir imediatamente ao médico. Se seguir as orientações não terá grandes problemas.

As lágrimas quentes desciam pelo rosto e escorriam pelos lados da cabeça, indo parar no lençol branco. Odiava hospitais, mais ainda estando em tal situação.

Perguntava-se mentalmente como contaria aos seus pais e a desilusão que causaria neles. Em breve todos descobririam e estava temeroso pela reação das pessoas. Imagine só: um homem grávido!

E como Sakura reagiria? Ela ainda estava tentando bravamente reatar seu compromisso e insistia em remarcar o casamento.

O rapaz estremeceu quando constatou algo óbvio.

O que teria acontecido se tivesse mesmo se casado? Provavelmente descobriria estar grávido pouco depois da lua de mel, e só de pensar era aterrorizante.

E quanto a Sasuke? Ele ficaria chocado, sem dúvidas. Com certeza jamais esperaria ser pai, ainda mais daquela maneira.

As palavras que ouviu dele ecoavam em sua cabeça, machucando o coração já fragilizado.

“...Eu odiaria ter essa criança. Nunca tive intenção alguma de ser pai do filho de Karin. Eu seria terrível. Não tive amor algum em minha criação, jamais saberia como me portar. A última coisa que iria querer agora é um bebê para me encher com mais problemas.”

Sasuke obviamente não desejava um filho, o que significava que não podia mais ficar com ele. O destino parecia mesmo disposto a separá-los.

Sentiu a médica pressionar com força um ponto próximo ao baixo ventre e gemeu de dor, respirando com dificuldade enquanto a pontada de dor desaparecia aos poucos.

—... Por que meu corpo nasceu assim? – fitava o teto branco — Isso por acaso é genético?

— Na maioria dos casos sim, significa que em sua família deve haver algum homem compatível, talvez o seu pai. Não existe causa certa, mas a ciência compreende que as mulheres estão tendo menos filhos do que antes, seja por opção ou por problemas de fertilidade. Isso fez com que a própria espécie humana mutasse a ponto de poder perpetuar mesmo através dos homens. Não se sinta uma aberração ou algo do tipo. Seu corpo nasceu assim e está apenas fazendo o que foi feito para fazer.

Ele fechou os olhos e suspirou longamente.

—... Eu já tive relações com outros homens antes, mas jamais engravidei ou tive esse tipo de sintomas. Por que só agora?

— É provável que só tenha entrado em período fértil agora.

Aquela conversa toda, tantas explicações estavam deixando o rapaz péssimo. Precisava sair dali, respirar ar fresco e tentar assimilar aquela realidade terrível.

Precisava aceitar que estava gerando uma vida dentro dele, que em poucos meses uma criança começaria a crescer em seu ventre e que o processo até dar à luz seria rígido e complicado. Precisava assimilar também que estava sozinho, pois Sasuke não o apoiaria, talvez até mesmo o abandonasse...

E pensar que todo aquele problema poderia ser evitado se soubesse que era compatível, se tivesse se prevenido.

Aliás, nem deveria ter começado aquela história absurda!

Essa era a punição que os céus lhe deram por trair sua noiva, por estragar seus sonhos, ao invés de ser sincero com ela desde o princípio.

Fazendo as contas era óbvio que o início de sua gestação batia exatamente com a primeira vez que tivera com o moreno, no dia de sua festa de noivado. Isso significava que logo em sua primeira noite de amor com Sasuke havia engravidado, mas só agora se dera conta. Estava surpreso por haver demorado tanto a perceber.

Céus, o que faria? Tinha 23 anos, concluiu a faculdade há pouco tempo, mal conseguia pagar as contas sozinho e ainda tinha todo o trauma de seu fatídico casamento. Uma gravidez logo agora arruinaria tudo.

Que problema foi arranjar!

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— Você não pode desistir e deixar as coisas assim! – ralhou, irritada.

Sakura virou o rosto para o lado, emburrada ao ser repreendida pela mãe.

— E o que espera que eu faça? Aquele imbecil terminou comigo!

— Sakura, você está ficando velha! Pare de dar desgosto à sua mãe! Case-se de uma vez e tenha filhos! É isso o que uma mulher de verdade deve fazer com sua vida!

— Eu estava me casando, caso não tenha percebido! Mas a droga do Naruto depois de acordar do desmaio não quis mais nada comigo!

— Então insista! Você já o conquistou uma vez e pode fazê-lo de novo. Ou vai mesmo deixar como está? Olhe o quão longe vocês já chegaram para simplesmente desistir de tudo! Quer deixar seu noivo para outra pessoa?

A garota desdenhou.

— Ah, por favor! E quem vai querer o Naruto além de mim?

— Pois você deveria se cuidar filha. Não acha suspeito ele ter desistido do casamento depois do seu antigo chefe invadir a cerimônia e arruinar tudo?

— Sasuke não tem nada a ver com o Naruto. Aposto que ele estava apenas se vingando de mim – murmurou, ressentida. A invasão do Uchiha a fazia se sentir péssima. Quando ele apareceu, desejou com todas as forças que se declarasse e a pedisse em casamento. Mas o inverso aconteceu, Sasuke parecia fascinado pelo noivo, e isso já fazia algum tempo. De onde vinha tanta obsessão isso ela não sabia explicar, mas havia algo estranho entre eles.

A mulher parecia desconsolada.

— Seja como for, Naruto não desistiria a menos que tivesse se interessado por outra pessoa. Descubra quem é e elimine-a! Sua felicidade depende de você manter seu noivo convicto de que precisa de você, que nunca poderá ser feliz se não estiver ao seu lado!

—... Acho que tem razão, mamãe. Não vou desistir de ter uma vida confortável. Naruto pode ter tido uma aventura passageira, mas o que tem comigo é muito mais intenso e duradouro. Estávamos prestes a nos casar e não vou desistir dele.

Estava convicta que conseguiria recuperar o amor do noivo. Somente quando terminaram é que percebeu que não seria capaz de seguir adiante sem ele. O que sentia ao certo por Naruto ela não era capaz de descrever. Soava como uma afeição muito grande, como uma comodidade, por já estarem juntos há algum tempo. Naruto era prestativo, sempre a ajudava, lhe comprava tudo que mais precisava, estava lá quando ela sentia medo de alguma coisa, pagava as contas...

Não poderia mais viver sem isso. Já havia se acostumado a tê-lo sempre por perto.

Talvez devesse insistir um pouco mais. Claro que casar com ele jamais seria como o futuro que sonhava com o moreno de seus sonhos. Mas já valia à pena. E iniciar um novo relacionamento estava completamente fora de cogitação! Naruto podia ser molóide, pobre, ruim de cama e atrapalhado, mas ainda era a melhor opção que tinha no momento.

—-

O calor nunca o havia incomodado antes, mas ultimamente sentia-se fraco e cansado. Agradeceu por estar no ar condicionado ligado no máximo. Estava em um restaurante de uma avenida próxima ao trabalho, por pressão de Sasuke, que insistiu em levá-lo para almoçar. Acabou aceitando porque achava difícil recusar.

Pediu como entrada uma salada caesar com alguns croûtons e uma água com gás com uma rodela de limão. Não que comesse isso com frequência, pelo contrário. Ao menos era leve e certamente não faria seu estômago reclamar.

Sasuke olhava a comida dele com total estranhamento. Onde estavam as famosas comidas gordurosas e cheias de tempero forte que ele normalmente pedia?

—... E não era você quem detestava salada? — arqueou a sobrancelha.

— Ah bem... Sempre é hora de mudar! – riu, nervoso.

Sasuke ainda estranhou, mas tornou a comer distraidamente a entrada disposta em seu prato que, não importava como se olhasse, eram apenas variados tipos de tomates, cobertos com molho de tomate, acompanhados de um copo imenso de suco de polpa de tomate! Naruto sentiu asco imediato e precisou se concentrar em outra coisa para não vomitar.

— Você gosta mesmo dessa coisa? — indagou descrente. Como alguém era capaz de comer tanto tomate junto???

— Ajuda a abrir o apetite. É delicioso, você deveria provar.

— Oh não, muito obrigado! Essas coisas de pessoas ricas são pavorosas! Isso parece extrato de tomate com pedras gelo! – apontou o copo de suco com aspecto pavoroso diante de si.

— Bem, é mais saudável do que lámen, certamente.

Naruto não teve como argumentar, adorava lámen assim como Sasuke adorava tomates. Trocaria de bom grado aquele restaurante fresco pela praça de alimentação de algum shopping se pudesse. Mas precisava pensar mais em sua alimentação agora que seu estado era tão delicado. Sem falar que comidas pesadas estavam lhe causando muita azia ultimamente.

Girou somente as íris para observar o Uchiha que comia calmamente, com boas maneiras impecáveis. Era aflitivo olhar para o pai de seu filho, era estranho saber que o fruto da relação de ambos estava crescendo dentro dele. Sentia-se mais carente, com maior desejo de tê-lo por perto, mas por outro lado a ideia o apavorava. Se Sasuke o rejeitasse ele não saberia o que fazer.

O celular começou a tocar insistentemente e o Uchiha suspirou de cansaço.

— Me dê licença um momento, eu já volto – levantou-se educadamente da mesa e seguiu para o jardim do restaurante. Naruto roubou um dos tomates de seu prato mastigando e fazendo cara de asco em seguida. Sabia que era mesmo horrível, mas morreria de vontade se não provasse.

O tempo foi passando e o Uchiha não voltava à mesa. De onde estava, Naruto não conseguia vê-lo. Terminou de comer, pediu a sobremesa e ele ainda não havia voltado. Olhou no relógio percebendo que logo teria de voltar ao trabalho, pois seu horário de almoço estava terminando.

Quando já pensava em ir atrás dele o viu caminhando em direção à mesa. Parecia muito pálido. Sentou-se de uma vez, extremamente irritado e atordoado. Naruto se surpreendeu.

— Sasuke, você está bem?

Ele ergueu calmamente os olhos, mas estes brilhavam de fúria e tormento. Naruto nunca o vira esboçar tal expressão antes. Sasuke era sempre tão calmo, tão comedido.

— Acabam de me ligar do hospital.

O Uzumaki imediatamente sentiu uma pontada de dor no estômago.

Oh céus, seria...?

— É sobre o Itachi? O que aconteceu com ele?

—... Disseram que o estado dele vem piorando significativamente. Ao que parece ele não pode mais sobreviver sem ajuda dos aparelhos e isso é tudo que o está mantendo vivo. Não parece existir nenhuma possibilidade de melhora... – mirou o rapaz loiro no fundo dos olhos, e era claro o quanto aquele assunto mexia com ele -... Entraram em contato para pedir a permissão da família para desligar os aparelhos.

Naruto arregalou os olhos de pavor. Não sabia o que dizer, não sabia o que fazer. Nem podia imaginar o tamanho da dor que ele devia estar sentindo.

Mas não podem fazer isso! Itachi ainda pode acordar, eu sinto que ele pode nos ouvir, que está lutando para se curar!

— Sei disso, mas não creio que essa ligação tenha sido mero acaso, nem tampouco que estejam dizendo a verdade sobre o estado de saúde dele – baixou as sobrancelhas, incomodado – Karin certamente contou ao patriarca sobre nós dois. É típico do clã usar Itachi para me pressionar. Estão desesperados, querem de qualquer modo que eu cumpra a cláusula que me obriga a dar um filho à Karin. Não vão abrir mão desse investimento.

Naruto se encolheu na cadeira, odiava ter que tratar daquele assunto. Detestava ter de se lembrar que estava atrapalhando a vida de Sasuke, roubando o sonho de maternidade de Karin, dificultando as coisas para o clã Uchiha, pondo a vida de Itachi em risco e brincando com a confiança que a ex-noiva depositara nele. A vida de todos estava prejudicada por um capricho, simplesmente porque desejava ficar com Sasuke. E ainda tinha o fato de estar esperando um bebê dele.

Sasuke pousou o queixo sobre as mãos cruzadas, os cotovelos apoiados firmemente na mesa.

—... Como se eu desejasse uma criança agora para arruinar ainda mais a minha vida! O que os faz pensar que eu desejaria aturar o fardo de ser pai logo quando estou conseguindo me livrar de vez do clã? – retrucou, mais para si mesmo do que para o outro.

Os olhos de Naruto se encheram de lágrimas quentes e ele ergueu bem o rosto para impedi-las de cair. Culpa dos malditos hormônios que o impediam de se controlar.

As palavras o atingiam como uma lança, perfuravam sua alma duramente. Era terrível sentir-se rejeitado!

Se ainda lhe restavam dúvidas sobre se afastar de Sasuke agora tinha plena certeza. Ele não desejava mesmo ser pai.

Sasuke percebeu que a notícia o havia abalado.

— Não precisa se alarmar, eu jamais cederia à pressão. Venho lutando contra o clã desde que me entendo por gente. Sei que vou conseguir cuidar disso, mesmo sendo trabalhoso e cansativo. Jamais permitiria que fizessem algum mal à Itachi.

— Mas a culpa disso tudo é minha. Se eu não estivesse com você sua família não te pressionaria usando seu irmão como pretexto – começou a soluçar, não aguentando mais engolir o choro. As pessoas das mesas vizinhas começaram a observar e cochichar entre si.

Sasuke acariciou gentilmente a bochecha, sobre as marquinhas de raposo, ignorando os olhares alheios.

— Não diga bobagens, você não tem culpa de nada. Eu aceitei o contrato porque estava encurralado. Desde então estive preocupado em investir minha herança para multiplicar meu capital, livrando-me das ações que tenho na Uchiha Co. Estou jogando o jogo deles desde o princípio, você não tem culpa de nada.

— Mas... – esfregava os olhos úmidos com as mãos, fitando desgostoso a imensa aliança dourada no dedo anelar esquerdo do Uchiha.

— Eu nunca tive a menor intenção de cumprir o acordo, só precisava ganhar algum tempo. É o que venho fazendo desde o princípio. E se você não estivesse aqui não sei por quanto tempo ainda teria força para lutar – sorriu de lado, o sorriso costumeiro – Agora pare de chorar, não gosto de te ver assim.

— É que você... Pareceu tão assustado agora a pouco quando recebeu a notícia...

Sasuke suspirou pesarosamente.

—... Não faz ideia do que é ter uma pessoa importante internada em estado grave há tanto tempo. Tem de aprender a viver um dia de cada vez, e ser grato por ter conseguido passar mais um dia ao lado dela. Sempre que o hospital se comunica comigo não posso deixar de pensar no pior, e isso me apavora.

Naruto compreendeu prontamente. O outro fez-lhe um sinal para se levantarem porque já estavam chamando atenção demais, e o horário de almoço de Naruto estava acabando. O deixaria de volta no trabalho antes de tornar ao escritório de advocacia. Tinha uma longa discussão pela frente.

—-

O fim de semana chegou e Naruto deu graças por isso, pois estava muito cansado. Vestiu uma camiseta larga, uma bermuda de pano e chinelos nos pés. Passaria o dia comendo o que visse pela frente e assistindo filmes, precisava mesmo distrair sua mente dos problemas imensos que possuía.

Contrariando sua vontade a campainha soou, coisa que achou estranho pois não estava esperando ninguém. Quem poderia ser? Sasuke já havia lhe dito que passaria o dia ocupado.

Levantou-se e foi atender a porta.

A surpresa foi tamanha que parou de mastigar a maçã que estava na boca, engolindo de uma vez.

—... O que faz aqui? – indagou curioso ao ver a ex noiva parada diante da porta de seu apartamento.

— Será que eu posso entrar? – perguntou com a meiguice forçada costumeira. Naruto assentiu.

— Claro, por favor – deu espaço para ela passar. Seu apartamento não estava muito organizado. Percebeu assustado que havia revistas sobre gravidez sobre a mesa e correu para escondê-las debaixo do sofá antes que a garota, curiosa como era, percebesse de que se tratava.

— Sente-se. Quer beber alguma coisa? Acho que ainda tenho seu chá verde.

— Eu só vim conversar, mas aceito um café – sorriu amena e o rapaz estranhou aquele comportamento tão gentil e pacífico. A princípio achou que ela estaria muito irritada, mas se enganou. Sakura parecia tão serena como quando começaram a namorar.

Naruto abriu a boca para dizer algo, mas foi cortado.

— Me desculpe, Naruto. Eu não tratei você da maneira que deveria.

Ele ficou pasmo com isso. Definitivamente ela não estava em um dia normal porque jamais admitia estar errada. Era parte de sua personalidade geniosa.

— Sou eu quem lhe deve desculpas, Sakura. Arruinei o dia do seu casamento.

— Isso não importa mais – esforçou-se para esquecer ou acabaria descontando sua raiva — Eu pensei muito sobre tudo, sobre nós dois, e acho que seria um grande desperdício permitir que as coisas terminem assim.

O rapaz piscou algumas vezes, completamente confuso.

— Como é?

— Quero reatar com você, Naruto. Podemos tentar outra vez. Sei que ainda podemos ser muito felizes juntos.

Ele ficou alguns segundos totalmente paralisado porque simplesmente não sabia o que dizer, não esperava por essa. Já encarava sua situação com Sakura como algo do passado, como se tivesse acontecido há muito tempo.

— Err... Ah, verdade eu quase esqueci o seu café, vou fazer agora mesmo. Fique à vontade, Sakura – desconversou, indo até a cozinha e deixando-a para trás. A jovem se incomodou, sabia que ele estava fugindo, mas não desistiria.

Olhou de relance pelo apartamento que conhecia tão bem e encontrou jogada ali, perto a mochila de trabalho dele, sua carteira e o celular. Deu uma olhadinha de relance em direção a cozinha apenas para se certificar que ele não voltaria logo e correu até seus pertences.

Abriu a carteira constatando que ele não levava muito dinheiro consigo, continuava pobretão como de costume.

Apanhou então o celular e, conhecendo o código para desbloquear, procurou por mensagens que a levassem à causa do fim de seu casamento.

Não foi preciso procurar muito. A caixa de mensagens estava abarrotada de ligações, mensagens, todos da mesma pessoa. As datas eram todas das últimas semanas, o que indicava claramente que ele andava mantendo contato com a mesma pessoa há dias.

O conteúdo era meloso, em sua opinião de quinta categoria. Alguma mulher baixa tentando seduzi-lo com conversas que misturavam romantismo, sensualidade e um toque de erotismo.

Estava estupefata! Naruto a esteve traindo esse tempo todo, maldito seja! Que direito tinha de lhe trair? Ela fizera um favor ao aceitá-lo!

— Quer o café com açúcar ou sem? – ele gritou da cozinha.

— Com duas gotas de adoçante, e será que teria algo para comer também? – gritou de volta, parecendo muito natural, apenas para ganhar algum tempo.

— Claro.

Sakura continuava a ler as mensagens, sem se deter.

Aquele número de celular lhe parecia familiar... Uma pessoa próxima, talvez?

Largou o celular sobre o sofá, revirando um pouco mais a mochila do ex noivo. Percebeu que o aroma de café subia pelo ar, precisava ser rápida, pois ele logo voltaria!

Havia papéis de trabalho, chocolates, cadernos de anotações, apenas as idiotices costumeiras dele. Já estava para desistir quando encontrou um envelope dobrado e escondido dentro de uma pasta. Ao desdobrá-lo ela constatou ser de um hospital.

Franziu a testa enorme. Ele não estava doente, sabia disso porque o mandou fazer todos os exames antes de marcar o casamento, para ter certeza de que teria um marido saudável. Abriu cuidadosamente o envelope para não fazer barulho, tirando um papel branco onde estava impresso o resultado de um exame.

Conforme seus olhos corriam as linhas, mais arregalados ficavam. Estava chocada.

Era um resultado de exame de gravidez. Positivo!

De quem? Rapidamente buscou o nome da pessoa.

O susto a fez se levantar de uma vez do sofá, o movimento empurrando o celular que caiu ruidosamente no chão abrindo-se, a bateria e a capa plástica se separando cada uma para um lado. Sakura praguejou baixinho e chutou o aparelho para debaixo no sofá com o pé, enfiando de qualquer jeito o papel de volta na mochila e se sentando segundos antes do rapaz voltar a sala.

— Ouvi um barulho, está tudo bem?

— Sim. Estou indo para casa – anunciou já se levantando, sem encará-lo, muito nervosa.

— Mas... E o seu café?

Ela não disse nada e fez menção de se dirigir à porta. Naruto largou a xícara e o prato com biscoitos, os preferidos da garota, sobre um móvel. Rapidamente segurou em seu braço impedindo-a de dar mais um passo.

— Vamos apenas conversar, Sakura. Não precisamos nos tornar inimigos desse jeito. Você é uma pessoa muito querida para mim. Não quero que fique magoada.

— Ah, não quer? – olhava para baixo – Acho que é um pouco tarde para isso não é, Naruto?

— Do que está falando?

— E você ainda me pergunta?! – a ira explodiu de uma vez só e ela virou-se de frente para ele, lágrimas de raiva escorrendo pelo rosto, quentes como brasas – Você não tem vergonha, nem escrúpulos, é um descarado mesmo!

Ele a olhava pasmo, sem entender nada.

— Sakura, mas o que diabos deu em você?

— Você tem alguma ideia do quanto me machucou? Seu maldito filho da mãe!

Ele fechou o cenho.

— Acho melhor você se sentar e se acalmar.

— Me acalmar? Eu vi tudo! Agora sei porque estava estranho comigo e porque desistiu do nosso casamento! Você estava tendo um caso! Um caso imundo, seu pervertido!

Naruto arregalou os olhos.

Como ela soube? O quanto ela soube?

Tremeu de nervoso, de vergonha e de culpa. Sabia que aquele momento chegaria cedo ou tarde e teria de contar toda a verdade a ela, mas não queria explicar tudo agora, não estando tão fragilizado por causa da descoberta da gravidez. Não agora que tinha medo da reação de todos e de perder Sasuke.

E já havia sido instruído a não passar por nenhuma emoção forte.

— Sakura, não sei o que te contaram, mas acho melhor me escutar...

— Ninguém me contou nada, eu mesma vi claramente! Você tem me traído desde as semanas do nosso noivado!

— Eu não queria que as coisas fossem assim, se me deixar explicar, eu...

Ela avançou para cima dele segurando a bolsa nas mãos, pronta para atacar e o rapaz agiu rápido. Por impulso num movimento ágil segurou-lhe as mãos com força no ar, inconscientemente girando o corpo para evitar que ela atingisse sua barriga.

— Se acalme, por favor. Eu não quero te machucar – falava com a voz séria, mas isso só aumentava o furor da garota que se debatia tentando se soltar.

— Você dormiu com o Sasuke mesmo estando noivo comigo! Mesmo sabendo que eu sempre sonhei em ficar com ele!!!

O estômago do rapaz embrulhou. Sabia que estava errado, nada do que dissesse mudaria isso.

— Eu sei disso... Sei que estou muito errado.

— Você mentiu pra mim, me fez de idiota! E o pior de tudo... O que eu nunca vou perdoar... Você se jogou para cima do único homem com quem eu realmente queria ficar nesse mundo!

Com certa dor no coração ele a soltou, para segurar em seus ombros e fitá-la nos olhos, muito magoado.

— Eu sei disso. Mas se você ama tanto assim o Sasuke por que queria tanto se casar comigo, Sakura? Como pode querer casar com uma pessoa estando apaixonada por outra?

— Porque estamos juntos há tempos! Criamos uma boa relação, amor não tem nada a ver com compromisso! Eu estava disposta a deixar o Sasuke para tentar ser feliz com você! E é assim que me agradece?

Naruto sentia-se péssimo. E pensar que perdeu tanto tempo construindo uma relação de fachada onde nenhum dos dois sentia amor de verdade um pelo outro.

—... Sakura...

Ela o fitou com tanta ira que por um segundo ele achou que teria de segurá-la novamente ou ela voaria em seu pescoço. Os olhos verdes brilhavam de ira. Ela desceu então o olhar para o abdômen dele, com asco, como se isso provocasse uma ânsia longa nela.

Naruto estremeceu de susto. Ela sabia disso também? Que os céus o ajudassem, tudo menos isso...

Volveu o olhar para a mochila caída num canto do sofá percebendo que estava aberta, o exame laboratorial jogado de qualquer jeito, amassado para fora.

—... Você estava mexendo nas minhas coisas?

— É claro que eu estava! Você tem andado estranho, distante de mim, não respondia quando eu tentava falar sobre o casamento e só agora eu entendi! – soluçava de desgosto, chorando descontrolada — Você abriu as pernas para o Sasuke e ainda por cima está grávido dele! — esbravejou louca de raiva, chorando ruidosamente, andando de um lado para o outro, abraçada a si mesma e sem saber o que pensar.

Naruto respirava muito depressa, o estresse emocional chegando a um ponto crítico. Sentiu pontadas fundas e doloridas e achou melhor sentar no encosto do sofá, segurando sua barriga. A garota o fitou com desgosto. Ele respirou fundo.

—... Eu nunca quis te magoar ou que as coisas chegassem a esse ponto. Eu só... Acabei me apaixonando de verdade, me perdoe. Eu nunca imaginei que pudesse ser compatível, que as coisas iriam tão longe, que terminariam assim... Eu... Não desejava nada disso! Não faz ideia do que eu tenho passado esses dias, Sakura!

— Pois está pagando por tudo que me fez passar! Quero que sofra ainda muito mais!

Ele não conseguia revidar, queria desaparecer, voltar sua vida para o instante em que achava estar tudo perfeito.

Estava enjoado, fraco e sentia dores horríveis.

Sabia que não podia contar com ela, percebeu isso no dia de seu casamento quando lhe pediu ajuda e ela lhe negou sem se importar. Respirou depressa, um arfar sôfrego, tentando se acalmar e cessar as dores. Em alguns segundos foi readquirindo as forças e conseguiu conversar novamente.

—... Sei que sou em partes culpado pelo que está acontecendo, mas não vou fugir das minhas responsabilidades. Vou tentar fazer as coisas do modo certo dessa vez e o primeiro passo é sendo sincero com você.

Ela apertou os olhos perigosamente.

— Acha que essa coisa dentro de você é uma criança normal? Isso nunca vai se formar, não chegará nem a nascer! É uma aberração, uma coisa odiosa que vai morrer aí dentro antes de surgir no mundo, e ainda vai acabar te matando também! Olhe só para você! Nem se aguenta de pé! Acha mesmo que vai conseguir levar essa gravidez adiante por nove meses inteiros?

Ele tremeu de angústia e apertou com mais força o tecido sobre a barriga. Detestava pensar nisso, odiava a ideia de acabar em um aborto espontâneo, o risco era bem alto em um caso como o seu. Se era para o bebê nunca nascer, então por que havia engravidado? Apenas para aumentar seu sofrimento?

Ela se aproximou até ficar de frente, percebendo que ele a encarava fragilizado, que suas palavras surtiram efeito. Encarou-o firmemente.

— Sabe muito bem que gravidez de compatível é de alto risco, não é? Mesmo que essa coisa tente crescer e se formar vai esmagar seus órgãos por dentro, estourar o invólucro, causar hemorragia, se afogar no próprio sangue depois e te fazer sangrar até morrer!

Os olhos dele arderam, precisava que ela calasse a boca. Balançava a cabeça em negativa.

— Pare de dizer coisas tão horríveis, Sakura!

— Não, é você quem deve parar! É você quem não percebe o quanto está enlouquecido, Naruto! Você é um homem, e está grávido! Isso é horrendo, antinatural! Eu não posso acreditar em algo tão desprezível! Tenho pena dessa coisa que no máximo vai formar um monte de carne deformada sem alma nem cérebro! Sinto nojo de você e do bastardo imundo e asqueroso que está esperando!!!

— Agora já chega, Sakura! – gritou com ela, pela primeira vez desde que se conheceram, as lágrimas de furor escorrendo sem parar pela face muito vermelha, os olhos azuis faiscando de ódio. A garota parecia surpresa, nunca o vira tão nervoso, ele jamais lhe levantou a voz antes, nem uma vez sequer!

— Não pode gritar comigo! Ninguém grita assim comigo! – retrucou exasperada, acostumada a ser mimada, a ter tudo que queria, a não ser jamais repreendida ou contrariada.

— Eu posso permitir que fale o que quiser de mim, sei que sou culpado por ter traído você, que deveria ter sido sincero desde o princípio e te peço perdão por isso. Mas não vou permitir que insulte o meu filho! – algo dentro dele se revirava de indignação, algo que nunca sentiu antes. Mesmo estando com medo, inseguro sobre a gravidez, não permitiria jamais que alguém tentasse fazer mal ao bebê que carregava no ventre. Nunca!

O queixo dela tremeu, ela o fitou como se aquelas palavras a fizessem querer vomitar.

— Se quer brincar contra a ordem natural das coisas vá em frente, mas você está sozinho! Conheço Sasuke bem o bastante para saber que ele adora se divertir por aí, mas nunca vai querer um compromisso sério! Ainda mais com um homem grávido dele!

— Eu sei disso – mirou o chão, suas mãos fechadas firmemente – Não pretendo incomodar ninguém, eu terei meu filho sozinho. Odeie-me o quanto quiser, Sakura, mas ainda sim vou lhe pedir uma coisa em nome de tudo que já partilhamos. Por favor, não conte a ninguém sobre isso ainda. Eu preciso consertar as coisas com todo mundo. Sei que está magoada, que está nervosa e entendo você!

Não queria ter de admitir publicamente estar grávido, não ainda. Se as pessoas descobrissem seria apenas questão de tempo até Sasuke descobrir.

Antes disso precisava desaparecer do mapa, sem deixar rastros, de maneira que o Uchiha jamais o encontrasse.

Mirou-a nos olhos.

— Por favor!

Ela o olhou uma última vez por cima dos ombros antes de sair do apartamento e bater a porta com força. Naruto caiu sentado no sofá, as mãos trêmulas e suadas, desabando em um mar de lágrimas.

Não sabia mais o que fazer.

—-

Procurava afoita, revirando as gavetas e atirando no chão o que encontrava nelas, sem se importar com a bagunça. Revirou o quarto inteiro, largando roupas a papéis pelo chão.

Sorriu triunfante quando encontrou a agenda antiga. Ainda tinha todos os contatos que surrupiou da época em que trabalhava na Uchiha Co, sabia que ainda poderiam ser úteis. Conseguiu todos os endereços e telefones mais importantes de Sasuke, visto que era sua secretária. Não foi difícil localizar o número que desejava, e consecutivamente o endereço.

Olhou o relógio constatando que, aquele horário, encontraria em sua residência a pessoa que estava procurando.

Vestiu a melhor roupa que tinha em seu guarda roupas bagunçado e seguiu de táxi até o endereço indicado.

Tão logo chegou diante do condomínio de luxo desceu rapidamente do táxi sem prestar atenção a quanto dera de gorjeta, tão excitada estava.

Identificou- se na portaria como uma amiga íntima. O porteiro telefonou ao apartamento informando seu nome e pela reação dele, a pessoa pareceu confusa.

— Diga-lhe que tenho algo importante a dizer sobre Sasuke Uchiha – frisou.

O homem obedeceu e repetiu as palavras dela ao interfone. Houve uma pausa até que sua entrada fosse autorizada. Ela deixou o documento como garantia na recepção e subiu os elevadores em direção ao último andar.

Seguiu sem se deter até a porta do apartamento desejado. Não demorou muito e a porta se abriu revelando uma mulher pálida, magricela e de cabelos ruivos.

Karin olhava confusa aquela pequena mulher com estranhos cabelos rosados parada junto à sua porta. Acabou permitindo que subisse por mera curiosidade, por ter ouvido o nome do marido. Queria tanto descobrir alguma coisa sobre ele que assumira o risco de falar com uma total desconhecida.

— Quem é você? – Karin parecia confusa. Sua mente buscou profundamente na memória e reconheceu aquela garota. Era a antiga secretária de seu marido. Ele havia comentado algo sobre tê-la despedido, mas não entrou em detalhes acerca do motivo.

Teria ido reclamar dele? Ou pedir seu emprego de volta?

Havia mais alguma coisa... Aos poucos foi recordando e retesou-se ao lembrar os acontecimentos recentes.

Claro, ela era noiva do rapaz loiro! Aquele que fizera a cabeça de seu marido, obrigando-o a fazer um papel ridículo interrompendo uma cerimônia de casamento!

Sakura percebeu pela expressão dela que havia enfim assimilado os fatos.

— Creio que se lembre de mim agora. Sou Sakura Haruno. Nós duas tivemos nossas vidas unidas pelo acaso.

— O que deseja comigo? – já começava a se arrepender por permitir que ela entrasse. Tinha coisas mais importantes a fazer do que dar atenção a uma reles secretária traída. Seus problemas com Sasuke eram sérios demais para se permitir perder tempo.

— Desejo que me ajude a separar seu marido de meu noivo – disparou, sem cerimônias.

A mulher de cabelos ruivos observou categoricamente aquela garota diante de si. Achou tratar-se de algum tipo de piada, mas ela estava séria, encarava suas íris firmemente sem se desviar.

— E como posso confiar em você?

— Acredite, ninguém no mundo deseja tanto vê-los separados como eu. Naruto arruinou minha vida, destruiu meus sonhos e precisa pagar por isso. O que Sasuke fez com você não é diferente. Eles estão brincando, se divertindo pelas nossas costas!

Karin sentiu na dor da traição empatia imediata por ela. Alguém que partilhava seu sentimento de revolta e frustração. Embora admitisse que falar sobre aquele assunto a destroçava. Preferia fingir que nada estava acontecendo a ter de admitir que o marido preferisse outro homem a ficar com ela.

— Não quero saber de nada, por favor, vá embora! – fez menção de fechar a porta, mas Sakura impediu segurando firmemente e impedindo-a de se fechar.

— Tenho uma informação que pode ser de seu interesse!

— Já disse que não quero saber de nada! Por favor, me deixe sozinha!

— Mesmo se eu disser que é sobre a paternidade de Sasuke? Ainda assim não te interessa?

Karin arregalou os olhos e exclamou alto.

Do que ela estava falando? Seja lá o que aquela mulher soubesse tinha algo a ver com Sasuke... Precisava saber!

Fez sinal para entrar e Sakura assentiu, adentrando o apartamento. Sentaram-se uma de frente para a outra, um silêncio esmagador enquanto somente se encaravam, num misto inexplicável de sentimentos.

— Tenho muitas coisas a te contar, Karin. Nós duas fomos enganadas, traídas sem a menor compaixão. E essa estupidez teve uma consequência bastante séria.

— Consequência?

— Acho melhor se acalmar porque a história é um tanto longa, e acredite, não é nem um pouco agradável. O imbecil de meu noivo é compatível e dormiu com seu marido sem se prevenir e é óbvio o que aconteceria. Naruto agora está esperando um filho de Sasuke.

Continua.

Notas finais
Enfim consegui organizar os nomes! Muito obrigada mesmo por sugerirem tantos nomes bonitos, estou seriamente em dúvida. Por favor, vamos votar apenas nestes nomes listados senão não terminaremos nunca rs. Não se sintam menosprezados se o nome sugerido não for escolhido e continuem dando seu apoio a esta fic. Mandem no comentário somente um nome de menino e um de menina. O que for mais votado vence. Tenho meus preferidos, claro. Ainda estou em dúvida sobre o sexo do bebê. A maioria votou em menina ou em casal de gêmeos. Nesse caso a sugestão de Narumi e Daisuke por lembrar os nomes dos pais me agradou bastante e gosto dos significados. O que acham? Sei um pouco de japonês, mas então como estou sem tempo deixei os significados dos nomes que vocês me passaram e quando estiver com mais tempo confirmo (senão esse capítulo não seria postado nunca!) Lista de nomes para menino Daisuke (grande protetor ou primeiro guerreiro) Hikaru (brilho do relâmpago) Hikari (luz) Hiroshi (expansivo, abundante, pacífico ou grande guerreiro) Akihito (brilhante) Koyou Taiga: Sensibilidade, Simpatia, Cooperação, Diplomacia e Receptivo Natsu (verão) Mikushi (junção de Mikoto e Kushina) Jin (mais do que excelente ou jóia muito rara) Haru (primavera) Kazuomi Tsukasa (líder adorável) Sasame Misaki Asuka Hideki (maravilhosa árvore) Hibiki (sussurro) Naoto (cura, remédio) Yukio (viril e feliz) Lista de nomes para menina Narumi (beleza florescente) Aiko (criança amada) Saya (para sempre minha) Sora (céu) Miya Chiharu (mil primaveras) Kaori (perfume) Hanako (menina da flor) Miki (personalização da beleza) Votem nos dois nomes preferidos para o casal. E quero comentários sobre o que estão achando da história. Obrigada a quem lia e começou a comentar no capítulo passado. Isso me incentiva bastante. Estou aguardando suas mensagens. Beijo da Malki e nos vemos no próximo capítulo! E estou de mal por causa do desenho! ¬_¬ Vou me dedicar a somente escrever daqui em diante kkkkk