Ensine-me a te amar

17 17. Extra: Onde tudo começou


Notas iniciais
Geeente, voltei na madruga. Acabei demorando mais do que pretendia (de novo), mas é que meu notebook amaldiçoado fez questão de excluir TODOS OS MEUS DADOS. Tinha coisa pra caramba lá! ~cantinho da depressão~ Porém indo pra parte boa eu fia aniversário ~joga confete~ e por uma glória abençoada ganhei um note novo, até porque o antigo já tava ferrado há um bom tempo. ENFIM, esse cap. é um extra e também um teste. Disse que faria um hentai e foi o que eu fiz, mas como nunca tinha escrito nada assim não sei bem como ficou ~vergonha~ Mas falando sério, vou deixar avisos porque não quero traumatizar ninguém aqui, ok? Esse cap. é sobre a parte que eu pulei no começo da fic. e já aconteceu, só pra confirmar. AVISO: CONTÉM HENTAI

POV. Natsu

Virei meu décimo copo sentindo o gosto amargo do álcool queimar na garganta.

Era dia de comemoração na Fairy Tail mais uma vez, porém o motivo nem sequer me lembro mais. Isso é o que menos importa agora afinal. Minha prioridade no momento resumia-se a continuar virando tantos copos quanto meu corpo aguentasse, aproveitando do temporário efeito da bebida amarga em meu sistema nervoso. Acalmava-me, afastava os temores que vinham me perseguindo durante o sono.

A competição de bebida fora apenas uma desculpa para tomar um porre já que nunca gostei muito de álcool.

Não que minha opinião tenha mudado desde então, pois estava bebendo hoje não por gosto, e sim para amenizar meus temores. Acho que cedi antes do tempo, a preocupação ainda não me era tanta assim, mas agora é tarde demais para me arrepender disso.

Graças à infame competição de doses, a maioria aqui está no mesmo estado que eu, alguns até piores. O caso mais inusitado fora Luce, que pela primeira vez (segunda na verdade) encontrava-se bêbada numa das mesas do pequeno bar, rindo à toa de qualquer bobagem que lhe fora dita. Acho que os únicos sóbrios aqui são Wendy, Romeo e Mirajane, quem estava servindo as bebidas.

Meu limite foi décimo quarto copo, que já me dava náusea só de olhar.

Estava tonto, os músculos entorpecidos pelo álcool reclamaram quando decidi me levantar do banco alto. Meu senso de equilíbrio tão deturpado que quase fui de encontro ao chão ao estar de pé, agarrando-me por instinto à extremidade do balcão para tentar não desabar. Já estava até tentado a voltar a beber quando pensei na ressaca que teria pela manhã.

Assim que passei a olhar o mundo ao redor, percebi que já era madrugada. Os sons de agitação iam se aquietando aos poucos, meus amigos iam para suas casa aos poucos e logo eu era um dos últimos que sobrara ali.

–Natsu, é melhor ir pra casa. -aconselhou Mira, parada a minha frente com as mãos sobre meus ombros, garantindo que não cairia tão facilmente- Se bem que... -ela olhou para fora, vendo grossas primeiras gotas do que se tornaria uma chova torrencial.

Meus olhos captaram a presença de Luce, que andava trôpega em meio ao aguaceiro que desaguava dos céus naquele meio de noite. Franzi o cenho de leve quando a mesma escorregou numa poça rente à calçada, encharcando-se inteira e praguejando. Ri alto, andando na sua direção com certa dificuldade e agarrando-lhe a mão.

A loira se virou para mim confusa, um tanto lerda pelo efeito da bebida. Ofereci-lhe um sorriso e ajudei-a a levantar.

–N-Natsu... -balbuciou num tom manhoso, rindo da própria voz em seguida- Tenho friooo!

Ri mais uma vez, puxando-a pelo pulso e começando a correr.

–Vamos para a minha casa, Luce! -exclamei contra o vento, embolando-me com as palavras por entre risos descontraídos.

Luce também ria, compartilhando da minha inconsequência, enquanto corríamos livres pelas ruas escuras de uma Magnólia já adormecida.

Sentia a chuva que nos fuzilava impiedosamente, sentia os ventos frios que pareciam cortar meu rosto e sentia, acima de tudo, a mão de Luce por entre a minha, o toque de sua pele macia e dos dedos trêmulos que agarravam-se a mim para que não perdesse o equilíbrio no meio do caminho.

A levaria para casa, para a minha casa, longe da chuva, sem pensar no amanhã que chegaria ou mesmo no que faria em seguida.

Pra ser sincero, não me importava nem um pouco com o que pretendia fazer.

Só queria fugir das vozes, dos pesadelos e das dúvidas por aquela noite. Queria ser levado para um mundo alternativo onde só Luce existisse. Onde ela fosse a minha paz.

Não sei de onde vinham esses pensamentos, porém os mesmos fluíam livremente por minha mente enquanto nos encharcávamos naquela chuva.

Chegamos a minha casa logo naquela velocidade. Atrapalhei-me ao tentar abrir a porta e quase dei de cabeça na mesma pela falta de equilíbrio, apoiando-me na parede e tomando alguns segundos até conseguir girar a maçaneta.

Entramos aos tropeços, batendo um no outro e sorrindo como dois idiotas. É, a bebida realmente muda o comportamento das pessoas.

Quando meus olhos entraram em foco, depois de ter acendido as luzes, pude ter uma vislumbre mais claro da loira a minha frente. Paralisei por um momento, atordoado pelo que via.

Luce estava molhada da cabeça aos pés. Os cabelos loiros pingavam água e contornavam-lhe as feições perfeitamente, destacando o lindo castanho de seus olhos. Seu rosto estava vermelho, talvez pela bebida, talvez pela corrida, eu não sei, tudo o que sabia era que ela ficava ainda mais linda corada. A blusa branca de botões ficara transparente na luz, molhada daquele jeito, dando uma visão privilegiada do contorno de sua cintura fina e dos seios fartos.

Senti meu corpo esquentar e soltei o ar pesadamente, ciente de que estava fora de mim.

O jeito que ela me olhava, os lábios rosados curvando-se delicados num sorriso tímido, os braços cruzados sobre o busto ao se abraçar, cada mínimo movimento dela parecendo despertar algo dentro de mim. Segurei-lhe os pulsos de repente, dando largos passos em sua direção e a fazendo recuar. Luce não tirava os olhos de mim, mesmo quando a prensei contra a parede ainda sentia seu olhar preso ao meu. A respiração superficial chocava-se contra minha pele fria, fria como seu corpo pequeno encharcado pela chuva.

O contraste incontestável em nossas temperaturas, a incoerência da situação em si ou mesmo algo que há tempos passei a conter em meu interior se partindo com aquele contato. Não sei. Não sei o que começou isso, só sei que precisava dela naquele momento.

Choquei nossos lábios num rompante, sentindo finalmente o gosto de provinha de sua boca. Era macia, fria e doce, e, acima de tudo, muito convidativa. A loira arquejou baixinho com a surpresa, os olhos dilatando-se, os batimentos cardíacos saindo completamente do ritmo ao passo que a respiração falhava acelerada. Seu corpo aos pouco correspondendo-me com sensações novas.

Não pude evitar um breve sorriso de lado, tomando sua boca com mais intensidade e sentindo o calor em mim aumentar perigosamente, colava nossos corpos contra parede fina e espantava o frio em si mais rápido do que nunca. O sangue pulsava rápido, instigado pelo contato íntimo que parecia ser seu primeiro.

Suspendia-a de seus pés, puxando suas coxas ao redor do meu quadril. Apenas minha presença impedindo que caísse, envolvendo-a. Luce não retribuía a princípio, com dificuldade de acompanhar a sucessão do que acontecia, porém, passado o choque inicial, deixou-se levar pelo seu aparente primeiro beijo.

Se dissesse que parei por aí estaria mentindo. Seu gosto era viciante de um jeito que eu não entendia, quanto mais intensificava o beijo, mais a queria. Logo encontrei uma brecha e deslizei a língua por entre seus lábios, percorrendo sua boca com ansiedade e roubando todo o ar que ainda restava em seus pulmões. A loira moveu-se de leve em meus braços, passando a enlaçar meu pescoço e acompanhar meu ritmo. Nossas línguas entrelaçando-se de um modo tão delicioso que perguntei-me o motivo de nunca tê-la beijado antes.

–N-Natsu... -gaguejou baixo quando separei-nos, fazendo um sorriso inconsciente brotar em meus lábios.

Luce estava completamente vermelha e arfante, bom, era de se esperar. Para mim como Dragon Slayer é fácil controlar minha respiração, mas ela já estava sem fôlego.

Subi as mãos para sua cintura, os dedos infiltrando-se sob o tecido da camisa enquanto descia a boca para seu pescoço, sentindo arrepios percorrerem sua pele.

–Natsu... -proferiu ela, estremecendo- É... é bom...

–É? -perguntei, espalhando chupões e mordidas de leve desde seus ombros até a nuca, arrancando-lhe suspiros abafados.

Luce assentiu rápido, os dedos fechando-se ao redor do tecido da minha blusa quando a virei, carregando-a impulsivamente até o primeiro lugar mais confortável ao alcance, ou seja, a cama.

Ela riu quando a deitei sobre os lençóis desarrumados, segurando meu rosto quando me puxou para outro beijo. Passei as pernas uma da cada lado de sua cintura, ajustando meu peso para não machucá-la. É impressionante que estivesse coerente o suficiente para me preocupar com isso agora, mas a verdade é que não queria que nada pudesse parar aquele momento, que a racionalidade de afastasse o máximo possível dali.

O calor era latente, espalhava-se por cada canto daquele quarto. Eu não estava pensando, esquecera de tudo o que deveria realmente me importar naquele momento.

Ansioso, deixei que meus dedos fossem para os botões da blusa dela sem romper o beijo. As roupas atrapalhavam demais. Queria tê-la mais perto, reduzir a distância mínima que ainda nos separava. Era tão bom, sentir seu cheiro, sua pele, sua boca... nem estava pensando direito, ela me fazia isso, deixava-me cada vez mais entorpecido desse desejo inexplicável.

Desejo.

Era a primeira vez que eu o sinto. Essa sensação de necessidade só pode ser isso, esse anseio, esse vício repentino. Tão forte que nublava minha mente e se apossava da racionalidade ali presente, fazendo-me seguir meu instinto e só ele. O pior era estar ciente de que era quase impossível parar e, apesar de ter certeza de que estava fazendo algo errado, isso só me deixava ainda mais ávido em fazê-lo.

Luce arquejou, estremecendo quando desci minhas mãos por suas pernas, apertando-lhe as coxas de leve antes de subir para as nádegas. Ela era tão sensível. Mas não ficou por isso. Em retribuição senti-a deslizando as palmas abertas sob o tecido da minha camisa, causando arrepios pela baixa temperatura.

Se antes seu corpo tremia de frio agora parecia em chamas, nas minhas chamas. O rosto corado parecia queimar em brasa, assim como todo lugar onde eu tocava. A ideia me faz ficar ainda mais quente, a ideia de posse que esse imagem me passava.

Se estivesse em meus sensos, teria tentado diminuir a temperatura mesmo que um pouco, pois se continuasse assim não me surpreenderia que entrássemos em combustão espontânea em alguns minutos, entretanto a loira não se intimidava com o calor. Pelo contrário, parecia querer realmente que a cama irrompesse em chamas.

Agora era eu quem estava com calor.

Livrei-me rápido da camisa, beijando sua boca mais uma vez antes de voltar minha atenção para os ombros expostos.

Ela retorcia-se sob meu corpo dependendo de onde tocasse, os olhos fitando-me num apelo mudo.

Sorri malicioso e, sem paciência para brigar com os botões da blusa dela, rasguei-a com facilidade, fazendo a loira ofegar surpresa e envergonhada. Mordi os lábios ao contemplar a visão de seu torso praticamente nu, o calor em meu corpo aumentando consideravelmente. Não sei é como se nunca a houvesse visto naquela situação, mas dessa vez seu corpo parecia ainda mais provocante e acima de tudo convidativo, deixando-me ainda mais excitado.

Ainda com os olhos focados nos dela, desatarraxei o fecho do sutiã violeta que me incomodava e foquei-me agora em seus seios fartos. Podia sentir o olhar temeroso e ansioso que ela mantinha sobre mim, mas consegui que perdesse completamente a linha em seguida.

Luce gemeu baixo quando desci a boca para aquele ponto, a língua rodeando os mamilos e os lábios sugando de leve a carne sensível. A loira direcionou as mãos para meus cabelos, o corpo arqueando-se sob o meu.

–Natsu... -proferiu com dificuldade, extasiada- Não para...

Não pude evitar outro sorriso devasso, era tão bom ouvi-la pedir.

Sem hesitar, atendi seu pedido, ouvindo a voz dela balbuciando coisas sem sentido rente a meu ouvido, enlouquecendo-me aos poucos. A tensão dentro de mim se acumulava numa enorme onda de ansiedade, cada vez mais quente, cada vez mais perto de perder o controle de vez.

Segurei sua cintura, abrindo à força o os cordões que prendiam sua saia azulada com volúpia, grunhindo baixo ao senti-los ceder. Ela ficou um tanto tensa ao ver-se praticamente nua à minha frente, porém logo a noção de vergonha abandonou-a por completo ao sentir meus dedos massageando a parte interna de suas coxas junto a boca que ainda tomava desejosa a seus seios, sedenta.

Luce puxou meus cabelos, atordoada pelo prazer, a respiração misturando-se com a minha sobre sua pele, quente, enquanto deixava escapar gemidos baixos. Ainda em êxtase, ela surpreendeu-se quando voltei a unir nossos lábios, capturando-os para mim mais uma vez, porém agora sendo correspondidos fervorosamente assim que a loira passou a brigar pelo controle da situação, de algum modo deixando tudo ainda mais lascivo.

Antes que eu percebesse, ela me despia, abrindo meu cinto e empurrando-o ao chão para poder tirar minha calça. Distraindo-me. Uma de suas mãos focava-se em tirar o resto da minha roupa enquanto a outra deslizava por meus músculos, as unhas roçando de leve na pele morena com necessidade. Todo o corpo dela parecendo chamar pelo meu, era uma loucura, mas também era demais para recusar.

Eu respirava em fôlegos pesados, controlando fervorosamente o impulso de avançar e tomá-la naquele momento. Algo parecia me refrear, porém não lembro o que era.

Luce devia estar bem mais bêbada do que eu, pois nem me despir estava conseguindo bem. Ri baixinho, vendo-a sussurrar algo para si mesma em frustração. Ergui-me um pouco e eu mesmo me livrei de ambas as peças inoportunas, vendo-me livre das mesmas. Segui seu olhar ansioso sobre mim e segurando seu queixo para cima ao iniciar um beijo bruto, começando a acariciar mais forte seus seios enquanto impunha selvagem o ritmo de sua respiração descompassada.

Sendo bem sucedido em distraí-la, passei minhas mãos mais para baixo, arrebentando o elástico da pequena calcinha arroxeada que usava. Antes não compreendera o por que da loira possuir roupas íntimas tão indecentes, mas agora percebi o quanto mais aquelas langeries dela me faziam querer deixá-la nua.

Com um grunhido baixo, segurei seus pulsos com uma das mãos, prendendo-os acima da cabeça e ouvindo-a proferir monossílabos desconexos contra meus lábios. Separei-lhe as coxas com a perna, deixando-a completamente exposta. Se possível, o rosto de Luce ficou ainda mais vermelho do que já estava, eu não estava me controlando mais.

Ela estremeceu, sentindo a pressão de meu corpo desnudo contra o seu bem como o calor latente de meu membro duro contra suas coxas. Nem dois segundos haviam se passado e a tensão já estava me matando. Seu toque, seu cheiro, sua pele, sua voz gemendo em meu ouvido, tudo me fazendo querê-la daquele jeito insano e irrefreável.

Foi quando meu controle se despedaçou e eu a penetrei por completo num impulso somente.

Seu grito ecoou pelas paredes do quarto tingido de vermelho. As unhas compridas perfurando minhas costas até onde alcançavam, fazendo-me crer que abriam pequenos cortes na pele.

Quando meus olhos focaram os seus o olhar de Luce deixava a vista apenas dor.

Dor? Perguntei-me, lento.

Foi quando recordei-me de algo.

Algo sobre as mulheres e suas primeiras noites.

Pisquei, atordoado, a névoa dispersando-se um pouco dos meus pensamentos quando percebi o que fazia sem pensar.

–Luce... -sussurrei num tom quase imperceptível, chamando sua atenção.

A loira empertigou-se, mordendo o lábio inferior para conter o que provavelmente seria um protesto abafado.

–Espera. -pediu, respirando fundo, um tanto trêmula, e tentando afastar o desconforto.

Forcei-me a ficar parado, direcionando os lábios para seu pescoço e traçando uma trilha de carícias por seus ombros até o ventre, qualquer coisa que a distraísse da dor naquele momento. Fui aos poucos, espalhando mordidas leves, chupões e beijos por sua pele onde mais lhe era sensível, fazendo com que seu corpo se retesasse e estremecesse involuntariamente.

Pouco depois ouvi-a começar a gemer por entre os dentes trincados reagindo às distrações, a pulsação disparada e o desejo tomando-lhe as feições, a respiração pesada de novo. Luce segurou-se em meus ombros para se apoiar e moveu os quadris contra os meus, o que fez com que nós dois gemêssemos alto.

Ainda ansioso, tomei a atitude como permissão e olhei em seus olhos, tendo certeza antes de recomeçar a me mover.

Comecei bem devagar, refreando a vontade de acelerar e adentrar ainda mais fundo naquele interior quente e apertado. Não queria mais machucá-la. Então, em alguma das investidas acertei algum ponto em seu interior que fez Luce gritar de prazer. Surpreso, todavia perceptivo, passei a acertar somente aquele lugar, causando nela as mais extremas sensações.

Porém logo aquilo já não parecia mais ser o suficiente. A loira arquejava baixo, começando a rebolar contra minha cintura em sincronia, acelerando cada vez mais a velocidade das estocadas.

Não tem como descrever o que estava sentindo. Nossos corpos se fundiam perfeitamente, e o prazer era imenso. Nunca sentira nada parecido antes, provado do gosto da luxúria ou mesmo do desejo de senti-la como ali e tive ainda mais certeza que no mundo não havia sensação melhor do que a de estar com Luce. Ainda mais daquele jeito novo e tão envolvente.

A sobrecarga sensorial parecia demais para que aguentasse por muito mais tempo e ela também parecia estar no seu limite. Praguejei baixo, tomando seus lábios uma última vez num beijo feroz, aumentando o ritmo ao máximo nos seguintes segundos. Elevando a temperatura do quarto a um nível absurdo, correndo o risco de incendiar literalmente tudo ao nosso redor que eu não me importava.

Então ela chegou ao ápice, gritando meu nome e alcançando seu primeiro orgasmo.

Não demorei muito mais também, apertando seu corpo contra o meu quando gozei ainda em seu interior, sendo inundado por um êxtase inacreditável que sequer podia imaginar. É o que eles chamam de tocar as nuvens por um instante.

Ofeguei, desabando na cama ao lado de Luce e fechando os olhos brevemente para assimilar todas as sensações que tomavam nossos corpos ao mesmo tempo. A exasutão agora também se fazendo presente, combinada a pré-ressaca que teria ao acordar. Estava tão atordoado que nem conseguia pensar direito.

A loira deitou sobre meu peito ainda ofegante, o calor do auge repentino desaparecendo aos poucos e a deixando arrepiada de frio. Sorri fraco e puxei as cobertas do pé da cama, envolvendo seu corpo pequeno nas mesmas. Luce encolheu-se junto ao meu peito, buscando meu calor, e aos poucos, adormeceu, aconchegada junto ao meu corpo por baixo daqueles grossos edredons.

Não demorei a apagar também. Estava tão cansado que minha visão já estava até embaçada.

Lembro-me de ouvir a chuva crepitando contra as telhas da pequena casinha e dos ventos que uivavam do lado de fora em meio a tempestade gélida, acomodamos-nos naquela madrugada incendiária, como pude esquecer?

Quando a manhã raiasse a chuva há pouco teria parado, deixando a floresta úmida e o ar condensado. O inverno se aproximava de Magnólia a passos lentos naquele ano, e tardaria a chegar realmente, porém em minha mente, aquela noite de outono foi tão fria quanto um dia de inverno, e tão quente quanto uma tarde de verão.

É uma pena que, assim que acordasse, o álcool levaria minhas memórias como o céu levou a chuva ao romper da aurora.

Notas finais
Bom, foi isso ~soninho~ espero que tenham gostado do extra e torço pra que não tenha ficado muito estranho ou incompleto ou sei lá, como é a primeira vez que escrevo hentai nem sei o que pensar ~mais vergonha~ Mas espero que tenham curtido porque foi difícil terminar esse. Então por hoje é só e até o próx. capítulo *3* Beijos!