Enquanto Ele Dorme
2 Capítulo 1 - Aniversário
Notas iniciais
Estão gostando?
Março de 2008
Ah eu nem acredito, maioridade, ai está você. Como era bom fazer dezoito anos, poderia fazer tudo que me desse na teia, nossa Elena como você exagera. Acordei mais que depressa, peguei minha roupa que estava na cadeira, me troquei e desci as escadas sorrindo, era o meu dia, meu aniversário, tinha coisa melhor?
—Bom dia Mãe.
—Bom dia Lena, meu anjo, vem aqui, deixa a mamãe te dar um abraço. —corri para seus braços e recebi um delicioso abraço. —Parabéns!
—Obrigada Mãe!
—Cadê a minha princesa? — Disse meu pai enquanto entrava em casa e pendurava o casaco ao lado da porta. —Ah! Aí esta ela! Vem aqui vem me dar um abraço.
—Pai! —disse sorridente, eu era muito mimada e muito apegada a eles, para mim a minha família era perfeita e não tinha nada mais que importava.
—Parabéns!
—Obrigada pai!
—Maioridade traz responsabilidades, nada de bebida e quando um homem, você sabe...
—Nada de sermão agora né Peter? —minha mãe o repreendeu e eu ri alto —Dá o presente pra ela, não aguento mais esperar para ver a reação dela.
—Que presente mãe? Hein Pai?
—Esta aqui—disse ele me entregando uma caixinha preta, abri a caixa e me deparei com a chave de um carro.
—Não acredito... Ai Mãe, Pai... Obrigada! —Estava sem reação e a minha boca estava aberta, meu Deus um carro? —Nossa! Eu... —corri e os abracei sorrindo
—De nada, quer só ficar com a chave ou... —quando ia concluir já estava lá fora.
—Que lindo—Eu disse ao me deparar com um sonata vermelho, lindo e novinho.—Obrigada! Vocês não existem, eu amo vocês!
—Vai dar uma volta—disse meu pai.
—Coloca o cinto—minha mãe sorriu protetora.
—Ok! Vocês são os melhores pais do mundo! —Entrei no carro e liguei para Soffie e Candy, minhas melhores amigas
—Esse carro é maravilhoso Elena—Disse Candy no banco da frente. —eu amei.
—Pequeno, mas confortável—disse Soffie.
—Obrigada meninas. Para onde vamos?
—Não sei por que você pergunta Ni se já sabe.
—Starbucks!—Dissemos em coro.
Elas sorriram e então dei partida.
Assim que estacionei Soffie e Candy me abraçaram sorrindo, nós eramos muito unidas e eu faria tudo por elas, e elas por mim!
—Parabéns—disseram juntas.
—Obrigada, minhas irmãs. —as abracei
—Então eu e Candy compramos um presente pra você.
—Ah! Meninas!
Entregaram-me uma caixa vermelha de veludo. Abri e me deparei com um colar de ouro escrito meu nome.
—É lindo! Eu estava louca por um desses.
—É a gente sabia—disse Soffie.
—Hoje é o melhor dia de todos! —disse com o colar na mão. —coloca em mim Candy.
Ela colocou, passei a mão pelo colar e sorri.—E então? Como ficou?
—Linda! —Disseram as duas.
Entramos no bar e nos sentamos no local de sempre, eu e Candy de frente para Soffie.
—Olá meu trio favorito! —Disse Trisha, ela tinha cinquenta anos, mas não aparentava, era gerente do Starbucks desde que eu me conhecia por gente, e nos conhecia desde quando usávamos fraldas. —Parabéns Elena! —disse a abraçando.
—Obrigada Trish. —sorri
—E então, dois cappuccinos e um mocaccino para Elena?
—Sim! —dissemos em coro.
—E então, hoje vamos as três festejar seu aniversário no Funnights, vamos beber e se divertir. —disse Candy com cara de entusiasmo passando os dedos na mesa.
—Vamos sim! Mas beber nem pensar! Eu tenho um carro e dirijo, então já sabe.
Apesar de fazer apenas quatro meses que Candy tinha 18 anos, ela bebia em todas as festas e dava trabalho para eu e Soffie, era só beber um copo de algo que tivesse álcool que já saia tentando dançar no ponto principal da balada, e depois de muitos copos, ia chorar e reclamar da vida para nós duas, e sempre tínhamos que consolar ela!
—Eu não vou levantar ninguém hoje Candy e muito menos a Elena. Além do mais Tyler chega hoje de Londres, e ele vai com a gente. Tudo bem Lena?
—Lógico Soff! Estou com saudades daquele bobo. —Tyler era namorado de Soff, três anos mais velho que ela e cursava medicina em Londres, e todas as férias ou datas especiais ele vinha festejar. Eles tinham começado a namorar, e logo em seguida ele havia sido aprovado na University of London, e então resolveram continuar o namoro mesmo á distância.
—EE! Mela, mela a noite inteira—debochou Candy.
—Candy! —a repreendi—Ela não ve ele todo dia, quando se encontram é assim mesmo, para com isso.
—I-N-VE-J-A—Caçou Soff—logo você encontra alguém.
Candy mostrou a língua e eu sorri, ela era uma boba!
—Aqui está, seu Mocaccino Lena e seus cappuccinos meninas! —disse Trish colocando os copos na mesa.
Continuamos a bater papo e tomar café, riamos constantemente, o que mais eu queria? Família perfeita, amigas irmãs, e um aniversário que estava se tornando o melhor de todos.
—Mais tarde eu passo para pegar vocês! —avisei, em seguida dei partida no carro, as duas acenaram. Liguei o rádio e curti uma música da qual nem o nome eu sabia, mas estava curtindo aquilo. Estacionei em frente a minha casa e entrei sorridente, meu pai estava no sofá lendo o jornal.
—Meu amor! Como foi o passeio?
—Ótimo papai, o carro é perfeito. Eu amei. Vamos sair hoje á noite para comemorar meu aniversário, vamos naquela balada Funnights, tudo bem né? —disse sentando ao seu lado, ele me abraçou
—Você vai dirigindo? —perguntou espantado.
—Era a intenção —sorri—não foi para isso que me deram o carro?
—Sim, mas... Elena, você sabe que agora pode beber, mas, você tem um carro. E além do mais nesses lugares tem muita pessoa má intencionadas, que podem colocar uma coisa em sua bebida e isso pode deixar você meia... —Era incrível como ele sempre mudava o rumo da conversa para o que ele realmente queria.
—Essa coisa se chama ecstasy, uma droga usada para excitar as mulheres e deixar elas totalmente submissas aos desejos de qualquer um.
—Elena! Como você sabe? Alguém... Você... Você está se drogando? —assustou.
—Não—ri alto—Pai, acorda estamos no século 21, eu sei me cuidar, estou fazendo 18 anos hoje, mais não é a primeira vez que vou em uma balada, e além do mais as meninas vão junto, e relaxa, você e a mamãe são tudo para mim, então tudo que acontecer vocês vão saber. —disse começando a subir as escadas, seu pai lhe chamou.
—Elena!
—Sim?
—Você já... —enrolou as mãos.
—Já?
—Você sabe meu amor... Já?
Comecei a rir, e com certeza minas bochechas ficaram roxas.
—Não pai... Eu sou Virgem.
—Ufa! —disse com alivio no rosto.
—Cadê a Mamãe?
—Na casa de Jennifer—Jeniffer e minha mãe eram amigas desde a primeira série, as duas não se desgrudam, e é por isso que Jeniffer é minha madrinha. Assenti e voltei a subir as escadas, e lá em cima disse.
—Pai?!
—Sim?
—Vou te contar quando acontecer.
—Certo—sorriu sem graça—tomara que nunca aconteça—disse baixo.
—Eu ouvi! —Gritei já do meu quarto.
—Eu quis dizer... AH! Elena... —Sentou no sofá e voltou a ler.
Liguei o rádio e comecei a ouvir a minha música favorita (I Stay in Love- Mariah Carey) Abri meu guarda roupa e comecei a jogar meus vestidos na cama.
—Não.
—Esse também não.
—Esse já usei demais.
—Poutz! Esse é velho hein?!
—Rosa demais!
—Verde demais!
—Esse, a esse sim! —escolhi então um vestido branco, de alcinha com rendas por cima, coloquei um salto da Chanel, fechado com apenas uma pequena abertura na frente, me maquiei, arrumei meus cabelos em cachos. Parei na frente do espelho e comecei a dançar e cantar o refrão da música. E então meu celular tocou me interrompendo de meu show particular.
—Elena...
—Oi Candy! Já estou indo buscar vocês!
—Elena, você demora muito para se arrumar! Você não vai casar! E além do mais Tyler já esta aqui, e ai, vem logo eu estou me sentindo uma vela de sete dias.
Ri alto. Como Candy era dramática.
—Ok velinha, já estou indo. —desliguei o celular, coloquei minha bolsa no ombro e desci as escadas.
—Que vestido curto é esse? —Perguntou meu pai abaixando a TV e com um olhar de bravo.
—Pai!
—Você está linda meu amor! —minha mãe o ignorou
—O vestido esta muito curto.
—Pai! Eu não estou bonita?
—Linda! Mas o vestido...
—Está curto! Vai dormir Peter. —minha mãe disse o repreendendo. —Elena nada de beber hein!
—Ok mamãe! —disse dando um beijo em sua testa. —e nada de drogas tá papai—repeti o beijo em meu pai. —Agora eu vou porque se não Candy vai me matar. Sai correndo e fui até o meu carro, meu Deus, meu carro!
Estacionei em frente à casa de Candy, e desci do carro para abraçar Tyler meu amigo, o melhor amigo homem que se pode ter.
—Parabéns Ni! Que saudades! —disse me abraçando e girando.
—Ty! Que saudades! Obrigada.
—Você está linda!
—Hum... Obrigada—disse sorrindo. Soffie não sentia ciúmes, nós quatros havíamos crescido juntos e Ty era o irmão que eu nunca tive.
—Até que enfim senhora Gilbert, que demora—Reclamou Candy sentando no banco da frente.
Soffie mostrou a língua para ela e entrou no banco de trás com Ty.
—Preparados? —perguntei
—Acho que não, sou tão novo, e além do mais, não casei, não tive filhos e não terminei a faculdade.
—Ty! —disse sorrindo incrédula.
—Não se preocupa malinha! A Leninha dirige bem! —disse Candy sorrindo, sorri em resposta, era difícil Candy elogiar.
Chegamos ao Funnights, descemos do carro, Candy gritou e começou a cantar a música que tocava. (Single Ladies- Beyonce)
—All the single ladies , All the single ladies! —saiu rebolando e entrando na balada.
—Vai ser a noite inteira assim? —perguntou Tyler incrédulo.
—Não! —respondi, mas sabia que seria
—Vai ser pior—respondeu Soff o puxando para dentro. —Ri da resposta, é seria pior e entrei atrás deles. Lá dentro, Ty pegou duas Ice uma para ele e outra para Soff. Car já virava duas tequilas seguidas no bar.
—Candy! Calma—a repreendi tirando o copo de sua mão.
—Dá meu copo Lena—saiu dançando outra música que tocava.
—Ela vai dar trabalho essa noite—disse me virando para Tyler e Soffie que estava perdidos em beijos e por sinal suas mãos também estavam perdidas em seus corpos. —Ow! E eu estou sozinha. Fui! —sai rindo. Ótimo, estava sozinha!
Comecei a dançar com um copo de pina colada, a bebida mais fraca que havia encontrado. Um homem esbarrou em mim e derrubou toda a minha bebida no chão.
—Você não olha por onde anda? —Gritou. Ele era muito bonito, cabelos negros, olhos azuis, estava de roupa preta e um chapéu preto também, tinha um corpo escultural! e estava agarrado com uma loira muito linda também.
—Você que não olha por onde anda seu idiota, fica se pegando com qualquer uma e derruba a bebida dos outros.
—Eu pelo menos estou com alguém? E Você? Sozinha! Também quem iria quer uma chata e insuportável como você.
—Você nem me conhece babaca.
—Damon! Vamos sair daqui, os seguranças estão olhando. —disse a loira para ele.
Ele saiu e me encarou, ah que medo dele, ironizei em minha mente.
Sai com raiva e fui para o bar, idiota, ainda bem que não sujou minha roupa. Olhei em minha volta para procurar Candy e a vi de agarro com um carinha no canto.
—Ótimo! Amigas como essas... —foi em direção do bar e pedi mais uma bebida para o garçom.
—Uma pina colada com pouco álcool e muito gelo, por favor. —sentou-se para esperar a bebida. Um homem sentou-se ao seu lado, tinha cabelos castanhos claros e olhos cor de mel.
—Oi Elena—disse sorrindo.
—Como você sabe meu nome? —perguntei assustada—Você me conhece?
—Sou adivinha! —sorriu—Está escrito no seu colar.
—Ah—“Idiota” pensei. Lógico, estava com meu nome no pescoço, o presente que as minhas amigas haviam lhe dado de manhã. Sorri—E o seu como é?
—Stefan, prazer—sorriu. —Sou novo aqui e estou com meu irmão mais velho aproveitando pela primeira vez a baladinha do Canadá. E você está sozinha?
—Não, na verdade, estou! Uma das minhas amigas está com o namorado e a outra com copos de tequilas na mão e alguns caras na pista. —sorri
—Sua Pina colada—disse o garçom.
—Pina Colada? —riu incrédulo—é muito fraca.
—Eu dirijo, tenho que ter responsabilidade.
—Comprou o carro há pouco tempo né?
—Ganhei hoje de meus pais, presente de aniversário.
—Parabéns! —Disse me olhando—quantos anos?
—Dezoito! —sorri—de maior! —ergui o copo. —e você?
—Vinte e dois.
Nós dois conversarmos muito, nos identificamos com muitas coisas e dançamos várias músicas agitadas, quando sentamos no bar Stefan disse:
—Sempre tem uma louca nas baladas!
—O que você quis dizer? —Perguntei olhando para a mesma direção que ele. Candy estava subindo no palco, bêbada e ia começar a cantar e dançar sensual.
—Candy! —disse saindo e indo em direção a ela.
—Você conhece?
—É minha amiga—subiu no palco e a tirou de lá de cima.
—Vem Candy!
—Não, eu vou continuar meu Show!
—Ah tá, você é quem a Britney Spears agora?
—Sim! — sorriu totalmente zonza.
—Vem comigo—a puxei e ouvi muitos marmanjos vaiarem pelo que eu fazia. A levei para fora e ia colocar ela no carro.
—Eu te ajudo a cuidar dela. —disse Stefan me olhando
—Hum que Gato Lena! Prazer eu sou a Candy—disse quase em cima dele.
Ele sorriu.
—Prazer Candy, meu nome é Stefan.
—Não precisa! Ela vai dar muito trabalho, acredite em mim! —o alertei
—Senta ela na calçada um pouco, até passar o efeito. —o sugeriu.
—Ela vai chorar muito.
—Não vou não! —gritou Candy.
—Eu aguento—me ajudou a colocar ela na calçada e sentou ao meu lado. Candy deitou no meu colo e como havia dito, começou a chorar.
—Eu avisei! —disse vitoriosa!
—Ok! Você realmente a conhece.
—Muito.
Depois de muito choro, Candy pegou no sono, conversamos sobre tudo, Stefan contou como seu irmão amava cães e que tinha muitos, ele odiava, ao contrário de mim, mas não toquei no assunto. Disse também o quanto amava assistir filmes, e preferia a vida monótona de ficar em casa do que baladas. Conto que seu irmão apesar de ter 27 anos, era irresponsável e mulherengo. Ouvi tudo, encantada, ria às vezes e assentia também. Então o silêncio parou entre nós dois, ele estava prestes a me beijar, mas então Candy levantou vomitando sem parar na sarjeta.
A ajudei, então olhei para ele.
—Vou levar ela para casa! Foi muito bom te conhecer!
—Eu também gostei muito de você Lena—disse ele acenando para mim que já estava dentro do carro ajeitando a bêbada.
—Candy que cheiro horrível que você está—disse com nojo. —Vamos, recebi uma mensagem de Soff, ela vai sair com Ty.
Estava feliz, havia encontrado um homem lindo, conversado horas. Mas também estava com raiva, quando algo ia acontecer, minha amiga que já tinha beijado muito me interrompeu. Bateu no volante de raiva.
—Droga! O telefone! Esqueci-me de pedir
—Que telefone? —disse Candy zonza.
—Nada Candy! Nada! Estamos chegando ta? —Ela assentiu e então continuei a dirigir com raiva da minha burrice.
Notas finais
;D
Comentem!
Fale com o autor