Enfim, Casados!!!
70 Viagem ao mundo da imaginação
Notas iniciais
R – ‘Hum... Pelo jeito aconteceu um grave acidente aqui na rua!’
H – ‘Sério? De quê?’
R – ‘Um carro desgovernado bateu no poste e depois o poste caiu na rua, interditando parte da rua!’
H – ‘Nossa amor! Será que tem alguém ferido?’
R – ‘Pela batida deve ter sim. Tá cheio de gente na rua e como foi um poste de energia que caiu, provavelmente vamos ficar sem luz agora a noite!’
H – ‘Nossa! Será que devemos ir até lá pra ajudar no que for preciso?’
R – ‘Acho melhor não. Já tem muita gente por lá e a essa altura já chamaram a ambulância e o carro da companhia de energia! É melhor a gente ficar por aqui mesmo.’ – Falei caminhando até a cama e sentando ao seu lado.
H – ‘Mas eu fiquei preocupada agora, vai que eles não chegam a tempo e acontece alguma coisa pior!’
R – ‘Não se preocupe, não vai acontecer nada pior. Lembre-se que você não pode ficar impressionada com cenas fortes, pode fazer mal ao bebê!’ – Falei alisando a sua mão.
H – ‘Tem razão, amor!’
R – ‘Falando em bebê, tem um tempinho já que você não come, não é senhora Magalhães? E como já está escurecendo, tá passando da hora da senhora comer!’
H – ‘Verdade! Estamos com fome mesmo, né filhote!’ – Falei alisando a barriga.
R – ‘Que tal a gente preparar um lanche bem gostoso pra nós, antes que anoiteça e ficamos sem energia, hein?’
H – ‘Huuum! Acho uma ótima ideia!’
R – ‘Vamos pra cozinha?’
H – ‘Vamos!’ – Levantamos da cama e fomos preparar o nosso lanche. Comemos bastante e não demorou muito e já tinha escurecido. Acendi uma vela que tinha na cozinha e depois fomos pra sala, abraçados.
R – ‘O que vamos fazer agora, já que está tudo escuro? Não dá pra ver televisão e nem fazer a nossa pesquisa na internet. Só se a gente ficar namorando, que tal?’ – Falei me aproximando dela e indo beijá-la, mas ela mais uma vez interrompeu o beijo, me deixando revoltado.
H – ‘Espera!’
R – ‘O que foi?’
H – ‘Você tem razão, não dá pra gente fazer nada, mas eu tive uma ótima ideia!’
R – ‘Qual?’ – Falei chateado.
H – ‘Lembra do dia que você me pediu em casamento?’
R – ‘Sim! O que tem haver isso?’
H – ‘Naquela mesma manhã, recebi a visita o Adriano e ele me fez viajar pelo mundo da imaginação! Foi incrível!’
R – ‘Humm! E qual a sua ideia, afinal?’
H – ‘A gente podia viajar pela nossa imaginação e como está escuro, vai ser fácil fazermos isso, que tal?’
R – ‘Huum! Será?’
H – ‘Tenho certeza que você vai adorar!’
R – ‘Num sei não, acho que não vai ser nada fácil fazer isso!’
H – ‘Como não, amor. Pelo que eu saiba o senhor sempre teve uma imaginação muito fértil para preparar armadilhas e brincadeirinhas de mal gosto quando era criança, né? Ou você se esqueceu que o Firmino te comparou um dia com o Paulo, hein?’
R – ‘Éh, devo confessar que travessuras e brincadeirinhas sempre foi o meu forte quando era criança!’
H – ‘Então! Pra quem sempre foi muito sapeca, isso vai ser moleza!’
R – ‘Tá bom, eu aceito! O que devo fazer então?’
H – ‘Me dê a sua mão e feche os olhos!’
R – ‘Só a mão? Te dou o que você quiser, meu amor, só pedir!’
H – ‘Para de gracinhas, Renê e se concentre!’
R – ‘Tá bom!’
H – ‘Agora imagina você criança e num lugar muito bonito. Consegue imaginar?’
R – ‘Sim!’
H – ‘O que você tá vendo!’
R – ‘Estou me vendo na fazenda do meu avô, perto da cachoeira que tinha lá!’
H – ‘E o que mais?’
R – ‘Estava brincando de jogar pedrinhas na água e pensando na vida quando, de repente, do nada, apareceu uma linda menina sendo arrastada pelas águas da cachoeira, gritando muito!’
H – ‘E aí, o que você fez?’
R – ‘Não pensei duas vezes e pulei na água tentando salvá-la. Como não era muito funda, consegui nadar e trazer ela pra perto do barranco onde eu estava antes.’
H – ‘Nossa e o que aconteceu com ela depois?’
R – ‘Ajudei ela a subir nas pedras e depois ela me agradeceu muito por ter salvado a vida dela. Sabe o que ela fez como forma de agradecimento?’
H – ‘Não, o quê?’ – Falei toda curiosa.
R – ‘Ela me deu um beijo no rosto e depois saiu correndo, sumindo! Sabe de uma coisa?’ – Falei abrindo os olhos.
H – ‘O quê?’
R – ‘Ela se parecia muito com você quando criança!’
H – ‘Huumm! Quer dizer que no seu sonho, você me salvava, é?’ – Falei abrindo os olhos e olhando pra ele.
R – ‘Pois é! Como são engraçadas as coisas né! Porque será que imaginei isso?’
H – ‘Porque será né, senhor Renê!’
R – ‘Vai ver, você rodeava os meus pensamentos desde quando era criança né!’ – Falei alisando o seu rosto.
H – ‘Aham! Sei!’
R – ‘Verdade! Desde quando era criança eu ficava imaginando como seria aquela que seria a mãe dos meus filhos e aquela que roubaria o meu pobre coraçãozinho! E como Deus sempre escuta a oração das crianças, ele atendeu a minha, mandando você pra mim!’
H – ‘Humm!’
R – ‘E como no sonho, será que depois de ter feito essa declaração de amor pra você, eu vou merecer ganhar um beijo da menina mulher mais linda do mundo?’
H – ‘Será que você merece?’ – Ele fez um biquinho tão lindo que não resisti! – ‘É claro que o meu herói merece né!’ – Me aproximei dele, segurei o seu rosto e nos beijamos apaixonadamente. Ficamos um tempo assim, aos beijos, até que a energia voltou.
R – ‘Hum! A energia tinha que voltar logo agora? Quero brincar mais de viajar na imaginação. Eu adorei, principalmente o final.'
H – ‘Ah é, engraçadinho! Pra quem não queria brincar de viajar no mundo da imaginação, resolveu mudar de ideia?’
R – ‘Claro! Foi uma experiência incrível fazer essa viagem com você!’
H – ‘Mas vamos deixar a viagem para outro dia. Graças a Deus a energia voltou e agora vou tomar o meu banho.’ – Falei me levantando do sofá e apagando a vela que tínhamos acesso.
R – ‘Nada disso! Não vou deixar você sair daqui!’ – Falei a segurando e puxando ela, fazendo-a cair no meu colo. – ‘Vai que você some e nunca mais aparece, como no sonho!’
H – ‘Larga de ser bobo, Renê! Claro que não vou fazer isso com você. Onde já se viu uma coisa dessas?’
R – ‘Sei lá né! Vai que esse sonho se torna realidade e você some! É melhor previnir né!’
H – ‘Eu nunca vou sumir de você, meu amor! Afinal, eu não conseguiria mais viver sem você! Eu te amo!’ – Falei segurando o seu rosto.
R – ‘Tô brincando amor, e eu também te amo muito, muito, muito.’ – Voltamos a nos beijar intensamente até ela cortar o clima.
H – ‘Agora será que posso tomar meu banho?’ – Rsrsrs.
R – ‘Depois dessa declaração, eu deixo!’ – Ela me deu um selinho, se levantou do meu colo e foi para o quarto tomar banho. – ‘Helena, Helena! Você me deixa louco, sabia!’ – Fiquei ainda no sofá rindo de nós e lembrando da nossa aventura.
~ Alguns dias depois ~
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