Enfim, Casados!!!

71 Aprontando com as crianças


Notas iniciais
Mais um capítulo pra você!

V – ‘Professor Renê? Professor Renê?’ – Falei entrando correndo na sala de música, junto com a Maria Joaquina, Bibi e Carmem.

R – ‘Diga, Valéria! Porque você está tão afoita? Aconteceu alguma coisa com a Helena?’

MJ – ‘Calma, professor Renê. Não aconteceu nada. Queremos apenas fazer uma surpresa pra professora Helena e vamos precisar de você!’

R – ‘Surpresa pra Helena? Qual?’

B – ‘É theacher! Tivemos uma ideia maravilhosa!’

R – ‘Então me conte, estou ficando curioso!’

C – ‘É assim, professor: a gente pensou em fazer uma...’ – Contamos todo o nosso plano para o professor Renê.

MJ – ‘E então, professor, você vai nos ajudar?’

R – ‘Humm! Será que vai dar certo?’

V – ‘Com você nos ajudando, tenho certeza que vai ser um sucesso!’

R – ‘Mas me expliquem uma coisa: pra que essa surpresa?’

C – ‘Pra dizer o quanto nós gostamos dela, e agora principalmente pra dizer o quanto estamos felizes pela chegada do bebê de vocês!’

R – ‘Então podem contar comigo meninas!’

Meninas – ‘Eba!’

V – ‘Vamos pessoal, vamos fazer a outra parte do plano, antes que o recreio termine. Ah, professor, não esqueça da sua, ok?’

R – ‘Pode deixar, já estou indo cumprir a minha!’ – Pisquei pra elas e logo saíram da sala.

~ Na sala de aula ~

Cirilo – ‘Professora Helena, posso entrar?’

H – ‘Claro, Cirilo. O que aconteceu?’

C – ‘É que o Jaime e o Jorge estão discutindo no pátio.’

H – ‘Esses meninos, não tem jeito mesmo. Vamos lá então!’

R – Assim que a Helena e o Cirilo saíram da sala, entrei devagar e deixei uma caixa em cima da mesa dela e sai de fininho.

~ No pátio ~

H – ‘Posso saber por que os dois estão discutindo aqui no pátio?’

Jaime – ‘Ah, professora, esse cabelo boi lambeu que começou. Ele tava humilhando o meu pai, dizendo que ele não passa de um mecânico sujo. Ai o sangue subiu!’

H – ‘É verdade, Jorge?’

Jorge – ‘Claro que não, professora. Esse gordo que tá inventando isso!’

Jaime – ‘Gordo né! Agora você vai ver seu metido!’ – Fingi que me aproximava do Jorge, até o Professor Renê entrar na brincadeira.

R – ‘O que tá acontecendo aqui?’

H – ‘Esses dois começaram a brigar aqui no pátio.’

R – ‘Vocês não tem vergonha na cara não? Dois meninos tão bons e inteligentes como vocês, brigando por besteira?’

Jaime – ‘Mas foi ele que começou, professor Renê!’

R – ‘Olha, não quero saber quem começou! Quero que vocês façam as pazes agora!’

Jorge – ‘Mas professor!’

R – ‘Mais nada! Anda, estou esperando.’

H – ‘Pode deixar que eu resolvo isso, Renê, afinal eles são meus alunos.’

R – ‘Nada disso, deixa que eu resolvo isso. E eles são meus alunos também, esqueceu? E eu não quero que você fique se estressando por briguinhas bobas dos alunos!’

H – ‘Mas, Renê?’

R – ‘Mais nada. Pode deixar que eu resolvo essa situação com eles. Pode voltar pra sala!’

H – ‘Então tá. Vou voltar pra minha sala!’ – Saí e fui em direção a sala.

Laura – ‘Tadinha da professora, professor Renê. Vi o quanto ela ficou chateada com o jeito que você falou pra ela! Foi tão anti-romântico!’

R – ‘Eu sei, Laura. Fiquei com muita dó do meu amor, mas sei que ela vai me perdoar por isso.’ – O sinal tocou – ‘Agora, façam fila rapidamente pra gente ir pra sala de música colocar o nosso plano em ação.

~ Na sala de aula ~

H – Entrei na sala chateada com o Renê. Poxa, não precisava falar comigo daquele jeito. Quando olhei, vi uma caixinha em cima da minha mesa com o meu nome. Não hesitei e a abri. Tinha uma rosa e um bilhete. O peguei e comecei a ler: ‘Para a rosa mais linda do meu jardim: o meu amor! Sei que às vezes não sou o homem ideal pra você e mesmo não querendo, às vezes acabo te magoando. Desculpa, meu amor! Só não quero que você fique se estressando por bobagem. Saiba que tudo isso é pra preservar você e o nosso bebê de um possível estresse na gravidez. Tudo que faço, é pensando em vocês! Se for digno de ser perdoado, por favor, venha até a minha sala, eu e as crianças temos uma surpresa pra você! Não esqueça que eu te amooo! Ass: seu príncipe encantado.’ – ‘Ah, Renê, tá aprontando né!’ – Peguei a rosa e fui em direção a sala de música.

~ Na sala de música ~

Mário – ‘A professora Helena tá vindo!’ – Falei olhando pela janela.

R – ‘Se escondam, crianças!’ – Rapidamente elas se esconderam na cortina e nos bancos que tem na sala.

H – ‘Posso entrar?’

R – ‘Claro! Fique a vontade!’ – Parei de tocar piano e olhei pra ela.

H – ‘Ué, cadê as crianças?’

R – ‘Estranho, elas estavam agora mesmo aqui na sala.’

H – ‘Que estranho mesmo, não é professor. Por acaso vocês estão aprontando pra cima de mim?’

R – ‘Aprontando? Imagina, meu amor! Sente-se!’ – Peguei na mão dela e ela sentou no sofá. – ‘Bom, já que estamos a sós aqui na sala, vou tocar algo pra você!’ – Comecei a tocar Deus me mandou você. De repente a Maria Joaquina aparece cantando o início da música e aos poucos as crianças aparecem ajudando no refrão. Olhei pra Helena que estava muito emocionada. No final, as crianças gritaram: ‘Seja bem vindo, bebê!’ e abraçaram a Helena.

H – ‘Que lindo, meus amores! Desse jeito fico até sem palavras! Obrigada!’

V – ‘A gente queria dizer pra vocês com essa simples homenagem o quanto estamos felizes com a chegada da Heleninha ou do Renezinho no nosso meio.’

Daniel – ‘Verdade, professora!’

H – ‘Obrigada, crianças! Não sei nem o que dizer! Obrigada mesmo. Tenho certeza que o bebê também ficou muito feliz com essa homenagem de vocês!’ – Falei passando a mão na minha barriga.

Jaime – ‘Ah, professora, você merece muito mais! E sobre a confusão no pátio agora a pouco, era tudo armação!’

H – ‘Quer dizer que era tudo combinado? E até a rosa que recebi na sala também fazia parte do plano, Renê?’

R – ‘Aham, eu sabia de tudo!’

H – ‘Muito bonito vocês, hein! Aprontaram até pra mim ficar chateada com o Renê né!’

R – ‘Mas pelo visto você me perdoou, pois veio até a sala de música, né!’

Alícia – ‘Verdade, professora, senão você não estava aqui.’

Crianças – ‘Éhhh!’

H – ‘Êh crianças, vocês não tem jeito mesmo né. E até você, Renê, ajudando eles a armar pra cima de mim.’

R – ‘Mas você gostou, meu amor. Foi por uma boa causa!’

H – ‘Sei! Em casa conversamos melhor!’

MJ – ‘Professora! Não fica brava com o professor Renê não. A ideia foi nossa de fazer essa homenagem. Ele apenas nos ajudou.’

H – ‘Tá bom, crianças. Vocês venceram. Não vou ficar brava com ele. Agora que a homenagem acabou, vou voltar pra minha sala.’

R – ‘Espera!’ – Falei segurando no braço dela – ‘Assiste a aula deles, por favor! Fica, meu amor!’

H – ‘Acho melhor não! Vai que vocês ainda aprontam mais alguma coisa pra mim!’

R – ‘Olha, prometo que não vamos aprontar mais nada com você hoje, ta bem?’

H – ‘Ok! Vou ficar, mas se tiver mais alguma coisa, já sabem: não fico mais em nenhuma aula, entenderam?’

Todos – ‘SIM, PROFESSORA HELENA!’

R – ‘Então, crianças, vamos voltar a nossa aula!’ – Comecei a tocar a música que as crianças estavam aprendendo a cantar, enquanto ela ficava acompanhando a aula. Quando o sinal tocou, as crianças saíram da sala correndo, me deixando a sós com ela.

H – ‘Então quer dizer que o meu marido resolveu aprontar com as crianças pra cima de mim?’

R – ‘Aprontar não, meu amor. Apenas queriam te homenagear e me pediram ajuda, só isso!’ – Falei me aproximando dela.

H – ‘Sei!’ – Ele quis me abraçar, mas eu esquivei – ‘Sai, sem toques. Ainda estou chateada com você ou você se esqueceu da grosseria que fez comigo lá no pátio? Esqueci não!’

R – ‘Esqueceu não? Então porque ficou segurando essa rosa o tempo todo nas mãos, hein?’

H – ‘Porque achei ela linda, não posso?’

R – ‘Pode sim, mas acho que essa rosa quis dizer outra coisa: que você já me perdoou pela brincadeira das crianças!’

H – ‘Engano seu!’ – Me virei e fui em direção a janela.

R – ‘Me perdoou sim, mas é tão orgulhosa que não quer dar o braço a torcer!’ – Falei abraçando ela por trás e beijando o seu pescoço. – ‘Que mamãe mais difícil você tem, hein meu filho!’

H – ‘E que papai mais custoso você tem, hein filho!’

R – ‘Será que a sua mamãe vai perdoar o papai? Acho que eu escutei ele ou ela dizer que sim! Acho que agora você não tem como não me perdoar!’

H – ‘Tá bom, vocês venceram!’ – Me virei pra ele, ainda abraçados – ‘Te perdoo, mas com uma condição!’

R – ‘Qual?’

H – ‘Que você não me apronte mais junto com as crianças! Combinado?’

R – ‘Vou tentar!’

H – ‘Tentar?’

R – ‘É! Se for pra te deixar com aquele sorrisão que só você sabe dar quando as crianças te homenageiam, não tem como negar o pedido delas. Assim como esse que você tá agora.’

H – ‘Como?’

R – ‘Esse sorrisão bobo que tá aí agora!’

H – ‘Bobo é?’ – Falei dando um tapa no seu ombro.

R – ‘Bobo, mas é o sorriso mais lindo que existe e que eu não consigo mais ficar sem.’

H – ‘Você não existe, sabia!’ – Ele aproximou seus lábios dos meus e me beijou intensamente. Depois, fomos pra casa.

Notas finais
E aí, gostou do que o Renê aprontou com as crianças? Deixe seu recadinho!