A – ‘Bem, o estado de saúde da sua mãe é bastante delicado. Ela machucou muito e agora a pouco me informaram que ela teve que ir para a sala de cirurgia.’

H – ‘Meu Deus, a minha mãe! Isso não pode estar acontecendo...’ – Lágrimas

R – ‘Calma, meu amor! Tudo vai dar certo, você vai ver!’

H – ‘Calma Renê! Você me pede: calma! A minha mãe tá na sala de cirurgia e eu tenho que ter calma...’

R – ‘Mas não vai adiantar nada você ficar nervosa assim! Agora o que temos que fazer é ter um pouco de paciência e esperar notícias!’ – Falei secando as suas lágrimas! — ‘Vem, vamos sentar ali!’ – Fomos até um banco e sentamos. A Helena estava muito abalada e muito nervosa. Ela deitou no meu ombro e fui alisando os seus cabelos.

H – ‘O que vai ser de mim se acontecer algo pior com ela? Eu não vou aguentar!’

R – ‘Ei!’ – Levantei o seu rosto e olhei fixamente pra ela – ‘Não quero que você pense assim. A D. Cristina é forte e vai sair bem dessa, você vai ver! Vamos ter fé! Tudo vai ficar bem, ok, amor?’

H – ‘Tá bem, meu amor! Me perdoe ter falado com você daquele jeito. Fiquei muito nervosa com a notícia!’

R – ‘Não tem problema não! Eu sei o quanto você tá sofrendo com essa situação. Mas quero que saiba que estou com você nessa, viu. Você não está sozinha! Eu te amo!’

H – ‘Obrigada meu amor! Nem sei o que seria de mim sem você! Também amo você! Me abraça...’

R – ‘Claro que sim! Não precisa nem pedir.’ – A abracei forte e depois dei um selinho nela.

~ Duas horas depois ~

H – ‘Esses médicos que não aparecem pra dar alguma notícia!’

R – ‘Calma, tenha um pouquinho mais de paciência, amor. Daqui a pouco eles devem aparecer pra dar alguma notícia. Você quer comer alguma coisa?’

H – ‘Não amor, estou sem fome!’

R – ‘Nada disso, você precisa se alimentar um pouco. Vamos até a lanchonete comer alguma coisa? Assim, você se distrai um pouco.’

H – ‘Tá bom!’ – Saímos e fomos até a lanchonete comer alguma coisa. Confesso que estava sem fome, mas mesmo assim, comi um pão de queijo e tomei um café. Depois voltamos para a recepção para saber alguma notícia.

~ 1 hora depois ~

R – Estávamos angustiados a espera de alguma notícia, quando vimos o D. Miguel sair e ir ao nosso encontro.

M – ‘Professora Helena, Professor Renê!’

H – ‘E então D. Miguel, como a minha mãe está?’ – Perguntei aflita.

M – ‘Bem Helena, a sua mãe passou por uma cirurgia delicada, mas graças a Deus correu tudo certo. De qualquer modo, ela terá que ficar um tempo na UTI apenas por precaução!’

H – ‘Mas podemos vê-la pelo menos?’

M – ‘Recomendo que hoje vocês a vejam apenas no vidro. Devido a cirurgia ter sido delicada, nessas primeiras horas devemos ver como o organismo dela vai reagir, tudo bem?’

H – ‘Fazer o quê né! Só mais uma pergunta, doutor...’

M – ‘Pois não, professora!’

H – ‘Posso ficar aqui no hospital essa noite com ela?’

M – ‘É melhor não, Helena! Como ela está na UTI não tem necessidade de acompanhante. Vá descansar um pouco e amanhã você volta, ok?’

H – ‘Mas eu posso pelo menos vê-la agora?’

M – ‘Claro que sim, me acompanhem!’

H – Acompanhamos o Dr. Miguel até a porta da UTI. Quando vi a minha mãe pelo vidro naquele estado, toda incubada, não aguentei e comecei a chorar.

R – Não aguento ver o meu amor sofrendo. A abracei e disse ao seu ouvido: ‘Ela vai ficar bem, você vai ver meu amor!’

H – ‘Deus te ouça, amor! Deus te ouça!’ – Ficamos ali um tempo no vidro olhando a minha mãe.

R – Olhei no relógio e vi que já ia começar a anoitecer. – ‘Amor! Vamos pra casa. Você precisa descansar. Hoje foi muito puxado!’

H – ‘Eu queria ficar aqui com ela, amor!’

R – ‘Eu sei, mas você não ouviu o Dr. Miguel dizer, não vai adiantar nada ficarmos aqui, é melhor irmos pra casa mesmo descansar. Amanhã cedinho a gente vem pra cá. Vamos?’

H – ‘Tá bom!’ – Saímos abraçados e fomos até o estacionamento do hospital pegar o carro pra irmos embora.

R – O caminho até em casa foi silencioso. Doía o meu coração de ver o meu amor sofrendo daquele jeito. Quando chegamos em casa, a abracei e disse a ela: ‘Que tal você tomar um banho bem quente pra relaxar um pouco hein. Enquanto isso, vou preparar um lanche bem gostoso pra nós!’

H – ‘Eu estou sem fome, amor. Não vou querer nada!’

R – ‘Não senhora, você vai comer um pouquinho sim, ora! Não quero ver você doente não viu! Vai lá tomar seu banho enquanto vou pra cozinha! Depois do seu banho, vou levar o nosso lanche até o quarto, não precisa vir a cozinha não, ok?’ – Nos despedimos com um selinho e enquanto ela ia pro quarto tomar banho, liguei para a D. Olívia para dar notícias e depois fui preparar um lanche pra nós.

H – Entrei no quarto e só sabia chorar. Custei a ir para o banheiro tomar banho. Depois de alguns minutos, sai do banho e me deitei na cama, abraçada ao travesseiro.

R – Resolvi ver se a Helena já tinha saído do banho. Quando chego no quarto me deparo com ela de pijama, deitada na cama abraçada ao travesseiro chorando. Me aproximei dela, alisando o seu cabelo e disse: ‘Eu sei o quanto está difícil essa situação pra você, mas eu estou aqui com você e sempre vou estar, tá me ouvindo? Nos momentos de alegria ou de tristeza, de saúde ou de doença, em todos os momentos eu vou estar com você viu! Agora senta pra você comer um pouquinho. Fiz uma sopinha com torradinha especialmente pra você! Vou lá buscar!’ – Selinho.

H – Apesar de tudo isso estar acontecendo comigo, o Renê tem sido um marido incrível. Me sentei e esperei que ele trouxesse o nosso lanche.

R – Coloquei a bandeja em cima do colo dela e depois fui pegar a minha. – ‘E ai tá boa?’

H – ‘Uma delícia! Obrigada, meu amor!’ – Selinho. – Depois que tomamos a sopa, ele pegou a bandeja e levou até a cozinha. Quando ele voltou pro quarto, resolveu tomar banho.

R – Rapidamente tomei banho, fiz minha higiene pessoal e deitei na cama com ela. Rapidamente, ela me abraçou e ficou nos meus braços, enquanto alisava seu cabelo delicadamente. – ‘Não se preocupe, hoje eu vou cuidar de você!’

H – ‘Você não existe. Obrigada por tudo!’ – Nos beijamos apaixonadamente. Em seguida, adormeci abraçada ao meu amor.

~ Dia seguinte no hospital ~

Notas finais
O que vocês acham que vai acontecer com a D. Cristina? E aí, tá gostando da história? Deixe sua sugestão.