Enfim, Casados!!!
49 No Hospital...
Notas iniciais
R – Não era nem 7h quando chegamos ao hospital. Estávamos saindo do estacionamento quando de repente meu celular toca:
~ Ligação on ~
R — ‘Alô! D. Olívia? Bom dia!’
D. O. – ‘Bom dia professor Renê! Como anda a D. Cristina?’
R – ‘Bem diretora, acabamos de chegar no hospital agora pra saber notícias!’
D. O – ‘Hum! Como a Helena está?’
R – ‘Está um pouco melhor!’ – Falei olhando pra ela.
D. O. – ‘Que bom! Fale pra ela que hoje ela não precisa vir trabalhar não, ok? Tomarei conta das aulas dela. E como sei que você tem 2 horários vagos agora antes do recreio, se quiser ficar ai com ela, não tem problema não, viu!’
R – ‘Ôh diretora, nem sei como agradecer a senhora! Muito obrigado mesmo!’
D. O. – ‘Que isso professor, tem que agradecer não e afinal, vocês estão passando por um momento difícil, né!’
R – ‘É verdade, diretora. Mas mesmo assim, muito obrigado!’
D. O. – ‘Bem, agora vou desligar. Mande meu abraço a Helena e melhoras para D. Cristina.’
R – ‘Pode deixar. Ela tá te mandando outro. Até mais tarde, diretora! Tchau!’
~ Ligação off ~
H – ‘Era a diretora, amor?’
R – ‘Era sim. Ela ligou pra dizer que você não precisa ir trabalhar hoje não!’
H – ‘Que bom! Também do jeito que a mamãe está não teria muita cabeça pra dar aula hoje não!’
R – ‘É eu sei!’ – Falei abraçando-a – ‘Ela também me dispensou até o recreio pra mim ficar com você!’
H – ‘Que bom, meu amor! Assim não ficarei tão sozinha neste hospital!’
R – ‘Eu nunca vou te deixar sozinha, viu! Eu amo você!’ – Beijo. – ‘Vamos entrar pra ver como a D. Cristina está?’
H – ‘Vamos!’ – Nos dirigimos até a recepção. – ‘Moça, queremos saber como a minha mãe está, a senhora Cristina Fernandes!’
A – ‘Só um minuto, por gentileza!’ — ... – ‘Bem, ela ainda está na UTI, mas se quiserem ir, podem ir vê-la no vidro.’
H – ‘Obrigada!’ – Saímos da recepção e fomos até a UTI ver a minha mãe. Quando chegamos no vidro, vi que a minha mãe parecia um pouco melhor do que ontem. – ‘É, parece que ela está um pouco melhor do que ontem né!’
R – ‘Parece!’ – Um tempo depois – ‘Amor, vou ver se consigo falar com o Dr. Miguel pra saber notícias da sua mãe, ok? Me espere aqui, tá bem?’
H – ‘Tá bem, meu amor. Vou te esperar aqui!’ – Selinho.
R – Sai e fui atrás do Dr. Miguel. Rapidamente o encontrei no corredor.
D. M. – ‘Professor Renê? O que faz tão cedo aqui no hospital?’
R – ‘Olá, Dr. Miguel, vim trazer a Helena pra ver a D. Cristina e quero aproveitar e conversar com o senhor, posso?’
D. M. – ‘Claro que sim, vamos ao meu consultório!’
R – ‘E então, doutor, como está a minha sogra?’
D. M. – ‘Bem, Renê, a D. Cristina sofreu um trauma muito forte no braço direito. Fizemos a cirurgia para colocar alguns pinos e até agora está correndo tudo bem, mas agora temos que esperar e ver como ela vai reagir depois que sair do coma.’
R – ‘E vai demorar muito esse estado de coma?’
D. M. – ‘Creio que não. Essa noite ela começou a reagir bem a medicação. Se continuar assim, em breve ela passará para o quarto.’
R – ‘Que bom! Fico mais tranquilo sabendo disso!’
D. M. – ‘Vamos continuar torcendo para que ela se reaja bem a medicação e saia logo do coma e do hospital!’
R – ‘Deus te ouça, doutor. Deus te ouça! Bem agora não vou ocupar mais o seu tempo. E também tenho que ficar perto da Helena antes de voltar pra escola. Obrigado doutor por tudo.’
D. M. – ‘Que isso, Renê, disponha.’
R – Sai da sala e fui até a UTI ver como o meu amor está. Percebi que ela estava apoiada no vidro, com o olhar triste observando a D. Cristina. Cheguei de mansinho abraçando-a. – ‘Como o meu amor está, hein?’
H – ‘Levando. Ver a minha mãe assim dói muito!’ – Uma lágrima escorreu do meu rosto.
R – ‘Eu sei, meu amor, mas logo, logo ela vai sair dessa, você vai ver!’ – Falei secando suas lágrimas.
H – ‘Conversou com o Dr. Miguel?’
R – ‘Sim!’
H – ‘E o que ele disse sobre a mamãe?’
R – ‘Ele me disse que essa noite ela começou a reagir bem a medicação. Se continuar assim, em breve ela sairá da UTI e passará para o quarto.’
H – ‘Que notícia boa, meu amor!’
R – ‘Enquanto isso, vamos torcer e entregar nas mãos de Deus!’ – A abracei mais forte e ficamos olhando pra D. Cristina algum tempo. De repente olhei no relógio e percebi que já ia dar a hora do recreio. – ‘Meu amor, não queria fazer isso, mas vou ter que ir pra escola. Já vai dar a hora do recreio e se eu não sair agora, vou chegar atrasado. Não queria deixar você aqui sozinha...’
H – ‘Eu também não queria que você fosse, mas sei que você precisa ir.’
R – ‘Promete que vai ficar bem?’ – Coloquei as minhas mãos no seu rosto.
H – ‘Prometo!’
R – ‘Assim que a aula acabar, venho correndo pra cá, viu! E qualquer coisa, pode me ligar, ok?’
H – ‘Tá bom! Vá com cuidado, viu!’
R – ‘Pode deixar! Não esqueça que eu amo você!’
H – ‘Eu também amo você! Obrigada por tudo!’ – Nos despedimos com um beijo demorado.
R – Depois que nos despedimos, fui até o estacionamento, peguei o carro e fui pra escola. Chegando lá, encontrei com o Firmino no corredor.
F – ‘Olá professor, como a D. Cristina está?’
R – ‘Oi Firmino, a D. Cristina está na UTI, mas começou a reagir bem a medicação!’
F – ‘Que bom! A D. Cristina é uma mulher forte e com certeza sairá dessa rapidinho!’
R – ‘É o que esperamos, Firmino. Bom, deixa eu ir na diretoria falar com a D. Olívia. Até mais!’
F – ‘Até, professor.’
R – Fui até a sala da diretoria dar noticias e depois do recreio dei as minhas aulas de música. Confesso que foi difícil dar aulas, pois meus pensamentos só estavam com a Helena e com toda a situação da D. Cristina, mas mesmo assim consegui dar aulas. Assim que acabaram, peguei meu material, coloquei no carro e dirigi até o hospital.
~ No hospital ~
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