Enfim, Casados!!!
57 Conversa Romântica
H – ‘Desculpe!’
S – ‘Ah, tinha que ser você né, Helena!’
H – ‘Ah, é você Suzana!’
S – ‘Sim, sou eu!’ – Olhei para o Renê e para a D. Cristina! – ‘O que aconteceu, D. Cristina!’
R – ‘Não acredito que você não sabe, Suzana!’ – Falei num tom de deboche.
S – ‘Não, não sei. A senhora caiu?’
C – ‘Fui atropelada por uma louca!’
S – ‘Nossa, coitada!’
R – ‘Faça-me o favor, né Suzana. Até parece que você não sabe quem atropelou a D. Cristina, né!’ – Falei bravo. – ‘Garanto que se você não soubesse, não estaria aqui nesta delegacia agora!’
S – ‘Peraí, você está insinuando que fui eu que atropelei a D. Cristina, Renê?’
R – ‘O que você acha...’
S – ‘Olha, posso aproveitar que estamos numa delegacia e posso te denunciar, tá me ouvindo?’
R – ‘Se atreva a fazer isso, vai. Eu tenho provas que foi você que atropelou a D. Cristina!’
H – ‘Calma, meu amor! Não fica irritado!’
R – ‘Mas é que essa daí me tira do sério!’
S – ‘Ai, mais que nojo eu tenho de ver vocês dois juntinhos! E que provas são essas contra mim, hein? Quero saber, Renê!’
R – ‘Já, já você vai saber!’ – Assim que respondi, um policial chega até nós.
P – ‘Srta. Suzana, pode me acompanhar até a sala do delegado?’
S – ‘Claro!’
R – ‘Boa sorte, Suzana. Você vai precisar...’
H – ‘Renê!’ – Assim que chamei a atenção do Renê, a Suzana saiu com o policial. – ‘Não provoca ela, meu amor!’
R – ‘Eu não suporto essa mulher, ela me tira do sério!’
C – ‘Calma, Renê. Agora que já dei o meu depoimento, será que podemos ir embora?’
R – ‘Claro que sim, sogrinha. Vamos!’ – Saímos da delegacia e fomos pra casa.
~ Na casa de ReNa ~
H – ‘O que será que vai acontecer com a Suzana, hein! Será que a policia vai descobrir se realmente foi ela mesmo que atropelou a mamãe?’ – Falei sentando no sofá, junto com a mamãe e o Renê.
R – ‘Eu tenho certeza que foi ela e ela merece ser presa e pagar por tudo que ela fez com a D. Cristina.’
C – ‘Vamos ver o que a policia vai resolver, né. E graças a Deus o pior já passou e eu estou bem!’
H – ‘É verdade, mamãe!’
R – ‘Que tal a gente mudar de assunto, hein!’
H – ‘Boa ideia! Mãe, como vamos fazer amanhã, hein? Amanhã temos aula, mas não queria deixar a senhora aqui sozinha!’
C – ‘Meus amores, não tem problema nenhum eu ficar sozinha aqui. E afinal, vocês tem que trabalhar e não é justo faltarem do trabalho só por causa de mim. Já tenho dado trabalho demais pra vocês!’
R – ‘Imagina, D. Cristina. Não tem sido trabalho nenhum, pelo contrário, tem sido muito bom ter a senhora aqui conosco, né amor!’
H – ‘Eu sou suspeita pra falar, né. Não tem nada melhor que tá pertinho da minha mãezinha linda!’ – Falei dando um beijo nela e um abraço.
~ Um tempo depois ~
R – ‘Tem alguém aí com fome?’
H – ‘Eu tô, amor!’
C – ‘Eu também, genrinho!’
R – ‘Vou preparar um jantar especial pra nós então! Que tal um risoto?’
C – ‘Ótima ideia, Renê! Naquele dia que você fez lá em casa, ficou uma delícia!’
R – ‘A senhora ainda se lembra?’
C – ‘Claro, ou você acha que eu esqueci que o meu genro quando quer, cozinha muito bem, hein!’
H – ‘Isso é verdade, mãe. O Renê faz cada comida deliciosa. ’
R – ‘É, eu tento, né. Afinal, depois que saí de casa tive que aprender a cozinhar na marra. Mas até que aprendi a gostar de cozinhar, sogrinha!’
H – ‘Precisa de ajuda, meu amor?’
R – ‘Preciso não, meu amor. Pode ficar aí aproveitando a sua mãe, tá!’
H – ‘Tá bom! Se precisar de alguma coisa, me avise, ok?’
R – ‘Ok!’ – Dei um selinho nela e fui pra cozinha.
C – ‘Esse meu genro é muito especial mesmo, né!’
H – ‘Muito! Não é a toa que é o meu amor!’ – Rsrsrs. – Rapidamente o Renê preparou o jantar. Jantamos, conversamos mais um pouco e depois resolvemos tomar banho e ir dormir.
~ No quarto ~
R – Estava olhando a lua quando a Helena saiu do banho e veio até mim, me abraçando.
H – ‘A lua tá linda, né!’
R – ‘Não tão linda como você!’ – Me virei até ela e dei um selinho.
H – ‘Desse jeito eu fico sem graça, amor!’
R – ‘Mas eu só disse a verdade!’
H – ‘Bobo!’ – Começamos a nos beijar. Depois, ficamos admirando a lua abraçados. De repente começou a chover. – ‘Sabe o que essa chuva me fez lembrar agora?’
R – ‘O quê?’
H – ‘O dia que saímos pela primeira vez, lembra?’
R – ‘Como eu poderia me esquecer. Foi um dos melhores dias da minha vida, sabe por quê?’ – Falei alisando seu rosto.
H – ‘Por quê?’
R – ‘Porque neste dia eu pude ter a certeza que você seria a mulher da minha vida. Melhor: você é a mulher da minha vida!’
H – ‘Ah é? E como você teve tanta certeza assim, hein?’
R – ‘Pelo seu olhar, pelo jeito sem graça que você ficou depois que o garçom trouxe o capucchino e até mesmo por ter ido atrás de mim debaixo de chuva.’
H – ‘Depois de um jantar maravilhoso que tivemos, você acha mesmo que ia estragar tudo, deixando você ir embora com raiva de mim? De jeito nenhum, sabe por quê?’
R – ‘Por quê?’
H – ‘Porque se tivesse deixado você ir embora naquela noite, estaria jogando pro ar todo o amor que sinto por você desde a primeira vez que te vi no baile de máscaras!’
R – ‘Hum...’ – Cheguei pertinho dela, colando nossas testas e comecei um beijo bem romântico. – ‘Tive uma ideia:’
H – ‘Qual?’
R – ‘Que tal a gente ir lá fora e viver aquele momento do nosso primeiro beijo novamente, hein?’
H – ‘Você é louco, sabia! De jeito nenhum! Afinal amanhã temos que acordar cedo e acabamos de sair do banho.’
R – ‘Ah, vamos, amor, por favor!’
H – ‘Não, amor. Prometo que outro dia a gente reprisa o nosso primeiro beijo na chuva. Hoje não. E também não quero ficar gripada e nem o senhor, ouviu?’
R – ‘Tá bom então, né!’ – Me soltei dela e fui me deitar.
H – ‘Renê!’ – Fui até a cama. – ‘Amor, não fica chateado comigo, vai! Te prometo que não vai faltar oportunidade pra fazermos isso!’ – Falei deitando na cama e abraçando ele por trás. – ‘Me perdoa, vai! Não queria que você ficasse chateado comigo!’
R – ‘Tudo bem!’ – Falei ainda virado de costas pra ela.
H – ‘Já que não vamos tomar banho de chuva, que tal a gente namorar um pouquinho, hein!’ – Falei mordendo a sua orelha.
R – Rapidamente virei pra ela, segurando-a mais forte pela cintura e colocando-a em cima de mim. – ‘Hum... Boa ideia!’
H — ‘Eu te amo!’
R – ‘Eu também!’ – Começamos um beijo intenso e aconteceu.
~ Alguns dias depois ~
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