Encontros

15 Décimo Quarto Encontro - ChiChi


Notas iniciais
Hi o/ Olha só quem voltou com o penúltimo capítulo :3 Curtam bastante, pois esta acabando e claro, esse é o momento onde leitores fantasmas começam a aparecer e deixar reviews, vamos nos despedir direito em pessoal! Boa Leitura!

Eu possuía vários defeitos, conhecia a maioria deles, e as pessoas a meu redor também, porque ninguém é legal os 365 dias do ano não?


Principalmente quando se esta com sono.


Como eu vivia com sono, a maior parte do tempo eu era engraçada ou atrapalhada, e sim, isso era um defeito, por que todos me levavam a sério e hey, temos uma pessoa grogue aqui, não levem como verdade absoluta tudo que faço quando estou a mais de 35h sem dormir, obrigada!


Depois do jantar com os pais de Sasuke eu não pretendia ficar em sua casa, pois depois de tanto tempo acordada pretendia dormir uns dois dias seguidos, até que houve a nevasca e pronto, outro problema. Não poderia simplesmente usar a casa deles de hotel e ficar sumida da hora que deitei até a hora de ir embora, um inferno de um dilema.

"Ah, minha nora é uma graça, dormiu sábado e domingo inteiro lá em casa"


Mikoto não poderia dizer isso para as amigas, não mesmo!


Agora, eu deveria dormir não mais que 8h e estar contente com isso, e foi então que eu descobri um novo defeito, meu lapso de memória temporal.


Quando abri os olhos e olhei no relógio que marcava quase 7h30 eu me perguntava porque diabos estava acordando aquela hora? Eu tinha plantão hoje? Oi?


Ao olhar ao redor muito rapidamente minha mente entrou em parafuso, deslizou por um buraco negro e eu não reconhecia aquele lugar "Por Deus, fui sequestrada, ninguém sai!"


Admito que não era a intenção dar um pulo na cama, nem puxar as cobertas ou me assustar com Sasuke e MUITO MENOS derruba-lo sem querer no assoalho gelado, mas tudo aconteceu rápido demais e logo recordei de todos os detalhes:

Platão dobrado > 60 horas > jantar > nevasca > quarto do Sasuke > Ops

Engatinhei na cama apenas para dar de cara com um Sasuke confuso coçando os olhos e encarando o chão.


–- Bom dia? -- Perguntei sem graça, mas o que mais eu poderia perguntar? Confortável?

–- Acordar sendo jogado da cama não esta lá para um bom dia, mas podemos começar de novo -- Estralou a costela e subiu na cama -- Bom dia Sakura, dormiu bem? -- Deitou-se me encarando e seus olhos brilhavam mais do que eu já vira em qualquer outro dia, aquilo poderia ser bom? Sim, não?


–- Muito bem, mas que tipo de plano maligno esta passando por sua cabeça? -- Emendei uma fala na outra e ele riu me puxando pela cintura e me fazendo deitar

–- Andei pensando...


–- Que medo!


–- Me deixe falar mulher! -- Sorriu e eu prometi ficar quieta -- Andei pensando e sou um péssimo namorado.


–- Ahn?


–- Você esta se esforçando e eu sinto que não consigo mostrar o quanto te amo, sei que espera mais de mim e...


–- Sasuke, quando eu te cobrei alguma coisa? -- Ah, ele ficava tão fofinho com esses olhinhos tristes -- Do mesmo modo que você me aceitou como sou, eu te aceitei como você é. Não podemos nos livrar de nossos defeitos, porque não sabemos qual deles sustenta nossa estrutura, já ouviu isso?


–- Já -- Me apertou contra si depositando a cabeça na curva do meu pescoço -- Mas estou disposto a mudar algumas coisas, inclusive ser mais presente -- Me beijou e eu estremeci, há quantas semanas mesmo não conseguíamos dormir juntos assim? Duas, talvez três.


–- O único jeito de nossa agenda bater completamente é nos casando -- Sorri levantando em um pulo, ele me encarou pensativo e sorriu em seguida -- Vou tomar banho e há espaço para dois -- Sorri e o vi levantando


–- Ótima ideia! -- Falou antes de fechar a porta do banheiro e tirar minha camisola, Ah, ele era tão bom nessas coisas.

***



O sábado foi tranquilo, ajudei Mikoto e Akane em tudo que elas desejavam e percebi que eu não era tão ruim assim na cozinha, até podia ser escrava da comida congelada, mas com uma boa orientadora eu era capaz de me sair bem.

Almoçamos e fiz questão de deixar claro para Sasuke que dessa vez eu não havia usado o Google nem qualquer aplicativo de culinária, ah eu estava tão orgulhosa de mim mesmo!


A neve do lado de fora derretia lentamente, parecia que outra grande tempestade não ocorreria tão cedo, o que me lembrava que assim que Tsunade conseguisse por os pés para fora de casa, eu também deveria colocar.


Mikoto e Fugaku Uchiha eram pessoas maravilhosas e agora ficava claro porque meus pais gostavam tanto deles, eram gentis comigo, mas eu não era cega ao ponto de não enxergar o pai severo que o patriarca foi e ainda era. Sasuke e Itachi devem ter entrado na linha, com todo o poder da expressão.


Por volta das 20h estávamos todos na sala, os homens assistiam a um amistoso da seleção japonesa que havia começado a pouco, Akane e Mikoto tricotavam cachecóis que pareciam absurdamente quentes, o que me deixava incomodada por não saber pregar um botão, já eu, com toda minha maturidade, brincava de Lego com Koji no meio da sala.


Eu AMAVA legos, quando criança possuía uma caixa imensa apenas dedicadas a eles, e hoje estava tendo apenas um remember, e bom, esses legos são temáticos de Hogwarts, na minha época não havia essas coisas.


Sasuke estava misteriosamente mais carinhoso desde nossa conversa pela manha, mas não pensem que ele me agarrava perto da sombra de alguém, claro que não! Ele havia passado a me agarrar apenas quando portas fechavam, como a do banheiro, a do quarto e até a da biblioteca quando fui conhecê-la, era mágico!


No momento que ouvi os primeiros gritos de "Gol do Japão", o que era um milagre diga-se de passagem, ouvi meu celular tocar em cima da mesa de centro, escorreguei o mais rápido que pude o alcançando, todos olharam para mim enquanto tentava desviar das pecinhas de lego no meio da sala.


Assim que estava distante o suficiente para ninguém se incomodar com minha falação, atendi Shizune que aparentemente corria para cima e para baixo.


–- Não me diga que Tsunade já fez as convocações? -- Olhei pela janela e a neve havia decido consideravelmente, não havia mais nevasca, apenas a noite fria e a neve derretida, mas o carro de Sasuke ainda estava com as rodas presas.

–- Bingo! -- Murmurou -- Estou indo para o hospital, nos encontramos lá?


–- Para que eu chegue no hospital, vou precisar de carona -- Ela com toda a paciência me perguntou o endereço e disse que em 15 minutos estaria ali, bom, não tínhamos opções, ou era isso, ou uma bronca de Tsunade e as próximas na UTI seria nós duas.


Subi as escadas vendo que todos mantinham-se entretidos, coloquei a mesma roupa que cheguei ontem e me lamentei pelo sapato tão alto, justo hoje que eu não fazia ideia de quantos dias passaria presa ao hospital. Vislubrei o celular e Tá-dã, solução arranjada.


Desci e dei de cara com todo mundo comemorando o segundo gol do Japão, ou eles haviam melhorado muito ou o outro time era muito ruim.

Mikoto foi a primeira a me ver descendo e virou preocupada perguntando coisas de "Para você vai?" "Por que esta saindo sem comer nada?" "O que aconteceu?" "Você está com frio?" E todo tipo de pergunta que minha mãe e vó fariam.

–- Desculpem por não poder ficar até amanha, mas preciso ir para o hospital -- Murmurei -- Precisam de mim por lá.


–- Tão tarde? Não é perigoso? -- Fugaku levantou-se -- Sasuke, leve ela com cuidado e...


–- Não será necessário Fugaku-sama -- Meneei negativamente com as mãos -- Uma amiga minha vem me buscar e então... -- A campainha tocou -- Aí esta -- A empregada saiu da cozinha e logo a morena toda agasalhada entrava tremendo.

–- Oh por Deus, como Tsunade nos faz sair de casa nesse frio? -- Shizune resmungava enquanto desenroscava-se de seu cachecol -- Vou matar aquela velha louca e... -- Deteve-se ao dar de cara com os Uchihas -- Boa noite -- Sorriu sem graça.


–- Mikoto-san, Fugaku-sama, esta é Hatake Shizune -- Apresentei, todos se cumprimentaram e estava na hora de ir, antes que Shizune abrisse a boca novamente

–- Aqui Sakura, trouxe o que me pediu -- Ela tirou da bolsa um jaleco branco, meu estetoscópio e, uma lixa de unhas?


–- Shizune, o que eu quero com a lixa? -- Perguntei vendo-a vestir o próprio jaleco?

–- Podemos precisar, guarde com você! -- Murmurou voltando a colocar a jaqueta por cima -- Vista logo o jaleco e coloque o estetoscópio no pescoço, chegarem prontas para o combate, Ah, quase esqueci -- Shizune podia ser bem tagarela quando queria. Puxou uma bolsinha de sua bolsa, aquilo era o que? Enfeitiçado igual a bolsa da Hermione de Harry Potter -- As sapatilhas -- Estendeu um par de camurça azul royal


–- Fico te devendo uma -- Sim, eu havia basicamente esquecido meus sogros e estava fazendo a sala deles de closet, tirei os sapatos, calcei as sapatilhas, retirei o lenço, coloquei o estetoscópio, vesti o jaleco, as luvas e o sobretudo, tcharam!

–- Ótimo, podemos ir? -- Perguntou e eu virei para me despedir


–- Muito obrigada pela hospitalidade -- Mikoto segurou minhas mãos e logo me puxou para um abraço


–- Volte sempre que puder e desejar querida, você será sempre muito bem-vinda -- Sorriu simpaticamente e eu me curvei -- Vá com cuidado!


–- Volte logo e sejam prudentes, meu filho precisa de uma noiva para casar -- Riu e despediu-se, por fim dei tchau a Itachi e a Akane e claro, a Koji que queria brincar com o estetoscópio.


Sasuke foi até a porta comigo, enquanto Shizune ligava o carro ele me beijou, um beijo que não imaginei ganhar na porta da casa dele, moço abusado. Mesmo que relutante eu estava ADORANDO essas pequenas mudanças. Podia me acostumar com isso!


–- Vá com cuidado, me ligue quando puder -- Murmurou com os lábios ainda próximos aos meus -- Salve muitas vidas e não esqueça que te amo!


–- Farei o meu melhor -- Sorri segurando seu rosto em minhas mãos e o beijando novamente, Shizune acabou com minha festa quando começou a buzinar -- Preciso ir -- Me soltei, me despedi e entrei no carro gritando um "Te amo mais" como uma pessoa bem normal, obvio!


Quando chegamos ao hospital foi necessário alguns segundos para entendermos que caos diabólico era aquele as 21h30, e quando a luz falhou pela primeira vez, notei que o máximo que podíamos fazer era correr contra o tempo.

***



28 de Janeiro de 2015


Nenhum revezamento funciona, nem nas provas olímpicas, nem em um hospital. Tsunade, Shizune e eu estávamos atulhadas de serviço desde sábado, e hoje era terça, UHUL.


Kakashi nos trouxe roupas, comida e calmantes, tirando esse ultimo, que fiquei tentada a consumir, eu agradecia imensamente por sua bondade, dormíamos por uma hora no máximo a cada 10h correndo para cima e para baixo, vários outros médicos que trabalhavam conosco estavam divididos em outros hospitais para aguentar a demanda, afinal, o Hospital Central de Tokio era o mais afetado com os acidentes.


Mas no fim, estávamos todos em maus lençóis.


Cai exausta na cadeira, Shizune e Tsunade jogaram-se no sofá ao lado, finalmente não caia neve do céu e a que tinha no chão derretia lentamente, mas ainda estava tão frio que os casos de Hipotermia aumentavam invés de diminuir.

–- Não li nada sobre trabalho escravo no contrato que assinei desse hospital -- Shizune tirou uns risinhos de nós, mas o cansaço era tanto que apagamos em seguida, foi um cochilo rápido, mas que ajudou a tirar um pouco o peso de nossas costas.


Pela primeira vez em dias, o amanhecer foi calmo, a emergência estava tranquila e com tudo sob controle, os pacientes na UTI passavam bem, os operados estavam ótimos, não havíamos ficado sem luz, água ou TV a cabo desde a madrugada de domingo e finalmente, os médicos designados a outros hospitais voltavam para reassumir seus postos.


E todos estavam a cara da derrota, claro.


Shizune me levou em casa e depois seguiu viagem para ver sua bebê, ela martirizando-se de saudades de seu bebê humano e eu, de meu bebê cachorro. Quem estava cuidando de Goku para mim era Yoshi, o porteiro, assim que subi o cãozinho ficou tão feliz que fez xixi no meu tapete escrito "Welcome" na porta.


Tomei um banho quente merecido, nada de duchas rápidas, coloquei um short e uma blusa cinza se manga longa e deitei na cama esperando que a calefação fizesse efeito rápido, muito rápido.


Apaguei sem ver que horas eram e principalmente, sem ligar para Sasuke, eu era realmente uma péssima namorada.


***

Ding Dong


Sentei na cama atordoada, que barulho era aquele?


Ding Dong


A campainha, ótimo!


Levantei sem saber que dia ou que horas eram, gritei já vai e corri pro banheiro, liguei a luz e quase fiquei cega, eu mataria quem estivesse na minha porta. Ao mesmo tempo que penteava o cabelo, escovava os dentes, fazia xixi, gritava já vai e concluía o bochecho com aquele líquido azul que queimava minha língua.


Rumei até a porta vendo pela janela da sala que era noite, agora, a noite de quarta ou de quinta?


Abri dando de cara com Sasuke, um sorriso enorme e uma caixa de chocolates finos.

–- Sei que te acordei, mas já trouxe isso para me redimir!


–- Tudo de caso pensado? -- Minha voz ainda estava baixa, sentia que os fragmentos do meu espírito ainda se realocavam ao corpo -- Devia jogá-lo pelo fosso do elevador, mas como estou cansada demais para isso, pode entrar -- Sorri e ele passou, fechei a porta e senti seu perfume perto do meu pescoço e suas mãos em minha cintura.


–- Senti sua falta -- Por que Deus ele tinha que sussurrar?


–- Claro que sentiu -- Murmurei e ele virou-me e me beijou, aquele mesmo beijo que havia feito que terminássemos no sofá da primeira vez.


Mas dessa vez terminamos na cama, nus, ofegantes e satisfeitos, obrigada, de nada!

A cada vez que fazíamos isso ele parecia melhor, uou!


E maior também, mas deixa isso pra lá, mero detalhe.


–- Dorme aqui hoje? -- Murmurei e espero que ele tenha entendido, porque estava com preguiça demais para repetir


–- Claro! -- Ele beijou meus cabelos e nós dois nos deixamos dormir


Na manha seguinte, que eu descobri ser quinta-feira graças a uma coisa útil chamada calendário, quem me acordou foi meu estômago, que em conjunto com meu nariz trabalhavam muito bem para detectar o aroma bom que circulava na casa.


O lado que Sasuke havia dormido estava vazio, e o relógio marcava 9h da manha. Levantei, fiz a higiene matinal, tirei aquela cara inchada de sono e fui serelepe para a cozinha.


Olha, eu já tinha visto muitas cenas inusitadas e excitantes, mas Sasuke de calça moletom, sem camisa e avental, merecia uma foto, um quadro, um Oscar!

–- Era surpresa ou humilhação mesmo? -- Olhei o prato bem montado é a mesa ricamente preparada com o café da manha ocidental, Haruno Sakura não prepararia aquilo sem Google -- Isso não são waffles preparados por um ser humano normal, pelo menos os meus não ficam assim.


–- Sakura -- Virou com a espátula das panquecas na mão -- Você não sabe fazer waffles.


–- Obrigada por jogar na minha cara Palmirinha–- O que foi? Eu tinha uma culinarista preferida e dai? Tudo bem que ela era brasileira, mas todas vocês amam o Buddy Valastro que eu sei!


–- Senta logo! -- Só acatei porque ele estava sorrindo, não tinha nada a ver a cadeira estar virada para seu lindo bumbum, eu não estava obcecada okay? Okay!

Tomamos café com Goku a nossos pés pulando e pedindo comida, e ganhando, porque aqueles olhinhos eram tão lindos que engorda-lo não parecia tão ruim.

Passamos a manhã e parte da tarde namorando, sem ninguém incomodar, até que por volta das 16h o celular do Sasuke tocou.


–- Ah, você conseguiu? -- Conversava enquanto eu checava as redes sociais -- Certo, vou buscar então, em 15 minutos chego aí! -- Oi?


–- Epa epa epa -- Levantei enquanto ele vestia as roupas jogadas no chão -- Onde você vai mocinho?


–- Preciso resolver um problema na delegacia, podemos nos ver lá em casa hoje? -- Sentei com o lençol cobrindo o corpo


–- Você não pode voltar para cá? -- Perguntei -- Goku ficou tantos dias sozinho, não queria deixá-lo de novo e...


–- Perfeito! -- Por que ele parecia tão animado -- Leve Goku!


–- Por que faz tanta questão de irmos a seu apartamento? -- Eu possuía um ótimo sexto sentido.


–- Temos que inaugurar minha cama! -- Sorriu sacana e inclinou-se para me beijar, depois de uns apertões e mordidas aqui e ali, concordei e ele saiu, realmente, tínhamos muito o que inaugurar.

***



Como o combinado, as 19h30 eu estava batendo em sua porta, com bolsa e cachorro em mãos e alias, Goku usava suas lindas pantufinhas de pug e uma gravatinha borboleta preta, um verdadeiro Gentleman.


Sasuke abriu a porta afoito, o que estava acontecendo com aquele homem agora? Parecia a beira de um colapso nervoso


–- Sasuke -- Larguei Goku que tratou de desbravar a casa -- O que você tem? Esta pálido -- Coloquei a mão em seu rosto e ele estava gelado -- Por Deus


–- Estou bem -- Sorriu e me puxou pela cintura, seja o que fosse, aquilo havia o deixado com o beijo mais intenso e a pegada mais forte, estava adorando, por favor, continue!


–- Agora acredito! -- Acariciei seu rosto que pouco a pouco ia se normalizando -- Vamos começar o test drive ou...


–- Antes, tenho uma coisa para te entregar -- Sorriu e antes que déssemos um passo, Goku iniciou sua latição -- Acho que Goku já a encontrou.


Segui o cachorro baderneiro que gostaria de nos avisar de uma ameaça terrível e encontrei uma caixa, maior que o Goku e com um laço imenso vermelho depositada no chão


–- Surpresa -- Era Natal ou meu aniversario e eu não sabia?


–- Mas o que... -- Não pude completar a pergunta pois a caixa se mexeu -- Aí meu Deus! -- Um passo para trás por minha coragem.


–- Vá até lá -- Sasuke empurrou levemente minhas costas -- Abra!


–- Olha, se for alguma brincadeirinha juro que te largo -- Dei uma batidinha na cabeça de Goku que se acalmou e ajoelhei em frente a caixa que voltou a se mexer. Retirei a tampa ainda receosa e vi a ultima coisa que eu imaginava ver.


Era completamente preto, gordinho e menor que Goku quando o vi pela primeira vez. Não resisti a tentação de pega-lo e Sasuke ajoelhou-se a meu lado, o presente era um Pug. http://migre.me/osFjh http://migre.me/osFkO


–- É uma menina -- Sorriu o moreno -- Como sabe, Goku é um personagem icônico e famoso, que por si só já tornava as coisas interessantes no mangá, mas ele era muito mais divertido quando estava acompanhada de ChiChi, sua esposa, por isso... -- Ele afagou a cabecinha do filhote de, talvez um mês -- Essa é ChiChi, o novo membro da nossa família.


–- Ela é linda Sasuke -- Sorri a colocando em frente a meus olhos -- Tão pretinha e perfumada -- Era muita coisa acontecendo, primeiro um filhote, agora "nossa família", quem teria um colapso em breve era eu -- Olha Goku, sua amiguinha e futura namorada -- Ele pareceu gostar, porque na primeira chance lambeu o filhote, agora não sei se ele estava acariciando ou provando...


–- Além disso -- Sasuke ia começar a falar, mas vi que na coleira vermelha de ChiChi havia uma pequena caixinha redonda aveludada, poderia parecer decoração, mas meu sexto sentido me dizia outra coisa


–- O que é isso? -- Apontei o objeto e Sasuke sorriu mais ainda.


–- Abra! -- Deu de ombros e eu abri enquanto o filhote abria a boca de sono.


–- Oh meu Deus -- Aposto que meu semblante foi cômico pela risada que Sasuke deu -- Isso é realmente?


–- Exato! -- Sorri e o vi pegando a aliança da caixinha, era cravejada de pedras, com ouro e talvez ouro branco, não sei direito -- Desde sábado quando você disse que somente teríamos uma rotina juntos quando casados, eu decidi que já temos idade e maturidade suficiente para darmos o próximo passo, e bom, achei justo que assim como encontrei uma esposa, Goku também deveria ter uma.

–- Sasuke tem certeza? -- Nunca pensei que ele me pediria em casamento tão rápido, mas também, já estávamos quase na casa dos 30, esperaríamos mais o que? -- Oh meu Deus


–- Absoluta! -- Sorriu -- Haruno Sakura, a mulher dos encontros ocasionais, das aventuras estranhas, das amigas excêntricas, do melhor beijo do mundo, e com certeza, a única que amo -- Alguém me pegue um copo de água com açúcar -- Você aceita casar comigo?


–- Posso te dar a resposta no próximo encontro? -- Sorri depositando ChiChi ao lado de Goku e me lancei nos braços do Sasuke, meu futuro marido, meu eterno amante e o único que aguentaria minhas consultas gratuitas.


Hey Lei de Murphy, toma essa agora!

Notas finais
E então, digno de reviews? Comecem a despedir-se de Encontros, pois decidi, será o décimo quinto encontro e epilogo, ai adeus. Estou tão contente de como ela conquistou as pessoas, trouxe comentários, recomendações, favoritos... Estou muito feliz mesmo por ter agradado e divertido todas vocês, porque é gratificante fazer, mesmo que pouco, o próximo feliz. Como disse lá em cima, momento dos fantasminhas aparecerem e momento das minhas leitoras amigas que estão sempre aqui começarem a me desejar sorte no próximo projeto Hahaha' Até breve :3