Encontros

16 Décimo Quinto Encontro - Felizes para Sempre!


Notas iniciais
Hi o/ Olha só quem voltou! Boa Leitura e aproveitem o último capítulo.

16 de Maio 2015

–- Ino, respira fundo Ino – Sakura abanava a amiga com a barra do vestido – Concentra e por tudo que é mais sagrado, NÃO VÁ PARA A LUZ!

–- Mas se a luz brilhar muito, pode ir, nos entendemos com o Sai depois!

–- Temari! – Repreendeu Hinata

–- Desculpe, força do hábito! – Sorriu sem graça

–- Agora preste atenção Ino – Sakura ajoelhou-se em sua frente – Fique firme minha amiga, você vai largar esse saco, levantar desse banco, respirar fundo e entrar naquela igreja, me entendeu bem?

–- Isso Ino, você pode! – Tenten sorriu – Se eu consegui, você consegue também.

–- Exatamente – Sakura levantou-se sorrindo – Engraçado como os noivos de vocês só decidiram pedir em casamento depois de vocês ficarem grávidas né?

–- Péssima hora para comentar sobre isso – Hinata falou entre dentes enquanto os olhos de Tenten e Ino enchiam de lágrimas

–- Não, não, desculpa – Chutou-se mentalmente – Disse isso em um sentido bom, afinal, a família de vocês já começou e tal – Encarou Temari – Não é Temari, fale com elas, pelo amor de Deus – Sussurrou a última frase.

–- Olha, vocês duas – Apontou as grávidas sentadas – Levantem imediatamente e vamos logo, também estou grávida e não tenho paciência para mais hormônios dos que os meus. – Rosnou e finalmente, conseguiu levantar as demais.

Sakura foi a última a sair do salão paroquial e pensou, que se tivesse sorte, não ficaria neurótica, psicótica ou surtada no dia de seu casamento.

***

19 de Março 2016

–- Ino, respira fundo – Sakura abanava a amiga com o vestido – Não quero um remember do ano passado, então respira fundo!

–- E se alguma coisa der errado? – Levantou-se em um pulo afastando Sakura – Nunca vou me perdoar Sakura.

–- Ino, nada vai dar errado – Hinata sorriu – E por favor, pare de estressar a Sakura no dia do casamento dela.

–- Se alguma coisa der errado Ino, a gente conserta, mas você sempre faz as coisas com perfeição – Temari sorriu – Não se preocupe!

–- Agora, pare de respirar dentro desse pacote, por quê a noiva sou eu e acabou o drama – Sakura ajeitou o vestido – Podemos ir? Detesto chegar atrasada.

–- Já estamos 15 minutos atrasada – Tenten apontou o relógio do cômodo

–- Claro, 15 minutos de puro chilique – A rosada sorriu e viu as madrinhas pegando seus buques e passando na frente – Bom, então vamos lá! – Suspirou e sorrindo, foi a primeira a sair do salão paroquial.

Sasuke estava visivelmente nervoso, apertando as próprias mãos e com a respiração descompassada quando a viu parada a porta da igreja. O moreno era tão corajoso para algumas coisas, mas para outros, ele desmaiaria se não se esforçasse.

E ela simplesmente amava isso nele.

Foi entregue pelo pai ao futuro marido, sorriu e recebeu o mais lindo sorriso de volta e ali, envolto por familiares, amigos e o padre, ouviram o sermão e disseram sim, para a maior mudança de suas vidas.

Finalmente, estavam casados.

***

Era estranho, na verdade, muito estranho receber tantos cumprimentos e sorrisos em um único dia, minha mãe me obrigava a caminhar para lá e para cá, dizer olá aos convidados, olá para a câmera, para os cozinheiros, garçons, organizadores, até para o matinho do lado da foto principal eu já estava querendo puxar um assunto, ele me parecia tão calado.

Pensei que sendo a noiva teria vantagens do tipo “Refeição Free” ou “Coma à vontade” e por isso, os planos eram claros: Casar e arrastar Sasuke para a mesa mais próxima da cozinha, assim, tudo passaria por nós dois.

Mas não, na na ni, na na não.

Ficamos na mesa mais distante, longínqua e afastada da cozinha e do buffet, isso não podia ser verdade!

Mas depois de me lamuriar o suficiente para Sasuke pensar em pedir a anulação do casamento na própria festa do casamento, decidi por me divertir, tudo bem que eu não conseguiria comer todas aquelas maravilhas que EU havia escolhido para MINHA festa, mas não posso ser injusta, havia aproveitado o suficiente no casamento de minhas amigas.

Afinal, digo a vocês, compensa muito me chamar para uma boca livre.

***

–- Enfim, sós! – Sasuke devia ser noveleiro, mas ele se descrevia como cinéfilo, pois o moreno gostava de coisas clichês sabe? E me carregar no colo havia sido uma daquelas

–- Me carregar até o quarto e dizer uma frase como essa – Sorri – Que novela mexicana você assistiu dessa vez em? – Me soltou em cima da cama, e não foi de forma romântica – Ai ai!

–- Já disse que não vejo novelas, estou apenas tentando ser romântico – Cruzou os braços e suas bochechas coraram, ah sim, coraram!

–- Sasuke – Me levantei parando em sua frente, os olhos escuros prenderam-se aos meus, com raiva por ter acabado com o clima, mas com uma paixão tão gritante que beirava o desatino. – Não me olhe assim – Coloquei meus braços em seus ombros e senti suas mãos depositando-se em minha cintura – Você sabe, fujo dos clichês – Encostei meus lábios levemente nos seus – Porque gosto de fazer dos nossos momentos únicos. – Nos encaramos e antes que nos beijássemos sussurrei – Koishiteru, Sasuke-kun

Ele estremeceu, primeiro porque era a primeira vez que eu me declarava desse modo tão confiante e segundo, eram raríssimas as vezes que ele me ouvia adicionar o kun a seu nome.

Alias, homens tem umas coisas estranhas, como essa fascinação por sufixos.

Porém, em todo o caso, aquele sufixo havia surtido efeito, mais rápido do que imaginei que surtiria e pasmem, o efeito durou a noite toda.

Nota mental: Use o kun com mais frequência.

***

TRÊS ANOS DEPOIS

–- Tsunade? – Entrei nasala aparentemente vazia, em pleno horário de expediente me perguntei onde aquela velha louca tinha se enfiado. A resposta veio quando ouvi a descarga do banheiro e a porta abrindo. – Posso falar com você?

–- Contanto que não seja algo que me faça querer te matar – Sentou e sorrindo completou – Fique à vontade!

–- Nossa, muito obrigada! – Fechei a porta atrás de mim e sentei na cadeira em frente a sua mesa – Bom...

–- Sempre que você começa com “bom” o assunto é sério, o que foi dessa vez? – Suspirou – Trancou alguma criança no armário de vassouras novamente? Juro que dessa vez não vou te defender e...

–- Quero engravidar! – Tsunade calou-se tão abruptamente quando havia iniciado o sermão antes, afinal, Haruno Sakura falando sobre gravidez não acontecia todo dia.

–- Sakura, meu bem, primeiro de abril foi ontem! – Sorriu recostando-se a cadeira – Você quase me pegou, nossa...

–- Estou falando sério – Os olhos cor de mel arregalaram – Que cara é essa?

–- Sasuke esta te forçando a isso? – Perguntou serenamente e depois a bipolar era eu.

–- Não... Quer dizer, na verdade, esses dias ele comentou que gostaria de ser pai... bom, acho que tenho que contar a história toda não é?

–- Preciso de um ótimo motivo para permitir que você se torne mãe – Tão debochada há há

–- Temari tem Megumi e Shikadai, Ino tem Inojin, Hinata que casou bem depois de mim já esta com o Boruto e a Himawari... Até o Chouji tem uma filha – Murmurei

–- Você quer engravidar porque esta se sentindo excluída, é isso?

–- Não! Por Deus, vamos tentar de novo e mais devagar dessa vez – Suspirei – Sasuke e eu conversamos sobre isso logo que casamos, e ficou decidido que aproveitaríamos ao máximo nossa vida de casado, mas eu sei que ele quer ser pai, e bom... Acho que o tempo também me fez querer ser mãe.

–- Sakura, semana passada você trancou um menininho no armário de vassouras porque ele estava te perseguindo no hospital, preciso realmente te lembrar disso?

–- Oras, essas crianças são muito mal criadas, eu vou criar meu filho bem, educadinho e com esse meu gênio maravilhoso, e claro, a ótima genética do pai.

–- Você já fez o estudo de genética, não fez? – Tsunade me encarou com uma mão no queixo e outra batendo sobre o tampo de madeira da mesa.

–- Talvez – Sorri sem graça, mas é obvio que sim, não é? – Que foi? Queria garantir oras, mas o problema não é esse, não quero sua opinião sobre ter um filho ou não, até porque você tem uma porca.

–- Muito bem criada!

–- Mas não é parâmetro – Recostei na cadeira

–- Esta bem, então como posso te ajudar ó pupila abilolada?

–- Parei de tomar o remédio há três meses, e até agora nada – Suspirei

–- Isso não é bom, você sabe não é?

–- Claro que sei! – Era péssimo na verdade – Mas não quis fazer o teste de fertilidade sem alguém por perto.

–- Você toma remédio desde muito nova, ambas sabemos que há uma grande probabilidade de você nunca poder ter um bebê.

–- Muito grata por você constatar coisas que já sei, obrigada mesmo!

–- Menina ingrata! – Estalou a língua e sorriu em seguida – Vou agendar seus exames para a próxima semana, fico contente que tenha tomado essa decisão, finalmente serei vovó – Levantou-se e seguiu até a porta comigo, antes que eu saisse depositou a mão em meus cabelos e sorridente completou – Nunca se esqueça Sakura, sempre estarei a seu lado! – Eram poucos os momentos que algo vindo daquela velha caquética me emocionava, mas aquele, eu reconheceria de qualquer modo, era um deles.

***

–- Boa noite Goku, Chichi, filhotes – Sempre que Sakura ou eu chegávamos em casa, era a mesma comemoração, inclusive porque agora tínhamos dois mini pugs bebês correndo hiperativamente pelo apartamento. Confesso que sempre protelamos a castração dos cachorros e apenas separávamos os dois quando Chichi estava naqueles dias caninos, mas por um deslize meu, agora temos quatro cachorros que Sakura adora colocar pantufas.

–- Isso mesmo, fale primeiro com os cachorros, depois com sua adorável esposa – Ela ficava linda quando usava só uma camiseta minha, mais linda ainda quando empunhava uma faca devidamente afiada.

–- Boa noite adorada esposa – Sorri me levantando e seguindo até ela – Que milagre é esse de na mesma noite você chegar cedo e fazer o jantar – Quando estava prestes a abraça-la, ela simplesmente se virou e me deixou sozinho na sala, ela realmente sabia ser agradável.

–- Vá tomar banho que o jantar estará pronto em poucos minutos – Ser delegado e ter medo da esposa não poderia ser humilhante se ninguém soubesse, verdade? Verdade! Me aproximei abraçando-a por trás, ela sorriu o que me fez relaxar, afinal, Sakura sabia usar objetos cortantes muito bem.

–- O que você tem? – Perguntei e esperei em vão uma resposta – Não vou sair daqui até que me fale o que esta acontecendo com você Sakura, tem dias que está silenciosa e você fala pelos cotovelos. – Ela sorriu, mas virou-se com o semblante triste.

–- Sasuke... – Sussurrou e foram pouquíssimas as vezes que a vi desse modo – Você ficaria muito chateado se não pudéssemos...

–- Não pudéssemos? – Incentivei e os olhos verdes prenderam-se aos meus, chateados e levemente molhados – Sakura... – Acariciei seu rosto e novamente o olhar desceu ao chão.

–- Não pudéssemos ter um bebê? – Aquilo sim havia me pego desprevenido.

Como todo homem, eu tinha vontade de ser pai, mas sempre respeitei o desejo de Sakura de protelar isso. Tanto pela profissão dela como pela minha, não tínhamos tempo de cuidar de uma criança, mas há algum tempo, mesmo que indiretamente começamos a ponderar essa ideia, o que me parecia incrível.

–- Sakura, você...

–- Ainda não sei, Tsunade marcou os exames para a próxima semana – Murmurou visivelmente chateada – Ia te contar depois, mas você não colabora me enchendo de perguntas.

–- Fico feliz de ter me tornado curioso quanto a você – Sorri e vi seu leve sorriso. Ergui seu queixo não dando chances para que não olhasse em meus olhos – Já tenho você, o que mais eu poderia querer? Um bebê seria muito bem vindo Sakura, mas já temos uma família, olhe ao redor – Ela encarou os cachorros sentados em nossos pés esperando a comida – Eles tem pelo, e latem, mas são nossos filhos. Se um dia pudermos ter um bebê humano, ótimo, mas se esse dia nunca chegar, Goku, ChiChi, Gohan e Goten fazem muito bem esse papel, não acha?

–- Acho! – Murmurou e me abraçou em seguida, agarrando-se a meu pescoço e suspirando aliviada – Arigato Sasuke-kun!

–- Já avisei, não use o kun se não quiser pagar o preço Sakura – Ela sorriu em meu pescoço murmurou em meu ouvido – Que preço, Sasuke-kun?

–- Você vai descobrir! – Deslizei meu braço por suas pernas e a peguei no colo – O jantar vai ter que esperar! – E realmente, esperaria, pois tínhamos coisas bem mais importantes para resolver no quarto.

***

DOIS MESES DEPOIS

–- Pois não, oh, grande abelha rainha do hospital? – Me joguei na cadeira de Tsunade, o plantão havia sido longo e exaustivo, uma fabrica perto ofertou no jantar comida estragada a seus funcionários e como a enfermaria não deu conta, vieram parar aqui – Acho que preciso de uns três banhos no minimo para tirar esse cheiro da minha roupa.

–- Sakura, você anda se sentindo mal? – Tsunade pouco se importou com o tanto de vômito que respingou no meu jaleco no meio da madrugada, tão sensível.

–- Me sentindo mal? Nada fora do comum, uma tontura pelo cansaço, sonolência pelos plantões longos, se você não me colocasse para trabalhar tanto, eu estaria ótima – Dei de ombros – Nada incomum, tirando a vontade que tenho de comer doces ultimamente, mas isso não é sintoma de nada.

–- Seu peso, esta o mesmo?

–- Que deselegante você shishou – Apertei minha cintura levemente – Ganhei algumas gramas nessas ultimas duas semanas, mas nada que dê pra ver, por favor, minha roupa sequer esta apertada.

–- As vezes você me enche de orgulho, mas as vezes, como me dá vergonha – Bufou e estendeu um envelope em minha direção – Seus exames anuais chegaram, abra logo.

–- Você já abriu – Apontei o lacre violado – Já que não esta chorando minha provável morte, devo concluir que esta tudo bem, não é? Obrigada e até amanha!

–- Sente imediatamente e abra esse envelope – Sorriu e eu voltei a sentar, mesmo que contrariada – A propósito, parabéns Sakura!

–- Pelos ótimos resultados no hemograma – Sorri abrindo o envelope e puxando os papéis brancos de dentro – Minha glicemia e colesterol são realmente motivos de parabenização – Concordei e deslizei os olhos pelo papel, mas naquela primeira página não tinha nada sobre hemoglobinas ou plaquetas, muito pelo contrário

CÓDIGO: 005628 PACIENTE: UCHIHA SAKURA

MÉDICO: SENJU TSUNADE

REQUISIÇÃO: 24 DE ABRIL 2016

TESTE DE GRAVIDEZ.................................... Positivo

E junto disso vinham muitas outras informações sobre números que eu considerei insignificantes para aquele momento.

–- O que é isso?

–- Digo que sinto vergonha às vezes – Suspirou – Como o próprio nome diz, isso é um teste de gravides e parabéns, você esta com três semanas de gestação. – Confesso, eu sequer respirava – Isso quer dizer que Sasuke e você serão papais, eu serei vovó, isso não é ótimo?

–- E você me entrega isso nessa calma? – Resmunguei – Por Kami, vou ser mãe... eu, nós...Sasuke e eu vamos ser pais, uau – Comecei a rir sozinha, que reação seria melhor? – Isso é incrível!

–- Muito, principalmente vindo de você – Tsunade se levantou e me abraçou, como ela já não abraçava a tempos – Fico muito feliz que tenha encontrado a pessoa certa Sakura e que agora, possa desfrutar do privilégio de ser mãe, parabéns minha menina!

–- Obrigada shishou, muito obrigada! – Ela me afastou e sorridente completou

–- Você não precisa contar isso para alguém?

–- Claro, preciso sim – Me soltei eufórica – Estou indo Tsunade, até amanha.

–- Até e não esqueça, não é porque você está grávida que começarei a permitir atrasos, esta bem? – Ouvi o que ela disse, mas fiz questão de fingir que não, muitas coisas mudariam a partir de agora, menos meu prazer de deixar Tsunade nervosa.

***

Havia acabado de chegar na delegacia, infelizmente meu plantão seria diurno, o que não casaria com os horários de Sakura, com sorte, nos veríamos apenas na madrugada, isso se ela tivesse acordada quando eu chegasse.

Não passou muito tempo até ouvir alguém batendo na porta da minha sala, não precisei levantar, pois o furacão rosado intitulado minha esposa sabia muito bem girar uma maçaneta e trancar uma porta. Ela encostou-se nela sorrindo e com um pequeno embrulho em mãos e eu torci para ser comida.

–- Boa Tarde para você também – Levantei cruzando a mesa e me sentando nela – O que faz aqui a essa hora?

–- Saudades? – Sorriu caminhando até mim, jogando a bolsa no sofá de couro e encostando-se perigosamente no meu corpo.

–- Não faça isso! – Encostei meus lábios nos seus, mas antes que pudesse puxa-la pela cintura, Sakura me estendeu o embrulho e sorrindo pediu para que eu o abrisse. – É alguma data festiva que esqueci e você esta tentando me lembrar de modo sútil?

–- Você que vai me dizer, abra logo – Incentivou e eu destampei a caixa, lá dentro, um par de sapatinhos minúsculos amarelos repousava sobre um bilhete, onde lia-se claramente “Parabéns”.

E aqueles sapatos não eram caninos

–- Por Kami, você esta... – Levantei da mesa ainda desnorteado, os olhos úmidos dela me confirmaram a pergunta que não consegui terminar – Obrigado! – Mesmo que não esperasse uma noticia como aquela, me tornei o homem mais feliz do mundo ao recebe-la.

Agora, éramos uma família mais do que completa.

***

Foram nove meses difíceis, levei a gravidez até o último trabalhando no hospital e ajudando Tsunade e Shizune que acabará de voltar da segunda licença maternidade, agora era minha vez. Sasuke era o mais afetado, pois eu vivia pedindo coisas para comer, assim, ele foi obrigado a dedicar-se menos a delegacia e mais a mim, o que era ótimo.

Na gravidez fiz duas constatações vitais, a primeira era que o quinto mês era o mais demorado a chegar, afinal, parecia anos até que pudêssemos saber que teríamos uma menina. E a segunda, é que sexo na gravidez é ótimo, recomendo muito!

Sasuke e eu não falávamos muito sobre o nome que daríamos a nossa pequena, então, ficou acertado que decidiríamos na hora, quando olhássemos seu rostinho pela primeira vez e quando isso aconteceu, foi uma sensação tão incrível que até hoje, sequer posso descrever.

Encontrar o amor verdadeiro era incrível, poder contar com aquela pessoa para momentos bons e ruins, dormir e passar todos os dias com ela formidável, mas a sensação de pegar minha filha nos braços e perceber que era o bebê mais bonitinho do mundo, isso eu jamais conseguiria explicar.

E ver Sasuke secando os olhos com a manga da blusa como um menininho também não tinha explicação.

Na verdade eram muitas coisas sem explicação

–- Sarada – Sasuke murmurou quando a pequena deslizou até seu colo e agarrou firmemente sua mão – Uchiha Sarada, o que acha?

–- Nenhum nome combinaria mais com ela!

Mudamos de apartamento, pois um bebê e cinco cachorros eram demais para um de dois quartos, sim, vocês leram certo, cinco cachorros. Goku e Chichi fizeram bobice no dia que entrei em trabalho de parto, e entre socorrer a esposa ou os cachorros, ficou claro que eu era prioridade, então desse deslize nasceu Vegeta, o quinto pug fofinho e o mais danado de todos eles.

Temos quase um lar de pugs, mas não nos importamos, pois Sarada os ama e com nossa rotina conturbada, uma companhia é sempre bom.

Nossa filha completou 6 meses, é um bebê rechonchudo e chato como o pai, mas com a personalidade iluminada como a mãe e não, não te perguntei nada Sasuke, fiquei calado ai.

Não, não teremos outro filho e sim, castraremos os cachorros, prefiro bolinhas gordas e preguiçosas à mais filhotes hiperativos, pois, mais algumas bobeadas e teremos o elenco inteiro de Dragon Ball espalhado pela casa.

E sim, aqueles encontros estranhos nos resultaram coisas impressionantes, afinal, quem diria que Haruno Sakura se tornaria Uchiha Sakura e cairia em seu próprio temor?

Mas pelo sim, pelo não, tudo anda as mil maravilhas

Toma essa Lei de Murphy!

Notas finais
Uau, demorei né? Em resumo, tive problemas pessoais sérios, me mudei, fiquei sem internet por mais de um mês e agora que tudo esta se normalizando, cá estou eu com o último capítulo dessa fic que eu AMO de paixão. Se tudo der certo, semana que vem sai o Epilogo, mas depende de quando atualizarei minha outra fic que também ficou parada. Mas agora que voltei, vou tocar tudo certinho e logo iniciar os projetos novos, alias, grandes novidades. Obrigada por todas as recomendações, obrigada pelo carinho, pelas mensagens de gente preocupada comigo pelo meu sumiço e mais do que isso, obrigada por confiarem em mim nesses meses que passamos juntos e deixarem comentários tão carinhosos. Espero ter agradado à todos dentro de todos esses capítulos e espero os últimos comentários das últimas impressões deixadas. Me animem! Hahahaha' Até logo e novamente, obrigada!