Em Seus Braços Não Tenho Medo
72 Capítulo 72
Notas iniciais
Nada a declarar, espero que gostem deste capítulo de 1479 palavras ;)
PS. Tá sem revisão, eu estava morrendo de preguiça de revisar então ignorem os errinhos que possa haver.
Capítulo 72 — Primeiro dia no Havaí
- Bem-vinda ao Havaí!
Pov Angie
Meus olhos se arregalaram e brilharam enquanto um sorriso de boca aberta se formava em meus lábios. Aquele lugar era maravilhoso! A brisa batia de leve em meus cabelos, fazendo-os voar. Eu senti uma sensação diferente, porém incrível. Germán riu enquanto pegava as bagagens com uma mão e entrelaçou nossos dedos com a outra.
Chegamos mais perto da praia e eu pude ver mais beleza ainda. Aquele final de tarde, onde o sol estava laranja quase vermelho e se pondo aos poucos, estava perfeito. O aroma da praia invadiu minhas narinas e eu relaxei de imediato. Estava tudo tão tranquilo... os únicos sons que eram possíveis de ouvir eram os sons das ondas do mar batendo na areia e dos pássaros cantarolando enquanto voavam. O som da natureza, ah, como era bom. A leve brisa que batia fazia as folhas das palmeiras balançarem de um lado ao outro. E eu, que examinava tudo com o olhar e boquiaberta, não conseguia falar nada.
- Vamos, meu amor? — Germán disse, ainda rindo do meu estado de ai-meu-Deus-eu-estou-no-Havaí.
Podemos dizer que eu estava em choque. Em choque com a beleza encantadora do lugar e com a fofura de meu marido de me trazer aqui. "Meu marido" pensei. Como era bom falar isso...
Segurei a mão dele e me deixei ser guiada por ele, ainda sem conseguir dizer nada. Admirava cada detalhe do local até entrar em um carro com ele. Germán sorriu pra mim e então eu sorri de volta, me deitando em seu ombro e voltando a observar a bela paisagem, que agora passava rapidamente pela janela do carro em movimento.
Poucos minutos se passaram até pararmos em frente a uma estilosa casa de praia. Entramos nela, Germán tinha a chave. Olhei tudo em volta e pensei "Uau! É aqui que vamos ficar?!"
Germán deixou as malas no sofá da casa já mobilizada e fez um sinal para eu segui-lo, e assim o fiz. Chegamos no segundo andar, havia duas portas.
- Ali é o banheiro. — Germán apontou para uma das portas. — E aqui... — ele abriu a outra, entrou e eu entrei atrás. — nosso quarto.
Sorri. Germán andou até duas portas de vidro que havia no quarto e as abriu. Era uma sacada. Os raios de fim de tarde invadiram o quarto, iluminando-o. Aquilo estava mais que perfeito, era de fato emocionante.
Pude ver que era um quarto amplo. Piso de porcelanato, armários de cor clara, um tapete redondo e marrom em frente a enorme e cheia de travesseiros cama de casal. Não sei como isso foi possível, mas o tamanho do meu sorriso triplicou.
Corri até Germán e ficamos na pequena sacada. Era de frente para o mar, a mais bela paisagem de todas. Senti o braço musculoso de envolver minha cintura, inalei seu perfume e suspirei um tanto alto.
- E aí, gostou? — ele perguntou.
Fiz mais um minuto de silêncio. Eu não tinha as palavras certas para descrever a felicidade e explicar o quanto eu adorei aquela surpresa.
- Se eu gostei? — essas foram minhas primeiras palavras desde que ele anunciou que estávamos no Havaí. — Estou apaixonada por este lugar. — grudei nossos lábios num beijo suave e gostoso. Era engraçado como mesmo já casados, eu ainda sentia um frio na barriga ao beijá-lo.
- Eu te amo. — Germán sussurrou entre o beijo e foi inevitável sorrir.
- Eu mais ainda! — finalizei o beijo, mas não tirei os braços de volta de seu pescoço e nem ele tirou suas mãos da minha cintura. — Você é o melhor marido que existe. — o enchi de selinhos.
- Minha gostosa! — Germán falou fazendo uma voz de criança e começou a beijar meu pescoço. Comecei a rir sem parar porque aquilo fazia cócegas.
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- Amor, tô com fome! — eu falei enquanto estávamos tirando as roupas da mala e as colocando no armário. Ficaríamos 20 dias aqui.
- Vamos tomar um banho e depois saímos pra jantar. — ele me abraçou por trás e acariciou minha barriga. Estremeci. — Angie... er... você... você quer... han.. você quer ter.. filhos? — perguntou nervoso.
- Claro! — sorri e ele sorriu aliviado. — Só que ainda é meio cedo, não? Vamos esperar mais um pouco, tá?
- Como você quiser. — sorriu e me deu um selinho.
- E... o que você acha se em vez de sairmos, eu cozinhar esta noite?
- Hmmm... comida da Anshie! Eu quero! — rimos. Germán se jogou na cama e ligou a TV. — E qual seria o cardápio?
- Lasanha!
- Perfeito! — ele me puxou para eu deitar com ele. Já estava de noite, o céu estava estrelado e a lua cheia brilhava mais do que nunca. A temperatura era de 30ºC, eu adoro o calor.
Estávamos mais felizes do que nunca. Juntos. Casados. Quem diria que a governanta e seu patrão terminariam assim? Pois é, o amor faz coisas extremamente loucas. Eu me sentia outra pessoa agora, era estranho, não sei explicar. Era como se agora eu estava... completa.
Isso sim é amor verdadeiro. É. Amor verdadeiro. Isso mesmo. Aliás, se não fosse amor verdadeiro, jamais teríamos ultrapassado tantos obstáculos — vulgo Jade, Esmeralda, Matias, nosso parentesco, mentiras, ataques de ciúmes, brigas e discussões diversas... — e não estaríamos juntos. Sim, nosso amor foi mais forte e derrubou todas essas barreiras, eu estava orgulhosa de nós.
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22:30. Havíamos acabado de jantar, a pia estava cheia de louça, mas tinha valido a pena.
Eu e Germán estávamos mais melosos do que nunca, os beijos estavam tão frequentes que meus lábios estavam meio rachados, mas eu gostava disso, me sentia bem com isso. Para falar a verdade, eu nunca estive tão relaxada em toda a minha vida. A paz, a tranquilidade e a felicidade reinavam em mim.
- Vamos, Angie, segura firme pra não cair! — Germán gritava rindo. Estávamos na praia, que no momento estava vazia, sob a luz do luar e o som das ondas. A não ser isso e nossas risadas altas, estava tudo muito quieto.
O motivo de tanta algazarra era porque eu estava em cima das costas de Germán, enquanto ele corria me carregando para lá e para cá. Suas mãos seguravam minhas pernas, e meus braços estavam em volta de seu pescoço, eu o agarrava forte para não cair. Nós ríamos muito, até que era divertido. Com certeza esse momento entraria para os melhores e mais loucos da nossa história. "Nossa história" ah, dava um frio na barriga em pensar que eu e Germán estávamos construindo nossa história. Uma bela história.
- Germán, eu vou cair! — gritei.
- Não vai não, meu amor, eu tô te segurando! — ele ria e não parava de correr. Sério, se alguém nos visse fazendo essas retardadisses iam achar que ou bebemos ou que temos problema mental.
De repente, o espertinho tropeçou no próprio pé e nós dois caímos na areia com tudo.
Parecíamos duas crianças brincando como se não houvesse amanhã e sem se importar com as possíveis consequências. Só que aquele era o nosso momento. Nosso, só nosso e de mais ninguém. Podíamos fazer o que quiser sem ser julgados.
- "Não vai não, meu amor, eu tô te segurando" — imitei o que ele disse num tom de voz mais fino, como deboche, e nós rimos novamente.
Alguns segundos de silêncio...
- Yo te quiero, I love you, je'taime, eu te amo. — Germán disse e depositou um beijo em minha bochecha. Ainda estávamos deitados na areia.
- Olha que esperto meu marido, fala várias línguas! — me virei para ele.
- Posso falar várias outras se você quiser.
- Não precisa, meu amor. — o beijei.
Ficamos namorando por mais um tempinho e depois voltamos para a casa de praia de mãos dadas, conversando sobre alguma bobeira ou fazendo piadas completamente sem graça.
Chegamos na casa e já fomos direto para o quarto. Já estava tarde, e amanhã seria um longo dia. Germán tirou a blusa para colocar a do pijama e meus olhos, inevitavelmente, grudaram no seu corpo de fora. Mordi meus lábios enquanto sorria com um pingo de malícia, e Germán percebeu. Ele riu e se aproximou.
- Ham... — me virei de costas pra ele e procurei meu pijama, mas logo ele me vira e ficamos meio que colados. Minha respiração ficou descompassada e acelerada.
- Então... — ele pegou minha mão, a qual estava com a aliança, e entrelaçou nossos dedos. — eu não tô com sono. — sorriu maliciosamente.
Ri cabisbaixa e no mesmo instante, levantei minha cabeça e o beijei ferozmente. A partir daí, já estava óbvio o que tinha acontecido.
Pois é, tô vendo que esses serão os melhores 20 dias da minha vida.
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