Notas iniciais
demorei mas to aqui!
Vou ser direta porque to atrasada:
Dividi o cap em dois, essa é a primeira parte. Se tiver muitos reviews eu posto a segunda parte antes de quarta-feira :)
Have Fun

Capítulo 73 — Jetski

Acordei com o um raio de sol que estava adentrando o quarto por um espacinho curto que a cortina descobria. Aquele pequeno raio batia em meu rosto, me incomodando, então eu me livrei do braço de Germán que me rodeava e levantei. Olhei para o lado, Germán ainda dormia com a respiração pesada, sorri e beijei-lhe a testa. O cobri novamente e comecei a procurar minhas roupas.

As roupas estavam todas espalhadas pelo chão, ri e me lembrei da noite que passamos. Foi tão mágico, tão lindo.. Foi perfeito. Peguei meu shorts e o vesti. Peguei a blusa de Germán e a vesti também, eu adorava vestir as blusas dele pois era extremamente confortável e continha o seu cheiro. Prendi meu cabelo em um coque bem mal feito e fui para a cozinha preparar o café.

Pov Germán

A primeira coisa que fiz ao acordar foi procurar pela loira que eu achava que estava em meus braços. Porém ela não estava. Estranhei, mas pensei que ela já devia ter acordado e ido fazer alguma coisa. Como ela não estava, eu não senti seu cheiro. Então, agarrei seu travesseiro o inalei aquele cheirinho doce de Angie.

Agora mais disposto, resolvi levantar para ver aonde ela estava. Vesti uma roupa qualquer e desci as escadas com rapidez. Nada de Angie na sala. Foi aí que eu ouvi sua voz, suave e meiga, cantarolando da cozinha.

- Ya verás que algo se enciende de nuevo... Tiene sentido intentar cuándo estamos juntos...

Adentrei a cozinha e sorri ao ver a cena. Angie tinha o cabelo preso num coque todo desfiado, vestia minha blusa e seu shorts. O mais engraçado era que ela cantava baixinho enquanto varria o chão com uma vassoura verde. Por que ela estaria varrendo?

Me aproximei e ela ainda não tinha notado minha presença ali. Foi quando eu a abracei por trás e beijei sua bochecha esquerda que ela me percebeu. Sussurrei um "bom dia" em seu ouvido e a loira se virou para mim.

- Bom dia! — respondeu com aquele seu sorriso radiante. Aquele sorriso que agora era definitivamente meu, aquele sorriso que alegra e ilumina minhas manhãs todos os dias, aquele sorriso que me transmite uma paz inigualável.

- Eu amo seu sorriso, sabia? — comentei e ela voltou a sorrir.

- Meu sorriso só é assim por causa de você. — Angie respondeu e tascou um selinho em mim. Foi minha vez de sorrir e suas bochechas deram uma leve corada. Acho que isso nunca vai mudar, as bochechas de Angie sempre vão adquirir um tom rosado quando ela me beija.

- Hmmm, nunca me canso de sentir seus lábios. — respondi. — E o que a senhorita aprontou para estar varrendo, hein, Angilinda?

- Angilinda? — ela levantou uma sombrancelha e eu soltei uma risada.

- Tentei combinar seu nome com o adjetivo "linda", mas ok, eu sei que não deu certo. — ri e Angie rolou os olhos rindo também. — Mas então, o que você aprontou aqui?

- Bem, eu ia preparar o nosso café mas aí eu vi essa louça toda na pia — ela apontou para a pia. — e resolvi lavar, mas acabei derrubando um copo no chão e ele se quebrou todo. Agora estou varrendo antes que alguém se machuque com esses cacos.

- Ahhh... — a apertei mais e mordisquei sua orelha. Angie riu.

- Pode me ajudar?

- Ah, claro! — a soltei e caminhei em direção à pia. Eu estava morrendo de preguiça de lavar aquela louça, mas não tinha outra opção. — Amor, que tal irmos tomar café num restaurante?

- Hm... pode ser!

- Ótimo, agora vai se arrumar. Coloca um biquini por baixo da roupa porque depois nosso destino é a praia. E deixa que eu cuido de varrer aqui.

- Hum que animado você hein! — ela riu — Planos pra hoje?

- Muitos planos!

Angie riu e subiu para se arrumar enquanto eu terminava a louça. Planejava mentalmente o que faríamos. Eu já sabia o lugar perfeito para visitarmos. Depois de terminar, subi para o quarto e vi que Angie tinha tomado banho.

- Por que você tomou banho sendo que vamos nos sujar de novo na praia? — questionei.

- Depois da noite que tivemos, eu TIVE que tomar um banho. — rimos.

- Sendo assim, também vou tomar um. Espere-me, gata. — pisquei o olho direito. Ela riu da minha gracinha e jogou uma toalha pra mim.

- Vai logo, bobão.

xx

Angie saiu do carro rapidamente e correu pela areia da praia. Já tínhamos tomado o café. Ri vendo a cena e saí do automóvel. Abri o porta-malas e tirei duas cadeiras de praia de lá.

Olhei para Angie. Estava tão linda com aquele chapéu de praia e com aquela canga branca. Eu realmente tenho sorte de ter uma mulher tão perfeita como ela.

- Meu amor, me ajuda aqui! — ri. Angie se virou e veio em minha direção. Pegou o resto das coisas e levamos até um local da praia. Havia pouca gente, escolhi um local mais reservado.

- Então, Angie, meus planos pra hoje eram... andar de jetski. — sorri e Angie fez uma cara de indignação.

- Eu não sei andar de jetski!

- Nem eu! Vamos aprender! — ri, porém ela continuou séria. — Vamos, meu amor, eu vou te ajudar, não precisa ter medo porque eu não vou deixar que nada de mau lhe aconteça.

- Hmm... — ela pensava.

- Por favor. — segurei suas mãos e fiz biquinho — Vai ser divertido. — Angie riu da minha careta. Um dos meus passatempos preferidos era arrancar um sorriso da minha loira.

- Tá, tá. Eu topo.

(...)

E aqui estamos eu e Angie, subindo cada um em um jetski. Recebemos instruções dos monitores e agora estava na hora da prática. Confesso que aquilo dava um pouco de medo, mas eu adorava um desafio. Desde sempre eu sou apaixonado por esportes radicais, pois eles me dão desafios os quais eu faço de tudo para cumprir. Infelizmente, quando eu tinha 14 anos, sofri um acidente pulando de para-quedas e depois disso nunca mais fiz nenhum tipo de esporte radical.

Angie estava tensa, ela segurava na jetski com toda a sua força e tremia. Pude vê-la ficar o mais estática possível para que ela não perdesse o equilíbrio e caísse no mar. Seu olhar era fixo na frente do jetski.

- Hey! — a chamei e ela rapidamente me olhou, uma mecha de cabelo caía por seu rosto e seu semblante era de puro medo. Me angustiei ao vê-la assim. — Eu já te disse que não precisa ter medo, é seguro, Angie. E qualquer coisa, eu vou estar aqui. — ela sorriu sem mostrar os dentes.

- Eu amo você. — disse do nada. Apenas sorri com aquilo, Angie me trazia uma sensação tão boa que eu tinha impressão de que a vida era um mar de rosas e que problemas não existem.

- E eu também, princesa.

Saí com a Jetski pela água e dei uma volta. Fiz um gesto com a mão que indicava que era pra Angie ir. Com certo receio, a loira ligou a máquina e saiu deslizando pela água em uma velocidade média. Primeiro ela gritou. Depois ela perdeu o controle, mas depois ela aprendeu a mexer na Jetski e saiu dando voltas e gritando "UHUUUU".

- Isso é divertido demaaaais! — Angie gritou enquanto eu ia atrás dela com a Jetski. — Tá querendo me alcançar, é? — Ela disse rindo e eu assenti. — Me alcance se for capaz.

Dito isso, Angie saiu na velocidade máxima, e eu fui atrás. Era horrível ir atrás pois a Jetski dela em alta velocidade fazia com que a água do mar espirrasse na minha cara. Enxergar era difícil.

O barulho das Jetskis era alto, mas ainda sim era possível ouvir a risada de Angie. Até que eu parei.

- Uai... desistiu? Você consegue, meu amor, vamos, se você conseguir você ganha um beijo.

- Um beijo? — sorri. Angie assentiu. — Mas tem que ser bem quente. — dei uma piscadela e Angie riu alto.

- Como você quiser. — fez uma voz sensual e aquilo me derreteu. A observei por uns instantes. Seu cabelo estava molhado em algumas partes e seco em outras. Sua blusa, que era branca, agora estava quase transparente por causa da água que a molhava, fazendo com que o biquini florido dela aparecesse.

Angie foi sair correndo com a Jetski novamente, mas ela escorregou e acabou caindo no mar. E, no momento em que eu percebi que Angie afundou e não estava voltando para a superfície, pulei na água na hora e mergulhei à sua procura.

Sabe quando a preocupação te invade do nada e por completo? Seu coração começa a bater mais rápido e sua respiração fica descompassada. Por um momento a ideia de perder Angie ali e naquele instante passou por minha cabeça, mas a sacudi evitando pensar nisso.

O mar estava fundo, e eu vi Angie afundando cada vez mais. Ela ainda estava consciênte, graças a Deus, mas eu tinha a leve impressão que ela não estava aguentando mais ficar sem ar. Nadei em sua direção o mais rápido que pude e a trouxe para cima.

- Angie! — gritei, ainda a segurando pela cintura, quando a chegamos à superfície. — Você tá bem? — passei a mão pelo seu rosto, tirando todo os fios molhados que o cobriam.

Ela começou a respirar de forma ofegante e passou a mão pelos olhos. Em seguida os abriu com certa dificuldade.

- Angie! — a abracei.

- Sim, agora eu estou bem. Obrigada.

- Eu falei que sempre vou estar aqui quando precisar e nunca deixar que nada de mau te aconteça. — acariciei seu rosto. Angie estava numa busca por ar muito intensa.

Sua dificuldade para falar naquele momento era um pouco grande, então eu simplesmente peguei na sua mão e fui nadando sem mergulhar, e guiando-a, até a minha Jetski.

- Foi horrível. Credo. — Disse a loira quando finalmente recuperara o fôlego.

Subi na Jetski e levantei Angie também. Sim, íamos na mesma para não correr o risco de algo acontecer novamente.

- Segure-se em mim. — liguei o veículo e Angie agarrou-me.

Voltamos para a areia e fomos tomar um pouco de sol, já que estávamos molhados demais.

Eu e ela ficamos tomando sol juntos, conversando pouco. Apenas de mãos dadas. Às vezes eu a pegava encarado a aliança com um sorrisinho. Aquilo me fazia tão bem. Vê-la feliz me causava uma emoção diferente e inexplicável. Aliás, o amor é inexplicável. Não há como expressar o amor em palavras, ele é algo que apenas se sente, e é muito forte.

- Vamos fazer uma trilha naquela floresta? — depois de uns minutos ela disse se levantando. Ainda não estávamos completamente secos, mas eu assenti.

- Isso! Vem, vamos. — levantei correndo e fui puxando-a delicadamente pela mão até entrar na trilha da pequena floresta que havia na beira da praia.

Era a floresta que ficava em volta do grande vulcão do Havaí. Que, por sorte, no momento estava inativo. Ficamos andando na trilha cheia de relevos e conversando. O clima dentre as árvores estava bem mais agradável.

- Olha isso, Anshie!

- Por que você anda me chamando de "Anshie"? — ela riu.

- Eu acho bonitinho. Ou é Anshie ou é a Angilinda. Acho que você prefere Anshie. — ficamos em silêncio e depois começamos a rir com nossa conversa de retardados. — Então, olhe aqui o que eu queria te mostrar.

Agachei e apontei para dentro da mata, fora da trilha.

- Não to vendo nada. — Angie cerrava os olhos a fim de enxergar algo.

- Acho que eu vi um tucano ali. Vem, vamos ver. — a puxei para dentro da mata.

Fui correndo com ela atrás do tal tucano, mas ele acabou voando e saindo de vista. Então resolvemos voltar.

- Germán — Angie me chamou pensativa -, onde é a saída dessa mata?

Olhei em volta e estranhei. Onde estava a saída? Foi assim que me toquei que estávamos perdidos.

Notas finais
Serei :-) eternamente :-) grata :-) se :-) vocês :-) comentassem :-)