Em Meio ao Caos
2 Capítulo 001 - Alice e Isabella
Notas iniciais
Quando a infecção começou, o governo passou a transmitir avisos para a população, dizendo que o recomendado para os cidadãos era ficar em casa, com portas e janelas trancadas e aquela baboseira toda, como se isso fosse te proteger de um bando de zumbis famintos querendo comer seu cérebro e tal.
A partir do momento em que uma dessas coisas invadiu meu apartamento, percebi que não poderia ficar mais em casa, teria que achar outro lugar para morar.
Desde então, eu vivo indo em casas e apartamentos ou algo que tenha um teto e um chão, dormindo por algumas noites, pegando suprimentos, remédios e algo que sirva como arma contra zumbis.
Em algum apartamento — 18h23min
– Droga, nada nessa mala... Nada nessa também... Bingo! Analgésicos... Atum, alguns pregos... Vai ter que servir... É melhor eu continuar andando, já vai anoitecer.
Alice saiu em direção ao corredor, mas viu algo que a assustou.
– Um zumbi...?
O zumbi estava devorando alguém, Alice tentou não fazer barulho algum, mas o pacote com os pregos caiu de sua mochila.
– Merda!
Ele veio até ela, mancando, e Alice empunhou seu canivete. Quando o maldito chegou perto, ela perfurou seu crânio, e ele caiu morto no chão, mas não era o único zumbi que estava ali.
Alice saiu com pressa, descendo as escadarias do prédio, tentando alcançar o carro, e por pouco ela não é mordida por outro daqueles desgraçados.
Apartamento “atual” da Alice – 18h57min
Alice chegou ao apartamento e viu que a porta estava aberta, alguém teria arrombado a porta. Ao entrar, Alice encontra uma pequena garota de cabelos castanho-escuros encurralada por um zumbi. Alice furou a nuca do zumbi com seu canivete e ele caiu em cima da cama.
– O que você fez, idiota!?
– M- Me desculpe, e- eu estava procurando um lugar para descansar, estou andando há d- dias... – disse a garota, ainda assustada.
– O que faz aqui, quem é você!? – Alice indagou-a, com um tom de ameaça.
– Só quero descansar, não quero roubar ou algo assim, por favor, me desculpe!
– Por que deixou a porta aberta? Você é retardada?
– Por favor, meu nome é Isabella, eu morava nessa cidade, me desculpe, mais uma vez, não esperava que uma dessas coisas fosse tentar entrar, perdoe-me!
– Se esse maldito te mordesse, sabe o que aconteceria? Eu entraria na merda do meu apartamento e seria morta, isso é o que aconteceria!
– Me desculpe, mais uma vez. Qual é o seu nome?
– Não interessa, tenho que tirar esse pedaço de carne podre da minha cama. – Disse Alice, ainda irritada. — Se não tiver mais nada pra falar, sugiro que siga seu rumo.
– Não, não! Eu não tenho um lugar para ir! Meu pai foi mordido, e minha mãe desapareceu, provavelmente virou uma dessas coisas... Por favor, me permita ficar aqui, eu não tenho a mínima ideia do que fazer!
– Você vai ser um fardo. Não fique no meu caminho. Você tem o quê? Uns 12 anos? Não acho isso uma boa ideia. – Disse Alice, impaciente.
– Eu tenho 15 anos, mas não tenho família, carro, casa, nada. Apenas o revólver do meu pai, que peguei para matar um desses mortos-vivos...
– Droga. Tudo bem, mas se você fizer alguma merda, eu acabo com você, me entendeu?
– Muito obrigado, muito obrigado mesmo! Como é o seu nome?
– Alice. Alice Channing. E você, Isabella, cuide de você, que eu cuido de mim, entendeu?
– S- Sim...
– Já está tarde, não podemos dormir aqui, o cheiro está horrível. Precisamos procurar um apartamento para dormir.
Alice e Isabella partiram, deixando o apartamento, almejando achar outra moradia, ao menos, segura...
Fale com o autor